Oi amores, desculpe pela demora para postar, mas a semana foi bem corrida!

Finalmente a lua-de-mel dos dois... no Brasil. Será que o Ed vai aprontar muito?!

Só lendo pra saber!

Aprecie sem moderação!

;)


Capítulo IV: Honey-moon

Edward POV

Brasil.

Rio de Janeiro.

Carnaval.

Tem coisa melhor?

Aquele sol brilhando alto, já as sete da manhã, o mar azul me chamando. Que país lindo, que cidade linda.

Bella ficou puta da vida quando desembarcamos no Brasil, exatamente no Rio de Janeiro, ela odiava carnaval. Ela não conhecia as coisas boas da vida, mas eu ia convencê-la do contrário.

Chegamos ao Copacabana Palace logo cedo, fui até a recepção pedir um quarto enquanto Bella olhava admirada.

A recepcionista abriu um sorriso de orelha a orelha quando me viu.

- Bom dia. – a recepcionista disse em inglês.

- Bom dia. – respondi em português, faz tempo que não falava português.

- Quer um quarto? – perguntou animada, não quero um açaí pode ser?

- Suíte máster, por favor. – falei, sorrindo.

- S-sim senhor. – gaguejou, era só sorrir que ficava tudo mais fácil – Com vista para o mar ou para a cidade?

- Para o mar. – respondi, olhando para os lados a procura de Bella.

- Por quanto tempo? – perguntou, digitando algo no computador.

- 15 dias. – murmurei, finalmente achei Bella, que estava observando um quadro no hall.

Fiquei olhando para ela, parecia uma verdadeira turista americana, ainda de calça jeans e jaqueta de frio. Ela olhou pros lados, acho que me procurando e, quando, finalmente, me viu abriu um sorriso e veio saltitante até mim.

Bella POV

Edward estava parado na recepção pedindo nosso quarto, esse hotel era tão lindo. A decoração era impecável, tudo do bom e do melhor, também aposto que a diária aqui devia ser mais do meu pai já ganhou na vida toda.

Fiquei observando os quadros que decoravam o hall, perdi Edward de vista. Só faltava eu ter me perdido aqui, olhei pros lados até encontrá-lo. Quando vi meu sorriso torto, retribui o sorriso calidamente.

Fui andando, feliz da vida, até ele. Percebi que a recepcionista, linda e loira, comia Edward com os olhos. Aquela mulher devia ser demitida, falta de profissionalismo.

Cheguei e logo abracei Edward e ele me deu um selinho, para ele fazer isso provavelmente a recepcionista não o agradara. Edward era esperto, sabia como dispensar mulheres, deixando bem claro que não queria.

- Oi amor. – Edward disse me provocando.

- Oi bebê. – retruquei – Já conseguiu nosso quarto? – murmurei.

- Sim. – falou – Já vamos subir.

- Está bem. – disse, mas não soltei a mão dele.

Edward e a loira, continuaram falando em português, ou seja, não entendi uma palavra. Eles podiam muito bem estar marcando um encontro que eu não estava entendendo nada mesmo. Mas uma coisa era certa, Edward falando outra língua era sexy, muito sexy.

- Podemos ir? – falei e em seguida um pensamento malicioso passou pela minha mente, aquela recepcionista ia só ver quem manda aqui – Preciso de um banho e de uma massagem, Eddie. – disse ao pé do ouvido de Edward, mas suficientemente alto para a recepcionista ouvir e depois mordi o glóbulo da orelha de Edward.

- Claro, amor. – Edward sussurrou no meu ouvido e fez meu corpo inteiro se arrepiar – Mal posso esperar para começarmos nossa lua-de-mel. – aquela voz rouca ao pé do ouvido me deixou atordoada.

Quando subimos para a suíte máster, Edward fizera questão de enfatizar, fiquei admirada com o lugar, aquilo era maior que minha casa, provavelmente. Era tudo tão lindo. Tinha uma bela mobília, uma vista linda para a praia e uma cama king size, que me chamava.

Simplesmente corri e pulei na cama, era tão macia.

- Agora é a personalidade que não teve infância? – Edward perguntou, olhando a vista para a praia.

- Como? – perguntei sem entender nada.

- Não, porque aquela Bella que estava comigo lá embaixo era a personalidade sexy e provocante. – falou.

- Eu só fiz aquilo para aquela mulherzinha aprender a se colocar no lugar dela, atrás do balcão, eu sou a esposa. – murmurei, indignada.

- Isso tudo é ciúmes? – Edward perguntou, com um sorriso de orelha a orelha.

- Não... – respondi, rapidamente.

Edward não falou mais nada. Ele se levantou e foi tomar um banho e eu fiquei ali olhando pro teto, minha mente não conseguia focalizar em nada.

Edward POV

Sai do banho e Bella dormia, ocupando praticamente toda a cama, seus cabelos castanhos caiam em seu rosto, seu peito subia e descia lentamente. Fui trocar de roupa, havia umas sete malas no chão do quarto e apenas uma era minha, Alice já sabia que viríamos para o Rio, com certeza, fez as malas de Bella.

Troquei de roupa, colocando algo menos pesado, já que fazia mais de trinta graus, estava calor. Olhei para a cama e Bella continuava dormindo, mas agora ela estava falando coisas sem nexo algum.

Não estava com sono, decidi descer um pouco até o restaurante do hotel, para comer algo estava faminto. Desci até o bar, queria beber algo antes de comer. Pedi uma cerveja, fiquei olhando a praia pela janela que tinha no restaurante, mais tarde eu teria que dar um mergulho, aquele mar me hipnotizava.

