Gina

Eu estava paralisada diante de Harry.

Estava pregada no chão, olhando ele e Cho Chang abraçados a quatro passos de mim. Ele abriu os olhos, e pude ver a surpresa e horror inundar seu olhar. Ele ficou rígido. Não esperava que eu estivesse ali. Eu não devia estar ali.

Eu não estava bem. Minhas mãos estavam geladas, eu tremia e tinha náuseas.

Vi Harry sair daquele abraço e vir até mim no exato momento que me recostei na parede. Fui tomada por uma cegueira repentina e pela sensação de que tudo rodava.

- Você está bem? – Harry perguntou.

- Ela ta passando mal? – ouvi a voz daquela garota que estava com ele. Cho.

Argh!

Respirei fundo, me livrando das mãos de Harry e saindo dali. Mas não dei mais do que três passos. Tudo ainda rodava.

Calma, respira, segura o vômito...

- Ela vai desmaiar – ouvi Cho dizer atrás de mim.

Harry apareceu na minha frente. Ele era última pessoa que queria ver.

- Você ta bem?

Ele sabia que eu não estava bem. Seus olhos, mais do que sua expressão, me diziam isso.

- Eu...

O que eu estava fazendo ali mesmo? O que havia ido fazer ali...? Ah, sim. Eu queria dinheiro para beber algo. Draco e suas fichas não estavam em lugar algum, e eu tinha sede.

Mas a sede me abandonou assim que achei Harry. Ele e Cho estavam se beijando. Bem, eu havia permitido que ele a beijasse. Havia pensado que dessa forma talvez aquelas idéias dele sobre agirmos como um casal normal desaparecesse. Claro que temia que acontecesse justamente o contrário, que isso só aumentasse seu desejo, mas correria o risco.

Então estava preparada para vê-lo beijar outra. Ou o mais preparada que poderia estar. Que ele desse um ou cem beijos em alguém, iria doer de qualquer forma. Mas ele me prometeu dar apenas dois, e me agarrei àquilo. Havia ficado fora de mim por um tempo, dançando sobre o efeito da música e do que havia usado naquela noite. Queria me sentir anestesiada e consegui, mas quando as sensações passaram veio o desconforto e a sede insaciável. E logo fui procurar Harry, que estava com todo meu dinheiro.

Havia respirado fundo quando o vi beijando Cho. Doeu um pouco, porque ele parecia empolgado. Eu já não tinha sede, mas decidi seguir em frente com a cabeça erguida, mesmo que meu orgulho estivesse em frangalhos. Harry veria que eu estava bem, morreria de medo que eu o deixasse e voltaria correndo para casa e para mim. Era só um beijo que ele dava numa qualquer, eu podia enfrentar aquilo. Então me aproximei mais deles, notando que estavam muito grudados. Eu não podia ver muito, porque a capa de Harry os escondiam, mas aquela proximidade... Não era boa.

Invadi o espaço dos dois, sabendo que ninguém mais o faria. Ninguém mais entraria embaixo daquela escada, porque ninguém iria querer atrapalhar aquele casal se agarrando. Mas eu não era ninguém. Eu era Ginevra Lily Potter. Eu era a mulher que aquele homem amava. Fui até eles cheia de coragem...

E virei uma estátua pregada no chão. Porque perto deles como fiquei, notei o que nenhuma outra pessoa daquele salão notou. Eu percebi o que eles estavam fazendo, o que ela estava fazendo nele, onde as mãos dele estavam...

Aquilo não era um beijo. Ele me prometeu que só a beijaria.

Eu estava tão perto que poderia tocá-los, mas cheia de repulsa como estava me obriguei a me afastar. Quatro passos nos distanciaram então. Mas eu não conseguia andar mais. Me sentia paralisada e enojada. E doía, como doía aquela cena diante dos meus olhos!

E parada ali, sem que os dois me notassem, vi eles se tocaram, se beijarem e por fim se abraçarem. Foi nesse momento que Harry girou a cabeça, abriu os olhos e me viu; que tudo aconteceu.

Então agora eu estava cercada pelos dois, recordando o que havia ido fazer ali. E me lembrei, mas isso não fez eu me sentir melhor. Eu queria sair dali. Precisava achar um jeito... Não podia respirar...

- Eu to bem.

- Não parece – Harry rebateu – Vo...

- Eu estou bem! – eu só queria sair dali. Queria minha casa e minha cama – Eu... Eu vim pegar dinheiro. Para comprar bebidas. To com sede.

Harry me analisou por alguns segundos antes de enfiar a mão no bolso e me passar uma nota de dez libras. Eu comecei a caminhar...

- Meu celular e as chaves de casa – voltei e pedi.

Aquela era uma cena montada para Cho. Se estivéssemos só eu e ele ali, o mundo iria cair.

- Você vai embora? – Harry quis saber.

- Vou.

- Eu te levo.

- Leve-a, Harry. – Cho disse. Eu quis pular em seu pescoço. Alguém havia chamado-a na conversa? – Gina não parece bem.

- Não! Eu vou embora sozinha.

- Você não está bem para ir sozinha. – Harry falou.

Eu encarei-o. Como ele ousava olhar na minha cara e se dirigir a mim depois de tudo? Como ele ousava? Eu queria chorar. Me senti por um triz.

