Eu tô cansada de escrever que Naruto não é meu, mas os outros personagens são. Eu acho que eu vou usar o Ctrl C + Ctrl V e-e.
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IX
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Esse também vai pra Mih *0*
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Holanda, Outubro de 1987.
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Se remexeu na cama, impaciente. Estava fingindo estar adormecida quando viu Sasuke se levantar, trocar de roupa –Ela havia corado naquela hora. Ei, ela não teve culpa!- E descer as escadas. Parecia ainda chateado com ela. Mas o tapa havia meio que surgido de um ato reflexo, ela meio que fez sem querer. Não sabia direito... Só sabia que achava aquilo um pouco errado da parte dele.
Vejo só: Amigos não se beijam uns aos outros, pelo menos era isso o que todos lhe falavam. Mas parecia que Sasuke havia chegado somente para quebrar essa 'regra', o que não era, pensando bem, tão mal... Suspirou, enterrando a cabeça no travesseiro. O que ela havia feito demais? Ta, um tapa não é uma coisa muito normal de se fazer, mas ela definitivamente não conseguiu evitar...
Ah, Sakura, vai dormir! Isso não é hora de filosofar ou refletir sobre ações passadas. O que passou, passou. Ações passadas não são concertadas com ações futuras. Passou, já foi, já era. Mas, e se aquilo danificasse, prejudicasse o futuro de alguma forma? Ações passadas são extremamente importantes para o que virá. Se você fez alguma coisa de errado, essa 'alguma coisa' irá remoer o seu futuro. A 'coisa errada' poderia ser 'o beijo' e o 'tapa'.
Vejamos bem. Se a coisa errada ali havia sido o 'beijo', Sasuke iria continuar fazendo aquilo. Ele adorava fazer coisas erradas, e o próprio havia confessado. Se ele continuasse beijando-a, eles provavelmente iriam se apaixonar um pelo outro, e teriam um futuro repleto de amor e carinho. É, não seria tão mal. A não ser pelo fato de o que ela sentia por ele não passava de uma mera amizade. E, bem, no seu ponto de vista, isso não cairia bem. Por que ela sonhava em um dia viver um lindo amor com alguma pessoa que conheceria durante a vida, e não com um amigo.
Nunca com um amigo. Você poderá destroçar o coração dele quando o amor não der certo.
Franziu o cenho.
Destroçar o coração quando o amor não der certo.
Aquilo soou tão profundo para ela...
Bem, voltando a sua linha de raciocínio inicial. Se a coisa errada havia sido o 'tapa', então ela pediria desculpas e tudo se resolveria. Tudo ficaria feliz novamente.
Pensando bem, se ela teria de pedir desculpas, então era por que o tapa havia sido errado.
Repassou toda a sua análise na cabeça. Pensando mais bem ainda, o futuro que teriam a partir do beijo parecia ser maravilhoso, parecia ser tão a cara de Sasuke... Como se ele quisesse esse futuro. Epa, como assim 'como se ele quisesse esse futuro'? Se isso fosse verdade, então seria por que ele...
Não...
Ele não podia gostar dela... Não podia gostar dela com algo além da amizade... Não podia...
Ela provavelmente o arrasaria... O destroçaria... Por que ele iria querer namorá-la e ela não. E ela conhecia muitos casos de uma quebra de amizade por causa disso, muitos e muitos casos. Sua irmã havia sido um desses. Está certo que eles namoraram durante um ano até Stephanie dar um basta, dizer que só o namorava por pena. E Sakura presenciou a negação do garoto, a revolta, a tristeza. Esse último foi deprimente. Ainda lembrava de tê-lo visto andar como múmia por Amsterdã.
Realmente, muito deprimente.
Bufou, jogando a franja para trás, enquanto se sentava novamente. Ótimo, seu sono havia ido para as cucuias. Respirou fundo, o cheiro de Sasuke impregnado no ar. Claro, afinal, aquele era o quarto dele.
Coçou a cabeça.
