Gina

Junho passou em um flash. De repente estávamos no fim do mês em meio às últimas provas e aos resultados escolares. Foi um mês movimentado em casa também. Primeiro a briga dos meus pais; a perseguição da garota apaixonada por papai, o que rendeu embaraço para todos nós; e o incômodo momentâneo que isso causou na vida conjugal dele e na empresa. Então, eu e Harry. Evitava pensar no quão ousada nossa relação se tornava, porque senão iria me arrepender. A cada dia avançávamos um pouco mais um com o outro, num apetite de beijos, toques e sensações que só fazia aumentar. Os pensamentos mais atrevidos, que eu não compartilhava com ninguém, nem mesmo com o próprio Harry, passavam pela minha mente, fazendo-me envergonhar tanto pela natureza desses pensamentos quanto por estar tendo-os para com Harry, que era, para mim, um fruto proibido.
Além de tudo isso, havia Cho. Argh. Ela se tornou ao longo daquele mês, aparentemente sem ela ou Harry rotular nada, "a namorada do Harry Potter". Era algo oficial os dois estarem juntos. E apesar dos esforços evidentes de Harry para não trazê-la à nossa casa, eventualmente eu me virava e lá estava ela saindo de um banheiro, entrando na cozinha, conversando com mamãe na sala, enfiada com Harry no quarto fazendo sabe Deus o quê ("Estudando para as provas", ele me dizia com o olhar sincero que me fazia acreditar em suas palavras). Naquele mês eu aprendi que sou muito tolerante. Recebi Cho na nossa casa porque sabia que por mais penoso que fosse ter ela ali, seria pior se Harry estivesse na casa dela. Pelo menos sobre o nosso teto eu podia incomodá-la e atrapalhá-la de forma quase inocente. Continuava detestando-a enquanto percebia que Harry começava a acostumar-se àquela situação. Ele tinha o melhor de Cho e de mim.

A consciência desse fato me despertou a ira. Todavia, não foi por isso que, certo dia, aceitei o convite do atendente da locadora que frequentava para ir ao cinema. Aceitei porque ele era bonitinho e fofo, mais ou menos da minha idade, além de parecer bem inteligente. Harry ficou uma fera, mas não disse nada sobre o meu encontro. Em vez disso, assentiu quando lhe contei dos meus planos de sair com outra pessoa e disse um "Divirta-se" que significava o contrário. Ele ficou muito puto, porém aguardou isso para si.

Acabou que o encontro foi uma sucessão de desastres que terminou em muitas gargalhadas e alguns beijos. Oscar, orapaz com quem saí, era legal, mas doce demais. Muito paradinho. Nunca daria certo, mas na verdade eu não queria que desse certo.

Por um par de dias depois disso, Harry foi frio comigo, mas logo nossa relação voltou ao normal. O fogo entre nós ardia novamente, espalhando seu calor por cada poro dos nossos corpos e queimando até a alma, pois quando a noite caía e a casa dormia, Harry ficava comigo. Não havia Cho alguma para nos atrapalhar.

ooOoOoOoOoOoo

Não que isso fosse necessário, a escola inteira sabia, mas Harry me contou o real motivo da briga com Draco. Eu entendia mas não compreendia o porquê de implicarem tanto com Harry por ele ainda ser virgem. "É coisa de homem", ele me disse quando lhe falei isso, caindo então em um silêncio pesaroso.

Eu sabia que tinha alguma coisa incomodando-o sobre a briga que ele não me dissera. Desconfiava que pudesse ser algo a ver comigo, mas não encontrei nenhum cabimento nisso. Por que eu estaria metida naquela briga? Eu não tinha nada a ver com Draco e seus discursos machistas sobre os homens e o sexo, não tinha (para o resto do mundo) nada a ver com o fato de Harry ainda ser virgem. Só estaria metida nisso se... Bem, se Harry pusesse a culpa de ainda não ter transado em mim. Talvez o que incomodava ele fosse isso, ou seja, eu. Meu coração se apertou e pela primeira vez na vida temi que ele começasse a me odiar verdadeiramente pelo que eu não podia lhe dar.

Quando toquei mais uma vez no assunto da briga com Harry, era uma noite de quinta-feira. Estávamos sozinhos na sala de TV, eu desenhando com os apetrechos que papai comprara recentemente para mim e ele assistindo filme, e meu coração batia descompassado pelo medo do que eu poderia descobrir.

- Harry – comecei com o que esperava ser um tom casual -, tem algo que você queira me contar sobre a briga com Draco?

Ele me respondeu sem tirar os olhos do filme.

- Não.

- Nada?

- Nada.

- Tem certeza?

- Ahã.

- Humm - pouco depois, continuei: - Se você fosse como o Draco e transasse por aí, ele não implicaria com você.

- É, não implicaria. Podemos conversar depois? – ele parecia muito interessado no filme.