- Só me dê as chaves e o celular, droga!

Ele fez o que pedi, não sei porquê. Talvez pelo meu tom ou por perceber como eu estava mal.

Eu saí dali passando pelas pessoas sem reparar em nada. Todos dançavam felizes em seus mundinhos perfeitos daquela noite, onde não existiam irmãos e irmãs que se amavam. Onde não existia irmã que amava irmão que a traía. Onde não existia irmã que derramava lágrimas silenciosas pelo irmão que queria como amante no meio da multidão agitada pela música alta.

Eu estava cega de novo, mas agora pelas lágrimas e pelas luzes coloridas que caíam no teto. Queria chegar ao banheiro e acabar com a náusea que sentia. Ficaria melhor depois que meu jantar fosse colocado para fora.

Entrei no banheiro quando pensei que não conseguiria mais me segurar. Tranquei-me atrás de uma das portas dali e tudo que estava no meu estômago foi embora.

Era horrível vomitar sempre que ficava muito alterada, o que, infelizmente, andava acontecendo com certa frequência, mas depois eu me sentia muito melhor.

Já conseguia me controlar, não estava tonta nem tremendo. Fisicamente, tudo estava ok. Só meu coração estava mal, e a causa desse mal estava ligando para o meu celular. Eu não atendi o Harry; não queria falar com ele ou vê-lo. Recusei a ligação uma, duas vezes. Na terceira, coloquei o telefone no silencioso e ignorei-o.

Sai daquele espaço e lavei o rosto e a boca. Uma garota me ofereceu uma bala, que aceitei. Ela estava pálida e parecia ter vomitado também. Será que minha aparência estava tão ruim quanto a dela?

O gosto de menta tirou qualquer vestígio do gosto de bílis do meu paladar. Eu fiquei vários minutos ali, olhando as garotas, muitas conhecidas de vista, se maquiando, fofocando, lavando as mãos, entrando e saindo de trás das portas dos sanitários, algumas vomitando com as portas abertas, muito bêbadas ou drogadas. Ou talvez nervosas, como eu. Tinha uma jovem que estava chorando, sendo consolada por uma amiga. Seu coração havia sido partido naquela noite também.

Eu respirei fundo e fiz todo o esforço para não chorar de novo. Queria chegar em casa primeiro. Meus pais estariam acordados, mamãe me perguntaria detalhes da festa, se eu tinha conhecido ou beijado alguém, e não podia responder seu questionário com os olhos vermelhos e o rosto inchado. Depois, quando estivesse na cama, poderia chorar em paz.

Teria ficado ali por mais algum tempo se não tivesse visto Cho entrar e caminhar até mim. Ela olhou ao redor antes de me ver e parecia verdadeiramente preocupada.

Torci minhas mãos me perguntando que droga era aquela. Harry a teria mandado atrás de mim? Eu saí antes que ela me alcançasse.

- Gina, Gina...

Ela estava atrás de mim, mas não parei. Saí para a escuridão e o aglomerado de gente daquele clube quase colidindo com Harry. Ele estava na porta, esperando.

Xinguei baixinho quando me desvencilhei dele e continuei a atravessar a multidão. Que susto Harry havia me dado! Além disso, nem queria saber dele. Não queria chorar ali. Só queria chegar à saída e estava quase lá.

O vento frio me atingiu assim que saí, mas continuei andando rápido. No silêncio da madrugada podia ouvir Harry e Cho atrás de mim. Ele me chamava e ela o chamava, porém eu não parei.

Em determinado momento ouvi Harry dizer a Cho que ele me levaria para casa, que eu não estava bem, que sentia muito e que ligaria para ela depois. Eu ouvi passos de alguém correndo atrás de mim pouco depois e sabia que era ele, só ele.

Quando me dei conta estava chorando alto e correndo para o outro lado da rua, para o jardim público além do estacionamento. Eu não voltaria para casa com Harry por nada no mundo, não suportaria.

E que se danassem os olhos vermelhos quando eu chegasse em casa. Eu não aguentava mais segurar o choro e a dor que sentia. Eu não podia...

Meu salto afundava na grama, e me encostei em uma das árvores, quieta, torcendo para que Harry não me achasse. Eu não queria vê-lo, não queria.

"Por favor, Deus, não o deixe me encontrar", pedi. Mas eu não sabia se Deus me ouviria. Eu já tinha errado muito com Ele para que Ele atendesse um pedido meu.

Quando Harry surgiu ao meu lado, eu reclamei com Deus mais uma vez. Será que era tão difícil Ele fazer só uma coisa por mim?

Tentei sair dali, mas Harry segurou meu braço.

- Me solta!

- Me desculpa! Eu sinto muito!

- Vai embora!

Entrei mais para dentro do jardim. Mas ele continuava a dois passos de mim. Ele não ia embora. Por que não ia embora? Será que nem chorar em paz eu podia?

- Gi...

- ME DEIXA EM PAZ! – não me virei para ele, continuei andando.

- Gina, por favor...

- Vai embora!

- Eu...

- Por favor, Harry, vá!

- Gina!