Tomei a bebida gelada, que desceu pela minha garganta aliviando um pouco do calor que eu estava sentindo.

- Olá. – uma morena muito bonita disse se aproximando de mim – Maria. – falou num sotaque arrastado e estendeu a mão.

- Edward. – falei, apertando a mão da morena.

- Que desperdício, um homem tão lindo, bebendo sozinho. – murmurou, pedindo uma bebida.

- Quer me fazer companhia? – perguntei, dando meu melhor sorriso, ela já estava na minha.

- Pode ser, gatinho. – sibilou, tomando um gole da bebida que pediu – Então o que faz no Rio de Janeiro?

- Vim aproveitar o carnaval. – não era uma mentira, apenas meia verdade – Você mora aqui?

- O carnaval daqui é o melhor do Brasil. – falou, sorrindo para mim – Eu moro aqui sim. – murmurou – Você vai ao desfile à noite?

- Acho que sim. – teria que convencer Bella a ir antes.

- Me encontre lá. – ela disse – Agora eu tenho que ir, foi ótimo conversar com você. – levantou e me deu um beijo no rosto.

- Como te entrarei lá?

- Eu te acho. – disse e foi embora.

O dia não poderia ter começado melhor, agora era só aproveitar o resto da viajem.

Bella POV

Acordei suando em bicas, ainda estava com meu casaco pesado e o ar-condicionado não estava ligado, estava morrendo de calor. Tirei meu casaco e joguei em algum canto do quarto, levantei e fiquei andando pelo quarto atrás de Edward.

- Edward? – chamei – Cadê você? – nada, somente o barulho do vento fraco que entrava pela janela.

Maldito.

Ele saiu e me deixou sozinha aqui, tinha que ser o Edward mesmo, irresponsável. Aposto que ele está conversando com alguma vagabunda. Edward é um ímã para mulheres, não vi coisa igual, em qualquer lugar que ele chegue metade das mulheres o olham com desejo.

Fui para o banheiro tomar um banho, tive tomar banho frio de tanto calor que estava sentindo, não estava acostumada com temperaturas elevadas, em Forks só chove. Tomei um banho bem demorado.

Quando sai olhei as malas que Alice fizera questão de fazer, sem meu consentimento, abri a menor delas para minha surpresa tinha algumas lingeries de todos os jeitos e cores possíveis. Nota mental: NUNCA mais deixar Alice fazer minha mala.

Coloquei um vestido leve, um pouco florido demais para o meu gosto, mas eu estava morrendo de calor. Coloquei uma sandália básica, não dava para ficar andando de vesito e tênis, né?! Escutei a porta se abrindo, só podia ser meu querido marido.

- Acordou bela adormecida? – entrou no quarto rindo.

Não respondi, apenas peguei minha bolsa e sai.

- Bella, espera. – disse entrando no elevador junto comigo.

- O que foi Edward? – perguntei, seca – Estou indo almoçar. – informei e virei meu rosto.

- Eu vou com você. – murmurou, aquele sorriso debochado surgindo em seu rosto.

Edward estava estranho, alegrinho demais. Algo aconteceu e eu ainda vou descobrir. Fomos até o restaurante do hotel mesmo, Edward não queria que eu me perdesse pela cidade. Maldito, ele sabe como me tirar do sério.

Graças a Deus, dessa vez era um garçom e não mais uma daquelas vadias que só faltam colocar seu próprio nome do cardápio. Edward falava português fluentemente com as pessoas aqui, aquilo me deixava irritada eu nunca sabia o que eles estavam conversando, mas por outro lado, ele ficava tão fofo falando meio enrolado.

Ele pediu qualquer coisa, porque eu não entendi mesmo. Quando o garçom saiu, ele virou para mim com um sorriso de orelha a orelha.

- Amor da minha existência... – começou.

- Ai, o que você quer dessa vez? – sibilei ríspida.

- Vou te levar para passear hoje à noite. – falou, sorrindo.

- Para onde exatamente?

- Marquês de Sapucaí, vamos ver o último dia do desfile. – ele disse, calmamente.

- Não, obrigada. – murmurei, ele fez uma careta logo depois.

- Você vai comigo, Bella. – falou, sério – Não posso deixar você sozinha aqui. – sibilou.

- Eu já sou adulta e sei cuidar de mim. – murmurei – Pode ir, não precisa ficar de babá. – ele soltou uma gargalhada.

- Acho que vou chamar a recepcionista para ir comigo então. – Edward disse, provocando.

- Você não ouse. – sibilei, apontando o dedo para ele.

- Só se você for comigo então. – falou, sorrindo.

- Isso é chantagem. – murmurei, indignada.

- É pegar ou largar.

- Tudo bem, eu vou. – suspirei derrotada.

O resto da tarde foi entediante, fiquei no quarto assistindo uma novela, tudo bem que eu não entendia nada porque estava em português, mas até que era engraçada e dava para entender alguma coisa de vez em quando.

Edward roncava deitado do meu lado. Ele estava sem camisa, por causa do calor, eu fiquei babando um pouco naquele corpo lindo que ele sempre teve. Minha vontade era tocar sua pele para saber se era mesmo tão macia quanto parecia.

