Harry

Nos dias que seguiram aquele fim de semana, onde tanto havia acontecido em tão pouco tempo e eu havia perdido Gina, segundo ela para sempre, eu fiquei com tanta raiva de mim mesmo, cheio de dor, arrependimento e medo, além de tão certo do meu amor, que fiquei doente.

Não realmente doente, vomitando e com febre, mas me senti tão desanimado que era difícil levantar da cama, minha cabeça doída e tudo que queria fazer era dormir. Só saí do meu quarto na hora do café-da-manhã e do jantar, com esperanças de encontrar Gina e, por algum milagre, ela me dizer: "Eu te perdôo, está tudo bem".

Todavia, isso não aconteceu. Pelo contrário, nas poucas vezes em que nós estivemos juntos, ela estava fria e distante. Era cruel. Falava comigo, mas nunca olhava nos meus olhos e estava sempre séria. Suas palavras se resumiam ao essencial para manter as aparências para nossos pais. Ela nunca havia ficado tão inalcançável. Era como se fosse uma rainha poderosa e eu o mais inferior de seus súditos.

Não que não soubesse que havia pisado na bola. Eu tinha cometido um erro terrível e gigantesco, gostaria de voltar no tempo e mudar tudo, mas infelizmente isso não era possível. A única coisa que havia sobrado para mim era ficar me corroendo, cheio de pesar e dor. E fiz muito isso. Estava dilacerado, como se a parte mais importante de mim estivesse faltando. E essa falta doía, como doía!

Gina, por outro lado, e para me deixar ainda pior, parecia não estar sofrendo, mas sim lidando bem com tudo aquilo. Ela havia ficado trancada no seu quarto o dia todo, chorando, no domingo. Eu também havia ficado no meu quarto, com os olhos presos na porta dela, chorando e me lamentando. Mas a diferença foi que na segunda ela levantou como se nada tivesse acontecido, tomou o café e foi para o colégio. Eu me sentia tão mal, acabado e destruído que minha aparência devia refletir isso, porque quando coloquei os pés da cozinha, Lily soltou:

- Harry! O que aconteceu com você, meu filho?!

Eu sabia que meu aspecto não era bom. Estava uma merda por aquela situação e a culpa era toda minha. Burro!

Ignorei a pergunta de minha mãe e sentei-me de frente para Gina, encarando-a sem comer nada. Ela agiu como se eu não estivesse ali.

Naquele primeiro momento senti a transformação que havia se passado nela. Ela tinha mudado. Assim, de repente. A Gina de sempre ficaria uma semana chorando, triste e magoada, mas aquela ali na minha frente era outra pessoa. Aquela garota ali era atroz, fingia que eu não existia e não me encarava nos olhos. Eu tive vontade de chorar, mas tudo o que fiz foi subir e me meter na cama, dizendo que não estava bem.

Ouvi meus pais e Gina saírem de casa e me deixarem sozinhos. Eu sei que chorei, que fiquei vagando pela casa e, por fim, me enfiei embaixo das cobertas da cama de Gina e dormi em meio a seu cheiro e suas coisas. Acordei com um barulho lá embaixo, só podia ser Jane, a empregada, e voltei para meu quarto e minha cama tão solitários.

Quando Gina chegou da escola, eu tentei me aproximar, pedi que ela me escutasse, que me perdoasse, que não fizesse aquilo comigo, chorei, implorei, e seus olhos estavam tão cheios de mágoa e raiva que me calaram. Eu percebi que aquela era uma luta perdida. Fiquei na cama o resto do dia. Na hora do jantar a mesma cena da manhã se repetiu: Gina fria e distante, eu morrendo por dentro. Nem comi.

Uma parte de mim dizia: "Bem feito! Quem mandou trai-la?". Enquanto a outra falava: "Ela tem que entender. Ela tem que te perdoar".

Mas nos dias que se seguiram ela não me perdoou. As coisas continuaram tão ruins quanto antes: Gina calada e distante, eu amuado e arrependido. Consegui passar por tudo por causa do meu estado de torpor. As coisas eram tão bizarras que não pareciam reais.

Eu a amava. Amava mais do que tudo. Por que ela não podia entender isso e me desculpar? Eu a desculparia se fosse o contrário. Não seria fácil e seria doloroso, mas a desculparia, mesmo que demorasse. E era a isso que me agarrava: ao tempo. Talvez, com ele, tudo voltasse a ficar bem.

ooOoOoOoOoOoo

Na sexta-feira, quando mais uma vez disse que não iria à escola porque não estava bem, minha mãe subiu ao meu quarto, me encarou por alguns segundos e perguntou:

- Harry, o que está acontecendo com você?

Não era a primeira vez que questionava aquilo naquela semana. No domingo, ela, geralmente de olhos vermelhos, fez aquela mesma pergunta várias vezes e ainda insistiu para que falássemos da cena daquela madrugada: eu chegando em casa bêbado e acabado, gritando e acordando a todos.

Só que eu não queria falar sobre nada. Doía demais, fazia eu me lembrar de meus próprios erros com muita intensidade e também de que eu quase havia deixado escapar o estranho tipo de relação que eu e Gina um dia tivemos. Eu simplesmente ignorava Lily, dizendo que não queria falar daquilo, e ela, sempre intraquila, rebatia um "Tudo bem". Mas ela sabia que tinha alguma coisa errada, eu podia sentir.

Quando ela entrou no meu quarto na sexta e me fez sua usual pergunta, respondi:

- Nada.