Ele se pôs a minha frente, me segurando. Eu sentia frio e ele deixou lágrimas silenciosas caírem. Harry secou-as, me soltando, e respirou fundo observando o céu, tentando se acalmar.

Eu desviei o olhar dele. Sequei minhas próprias lágrimas e olhei os bancos vazios, as árvores e a grama verde, sem enxergar nada. Queria ignorar Harry e machucá-lo como ele havia feito comigo. Eu tinha depositado minha confiança nele, e ele tinha traído-a! Aquilo doía. Doía muito. Dividir o que você ama tanto, tanto...

- Gina?

Fitei-o por puro impulso. Aqueles olhos verdes cheios de lágrimas, que em outro momento causariam compaixão, só despertaram minha raiva. Desviei o olhar.

- Gina, sinto muito, eu... Não, não vou me desculpar porque não sei o que dizer...

- Então por que está aqui? – perguntei em alto e bom som, encarando-o brava – Por que está me enchendo com seus lamentos fajutos? Volta para sua festa, volta para a Cho, vai lá, fica com ela, transa com ela essa noite, termina o que começaram!

- Eu não quero ficar com ela.

- Mentiroso hipócrita! Você não pareceu não querer quando estava com a mão embaixo do vestido dela! - deixei lágrimas caírem enquanto falava e sequei-as ainda esbravejando com Harry - Você pareceu bem satisfeito, principalmente quando ela estava com a mão enfiada dentro das suas calças!

Ele não se defendeu. Porra, por que ele não se defendia? A tolerância de Harry me irritava às vezes.

- Eu não posso acreditar que você me traiu desse jeito, Harry. Eu disse dois beijos. Dois! E mesmo que fossem dez, eram beijos, não punhetas! Não carícias, não apertões e esfregação, mas beijos! Você me prometeu que só a beijaria! - Ele deu de ombros, me fitando lânguido e choroso. Ele não tinha o direito de esta mal. Quem havia sido magoada ali era eu – Você me prometeu, Harry!

- Eu quebrei a promessa.

- Eu sei que o fez, eu vi! Fui pegar dinheiro com você e recebi uma traição. Eu não acredito!

Resolvi ir embora, estava cansada, mas ele não deixou. Harry tocou meu braço e eu parei.

- O quê?

- Eu realmente sinto muito. Eu posso imaginar como está se sentindo.

- Não, você não pode!

Ele respirou fundo, intranquilo.

- Talvez não. Provavelmente não. Mas eu realmente sinto muito.

Soltei uma gargalhada descrente.

- Sente? Você estava murmurando e gemendo com ela ali, Harry. Eu confiei em você como nunca tinha feito, e você traiu isso.

- Gina, eu sei que nada justifica o que fiz, mas saiba que eu não queria te trair, eu juro!

- E por que você fez isso, então?! – quase gritei.

Mais lágrimas caíram de seus olhos verdes, que Harry logo secou. Ele fungou uma, duas vezes antes de estar controlado o suficiente para me responder.

- Porque eu queria alguém e você não estava lá. Você nunca estaria lá.

Aquilo era horrível.

- É essa sua desculpa?

- Não é uma desculpa, não há desculpas, Gina. É o meu motivo. O porquê pelo qual você perguntou. Talvez não seja grande coisa, mas é a verdade.

Eu dei um passo na sua direção já sem chorar, cheia de fúria. O frio da madrugada me atingia a todo instante.

- Ela estava tocando você como eu nunca fiz, como ninguém, a não ser você mesmo, provavelmente, nunca fez. Ela estava te beijando como eu nunca te beijei. As mãos dela estavam dentro das suas calças, Harry. Ela estava se...

Ele me beijou, segurando meus braços. Eu fiquei paralisada.

Por um segundo pensei em mil coisas: queria afastá-lo, porque aquele beijo não era decente; apesar daquele grande jardim estar aparentemente vazio, exceto por nós, alguém poderia nos ver; eu estava aborrecida com ele; ele havia beijado outra garota antes; eu queria ficar longe de Harry; era errado, Deus nos castigaria; nossos pais morreriam se soubessem. Depois já não podia pensar e toda minha concentração estava no beijo, porque era meu primeiro beijo.

Eu já tinha beijado seus lábios, mas aquela foi a primeira vez que a língua de Harry tocou a minha. Um segundo antes da boca dele tomar a minha, eu soube. O primeiro beijo de verdade.

Meu coração bateu rápido, minha mente esvaziou, minhas pernas tremeram. Os clichês típicos de romances água-com-açúcar baratos aconteceram, como eu nunca imaginei que fosse possível, ali, comigo. E eu beijava Harry de volta, me perguntando se estava fazendo certo.

Porque a verdade é que essa coisa de fechar os olhos e retribuir não é tão fácil assim. Precisei de concentração para acompanhar Harry naquele enésimo e primeiro beijo.

E era bom, saboroso, emocionante, apaixonado, novo e velho. As línguas e lábios dançavam uma balada doce e aconchegante. Eu temi morrer de tão a flor da pele que sentia tudo ao meu redor: senti as estrelas, o céu sobre minha cabeça, o ar gelado, o silêncio, os bancos vazios, a imensidão noturna, as folhas das árvores, a grama sob meus pés e a terra embaixo dela...