Eu me levantei de onde estava e sentei ao lado dele. Seu rosto estava roxo em alguns pontos; os hematomas deformavam sua face, mas ele continuava lindo.

- Se não fosse por mim, você, bonito desse jeito, estaria transando por aí. E o Draco não implicaria com você.

Ele me fitou com atenção e seriedade, deixando enfim o seu filme.

- O que você quer dizer com isso, Gina?

- A sua briga com Draco é culpa minha, porque é culpa minha que você não tenha transado ainda.

- Gina, isso é absurdo. A culpa é minha e do Draco, de ninguém mais.

- Você não me odeia pela nossa situação? Por eu nunca te dar o que você quer?

- E o que seria o que eu quero? Sexo?

- É.

Sua expressão foi quase de pena.

- Gina – sua mão alcançou a minha -, eu amo você. Sexo é importante? Acredito que sim, tenho de admitir, mas eu amo você. Não é uma questão de sexo. Sexo é fácil, acho em qualquer lugar. Dá para você conseguir por algumas libras, mas o que eu tenho com você não tem preço. Não dá para comprar ou encontrar em alguma esquina. Entendeu?

- Então você não me odeia? – meus olhos estavam marejados pelas palavras dele.

- Claro que não! Pelo contrário.

Talvez um dia eu permitisse que ele dormisse com alguém. Ou talvez um dia eu dormisse com ele. Não, não. Isso não.

- Eu vou te dar tempo, Gina – Harry continuou. – Vou ser paciente. Na hora certa as coisas vão acontecer.

- Harry, isso nunca vai acontecer. Sexo... nunca.

- Nunca? Antes você dizia que nunca nos beijaríamos e agora fazemos muito mais do que isso...

- Nem me lembre!

- ...então por que eu não deveria ter esperanças?

- É diferente.

- É a mesma coisa.

- Não, Harry, não...

- Shhh. Não vai acontecer nada hoje, então não vamos discutir isso agora.

- Ok.

Ficamos assistindo ao resto do filme em silêncio. Não prestei muita atenção, perdida em pensamentos como estava. Era impressão minha ou tudo sempre acabava voltando ao assunto "sexo"? Por que isso era tão importante e tão difícil? Difícil para mim e Harry, pelo menos. Eu fechava os olhos e deixava as imagens de nós dois juntos, fazendo o que era proibido, invadir a mente. Porém não era certo pensar nisso, não, não era, eu tinha de me distrair.

Recolhi minhas coisas e fui deitar. Mal tinha se passado cinco minutos que havia entrado no quarto e a porta atrás de mim bateu.

- Harry, você me deu um susto!

- Você não consegue parar de se preocupar e se culpar, não é?

- Me admiro que você consiga.

- Eu não consigo, mas culpa a preocupação é algo com que temos de aprender a conviver.

Ele já estava tão perto de mim nesse momento... Se eu desse um passo para trás, bateria as costas no armário, mas não tinha sentido fugir dele. Eu não queria.

O beijo foi doce. Muito calmo no começo, depois apaixonado. Acabou que minhas costas bateram no armário quando o corpo de Harry pressionou o meu. Seus lábios continuaram a me beijar, descendo pelo meu pescoço e colo...

Era difícil perceber qualquer coisa além da sua boca em mim, suas mãos arrancando minha camiseta. Então, de repente, o calor e o fogo desapareceram.

- Harry...? – não entendia porque ele havia se afastado. Abri os olhos e o vi parado na minha frente - O que você está esperando? Vem cá.

- Não estou esperando, estou observando como você é bonita.

Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios. Harry, muito gentil, beijou meus olhos, as maças do meu rosto, meu queixo e enfim minha boca. Nada de línguas, só nossos lábios dessa vez. Então ele começou a cheirar, de uma forma que fez borboletas revirarem o meu estômago, meu pescoço e cabelos.

- O que você ta fazendo? – minha voz estava fraca como eu me sentia.

- To absorvendo um pouco de você. Seu cheiro, sua pele. Cada sarda, cada pinta – ele abriu meu sutiã e tomou nas mãos os meus seios -, seus peitos perfeitos. Perfeitos – seus dedos em meus mamilos, ah!, me causavam arrepios de prazer enquanto seus lábios voltavam a tocar minha pele – Você é perfeita.

- Não sou. Oh...! – um murmúrio ficou preso na minha garganta. Sua boca sugava e mordiscava onde antes seus dedos me tocavam. A outra mão dele continuava no meu outro seio.

Ficamos muito tempo nesse jogo, Harry parecia não se cansar dele. Quando chegamos na cama, ele ainda se ocupava do meu corpo. Seus lábios voltaram a subir enquanto suas mãos abriam o meu short. Nos nós beijávamos quando senti...

- Não – segurei sua mão. – O que você ta fazendo?

- O quê?

Demorou um pouco para que eu encontrasse minha voz.