Eles estava dormindo tão profundamente que mal teria? Minha mão ia contra minha vontade devagar até ele, quando eu ia colocar a mão em suas costas meu celular tocou. Pulei com o susto, meu coração foi a mil em questão de segundos, até minha respiração estava falhada. Corri até o celular que estava em cima da cômoda.

Olhei no visor onde o nome de Alice piscava.

- Que foi, Alice? – atendi ao telefone bufando.

- Bells, - falou alegremente – não estou atrapalhando nada? – murmurou, dando risada.

- Não Alice, fala logo. – resmunguei.

- Ai, deixa de ser chata, - fingiu estar ofendida - quero contar as novidades.

- Fala logo. – murmurei me jogando na cama.

- O Jasper me pediu em namoro. – gritou, provavelmente ela devia estar dando pulinhos de alegria.

- Sério? – perguntei, abismada – Mas quando foi isso?

- Hoje de manhã, depois que a gente acordou. – respondeu animada.

- Como assim 'Depois que a gente acordou'? – quase gritei, Edward se mexeu, mas depois voltou a dormir – Vocês transaram, Alice? – murmurei, irritada.

- Bella, deixa ser careta estamos no século 21. – Alice disse tranqüilamente – E ele não é qualquer um, ele é minha alma gêmea. – falou, sonhadora.

- Alice, vocês se conheceram ontem. – sibilei – Isso é um absurdo! – falei.

- Bella, relaxa. – Alice disse calmamente – Ele vai me pedir em namoro pro meu pai, ok? – sibilou, tentando me acalmar – Ele é tão gentil, Bella. – suspirou – Acho que ele é a outra metade da minha laranja. – aquilo me fez rir.

- Tudo bem, Ali. – suspirei derrotada – Você já é bem grandinha e sabe cuidar de si mesma. Só não vá aparecer grávida! – alertei.

- Deus me livre. – Alice quase gritou – Eu sei me cuidar, Bells. Agora eu vou desligar, antes que eu atrapalhe algo entre você e meu irmão. – falou, rindo – Tchau cunhadinha. – e desligou.

Não tive tempo nem de responder aquela baixinha, joguei o celular na cama e deixei-me cair no colchão macio. Edward continuava dormindo que nem uma pedra só faltava roncar. Sua respiração calma, seu peito subia e descia lentamente. Seu rosto quase enfiado no travesseiro, sua boca levemente aberta e seus cabelos acobreados bagunçados mais do que o normal.

Levantei rapidamente antes que eu fizesse alguma besteira, fui procurar uma roupa para usar daqui a pouco no desfile. Depois de mais ou menos meia hora, acabei pegando um jeans e uma blusa de alças, com um decote em v.

Edward acordou, aquela cara amassada de quem dormiu a tarde toda e realmente foi isso. Como sempre o humor negro já estava presente.

- Está se arrumando assim para quem? – perguntou, um sorriso cínico em seu rosto.

- Com certeza não é para você. – respondi, grossa.

- Nossa, que mau humor. – falou – Isso é falta de sexo, sabia? – soltou uma gargalhada alta.

- Maldito. – sibilei irritada e ele entrou no banheiro rindo.

Liguei a tv e me joguei na cama, claro que eu não estava prestando a atenção em nada do que estava passando, eu mal entendia essa língua tão complicada. Estava pensando em Alice, segundo ela, que achou seu metade da laranja em questão de 24 e eu que casei-me sem nem estar apaixonada.

Tudo por causa de dinheiro será que no fundo minha mãe estava certa? Ou será que isso aconteceu por alguma força maior. E se Edward fosse a minha 'metade da laranja'? Era difícil, mas não impossível.

- Bella, - Edward gritou me cutucando – morreu é?

- Hã? – resmunguei – O que foi?

- Podemos ir? – Edward disse estendendo a mão para mim.

- Claro, amor. – murmurei, pegando em sua mão e levantando da cama.

Quando passamos pela recepção e a loira ficou olhando para Edward fiz questão de passar um braça em volta de sua cintura e ele fez o mesmo comigo. Lancei um olhar mortal para a loira que olhava raivosa. Depois abri um largo sorriso para ela no melhor estilo 'Cai fora que esse já tem dona'.

Edward chamou pelo táxi, entramos no táxi e ele logo começou a falar com o motorista, eu continuava não entendendo nada. Pela cara do motorista, que balançava a cabeça negativamente, a conversa não ia muito bem. Então Edward tirou umas notas de cem dólares e jogou no motorista que sorriu e deu partida no carro, entrando num transito infernal.

- O que foi isso? – perguntei, ainda abismada pelo tanto de dinheiro oferecido.

- Ele disse que era impossível chegar no sambódromo com esse trânsito, então, nada melhor que um suborno para fazê-lo ir mais rápido, não acha? – falou, sua voz estava calma.

- Tudo bem. – respondi bufando.

Edward gargalhou e passou o braço sobre meus ombros, enquanto estávamos parados no congestionamento, o taxista tagarelou com Edward o tempo todo, já não agüentava mais o bigodinho falando ele tinha uma voz irritante.

Quando chegamos dei graças a Deus de sair daquele forno ambulante. Eu estava suando já. Edward me puxou pela mão e entrou no meio de uma multidão, aquilo me fez paralisar. Eu tenho fobia de lugares cheios de gente.

Edward percebeu minha relutância em entrar no meio da multidão, então, voltou e passou o braço por cima do meu ombro, fazendo uma espécie de escudo em volta de mim, aquilo me deixou menos nervosa. Seguimos até a área vip, então colocaram uma pulseira em nossos pulsos e entramos.

