Já que todo mundo pediu vou postar mais um capítulo.
Quero muitos comentários, rs
=)
Capítulo V: Leaving Forks
Edward POV
De volta ao fim de mundo onde só chove.
Chegamos no aeroporto de Port Angeles e Alice nos esperava saltitante. Saiu correndo em direção de Bella e lhe deu um abraço apertado ela estava quase chorando de emoção. Alice era muito sentimental com essas coisas.
- Bella, quase morri sem você aqui. – Alice disse, dramática.
- Também senti sua falta Allie. – Bella falou animada.
- Vamos, eu trouxe meu novo carro. – Alice falou sorridente – É um porshe amarelo. – gritou histérica.
- Que bom te ver também, maninha. – falei, passando o braço pelos ombros de Bella – Estava morrendo de saudade. – disse imitando a voz histérica dela.
Ela mostrou a língua para mim e eu gargalhei alto e Bella me deu uma cotovelada. Puxei pela cintura ela encostou a cabeça em meu ombro todo aquele contato físico que eu evitei durante a nossa viagem eu estava mandando por água abaixo.
Ainda me lembro bem do choque que foi quando ela disse que não se lembrava de nada. Minha vontade era jogá-la naquela cama e fazê-la lembrar de cada suspiro que ela deu aquela noite. De cada beijo que nós demos, queria fazê-la lembrar de tudo.
O sexo com Bella foi de longe o melhor que eu já tive em toda minha vida, a sensação de estar dentro dela era maravilhosa, aquele corpo quente que me deixou louco naquela noite. E para que serviu eu perder meu controle e saciar todos os meus desejos para ela sequer lembrar como chegou em casa?
Foi tudo muito melhor do que eu sempre imaginei, isso mesmo. Há dois anos atrás eu tive um amor platônico por Bella eu já tinha ensaiado minha declaração de amor a ela há muito tempo atrás, mas nunca tive coragem suficiente para fazê-lo. Bella sempre me vira como um amigo nunca passou disso e tinha uma linha bem clara que denominava que aquilo era somente amizade, da parte dela é claro.
Com o tempo a amor foi virando uma paixonite aguda eu já cheguei a estragar encontros dela com o babaca Newton, mas ela nunca olhava para mim do jeito que eu queria. Com o tempo eu reprimi esse amor o máximo que eu pude e me distraia com outras mulheres, por isso eu sou tão galinha atualmente, Bella me deixara daquele jeito e só ela poderia consertar isso.
Mas Bella não quer nada mais comigo eu posso ver em seus olhos que ela evita qualquer tipo de relação amorosa comigo, se ela soubesse que nós transamos e ela ainda estava bêbada ela me mataria.
No Rio fiz de tudo para permanecer o mais longe dela possível, às vezes, eu ia dar uma volta à noite outras eu dormia no sofá do quarto. Cada vez que eu tocava naquela pele macia meu corpo já ficava alerta como se tomasse um choque e sempre queria mais do que apenas um abraço.
Mas de volta a realidade e a minha querida esposa que não dava a mínima para mim e dormia calmamente aninhada em meu peito e meu braço permanecia a sua volta puxando-o para mais perto, aquilo estava ficando ridículo meu corpo implorava pelo contato com a pele macia e minha cabeça dizia ' Isso é perigoso e alguém vai sair machucado', mas minhas mãos eram teimosas e cismavam em acariciar seus cabelos, sempre calmamente e desfrutando o momento.
Alice nos levava em seu novo carro que ganhou de Carlisle, ele era tão gentil nem era aniversário de Alice ou coisa parecida sempre dava presentes caros a todo mundo e Alice ficava cada vez mais mimada.
O som ligado em alguma musica moderna com batida forte até que era legal, mas Alice precisava aprender a escutar clássicos como Debussy ou qualquer coisa mais calma. Ela, às vezes, olhava para mim pelo retrovisor com uma cara estranha parecia... surpresa.
Olhei para Bella que murmurava algo ininteligível parecia agitada e brigando com alguém, ri daquela cena ela só podia estar brigando comigo.
- Maldito... – ela murmurou tão baixo que eu quase não ouvi.
Só podia estar sonhando comigo, já que esse apelido tão carinhoso sempre era dirigido a mim quando estava nervosa. Soltei um riso abafado e Alice olhou curiosa.
- Eu sei que você está gostando, maninho. – Alice disse irônica – O que vocês fizeram nessa lua-de-mel? – perguntou, um sorriso cínico em seu rosto.
- Nada. – respondi rapidamente – Não aconteceu nada pode perguntar e ela. – murmurei.
- Se você está dizendo. – deu de ombros e não falou mais comigo.
Chegamos na mansão que, como sempre, o jardim da frente estava impecável todas as arvores cortadas simetricamente. As flores lindamente separadas por cores, tudo muito Esme.