- Sua mão dentro do meu short – ele tirou-a dali como se só então percebesse o que fazia. - O que você ta fazendo?

- Ué... nada.

Ele saiu de cima de mim e aproveitei para me levantar. Coloquei uma camiseta qualquer e acabei de tirar o short, enfiando-me em seguida sob o edredom e dando as costas a Harry. O silêncio que se seguiu foi cheio de um estranho nervosismo.

- Gina, você ta dormindo?

- Não.

- O que aconteceu, hein?

Virei-me e encarei-o.

- Você tem uma mão muito levada, isso que aconteceu – meu tom não foi nada brincalhão, muito pelo contrário.

- Ah, não é como se... como se fosse errado.

- Tudo é errado. Tudo. Desde o princípio.

- Mas não é mais errado do que as coisas que andamos fazendo ultimamente.

- Eu não te autorizei a enfiar a mão dentro da minha calça!

- Eu também não te autorizei a enfiar a mão dentro da minha, e você fez isso assim mesmo.

Senti um ódio momentâneo por aquele comentário insolente do Harry.

- Não tenho ouvido você reclamar. Pelo contrário.

- Não estou reclamando, Gina, mas por que eu não posso tocar você se você pode me tocar?

- Porque não! Porque eu não deixo!

- Por quê?

- Porque é errado, Harry!

- Ah, eu não posso nem chegar perto de você, mas você pode bater punheta pra mim!

- Não fala assim! Está sendo vulgar.

- Então como eu devo falar? Estou dando às coisas o nome que elas tem!

Bufei e lhe dei as costas novamente.

- Boa noite, Harry. Feche a porta quando sair.

- Ei – senti ele se aproximar, colando o peito nas minhas costas -, não se preocupe tanto. Eu não vou arrancar nenhum pedaço de você – a mão dele, novamente, roçava minha calcinha.

- Não – tirei a mão dele dali num misto de excitação e arrependimento -, não quero que você me toque assim. Por favor. Faz eu me sentir suja, como se estivesse fazendo algo errado.

- Não é errado.

- Não, Harry!

- Mas eu quero – pela terceira vez, sua mão desceu no meu corpo -, e você quer. Eu sei.

- Harry...

- Dentro de você. Quero saber como é.

- Harry, por favor – segurei sua mão apesar da curiosidade me morder. Eu queria dizer "sim" a ele – Não.

- Então você...

- Então nada! – desvencilhei-me dele e fui até a porta, que abri – Boa noite, Harry. Até amanhã.

Meu tom não deixou dúvidas de que a noite havia terminado. Harry, então, saiu e eu me apoiei suspirando na porta fechada. Eu tinha uma vontade de ferro ou não tinha?

ooOoOoOoOoOoo

Tarde de domingo. Último fim de semana de junho. Eu estava sozinha em casa com meus pais; Harry tinha ido almoçar na casa de Cho e estava demorando a voltar.

Ficar agoniada e ansiosa em casa não adiantaria nada. Precisava me distrair. Pedi o carro da mamãe emprestado, já que o meu estava com Harry, e dirigi até a casa de Hermione. "Sim, ela está em casa", a Sra. Granger me informou, "está no quarto com o Rony". Agradeci e com uma desculpe fui embora. Não queria me meter no que Rony e Hermione estavam fazendo no quarto dela.

Fui à casa de Luna. Ela estava assistindo filmes e comendo pipoca com seu pai e seu namorado. Fiquei por lá pouco tempo, a calma do lugar me enervava. Precisava me entreter - conversar, rir, brigar ou qualquer coisa assim - para não pensar em porque Harry estava demorando tanto para voltar. Havia ligado para casa há pouco e não, ele não tinha retornado ainda. Seu celular chamava, chamava e não atendia.

- Luna, vou indo.

- Te levo na porta.

Me despedi dos homens e fui com Luna até a entrada da casa.

- Está tudo bem? – perguntou-me ela – Você parece ansiosa.

- Eu estou bem.

Ela pareceu não acreditar, mas não fez perguntas.

Quando voltei ao carro, fiquei dirigindo pela cidade. Eram cerca de três da tarde. Onde Harry está, porra?

Era sempre assim, essa aflição, quando ele ia à casa de Cho, mas no fim tudo terminava bem. Logo eu não tinha motivos para me preocupar, não é? Ele voltaria e tudo seria como antes.

Esse pensamento me acalmou um pouco. Continuei dirigindo pela cidade, vagando de um bairro para outro e então para um terceiro, e me distraí ligeiramente. Cheguei sem perceber em um bairro onde as casas viravam mansões. Eu conhecia aquele bairro, era onde os Malfoy moravam.

Eu precisava ter uma conversinha com Draco. Precisava que ele deixasse Harry em paz e parasse de importuná-lo. Ele devia umas desculpas a Harry também.

