cap 15-Stop the games!
Na manhã seguinte, acordo com uma dor de cabeça chata o bastante para me impedir de levantar e aproveitar o dia por medo de que a forte claridade piorasse ainda mais as coisas. Jasper entretando, parecia novo em folha e quando viu que o meu problema era uma ressaca moderada, riu e foi até sua mala, retornando com uma necessaire com alguns remédios. Eu sou mal acostumada...É maravilhoso ter um médico por perto para sempre cuidar de você quando necessário...Foi assim com meu pai por toda a minha vida e agora também tenho Jasper, sem falar nas pseudo-tentativas de Edward cuidar de mim...
Enfim, aproximadamente uma hora depois e depois de um café da manhã reforçado na cama, cortesia de Jasper, eu já me sentia pronta para retornarmos às atividades, afinal ainda tínhamos muito o que explorar. Tomei um banho gelado, me vesti, passei protetor solar e peguei meus óculos de sol e então eu e Jasper saímos.
Apesar de eu ter acordado mais tarde, nossa manhã surpreendentemente rendeu e o melhor ainda é que não tive nem sequer um sinal de Edward. Na hora do almoço, fomos até o restaurante e pedimos algo leve. Bem, Jasper escolheu algo leve para mim pois disse que seria melhor mas prometeu me compensar com um sorvete bem grande depois. Quando estávamos quase terminando de comer, o celular dele toca. Pelo jeito dele, parecia simplesmente ter vontade de desligar o aparelho e ficar em paz mas ao ver o número, empalicede e pede licença, saindo rapidamente dali.
Apoio o rosto em uma das mãos, olhando pela janela e suspirando. Até quando teria de viver perturbada por Edward, suas atitudes e meus sentimentos confusos? Não era justo com ninguém e além do mais, qual é o meu problema?! Eu tenho do meu lado um médico lindo e gostoso, gentil, atencioso e que faz tudo por mim e fico pensando naquele irritante de carro chamativo sendo que ele é incapaz de enxergar como adulta ou no mínimo adolescente e acima de tudo é casado com minha mãe...No meio de meus devaneios, Jasper retorna, agitado.
-Bella...Desculpe, precisamos. voltar...-Ele parecia um tanto pálido.
-O que houve?- Pergunto, preocupada.
-Meu tio, irmão do meu pai sofreu um infarto e foi levado às pressas para o hospital...Seu estado de saúde já era frágil e com mais isso...Temem que ele não tenha muito tempo...-Sua voz estava péssima, realmente triste.
-Jasper, eu sinto muito...
-Tudo bem...Levaram-no para o hospital que trabalho, por sorte Edward estava de plantão lá e pode atendê-lo...Apesar de tudo ele é um excelente médico e muito prestativo.
-Edward estava lá...Puxa...-Questiono, surpresa. Quando ele voltou para lá? E o que o fez deixar de ser teimoso e me dar um pouco de sossego?
-Sim, por sorte. Bem, vamos?
-Ah sim, claro, desculpe.-Levanto apressadamente e Jasper pede ao garçom que coloque tudo na conta do quarto. Assim que voltamos para a suíte, ele arruma suas coisas em no máximo 20 minutos e corre para a recepção acertar tudo enquanto eu termino de arrumar minhas coisas. Logo estamos na estrada novamente. Ele estava distante e dirigia mais rápido do que o costume mas sempre respeitando os limites de velocidade. Sei que ele jamais nos colocaria em perigo.
Ao chegarmos na cidade, ele me deixa na portaria do prédio, se desculpando por não me acompanhar ou me ajudar com as malas. Após uma rápida despedida, ele desaparece rapidamente dali. Suspiro, pegando minhas malas e caminhando até o elevador. Quando chego em casa, minha mãe não se surpreende em me ver pois Edward já avisara sobre a condição do tio de Jasper.
-Eu sinto muito, querida.-Disse ela.
-Tudo bem, estou é preocupada com ele...Espero que tudo se resolva.
-Ah, meu amor...Edward disse que o caso dele é bem delicado...Ele está fazendo o possível para estabilizá-lo e deixá-lo confortável mas não acha que ele passe dessa semana, mas não conte isso a Jasper, acabaria com ele.