Bella acordou e quando viu que estava quase em cima de mim se recompôs rapidamente enquanto seu rosto ficava num tom intenso de vermelho. Eu apenas sorri e fui pegar as malas no carro de Alice e levá-las para dentro.
Todos estavam na sala conversando e rindo, Bella logo se sentou ao lado de Esme que puxou-a para um abraço. Carlisle sorriu para mim e eu sorri de volta já Emmett estabanado do jeito que era levantou e me deu um braço tão apertado que parecia que estava sendo esmagado por um urso.
- Preciso respirar. – sibilei.
- Ah, que isso deixa que ser fraco, Eddie. – provocou – E aí o primeiro herdeiro da família Cullen já foi encomendado ou vocês me escutaram uma vez na vida e usaram camisinha? – depois disso veio uma sonora gargalhada.
- Emmett larga a mão de ser besta. – falei dando um soco em braço – Não tenho idade para ser pai. – murmurei.
- Ah que isso, você já nem usa fraldas mais. – Emmett falou voltando pro sofá e abraçando Rosalie.
- Por falar nisso, querido irmão. – disse me sentando ao lado de Bella no outro sofá – Você quem deveria nos dar um herdeiro.
- Eu não posso ficar grávida. – retrucou rindo – E tenho certeza que Rose não quer um filho, né ursinha? – falou, beijando o rosto de Rosalie.
- Vocês são muito insensíveis. – Alice falou jogando uma almofada em Emmett e outra em mim – Ainda bem que o Jazz não está aqui, vocês vão levá-lo pro mau caminho. – murmurou, rindo.
- Mais do ele já te levou? – perguntei, irônico.
- Como assim? – Emmett se pronunciou.
- Depois falam das loiras. – Rosalie resmungou.
Isso fez todos caírem na risada. Bella permanecia quieta ao meu lado o que eu não daria pelos pensamentos dela nesse momento.
- Me empresta seu carro? – Bella sussurrou para mim enquanto todos conversam alto.
- Vai fugir? – perguntei sorrindo.
- Vou. – ela murmurou sorridente.
- Aqui está, cuidado com meu bebê. – falei, colocando a chave na mão dela.
- E se eu disser o Volvo ou eu? – perguntou.
- Hmm... – resmunguei pensativo – É difícil escolher mas... – fiz aquela pausa dramática – Eu acho que escolheria você. – sorri torto para ela.
- Sorte sua. – sibilou, tentando fingir seriedade - Vou ver Charlie. – ela se explicou.
- Eu sei.
- Está lendo meus pensamentos?
- Bem que eu queria. – falei e ela se levantou, mas antes eu puxei-a e deu um longo selinho em seus lábios. – Não se mate, por favor. – sussurrei ao pé do ouvido dela.
- T-tudo bem. – falou e se retirou rapidamente.
Fiquei um tempo na sala com minha família e depois subi para o quarto estava morto de cansaço, precisava de um banho e da minha cama. Entrei no chuveiro e a água quente que eu tanto senti falta, já que no Rio não dava para tomar um banho quente sem que você cozinhasse na água. A água caia lentamente fazendo cada músculo do meu corpo relaxar me deixando ainda mais sonolento.
Sai do banho coloquei uma calça velha de moletom e desmoronei na minha cama macia, estava até com saudade dela. Adormeci imediatamente e acabei sonhando com Bella de novo como sempre desde aquele último dia de carnaval.
Sempre o sonho se tratava do dia seguinte que eu queria tanto que ela se lembrasse do que tinha acontecido na noite passada, mas eu acordava toda vez que ela ia dizer algo. Levantei assustado e Bella estava entrando no quarto quase com as pontas dos pés para não fazer barulho.
- Desculpa, não queria te acordar. – ela disse ficando vermelha.
- Que isso Bella. – falei, afundando minha cabeça no travesseiro – Eu tive um pesadelo por isso acordei. – suspirei.
- Ah, - Bella disse surpresa – que falar sobre isso?
- Não, doutora. – falei rindo.
- Só queria ajudar seu chato. – falou, emburrada – Vou tomar banho. – sibilou, entrou no banheiro e bateu a porta.
Fiquei rindo enquanto a nervosinha tomava banho esse estresse de Bella sempre me fazia rir e a deixava mais louca de raiva ainda. Eu adorava provocá-la quando ela estava nervosa, isso sempre foi assim.
Olhei para a janela, já estava de noite a chuva caia serenamente lá fora, sem muito barulho apenas o som relaxante da chuva batendo nas folhas das arvores. Dava graças a Deus por meu quarto ser o mais isolado da casa qualquer barulho da casa chegava apenas como um ruído aqui.