O portão dos Malfoy estava aberto, o que não era comum, de forma que nem precisei apertar a campainha. Entrei com o carro e estacionei-o no lugar apropriado. A casa estava com a grande maioria das janelas abertas, então certamente tinha alguém ali.

Bati na porta diversas vezes, mas ninguém abriu. Estranho. Voltei ao portão de entrada e meti o dedo na campainha. Havia gente em casa, eu tinha certeza. Nunca que os Malfoy sairiam e deixariam sua preciosa casa escancarada e desprotegida.

Ao me aproximar novamente da porta, ela foi aberta. Um Draco sonolento e só de cueca (nada que eu e metade da escola já não tivesse visto, ele adorava se exibir) apareceu ali.

- Gina? O que quer?

- Vim te ver.

- Volte outra hora – ele me deu as costas e entrou de novo na casa, mas deixou a porta aberta, de forma que entrei e fechei-a atrás de mim. – Olá? – chamei, mas ninguém respondeu – Narcisa? Lúcio?

Não havia mesmo ninguém ali, nem os empregados. Eu estava sozinha naquela casa imensa.

- Draco?

Subi atrás dele. Encontrei-o em seu quarto, na cama, novamente dormindo.

- Merda.

Andei por ali, observando o lugar. Estava uma bagunça: roupas e objetos espalhados, pacotes de biscoitos e latas vazias de cerveja, uns comprimidos suspeitos que certamente tinham efeito alucinógeno em vez de medicinal, pontas de cigarro, um sutiã... De alguma garota, porque mesmo que Draco fosse pervertido a ponto de usar tais coisas, aquela peça não caberia nele.

O quarto estava escuro também. Todas as cortinas e janelas estavam fechadas, então as abri deixando a luz da tarde e o ar fresco entrar.

- Fecha essa porra! – Draco reclamou, escondendo o rosto sob o travesseiro para evitar a claridade.

- Está na hora de acordar, rapaz.

- Eu cheguei em casa muito tarde, ou melhor, muito cedo, preciso dormir... Vai embora!

Ele se espremeu num canto da sua enorme cama king size e me ignorou. Sentei-me do outro lado, observando o dia lá fora. Será que Harry já havia chegado em casa? Liguei para mamãe e ela disse que não, ele ainda estava fora, mas por que eu estava querendo falar tanto com Harry? Respondi que era coisa minha e desliguei. O celular dele ainda não atendia.

Droga, droga, droga! Preciso me distrair!

Vi Draco deitado ali e tive vontade de discutir com ele. Isso me distrairia.

- Ei, acorda! – o sacudi, mas ele reclamou qualquer coisa e não me deu atenção. Então o empurrei para fora da cama.

- CACETE! – Draco se colocou de pé em um instante, totalmente desperto – TA LOUCA, GINA?

- Não precisa gritar!

Ele deu um chute forte na cama e desapareceu em uma porta que eu sabia ser a do banheiro. Reapareceu pouco depois e se deitou novamente.

- O que você quer? – ele não parecia estar de bom humor.

- Vim falar com você.

- O quê?

Dei de ombros.

- Você sabe... Cadê os seus pais?

- Viajando.

- Por que você não foi com eles?

- Porque estou em provas e de castigo.

- Castigo?

- É. Olha, Gina, o que você quer, hein? Eu não tenho o dia todo.

- Claro que não tem. O dia daqui a pouco chega ao fim, são mais de três da tarde. Você deveria levantar mais cedo. – inclinei a cabeça para vê-lo melhor – Seu nariz não está tão ruim assim. Não parece que o Harry quebrou-o.

- Só quebrou um osso, não foi o suficiente para estragar a minha cara. Em mais alguns dias eu estarei como novo.

- Isso foi tudo culpa sua, Draco. Se você não fosse tão...

- Ah, Gina, por favor! Dá um tempo! Já não basta a minha mãe me enchendo, agora você!

- Você deve umas desculpas ao Harry, sabia? Ele ficou chateado com você. O que ele faz ou deixa de fazer não é da sua conta.

- Nem da sua.

- É mais da minha conta do que da sua. Eu sou irmã dele.

Draco me lançou um olhar estranho que quase me causou calafrios.

- Vocês se preocupam demais um com o outro.

Meu coração pulou uma batida.

- O que quer dizer?

- Nada, esquece. Besteira minha – Draco suspirou. – Eu sei que pisei na bola com Harry. Exagerei.

Uau. Muito fácil. O que tinha acontecido com Draco Malfoy?

- Mas – ele continuou – por que o Harry é tão fresco? Por que ele não vai lá e faz o que tem que fazer? Eu só queria saber. O que ele está esperando? Essa curiosidade me mata.

- Talvez ele esteja esperando o amor verdadeiro.

Draco riu.

- Amor verdadeiro? – caçoou – Eu tenho um amor verdadeiro por semana, meu bem, e, acredite, é muito mais divertido assim.

- Eu discordo.