Hm, já que era o quarto dele... Bem, o que havia de mais em uma fuxicadinha? Melhor dizendo, 'em uma exploração'? Sorriu diante a ideia.
Levantou-se da cama, ajeitando a calça de moletom clara. Sentiu seus pelos se arrepiarem ao sentir o chão gelado em contato com o corpo quente. Olhou ao redor. Bem... Por onde começaria? Havia uma cômoda escura em frente à cama de casal – É, ele tinha uma cama de casal só para ele –, com muitas gavetas. Em cima dela, somente havia um porta-retratos e um abajur. Forçou a vista no escuro, e concluiu que a foto que havia no porta-retratos era uma da Nonna com ele, ambos sentados na grama. Ela gargalhava, e ele permanecia com uma cara de 'hunf'. Reparou que o cabelo dele estava repleto de ovo com farinha.
É, ele já tomou ovada alguma vez na vida.
Mas bem... O que deveria ter dentro das gavetas? Havia um guarda-roupas no canto do quarto, então as roupas dele provavelmente não estavam ali, na cômoda. Então... O que ele deveria guardar em tantas gavetas? Não havia outra maneira de descobrir além de explorá-la. Sabia que era errado isso que estava prestes a fazer, mas no seu ponto de vista era importante.
Abriu a primeira gaveta de baixo para cima. Completamente vazia. Abriu a segunda. Vazia. A terceira. Vazia de novo. A quarta e a quinta também estavam vazias. Estranho... Sabia que Sasuke não tinha muitos pertences mas não sabia que eram tão poucos. Abriu uma das duas pequenas gavetas. Vazia. Abriu a ultima por fim. Arregalou os olhos, aquela era a única que tinha coisas. E bastante coisas, por sinal.
A pequena gaveta era repleta de –para as outras pessoas- tralhas, mas que para ele, deveria ter um imenso valor sentimental. Afinal, quem em plena sanidade mental guardaria uma pedra suja de terra? Um ioiô quebrado? Uma foto velha?
Foto velha? Foto de quem?
Virou a imagem. Arregalou os orbes. Aquilo não era uma foto, mas sim um desenho. Um desenho de rabiscos tortos e manchados, que retratavam um menino que olhava para as estrelas, o rosto repleto de lágrimas. Dentro de uma nuvem de pensamento, havia a figura de uma mulher, que sorria, junto com um garoto de cabelos compridos. Reparou bem nos fios arrepiados do menino que chorava, nos olhos negros. Quem havia desenhado aquilo? Viu no cantinho da folha um 'S. Uchiha' escrito com letras feias, letra de Sasuke. Ao lado da assinatura havia algo escrito em japonês, chinês... Ela não sabia identificar que idioma era aquele.
Assustou-se. Sasuke havia se desenhado chorando, enquanto olhava para as estrelas? Mas por que? E ele sabia idiomas orientais, é?
Sasuke cada vez a surpreendia mais.
Olhou mais uma vez para o desenho. Parecia pessoal de mais. Guardou-o. Viu um envelope amarelado. A curiosidade não havia deixado aquele passar em branco, pegou-o e o abriu. Era uma carta de três linhas, escrita por uma criança, aparentemente. Estava em inglês. Não resistiu e começou a ler.
"Mãe, por favor, venha me buscar. Peça para o nee-san, por favor mamãe. Todos os dias meu peito dói muito de saudade de você e do Itachi nee-san. Na escola só tem um garoto que fala comigo. Eles não gostam de mim por que eu sou dois anos adiantado. Meu novo pai me bate muito sem eu fazer nada. Mas eu não choro, por que eu prometi para elas..."
Acabou aí.
Aquela carta parecia ter sido escrita de alguém desesperado. De uma criança desesperada. Só não acreditava que Sasuke tinha escrito aquilo. Não conseguia imaginá-lo criança escrevendo uma carta daquelas, falando que não chorava por que havia prometido para elas. Elas quem? E nenhuma criança não chorava, é impossível ficar sem chorar na infância. As crianças são muito cruéis, implicam com uma pessoa quando ela é diferente sem se importarem com o que vão falar.