O barulho da porta do banheiro sendo aberta me tirou de meus devaneios. Bella saiu já vestida com um pijama de frio e com os cabelos molhados penteados para trás. Sorri para ela que veio timidamente até a cama.
- Eu não mordo, - brinquei – só se você quiser.
- Deixa de ser bobo. – ela disse agora deitando na cama um pouco longe de mim.
- Bells, - falei, passando uma das minhas mãos pela cintura dela e puxando-a para perto de mim – você é a primeira mulher, além das que já moram nessa casa a entrar em meu quarto sabia? – sussurrei, bem perto de sua orelha.
- Sério? – perguntou, abismada.
- Claro que é sério. – murmurei rindo – Meu... nosso quarto é sagrado. – disse rindo.
- Isso é uma boa noticia e eu estou surpresa para dizer a verdade. – sussurrou, sua voz já estava meio mole e ela já estava quase caindo no sono – Não esperava isso de você. – concluiu.
- Nossa você tem uma péssima impressão de mim. – murmurei, fingindo estar ofendido.
- Pode ter certeza que sim. – sibilou, rindo.
- Dorme Bells. – falei e ela entrelaçou nossos dedos.
Comecei a cantarolar a canção de ninar dela.
- Boa noite, meu amor. – sussurrei beijando seu rosto e logo depois adormeci também.
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Acordei com alguém gritando do outro lado da porta.
- Vocês podem sair da cama pelo menos um minuto? – Emmett gargalhava do outro lado da porta – Vocês tiveram quinze dias para fazer isso. – gritou.
Bella se espreguiçou ao meu lado, abri meus olhos e aquele par de olhos cor de chocolate me fitavam intensamente.
- Bom dia. – murmurei.
- Bom dia. – ela sorriu e se espreguiçou novamente.
- Puta merda, acordem logo, estão me achando com cara de despertador? – Emmett gritou, esmurrando a porta.
- Já vamos, Emmett. – gritei.
- Até que enfim os pombinhos acordaram. – gritou – Carlisle quer falar com todos nós, levantem logo.
- Já disse que já vamos Emmett! – gritei de novo.
Bella riu e com um gemido de insatisfação se levantou, seu cabelo estava uma bagunça e eu ri. Ela olhou para de um jeito que me deu medo.
- Maldito. – resmungou e foi direto o banheiro.
- Te amo também, Bella. – gritei, levantando da cama também.
Descemos e todos já estavam na mesa tomando o café da manhã até Jasper, a mais nova 'aquisição' da família Cullen.
- Bom dia. – Bella disse se sentando ao lado de Alice.
Sentei-me sem dizer nada, acho que nunca falei bom dia, na verdade eu nunca tomei café da manhã com a família sempre estava dormindo ou não estava aqui.
- Bom dia, maninho. – Emmett não ficava feliz se não me perturbasse pelo menos uma vez a cada meia hora.
- Bom dia, Emmett. – resmunguei.
- Então, - Carlisle falou – queria que todos estivessem reunidos aqui por que preciso tomar uma decisão em conjunto com vocês. – disse, sério.
Todos ficaram em silêncio para que ele continuasse a falar. Eu já sabia do que se tratava, mas não tinha contado para ninguém ainda.
- Recebi uma proposta de um hospital em Londres. – disse, sua voz como sempre exalando tranqüilidade – Eu queria muito ir, mas eu quero a opinião de todos já que todos estão bem habituados a Forks e a tudo aqui.
- Eu quero ir. – Alice se pronunciou – Eu não vou precisar namorar a distancia! – quase gritou abarcando Jasper.
- Por mim tudo bem. – Rose disse.
- Se a ursinha vai eu vou. – Emmett falou com sua voz estrondosa.
- Se a Bella quiser eu vou. – falei, dando de ombros.
- Eu vou. – Bella murmurou e pareceu mais uma pergunta.
- Se você quiser podemos ficar. – falei, olhando nos olhos dela.
- Eu vou. – Bella disse, agora ela estava certa de que queria.
- OMG, Londres aí vamos nós! – Alice gritou se jogando nos braços de Jasper novamente.
- Bom, já que todos decidiram, nós vamos. – Carlisle disse calmamente.
O resto do café foi calmo, todos falando, Emmett com seu jeito delicado de sempre e Alice com seus gritinhos de ansiedade por Londres. Bella continuou quieta, aquilo estava me deixando irritado eu precisava conversar com ela.
Quando terminou o café Bell subiu direto pro quarto não falou com ninguém. Subi rapidamente atrás dela. Entrei no quarto e ela estava estirada a cama, seus cabelos castanhos cobriam seu rosto.
- Posso saber o que está acontecendo? – perguntei, sentando na cama ao lado dela.
- Não posso deixar Charlie aqui sozinho. – murmurou.
