Oi, amores!

Obrigada pelas lindas reviews, é muito bom saber que vocês estão gostando!^^

Mais um capítulo para vocês!

Enjoy!


Capítulo VI: Misunderstanding, Confessions and Sadness.

Bella POV

Depois de uma semana escutando Edward reclamar de comer pizza no café da manhã, o mandei para a casa de seus pais. Tudo isso porque ele se recusou a me levar ao supermercado e eu, por vingança, não fui sozinha.

- Essa pizza está fazendo aniversário aqui na geladeira. – Edward resmungou, jogando a caixa da pizza fora.

- Edward, se você não me levar para fazer compras eu não irei sozinha. – gritei, enquanto ele fingia que não me escutava indo para o quarto – Alice todo dia nos chama para jantar lá, mas você nunca está em casa, então se vira, amor. – falei e ele voltou para a sala e me olhou desafiadoramente.

- Terei que te convencer, Bella? – perguntou se jogando no sofá ao meu lado – Eu posso te irritar até que você dê o braço a torcer. – provocou, tirando o jornal que eu estava lendo de minhas mãos.

- Edward, - sibilei, irritada – a casa da sua mãe fica do outro lado da rua, o que custa ir até lá e pedir uma refeição decente? – peguei o jornal de novo – Ela nunca recusaria comida ao bebê dela. – ironizei.

- Vem comigo, não quero agüentar Alice sozi... – ele parou de falar quando a campainha tocou – Você atende. – praticamente mandou.

- Como você é preguiçoso. – murmurei, levantando e indo até a porta.

Abri a porta e vi uma Alice sorridente.

- Bella. – Alice falou, me abraçando – Vamos lá em casa, Emmett quer dar uma "reunião" – fez o sinal de aspas com os dedos – É muito importante. – saltitou.

- Tudo bem. – suspirei, pegando meu casaco, lá fora estava muito frio – Edward você vem? – gritei, já saindo.

- Tem comida lá, Alice? – gritou de volta e Alice me olhou confusa, provavelmente não entendendo nada.

- Edward deixa de graça. – gritei, nervosa – Estou indo. – fechei a porta e segui com Alice até a casa.

Estávamos saindo, a rua estava com neve no chão, escorregadio. Íamos atravessar a rua quando eu tropecei, já estava preparando meu rosto para o baque com o chão gelado, mas algo me impediu de cair.

Duas mãos fortes de seguraram pela cintura, olhei para ver que fora o anjo que me poupou de alguns pontos no rosto. Quando eu vi o deus grego que sorria calidamente para mim, quase babei.

Ele era loiro, seus traços perfeitos e seus olhos tão azuis que me lembravam a água do mar em dias ensolarados em La Push. Seu belo corpo que estava tão perto do meu, aquela boca perfeita e seus braços fortes me segurando firme.

- Quase... – o estranho perfeito disse, seu sotaque inglês me deixou atordoada.

- O-obrigada. – murmurei, meu rosto ardia estava ficando corada.

- De nada. – ele disse se afastando de mim e eu tentei acalmar meu coração.

- Ah, Isabella Cullen. – falei, esticando a mão para ele – Mas eu prefiro que me chamem de Bella. – sorri, timidamente.

- James Smith. – falou e em seguida beijou minha mão – Prazer em conhecê-la Bella. – sua voz parecia que acariciava meu nome – Sou seu vizinho. – apontou para uma casa verde ao lado da minha.

- Olá. – Alice disse sorridente – Alice Cullen. – esticou a mão.

- São irmãs? – James perguntou, apertando a mão de Alice.

- Cunhadas. – a voz de Edward soou no ambiente. Droga!

- Ela, - Edward apontou para Alice – é minha irmã e essa – me abraçou pela cintura, num gesto bem possessivo – é minha esposa. – falou sorridente.

- Ah, interessante. – James sibilou – James Smith. – ofereceu a mão para um aperto.

- Edward Cullen. – Edward apertou a mão dele.

A tensão no local era quase que visível a olho nu, Edward ficara realmente perturbado com a simpatia demasiada de James. E James por sua vez, ficou surpreso com a palavra marido.

- Podemos ir? – Edward perguntou.

- Ah, desculpe atrapalhar vocês. – James disse – Qualquer problema, sabe onde eu moro. – falou mais para mim do que para os outros.

- Tudo bem e obrigada mais uma vez. – falei, sorridente e Edward praticamente me arrastou para a casa dos pais.