E, diferente das vezes anteriores, ela não disse "tudo bem" e saiu. Ela puxou meus cobertores e edredons e, quando a olhei, com a cara inchada pelo choro, Lily parecia furiosa.

- REAJA! – gritou para mim – Sai dessa cama, meu filho! Se você ficar aí mais um dia, eu vou enlouquecer.

Minha mãe começou a chorar e sentou-se na minha cama, escondendo o rosto nas mãos.

- Eu sei que tem algo errado, Harry. O que é?

Eu não consegui abraçá-la, porque ela estava me lembrando tanto Gina...

- Nada, mãe. Está tudo bem.

Ela se acalmou, secou os olhos e me encarou.

- Eu sei que não está. Você não come, chora a noite, porque eu venho aqui de fininho e ouço, e fica enfiado na cama o dia todo, desde que voltou naquela festa. O que aconteceu, Harry?

Apesar do fato dela saber que eu chorava ter me incomodado e até me envergonhado um pouco, foi a preocupação tão sincera dela que me tocou. Lily era minha mãe. Ela me amava. Não tinha culpa por eu ser um babaca e não merecia sofrer.

- Eu só to cansado, mãe. - E magoei alguém que amo, o que me mata.

- Não acho que seja só isso. Mas você não vai me contar o que é, vai? – havia amargura em sua voz – Tudo bem, então. Eu não me importo. - É claro que ela se importava, porque senão não estaria chorando de novo. – Você vai à escola hoje. Esteja lá embaixo em vinte minutos!

Ela se levantou e saiu.

Todo aquele movimento em meu quarto mexeu com algo em mim. Eu não estava bem, provavelmente nunca ficaria bem de novo, mas o torpor estava começando a se dissipar. Lily o havia agarrado e o jogado longe com suas lágrimas. Ainda era difícil e doloroso, eu ainda não tinha vontade de sair de casa, mas precisava reagir. Precisa reagir e me manter vivo para conseguir fazer com que Gina me perdoasse. Ela era minha. Não podia perdê-la, porque isso significava me perder também. Ela era meu ar. Como viver sem ar?

- E aí, rapaz – James entrou em meu quarto, sorridente.

- Ei.

A verdade é que eu queria pegar as cobertas no chão e me meter novamente embaixo delas, mas até isso parecia exigir muito esforço.

- Harry, como você está? Está precisando conversar? Quer alguma coisa?

Ele estava ali por ordens de minha mãe, eu tinha certeza.

- Não, estou bem. Diga a Lily que não precisa mandar seus capangas para me tirar do quarto.

O pai riu. Meu humor não era do tipo de fazer piadas, mas eu me sentia tão fora de mim... Talvez fosse por isso que eu estava agindo estranhamente.

- Harry, isso tudo é por alguma garota? Porque se for...

- James, ta tudo bem. Eu não quero mais conversar.

- Ok.

Ele se levantou e apontou o dedo para mim.

- Lily disse que se você sabe o que é melhor para você, é bom estar lá embaixo em vinte minutos.

Meu pai saiu e me deixou sozinho ali. Eu não estava animado, mas por minha mãe, para ela se sentir feliz, eu devia parecer bem. Ou o melhor possível. Além disso, era fim de ano e logo haveria provas, eu tinha que estudar e pegar toda a matéria que havia perdido; e ir para a escola significava alguns minutos ao lado de Gina no carro. Talvez a gente pudesse conversar e ela me perdoasse. Talvez saindo eu pudesse pelo menos me distrair um pouco.

Quando desci, de banho tomado e vestido, meus pais estavam sentados em um sofá da sala, esperando para ver se eu apareceria mesmo. Gina não estava ali em lugar nenhum.

- Cadê a Gina?

- Te esperado no carro – Lily respondeu se aproximando. Eu aposto que meus pais obrigaram Gina a me esperar. – Ah, Harry, fico tão feliz que tenha levantado daquela cama!

Minha mãe beijou meu rosto e me abraçou, e eu tive vontade de chorar. Não, definitivamente eu não valia nada. Eles eram os melhores pais do mundo, e o que eu e Gina estávamos fazendo? Atraindo-os. Pelo menos agora tudo tinha acabado. Talvez ela estivesse certa e devêssemos ser apenas irmãos normais.

Mas a idéia me matava.

- Vá para a escola, se distraia e fique bem, ta?

- Ta, mãe.

Ela sorriu e me mandou partir. Meu coração bateu forte. Eu estava pensando em Gina do lado de fora da casa, no carro esperando por mim.

Gina, Gina, Gina, Gina, Gina... Era só isso que preenchia minha mente.

O carro estava ligado e ela estava no banco do motorista. Eu corri e entrei, sentando-me ao seu lado na frente.

A primeira coisa que notei foi como ela estava bonita. Usava jeans, uma blusa e casaco, seus cabelos estavam presos num rabo de cavalo. Mas Gina tinha estilo e estava divina. Tive vontade de esticar a mão e tocá-la, mas não me atrevi a tanto. Meu coração sacudia no peito. Eu queria implorar de novo, pedir que ela me desculpasse, me atirar aos seus pés, porque certamente não poderia viver sem ela, e tinha aquela dor toda em mim, mas não consegui dizer nada ou me mexer.