Mas, o que o Sasuke poderia ter de diferente? Ele não é e provavelmente não era feio ou tinha problemas mentais. Não, claro que não. Ele tem o cérebro funcionando corretamente além de ser lindo e quase um gênio. E, ele deveria ser adorado, e não rejeitado. Será que crianças implicam com sotaques? Sasuke sempre teve um sotaque meio estranho... Não, estranho não, diferente é a palavra certa. Como se ele viesse de uma parte distante do planeta... Sei lá.
Suspirou, guardando novamente aquela carta, iria voltar a se deitar, a não ser por um brilho que chamou a sua atenção. Olhou na gaveta, no cantinho, um anel brilhava tímido com a luz da lua. Pegou-o em mãos. Parecia ser tão frágil... Era tão miúdo... Como se fosse de um bebê. Reparou que no interior dele havia uma escritura em japonês, com a excessão da assinatura.
'Uchiha Mikoto.'
Não acreditou. Aquele anel havia sido a mãe de Sasuke que havia dado-o? Como assim 'Mikoto'? Era um nome em japonês! E era o nome de sua mãe... Por que ele não tinha irmãs, pelo menos na cartinha ele não citou nenhuma. Mikoto Uchiha... Eram os mesmos sobrenomes, e tinha uma pequena
Arregalou os olhos.
Sasuke era japonês?!
.:.:O#O:.:.
Saiu segurando um guarda-chuva, pois chovia com mais intensidade. A pessoa que andava aparentemente sem rumo havia se sentado no meio fio da calçada, tinha os cotovelos apoiados nos joelhos, a cabeça escondida na palma das mãos. Chegou mais perto, e reparou como ele era alto. Tinha o cabelo negro, não sabia se era arrepiado ou não, mas ele estava grudado na nuca, e completamente encharcado. A franja escorria por cima das mãos, molhada. Queria saber qual era a cor de seus olhos, se era verde, azul, cinza, castanho...
Chamou-o.
- Ei.
Ele ergueu a cabeça. Nenhuma dessas cores, eram negros. Negros como a noite que se estendia acima de suas cabeças, como o infinito. Lindos. Absolutamente lindos, como o resto de seu rosto. Lindos como a boca desenhada, como o nariz fino, como o ar de superior.
- Hn. – O sua voz saiu completamente rouca.
Stephanie permanecia em transe. E balbuciou sem pensar.
- Você é lindo... – A voz saiu baixa, quase inaudível.
- Hm? – Perguntou ele, voltando a olhá-la. – Que disse?
- Que você é lindo. – Falou, mais alto. Ela não era como Sakura, ela falava mesmo, sem vergonha e sem medo. Por que ela era mais parecida com sua mãe.
Observou ele piscar, e dar um ligeiro sorriso de canto.
- Obrigado. – Sussurrou, voltando a posição inicial. A cabeça enterrada na palma das mãos, o cotovelo apoiado no joelho. Por que ele gostava tanto daquela posição, hein? Parecia tão confortável ali, de baixo da chuva que a cada minuto tomava mais força. Desse jeito, ele ficaria doente.
Ela se sentou ao seu lado, segurando o guarda-chuva no meio dos dois para protegê-lo também.
- Qual o seu nome? – Perguntou, olhando para a sua casa na frente.
Ele demorou para responder.
- Sasuke. – Seguido de um suspiro. Levantou a cabeça, jogando a franja comprida para trás. – E o seu?
Sasuke... Sasuke... Ela já tinha ouvido esse nome antes...
Um estalo surgiu na sua cabeça.
Então era ele que era o amigo da sua irmã! Ele era o tão falado Sasuke Uchiha! O garoto que era lindo, mas era chato e anti-social. Só a Sakura que achava ele legal. O garoto que quase havia tacado Jane pela janela. O garoto que praticamente idolatrava Nonna, só que às escondidas. Que havia conseguido conversar decentemente com Neji, que não havia ido com a cara de Tenten. O único que não havia ido com a cara de Tenten.