Entramos e logo Alice já nos levou para a cozinha. Emmett e Rosalie estavam lá, rindo e brincando como duas crianças.

- Oi, crianças. – Edward provocou indo até a geladeira e fuçando cada coisa que havia lá.

- Bells! – Rose disse quando me viu.

- Oi Rose. – falei me sentando em uma das cadeiras.

Edward estava ocupado demais, montando um sanduíche com tudo o que ele conseguisse colocar dentro enquanto Emmett, Rose, Alice, Jasper e eu estávamos sentados à mesa. Emmett disse que tinha uma coisa muito importante para falar conosco, até estranhei, Emmett falando alguma coisa séria? Era muito impossível.

- Então, queridos membros da família Cullen. – começou irônico, talvez toda essa ironia dos homens da família Cullen tivesse algo a ver com a genética – Isso inclui você, Magali. – falou, olhando Edward tentando morder um pedaço do sanduíche quilométrico – Daqui a dois dias, nossos queridos Carlisle e Esme fazem bodas de alguma coisa, - riu da própria piada – e como bons filhos que somos, eu e Alice – escutei um resmungo de Edward – e claro, juntamente com o querido Eddie, programamos uma viagem para o Caribe, somente os dois.

- Me conta algo que eu não sei. – Edward falou de boca cheia.

- Posso terminar? – Emmett falou, ríspido – Então, diante das circunstancias, - odiava quando Emmett começava a falar como um advogado – eu e Alice, faremos uma festa no dia que eles não estiverem aqui, afinal, precisamos conhecer as pessoas desse lugar. – soltou uma sonora gargalhada.

- Isso mesmo. – Alice concordou saltitante – E o melhor de tudo isso, será uma festa temática. – murmurou, sorridente.

- Qual será o tema? – Edward falou – Princesas da Disney? Se for nós já temos a Bella. – provocou me mandando um beijo.

- Maldito... – resmunguei, mostrando a língua para ele.

- Parem com essas gracinhas. – Alice nos repreendeu – Não Eddie, o tema será Transilvânia, ou seja, quero todos verdadeiros vampiros. – falou, saltitando.

- Nem morto. – Edward falou e depois caiu na gargalhada com a piada infame.

- Você não tem que querer nada. – Alice sibilou nervosa – Eu já vou preparar as fantasias de todos e não quero reclamações, ok?

Alice ficou ocupada durante o dia todo fazendo as roupas e também convidando quem ela pudesse. Emmett se encarregava dos comes e bebes, Rosalie cuidaria da decoração da festa. Não me deram nada para fazer, não faço idéia do por que.

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Era incrível como Alice conseguia fazer tudo isso em tão pouco tempo, a mansão Cullen parecia o castelo do Conde Drácula. Toda a decoração em vermelho e preto. Estava tudo tão realista, chegava até a dar medo.

Alice me colocara dentro de uma roupa de couro com um sobretudo que chegava quase aos meu pés, segundo ela, meu visual era igual ao de Selene a vampira dos filmes Anjos da Noite, eu só conseguia rir enquanto ela colocava a roupa em mim. Depois disso ela colocou uma lente de contato azul, exatamente como a personagem do filme, quando ela colocou aquilo em meus olhos ardeu demais.

Depois ela jogou meu cabelo para trás e ele caiu bagunçado, exatamente do jeito que eu gostava. Ela passou uma maquiagem muito forte em mim, meus olhos – agora azuis - eram vistos a quilômetros.

- Você está perfeita, Selene. – Alice murmurou, feliz com seu trabalho.

- Tá, agora chega. – falei, saindo de perto dela – Vai se arrumar. – mandei e ela me mostrou a língua.

- Você vai babar no meu irmão. – ela sibilou, provocativa – Ele está um gato.

- Tchau, Alice. – murmurei saindo do quarto.

Emmett estava vestido todo de preto na festa, com uma lenta vermelha. Rose estava com ele, vestindo um vestido longo roxo, que dava um belo contraste com a pele branca, seu batom vermelho como sangue, exatamente como as lentes que ela usava. Ela estava impecável, parecia realmente uma vampira.

Ela e Emmett arrumavam os últimos detalhes da festa que estava prestes a começar. Depois de alguns minutos várias pessoas fantasiadas começaram a chegar, todas muito elegantes. Pelo jeito só convidaram a elite mesmo.

