Ai, gente fico tão feliz com as reviews de vocês!^^
Então, aí está mais um capítulo!
Eu sei que demorei bastante pra att aqui, mas estava complicado!
Espero que vocês gostem da surpresa...
;)
Capítulo VII: Unexpected Surprises and Happiness.
(N/A: Passagem de tempo)
Edward POV
Família reunida para a ceia de Ação de Graças.
Não poderia ser pior.
Esme como toda boa mãe americana, quis que todos os filhos se reunissem hoje para comermos peru assado e mais um monte de comidas estranhas.
Esme e Carlisle saíram cedo para as compras que como bons americanos, deixaram para comprar tudo de última hora. Jasper, Emmett e eu estávamos na sala conversando animadamente quando Bella, Rosalie e Alice desceram como furacões as escadas e passaram por nós muito rápido.
- Já voltamos. – Bella gritou, saindo.
- Quem está parindo? – Emmett gargalhou da própria piada.
- Depois elas querem que nós a entendamos. – Jasper resmungou.
- Onde será que elas foram? – perguntei, curioso.
Aquilo tudo era muito estranho o que deixou aquelas três tão eufóricas desse jeito?
Eu teria que descobrir.
Bella POV
Esme queria todos presentes no almoço do dia de Ação de Graças, então, eu e Edward viemos bem cedo para cá. Estava no ateliê de Alice enquanto ela terminava de ajustar um novo vestido em Rosalie.
- Rose, você está um pouco cheia demais, não acha? – Alice e suas perguntas vergonhosas.
- Está dando para reparar? – Rose já ficou nervosa.
- Nem é tanto assim, Rose. – falei, tentando acalmá-la.
- Eu acho que estou grávida. – Rose disse muito rápido.
- OMG, - Alice gritou – você já fez algum teste?
- Ainda não tive coragem. – Rosalie murmurou.
- Vamos agora. – Alice mandou, puxando nos duas para a saída.
Descemos a escada tão rápido que eu não sei como uma de nós não despencou lá de cima. Passamos pela sala onde Emmett, Jasper e Edward conversavam animadamente. Todos olharam para nós três que descemos as escadas furiosamente e atravessamos a porta como furacões.
- Já voltamos. – foi a única coisa que consegui dizer.
Entramos no Porshe amarelo de Alice que saiu da garagem cantando pneus, parecia até que estávamos indo tirar a mãe da zona. Alice estava andando bastante acima do permitido, sorte nossa que as ruas estavam pouco movimentas, ou então, já teríamos batido em algum carro.
Alice parou na primeira farmácia que vimos, desceu rapidamente e nos puxou para dentro. Olhou as prateleiras a fim de achar o teste. Quando, finalmente, achamos o maldito teste Alice respirou fundo parecia até um caso de vida ou morte, fiquei com medo.
Alice abaixou e pegou um teste e ia se dirigindo ao caixa.
- Pega logo uns cinco testes, Allie. – murmurei, fazendo ela voltar e pegar mais algumas caixinhas.
Chegamos ao caixa e o cara nos olhava com um sorriso bobo no rosto.
- Qual das princesas está grávida? – perguntou, sorrindo.
- Faça apenas seu trabalho. – Alice sibilou, jogando os testes no balcão.
Pelo menos o cara ficou quieto e não mexeu com nenhuma de nós outra vez. Alice passou o cartão, pegou a sacola e saímos da farmácia. Entramos na mansão e os três continuavam na sala conversando, Edward foi o único que olhou para nós, ou melhor, olhou para a sacola na mão de Alice, quase pude escutar a ficha caindo quando ele ligou os pontos.
Ele levantou uma das sobrancelhas para mim, desconfiado e nos olhou subindo as escadas. Alice entrou no quarto e trancou a porta. Rosalie abria com cuidado os testes parecia até que ela estava com medo.
- É melhor fazer logo, Rose. – murmurei, encorajando-a.