- Claro que discorda. Você é uma virgenzinha bobinha que acredita em contos de fada. Precisa ser mais prática, Gina.

Aquele comentário me incomodou. Quase que me magoou.

- Você não sabe o que diz, Draco. Não conhece nada de mim.

Ele abriu um sorriso predador.

- Adoraria conhecer – sentou-se e se aproximou de mim. - Olha que oportunidade ótima a de hoje: estamos nós dois aqui, sozinhos, você já está na minha cama e eu já estou sem metade das minhas roupas. Você deveria ficar até a noite, Gina - ele começou a brincar com uma mecha do meu cabelo.

- Não mesmo – levantei-me de sua cama. - Seu charme barato não funciona comigo.

- Ai! – ele levou as mãos ao coração – Você está especialmente afiada hoje ou é impressão minha?

- Digamos que não estou em um bom dia.

- Então você precisa de algo para te distrair.

É, eu realmente precisava.

- Tenho uma ideia – Draco foi até a sua escrivaninha e pegou uma pequena caixa. - Não compartilho isso com todo mundo, Gina, só com os amigos especiais.

Movida pela curiosidade, me aproximei dele, que abriu a caixa. Dentro havia uma certa quantidade de algum tipo de folha. Draco pegou um papel e começou a enrolar a erva nele.

- Ah, não, não. Não vou fumar isso – garanti, afastando-me.

- Gina, isso vai te distrair. E eu sei que você já experimentou e gostou.

- Não, Draco. Experimentar é uma coisa, mas...

Não, de jeito nenhum. Draco acendeu o cigarro e ofereceu-o para mim. Eu recusei com um gesto.

- Tudo bem, Gina Potter, mas vai perder o melhor da festa.

Ele voltou para a cama e ficou me encarando com seus profundos olhos azuis. Demorou, porém por fim sentei-me ao lado dele. Queria mais do que tudo esquecer de mim, Harry e Cho. Então aceitei o cigarro.

ooOoOoOoOoOoo

Me sentia incrível. Tudo era divertido, brilhante e colorido, a alegria brotava de dentro de mim. O riso era como o ar: estava em todo lugar e preenchia o ambiente. Diversão, liberdade e euforia.

Meu celular tocou. Era papai. Entre risos lhe disse que estava no cinema e que iria demorar. Não sei porque menti, mas o fiz. Nem me lembrei de perguntar por Harry. Draco estava engraçado comendo sanduíches. Não sei porque o achei engraçado, mas achei. As coisas eram hilárias sem motivos. Eu estava bem, leve, despreocupada. Rindo à toa.

- Acho que não devia ter te dado aquele baseado – Draco me fitava do chão enquanto eu pulava sobre a sua cama. – Você vai quebrar o meu colchão.

- Me sinto ótima! – deitei na cama com um sorriso nos lábios – Tudo é tão lindo!

- Não duvido. Pela quantidade que você fumou, tudo vai ser lindo por umas boas horas.

- Eu quero que dure para sempre!

- Não quer não.

- Quero sim! – sorri – Para sempre, sempre, sempre! – pulei da cama e fui até a janela – Está tão quente! EU ADORO O VERÃO! – gritei para o quintal vazio, depois me virei para Draco – Vamos dançar!

- Hã... Gina, eu acho melhor...

- The Smiths! – consegui ligar o som de Draco e a música alta se espalhou por todo o cômodo.

Sinto que dancei por horas. O CD mudou, a banda também, mas continuei dançando. Estava tão quente! Eu tinha sede, mas não parei de dançar nem para beber água. O calor vinha de mim do sol lá fora? O sol! Nem tinha reparado em como ele estava brilhante e esplendoroso.

- Estou tonta como uma barata tonta – atirei-me ao lado de Draco na cama e explodi em risos. - Hahaha, barata tonta! Hahaha... barata... tonta! Que engraçado! Não é?

- Não, não é nada engraçado, Gina.

- Barata tonta! Hahaha...

Meus risos se aplacaram e consegui voltar a respirar normalmente. Meu coração batia rápido após tanta dança e o ataque de risos; parecia que ele nunca iria se acalmar.

- Você está bem? – Draco estava ao meu lado, apoiado no cotovelo e me encarando preocupado.

- Estou vendo um arco-íris no teto.

- Deve ser efeito da luz e da erva. Não devia ter te dado – falou sobre a droga -, é puríssima, muito forte.

- Eu sou plena, completa e feliz – fechei os olhos. De repente eu queria dormir.

- Gina?

- Estou com sono.

- Você não pode dormir aqui. Logo vai anoitecer e...

- Posso tudo hoje.

- Não pode não. Harry me mataria. E, acredite em mim, eu adoraria que você dormisse aqui, mas não hoje. Não assim.

Por trás das minhas pálpebras, eu via luzinhas piscando. Era tão bonito e engraçado!