Edward POV

Bella estava uma pilha de nervos ela sempre odiara lugares com muitas pessoas, ela tinha trauma de lugares assim ela nunca me contara o por que, mas ela tinha. Precisei quase me embolar em volta dela para que pudéssemos entrar.

Lá dentro estavam muitas pessoas, mas nada que fizesse Bella ter um ataque. Metade das mulheres me olhavam, admiradas. Bella não estava nada feliz com isso, percebi que ela bufava a cada mulher que sorria para mim.

Avistei Maria no bar, tomando alguma coisa. Eu precisava despistar Bella, hoje a noite seria longa. Finalmente tiraria o atraso, depois que quase um mês sem sexo. Maria também me vira e sorria alegremente para mim, com certeza, ela ainda não vira Bella comigo.

- Bella, vou pegar alguma coisa para beber. – falei, deixando ela sozinha.

Fui super empolgado até a morena que me recebeu com um sorriso largo.

- Olá, Edward. – Maria disse com seu sotaque arrastado.

- Oi, Maria. – sorri para ela, que pareceu perder o fôlego.

- Quer beber algo? – perguntou, entregando seu copo para mim.

- O que é isso? – perguntei, tomando um gole, era bem forte, mas era bom.

- Caipirinha, bebida típica aqui. – falou, era impressão minha ou ela estava chegando mais perto?

- Ah, sim. – respondi olhando em seus olhos quase negros.

- Nós vamos para a sua casa ou para a minha? – Maria murmurou, chegando mais perto, nossas bocas quase se tocando, eu podia sentir seu hálito quente em meu rosto.

- Bom, estou dividindo meu apartamento com minha... er... amiga. – respondi, olhando aquelas lábios carnudos tingidos com um vermelho intenso.

- Hmm... – resmungou – Podemos ir para minha casa então. – sugeriu.

- Claro. – murmurei, chegando mais perto dela e passando meu braço por sua cintura, trazendo-a mais perto de mim.

A mão dela já estava em meus cabelos puxando-me para mais perto, minha outra mão foi para sua nuca e eu a puxei para um beijo furiosamente.

Bella POV

Edward me largara sozinha aqui, segundo ele, fora buscar bebidas. Mentira, esse maldito deve estar com alguma vagabunda, só podia ser. Resolvi olhar desfile, fogos de artifício explodiram no céu, anunciando a entrada da escola de samba e a música começou a tocar.

O carros da escola – que eu não sabia qual era – começaram a entrar na avenida. E várias pessoas vinham junto. Todos fantasiados com roupas coloridas e adereços mais coloridos ainda. Algumas mulheres vinham quase nuas, poucos pedaços de pano cobrindo-a, mas sempre mulheres lindas, com belos corpos.

Fiquei ali olhando o desfile por alguns minutos, até que Edward e uma bela morena – e com cara de piranha – se agarrando num canto me chamou atenção. Aquilo fez meu sangue ferver em questão de segundos e meu coração batia forte.

Resolvi ir até aquela vadia e tirá-la de cima do meu marido. Passei pelas pessoas, não me importando com quem estivesse no caminho até que cheguei bem perto deles. Apenas cutuquei Edward.

Ele desgrudou da boca da morena quando me viu. Seus lábios manchados de batom vermelho e a vadia sorria para ele.

- Querida, esse já tem dono, vá procurar outro. – ela disse, fazendo sinal com a mão para mim ir embora.

- Olha aqui, sua vagabunda. – apontei o dedo para a cara dela – Esse cretino que você está agarrando é meu marido. M-a-r-i-d-o. – soletrei.

- Bella, por favor, sem barraco. – Edward disse, largando da morena e vindo para perto de mim.

- Como assim, Ed? – a morena disse – Ela é mesmo sua mulher? – falou, já se afastando de Edward.

- É sim, mas...

- Mas nada seu cretino você queria me levar para cama e trair sua esposa? – gritou, batendo em Edward com a bolsa.

- Isso mesmo, darling. – falei – Ele é meu marido. – murmurei olhando para Edward, que agora estava sem reação – Se você nos der licença. – falei, puxando Edward para longe dela.

- O que foi isso Bella? – perguntou, exaperado.

- Isso? – disse, irônica – Eu sou sua esposa, Edward. – quase gritei – Não posso sair com você para ser deixada de lado por outra. – falei, passando a mãos em meu cabelo – Quando você sair comigo eu quero que a atenção seja para mim, ok? – sibilei, apontando o dedo no rosto dele – Pelo menos finja que você me respeita.

- Você quer atenção, esposa? – falou, chegando mais perto de mim – Então eu vou te dar atenção. – murmurou, com meu sorriso torto nos lábios.

De repente ele foi chegando mais perto e eu fiquei encurralada entre ele e a parede. Edward grudou em mim e me encostou na parede. Segurou-me firme e me beijou furiosamente, um gemido involuntário saiu de minha garganta, rendida entreguei-me ao beijo avassalador que varreu todo e qualquer pensamento da minha mente, naquele momento eu só queria sentir os lábios de Edward sobre o meu.

Nossas línguas brincavam sensualmente, as mãos de Edward percorrendo meu corpo, enquanto as minhas estavam em seu cabelo puxando-o para mais perto, se fosse possível, então Edward me pressionou entre o meio de suas pernas me fazendo sentir o quanto ele estava gostando.

Aquilo me fez clarear os pensamentos e com muito esforço me afastei dele. Que ficou me encarando, sem entender nada. Eu apenas me afastei e sentei no bar, logo ele veio atrás de mim.