Ela confirmou com a cabeça, pegou os testes e foi para o banheiro. Sentei na cama de Alice e comecei a roer minha unha, estava nervosa. Rose então devia estar uma pilha de nervos eu não fazia idéia do que eu faria no lugar dela, com certeza, Edward não gostaria nada de um filho agora.
Alguns minutos depois, Rose saiu do banheiro com os testes nas mãos e sentou-se na cama ao meu lado. Pela sua expressão eu podia ver que ela estava aterrorizada. Ficamos em silêncio, palavras não eram necessárias naquele momento.
Só tínhamos que esperar.
Edward POV
Estávamos conversando na sala, mas eu fui o único que percebi as três entrando meio atordoadas. Bella olhava para mim, mas a primeira coisa que entrou em foco foi a sacola da farmácia que Alice estava segurando.
Eu sabia que tinha alguma coisa errada, o modo como eles saíram daqui loucas, quase matando alguém só podia ter um fundamento e depois que aquela sacola – muito suspeita – da farmácia me chamou atenção tudo fez sentindo.
Uma delas estava grávida.
Eu só precisava descobrir qual delas estava.
- Vocês viram? – perguntei, levantando.
- O que? – Emmett e Jasper disseram juntos.
- Aquela sacola da farmácia. – murmurei – É muito obvio, não é? – confabulei mais comigo mesmo do que com os dois que não entendiam nada – Elas saíram daqui como furacões e vocês viram a cara da Alice? – perguntei, e eles estavam me olhando como seu eu fosse uma coisa de outro mundo – Vocês viram a sacola da farmácia?
Ficamos no silencio até que o rosto de Jasper ficou pálido, até que enfim alguém se ligou no que eu quis dizer. Ele abriu a boca para falar algo, mas fechou-a novamente.
- V-você a-acha q-que uma d-delas es-tá g-grávida? – gaguejou, pálido.
- Exatamente. – resmunguei, levantando e fui subir a escada – Só tem um jeito de descobrir. – sugeri, sorrindo – Quem vem? – perguntei.
- Eu vou. – Jasper se levantou imediatamente e veio atrás de mim.
- Vocês estão neuróticos. – Emmett resmungou, levantando e vindo atrás de nós – Deve ser só mais um creme que promete juventude eterna. – falou, gargalhando alto.
- E se for a sua ursinha, hein, Emmett? – Jasper murmurou, provocando.
- Rose toma anticoncepcional e se realmente uma delas estiver mesmo grávida, - Emmett disse, com um tom de seriedade – só pode ser a Bella.
Não respondi, não sabia o que responder. Apenas segui até a porta do quarto de Alice.
Mas no fundo era isso que eu temia, Bella grávida... de outro homem. Como nós lidaríamos com isso? Como eu lidaria com isso? O filho não era meu, mas eu teria que criá-lo como se fosse... parei o pensamento, não podia continuar com essa loucura.
Bella não faria isso comigo, ela não podia.
Paramos em frente a porta do quarto de Alice e eu fiz um sinal para que eles permanecessem em silêncio. Encostei a orelha na porta para tentar escutar algo, mas nem precisei me esforçar muito, elas estavam falando um pouco alto lá dentro.
- E agora? – escutei a voz de Bella.
- É só esperar. – Rosalie disse, sua voz estava apreensiva.
- Estou nervosa. – Alice disse e eu percebi que Jasper estava pálido.
O silêncio sepulcral durou durante alguns minutos e eu já sentia minhas mãos suando. Jasper permanecia mais pálido que o normal enquanto Emmett estava encostado na parede com os olhos fechados, tranqüilo. Como se aquilo não tivesse a ver com ele.
- E então? – Alice disse, ansiosa.
- Não sei, olha aqui. – Bella falou.
- Positivo. – Alice murmurou – Eu vou ser tia. – gritou e provavelmente ela devia estar pulando de felicidade.
- Ufa. - Jasper voltou a respirar quando Alice gritou. – Menos mal. – murmurou.