- GINA! – um tapa de leve me fez abrir os olhos – Vou me vestir e te levar em casa.

- Não posso ir para casa agora – sussurrei como se esse fosse um segredo precioso -, meus pais me matariam!

- Então vou ligar pro Harry e...

- Harry saiu. Ele não se importa comigo.

- Então... ligo pra Luna. Você pode dormir lá.

- Luna é minha amiga.

- É, ela é.

- Eu a amo. Ela é minha melhor amiga.

- Ela certamente te ama também.

Ele se levantou da cama, eu segurei sua mão.

- Onde você vai?

- Vou pegar meu celular, vou...

- Não. Não me deixe sozinha, Harry.

- Eu sou o Draco, Gina, lembra?

- Claro, Harry.

Puxei-o para a cama e novamente deitei. Ele se sentou de frente para mim.

- Vou fechar os olhos por um segundo – disse eu -, então vou embora.

- Ta.

Minhas pálpebras se fecharam, estavam muito pesadas...

Por mais tempo que passasse eu não dormia, já não tinha sono. Quando abri os olhos mais uma vez, vi uns olhos claros bem perto dos meus.

- O quê?

- Você é muito, muito bonita.

- Todo mundo é, não? De alguma forma, todo mundo é bonito. Todo mundo tem algum tipo de beleza, não importa se são mãos bonitas, olhos bonitos, rosto bonito, um nariz bonito, uma alma bonita... "A beleza está nos olhos de quem vê", não é esse o ditado? Ou talvez seja "nos olhos de quem vê está a beleza". Não, não isso... Estou um pouco confusa. Minha mente está boiando. O que você pensa sobre isso, rapaz?

- Eu penso que você está falando e divagando demais. Também me pergunto... me pergunto se você está muito fora de si.

- Claro que não! Estou TO-TAL-MEN-TE lúcida. Quer que eu prove?

- Prove – a mão dele acariciava a minha bochecha ou era impressão minha?

- 6 x 4 é... 42.

- É 24.

- Eu sei! – ri alto, gargalhei – Estava te testando! Viu como estou bem? Sou a pes...

Ele me beijou. Torpe como estava, nem sei se correspondi ou não a ele. Ele... quem? Draco, Harry, Oscar, Nicholas ou algum outro? Eu não sabia.

- Não, para – empurrei-o e seus lábios se separaram dos meus, mas desceram pelo meu pescoço. Sentia minha mente fora do lugar e uma mão subir por baixo do meu vestido. Tinha um corpo masculino pesado sobre o meu.

Harry. Não, aqueles toques não eram dele. As mãos eram muito grandes e brutas para ser ele ali comigo, era diferente. Aquelas mãos era outras, eram de alguém que nunca tinha me tocado antes...

- Ah, Gina, Gina... como eu esperei por esse momento.

A voz... Draco. Draco não. Não o Draco. Eu não... não, não com ele. Arrastei minha mente de muito longe e procurei trazê-la de volta para a realidade. Foi muito difícil e exigiu esforço, mas quando abri os olhos vi que era realmente Draco Malfoy ali comigo. Eu já nem estava muito certa sobre como havia parado ali com aquele rapaz enorme entre meus braços, porém não me importei. Algo grande cresceu dentro de mim somando-se à graça e aos risos sem explicação. Era euforia, excitação e... algo mais. Era Draco ali. Draco era acessível. Com Draco eu podia tudo. Que divertido!

Os toques dele não eram ruins nem estranhos apesar de não serem como os de Harry. Eram toques famintos que matavam a fome dele e a minha. Quando ele desabotoou os botões da gola do meu vestido e o arrancou, eu não me importei. Deixei que ele me beijasse e tocasse, até fiz o mesmo nele. O mundo lá fora era tão pequeno frente às possibilidades daquele quarto. Esse pensamento me fez rir.

Draco estava quase nu, só de cueca, então não tirei nada dele. Em vez disso deixei, achando graça em tudo, que ele me despisse. Não havia nada para lhe dizer, porque ele sequer me dava tempo para pensar. Sua boca caiu sobre o meu mamilo repentinamente e senti aquela sensação familiar de suave prazer crescer em mim, mas dessa vez acompanhada das possibilidades infinitas que me guiavam naquela tarde.

Era tão diferente de Harry... Não sabia se melhor ou pior, minha mente estava turva, mas era diferente. Tudo inchava dentro de mim e me confundia. Harry, Draco... Era sim que Harry se sentia com Cho? Ele sentia essa liberdade excitante que não acarretaria nunca em culpa porque a pessoa com a qual você estava não era seu irmão? Ele sentia...?

Tudo desapareceu em um gemido. A boca de Draco desceu mais e mais até chegar entre as minhas pernas. Teria morrido de vergonha se não estivesse certa que morreria de prazer. Minhas mãos apertaram o lençol, os pés passavam sobre a cama em movimentos desconexos. Não tinha o carinho e amor que eu compartilhava com Harry, mas tinha uma paixão violenta que brotava das entranhas e assaltava o meu corpo fazendo-o tremer, tremer e tremer até...

