Entrando no carro de Jasper, fui recebida com um caloroso beijo no rosto. Ele estava muito bem em sua calça jeans preta e camisa social azul clara.
-Combinamos...
-O que?
-As cores...do meu vestido e da sua blusa...-Sorri tímida.
-É, mas a cor ficou muito melhor em você. -Ele sussurrou, se aproximando e tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.
-E...para onde vamos?
-Um parque...e depois há um restaurante muito bom próximo ao local, onde fiz reserva para nós.- Ele sorriu- É bastantde tranquilo e muito bonito também...Espero que goste...
-Me parece muito bom.- Sorri.
-Só...é um pouco longe.
-Não tem problema, a companhia até lá será ótima.
Ele apenas segurou minha mão e beijou minha bochecha lentamente, e então começou a dirigir.
O tal lugar de fato era longe. Andamos por quase uma hora até pegarmos uma estrada na saída da cidade. Os prédios dando lugar a uma paisagem composta por...nada...é, era isso o que tinha. Mas durante todo o caminho ficamos conversando sobre os mais diversos assuntos. Até que...o carro parou.
-Chegamos?- Se havíamos chegado eu devia estar muito cega, pois não vi parque nem restaurante nenhum.
-Não!
-Então por que paramos?
-Não paramos, o carro parou...
-Quebrou?
-Não sei.- Ele tentou ligá-lo.- Acho que sim...mas aparentemente tudo está em ordem...Acho melhor chamar o reboque.
-Ah...
Após uma ligação de uns 15 minutos e a aparente irritação de jasper, ele voltou para o carro.
-Virão em aproximadamente uma hora e meia...Desculpe por isso Bella.- Ele parecia realmente chatiado.
-Não foi sua culpa...
-Acho melhor telefonar para alguém vir te buscar, afinal, além de demorar, o reboque vai direto para uma oficina.
-Mas a minha mãe resolveu ter um fim de semana num Spa com uma amiga no meio do mato.
-E Edward?
-O que tem ele? - Falei emburrada.
-Ele não pode vir te buscar?
-Ah...-Droga! A última coisa que eu queria era ligar para ele...- Está bem, já volto.
-Ok.
Saí do carro e fui telefonar para Edward. Não queria que Jasper ouvisse minha voz mal humorada quando telefonasse para ele.
-Alo?
-Edward...é a Bella...
-Bella? Aconteceu algo?
-Eu estou ótima!- O interrompi revirando os olhos, mesmo que ele não pudesse ver.- O carro de Jasper quebrou no caminho e não tenho como voltar para casa...poderia vir me buscar?
-Claro, onde está?
-Na estrada 112.
-E o que está fazendo tão longe e fora da cidade?!
-Edward...por favor...
-Esta bem, estarei ai o mais rápido possível.
Desliguei o telefone e voltei para o carro. Estava muito quente, e onde estávamos não tinha nem uma mísera sombra.
-Conseguiu falar com ele?
-Sim, ele está a caminho.
Não sei como ele conseguiu, mas o caminho que levamos uma hora e pouco para fazer, Edward fez em 40 minutos. Ele parou seu volvo preateado ao lado do fiesta preto de Jasper, tirou seu óculos de sol e chamou por mim.
-Bella?
Foi o suficiente para minha cara fechar. Ignorei seu chamado e me virei para abraçar Jasper.
-Foi uma pena.
-Sim, mas com certeza haverão outras oportunidades Bella.
-Com certeza.- E o beijei no rosto.
Então, Edward começou a buzinar e a gritar do seu carro:
-Bella! Não tenho o dia todo! Entre no carro!
-Edward, obrigado por ter vindo buscar a Bella.
-Não foi nada.
-Tchau Bella!
-Tchau Jasper!- Entrei no carro e tive tempo apenas para colocar o cinto, antes que Edward arrascasse com o carro dali.
-Então, o encontro de vocês não deu certo?
-Hm...
-O que? Não vai dizer que também me culpa por isso?
-Se quer mesmo saber, se tivesse saído com ele ontem a noite, isso poderia não ter acontecido!- Virei meu rosto para a janela.
-Você é inacreditável Isabella!
Conforme as horas se passavam, o clima ia esfriando e a tarde chegando ao fim...Epa! Para tudo! Por que ainda estamos andando? Já devíamos estar na cidade e chegando em casa!
-Edward, onde estamos?
-Vou te recompensar. Você disse hoje cedo que você e Jasper iriam a um lugar bonito...pois eu também conheço lugar assim Bella.
-...
A noite caía, e a lua cheia aparecia no céu jutamente com outras estrelas. Seria uma noite muito bonita. Apesar da minha curiosidade de saber para onde Edward estava nos levando, não perguntei mais nada e ele também não falou nada. O silêncio mais uma vez tomou conta de nós dois, mas agora ele parecia mais relaxado.
Mais algum tempo se passou até chegarmos numa espécie de campo deserto, com muitas árvores atrás e, a diante, a vista de toda a cidade, pequenina, com todas as suas luzes acesas, como estrelas na Terra.
Ele saiu do carro e eu o acompanhei. Paramos de frente para a minúscula cidade. Ele parecia perdido em pensamentos.
-Eu costumava vir aqui quando era jovem e queria pensar, ou simplesmente apreciar a paisagem.
-É...lindo...- Eu estava deslumbrada com a beleza do lugar
Ele sorriu alegre, singelo e se aproximou de mim. Segurou meu rosto com suas mãos, com muita suavidade e disse com a voz baixa, rouca:
-Eu nunca quis te deixar brava, pelo contrário, te ver feliz é uma das coisas que mais me faz bem, é que as vezes...-Ele se interrompeu, fechando os olhos e distribuindo beijos por todo o meu rosto.
Automaticamente, também fechei os meus. Apesar do vendo gelado, eram seus lábios em minha pele que me faziam arrepiar.
-Edward...-Minha voz saiu baixinho, na minha mente, a única coisa que restava era ele.
Quando abri os olhos, os seus estavam fixos em mim, com uma expressão que não consegui decifrar, mas me parecia algo bom, terno.
Nos sentamos no chão, ainda observando a cidade e ele me abraçou. Seus braços ao meu redor era tudo o que eu queria naquele momento. Ficamos assim por um bom tempo. As vezes conversávamos sobre algo, e então voltávamos a nos perder um no olhar do outro, até que ficou muito tarde e tivemos que voltar para casa.
Em meu quarto, eu me odiei por tudo isso. Era errado, injusto e egoísta, mas também era forte, sincero e puro, e por um instante senti que tudo o que me traria paz e alegria encontrava-se naquele paz de olhos azuis que me fitaram intensamente por toda a tarde.