- Como assim 'menos mal'? – Emmett quase gritou e dei um tapa na nuca dele – Você já se aproveitou da inocência da minha irmãzinha? – Emmett sibilava, raivoso e agora ele segurava Jasper pela gola da camisa.
- Emmett, solta ele agora. – mandei, nervoso – Emmett, eu mandei soltá-lo. – resmunguei e Jasper saiu de perto de Emmett.
- Edward, ele está transando com nossa irmã e você não vai me deixar dar uma surra nele? – Emmett perguntou, ainda nervoso.
- Emmett, - falei, tentando manter a voz baixa – Alice já está bem grandinha e você já transava com Rosalie desde a primeira semana de namoro. – sibilei.
- Tudo bem, dessa vez passa. – Emmett disse, ameaçador.
- Silêncio. – murmurei, tentando escutar algo, mas elas estavam em silêncio.
- Rose, não chore querida. – Alice disse.
- Ele vai aceitar isso numa boa, você vai ver. – Bella disse.
Olhei para Emmett que ficou paralisado, eu não fui o único ali que tinha percebido quem era o novo papai. Não sabia o que esperar de Emmett, ele ficaria com raiva? Feliz? Eu realmente não sabia.
Ele continuava paralisado e olhando para mim, abriu a boca para falar alguma coisa, mas acabou fechando-a novamente. A única coisa que ele fez foi sorrir, um sorriso tão sincero que eu queria que Rose o visse nesse momento.
- Parabéns, papai. – murmurei.
- Parabéns, ursão. – Jasper provocou e Emmett revirou os olhos.
- Acho melhor você falar com Rose. – sugeri.
- C-claro. – ele disse meio atordoado, mas ainda sorridente.
Ele entrou sem nem bater, apenas abriu a porta e as três tomaram um susto enorme ao nos ver ali. Alice e Bella levantaram rapidamente e deixaram Emmett sentar na cama ao lado de Rosalie que estava esparramada na cama.
- Ursinha... – Emmett sussurrou, levantando o rosto de Rose que estava com algumas lágrimas – Tudo bem, vem aqui. – murmurou, abraçando ela que sentou em seu colo.
- Desculpe, Emm. – Rosalie sussurrou – Não foi nada planej...
- Rose, - Emmett a interrompeu – Tudo bem, minha linda. – murmurou, pacificamente – Eu estou feliz, é sério. – disse sorridente.
- Sério? – Rosalie murmurou, boquiaberta.
- Sim. – Emmett sibilou, exibindo um sorriso de orelha a orelha – Um herdeiro vai ser maravilhoso. – disse, passando a mão na barriga que era pouco perceptível.
- Eu te amo. – Rosalie murmurou, seus olhos cheios de lágrimas.
- Eu também amo vocês. – Emmett murmurou, seus olhos também estavam marejados.
Olhei para Bella que agora estava do meu lado, algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ela olhava a cena, emocionada como todos nós. Odiava vê-la chorando, mesmo que por um motivo feliz. Abracei-a e tomou um susto, virando rapidamente para olhar meu rosto e corou profundamente.
- Acho que eles precisam de um tempo sozinhos. – Alice disse, indo fechar porta do quarto.
Lá dentro Emmett e Rosalie trocavam olhares apaixonados e sorrisos sinceros. Eles se completavam perfeitamente, uma criança na vida dos dois seria a melhor coisa possível.
Descemos para a sala, Bella sentou-se no sofá e eu sentei ao lado dela e meu braço ainda permanecia ao seu redor. Alice e Jasper sentaram no outro sofá, em frente ao nosso.
- Que lindos. – Alice murmurou, admirada.
- Ele foi tão compreensível. – Bella sibilou.
- Nunca pensei que Emmett fosse ter esse tipo de reação. – Alice murmurou, sorridente – Foi tão lindo da parte dele, espere só até Esme e Carlisle souberem disso. – falou, animada.