A segunda coisa que notei foi que ela parecia bem, muito melhor do que eu, e me perguntei como isso era possível. Raiva e medo me dominaram. Todas aquelas promessas e votos um para o outro foram falsos? No fim das contas ela não gostava tanto de mim assim? Ela ainda estava fria e distante. Não era a Gina que eu conhecia. Se fosse, eu poderia afirmar que tudo aquilo era apenas aparência e, no fundo, ela estava sofrendo. Mas daquela nova garota eu não ousava afirmar nada. Só desconfiava em silêncio.

Eu achava que a conhecia completamente. E no pior momento de minha vida descobri que Gina ainda podia me surpreender.

Ela deu a partida e saímos, meus olhos fixos nela. Ela sabia que eu a olhava, mas me ignorava. Era uma dor terrível, que queimava e destruía, mas era tudo minha culpa, não era? Sim, era. Eu era um burro, idiota, babaca, filho da puta estúpido, porque a troquei por nada. Eu não tinha nada agora, nem ela ou Cho.

O pensamento em Cho me deu um estalo. Será que Gina estava assim, aparentemente bem, porque... porque tinha... conhecido alguém?

Não pude continuar olhando-a. A idéia era demais para mim. Senti meu coração congelar, meu estômago afundar e tudo se estraçalhar dentro de mim. Nem chorar eu quis, porque me sentia seco. Queria mesmo abrir a porta do carro e me atirar dali, para ver se um veículo passava por cima de mim e acabava com aquela agonia de uma vez.

Ela era minha. Só minha. Eu não podia perdê-la. O que faria? Ela precisava me perdoar. Eu a amava. Eu a amo. Mas só a dor tinha restado desse amor, a dor que se espalhava cada vez mais e mais em meu corpo como o sangue de minhas veias.

Por que ela não podia me desculpar? Por favor, Gina, me desculpe!

O silêncio dela era outra coisa que acabava comigo. Eu preferiria que ela gritasse e quebrasse coisas, porque assim seria mais fácil saber o que ela pensava e sentia. Seria melhor se ela tivesse passado todos aqueles dias berrando e atirando coisas no ar e em mim do que naquele silêncio.

Ali no carro, pela primeira vez eu pensei que talvez Gina estivesse falando sério quando disse que tudo tinha terminado para sempre. Não aceitei esse pensamento, mas talvez fosse assim.

Quando chegamos à escola e ela estacionou, me atrevi a olhá-la de novo. E tudo que Gina fez foi sair do carro e me deixar sozinho, sentado no banco do carona. Nem uma vez me olhou ou falou comigo.

Se eu tivesse que viver sem ela, o que faria? Eu não sabia.

Fui recebido com animação pelos meus amigos, o que fez eu me sentir um pouco melhor. Eles reclamaram que não tinham conseguido falar comigo nesse meu tempo de doente, e eu disse que era porque eu fiquei realmente mal. Mas a verdade era que eu deixei o celular desligado o tempo todo e avisei a todos em casa que não me passasse ligação alguma.

Hermione foi bastante gentil ao se oferecer para me emprestar toda a matéria que eu havia perdido, e Draco disse que tínhamos que festejar minha recuperação. Eu não estava com ânimo para nada, mas talvez sair um pouco fosse bom. Ficar em casa morrendo por Gina não era nada agradável.

Eu me esforcei para evitar Cho, como se ela fosse a culpada de todos os meus problemas, mas não consegui. Ela veio sorridente até mim e me abraçou, dizendo que estava feliz por me ver. Eu dei um sorriso sem graça e me sentei, porque a professora tinha acabado de entrar na sala, e senti que ela ficou magoada com minha fuga.

Tudo correu bem até a hora do almoço. Por alguns minutos eu esqueci de Gina totalmente, apesar de sempre me lembrar depois. Quando me sentei com meus amigos para comer, fiquei com um olho no meu prato e outro em Gina, sentada com Luna e conversando.

Pela primeira vez naquela semana eu me alimentei decentemente, mas tive vontade de colocar tudo para fora quando Miguel Corner se aproximou da mesa de Luna e Gina e começou a conversar com elas. Na verdade, ele parecia mais interessado em Gina, e ela, pelo que vi a distância, foi educada e gentil com ele, o que me deu raiva. Isso porque eu sabia, e Gina também, que o Corner estava a fim dela. Quis ir até lá e quebrar a cara dele.

- Harry, está tudo bem? – Hermione perguntou.

- Está, está sim.

Não, não estava nada bem.

ooOoOoOoOoOoo

Eu não estava bem, mas estava tentando não continuar a merda total que fiquei nos primeiros dias de meu rompimento com Gina. Saí no fim de semana com Draco e Rony, e apesar de não ter me divertido muito, me distraí. Também coloquei em dia toda a matéria da escola e estudei. Estava procurando não pensar muito em Gina, e estava tento avanços bem lentos nisso. Ela ainda me corroia e me doía, mas eu precisava seguir em frente. Ainda tinha esperanças que as coisas se acertassem um dia.

Só que não era fácil viver na mesma casa que ela e ao mesmo tempo tentar aceitar sua perda. Eu a via todos os dias, a ouvia e sentia sua presença em todo lugar. Então apenas aguentava aquela situação e dava meu melhor.

Na segunda-feira, quando voltávamos da escola, Gina dirigindo e eu de carona, meu celular tocou. Eu atendi sem ver quem era.

- Alô?

- Oi, Harry.

Eu congelei. Era Cho. Olhei Gina por rabo de olho e ela continuava como sempre: ao meu lado, mas parecendo muito distante de mim.