- O que aconteceu, Bella? – perguntou, preocupado.

- Nós simplesmente... não posso. – suspirei, abaixando minha cabeça.

- Tudo bem, eu não vou te forçar a nada. – ele disse pedindo uma bebida – Por que você atrapalhou meu encontro com Maria? – perguntou, olhando nos meus olhos.

- Eu não queria ser chifrada na frente de um monte de gente, Edward. – menti, eu sabia que isso não era verdade, realmente fiquei com ciúmes.

- Sabe Bella, faz um mês que eu estou sem sexo. – falou, rindo – Eu precisava relaxar um pouco e você mandou tudo por água abaixo. – murmurou, passando um copo para mim.

- O que é isso? – perguntei tomando um gole, era muito forte.

- Caipirinha, Bella. – respondeu tomando também.

- Caipi... o quê? – que nome difícil.

- Caipirinha. – falou devagar.

Não entendi nada, mas também não perguntei de novo.

Assistimos o desfile até umas duas da manhã, eu já tinha tomado umas três doses daquela caipi-alguma-coisa, até que Edward mandou pararem de me dar a bebida. Maldito. Adora acabar com a minha alegria.

Na volta pegamos um táxi de novo eu acho que era o mesmo da outra vez, mas eu não tinha muita certeza, estava meio alegrinha. Sentei no banco e encostei minha cabeça no ombro de Edward, estava quase dormindo quando ele me chamou.

Entramos no hotel e a baranga loira da recepção não estava lá. Ainda bem senão eu falaria umas verdades para ela. Edward abriu a porta para eu entrar. Depois ele tirou a camisa e caiu na cama, colocou um dos braços sobre os olhos e o outro permanecia repousado sobre sua barriga.

A luz não estava acesa, mas eu podia ver cada detalhe de seu peitoral definido com a luz da lua que entrava pela grande janela. Era noite de lua cheia ela estava linda no céu, com milhares de estrelas em sua volta. Parecia uma noite mágica.

Encostei no batente da porta e fiquei observando Edward, em seu silencio quase dormindo. Sua pele quase translúcida a luz da lua ficava ainda mais linda, agora sim eu tinha vontade tocar para ver se era realmente macia como aparentava.

Fui chegando mais perto, bem devagar ele parecia já estar dormindo. Então quando eu fiquei em pé ao lado da cama, estiquei meu braço e coloquei minha mão sobre sua barriga ele continuou imóvel, então eu vi um sorriso em seu rosto e depois eu fui puxada para a cama, Edward sobre minha, segurando minhas mãos.

- O que você quer, Bella? – perguntou, sorridente e voltou ao seu lugar, como antes deitado, com um braço sobre o rosto e o outro sobre a barriga.

Minha respiração estava falhada, ter a sensação do corpo de Edward pressionado sobre o meu me deixou louca por mais contato físico. Não estava reconhecendo meu corpo que pedia por mais um toque das mãos quentes de Edward. Então num movimento inesperado, rolei sobre seu corpo, minhas pernas em cada lado do seu corpo.

Edward abriu os olhos num movimento brusco, eu senti seu corpo paralisado sob o meu, ele estava surpreso com minha reação. Eu me joguei sobre seu corpo, comprimindo cada parte do meu corpo com o dele. Beijei-o furiosamente e ele correspondeu, nossas línguas brincavam uma com a outra, meu corpo ficando cada vez mais quente, até que Edward parou bruscamente.

- O que foi que eu fiz? – perguntei, sem entender.

- Bella, você está bêbada, não posso fazer isso com você. – respondeu, seus olhos estavam machados de culpa.

- Edward, eu não estou bêbada... – ele ergueu uma sobrancelha – Só estou um pouco alegrinha, - falei, rindo – mas isso não é nada que eu faria se não tivesse bebido aquela caipi-não-sei-o-que... – murmurei, enquanto ele me olhava, parecia estar ponderando.

Então, ele inverteu as posições ficando sobre mim e me beijou furiosamente e eu correspondi, minhas mãos voando em seu cabelo e puxando para mais perto de mim. Cada parte de nossos corpos estavam colocadas contra o outro.

Senti a mão de Edward escorregar para dentro de minha blusa, aquele toque era ansiado pelo corpo.

Soltei um gemido involuntário quando senti suas mãos subindo e indo até meus seios.

Ele acariciava meus mamilos rígidos por baixo da blusa, enviando correntes elétricas para todo meu corpo.

Minha reação foi segurar seus cabelos com as mãos e puxá-los com vontade ao meu encontro, nossas bocas se encontrando furiosamente.

Desgrudei de sua boca em busca de ar meus pulmões já reclamavam pela falta de oxigênio.

Meu corpo ansiava pelo toque das mãos de Edward, que agora descia numa trilha de beijos desde meu queixo até onde o decote da blusa terminava.

Minhas unhas arranhavam suas costas, meu coração já batia enlouquecido.

Edward puxou minha blusa com rapidez, me deixando apenas de sutiã, a pele do meu pescoço estava vermelha devido aos beijos de Edward e minha pele estava quente, muito quente.

E o calor nesse lugar não ajudava em nada.

Puxei Edward para outro beijo enquanto suas mãos passeavam pelas minhas costas. Ele encontrou o fecho do sutiã e o tirou com habilidade.