Ficamos ali durante uma meia hora conversando animadamente, Bella nem parecia se incomodar com meu braço rodeando sua cintura a puxando-o de encontro a mim. Toda vez que eu estava perto dessa mulher minhas mãos queriam tocar a pele macia dela, eu precisava de algum contato o mínimo que fosse.
Desde aquela briga na festa nós nunca mais tocamos no assunto. No outro dia nós agimos como eu recomendei, 'Como se isso nunca tivesse acontecido', e isso me matava aos poucos. Principalmente quando ficava muito próximo dela.
Era o meu inferno particular.
Alice era a única que estava a par da situação, por isso olhava para mim com um sorriso bobo no rosto, olhando para meu braço ao redor de Bella. Alice até tentou conversar comigo sobre o incidente, mas eu me recusei a falar, como sempre.
Mas nosso estranho caso de amor não estava nada bem como parecia, Bella só se afastava mais a cada dia que passava e eu fazia o mesmo, muitas vezes cheguei a não dormir em casa. Ficava na casa de alguma mulher que eu conhecia nos inúmeros pubs que freqüentava.
E tinha nojo de mim mesmo por fazer esse tipo de coisa, mas velhos hábitos nunca morrem, já dizia o velho ditado. Então, a única coisa que poderia fazer é seguir em frente com toda essa loucura e esquecer tudo mesmo.
Bella POV
Estávamos na sala, esperando Esme e Carlisle chegarem com o almoço, já que Esme decidiu comprar tudo pronto ao invés de ir para a cozinha colocar a mão na massa.
Edward e Alice mantinham uma conversa enquanto eu estava quieta, apenas aproveitando o calor do corpo de Edward que estava me deixando louca, simplesmente acabando com todas as a distancia que se colocou entre nós nesses últimos meses.
Enquanto todos achavam que nosso casamento ia de vento em popa, estávamos tão destruídos quanto o Titanic. Nossas conversas diárias não passavam de conversas normais, como 'bom dia' e coisas assim, mas nunca nada que nos fizesse ficar conversando por mais de cinco minutos.
Edward tinha vezes que passava a noite fora de casa, aquilo me deixava louca de ciúmes. Esse jeito tão galinha dele, que apenas usa as pessoas e depois as descarta como lixo me machucava demais, principalmente depois que descobri que estava apaixonada por esse irresponsável que não valia nada.
Alice, por diversas vezes, me aconselhou a falar com ele, mas eu simplesmente não conseguia. Eu era muito covarde para fazer isso ainda mais com 99,9% de chance de tomar um pé na bunda e eu não conseguiria passar por tudo isso... de novo.
Eu estava amando esse babaca incondicional e irrevogavelmente.
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Esme e Carlisle chegaram depois de uma hora, cheios de sacolas, conhecendo minha sogra provavelmente ela trouxera comida para um batalhão. Alice decidiu contar a novidade durante o almoço, fazendo uma surpresa para Esme que adoraria ser vovó. Ela seria uma vovó bem coruja, aliás, todos nós ficaríamos em cima do bebê o dia todo, iríamos mimá-lo como nenhum outro bebê já fora.
Seria a primeiro bebê da terceira geração da família Cullen e seria muito bem vindo na família.
- Vamos almoçar, meus bebês. – Esme disse, abraçando Edward.
- Mãe... – Edward resmungou – Não sou mais bebê.
- Você sempre será o bebê da mamãe, até quando estiver com 50 anos, ainda te chamarei de bebê. – Esme falou, alegremente.
- Edzinho da mamãe. – Alice provocou e Edward mostrou a língua para ela.
Os dois mais pareciam duas crianças do que dois adultos.
- E aí, família? – Emmett gritou, descendo as escadas com Rosalie ao seu lado – Mãe, tá constrangendo o Edzinho na frente da família de novo? – gargalhou sonoramente e todos riram juntos.
- Acho que ninguém quer comer. – Carlisle disse, aparecendo na sala.
- Pai, estamos num momento memorável, a mãe está chamando o Ed de bebê. – Alice falou e todos caíram na gargalhada novamente.