- Oi. Uh... Como está?

- Bem. E você?

- Hã... Ok.

Gina parou em um sinal vermelho. Do outro lado na linha Cho não disse nada, nem eu.

- Bem, eu... – Cho recomeçou. Pelo seu tom de voz, diria que ela estava um pouco insegura e nervosa – Eu estava pensando se... Sabe, se está tudo bem entre a gente.

- Está – eu só podia pensar em terminar aquela conversa logo e desligar antes que Gina percebesse quem era.

- Está? Porque... Bem, porque hoje e sexta, na escola, você pareceu me evitar, como se eu tivesse feito algo errado.

Não, ela não tinha feito nada errado. Eu tinha. Cho não podia adivinhar tudo que havia entre eu e Gina.

- Não, você não fez nada assim. – era preciso tomar cuidado com as palavras ao lado de Gina - Está tudo bem, eu que não estou cem por cento bem ainda. Porque eu fiquei doente, sabe?

- É, eu soube. Melhoras, então.

- Ta.

Novamente o silêncio. Tanto no carro quanto na linha.

- A gente se fala na escola, Harry.

- Ok.

- E talvez a gente possa sair um dia de novo. Tchau, se cuida.

Cho falou a última parte e desligou. A verdade era que eu não tinha vontade nenhuma de sair com ela novamente.

Eu fitei Gina e pela primeira vez em uma semana nossos olhares se cruzaram, mesmo que tenha sido muito rápido, coisa de um segundo.

Chegamos em casa e ela foi para o quarto dela, eu para o meu. Era assim que as coisas estavam sendo ultimamente: cada um em um cômodo. Só ficávamos os dois num mesmo lugar quando nossos pais também estavam presentes.

Eu tentei, ao longo daquele semana, agradar Gina ao máximo, mas ela parecia não se importar ou simplesmente ignorava meus gestos. Fui à locadora e peguei seus filmes favoritos, mas ela não os assistiu; comprei chocolates, que ela não comeu; comprei um livro que sabia que ela queria, mas Gina o atirou ao longo do corredor quando achou o embrulho em frente a porta do seu quarto, nem se dando ao trabalho de abrir o pacote e descobrir o que havia dentro; ainda comprei DVD's, CD's e até um LP para ela, que ignorou tudo. Gastei quase todo meu dinheiro e, na quinta, só havia me sobrado algumas libras. Voltei da educação física para casa a pé, passei numa floricultura e comprei rosas brancas, porque sabia que Gina detestava as vermelhas, pois "eram muito comuns". Era minha última tentativa e eu estava confiante, uma vez que não havia lhe dado flores ainda.

Cheguei em casa e estava tudo quieto. Subi, tomei banho e troquei de roupa. Quando estava limpo e descente, abri a porta do quarto dela. Não me dei ao trabalho de bater, porque sabia que Gina iria ignorar o gesto. Ela não estava ali. Fui achá-la na varanda, deitada numa rede e olhando o quintal, fazendo nada.

Eu tinha planejado tudo que iria dizer. Pigarreei para que ela soubesse que eu estava ali, com o coração na boca. Mas, como de costume, Gina me ignorou. Eu fui até ela, parando na sua frente.

- Gina, por favor, me desculpe. - minha voz saiu mais fraca e mais baixa do que planejei - Eu penso em você o tempo todo. O tempo todo, literalmente...

Ela me deu as costas, como se não estivesse ouvindo. Como ela podia ser tão má assim? Puxa, será que ela não tinha me ignorado o suficiente não? Eu sei que merecia pagar pelo que fiz, mas como ela podia fazer aquilo e partir ainda mais meu coração?

- Gina – dei a volta na rede, ficando novamente de frente para ela – eu sinto muito. Por favor...

- Foda-se suas desculpas.

Não foi nada agradável, mas pelo menos ela falou comigo. Já era um avanço. Até aquela tarde, ela não tinha falado comigo quando estávamos sozinhos.

- Eu comprei flores para você.

Ela se levantou e me encarou com raiva. Ela me olhou. Nos olhos.

- Você acha que eu vou me vender por um buquezinho vagabundo? Ou por seus presentinhos de merda? Vai se ferrar, Harry.

Eu segurei seu braço impedindo que ela se afastasse, o que tentou fazer.

- Por favor, Gina, eu não aguento mais...

- Por que não dá essas flores para Cho? Aposto que ela iria adorar. Me larga!

- Gina, eu...

- ME LARGA!

Soltei-a e ela entrou em casa pela porta que dava para o corredor. Como ela podia ser tão cruel e dura? Corri atrás dela e gritei com o coração na mão:

- Como você pode fazer isso? Será que já esqueceu tudo o que a gente viveu? Me desculpe!

Ela parou. Quando se virou, sua expressão era de choque e fúria.

- Como eu posso fazer isso?! Vai se danar! Foi você que estragou tudo! Agora acabou!

Eu estava indignado e magoado. Até joguei as flores no chão.

- Como pode ser tão fácil pra você?! Como você pode ficar tão bem com tudo isso?! Você nem parece se importar com nossa separação, Gina!

Ela respirou fundo e disse:

- Certo, Harry. – estava calma de novo - Eu não me importo. Você pode pensar o que quiser, eu não ligo.

Gina me deu as costas e seguiu pelo corredor, chegando à sala. Quando a alcancei, ela já estava no meio das escadas. Eu estava cheio de raiva, medo e indignação.