Não sei quanto tempo se passou, mas perdemos um bom minuto ali. Harry trocou a direção do beijo uma... duas vezes antes das nossas bocas de afastarem.

Não o fitei, mas sabia que seus olhos estavam tão fechados quanto os meus quando o beijo terminou. Eu podia sentir a respiração dele, pesada, na minha pele, sua testa colada à minha, as mãos dele ainda nos meus braços, as minhas segurando sua camisa.

E no segundo exato depois dos nossos lábios se separarem a culpa chegou. Não só em mim, mas nele também, porque logo Harry disse:

- Desculpe, Gina, desculpe...

Eu queria mais do que nunca ir para casa, meu quarto e minha cama. Agora que eu podia pensar, enxergava a loucura daquele ato. Era tão errado! E se alguém tivesse visto?

Com o coração ainda acelerado me separei dele. Olhei ao redor preocupada e não vi ninguém. "Que ninguém tenha visto", pedi a Deus, "que ninguém tenha visto".

- Desculpe, Gina, eu lamento.

Harry parecia péssimo. Pior do que antes. Eu só pude me afastar dele.

- Aonde você está indo, Gina?

- Para casa.

- Não. Você não pode ir sozinha, é perigoso.

- Pego um táxi.

- E vai pagar com que dinheiro?

Levantei a mão exibindo a nota de dez libras sem me virar. Harry me deixou ir; eu já não ouvia mais os passos dele atrás de mim.

- Desculpe! – ele gritou depois de um tempo, longe – Me desculpe por tudo. Me perdoe! Eu lamento... – ele chorava, eu ouvia – Por favor, Gina, me perdoe!

Tapei os ouvidos, os objetos em minhas mãos me atrapalhando. Não queria ouvir mais nada.

Eu andei rápido, perdida, sem saber por onde ia na noite escura. Estava tão frio! E em algum momento, não sei quanto tempo demorou, enfim achei um ponto de táxi. Entrei, o motorista partiu e não percebi mais nada. Estava tão perdida em mim mesmo desde que havia me afastado de Harry.

Era arrependimento que circulava em minhas veias. Arrependimento e culpa. E raiva dele.

O beijo tomava conta de uma parte de mim, a outra era preenchida pela dor por achar Harry e aquela garota juntos.

- Chegamos – o motorista anunciou com desconforto, me olhando pelo retrovisor enquanto eu chorava.

Paguei-o, deixando o troco para trás. E lá estava minha casa silenciosa e escura. Meus pais não sabiam que seus filhos eram dois monstros que manchavam o que eles chamavam de família. Que desgraça éramos nós! Frutos dos mesmos corpos desejando um ao outro...

Sentei no meio fio e chorei tomada pela dor causada por Harry, por ser sua irmã, por aquele beijo e o pior: por ter gostado de beijá-lo daquela forma. Eu tocava meus lábios lembrando dos dele ali, passava a língua sobre eles sentindo seu gosto, lembrava da língua dele na minha boca, tirando meu fôlego e acelerando meu coração.

Senti o celular vibrar na minha mão. Era Harry e não atendi. Desliguei o telefone e caminhei até a porta torcendo para que meus pais estivessem dormindo.

Tirei os sapatos depois que entrei e tranquei a porta de novo. Mesmo com as luzes apagadas vi o contorno do meu pai dormindo no sofá, mas nem o chamei para que fosse para a cama. Fui direto para cima, subindo as escadas com cuidado para não fazer barulho.

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Não fui ao quarto de Harry pegar a chave dali que ele tinha. Ele não se atreveria a falar comigo aquela noite.

Joguei sapatos, celular e chaves no chão e me atirei na cama fria, chorando no travesseiro. Tudo tinha um cheiro de limpeza. Eu sabia que mamãe havia trocado a roupa de cama naquela tarde.

Não tirei o vestido ou as meias quando deitei embaixo do edredom. Parei de chorar forte em algum momento, e as lágrimas passaram a cair silenciosas. Sabia que era muito tarde, porém nem levantei os olhos para o relógio para descobrir as horas. Que o mundo acabasse aquela noite, não faria diferença alguma.

Minha cabeça doía e eu tinha sono, mas a imagem do beijo no jardim e a imagem de Harry sendo tocado e tocando outra pessoa tomavam minha mente.

Será que ele sabia o quanto doía ver a pessoa que você ama nos braços de outra? Como isso podia despedaçar alguém e partir seu coração? Ele não sabia, porque não sentia a dor que me consumia!

E amá-lo sabendo que nunca poderia tê-lo... A gente se beijando no meio do jardim público, alguém podendo ver; a gente se beijando e sabendo que aquilo era errado; a gente se beijando e o nojo por nós mesmos se espalhando no corpo e na alma...

As lágrimas embaçavam minha vista e meus pensamentos. Eu estava cansada, só queria esquecer de tudo.

Em algum momento as coisas começaram a ficar distantes, como se eu sentisse menos o mundo, e comecei a querer dormir... Ouvi um barulho, pareciam gritos, mas isso não me tirou do torpor... Não, não eram gritos. Era o piar agonizante de águia gigante e tão dourada que podia cegar, que se aproximava de mim e tentava me capturar do meio de um mar de nuvens. A ave já não piava, mas me chamava pelo nome...