Fui até o bar pegar algo para beber, precisava me distrair um pouco. Não fazia idéia de qual era aquela bebida, devia ser vinho misturado com alguma coisa, a cor lembrava muito sangue, mas o gosto lembrava um pouco do vinho, mas tinha algo mais forte.

- Você está muito bonita. – James disse se sentando ao meu lado.

- Obrigada. – falei, envergonhada.

- Posso te fazer companhia?

- Claro. – disse, sorridente.

Depois de algum tempo conversando com James, descobri que ele fazia faculdade de jornalismo, nasceu em Londres e fazia estágio num jornal aqui em Londres. Ele estava visivelmente flertando comigo, sempre muito sorridente e perguntando muitas coisas sobre meu casamento.

- Quer dançar? – perguntou e nesse momento uma música agita começou a tocar.

- Claro. – falei, pegando sua mão.

Fomos para o centro da pista onde várias pessoas dançavam coladas ao som da batida sensual. James colocou suas mãos em minha cintura e começou a se movimentar devagar ao ritmo da musica e eu fiz o mesmo, minhas mãos estavam em seus ombros.

Ele colocou o rosto bem perto do meu, nossos olhos não desviando um do outro um minuto sequer. Eu não estava cometendo uma besteira e eu sabia disso, mas nada me ajudava a sair daquele lugar. Nós continuávamos dançando colados ao som da batida sensual, nossas pernas enroscadas uma na outra.

Quem me visse ali, jurava que eu não era casada. A música acabou e uma lenta começou a tocar. Respirei fundo e me afastei dele, minha coerência gritando em minha cabeça, praticamente implorando para sair dali.

- Preciso de uma bebida. – murmurei e fui até o bar – Um Martini, por favor. – pedi.

Tomei a bebida num gole só, tentando ficar calma.

- Amiga, o que foi aquilo? – Alice chegou trazendo Jasper pela mão – Você quase agarrou o vizinho gatão na pista de dança! – quase gritou.

- Eu sei, não era para isso acontecer. – murmurei, olhando nos olhos dela que estavam... dourados? – Por que seus olhos são dourados? – perguntei, olhando mais de perto.

- Eu sou vegetariana. – respondeu sorridente e Jasper revirou os olhos.

- Da onde você tirou isso? – perguntei, não tinha cabimento.

- Ai, como vocês são desatualizados. – resmungou – Vampiros que são vegetarianos só bebem sangue de animais e por isso os olhos são dourados e não vermelhos. – explicou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Que maluquice. – falei, pedindo outra bebida – Cada coisa que você inventa Aliie. – murmurei, rindo.

- Vocês não me entendem, vem Jasper, vamos dançar. – resmungou, puxando Jasper pela mão.

Virei a outra bebida de uma vez, o liquido descia queimando minha garganta.

- Não beba muito, Selene – Edward sussurrou em meu ouvido, provocando arrepios em todo meu corpo.

- Tudo bem, Drácula. – provoquei, vendo-o naquela roupa, Alice tinha razão ele estava realmente sexy, muito sexy.

- Podemos dançar? – sorriu torto para mim – Ou você e seu amiguinho vão dar mais algum show? – falou, irônico e eu corei em saber que ele tinha visto toda aquela ceninha.

- Claro. – murmurei timidamente.

A música era lenta, Edward me puxou pelo meio das pessoas até o pista de dança. Colocou suas mãos em minha cintura e eu coloquei meus dois braços sobre seus ombros. Eu evitava olhar em seus olhos, estava com vergonha do que eu fiz.

- Bella, relaxa, foi só uma dança. – ele disse, levantando meu rosto e sorrindo para mim.

- Me desculpe, eu não poderia ter feito isso na frente de tanta gente. – suspirei – Foi um ato impensado. – olhei em seus olhos e eles estavam distantes.

Ficamos somente aproveitando a música e olhando um nos olhos do outro. Seu cheiro tentador invadindo minhas narinas, me deixando entorpecida com aquilo e eu aproveitava o máximo que eu podia.

Eu tomei a iniciativa e o beijei, eu já não sabia se era a bebida que estava me deixando mais solta para tomar uma decisão dessas, mas mesmo assim eu o fiz. Nossas bocas se chocando furiosamente e o gosto doce de sua boca que não me deixava pensar coerentemente

Edward me olhava de um jeito diferente, então ele colou seu corpo no meu e começou a dançar, conforme a batida mais agitada comera a tocar.

Colocou as mãos em minha cintura e comecei a me movimentar junto com ele. Eu estava de costas para ele, dando a ele livre acesso a meu pescoço. Ele beijou toda a extensão do pescoço indo até minha orelha.