- ÒTIMO! – gritei – Não me desculpe, me ignore, eu não vou mais me importar com você. Vou até sair de novo com Cho, porque ela gosta de mim.

- Saia, não me importo.

- Vou sair mesmo!

- VÁ! E me deixe em paz, porra!

Ela chegou ao patamar e sumiu de vista. Eu estava pior do que antes.

Como as coisas podiam ter dado tão erradas?

ooOoOoOoOoOoo

No fim de semana eu iria visitar a Universidade de Essex com Rony e Hermione. Era a faculdade para onde eu queria ir, porque era perto de casa e, assim, eu poderia ver Gina diariamente. Mas agora que havíamos terminado – apesar de essa não ser uma boa palavra, pois nunca realmente começamos algo -, as possibilidades de escolha eram maiores. Mas Essex ainda era minha primeira opção, pois tinha um ótimo departamento de Sociologia, o curso que eu queria fazer.

Estava arrumando minhas coisas na sexta à noite - porque as visitas seriam no sábado e domingo, e resolvemos ficar em um hotel em vez de voltar para casa - quando vi Gina entrar no meu quarto e se enfiar no banheiro. Ela não estava usando meu banheiro, e sim o do corredor, então o que estava fazendo ali?

Ela entrou no quarto sem me cumprimentar ou me fitar, foi para o banheiro e saiu de lá com um estojo de maquiagem, que antes, eu sabia, estava guardado no pequeno armário sob o lavatório. Só quando ela saiu reparei em como estava vestida: usava uma meia calça preta e um vestido de mangas compridas azul e cinza. Estava arrumada. Ela iria sair?

Gina deixou a porta do seu quarto aberta quando entrou, e fui lá espiar. Ela estava sentada na penteadeira com um monte de coisas para maquiagem à sua frente. Usava o estojo que tinha acabado de pegar em meu banheiro e um pincel para dar um tom mais rosado às suas bochechas. Aonde ela iria que estava se arrumando toda? Gina raramente usava maquiagem.

- Onde você vai?

Como de costume, ela me ignorou.

- Onde você vai? – repeti. Ela me ignorou mais uma vez. Eu fiz a pergunta de novo. E de novo, de novo, de novo... Iria perguntar até que ela se irritasse e me respondesse. Acabou que deu certo, porque ela disse, em um tom irritado:

- Sair!

- Com quem? – ela não me respondeu - Com quem? Com quem? Com quem? Com...?

- Com Luna! Não que seja da sua conta.

Ela não iria sair com Luna. Não se arrumaria toda para sair com a amiga. Só podia ser com um garoto que ela iria se encontrar. A raiva tomou conta de mim. Tive vontade de agarrá-la e trancá-la bem trancada para que não saísse de casa. Mas não tinha aquele direito, não mais. O que não impediu de me aborrecer.

- Com quem, Gina?

- Sai do meu quarto – ela não me olhou, nunca me olhava.

- Diga a verdade.

Ela não disse nada. Juntou e arrumou a maquiagem, se levantou...

- Gina, não me irrite!

... e calçou as sapatilhas. Seu cabelo solto estava mais liso do que de costume. Ela estava linda. Pegou a bolsa preta e tentou passar por mim. Segurei seu braço com força.

- Me solta – ela mandou.

- Onde você vai?

- Me solta!

- FALA!

Enxerguei temor em seus olhos. Eu estava muito bravo, totalmente furioso. Vi o temor se transformar em desafio, e ela puxou o braço com força, mas não larguei.

- Me solta agora ou vou chamar o papai.

- Me fala a verdade. Onde você vai?

- Vou dizer a ele que estava me batendo.

- Com quem vai sair?!

- Com Luna!

- Mentira!

- Dane-se se não acredita.

- Com quem, Gina?

- Não é da sua conta com quem vou sair, me larga!

Ela me empurrou, e eu, mesmo podendo negar isso, a soltei. Gina saiu andando com pressa.

Eu estava muito zangado, com vontade de bater na pessoa com quem ela iria sair. Não acreditei que sairia com Luna nem por um segundo. Mas que direito eu tinha, agora, de cobrar algo? Talvez, dizia lá no fundo na minha mente, ela realmente fosse encontrar Luna. Poderia ligar para ela e perguntar se tinha marcado algo com Gina, mas o medo de descobrir que as duas não tinham combinado nada me impediu. Era melhor viver na dúvida.

Fui para a sala de estar do andar de cima, no fim daquele corredor, e me debrucei na sacada. Vi, depois de alguns minutos, Gina sair de casa e entrar no nosso carro. O automóvel logo sumiu de vista, e a dor deu uma pontada forte em meu peito.

Aposto que ela não iria gostar se eu saísse novamente com Cho. Talvez devesse fazer isso só para ver sua reação.


Aos Leitores:

Aí está, mais um capítulo. Sei que não ficou grande coisa, mas como o Harry está mal, o capítulo está mal. Enfim, aproveitem. Foi difícil escrevê-lo. Me senti fora do tom. Talvez porque Harry está tão perdido que ele mesmo está fora do tom.
Agradeço as muitas e muitas reviews que recebi no último capítulo, obrigada!, e a todos que estão lendo. Continuem por aqui!