- Gina, Gina...

E a voz da águia ficava mais humana e menos animalesca...

- Gina, acorda, filha.

Abri os olhos. Papai estava diante de mim.

- Bom dia.

- Bom dia.

- Desça para tomar café, ok? Eu e sua mãe estamos te esperando.

- Ta.

Ele saiu. Me espreguicei e percebi que estava sem as meias e o vestido, só de calcinha e sutiã. Mamãe devia ter tirado minha roupa enquanto dormia.

Puxei as cortinas e abri a janela, o sol estava alto. Eram mais de onze da manhã quando olhei no relógio.

Na cama, percebi que minha cabeça ainda doía. Eu tinha chorado muito... Oh, sim. Eu tinha chorado muito por Harry.

Ele e Cho estavam se agarrando na noite anterior. E depois ele me deu um beijo de língua.

Que Deus me perdoasse, mas apesar de saber que aquilo não foi uma boa conduta, eu não me importava mais, porque também queria aquilo havia tanto tempo. Beijá-lo era uma vontade e uma repulsão. E agora que já tinha acontecido e o baque inicial já tinha passado, percebi que nada tinha mudado. As coisas eram as mesmas. Além disso, não era como se a gente tivesse feito algo como sexo. Foi um beijo.

Me lembrei da primeira vez que a gente se beijou daquele jeito simples, quando só os lábios se tocam. Eu tinha 15 e ele 16. Estávamos assistindo tevê e rindo na sala, e Harry disse para eu fechar os olhos. Estávamos sozinhos. E, sorrindo, fechei meus olhos. Então senti a respiração dele tocar minha pele e depois, arrepiada, seus lábios tocaram os meus. Eu parei de respirar, presa na situação. E quando Harry se afastou meus olhos continuaram fechados.

Quando os abri, ele me olhava com atenção. Eu disse que não achava que aquilo era certo, e ele disse que concordava comigo, se era aquele meu desejo. Eu saí dali, fui para a cama e fiquei pensando no beijo. Não era certo, mas havia pais e filhos que trocavam selinhos. Irmãos e irmãs. Então não podia ser tão errado, me convenci. E voltei para sala, me sentei ao lado de Harry novamente e falei para ele fechar os olhos. Ele, inseguro, o fez, e meus lábios tocaram os dele mais uma vez.

Porém, com o tempo, nossos beijos ficaram famintos, fortes e intensos. Não eram suficientes. E então, na última noite, Harry havia me dado um beijo de língua. Meu primeiro beijo de verdade.

A idéia de saber que meus primeiros beijos eram dele era reconfortante. Não importa o que acontecesse, sempre dividiríamos isso. E eu ainda sabia que aquilo não era bom ou certo, mas, no fim, eram apenas beijos.

Logo, quando me levantei naquela manhã o que mais me corroia era Harry e Cho. Me corroia a imagem deles juntos se agarrando em um canto escuro, fazendo muito mais do que apenas dar os beijos que eu tinha permitido e ele prometido.

Eu não choraria de novo. Já tinha chorado muito por ele e por isso. As lágrimas tinham ido embora.

Me sentei em frente à penteadeira e tirei o resto da maquiagem, que havia dormido no meu rosto. Minha boca tinha um gosto ruim e precisava escovar os dentes. Quando saí do quarto e me defrontei com a porta fechada de Harry, meu coração disparou. Eu não me sentia pronta para vê-lo ainda. Como poderia evitar esse encontro naquela casa?

Entrei no banheiro do corredor, que seria o que usaria a partir de então. Eu sempre o usava quando brigava com Harry. E aquela havia sido uma briga diferente, não uma das que se resolviam em uma hora ou dois dias.

Cheguei à cozinha e papai estava ao fogão. Mamãe estava sentada na varando, observando o jardim. Agradeci por Harry ainda estar dormindo. Ou será que ele ainda não havia chegado? Será que ele tinha voltado para Cho? Será que... que ele tinha dormido com ela?

Evitei pensar naquilo e me sentei à mesa.

- Oi – disse ao papai -, cheguei.

- Ei, Gina. Estou fazendo ovos com bacon, você quer?

- Quero, obrigada.

Ficamos todos os três quietos. Eu sentada esperando o café, papai preparando-o e mamãe lá fora, calada. Muito calada.

- O que aconteceu com a mamãe?

Papai suspirou e respondeu:

- Harry.

Meus olhos se arregalaram e me peguei perguntando:

- O que ele fez?

Ele tinha dito algo? Eu me atiraria na frente do primeiro carro se ele houvesse dito algo sobre nós.

- Nem queira saber.

Papai parecia aborrecido, mas não preocupado. Então disse a mim mesma que não, que Harry não havia dito nada. Se o tivesse feito, papai não teria me acordado tão gentilmente ou estaria preparando meu café. Certo?

Com esse pensamento meu coração se acalmou. Harry não diria nada, nunca. Eu sabia. Ele não podia fazer isso.

Papai serviu os ovos e o bacon e sentou-se. Ele ainda me serviu suco, como de costume, antes de chamar mamãe para comer também. Ela nem se mexeu. Pareceu nem ouvir. Me perguntei mais uma vez o que tinha acontecido.