Ah, ele havia perguntado seu nome, né?
- É, eu acho que você já ouviu falar de mim. Sou a irmã da Sakura. Stephanie.
Sasuke a observou. Ela era linda... Muito linda... Tinha os cabelos compridos que iam até abaixo da cintura. Faziam grossos cachos desde a altura do ombro até o fim. Tinha os olhos verdes, com um contorno amarelado em volta da pupila, o que o destacavam mais ainda. Seu nariz era ligeiramente menos empinado que o de Sakura, sua bochecha tinha o mesmo tom rosado, as mesmas bocas e o mesmo formato de rosto. O que mais diferençavam as duas era que a mais velha tinha o olho mais rasgado, e de uma cor diferente. E as madeixas da mais velha eram onduladas e de um castanho claríssimo, quase loiro, só que ligeiramente rosado. O de Sakura era de um castanho muito rosado, quase rosa. Ele sempre se perguntava como uma pessoa poderia ter o cabelo rosa, mas nunca achava a resposta.
- E você é o melhor amigo dela, né? Você tem... Quantos anos mesmo?
- Quatorze. – Disse. Stephanie reparou nas feições dele, e no ar mais maduro.
- Sério? Você parece ter... sei lá...
- Dezesseis?
- É, por ai. Você parece ser tão maduro, né? E você é muito bonito, acho que é essa sua beleza que faz você parecer mais velho. Uma vez eu ouvi em algum lugar falarem que olhos escuros envelhecem a pessoa... Acho que é isso que acontece com você, sei lá. Ah é, eu tenho dezessete anos. A pirralha falou que amanhã eu faço dezoito?
- Não.
- Pois é, né, amanhã é meu aniversário. Eu vou fazer uma festa, né, mas, sei lá. Eu to ansiosa, sabe, eu acho que eu vou acompanhar uma turnê, mas sairia muito caro e...
Meu Deus! Ele pensou. Como ela fala!
-...Por que você é tão calado?
Sasuke a olhou. Iria pensar em uma resposta, mas ela foi mais rápida.
- Deus! Como seu olho é preto!
Ele assentiu.
- É lente?
Ele negou.
- Meu Deus! Seu cabelo também é tããão preto!
Ele assentiu.
- Você pintou?
Ele negou.
- Fale alguma coisa! – Ela pediu, sorrindo. Poxa, queria ouvir a sua voz...
- Você fala demais.
Stephanie estalou em gargalhada, e Sasuke permaneceu sério olhando para ela. O que tinha de engraçado no que ele havia dito? Havia comentado que ela fala muito, o que não era mentira. E por que ela ria tanto?
Não conseguiu ignorá-la, e admitiu para si mesmo que nunca havia ouvido uma gargalhada tão gostosa de se ouvir. E ele começou a sentir vontade de rir junto quando viu lágrimas escorrerem pelas bochechas rosadas. O sorriso de canto foi inevitável.
Mas de repente, ela parou de rir, ficando séria novamente. E isso fez com que Sasuke risse, mostrando os destes. Só um pouco, mas riu. Caramba, ela era doida. Começava a rir do nada e parava do nada. Havia gostado dela. Muito, muito mesmo.
- Bem... – Ela começou, mas logo foi interrompida.
- Você é hilária. – Ele falou, se ajeitando para olhá-la melhor. Ela sorriu para ele, mostrando os dentes, e as covinhas. Sasuke já estava encantado, embora sua expressão não denunciasse isso. O fato é que ele se encantava pelas pessoas como ela muito fácil, ou como a Nonna, que o ouvia, ou o deixava sozinho quando precisava.
- Obrigada. – Ela falou, com os ombros encolhidos. Era impressão dele ou ela estava corando. É, ela estava corando. E aquilo parecia tanto com Sakura! Corar a toa... E ele amava isso.