Quando meus seios ficaram a mostra Edward sorriu, logo depois os abocanhou e um gemido saiu de minha garganta o que fez Edward sorrir e continuar as carícias.

Enquanto ele mordia e sugava e eu gemia descontroladamente, então Edward começou a descer em direção ao fecho do meu jeans.

Ele olhou para mim com um sorriso maroto sem seu rosto, então começou a desabotoar o jeans, vagarosamente só para me deixar mais louca. Finalmente se livrou do meu jeans, agora eu só estava de calcinha e ele ainda estava de calça.

- Acho que você está coberto demais. – falei, me apoiando sobre os cotovelos e mexendo em seu cinto.

Ele só riu e me deixou tirar seu jeans, apesar de que eu me atrapalhei um pouco na hora de tirar aquele maldito cinto. Ele estava vestido uma boxer preta que me deixou louca de vontade de tirá-la.

- Agora estamos quites. – ele murmurou.

Capturou minha boca num beijo cheio de ternura e desejo, simples, mas ao mesmo tempo cheio de urgência ele parecia que ele queria isso tanto quanto eu. Nossas língua brincavam de uma maneira única e somente nossa.

Estava tão bom que quando ele se afastou eu gemi de frustração e ele soltou um risinho abafado ele lambia meu pescoço e depois assoprava gelando a minha pele que estava numa temperatura altíssima.

Ele continuou descendo até chegar na minha calcinha e começou a brincar com o elástico e sorria cinicamente para mim, finalmente ele tirou aquela peça incomoda e deu um beijo em meu sexo, me deixando louca e dessa vez eu mordi meus lábios tentando segurar um gemido, em vão.

Então ele começou a brincar com meu sexo, sua língua me deixando completamente louca e meus gemidos se tornavam incontroláveis e cada vez mais altos. Senti pequenos espasmos tomando conta do meu corpo.

Antes que eu me desse conta, Edward me invadiu com um dedo, me fazendo soltar um gemido muito alto. Começou a fazer movimentos de vai e vem, enquanto eu me contorcia de desejo. Ele queria me deixar louca, e estava conseguindo.

- E-edward... – minha voz saiu entre gemidos – eu p-preciso de v-você. – quase gritei.

Edward veio subindo devagar até mim e nossos lábios mais uma vez, com ímãs se juntaram num beijo sensual e cheio de luxúria.

Enquanto isso minhas mãos trabalhavam em tirar logo aquela maldita boxer que nos impedia, quando finalmente me livrei daquilo enlacei minhas pernas em volta de seu cintura com força.

Edward me penetrou profundamente, arrancando um gemido sôfrego de minha garganta e ele também gemeu alto sua voz rouca me fazendo ansiar pelos movimentos.

Ele começou a se movimentar vagarosamente me deixando completamente louca e pedindo por mais, então ele começou a aumentar o ritmo.

Procurei sua boca novamente de o beijei bem lentamente aproveitando a sensação de tê-lo dentro de mim.

Sua língua escorregava para o fundo da minha boca do mesmo jeito como ele investia contra mim.

Nossos corpos pareciam ser feitos especialmente um para o outro e se uniam perfeitamente no vai e vem. Eu gemia descontroladamente com a sensação que tomava conta de meu corpo.

O gemido que saiu de nossas gargantas foram guturais, nós dois chegando ao ápice no mesmo tempo. Tudo em minha volta se explodiu num caleidoscópio de sensações tomando conta do meu corpo que sofria com os espasmos.

Edward ainda ofegante rolou sobre seu corpo e me puxou para perto de si. Eu ainda arfante abracei-o e cai num sono profundo.

~~*~~

Acordei com o sol forte batendo em meu rosto, aquele calor infernal logo cedo. Estava sozinha na cama e quando levantei minha cabeça pareceu que ia explodir. Eu estava de ressaca. Fui direto para o banheiro precisava de um banho.

O banho ajudou a relaxar um pouco, mas aquela dor que incomodava ainda estava lá e todo o barulho parecia bem maior. Voltei para o quarto e nem sinal de Edward, troquei de roupa, coloquei uma saia e uma blusa. Deitei na cama novamente, escutei um barulho na porta só podia ser Edward.

- Bom dia flor do dia. – falou alto quando entrou no quarto, minha cabeça parecia uma bomba prestes a explodir tamanha era a dor.

- Shh... – reclamei – Fale mais baixo, estou de ressaca. – sussurrei.

- Eu disse para você não tomar tanta caipirinha. – falou, trazendo uma bandeja com café da manhã e colocando na cama.

O que será que estava acontecendo com Edward? Todo esse bom humor e ainda me trazendo café na cama. Isso estava estranho.

- Obrigada. – eu disse, sentando na cama e pegando um copo de suco.

- De nada, amor. – Edward falou sorrindo, mas desta vez ele não estava me provocando, eu não estava entendendo nada.

- Nossa, estou com uma super ressaca, não lembro de nada depois de beber toda aquelas caipirinhas. – comentei, comendo um pedaço da torrada.

Olhei para Edward que ficou com uma expressão séria de repente, seu semblante era de espanto.

- Você está falando sério, Bella? – perguntou, passando as mãos no cabelo, nervoso.

- Claro, por que eu brincaria com uma coisa dessas? – falei e seu sorriso agora era cínico – O que aconteceu Edward? – perguntei, agora preocupada.

- Quer saber de uma coisa? – murmurou, levantando e indo em direção a saída – Qualquer coisa estou na praia, você sabe o caminho. – falou e bateu a porta na hora que saiu.