Beijos.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Respostas às reviews:

ooo Lizaaa: Nossa, mil perdões! A resposta da sua review ficou para trás no último capítulo. Milhões de desculpas, mas são tantos comentários que me perco. Me desculpe, realmente.
Agradeço suas palavras. Espero que você continue lendo e comentando. Fico feliz que estar por aqui. Beijo!

ooo Marcia B. S.: A Gina passou por uma transformação, uma mudança. Ela ficou mais dura com essa coisa toda da Harry, apesar de que você está certa: tentar esquecer uma pessoa que está longe é uma coisa, mas alguém que mora com você é difícil. Beijo!

ooo Anna Weasley Potter: Oh, obrigada. Eu me superei? Bem, as circunstâncias ajudaram: toda a situação que se passou foi bem intensa. Mas não chore, não, não. Tem muita água para rolar ainda.
O Harry está sendo um pouco egoísta, não? Acho que ele está tão mal que não está pensando muito na Gina nesse momento, só que precisa dela de volta.
Como vc imaginou que seria as coisas entre eles? Porque você disse: "eu imagineei tudo, ate a primeira vez dos dois mais nao como vc fez".
Beijo!

ooo Grace Black: Atualizei rápido na última vez, mas não tão rápido nessa. Demorou um mês, porque tive muito o que fazer. Foi bom que tenha "amado" o último capítulo, mas não chore.
James e Lily são pais normais, então acho que a possibilidade de algo entre Harry e Gina nunca nem passou pela cabeça dos dois. Mas não vou dizer muito. Não posso revelar nada que possa comprometer - ou não - o futuro da fic. Beijo!

ooo Loow-chan: O capítulo anterior quase me fez chorar também. Foi bem intenso, né? Esse, nem tanto. E eu também torço por Harry e Gina, sempre! Em todas as fics.
Obrigada pelas palavras. Beijo.

ooo AluadaMax: Ih, eu nunca fui grandes coisas com números e fórmulas também. Sempre preferi português e literatura à matemática e física. Não se desanime com seu zero, procure estudar para recuperar.
"Uma coisa é você se separar de uma pessoa e morar separado dela, outra é morar junto com ela". É verdade, é complicado. Até o Harry disse mais ou menos isso nesse capítulo. As coisas não estão sendo fácies para ele e Gina. Beijo!

ooo Oraculo: Eu adoro seu nome aqui no site. Oraculo. Já te disse que gosto dele?
Ai, eu detesto D/G. Talvez até lesse numa fic com um triângulo amoroso (andei pensando nisso, mas seria uma coisa bem liberal e moderna, o que pode não agradar a todos), mas acho perfeito mesmo é H/G. Mas gosto é gosto e não se discute.
Se o capítulo passado eu consegui descrever tudo bem, sinto que fiz o contrário nesse. O Harry é sempre mais difícil de escrever, mas senti que ele teve dificuldades de expressar (porque sempre penso que é o Harry, ou a Gina, contando a história) seus sentimentos.
Se você um dia se sentir mais à vontade com H/G, leia as minhas outras fics.
Beijo!

ooo RyRy Anne: Ei, obrigada pelo "adorei"! Puxa, obrigada ainda mais por comentar. Gosto que comentem, mesmo que seja apenas um "Ei, posta aí". Então agradeço pelo seu comentário. E enfim postei o novo capítulo. Beijo.

ooo Debora Souza: Olá, Débora. Bom "ver" vc por aqui novamente.
A Gina... Bem, vamos saber mais sobre como ela está no próximo capítulo, que é dela. O Harry está mesmo um caco. Deu para perceber isso nesse capítulo? Não sei se deu. O Harry estava bem repetitivo e perdido, não sei.
Depeche Mode é bom mesmo, né? Foi uma amiga que me indicou e eu gostei, apesar do estranhamento inicial. Eu vi o clipe de "Wrong" e descobri que ta fazendo um sucessozinho. *sorriso *
Beijo!

ooo Mariana Rocha: Que isso, não tem sido uma péssima leitora não. Falta de tempo é um problema coletivo. É algo com que eu também sofro.
Obrigada pelas suas palavras tão bacanas sobre os últimos capítulos. Realmente agradeço. Fico feliz que as pessoas estejam gostando - e gosto de saber mesmo quando não estão gostando - do que estou fazendo por aqui. Beijo.

ooo SallyRide: Obrigada, rs. E eu acho que o Harry tem mais da Lily e a Gina mais do James, mas não necessariamente é assim. É algo para se pensar e analisar. Todos se são bem e se entendem nessa família no fim. Beijo!

ooo Carol Potter e Monica Malfoy: Puxa, valeu! Clima de amor proibido tem de sobra nessa história, rs. O conflito e dificuldade dos personagens são realmente coisas grandes e que guiam a história. Se não fosse por isso, a fic não teria trama. Beijo!

ooo Pati Black: Acho que ninguém mais viu o beijo dos dois. Não, realmente ninguém mais viu. Não é algo que eles vão se preocupar no futuro. Bem, eu acho que não.
"Gina vai se relacionar com alguém (porque vai acontecer e pronto e não por vingança)?" Vou responder com uma pergunta. O que você acha?
E o Harry está sentindo uma dor grande, mas não como a da Gina. Talvez, como a da Gina, ele nunca sinta. Ele é muito ciumento. Apesar dele ser mais controlado, quando se trata de ciúmes ele é mais intenso, violento do que a Gina. Beijo.