- Parem de atormentar seu irmão. – Esme disse – Vamos almoçar.
Fomos todos para a copa, onde a mesa estava posta lindamente do que jeito que somente Esme faria, tudo com muito amor e carinho. Carlisle sentou-se na ponta da mesa, onde ele sempre costumava se sentar, Esme ao lado direito dele, seguida de Emmett e Rosalie, do outro lado estávamos Edward, eu, Alice e Jasper.
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- Mãe, me passa a salada. – Alice praticamente gritou, naquele momento todos falavam ao mesmo tempo.
Todos querendo falar, ninguém querendo escutar.
- Depois você me xinga, dizendo que eu não gosto de participar das reuniões em família, mas olha, ou melhor, escute toda essa falação. – Edward resmungou ao meu lado.
- Ah, bebê. – falei rindo e passando a mão no rosto dele, um gesto bem carinhoso.
- Que lindo, os pombinhos no maior love. – Emmett disse, depois todo mundo caiu na gargalhada e eu devia estar mais vermelha que tomate.
- Mal posso esperar por um netinho. – Esme murmurou, esperançosa – Quem vai me dar o meu primeiro neto? – falou, olhando para todos.
- Isso é uma aposta?– Edward perguntou.
- Meu quarto está mais perto. – Alice murmurou, competitiva e todo mundo caiu na gargalhada de novo, menos Emmett que olhava Jasper com ódio.
- Nós podemos usar o banheiro, amor. – Edward disse e que queria me esconder.
- Edward! – disse batendo em seu braço.
- Mas o Emmett já saiu na frente, então. – Alice sibilou.
- Como assim? – Carlisle e Esme disseram juntos.
- Alice não para contar agora. – Emmett suspirou – Rose está grávida.
- Que noticia boa. – Esme disse, animada. Ela lembrava muito Alice quando estava eufórica – Eu não acredito que vocês iam esconder isso da sua querida mãe. – murmurou, fingindo que estava brava.
- Que isso mãe, - Emmett disse sem jeito – nós só iríamos esperar a hora certa.
- Mas isso não importa agora. – Esme falou – Oh, minha querida Rose, uma criança é uma benção na vida de um casal. – murmurou, sonhadora – Ainda me lembro muito bem de quando fiquei grávida de Emmett, fiquei tão assustada e até pensei que Carlisle fosse me abandonar quando soubesse, mas ele foi o mais compassível que pode. – disse, Carlisle deu um beijo em sua mão e sorria calidamente para ela.
- Eu nunca faria isso. – Carlisle se pronunciou – Apesar de seu pai querer me dar um tiro de espingarda. – falou, sorrindo – Eu ainda me lembro dele nos obrigando a casar não que isso fosse uma obrigação para mim. – Carlisle olhava para Esme com devoção.
- Você é um anjo. – Esme murmurou.
- Olha que lindo, Jazz. – Alice murmurou – Quero que você me ame assim até ficarmos dois velhos caducos, mesmo que você nem lembre meu nome. – Alice disse e Jasper riu.
- Claro, fadinha. – responder Jasper.
- O amor está no ar. – Edward murmurou ao meu lado e eu gargalhei.
O almoço seguiu entre gargalhadas e piadinhas sem graça do Emmett, como sempre só ele ria da piada, mas sua gargalhada era contagiante e impossível de não ser retribuída.
- Então Rose, qual será o nome do pimpolho? – Edward perguntou.
- Nós não conversamos ainda sobre isso. – Emmett disse – Mas poderíamos colocar Edward Anthony Cullen Sobrinho, o que você acha, Eddie? – gargalhou alto.
- Muito engraçado, Emmett. – Edward murmurou, irônico.
- Eu acho Vanessa bonito. – Rose murmurou – Se for uma menina eu acho que cairia bem.
- Eu gostei ursinha. – Emmett falou.
- Adorei, Rose. – Alice disse saltitante – Vai ser uma menina, com certeza. – falou, séria.