- Bella, seu pai já é bem grandinho. – falei, rindo – Além do mais, aquela amiga dele tem cuidado muito bem do chefe. – sibilei, com medo da reação de Bella.
- Como assim? – quase gritou - Meu pai está... n-namorando? – gaguejou, olhando para mim, espantada.
- É, aquela mulher de La Push... Sue, eu acho. – falei – Quem me contou foi Carlisle. – murmurei, agora deitando ao seu lado.
- E-eu não sabia. – Bella disse, ainda estava surpresa com a noticia – Como eu nunca percebi? Ela ia a minha casa, às vezes. – falou, agora pensativa – Mas é claro, estava na minha frente o tempo todo. – levantou num salto – Vem, me leva até a casa do meu pai. – disse me puxando pela mão.
- Tá me achando com cara de motorista? – falei rindo, enquanto ela me guiava até a saída.
- Você é meu marido, faça alguma coisa de útil. – resmungou e eu bufei – Por favor? – fez aquela cara de cachorro pidão que eu não consigo resistir.
- Tudo bem vamos. – suspirei e ela ficou saltitante.
Passamos pela sala onde Alice e Jasper estavam trocando olhares apaixonados, que coisa melosa. Rose e Emmett jogavam vídeo game sentados no chão, pareciam mais duas crianças do que namorados.
- Vão até a casa do Charlie? – Alice perguntou, desviando um pouco do olhar de Jasper.
- Virou vidente é? – Bella resmungou, saindo pela porta.
Entrei no carro e Bella fez a mesma coisa entrando rapidamente e bateu a porta do carro quando percebeu pediu desculpas ficando corada.
- Esse carro deve ter trauma de você. – falei, rindo.
- Ah, bebê não fica traumatizado comigo. – Bella falou como se estivesse falando com uma criança e alisando o banco do carro.
Liguei o rádio baixinho enquanto íamos para a casa de Charlie, já que Bella não parava de falar um minuto. Listando todas as vezes que Sue aparecia em sua casa sem motivo algum e como ela era burra e nunca tinha percebido isso. E também se culpando porque Charlie só não estabelecia um relacionamento sério com Sue por causa dela.
Chegamos e havia um Rabit estava estacionado na porta da casa de Charlie, não sabia de quem era aquele carro e pelo visto nem Bella que olhava curiosa. Ela pegou na minha mão e me puxou para dentro da casa.
- Pai? – perguntou, abrindo a porta.
- Bells? – Charlie disse aparecendo na porta – Oi garoto. – falou sorrindo para mim e nos convidando para entrar.
- De quem é aquele carro? – Bella perguntou.
- É do Jacob, filho do Billy, eles estão aqui. – Charlie disse animado – Sue também está aqui. – disse um pouco vermelho.
- Ah, sim. – Bella respondeu sorridente.
Entramos na sala e lá estavam Billy, Sue e o tal Jacob. Ele olhou para Bella de um jeito diferente e estava sorridente demais. Bella passou por cada um deles, em Sue ela dei um beijo no rosto e em Billy ela deu um aperto de mãos.
- Como você cresceu, Bella. – Billy disse com sua voz grossa.
- Você lembra do Billy? – Charlie perguntou a Bella – Ele morava em La Push, mas foi passar um tempo em Nova York com Jacob.
- Ah, sim. – Bella disse corando – Eu lembro sim. – ela falou indo até Jacob.
Ele levantou e abraçou Bella fiquei com vontade de tirar aquelas patas de cima de Bella. Ela retribui o abraço sorridente pareciam até amigos de infância.
- E aí Jake? – falou, um dos braços dele ainda permanecia sobre os ombros dela – Quanto tempo.
- Estava com saudades de você, Bells. – o pirralho disse.
Quem aquele cara pensa que é? Fica xavecando a Bella na frente do marido dela pelo visto Bella estava curtindo o reencontro com o amiguinho. Provavelmente eu devia estar fazendo uma careta já que Bella olhou e rapidamente saiu debaixo das asas de Jacob.
- Hmm... – Bella disse envergonhada – Esse é o meu marido, Edward. – falou, me puxando pela mão e me arrastando para o sofá.
Apenas dei um 'oi' para todos. Fiz questão de sentar no outro sofá, aquele onde o lobinho não estava sentado. Ele olhava torto para mim e eu não dava a mínima a mulher era minha. Durante todo o resto da noite Bella e Jacob mantiveram uma conversa animada, mas eu segurava sua mão mostrando para Jacob a aliança de casamento.
Charlie e Sue finalmente assumiram o namoro na frente de todos e ela ia morar com Charlie em breve. Isso deu uma brecha para Bella poder falar sobre a nossa mudança para Londres, Charlie ficou obviamente triste, mas Sua disse que cuidaria dele direitinho enquanto Bella estivesse fora.