- Porra, o que foi que eu fiz? – perguntei e minha cabeça explodindo.

Terminei de tomar meu café, fui até a mala e peguei um dos milhões de biquínis que estavam ali, peguei uma saída e desci até praia atrás de Edward.

O céu estava claro o sol brilhava alto e ainda nem eram meio dia. A água do mar estava límpida azul como o céu naquele dia. A praia não estava cheia, graças a Deus eu odiava lugares lotados.

Consegui achar os cabelos bronzeados de Edward ele estava sentado na praia olhando o mar. Algo estava errado ele estava muito estranho, cheguei de mansinho e sentei ao seu lado.

- Oi. – ele murmurou, sem olhar para mim.

- Ed, o que está acontecendo? – perguntei, olhando para ele.

- Nada Bella. – respondeu, se levantando – Vou dar um mergulho, quer vir? – disse tirando a camisa e ficando só de bermuda.

- Não, vou ficar aqui. – falei, ele sorriu para mim e correu até o mar.

Fiquei observando ele entrar na água azul, depois estiquei a saída de praia na areia sentei nela e comecei a passar o protetor solar, antes que eu virasse churrasco nesse sol. Um moreno muito bonito veio se aproximando de mim.

Ele disse algo em português e eu não entendi nada.

- Como?

- Ah, você não fala português. – agora disse em inglês

- Não. – falei sorrindo timidamente.

- Posso ajudar, princesa? – falou, sua voz era forte.

Eu fiquei sem reação ele queria passar o protetor em minhas costas, OMG! O que eu faço? – pensei. Fiz o que qualquer uma faria, entreguei o frasco em suas mãos e ele sentou perto de mim.

- Marcos. – ele disse, suas mãos fortes começaram a espalhar o produto em minhas costas – E você? – Marcos falou sorrindo.

- Isabella. – murmurei – Mas pode chamar de Bella. – sorri timidamente e ele em troca abriu um grande sorriso para mim.

- Está sozinha? – perguntou, suas mãos ainda em minhas costas.

- S-sim. – menti, por que eu tinha que gaguejar logo agora? – Er... estou com um amigo. – falei, sorrindo.

- Ah, esse amigo não ligaria se eu te roubasse por uma noite? – perguntou, OMG ele está me chamando pra jantar?

- Hmm... acho que não. – falei, agora ele já tinha passado o protetor em minhas costas e devolvia o frasco.

- Então, onde você está...

- Oi, amor. – Edward disse, a água escorria do seu cabelo, descendo pelo seu corpo perfeito – Quem é seu novo amigo? – perguntou, se sentando ao meu lado e passando o braço em minha cintura.

- E-esse é o Marcos. – falei, com um sorriso envergonhado no rosto – Marcos, esse é meu marido, Edward. – disse e Edward abriu um sorriso enorme e me deu um selinho.

- Oi. – Marcos disse apertando a mão de Edward.

- Olá. – Edward disse.

- Qualquer coisa, eu sempre estou por aqui, gata. – Marcos falou sorridente, depois piscou para mim e foi embora.

Edward olhava-o indo embora com uma cara nada amigável, fiquei com medo que ele resolve bater no moreno lindo.

- Isso foi pela Maria, amor. – Edward disse me dando um selinho.

- Então estamos quites. – falei, empurrando ele na areia da praia.

Ficamos na praia até a hora do almoço.

~~*~~

O resto da nossa viagem foi bem cansativo, todos os dias Edward me levava para algum ponto turístico e me segurava na rua o dia todo.

Outro dia ele me levou para conhecer o Cristo Redentor tiramos algumas fotos da cidade e da estátua. Edward até concordou em tirar algumas fotos comigo isso foi um milagre Edward sempre odiara tirar fotos, mas ele sorriu em poucas fotos e algumas eu tirei sem ele perceber.

No outro ele me levou ao Pão de Açúcar ficamos um bom tempo por lá e mesmo assim Edward ainda quis me levar pra passear no shopping. Ele sempre fazia questão de me deixar quase morta de cansaço me levando em todos os lugares possíveis.

Resultado: chegava morta todos os dias, tomava um banho e depois desmoronava na cama. Edward nunca ia dormir no mesmo horário que eu e sempre que eu acordava ele já tinha levantado, às vezes, eu pensava que ele nem tinha dormido no quarto.

Estava tudo muito estranho entre nós depois daquele dia na praia ele nunca mais me chamou de amor nem para provocar e também ele nem andava me provocando. Aquilo era muito estranho. E ele também parecia... triste.

Nossa viagem estava acabando era o último dia de sol nessa cidade quente nosso vôo sairia à noite. Edward não estava do meu lado quando eu acordei, como sempre ele já tinha saído. Arrumei tudo na mala para podermos ir embora.

Fui almoçar sozinha já que não encontrava o excelentíssimo em lugar nenhum e aquele celular vivia desligado. Esse tempo que nós ficamos aqui pelo menos consegui decorar o que eram alguns itens do cardápio, já que não sabia falar português.

Edward um dia tentou me ensinar a falar obrigado em português com meu sotaque ficou ridículo, mas ele falava tão certinho que eu caía na risada toda hora, às vezes, ele caia na risada junto comigo.

Almocei sozinha nem sinal de Edward. Voltei para o quarto e fiquei lá a tarde toda, quase arrancando os cabelos de preocupação por Edward. E se ele foi se seqüestrado? OMG, o que eu faço?