Ela só se juntou a nós quando estávamos pela metade do café. Estava longe e com o cenho franzido.

- O que foi, mamãe?

Ela suspirou.

- Nada para você se preocupar, filha. Que horas chegou ontem? – ela estava tentando desconversar e eu estava ficando preocupada.

- Não sei, mas papai estava dormindo na sala. Mãe, o que aconteceu?

Eu estava um pouco desesperada e acho que ela percebeu isso. Me olhou de um modo atencioso antes de dizer:

- O Harry, Gina. Ele me preocupa. Você não ouviu a noite passada?

- O quê?

- Os gritos. – papai respondeu – Ele estava berrando e chorando quando chegou. Acho que todos os vizinhos ouviram, como você não ouviu? O que tomou naquela festa, Gina?

- Nada. O que Harry dizia? – soei desinteressada, mas estava com medo do que ele pudesse ter falado.

- Nada que faça sentido. – mamãe disse – Ele estava bêbado. Bêbado, Gina! E pedia perdão a mim e ao seu pai dizendo que era um filho terrível, que deveria morrer, que nunca devia ter nascido - ela estava começando a querer chorar –, que "ela" nunca o perdoaria, que "ela" era sua vida e sua desgraça... E quem é "ela"? Eu não sei! Não conheço meu filho!

Eu quis desaparecer quando mamãe começou a chorar forte ali na minha frente, porque talvez o que Harry havia dito não fizesse sentido para os meus pais, mas fazia para mim.

- Mamãe, não chore – me levantei e sentei no colo dela, abraçando-a. Ela me abraçou forte, ainda soluçando. Eu mesma não pude evitar derramar algumas lágrimas com ela.

- Está tudo bem, Lily. – papai falou – Nós vamos conversar com Harry.

- Ele estava apenas bêbado, mamãe. – tentei convencê-la – Só estava bêbado. Disse coisas sem sentido por isso. Não chore.

Ela secou minhas lágrimas, e eu as dela. Nós duas ficamos abraçadas ali até que ela estivesse calma de novo.

- Você não sabe de nada, Gina? – mamãe me perguntou quando me sentei ao seu lado na mesa.

- Não – menti -, eu tenho certeza que ele só estava delirando pela bebida. Não se preocupe.

- Mas me preocupo, ele é meu filho! O Harry é ótimo, mas às vezes fica tão estranho e quieto... Como ele vai morar sozinho se for para uma faculdade longe daqui? Eu não vou nem conseguir dormir!

- Lily, não exagera. – papai pediu – Ele é um ótimo menino.

- Você viu como ele estava ontem, James!

- Ele estava bêbado. Concordo com a Gina e acho que não é nada sério. Ele deve ter brigado com a namorada ou coisa do tipo.

- Namorado, namorada... Vocês sempre acham que é algo assim! – mamãe esbravejou – Eu conheço meu filho e sei que tem algo errado. Gina – ela se virou para mim -, converse com seu irmão. Talvez Harry não conte nada pra gente, mas pra você ele vai contar. Vocês sempre foram como unha e carne desde que nasceram, eu sei que ele vai te contar o que está acontecendo.

Se ela soubesse o sacrifício que me pedia nunca teria feito aquele pedido. Porém ela não sabia e, assim, eu respondi que sim, que conversaria com ele, mesmo estando disposta a não olhar mais para Harry.

Depois disso resolvi subir. Não estava muito bem ainda, e tudo que ouvi na cozinha me deixou pior. E congelei no meio da escada, porque eu soube que ele estava ali, me olhando do patamar.

Quando levantei os olhos e fitei Harry, vi a cena dele e Cho se agarrando, e depois nosso beijo proibido. Me senti cheia de raiva e mágoa, e nua. Nua porque ainda estava como havia acordado, de calcinha e sutiã, e eu sabia que ele tinha reparado nisso. Assim como eu reparei nos seus olhos fundos, que eu também tinha, na aparência acabada e nos cabelos rebeldes como sempre, além do fato dele estar só de cueca.

Cruzei os braços, abaixei os olhos de novo e segui meu caminho, tentando ignorá-lo. Eu não ia chorar, não ia! Tentei passar o mais longe possível dele, me espremendo contra a parede, mas ele agarrou meu braço e eu senti que meu corpo estava se transformando em gelo a partir de onde ele me tocava. Então sua mão ficou quente de novo, e eu ainda estava presa ali.

- Me larga. – minha voz não foi mais do que um sussurro.

- Olha para mim. Por favor. – a voz dele também não foi alta.

O esforço que tive que fazer para fitá-lo é indescritível. Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que ele não me largaria enquanto eu não o olhasse.

Ele beijou o topo da minha cabeça e ficou parado ali, próximo a mim. Seu nariz tocava minha testa, e ele tinha os olhos fechados. Então o nariz dele desceu para meu rosto, para minha bochecha, mandíbula, pescoço, sentindo meu cheiro; meus próprios olhos já estavam fechados também.

Sei que nossos pés nos guiaram para fora do patamar e entramos na sala de estar do andar de cima, onde tinha a sacada. Eu estava contra a parede e minha respiração estava ofegante.