Finalmente, estava na hora de irmos embora, já não agüentava mais aquele pirralho olhando Bella como se ela fosse um pedaço de carne. Quando ele foi se despedir de Bella percebi que ele cochichou algo no ouvido de Bells que a deixou vermelha.
Fiquei super curioso para saber do que se tratava, Bella teria que me contar. Charlie nos levou até a porta e Bella quase saiu chorando de lá ela não queria deixar Charlie sozinho, ms ele a aclamou dizendo que ia ficar tudo bem e que ele queria um neto e ela, pra variar, ficou vermelha.
Bella entrou no carro calada ficou distante olhando pela janela a tempestade que caia agora.
- O que foi que o lobinho de falou? – perguntei.
- Hã? – ela me olhou confusa – Ah, aquilo... não foi nada. – deu de ombros.
- Se não foi nada por que você ficou corada? – disse, um pouco alto demais.
- Não precisa gritar, estou do seu lado, estúpido. – Bella murmurou emburrada – Ele só me disse... – parou – que... quando eu quiser me divertir é para ligar para ele. – sibilou, envergonhada.
- Aquele filha da p... – Bella me interrompeu.
- Isso tudo é ciúmes? – falou, repetindo a frase que eu usara há dias atrás.
- Talvez. –respondi e seu sorriso aumentou.
- Você está com ciúmes! – acusou, sorridente – Jacob é só um amigo, nada mais. – fez questão de enfatizar o nada.
- É que você não viu o jeito que ele te olhava, parecia um urubu esperando pela vitima. – falei, emburrado.
- Deixa de ser paranóico, Jacob é um grande amigo que sabe que eu sou muito bem casada. – falou cutucando-me.
- Sei. – disse, irônico.
Chegamos em casa e todos estavam na sala conversando animadamente, aquela cena que deveria ser tão comum para mim era estranha aos meus olhos. Nunca fui de ficar em casa com minha família sempre dava um jeito de escapar.
- Bella! – Alice quase gritou quando nos viu – Cunhadinha, precisamos ir às compras não podemos usar qualquer coisa em Londres temos que ser chiques. – falou rindo – Amanhã nós vamos com Rose.
- Claro Allie. – Bella murmurou meio desanimada.
- Vou te acordar cedinho amanhã. – Alice quase pulava no sofá ao lado de Jasper.
Bella suspirou derrotada e se jogou ao meu lado no sofá, afinal quem pode deter Alice? Ficamos todos ali conversando sobre à ida para Londres, Carlisle nos contou sobre a nova mansão que ele comprou num bairro perto da faculdade.
Durante a conversa Carlisle abriu uma garrafa de vinho e eu estava com medo que Bella bebesse demais eu não teria tanta sorte dessa vez. Quando todos resolveram dormir, Bella subiu comigo para o quarto.
- Já me sinto tão parte da família. – ela disse se jogando na cama ao meu lado.
- Bella, eles gostam mais de você do que de mim. – falei rindo e ela soltou uma risadinha.
- Você só precisa participar mais, ser da família. – murmurou – Acho que você nunca ficou em casa, assim, apenas curtindo o momento em família não é? – perguntou, entrando debaixo das cobertas.
- Não era um hábito.
- Nunca foi. – acusou, bocejando.
- Foi melhor assim – sussurrei e depois comecei a cantar a canção de ninar dela.
- Agora já foi mesmo. – murmurou e sua voz foi sumindo, dormiu.
Claro que foi melhor assim, se eu fosse uma parte da família meu avo nunca teria tido essa idéia maluca de me fazer casar para poder receber a herança e conseqüentemente eu nunca a teria tão perto de mim como agora e a muralha que eu construí firmemente todos esses anos não teria ruído em questão de segundos.
Bella dormia tranqüilamente em meus braços, eu podia ver cada traço de seu belo rosto em forma de coração, eu podia ver seus olhos mesmo que fechados eu sabia o que havia por trás deles, aqueles olhos cor de chocolate que prendiam atenção onde quer que eu estivesse.
Sua pele quase translúcida, seus lábios vermelhos que chamavam os meus e parecia até um ímã. Nossos lábios estavam tão pertos, eu podia sentir sua leve respiração em meu rosto. Meus braços em volta dela, um de cada lado quase que como uma proteção. Seus cabelos que cheiravam a morangos estavam espalhados pelo travesseiro e sua respiração estava lenta.
- Edward... – ela sussurrou e por um momento eu pensei que ela estivesse acordada, mas ela apenas suspirou e não havia sinais de que ela estivesse acordada – não me deixe. – ela murmurava e depois uma enxurrada de palavras ininteligíveis.
Meu coração pulou com choque, ela estava sonhando comigo e não queria que eu a deixasse, seria mesmo possível que ela estivesse sonhando comigo? Uma felicidade tomou conta do meu peito eu estava eufórico, queria gritar.