ooo Vanessa RB.: Eu também gostei do beijo deles. Esse beijo já estava planejado há séculos... Acho que antes mesmo de começar a fic eu já sabia como seria o primeiro beijo dos dois.
"E só por curiosidade: a Gina anda de calcinha e sutiã pela casa msm, tipo, na frente dos pais e td?" Sim, porque eles são uma família e tal, sem melindres. Eles não se importam de andar de roupa íntima pela casa, apesar de que eu acho que H e G fazem isso muuuuuito mais do que James e Lily. Aliás, a Lily nunca faz isso. Ela tem classe (não que a Gina, Harry ou James não tenham). Beijo.

ooo Jazz.C: Ah, tanta gente chorou nesses últimos capítulos! Queria saber como é ver tudo isso de fora. Quanto ao beijo, eu achei bem romântico para o que poderia ter sido, apesar do Harry ter pegado a Gina totalmente de surpresa. Totalmente mesmo, rs. Beijo.

ooo Guta Weasley Cullen: Nooossa, obrigada! Com tantos elogios eu vou ficar muito prepotente, rsrs. Eu também achei o último capítulo bom, realmente bom. Ele e o anterior. E aqui está mais uma atualização, mas não tão boa quanto as últimas. Beijo.

ooo Patty Carvalho: É verdade: não dá para escolher quem se ama. Harry e Gina que o diga! Vc disse: "gostei muito do cap, apesar das coisas terem acontecido muito rápido , está 'detalhado' ". Como assim, detalhado? Não entendi muito bem os aspas, desculpe minha ignorância. Beijo!

ooo Marininha Potter: Eu te mandei uma MP porque sua review me deixou angustiada, rs, então a essa altura vc já está mais calma. Agradeço sua review e seus comentários constantes na fic. Fico feliz por sempre te ver por aqui, e não pare de ler! Beijo.

ooo fairy malfoy: Oi. Vc é nova por aqui ou só deixou poucas reviews? Porque às vezes é difícil lembrar de todo mundo, rs. Obrigada por comentar!
Vc escreveu: "vc postou a melhor frase de fanfiction q eu li na minha vida". Eu fiquei curiosa, qual frase foi? Ah, e seu avatar... Excelente gosto! O Robert é um gato dos melhores. Beijo!

ooo Kellysds: Olá! "Apaixonados, culpados e privados, muito dificil". É sim, concordo, é tudo bem difícil. A situação dos dois é complicada, né? Bem, continue lendo para ver até onde H e G vão com essa separação. E obrigada pela review. Beijo!

ooo Bia Soares: Puxa, sua review me deixou feliz. Não só pelo fato de eu descobrir que a fic ainda atrái novos leitores, mas por você ter se surpreendido e gostado da trama. (Você disse que é nova com shipper H/G. De qual gosta?) Além disso, eu gostei da sua review. Você fez observações interessantes que chamaram minha atenção.
Você falou que gosta de temas polêmicos. Eu também gosto deles, até em fics. Mas nesse universo nem sempre é fácil encontrar uma história diferente, que foge do convencional. O que é uma pena.
"Preciso ser sincera quando eu digo que eles são, sinceramente, um dos casais que eu acho que mais dariam certo, em outra situação". Creio que você foi a primeira pessoa que fez essa observação e esse é um dos pontos por trás da fic. Eu queria uma história de um amor perfeito, lindo, daqueles invejados e sonhados por todos. E assim seria se Harry e Gina não fosse irmãos. Se fossem vizinhos, primos, colegas de escola, o amor deles seria utópico, idílico.
Não penso que você está me acusando ou ofendente em qualquer momento, não, muito pelo contrário. Fico muito feliz em saber sua opinião e ouvir o que tem a me dizer.
Eu agradeço realmente pela sua review adorável e pelas palavras tão doces e gentis. Fico satisfeita em te ter como leitora. Obrigada, obrigada, obrigada! Abraço.

ooo Pedro Henrique Freitas: Ei! Bem, bem, não precisa justificar suas reviews, está tudo bem. Mesmo se elas fossem curtinhas eu iria gostar, apesar de que gosto muito das análises tão boas que você faz dos capítulos e das situações retratadas neles.
A sala que Harry e Gina estavam se beijando fica no segundo andar, à esquerda do patamar. É complicado, mas eu tenho em mente toda a casa deles, o que os leitores não têm. Às vezes isso fica complicado. E não, ninguém viu o beijo deles no jardim, pois mesmo que tenha visto era noite e estava escuro, não dava para saber que se tratava de Harry e Gina.
"Esta pausa no relacionamento é fundamental, na minha singela opinião, para que os dois ponham a cabeça no lugar e avaliem exatamente o que querem de suas vidas". Sim, sim, é verdade. É hora dos dois pensarem e chegarem a algumas conclusões. A Gina, que era bem pouco prática, vai abrir os olhos e ter a percepção total de toda a situação.
Sobre toda a coisa Harry e Cho, bem, a G confiava no Harry. Confiava muito nele, e ele deu um escorregão. Não que as coisas estejam sendo fáceis para H. Ele realmente gosta da G, mas às vezes tudo é bem difícil para ele.
Beijo, Pedro!