- Você está querendo me enlouquecer? – eu sussurrei, fazendo-a soltar um gemido.

Beijei-o pela segunda vez naquela noite, um beijo enfurecido, cheio de desejo. Paramos quando estávamos sem ar, Edward me olhava de um jeito estranho.

- Preciso falar com você, podemos sair um pouco daqui? – perguntou em meu ouvido.

- Claro. – passei por ele que me abraçou por trás, logo entendi o motivo daquele gesto, James estava no bar nos observando atentamente.

Edward já me puxava para fora da mansão, onde também havia pessoas, mas nem tanto como lá dentro. Ele me puxou para um dos locais mais afastados do jardim, Edward estava com uma cara estranha, ele estava pensativo.

- Bella, - falou, ficando de frente para mim – quero te contar uma coisa, mas eu quero que me deixe falar antes de qualquer reação sua. – respirou fundo, como se estivesse indo para a forca.

- Nossa, se é tão importante assim, pode falar. – falei, me sentando no banquinho.

- Você lembra daquela noite do carnaval? – perguntou e eu apenas confirmei com a cabeça – Então, - disse hesitante – depois que você bebeu todas aquelas caipirinhas, eu te levei de volta para o hotel. – murmurou – Bella, nós transamos aquela noite. – sussurrou.

Minha respiração até falhou naquele momento, como assim nós transamos se eu não lembro de nada?

- Eu não lembro disso. – murmurei, a raiva começando a aparecer.

- Você estava bêbada, Bella. – falou, agora ele estava de costas para mim.

- Você se aproveitou de mim, Edward. – acusei – Como você teve coragem de fazer isso comigo? – gritei.

- Não Bella. – Edward disse – Você também queria, você que se ofereceu. – acusou.

- Eu estava bêbada. – minha voz ainda estava alta – Como você confia nas palavras de alguém que não está em condições de tomar decisões. – agora eu já estava de pé – Você sempre vai ser esse cara que aproveita de todas as oportunidades, não é?

- Bella... – ele murmurou, mas eu o interrompi.

- Não acabei de falar. – gritei, passando as mãos no cabelo – Como você tem coragem de fazer isso com sua melhor amiga, Edward? – cuspi as palavras – Logo eu que fiz tudo por você, eu que entrei nessa loucura para te ajudar. – sibilei, nervosa.

- Bella, me escuta. – ele disse ficando de frente para mim, olhei em seus olhos manchados de culpa – Eu não fiz isso por diversão Bella, - explicou – eu nunca faria algo para te machucar. – murmurou, chegando perto de mim, mas eu me afastei.

- Você me usou, Edward. – minha voz saiu esganiçada, minha visão estava turva por conta das lagrimas – Não poderia ter saído melhor, nem se você tivesse planejado tudo meticulosamente. – falei, as palavras despejavam de minha boca sem controle – Foi perfeito, eu simplesmente esqueci tudo e você se livrou de mim no dia seguinte.

- Não adianta não é Bella? – murmurou, seus olhos agora estavam frios – Não adianta o quanto eu tente ser perfeito, fazer tudo para você, não adianta – gritou – você sempre terá essa imagem sobre mim. – suspirou, seus olhos estavam marejados – Você sempre achará que eu sou esse canalha que só usa as pessoas e depois joga fora como um lixo.

- Não adianta vir com esse discurso de bom moço Edward, - retruquei – você sempre será esse canalha incorrigível que você vem sendo desde sempre. – murmurei – Certas coisas não mudam nunca. – sentia as lágrimas tomando conta do meu rosto.

- Você não sabe de nada, Bella. – falou – Nada. – agora ele gritou e saiu andando em direção a casa.

Fiquei ali parada, olhando para o lugar onde ele estava por um bom tempo, pensando em tudo que ele me disse e tudo o que eu disse a ele, talvez eu tenha sido um pouco rude demais, mas agora não tinha mais volta palavras ditas nunca mais se apagam de nossa memória e eu sabia muito bem como era isso.

'Nós transamos.' – as palavras de Edward ecoava em minha cabeça, como eu pude esquecer uma coisa dessas? Uma coisa tão importante e tão intima de nós dois.

De repente, mais um flash passou pela minha cabeça e esse era bem mais realista eu e Edward na cama do hotel ele beijando meu pescoço enquanto minhas mãos o puxava para mais perto e ele me amava intensamente.