- Hm. – Falou, olhando para a casa de dois andares na sua frente. Era muito parecida com a de Nonna, só que a que ele via agora tinha dois andares, a de Nonna tinha três. Enfim, viu a irmã de Sakura sair dela, então era por que provavelmente ela morava ali.
- Eu sei que você quer perguntar se eu moro nessa casa. Sim, é meio evidente, não? Eu moro ali junto com a pirralha e os meus pais.
Sasuke estreitou a sobrancelha.
- Por que você a chama assim?
- De pirralha? – Ela estreitou os orbes. Observou-o assentir. – Por que ela é uma pirralha! Ela é muito chata, me cutuca quando eu fico estressada, fica me obrigando a fazer os deveres de matemática pra ela, fica me dedurando para a mamãe... E, toda vez que eu quero sair, ela quer ir junto, quando meu namorado vai lá pra casa, ela fica perto, fazendo plantão! Isso não são motivos?
Ela o olhou, esperando uma resposta, mas percebeu que ele havia voltado a pose inicial, com o rosto enterrado nas palmas das mãos. Parecia estar longe, pensando em alguma coisa que provavelmente o fazia muito mal. E deveras, estava. Por que tudo o que ela falou que a Sakura fazia com ela, era exatamente o que ele fazia com seu irmão, e aquela saudade que nunca passava voltou. Ele já estava cansado daquilo. Ele sabia que raramente algum dia voltaria a vê-los (sua mãe e seu irmão), então ele só queria lembrar deles sem se sentir mal, queria recordar os momentos em família com um sentimento de felicidade, mas, só conseguia recordar com um sentimento de dor.
- Você está bem? – Ouviu ela perguntar.
Ele assentiu, se levantando. A chuva já havia parado, e ela se sentia um pouco tonta devido ao mormaço que começava a fazer. Esse tempo doido de Amsterdã fazia mal para ela, as vezes. Ele ficou de pé ao seu lado, ela reparou como ele era alto.
- Você mede quanto? – Ela perguntou.
- Um e setenta e alguma coisa, não lembro. – Disse sincero.
- Acho que é um e oitenta.
Ele sorriu de canto.
- Agora deve ser quase isso. – Falou, andando em direção ao caminho que ele tinha vindo.
- Hey! - Ela chamou, observando ele começar a andar. – Você já está indo? Eu perdi meu sono! Com quem eu vou conversar agora?
Ele a olhou. – Está tarde, não acha? – Sua voz saiu calma, quente e suave, o que fez com que surgisse um arrepio na espinha dela.
- Er... Um pouco... Mas, você não parece estar com sono.
- Mas eu estou. – Disse, olhando para o chão. Logo em seguida, ele ergueu a cabeça, olhando para o céu. Ela observou o vendo balançar lentamente os fios negros. Logo em seguida, ele abriu os olhos, fitando o céu. – E além disso... Está sem estrelas hoje. – Disse, voltando a andar.
Stephanie não entendeu, mas percebeu que ele gostava de apreciá-las. E, assim como a sua irmã, não havia visto um menino antipático e insuportável como Tenten alegara, mas sim um menino reservado, introvertido, e, lá no fundo, enxergou um pouco de timidez. Mas, apesar das poucas palavras, ele era um tanto encantador. Por que seu jeito de se movimentar, e seu sotaque era absolutamente magnífico.
Inclinou ligeiramente a cabeça. Ficou imaginando como seria abraçá-lo. Sakura dizia que era ótimo, "súúúúúpeeer relaxante. Não sei como um abraço pode relaxar mas o dele sim. Hm, quando você tiver a oportunidade, 'rouba' um abraço dele. Você vai gostar, e ele não se importa".
Não sabia por que, mas teve a ligeira impressão de que Sakura abusava dele. Talvez por que ele era um menino-homem muuuuuuito lindo e quente. Ou por que ele era grande, e tinha um sorriso amigável, apaixonante e que mostrou ser raro. Muito raro, vindo dele.