Não encontrei minha voz quando quis gritar. A boca de Draco continuou passeando por mim quando eu ainda me sentia mole e fraca pela explosão que me assaltara. Estava extasiada. Meu coração batia forte e minha respiração estava acelerada. Eu tinha tido uma provinha de um prazer louco e queria mais. Naquele dia, eu queria tudo.

- Draco - não foi mais do que um sussurro.

Sua boca subia pelo meu corpo deixando leves mordidas no caminho. Isso fez eu me arrepiar e rir. Por um instante fugaz, a imagem de Harry apareceu em minha mente e eu o compreendi. Compreendi porque ele deixou Cho tocá-lo daquela forma no dia do baile, compreendi porque ele era tão insistente sobre sexo e compreendi seu desejo platônico por mim como nunca antes. Desejo era algo tão forte que te lançava num mar turbulento, tempestuoso e enfurecido do que era impossível sair sem provar um pouco da água salgada e apreciá-la.

Os lábios de Draco alcançaram os meus. Dessa vez o aceitei com prazer, beijando-o com a euforia e diversão que nasciam não sei de onde. Queria tocar cada pedaço dele, provar o sabor da sua pele, descobrir seus segredos. A curiosidade e vontade de explorar aquele outro corpo me dominou. Minhas mãos tocaram cada parte alcançável enquanto nossos lábios mal se desgrudavam. Eu tinha consciência das mãos dele em mim, o sentia acariciar minha coxa sensualmente e apertar minha nuca, mas a necessidade de descobrir seu corpo sob as minhas próprias mãos era maior do que as sensações.

Empurrei-o e nos deitamos de lado, de frente um para o outro. Minhas mãos se enfiaram dentro da única peça de roupa dele e pude ver a surpresa cruzar seu olhar antes que eu o cingisse.

Ele quase desfaleceu quando o toquei intrigada pela sensação de como seria fazer aquilo com alguém além de Harry. Draco estava super, super excitado e nossa brincadeira não durou muito. Ele me abraçou e me apertou contra si novamente quando tudo acabou. As mãos dele ficaram mais brandas, assim como as batidas de seu coração contra o meu peito e seus beijos.

- Vamos transar – falei me separando momentamente dele. Eu queria, queria mesmo transar com ele. Aquela tarde era eterna e eu me sentia tão bem que poderia ir ao inferno e voltar.

- O quê?

- Vamos transar – repeti rindo como louca; voltei a beijá-lo em seguida. No começo ele correspondeu, mas, então, foi se afastando de mim lentamente até que nossos lábios já não estavam colados.

- O que foi? – perguntei, sorrindo debilmente.

Com um gesto de cabeça, ele negou não sei o quê. Apenas fez uma negação silenciosa e, confundindo-me, saiu da cama e se enfiou no banheiro. Fiquei atordoada e achando um pouco de graça naquilo. Onde ele estava indo?

Ouvi o barulho do chuveiro. A confusão ainda tomava conta de mim quando Draco reapareceu, entrou no seu closet e reapareceu novamente pouco depois, completamente vestido. Eu ainda estava deitada na cama, exatamente onde ele me deixara.

- O que você está fazendo? – perguntei.

- Eu não posso fazer isso, Gina. Não posso.

- Você pode sim – cantarolei numa voz tão infantil que nem reconheci.

- Não, não posso. Você não está no seu estado normal. Eu não posso me aproveitar da situação.

As palavras não entraram na minha mente. Eu me sentia tão bem, tão livre e engraçada. Como podia não estar no meu estado normal?

- Você vai me agradecer por isso quando estiver sóbria – disse ele.

- Eu estou sóbria.

- Não está não.

- Vai se foder – apesar das palavras ofensivas, disse isso num tom de riso.

- Vista-se. Vou te levar em casa.

- Não vai não.

- Gina, eu...

- Não quero me vestir! Está tão quente que vou ficar deitada aqui, nua, para sempre. Acho que você devia voltar para cá.

O ouvi respirar fundo, lamentando-se.

- Ah, cara, não me pede isso, porque eu quero voltar – houve um breve silêncio. - Eu acho que estava totalmente errado sobre você, Gina – o comentário dele me intrigou, mas não perguntei o que quis dizer. Pra quê? Aquela tarde era apenas sobre dias de sol e alegrias intensas – Você me surpreende.

- Você também. Pensei que fosse mais homem para aproveitar uma oportunidade quando ela está esperando por você na sua cama – explodi em risos. – É brincadeira! Uma brincadeira. Entendeu?