- Não, Harry.

Eu não sei o que negava. Havia tantos "nãos" a ser dito a ele... Estávamos em casa, alguém podia aparecer de repente...

Ele segurou meu rosto entre suas mãos. Ficou assim por um tempo até que eu abri os olhos.

A dor que via nas íris verdes era a dele ou a minha refletida em seu olhar?

Ele não disse nada, eu não disse nada. Eu segurei seu pulso, fitando-o de volta no meio daquele mar de sofrimento.

Harry baixou o rosto e seus lábios roçaram os meus. Eu abri a boca em expectativa e avancei, então seus lábios quentes estavam nos meus, sua boca na minha, sua língua na minha. E havia lágrimas, não sei de quem.

Os olhos estavam fechados e o beijo foi aquecedor. Quando Harry separou nossos lábios eu o beijei de novo. Eu segurei seu rosto e o beijei; foi aconchegante, mas cheio de angústia. Não pensei em mais nada, que estávamos em casa ou que nossos pais estavam lá embaixo.

Era um beijo com gosto de canções tristes de amor, de amantes separados, de uma ferida que não sara, de um coração que sangra, de poemas repletos de sentimentos, de pôr-do-sol, de amor inocente, que nasce na infância...

Eu enfim me afastei, secando as lágrimas. As mãos nos lábios, lhe dei as costas.

- Preciso de tempo, Harry. – minha voz chorosa foi baixa, mas ele ouviu.

- Você pode duvidar de tudo, – eu o olhei e seus olhos estavam vermelhos - pode duvidar que na primavera nascem flores ou que o Sol é uma estrela, mas não pode duvidar do meu amor por você, que me consome.

As lágrimas caíram dos nossos olhos. Dos meus e dos dele. Todavia, eu olhava Harry e revia na minha mente aquela cena dele com Cho... Eu não podia fitá-lo por muito tempo.

- Preciso de tempo. – repeti.

- E quanto a nós?

- Não há "nós", Harry. Não mais.

- Eu amo você!

- E eu amo você. Mas é impossível te olhar sem lembrar...

Me descontrolei por um momento e solucei forte. Quando voltei a erguer os olhos para Harry, percebi que não havia muito mais a lhe dizer. Tudo já havia sido dito.

- Preciso de um tempo para por a cabeça no lugar, Harry. É o fim.

Deixei a sala e fui para o meu quarto. Chorei mais, depois me obriguei a ficar calma. Estava terminado. Seríamos uma família como sempre devia ter sido: irmão e irmã agindo como irmãos e nada mais.

Estava acabado. Para sempre.



Aos Leitores:

Ai está, como todos pediram, o novo capítulo. E super rápido! Apenas cinco dias se passaram entre essa atualização e a anterior.
Como fui muito boazinha, vocês também devem ser. Deixem reviews, ok? Deixem tantas como no último capítulo. Nunca comentaram tanto e tão rápido na fic como na última atualização. Então comentem rápido e bastante de novo, por favor. Vocês viram que isso me anima a escrever, não?
Atualizei todas as minhas fics essa semana, leiam também em Further Education e Perdidos na Rotação.
Agradeço a todos que estão lendo e comentando aqui em E4P. Quero saber logo o que acharam desse capítulo.
Ah, acessem meu blog e fiquem por dentro das novidades sobre as fics (tirem os espaços) : www. lannilu. blogspot. com .

Beijos!

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Respostas às reviews:

ooo Grace Black: ahh, eu quis acabar o capítulo em um momento de suspense e tensão, e acho que consegui, hehe. a fase de pecado da gina acho q vai demorar um pouquinho ainda, mas talvez ela chegue...
e vc ñ precisa morrer "pelo prox cap" ñ, pq, como vc pôde perceber, atualizei super rápido a fic. ñ torturei meus leitores nem um pouco. espero q tenha gostado desse cap tbm. comente, pf!
abraço.

ooo Guta Weasley Cullen: aí está a reação da gina, ou pelo menos o começo dela. e aquela era a hora de parar um cap sim! senão, como conseguiria prender meus leitores? e, sabe, deu certo! rsrs. tds ficaram eufóricos. oq achou desse novo cap? postei rapidinho!
abraço.

ooo Jazz.C: nós torturamos os leitores para eles se prenderem à história e para deixarem reviews. pronte, revelei o segredo. rs. espero q vc ñ tenha tido outro filho esperando esse cap, pq ele veio rapidinho. postei logo, viu?
abraço.

ooo Loow-chan: ei! vc nunca tinha comentado aqui ñ, tinha? eu acho q ñ, mas se tinha me desculpe. de qualquer forma: obrigada pela review e continue comentando!
obrigada pelas palavras tão generosas. faço de td para não desapontar meus leitores. continue lendo q vc verá onde a história vai parar.
abraço.

ooo Marcia B. S: ai está o novo cap, saindo de uma situação realmente complicada. espero q msm ñ tendo irmãos, sei lá, vc tenha entendido a situação do harry e da gina.
abraço.