Tudo tão perfeito, tudo tão inesquecível, mas no fim das contas aquilo foi o melhor que poderia acontecer. E se eu lembrasse no dia seguinte? Com certeza, eu ficaria muito magoada de levar um fora de Edward logo pela manhã.

E se bem o conheço faria isso logo pela manhã para evitar qualquer tipo de problemas. E eu ficaria pior do que estou no momento, sentindo-me traída e desprotegida. Como se a qualquer instante eu fosse desmoronar.

Senti um soluço emergir da minha garganta, e as lágrimas rolavam pelo meu rosto. Sentei de novo no banco e abracei meus joelhos. Não sei por quanto tempo fiquei ali, olhando para o nada com as palavras de Edward ecoando em minha cabeça. Percebi que alguém se aproximava de mim, muito lentamente. Virei-me e tomei um susto quando vi James parado me olhando curiosamente.

- Você está bem? – sua voz grave ecoou pelo jardim, onde nessa parte onde estávamos já não havia mais ninguém.

- Estou bem. – murmurei, minha voz ainda rouca por causa do choro.

- Não acho que esteja. – falou, sorrindo e sentando ao meu lado.

- Vai passar. – sibilei, limpando as lágrimas do meu rosto com as costas da mão – É complicado. – murmurei, quando ele olhou curioso para mim.

- Acho que consigo acompanhar. – ele disse, com um largo sorriso no rosto que me fez querer retribuir mesmo que um sorriso triste.

- Na verdade, quem olha de fora é tudo muito estranho. – falei, finalmente as lágrimas pararam – Mas é que nós não podemos conversar sobre isso. – murmurei, olhando nos olhos dele que agora estavam vermelhos, devido a lente – Eu prometi para alguém.

- Tudo bem, vampira. – falou, agora meu humor havia melhorado um pouco – Então, não quer voltar para a festa?

- Na verdade, eu quero ficar longe de pessoas no momento.

- Isso foi uma indireta para que eu saia? – perguntou, sorrindo.

- Não. – quase gritei – Não foi isso que eu quis dizer e você sabe disso. Eu quero ficar num lugar sossegado. – murmurei.

- Se você quiser eu posso sair. – falou, se levantando.

- Claro que não, fica aqui. – pedi, olhando nos olhos dele.

- Tudo bem. – resmungou, sentando-se – Mas quando eu estiver te aporrinhando é só mandar eu cair fora.

- Pode deixar.

Ficamos ali um bom tempo, James me contou mais sobre sua vida e me fez milhares de perguntas sobre a minha, inclusive se eu era feliz em meu casamento, claro que eu menti naquele momento. Afinal de contas, James era um cara legal, não era apenas bonito. Ele era bem inteligente para um homem.

- Bella! – Alice gritou, vindo correndo até mim – Até que enfim eu te encontrei, preciso da sua ajuda. – disparou a falar.

- Calma Alice. – falei, me levantando e indo até ela – O que foi que aconteceu?

- Edward, ele está armando um barraco lá no bar. – murmurou – Ele bebeu demais, preciso de sua ajuda para tirá-lo de lá.

Fomos correndo para a casa, entrei e logo vi Edward e Emmett discutindo. Jasper estava logo ao lado dele, ninguém na festa percebera o tumulto ainda todos estavam ocupados demais com seus assuntos.

Cheguei mais perto e Edward me viu, logo abriu um sorriso.

- Edward, vamos embora. – mandei, pegando ele pela mão.

- Bella, a festa está tão divertida, vamos dançar. – falou, animado e ele estava bem bêbado.

- Emmett, me ajuda a levá-lo até em casa. – pedi, indo em direção à saída e Emmett me seguiu, quase carregando Edward.

Atravessamos a rua e eu abri a porta de casa, Emmett o colocou deitado no sofá e foi embora, eu agradeci e fui para a sala ver Edward que estava quase dormindo. Puxei o pelo braço e ele levantou, apoiei-o sobre meu ombro e segui para o banheiro.

Abri a porta do box para que pudesse colocá-lo dentro, não pude colocar a água gelada já que a temperatura estava muito baixa e provavelmente ele ficaria doente. Arranquei sua roupa, deixando-o apenas de boxer. E o empurrei para debaixo do chuveiro.

Quando a água caiu sobre sua cabeça parece que ele acordou, não deu tempo de eu pensar em nada e ele logo me puxara para dentro do box com ele. Suas mãos me seguravam pela cintura não me deixando mover num um centímetro.