Ela não voltou a falar, apenas se mexeu ao meu lado enterrando seu rosto na curva do meu pescoço sua respiração quente batendo em meu pescoço e seus braços se enrolaram em volta de meu corpo, assim como os meus estavam no dela.
Claro que eu estava gostando daquela situação, mas eu não podia ter falsas esperanças não agora, aliás, eu não tinha certeza de nada. Era difícil, mas não impossível Bella ter algum sentimento, além de amizade, por mim.
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Uma semana havia se passado e nossa viagem estava marcada para hoje, todos nós iríamos para Londres. Alice, Rose e Bella estavam loucas para conhecer a cidade e também para estrear toda a nova coleção de roupas que elas compraram.
Bella ainda não sabia, mas nós não íamos morar com minha família, acabei optando por comprar uma casa para nós a casa era do outro lado da rua da casa de meus pais, mas mesmo assim ainda teríamos um pouco de privacidade.
Só contaria a Bella quando estivéssemos no avião, talvez lá dentro ela não surtasse tanto agora Bella se despedia de Charlie que veio até a nossa casa, porque nós iríamos direto para o aeroporto de Port Angeles.
Bella estava com os olhos vermelhos, mas como ela adorava dar uma de durona ela não derramou uma lagrima sequer já Charlie derramou algumas lagrimas. Estava na hora de irmos, fui até a Bella e passei o braço pela sua cintura.
- Está na hora. – falei.
- Tudo bem. – sua voz estava um pouco esganiçada – Eu já estou indo. – disse e se afastou de mim para poder abraçar Charlie – Tchau pai, eu te amo.
- Eu também te amo, Bells. – falou chorando – Mande noticias pro seu velho. – tentou sorrir agora.
- Tchau pai. – Bella disse agora vindo até mim – Vamos?
- Vamos. – a abracei – Até mais, sogrão! – falei, Charlie gargalhou alto e Bella sorriu ao meu lado.
- Você não tem jeito, Ed. – murmurou, entrando no carro.
Chegamos ao aeroporto de Port Angeles e Alice quicava pelas vitrines das lojas ela estava levando tudo. Eu nem queria ver quando essa peste chegasse em Londres, a conta de Carlisle ia sofrer um grande déficit na conta bancária.
Bella somente acompanhava, mas como sempre se recusava a aceitar algum presente.
Quando nosso vôo foi chamado embarcamos na primeira classe e Bella se sentou ao meu lado. Os outros sentaram perto de nós, Alice quicava na cadeira de ansiedade enquanto Jasper ria dela.
Bella estava meio pálida, suas mãos estavam firmes uma segurando a outra seus dedos até estavam ficando mais brancos que o normal do mesmo jeito que aconteceu quando nós pegamos o avião para ir para o Brasil.
Bella morria de medo de andar de avião.
- Bella, você está bem? – perguntei, pegando um de suas mãos que apertaram forte a minha.
- Claro que não. – respondi, nervosa.
- Relaxa. – falei, acariciando a mão dela – O avião não vai cair ou algo assim. – murmurei, rindo.
- Com a minha sorte. – resmungou, emburrada.
Quando o avião saiu do chão Bella soltou todo o ar que estava segurando já há alguns segundos. Sua cor começou a voltar vagarosamente e ela ainda respirava pouco. Não demorou muito e Alice veio nos perturbar.
- Oi gente. – ela disse sentando numa poltrona vazia que estava ao meu lado.
- Oi. – Bella disse e eu fiquei quieto, Alice enchia minha paciência.
- Edward, deixa de ser chato e fala com sua querida irmã. – Alice disse saltitante – Quando que você vai contar pra Bella que vocês não irão morar conosco?
O quê? Como esse projeto de gente sabia disso? E por que ela veio contar pra Bella?
- O que? – Bella quase gritou – Onde que nós iremos morar? – disse, exasperada – Debaixo da ponte? – ela estava nervosa.
- Muito obrigado, Alice. – resmunguei – Some daqui. Preciso falar a sós com Bella. – falei, ríspido.
Ela saiu rapidinho enquanto eu e Bella trocávamos olhares, Bella estava furiosa eu podia ver.
- Você comprou outra casa? – perguntou, cruzando os braços na frente do corpo.
- Bella, sem crises, por favor. – falei, esperando pela discussão já – Não teríamos nenhum tipo de privacidade morando com a minha família. – murmurei – Como você acha que Esme reagiria me vendo saindo sozinho e voltando tarde? – perguntei – Imagina se eles soubessem que nós não temos nada.