ooo Oraculo: obrigada! puxa, eu tento fazer meu melhor aqui e fico realmente feliz qnd as pessoas comentam e gostam. msm qnd comentam e ñ gostam eu fico feliz, pq aí sei onde tenho que melhorar e trabalhar.
pq vc ñ gosta de h/g? vc é mais gina e draco?
o baile deu merda msm. um pouco das consequências das merdas dele foram mostradas nesse cap, com a gina decedida a dar um fim na "relação". espero q tenha gostado desse cap. fico aguardando sua opinião.
abraço.

ooo Pati Black: oh, vc gostou do último cap, q bom! fico feliz. terminou como terminou pq eu tenho q garantir minha review de cada dia, né? e para fazer leitores que não comentam comentarem não há nd melhor do que um final bombástico... brincadeira, rs. terminou em suspense e tensão, para prender o leitor, como eu pretendia desde o começo. e atualizei rapidinho, viu?
abraço.

ooo Debora Souza: puxa, é bom saber que novos leitores ainda aparecem por aqui, apreciando a fic e descobrindo as situações e personagens. fiquei realmente feliz com suas reviews, obrigada! o beijo veio nesse cap, viu? vc disse que estava super curiosa para saber qnd eles iam realmente se beijar. * smile *
agradeço as palavras tão gentis. e devo dizer q vc acertou: a gina passou mal sim, viu? ela ta sofrendo, tadinha.
abraço.

ooo Patty Carvalho: amou? que bom! a gina sofreu bastante no cap do harry e nesse, que é dela. mas tem mt coisa pra acontecer ainda... enfim. agradeço a review e quero saber sua opinão desse cap, ok?
abraço.

ooo Marininha Potter: ahh, pode ficar puta e gritar, desabafar, xingar... eu ñ ligo ñ. me divirto horrores, rsrs. eu ADOREI seu último comentário. fico tão feliz qnd os leitores sentem tanta empatia pelos personagens!
vc viu que ninguém morreu, né? bem, pelo menos ñ por enquanto... obrigada pela review e continue comentando!
abraço.

ooo AluadaMax: é, as coisas vão esquentar... a barra vai ficar pesada, o harry que o diga! e ele é homem, mas nem por isso pode sair por aí fazendo o q bem deseja ñ, q isso! só pq ele é homem? ahh, isso é machismo, menina. * smile * vms ser feministas: se o harry pode beijar por aí, a gina tbm pode! se isso vai acontecer ou ñ eu ñ sei, mas que ela pode, ela pode.
abraço.

ooo Anna Weasley Potter: ahh, eu fiz isso sim. me desculpe, mas eu tinha q fazer ou a fic ñ ia andar. esse é um ponto definitivo, onde a história começa de verdade. aliás, vc disse q já estava até imaginando o que ia acontecer... oq vc imaginou?
eu passei duas semanas só com provas, mas em compensação eu ñ fiz nd essa smn q ñ fosse escrever. escrevi MT, atualizei tds as minhas fics e comecei próximos capítulos. ufa, enfim postei o novo cap de E4P!
abraço.

ooo Alicia Black Cullen: obrigada! continuei escrevendo e aí está o novo cap da história. espero que tenha gostado, quero saber sua opinião, ok?
abraço.


ooo Priscila Louredo
: nossa, acho q o coração tem que ser ainda mais forte nesse cap da Gina, pq senti que ela sofreu como nunca. ela ta confusa pelo beijo tbm... meio perdida, eu acho. enfim, aí está o novo cap.
abraço.

ooo Vanessa RB: o harry É mt possessivo. ele é mt ciumento, mt msm. de certa forma, mais do que a gina. enfim, vc leu esse novo cap e viu oq aconteceu com nosso casal. espero q tenha gostado (ah, o beijo!), espero sua review com curiosidade.
abraço!

ooo Pedro Henrique Freitas: (lanni, respira... pronto, agora vai lá ler a review gigante do pedro.)
ok, vms lá. entrei no site para postar o cap novo e vi sua review, uau! review grande. gosto de reviews grds (e das pequenas tbm, devo dizer).
eu me diverto mt às vezes com os comentários das pessoas. qnd elas xingam os personagens, ou me xingam, é pq eu sei que estou fazendo td direito e que estou conseguindo despertar a empatia nos leitores.
seus pontos levantados (nas reviews) são sempre mt bem amarrados, devo dizer (acho que já disse isso) . suas reviews tem sempre uma análise correta (e profunda) dos personagens. acho que vc os entende bem, é impressionante!
o harry beijou a gina. ponto final. essa coisa do (primeiro) beijo ficou resolvida.
ahh, obrigada por elogiar minha cena H/C, rs. e ela (cho) gosta dele (harry) de verdade sim, acredite. ela ñ é uma vaca (só na opinião da gina).
eu imaginei que todos quisessem saber oq a gina foi fazer ali naquele canto da festa. eu tentei explicar isso, deixar bem claro, nesse cap. por favor, me responda: ficou claro oq a gina foi fazer ali? (olha, acho que se a gina não aparecesse o harry ñ ia contar a ela oq aconteceu ñ. pelo menos ñ tão cedo.)
acho que é legal conhecer a vida deles, a relação com os pais, com o mundo, com os amigos e conhecidos, para entender melhor os personagens... o james é ótimo fazendo coquetéis, sabia?
abraço, abraço!