ooo danda jabur: Puxa, eu acho que foi difícil para o Harry ficar com a Cho sim, ele teve dificuldades nisso. Ele não queria, realmente não queria, mas chegou num ponto... Bem, aconteceu. Ele poderia ter evitado, é claro, mas estava tão carente que não conseguiu.
O Harry é possesivo e violento, vc está certa. Quando se trata da Gina, ele pode virar uma fera. Mas ela também é ciumenta, mas menos do que ele. H nunca deixaria ela beijar alguém de boa vontade, o que G fez. Entretanto, ele nunca bateria nela, nunca mesmo. Certamente ele não é desse tipo.
A Cho é uma garota adorável. Não vou dizer muito para não estragar o futuro da história. Sobre o beijo, o Harry beijou a Gina e pegou-a totalmente de surpresa. Ela não espera por aquilo, mas funcionou pois a desarmou no meio da briga.
Assim como as do Pedro, eu gosto das suas reviews - não se sinta humilhada. Eu gosto das reviews mesmo quando elas são curtas, óbvias, bobas... Não que as suas sejam assim, rs. O importante é as pessoas comentarem, mesmo que seja "Posta mais", pois os comentários são a única forma de saber que alguém lê. E se ninguém lê, não há porque escrever, como eu já disse antes. Suas reviews são leves, com um toque de humor, e gosto disso.
Quando e se alguém vai descobrir o "relacionamento" dos dois, é esperar para ver. Não vou dizer nada sobre o assunto. E Gina é mesmo filha do James, rs. Beijo.

ooo Shimbo Walker: Olá! Olha, um leitor novo. Consegui alguns novos leitores no último capítulo, o que é bem legal.
Eu agradeço sinceramente suas palavras tão generosas. Puxa, obrigada mesmo! A melhor fic que vc já leu? Rs. Valeu. Eu gosto muito de E4P também e acho que isso ajuda a escrever. Talvez por isso as pessoas gostem da fic.
Ah, tem muitas fics aqui no site sobre incesto, eu dei uma pesquisada. Mas é coisas como Gina e Rony, Gina e Gui, Gina e Carlinhos... E sempre fics curtas, muitas oneshoot, só com sexo e o fim da história. Mas acho que H e G irmãos não tem em outra fic - tem a "Maninho", mas nela eles não são irmãos de sangue, mas apenas de criação.
Vc falou dos personagens, do Harry mais calado, e talvez vc tenha sentido - como eu certamente senti - uma mudança de tom dele nesse capítulo. Vc sentiu isso ou é apenas impressão minha? Porque eu acho que ele está tão louco pela G que se perdeu dele mesmo. Esse capítulo foi muito difícil de começar. Foi difícil descrever como ele se sentiu aqui.
Eu nunca fui na Inglaterra - ainda -, mas fiz uma pesquisa sobre cidades, distritos, faculdades e tudo isso para escrever essa fic. Eu sempre faço pesquisas, acho importante. Por exemplo, no caso do James: eu aprendi um pouco sobre coquetéis, porque ele tem essa habilidade como barman. Foi algo que eu tive de pesquisar, para descobrir nome de drinks e até com o que se faz.
Eu amei Capitu e é uma pena não a lançarem em DVD (até agora, pelo menos), porque eu queria realmente comprar e rever milhões de vezes. E sim, eu li "O Grande Gatsby" e adorei. Vc leu? É realmente muito bom.
Sobre os errinhos, bem, eu reviso tudo, mas tem coisa que sempre fica para trás. É uma pena. Para minha próxima fic eu arranjei um beta muito inteligente e extretamente competente, e creio que ela estará ortograficamente impecável.
Às vezes G sai do "querer e querer não querer" para o "querer e não poder ter", e Harry do "querer e não poder ter" ao "querer e querer não querer". Os sentimentos e sensações deles se confundem. É um conflito constante.
E sobre os capítulos do Harry, beeem, eu já disse que eles são mais difíceis de escrever, isso porque Harry é um homem e eu sou uma garota. Mas eu resolvi essa situação com um pensamento: Harry e Gina são como uma só pessoa em dois corpos diferentes. H é muito sensível e diferente de qualquer garoto. Com isso, tendo fazer meu melhor com o H, e infelizmente sei que nem tudo dá certo. Quem sabe vc não me dá uma dicas sobre como ser garoto? Rs.
Eu tenho 19 anos, hauhau. Não cheguei aos vinte ainda, graças a Deus! E eu não entrei no MSN desde a sua review (pasme!), por isso não te adicionei, mas vou.
Beijo.

ooo Julia Maia: Puxa, Julia, obrigada! É bom saber que as pessoas apreciam o que faço, porque realmente gosto de escrever. A gente conversou pelo orkut, né? Eu te passei meu e-mail, mas vc não me mandou sua fic. Estou esperando com curiosidade. Vai mandá-la? Espero que sim. Beijo!

ooo Carol Good God: Uau, enfim cheguei a sua review. A mais recente de todas, mandada há dois dias. Se vc não me escrevesse essa review, eu provavelmente não estaria postando esse capítulo agora. Pq qnd eu li seu comentário, pensei: "Puxa, ela e os outros leitores merecem logo uma atualização". E mesmo com tantas coisas para fazer, comecei a escrever.
Vc não precisa escrever comentários enormes, fico satisfeita com um "Posta aí" - mas realmente não me importo se quiser escrever mais, rs. E realmente os dois últimos capítulos foram bem intensos, aconteceu muita coisa... Foram os que mais gostei.
Como vc estava com dó da Gina, o que acha agora, com esse capítulo do Harry? Ele não pensou muito nela, não é?
"Tenho que admitir, passo aqui todos os dias só pra ver se tem atualização". Bem, dessa vez tem uma atualização. A próxima só em julho, nas minhas férias.
Vc disse que imaginou "milhões de hipóteses" sobre o futuro da fic e me deixou curiosa. O que vc pensou que iria acontecer? Fico por aqui. Beijo.