- Vista-se – ele falou muito sério, que sem graça!, e saiu batendo a porta.

ooOoOoOoOoOoo

Em algum momento a sensação maravilhosa que surgia de dentro de mim começou a diminuir. Não desapareceu por completo, diminuiu gradualmente de forma que, no pôr-do-sol, o efeito do que eu usara já tinha aplacado bastante.

Eu havia ficado muito tempo dançando com a música que tinha religado ou perambulando sozinha pelo quarto de Draco. Não sabia onde ele estava nem me interessava. As coisas eram interessantes mesmo sem companhia. Ele não importava.

Num estalar de dedos, sem mais nem menos, decidi ir embora. O céu estava quase escuro quando me vesti e, assobiando e levemente anestesiada, saí dali.

Quase bati o carro ao dirigir para casa, mas a culpa não foi minha. Foi do motorista barbeiro que não prestava atenção nas cores do sinal. Verde era pare; amarelo, atenção; e vermelho, siga. Ou verde era siga e vermelho era pare? Tanto faz.

Estacionei o carro e entrei em casa aos pulos. "Não, não quero jantar", disse à mamãe enquanto subia as escadas para o meu quarto. Me atirei na cama e fechei os olhos. Estava com sede. Poderia beber o bar inteiro.

Talvez eu tenha dormido ou talvez tenha entrado em um estado letárgico. O tempo passou. Era noite alta quando dei por mim. Era noite e Harry estava ali na minha frente.

Harry... puxa, o Harry. O meu Harry. Eu não devia ter feito tantas coisas com Draco antes. Será que ele havia contado ao Harry sobre o episódio daquela tarde? Era por isso que Harry parecia pesaroso?

- Demorei porque estava dando umas voltas de carro por aí. – Harry olhava os pés, não a mim - Estava pensando.

Ele estava na casa de Cho mais cedo, eu me lembrava então. Aquela expressão dele tinha algo a ver com ela? Por que ele parecia aflito?

Harry, nervoso, começou a falar sem parar, mas eu não consegui prestar atenção em nada, era tudo desconexo, minha mente estava cansada e lenta...

- O quê? – perguntei por fim.

- Eu preciso te dizer uma coisa. E vai doer.


Aos leitores:

Não usem drogas. Mas, garotas, usem loiros bonitões se achar algum dando sopa por aí.

Beijos,
Lanni.

PS: Vote em mim na Premiação Potter Fics. Acesse meu blog (tire os espaços: www. lannilu. blogspot. com) que lá tem o link para as votações. Não deixe de votar - a sua ajuda é muito importante, e agradeço desde já pelos votos.


Respostas as reviews:

ooo thamires: O Draco pode ser bem escroto às vezes, em outras nem tanto.
"Esses sonhos do Harry podem ser premonições?" Tudo é possível, mas para uma resposta definitiva você precisa continuar lendo a fic. Abraço!

ooo ingrid albuquerque: Entendi o que você quis dizer com "assustador" no capítulo passado; acho que ele foi um tanto violento, não? Espero, sinceramente, que você não pare de ler a fic, mas, como eu já disse antes, é uma decisão sua. De qualquer forma fico feliz por ainda estar por aqui. *smile* Abraço.

ooo Melissa 0927: Hahaha... se os sonhos serão (ou foram) realizados, você terá de continuar lendo a fic para saber. E para descobrir o que acontecerá com a Gina, também terá de continuar lendo a fic. Coisas novas vem por aí, então fique de olho. Abraço.

ooo Grace Black: Ai, se você esperou esse capítulo ansiosamente, não imagino como estará impaciente pelas resposta que o próximo trás. Um feliz Ano Novo (atrasado) para você também, espero continuar te vendo por aqui ao longo de 2010. Abraço!

ooo Lie Malfoy
: Ah, mas o que a Cho fez para você ter raiva dela? (*irônica*) O sonho foi do Harry, ela não provocou isso, rsrs...
Meu fim da fic é, na minha opinião, ótimo. Você vai ter de esperar por ele por alguns meses, pois ainda estamos apenas um pouco além da metade da história. Abraço.

ooo Anna Weasley Potter: Oh, espero que sua prima tenha gostado do capítulo então.
Acho que o Harry sabe muito bem quem quer, mas ele sente atração pela Cho, o que é compreensível, afinal ela é bonita e adorável. Sobre o relacionamento aberto, eu continuando achando que é uma boa saída - eles precisam agir normalmente e mostrar para o mundo que são adolescentes normais com relações normais, então relacionamentos com outras pessoas são indispensáveis. Abraço!

ooo Pedro Henrique Freitas: Não vou comentar sobre as suas divagações porque não gosto de dar dicas do que vai ou não acontecer. Fique, Pedro, com suas suposições até ler os capítulos e ter as respostas.
Eu me inspirei no Cook para criar o Draco, mas obviamente tem diverença entre eles. Abraço!

ooo Tatamcr
: Ah, sim, é verdade. Os próximos capítulos realmente prometem. Não suma, hein! Abraço.