- Eu sei. – ela sussurrou, nervosa – Mas você nunca me deixa tomar decisões, em nada. – eu abri a boca pra falar, mas ela não deixou – Eu ainda não terminei. – alertou – Eu sou sua esposa agora, mesmo que não seja 'normal', mas eu preciso ser consultada a cada decisão eu não quero ser tratada como qualquer uma. – acusou – Entendeu?
- Você tem razão, me desculpe. – falei – Mas eu só queria dizer que a nossa casa é do outro lado da rua da casa deles. – murmurei, rindo.
- Depois você fala que quer privacidade. – resmungou – Você não acha que Emmett ou Alice vai viver mais na nossa casa do que na deles?
- É só trancar a porta. – falei, rindo.
- Não acredito que você vai fechar a porta na cara da sua irmãzinha. – Alice voltou saltitante.
Bufei e ela nem ligou, foi se sentar ao lado de Bella e as duas ficaram fofocando por um bom tempo. Nem vi a hora que Alice foi embora, apenas dormi.
Quando chegamos em Londres, estava fazendo muito frio ainda dentro do aeroporto. Paramos para tomar um café numa lanchonete. Alice, Bella e Rosalie ficaram admirando o sotaque inglês do moço.
Emmett e Jasper discutiam sobre futebol e eu não estava nem um pouco interessado nisso. Esme olhava o menu e Carlisle estava sentado ao meu lado. Ficamos ali até todos terminarem de comer e pegamos um táxi para ir até a nova casa.
Carlisle já havia descrito a casa para nós, mas ela era muito mais bonita do que eu imaginava. A mansão era linda, uma rusticidade que a deixava mais perfeita, seu telhado preto com alguns flocos de neve deixava a paisagem linda.
Todos os detalhes da casa eram de madeira que deixava com um ar de antiguidade e muita sofisticação. Alice saiu correndo quando o táxi parou, saímos depois dela enquanto Carlisle pagava o taxista. Emmett estava segurando todas as dez malas de Rosalie que olhava a casa, admirando-a.
- É a coisa mais linda que eu já vi. – Esme disse ao meu lado – Carlisle sempre tentando me agradar. – sorriu calidamente para Carlisle que veio até ela e abraçou-a pela cintura.
- E então, gostaram? – Carlisle perguntou, sorridente.
- Pai, - Alice veio correndo – a casa é perfeita. – disparou a falar – Meu porshe já está na garagem, OMG. – gritou – Aquela janela ali é a do meu quarto. – falou e entrou na casa.
- Alice não está nada bem. – Bella murmurou ao meu lado.
- Então, sra. Cullen – falei, ficando atrás dela e tampando seus olhos com as minhas mãos – Pronta para ver a nossa casa?
- Estou confiando no seu bom gosto. – ela murmurou, senti seu rosto ficar quente sob minhas mãos, ela estava corando.
- Então, essa é a nossa casa. – falei, tirando a mão de seus olhos e a primeira coisa que Bella fez foi sorrir, ela tinha gostado.
A casa era simples do jeito que Bella escolheria, com certeza, após tanto tempo eu já sabia os gostos dela melhor que ela. Era uma casa moderna, o exterior era cinza e suas janelas eram brancas. Tinha dois andares e na garagem estavam meu Volvo, o novo carro de Bella, um Audi Coupe, meu Aston Martin Vanquish e uma Ferrari que eu comprei para Bella também.
Bella, com certeza, teria um infarto quando visse os carros, mas eu não estava nem ligando para ela.
- Gostou? – perguntei, ansioso.
- É perfeita. – falou, admirada.
- Então vamos conhecer a nossa nova casa, amor. – murmurei, sorrindo.
- Claro, bebê. – ela sibilou e eu puxei-a pela mão para dentro da casa.
Bella POV
Explorei cada canto da nova casa, da minha casa. Edward soube escolher tudo exatamente do jeito que eu escolheria. Era simplesmente... perfeita.
Edward vinha atrás de mim, observando cada reação minha em relação aos cômodos da casa, sempre apreensivo, mas cada vez que eu sorria ele relaxa e sorria de volta para mim.
A casa, ou melhor, a mansão era muito grande. Possuía uma enorme biblioteca que Edward fizera questão de colocar meus livros favoritos. Tinha um grande escritório onde Edward podia fazer suas coisas da faculdade. A sala era imensa, tinha um sofá branco que fora colocado lindamente em frente à lareira. A cozinha era equipada com tecnologia de ultima geração, coisas que eu tinha medo de colocar a mão, esse tipo de coisa sempre pula da minha mão.
Edward me levou para a garagem que segundo ele havia – mais – uma surpresa para mim. Saímos pela porta dos fundos que dava acesso à garagem, o espaço era amplo e bem iluminado, os carros permaneciam cobertos por uma capa.
- Quatro carros? – perguntei, contando novamente para ter certeza da quantidade.