Ele – ainda de lente com os olhos vermelhos – me fitava intensamente, então, puxou-me para um beijo devastador segurando firmemente minha cintura e me obrigando a colar meu corpo do dele. Eu tentei empurrá-lo, não era isso que eu queria. Não queria que isso acontecesse enquanto ele estivesse bêbado.

- Edward... para. – falei um pouco alto demais, ele me olhou assustado e tirou imediatamente as mãos de mim – Eu não quero, Edward. – murmurei – Não sou como você, eu não vou me aproveitar da situação só porque você está bêbado. – sibilei, saindo do debaixo do chuveiro.

Sai do banheiro e fui trocar de roupa agora que estava toda molhada, afinal não voltaria para a festa mesmo. Joguei minha roupa em qualquer canto do quarto e coloquei meu moletom de dormir. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo e quando escutei a porta do banheiro sendo aberta eu fui direto para a sala, queria ficar longe de Edward, eu precisava.

Liguei a TV e fingi que estava assistindo televisão. Alguns minutos depois Edward apareceu na porta da sala vestindo apenas uma calça velha de moletom e estava me olhando.

- Precisamos conversar. –sibilou, sua voz estava seca.

- Não vou conversar com você nesse estado, Edward. – murmurei – Você está bêbado me recuso a conversar com você hoje, amanhã nós conversamos como pessoas civilizadas. – falei, olhando para a tela da TV.

Edward caminhou até a frente da TV e parou, impossibilitando-me de ver.

- Eu posso até estar bêbado, Isabella. – falou, nervoso – Mas eu não esquecerei tudo amanhã, pode ter certeza. – provocou – Se não quiser falar, tudo bem, só me escute. – murmurou, sentando na mesinha em frete ao sofá – Eu não sou esse canalha que você pensa que eu sou, Bella. – suspirou.

- Ah não?

- Viu? – sibilou, exasperado – Você não me deixa dar uma chance, você só acredita nessa imagem que está na sua cabeça. As pessoas mudam sabia? – murmurou, aborrecido – Você acha mesmo que você foi só mais uma na minha vida? – olhou em meus olhos.

- Eu sei que fui apenas mais uma Edward. – acusei.

- Você é muito burra, Isabella. – quase gritou, se levantando e ficando em pé – Você não vê que eu te amo? Você foi de longe o melhor sexo que eu tive na minha vida, mas não foi apenas sexo, Bella, foi amor. – falou, nervoso - Não percebe o quanto eu venho tentando te agradar esses últimos tempos? Você não vê? – gritou, batendo a mão na parede e ficando de costas para mim.

- Eu não quero mais conversar, você está bêbado e não esta falando coisa com coisa. – falei, indo para o quarto.

- Sabe... – falou, vindo atrás de mim – Dizem que as pessoas falam coisas que nunca falariam sóbrias quando estão bêbadas, mas no fundo eu acho que é verdade. – murmurou, pensativo – Eu nunca diria na sua cara que eu sempre te amei como estou dizendo agora.

- Edward, para, por favor. – supliquei – Nós dois vamos acabar mal no fim dessa história. – murmurei, me aninhando debaixo das cobertas – Não quero ouvir nada disso. – sibilei, já sentia as lágrimas descendo pelas minhas bochechas.

- Você pode até não acreditar. – murmurou e eu senti o colchão ao meu lado afundar – Mas o tempo irá convencê-la disso. – sibilou, sua voz estava carregada de mágoa.

Não respondi, apenas deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Tudo isso me deixou exausta demais minha cabeça estava a mil, as palavras de Edward martelavam em meus pensamentos.

Eu não sabia até que ponto ele estava sendo sincero, pois ele estava bêbado, mas e se fosse verdade? O que eu faria? Eu ainda não tinha certeza de meus sentimentos por Edward, eu não sabia se era amor ou apenas atração física.

Mas e se ele estivesse somente sob o efeito da bebida? Com certeza eu sairia machucada disso tudo. Nossa relação esta por um fio e eu não sabia o que fazer, já não poderíamos ser mais os amigos de sempre depois de tudo o que aconteceu hoje.

Fiquei perdida em meus devaneios até que adormeci profundamente.

~~*~~

Acordei com a claridade em meus olhos. Olhei para o lado e Edward dormia tranqüilamente, mas hoje ele estava longe de mim, o que era incomum pois sempre acordava com ele abraçado comigo.