-Mãe, ele é médico, assim que chegar lá e olhar os resultados dos exames vai saber da real situação do tio. Bem, eu vou para o meu quarto desfazer a mala, tomar um banho e mais tarde eu ligo para o celular dele.
-Sim, faça isso. Você quer ajuda?
-Não, obrigada.-Sorrio fraco, novamente pegando minha mala e subindo as escadas.
A tarde passa devagar e o que era apenas "desfazer as malas" acabou se tornando uma arrumação de todo o meu quarto. Minha cabeça estava cheia demais para que eu me desse ao luxo de não me ocupar com algo. Jasper e seu sofrimento, Edward que primeiro aparece e depois some misteriosamente de lá sem que aparentemente ninguém além de mim estivesse ciente disso. Meus pensamentos são interrompidos pela minha mãe batendo na porta.
-Bella, meu anjo, eu fiz um lanche para você.
-Pode entrar mãe.
-Você precisa comer algo, não para desde que chegou, daqui a pouco vai ficar fraca.
-Eu estou bem mas sem fome...
-Eu sei como é, querida, e costumo respeitar isso mas não posso deixar que desmaie de fome.-Ela disse, firme.
-Mãe...
-Bella, não me faça chamar Edward para vir aqui lhe dar sermão e te fazer comer algo. Você sabe que eu sou capaz.
-...-Apenas cruzo o quarto, pegando o prato de suas mãos e indo até minha cama. Sento e começo a comer.
-Assim está melhor. -Ela sorri, novamente doce, indo até mim e deixando um copo de suco no criado mudo.- Agora preciso adiantar um pouco de trabalho. Qualquer coisa estou no escritório.- Ela beija minha testa e se vai.
Suspiro, comendo forçada mesmo mas consigo terminar o sanduíche. Aproveito minha pausa para pegar o celular e mandar uma mensagem para Jasper:
"Estou preocupada, quando puder, me mande uma mensagem ou ligue, o que for melhor para você. Beijos, Bella."
-Quando sai ele tentava consolar o pai...Deve retornar apenas mais tarde.
-...-sinto um arrepio ao ouvir sua voz, me virando e o vendo encostado no batente da porta, de braços cruzados, me observando- Como sabia...
-Pela sua expressão de preocupação. Não é difícil imaginar que estivesse escrevendo para ele.
-E não sabe mais bater na porta?!
-...Ela estava aberta, Bella.-Ele ergue uma sombrancelha.
-Não importa! Ainda é meu quarto!-Falo irritada, me virando novamente para não vê-lo.
-Ok...Por isso não entrei, como pode ver, estou apenas encostado na porta...
-Legal, Edward. Já pensou em mudar de profissão?! Você daria um ótimo advogado com esse seu jeito.-Rolo os olhos.
-Bella, o que deu em você?!
-Eu que pergunto! O que deu em você para desaparecer do nada e brotar naquele hotel fazenda?!
-Aquilo...Eu só achei que...Talvez precisasse de ajuda e eu estava certo. Você estava alta pelo àlcool e perdida.
-Deixe de ser hipócrita! Eu não estava bêbada! Tanto que lembro perfeitamente de tudo o que aconteceu! E Jasper não deixaria ou incentivaria a ter um coma alcoólico se é o que está insinuando!
-Não disse isso, mas-
-Mas o que?! Vai dizer que você nunca fez isso ou pior?! Nunca saiu com uma garota e beberam talvez um pouco além da conta?
-Isso não vem ao caso...
-Claro, , a questão nunca é o senhor. Tudo bem fuçar a minha vida sem a minha permissão, fazer especulações malucas sobre mim e-
-Basta. Sinto muito se minha preocupação a ofendeu tanto assim, Isabella. Não se preocupe, não vai mais acontecer.-Seu tom de voz se mantinha baixo mas ele não olhava mais para mim. Ele havia se fechado e ouso dizer que era quase possível perceber a dor em suas palavras.
-...
-Tenha uma boa noite. -Ele desencosta dali e some no corredor e eu fico encarando a porta, tentando processar o que havia acontecido. Não me arrependo do que disse, talvez devesse ter me controlado e não ter elevado o tom de voz com ele mas ainda assim ele mereceu. Mas então, por que o seu jeito pouco antes de sair mexeu tanto comigo? Por que me deixou perturbada e com um vazio inquietante como quando sabemos que ferimos alguém importante para nós?