- Bella, para. – eu falava comigo mesma – Ele deve estar com alguma mulher. – falava andando de um lado pro outro – Aaaah... – gritei me jogando na cama.

Por que isso estava me incomodando tanto?

Decidi ligar a TV para ver se me distraia um pouco. Estava passando aquela novela de novo aquilo até me divertia. Depois de tanto tempo aqui, o português parecia ser normal para mim, apesar de eu ainda não entender nada.

Acabei pegando no sono.

- Bella? – Edward me chamava cutucando meu braço – Vamos dorminhoca, temos que pegar um vôo e de preferência ainda hoje. – falou, rindo.

- Onde você estava? – foi a primeira coisa que me veio a cabeça – OMG, eu pensei que tinham seqüestrado você. Seu celular só dava caixa postal eu fiquei muito preocupada. – disse tudo num fôlego só e quando parei respirei fundo.

- Bells, calma. – Edward disse – Estou bem, nenhuma parte faltando, ninguém roubou meu rim ou algo parecido. – falou rindo – Acabou a bateria do meu celular, mas também nem pensei que você ficaria tão preocupada assim. – murmurou, olhando em meus olhos – Achei que estivesse ocupada com seu amiguinho brasileiro. – agora o sorriso debochado que ficou escondido durante dias apareceu.

- Maldito. – sibilei, jogando um dos travesseiros nele – Eu aqui preocupada e você fazendo piadinha, além do mais eu não procurei mais o Marcos. – falei, emburrada – Você estragaria qualquer encontro que eu marcasse, de alguma maneira.

- Nisso você tem razão. – falou, rindo – Você é minha esposa não gosto de ver qualquer um arrastado asas pro seu lado. – gargalhou alto – Então, agora que você viu que estou vivo será que podemos ir para o aeroporto?

- Antes eu quero saber onde você estava, sr. Cullen. – falei, tentando parecer autoritária.

- Estava fechando um negócio.

- Posso saber que negócio era esse?

- Hmm... – resmungou pensativo – Era para ser uma surpresa, mas... – fez uma pausa dramática – Comprei um apartamento perto daqui. – falou, sorridente – Nossa casa de férias, então o que acha?

- OMG, você comprou uma casa? – falei, abismada.

- Bella deixa de ser dramática. – suspirou – Temos dinheiro para comprar umas cinqüenta casas, não é por causa de uma que você vai surtar né?

- Claro que eu vou, isso é gastar dinheiro demais e nem sei quando vamos voltar e...

- Bella, cala a boca, por favor? – murmurou, colocando um dedo em meus lábios eu assenti e ele sorriu – Bem melhor, a casa é um presente para você sua boba, mas se você não quiser eu posso devolver. – fez uma cara triste.

- Não. – quase gritei – Eu aceito o presente, se isso te fizer feliz. – falei e ele me abraçou e me deu um selinho.

Um flash muito vivido passou pela minha cabeça. Edward e eu sem roupas no calor infernal do nosso quarto, suas mãos passeando pelo meu corpo. Fiquei paralisada e Edward percebeu e me olhou confuso.

- Estou bem, vamos? – falei me levantando da cama.

- Vamos. – assentiu me puxando pela mão e saindo do quarto.

Fomos até a recepção fechar a conta e aquela vadia loira estava lá, como sempre.

- Boa tarde. – Edward falou em inglês, estranho ele sempre falava em português com as pessoas daqui.

- Boa tarde. – a loira vagabunda disse, olhando somente para ele.

- Pode fechar a conta, por favor. – ele disse educadamente e sorriu para ela.

- S-sim, senhor. – ela gaguejou, o sorriso de Edward deixa qualquer uma boba.

Enquanto ela mexia em algo no computador, Edward colocou seus braços em volta de minha cintura e eu encostei minha cabeça em seu ombro. Seu cheiro mandando minha coerência por água abaixo.

Podia sentir a boca dele em meus cabelos, queria sentir aquela boca em meus lábios. Então num ato impensado eu levantei minha cabeça para que nós ficássemos cara a cara. Os olhos verdes de Edward ficaram paralisados e eu fui me aproximando dele e encostei meus lábios nos dele.

Edward ficou paralisado depois com um suspiro se rendeu e retribuiu o beijo de forma avassaladora nossas línguas se provocando e nossas respirações falhadas. O beijo, como sempre entre nós, só acabou quando estávamos sem ar nenhum.

Abri meus olhos e vi um sorriso vitorioso nos lábios, agora, avermelhados por causa do beijo. Abaixei a cabeça envergonhada pela minha atitude, encostei a cabeça em seu ombro novamente e suspirei.

Abri meus olhos e vi um sorriso vitorioso nos lábios, agora, avermelhados por causa do beijo. Abaixei a cabeça envergonhada pela minha atitude, encostei a cabeça em seu ombro novamente e suspirei.

Outro flash tomou conta de minha mente, Edward ainda ofegante me puxando para dormir ao seu lado. Eu não sabia da onde estavam vindo aquelas 'visões', aquilo não poderia ter acontecido era praticamente impossível.

Edward pagou a conta do hotel e eu preferi nem ver quanto fora eu, com certeza, iria surtar. Depois chamou um táxi e seguimos para o aeroporto.

Eu até que estava com saudade daquele tempo úmido de Forks.


Tem alguém vivo ainda?

Não me matem, por favor!

O tão esperado lemon dos dois e a Bella esqueceu!

Não fiquem com ódio dela... nem de mim! *-*

Comentem, por favor!