Viu-o dobrar a esquina, e um vendo quente bater no seu rosto. Retirou o casaco, havia ficado abafado de um segundo para o outro. Fez um coque desconjuntado, e prendeu com o próprio cabelo. Mas, o que mais havia chamado a sua atenção foi o par de olhos cor de ébano, lindos, grandes, pretos, e tristes. Esse último o tornava ainda mais tentador.
Mas ele havia ido embora.
Suspirou, e entrou na sua casa. Só esperava vê-lo novamente. Sasuke. Nunca mais esqueceria esse nome.
.:.:O#O:.:.
O dia amanheceu com um lindo sol, e passarinhos cantando perto da janela. Ela abriu os olhos devagar. Tonta por que ainda estava despertando. Mas nem deu tempo de se sentir desperta o suficiente, tomou um susto ao ver Sasuke abraçando sua cintura de um jeito muito... Muito íntimo. E ela sentiu o seu coração bater mais forte contra as costelas quando mexeu as pernas, e sentiu as dele entrelaçadas nas suas.
E sentiu um susto ao ouvir a voz dele perto de sua orelha.
- Bom dia, dorminhoca.
Sakura sorriu, e tentou se levantar, mas ele impedia.
- Me deixa sair. – Pediu. – Quero escovar os dentes.
- Não quer saber quantas horas são? – Perguntou, encostando a sua bochecha na dela. Sakura permaneceu calada. – Duas da tarde.
Sakura tossiu.
- Eu dormi tudo isso? – Perguntou, a voz aguda. Sasuke sorriu.
- Uhum. E eu não dormi nenhum minuto. – Disse, e suspirou logo em seguida. Sakura então se tocou das olheiras que rondavam os olhos dele. E do olhar de cansaço. Ficaram um minuto em silencio. –Sakura. – Sua voz estava mais séria agora. Ela sentiu ele se afastar dela.
- Hm?
- Eu deixei você mexer nas minhas coisas? – Perguntou, a voz macabra. Sakura tomou um susto, literalmente. Como ele sabia...? – Eu sei quando alguém meche nas minhas coisas, principalmente naquela gaveta.
Sakura engoliu a seco.
- Anda, me responde. Eu deixei você mexer nas minhas coisas?
- N-não mas foi sem querer!
Sasuke se levantou, enquanto se alongava. Logo em seguida, a olhou. Sua franja cobria seus olhos.
- Sakura, vai ter a vingança.
.:.:O#O:.:.
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Holanda, Fevereiro de 1989.
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Dois anos depois. Muita coisa havia mudado nesses dois anos, tanto fisicamente como em outros termos. Os dois que mais haviam sofrido mudanças eram Sasuke e Sakura. Por que eles desenvolveram absurdamente, no rosto e no corpo. E todos estavam mais lindos e mentalmente maduros, com exceção de uma criatura.
A nossa adorável Tenten.
--
O dia não estava lindo, mas sim nublado, ameaçando cair uma chuva. Mas mesmo assim, Tenten se recusava a ficar em casa. E quando todos queriam ficar em casa e ela queria sair, sobrava para Neji. Ele normalmente era arrastado por ela para todos os lugares. E ele ainda se lembrava do dia em que foi parar em um banheiro feminino de uma boate GLS, em que ela havia ido por culpa da "curiosidade que estava me matando". Detalhe, ele foi vestido com um vestido de lantejoula rosa. Bem justinho.
Suspirou, enquanto remava. Olhou para frente, e admirou Tenten comer e se sujar de chocolate. Olhou para os lados. Eram os únicos que estavam andando de barco no canal de Amsterdã as dez horas da manhã, com o tempo nublado. Olhou para o fundo do barco. Estava cansado de ficar remando, e Tenten parecia estar looonge...
Contentou-se em ficar calado e remar.
Mas Tenten estava sisuda, concentrada em alguma coisa. Provavelmente se lembrando da patada que tomou do recente ex-namorado.
E ele não queria ficar calado.
Viu-a levar mais um bombom a boca.