Levantei e fui tomar eu banho quando sai Edward ainda dormia, troquei de roupa e resolvi ir até Alice. Descobrir se ela sabia de algo. Atravessei a rua e toquei a campanhia e Rose veio sorridente me atender.

- Bom dia, Bella. – falou.

- Bom dia, Rose. – murmurei, entrando na casa.

Nem parecia que havia ocorrido uma festa na noite anterior, estava tudo praticamente no lugar. Emmett estava deitado no sofá e Rose logo se juntou a ele, que deitou a cabeça em seu colo e ela começou a fazer um cafuné nele. Aquela cena despertou um sentimento estranho em mim, eu estava com... inveja?

Não inveja por Emmett, mas sim pela situação. Os dois eram perfeitos um para o outro, eles se completavam de um jeito que eu e Edward nunca faríamos.

- Edward está bem, Bella? – Emmett falou.

- Ele está melhor, agora ele está dormindo. – murmurei, indo para o quarto de Alice.

Abri a porta e Alice estava dentro de um dos armários do closet dela, jogando tudo para fora, e no chão havia uma pilha imensa de roupas.

- Alice? – avisei que estava entrando.

- Oi Bella. Entra aqui, se você conseguir. – murmurou, rindo.

- O que você está fazendo?

- Vou arrumar todas essas roupas por cor. – resmungou, jogando uma blusa para trás.

- Preciso conversar com você. – murmurei, me sentando numa poltrona.

- Pode falar. – falou, sentando no chão mesmo.

- É sobre seu irmão, Allie. – murmurei – Ontem na festa, ele me contou que nós havíamos transado na lua de mel. – falei e seu queixo caiu levemente – Ele também disse que eu estava bêbada e que no dia seguinte eu esqueci de tudo. – suspirei, tentando não deixar as lágrimas surgirem – Nós discutimos ontem, porque eu o acusei de ter se aproveitado de mim. – sussurrei.

- OMG, para tudo. – Alice murmurou, incrédula – Não acredito que vocês transaram e você esqueceu tudo, Bella. – sibilou – Desculpa, mas você é muito lerda! – exclamou e eu fiz uma careta – Como você não percebeu? – quase gritou.

- Alice, se você está tentando me ajudar, está conseguindo. – murmurei, irônica – Eu esqueci mesmo, eu estava bêbada demais. – sibilei, corando – O máximo que eu me lembrei foram alguns flashes.

- Foi bom? – perguntou, sem nenhum pudor.

- Alice! – repreendi – Parece que sim. – eu disse, com uma risada histérica.

- Edward honrou o nome dos Cullen. – falou, rindo.

- Posso continuar? – perguntei, nervosa – Então, depois que nós brigamos ele veio para a festa e encheu a cara, quando ele foi para casa comigo falou que queria conversar. – respirei fundo e comecei – Ele me disse que me amava e que sempre me amou, também me disse que eu era uma idiota por acreditar que ele era um galinha que eu seria apenas mais uma na vida dele. – despejei.

- Nossa, Edward finalmente tomou coragem para se declarar. – murmurou, boquiaberta.

- Então eu fui rude e grossa, dizendo que ele estava bêbado que nada daquilo era verdade. – murmurei, lembrando dos olhos dele no momento que eu disse aquilo – E ele falou que eu fui o melhor sexo que ele já teve e disse que não foi apenas sexo disse que foi amor. – senti meus olhos arderem. – O que eu faço, Allie? – sibilei, limpando a lágrima que escorreu pela minha bochecha – E se eu acabar mais machucada nisso tudo?

- Bella, meu bem, calma. – Alice disse se sentando ao meu lado e me abraçando – Essa situação é bem complicada mesmo, mas eu acho que vocês poderiam dar chance um ao outro. – murmurou – E você pode ter certeza nas palavras que ele lhe disse ontem, é tudo verdade. – sorriu – Edward sempre te amou incondicionalmente, mas depois de muitas desilusões ele decidiu trancar isso numa gaveta e jogar a chave fora. – explicou.

- Mas e se...

- Não adianta ficar no 'se', Bella. – me interrompeu – Você nunca saberá se não tentar, dê uma chance ao destino, nada disso deve ter acontecido por acaso. – falou – Tudo tem um propósito maior.

- Eu vou pensar, Allie. – resmunguei – Ainda estou indecisa quanto a isso, não poso ficar dando esperanças a ele. – murmurei.

- Pense com carinho, meu bem. – Alice disse, sorridente e voltou para seu guarda roupa.