- É. – respondeu – Uns eu já tinha, mas eu nunca andei com eles em Forks. – falou sorridente – Mas esse, - foi tirando a capa de um dos carros – é especialmente para você. – terminou de tirar a capa.
Um carro lindo, pequeno e moderno num tom de vinho, parecia um Audi, mas eu não tinha certeza. Edward olhava ansioso esperando minha reação.
- É um Audi? – perguntei, meus dedos percorrendo a superfície do carro.
- Sim. – respondeu sorridente, estava encostado num dos carros cobertos com os braços cruzados na frente do corpo parecia uma estatua.
- O que você fez com minha picape?
- Deixei-a com Charlie. – murmurou – Mas minha vontade era mandá-la para o ferro velho, mas você não ficaria nem um pouco feliz com essa história. – sibilou, seu sorriso torto no rosto.
- Sorte sua que você não fez nada com meu bebê. – sibilei, tentando fingir irritação e ele gargalhou alto – Eu gostei desse carro, é bonito. – murmurei.
- Que bom você gostou. – ele disse parando ao meu lado – Parece que sua aversão à presentes está sumindo, Sra. Cullen. – sorriu, vitorioso – E eu acho isso ótimo, porque eu adoro te dar presentes falou, me abraçando.
- E você Senhor Cullen, está me deixando muito mimada sabia?
- Apenas aproveite. – Edward disse, me puxando pela mão – Vamos conhecer nosso quarto.
Edward me puxou pela casa até chegarmos a porta do quarto. Ele abriu e me deixou entrar primeiro. O quarto era todo em tons claros, havia uma cama king size no meio do quarto que era muito bem decorado. Tinha também uma TV de tela plana na parede e uma janela grande que dava uma vista para a parte de trás da casa.
Edward deitou enquanto eu admirava o quarto que era maravilhoso, do jeito que eu sempre quis. Deitei-me ao seu lado na cama e ele me fitava intensamente, os verdes brilhavam de felicidade.
- Obrigada. – murmurei, provavelmente já estava corada – É tão perfeito. – suspirei.
- Não precisa agradecer, aliás, Esme que cuidou da decoração. – sorriu timidamente.
- Esme é um anjo. – sibilei, ainda olhando aqueles olhos verdes – Eu não teria escolhido melhor. – corei de novo.
- Você está corada. – e não foi uma pergunta.
- Não me enche, Cullen. – resmunguei, empurrando ele.
Ele segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos, meu coração foi a mil, batendo erroneamente em meu peito. Nossos rostos tão próximos, nossas bocas entreabertas, nossas respirações já falhadas e eu sentia seu hálito quente em meu rosto.
Nossos olhos não perdiam contato nenhuma vez sequer, pareciam ímãs, Edward começou a se aproximar e eu já sabia o que aconteceria, mas eu não sabia o que fazer. Eu daria tudo para ter aqueles lábios sobre os meus naquele instante.
Nossos lábios finalmente se chocaram, suspirei sentindo seu cheiro embriagante e levei minhas mãos ao seu cabelo, puxando-o para mais perto. Ele colocou suas mãos em minha cintura e me puxou contra seu corpo, não havia espaço entre nós.
Nos beijávamos furiosamente, sua língua brincava dentro de minha boca habilmente deixando-me cada vez mais louca por mais. Antes de pensar no que estava fazendo meu corpo já estava sobre o dele e suas mãos já entravam por baixo da minha blusa, acariciando minha costa.
Um arrepio percorreu toda minha espinha, mandando correntes elétricas pelo meu corpo, imediatamente elevando a minha temperatura corporal.
- Bella? – Alice gritou, provavelmente vindo ate o quarto.
Rolei para o outro lado rapidamente, ficando em pé em questão de segundos, Edward estava com a respiração falhada e um sorriso bobo no rosto. Eu estava ofegante e acredito que minha cara não eras das melhores.
- Vocês estão aí... – a voz de Alice foi sumindo conforme ela entrou no quarto – OMG, me desculpa, eu atrapalhei vocês. – ela disse.
- Não Alice, tudo bem. – murmurei – Você não atrapalhou nada. – respirei fundo.
- Nada. – Edward murmurou, irônico.
- O que você quer Allie? – perguntei, tentando me recompor.
- Eu quero te mostrar meu quarto. – falou, saltitante – Vem comigo.
Alice puxou-me para a mansão do outro lado da rua Edward ficou em casa com uma cara nada amigável. Agora longe dele, eu dava graças a Deus de Alice ter aparecido, estava a ponto de cometer o maior erro da minha vida.
Eu provavelmente gostaria do que fosse acontecer com Edward, mas como eu conheço aquele galinha, eu seria apenas mais uma para ele.
Estou boazinha hoje, rs
Mais um capítulo para vocês, comentem, por favor!