- Vamos mudar de assunto? – Disse. Observou Tenten começar a rir, e enfiar mais um bombom na boca. Logo em seguida, ficou quieta de novo. Um silêncio se instalou, e só era quebrado pelo barulho da água se movendo junto com o remo, que empurrava o barco.
...
- Esse está mais legal. – Disse, completando com um sorriso. Ela sorriu de novo e ficou séria. – Por que está assim, Tenten?
A morena o olhou.
- Assim como...? – Falou, e pigarreou logo em seguida. Estava ainda muito rouca, sua voz quase não saía. Isso que dava ficar gritando com o seu ex-namorado, mãe, pai, melhor amiga, melhor amigo, e a melhor amiga da amiga de sua mãe. E sua professora de matemática, o professor de química, sociologia, robótica e no curso de inglês.
Hm, talvez ela estivesse ligeiramente estressada.
- Distante... Triste... Você ainda não me ofereceu aquele bombom especial do seu jeito, né? "Você não vai querer o bombom, né?" – Disse, no final imitando a voz dela. Observou o sorriso dela aparecer novamente, e dessa vez um pouco menos forçado.
- Hm... É por que... Você sabe, né... Aquele vagabundo... – Falou, sentindo os olhos lacrimejarem. Ainda não se conformava em ter visto seu ex-namorado beijando outra. Bem na frente dela!
- Não se preocupe, Tenten. Ele foi apenas mais um que está se aproveitando de você; não ligue para esse tipo de pessoa.
Ela assentiu, enxugando com o dorso da mão a lágrima que ameaçava cair. Neji parou de remar, e a olhou. Ela abaixou a cabeça, escondendo o rosto com as mãos. E começou a chorar baixinho.
- Não chore, Tenten. – Pediu, sem poder se aproximar. Se o fizesse, provavelmente o barco afundaria. – Aquele idiota não merece as suas lágrimas...
- ELE ME TRAIU! – Gritou, inconsolada.
- Se ele te traiau, era por que você era muita areia para o caminhãozinho dele. – Disse. Ela parou de soluçar, e, em seguida, olhou para ele.
- Verdade...? – Disse, e enxugou as lágrimas.
- Sim. – Disse, se sentindo um pouco melhor por ela ter se animado um pouco. Viu-a enfiar mais um chocolate na boca, e imaginou como ela e o ex-namorado comiam aquele chocolate.
Sacudiu a cabeça, espantando o pensamento.
- Acho que já podemos voltar, né? – Falou ela, enquanto mastigava o último bombom da caixa.
Neji assentiu, e remou o barco na direção contrária.
Meia hora depois, eles já tinham saído do barco, e decidido dar uma volta pelo quarteirão e visitar Sakura, que havia quebrado a perna. E o gesso ainda estava mole, por isso ela não podia sair de casa. Então, como os pais dela estavam viajando na Itália como uma segunda lua-de-mel e sua irmã vivia longe o dia inteiro, Sasuke e Jane ficavam com ela.
E Tenten sabia que Sakura amava muito isso.
Sorriu, atravessando a rua com Neji.
Iria acabar com a carga de todas as canetas rabiscando o gesso dela, iria se divertir muito.
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Continua...
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N/A: Ufa =.= Não tenho muita coisa a falar, espero que tenham gostado õ/
...
Ah, é, me desculpem pela demora, sei que sou vagabunda
Reviews anônimas:
Julia S.S: Sakura foi meio... Idiota, er... :/ Foi só um tapinha, não estragou o rosto dele u-u Jane é uma comédia XD Eu demorei, e espero que tenha valido a pena õ/ Bjks ;*
Hana: Hehe, pronto, continuei ._. Espero que tenha gostado õ/ Bjks ;*
guns and mia's: Adoro pianos também *--* Eu demorei mas espero que tenha gostado desse capítulo \o/
Tequila:
Kurara: não não E não.
Booh-chan: Obg *-*Espero que tenha gostado da continuação! \o/
--
Bjks, povo! \O/