- Vou pensar, até mais Alice. – falei, saindo do quarto.

Resolvi caminhas pelas ruas desertas da manhã fria de Londres. Precisa pensar sobre isso agora tudo dependia de mim.

Edward POV

Acordei sozinho na cama, levantei e procurei por Bella em casa, mas é claro que ela não estaria por aqui. A primeira coisa que eu faria quando ela chegasse era acabar com toda essa palhaçada e dizer a ela para me esquecer e fingir que nada disso tinha acontecido, não agüentava mais essa ignorância de Bella em relação a mim.

Eu lembrava de cada palavra dita na noite de ontem, de cada acusação infundada dela. Aquilo me magoara demais e eu não agüentava mais aquele jogo. Eu nunca mais remexeria nessa história eu faria como sempre fiz, apenas reprimiria esse sentimento ao máximo.

Distrairia-me com outras mulheres como sempre fiz, somente para não lembrar dela, mas como eu poderia esquecer a sensação de estar dentro daquele corpo perfeito? Como lidar com a proximidade diária com ela? Era tudo tão difícil agora.

Teria que aprender a lidar melhor com meus impulsos e não ficar brincando com a tentação. Era só continuar a vê-la como amiga e pronto, estava tudo resolvido. Escutei a porta se abrindo e logo depois Bella apareceu na sala com uma cara estranha.

- Bella, precisamos conversar. – foi a primeira coisa que falei.

- Concordo. – falou, séria.

- Eu quero que você esqueça tudo o que eu lhe disse ontem à noite. – murmurei, não conseguia olhar naqueles olhos cor de chocolate, eles me fariam voltar a atrás – Eu já vi que nós dois nunca daríamos certos, você tem uma imagem péssima sobre mim e isso nunca vai mudar. – sibilei, levantando minha cabeça para ver o rosto de Bella – Eu vou esquecer tudo o que aconteceu e sugiro que você faça o mesmo, assim, ninguém sairá machucado nessa confusão que nós mesmos armamos. – disse hesitante – Será como se isso nunca tivesse acontecido. – murmurei, as palavras sendo atiradas pela minha boca contra minha vontade.

Porque aquelas não eram as palavras que eu queria dizer naquele momento, eu queria gritar aos quatro cantos que eu amava essa mulher mais que tudo nessa vida. Queria abraçá-la e beijá-la e fazê-la minha mulher, o amor da minha vida.

- Por mim tanto faz. – murmurou, sua voz estava estranha.

Nem esperou minha resposta e saiu quase que correndo para o banheiro, minutos depois escutei o chuveiro ligado. Entrei no quarto vazio e deitei-me na cama sozinho, algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto e depois adormeci.

Bella POV

'Eu vou esquecer tudo e sugiro que você faça o mesmo', as palavras de Edward ecoavam em minha cabeça, fazendo meu peito se apertar e o ar faltar. Depois de muitas horas pensando, decidi que nós dois merecíamos uma chance e quando ele falou tudo aquilo minha vontade era gritar que ele é quem estava sendo idiota naquele momento.

Mas qual direito eu tinha de fazer isso? Ele não era obrigado a ficar comigo e eu nem queria se fosse desta maneira eu queria que nós tentássemos, começando tudo de novo. Sem mágoas nem ressentimentos, todo o passado tinha que ficar para trás e eu faria isso se necessário.

A água do chuveiro caia sobre meus ombros, relaxando todos os músculos do meu corpo. Mas as lágrimas, agora misturadas com a água quente, ainda rolavam pelo meu rosto. Eu estava despedaçada, uma desilusão que tomou conta antes mesmo da ilusão de alguma coisa melhor.

Um misto de sentimentos tomava conta de mim. Raiva, amor, rejeição... tudo junto. Minha cabeça doía demais, desliguei o chuveiro e me troquei colocando meu moletom de dormir. Entrei no quarto e Edward já dormia profundamente, aquele rosto perfeito tão inofensivo enquanto dorme.

Deitei-me ao seu lado e abracei meu joelho, ficando encolhida na cama. E naquele momento eu prometi a mim mesma, esquecer que tudo aquilo tinha acontecido, exatamente como ele sugeriu.

Será como se isso nunca tivesse acontecido.

Foi a última coisa que eu pensei antes de adormecer.


*suspira*

Isso é tão triste, não gosto de ver os dois brigados!

Mas logo logo as coisas se resolverão, não me mateeem!

Ah, e comentem, por favor! *cilios*