Às vezes, Alice me dava medo.
- Bela escolha, Rose. – Carlisle disse – Sabe o que significa? – perguntou e Rose balançou a cabeça negativamente – Aquela que vem da borboleta. – explicou.
- Gostei. – Alice falou, pulando na cadeira – Mal posso esperar para montar o enxoval cor-de-rosa dela. – empolgou-se – Imagina o quarto dela como será, um berço rosa com rosas detalhadamente desenhadas...
- Alice, chega meu bem. – Jasper murmurou, rindo e abraçando-a quando esta fez uma careta.
- Vocês não me deixam usar meus dons em prol dos outros. – discursou, emburrada.
- Alice, depois nós discutiremos isso, tudo bem? – Rose disse, tentando animá-la.
- Tá né? – respondeu de mau humor.
Todos riram do mau humor exacerbado de Alice e continuamos ali conversando alegremente como uma verdadeira família deveria ser.
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Chegamos em casa e já era um pouco tarde.
Edward foi para o chuveiro e eu decidi ligar para o meu pai, fazia tempo que eu não falava com ele e com certeza ele gostaria que eu lembrasse dele hoje, já que sempre almoçávamos juntos no dia de Ação de graças.
Peguei o telefone e disquei o número dele, demorou alguns toques para alguém atender.
- Alô. – uma voz masculina – que não era de Charlie - disse do outro lado da linha e eu podia ouvir gargalhadas ao fundo – Quem fala? – perguntou.
- Ah, oi é a Bella, filha do Charlie. – respondi meio depressa – Meu pai está?
- Bella, que surpresa você ter ligado. – o dono voz disse como se me conhecesse há muito tempo – Aqui é o Jacob, lembra de mim. – falou, a voz parecia bem alegre.
- Jake! – quase gritei – Quanto tempo, garoto. – provoquei.
- Já não sou tão garoto, Bella, tenho 18 anos agora. – falou, sério – Aposto que se você estivesse aqui estaríamos nos divertindo. – insinuou.
- Jake, sou uma mulher casada, se comporte. – fingi uma voz brava e isso só o fez gargalhar ainda mais alto – Tá, para de graça, qualquer dia desses eu apareço aí para ver se você realmente deixou de ser aquele garoto magricelo. – brinquei.
- Estou morando em Nova York agora, faço faculdade lá. – falou, orgulhoso de si mesmo – Só estou aqui por causa de Billy que insistiu muito para que eu viesse passar o feriado com ele, mas agora eu sou um homem muito responsável, ok? – Jacob disse, sua voz num tom brincalhão que somente nós dois usávamos.
- Tudo bem , senhor responsável, quando eu for eu aviso. – informei – E meu pai onde está? E toda essa gritaria aí? O que está acontecendo? – perguntei repetidamente.
- Ah, estão todos aqui.
- Todos quem? – perguntei, curiosa.
- A curiosidade matou o gato sabia, Bells? – brincou – Estão aqui, Billy, Charlie, Sue, Leah, Seth, Embry, Paul, Emily, Sam... – parou – Já nem sei mais quem está aqui, mas em resumo são todos esses aí que eu falei. – murmurou, rindo e eu não pude deixar de acompanhá-lo.
- Quanta gente. – murmurei, abismada – Espero que a cozinha ainda esteja em pé. – brinquei.
- Nós só jogamos algumas coisas pela janela. – provocou – E também sua antiga cama deve estar jogada no quintal, ao lado da picape que você trocou por – provavelmente – um carro esporte. – murmurou, brincalhão.
- Espero que pelo menos a picape esteja inteira. – murmurei – E eu amava meu carro, seu chato. – resmunguei – Meu pai pode falar?
- Vou chamá-lo, tchau Bells. – falou – Eu te amo.
- Tchau Jake, também te amo lobinho. – brinquei com seu apelido de infância.
- Boba, vou chamar o Charlie. – resmungou e depois eu só podia ouvir o falatório do outro lado da linha.
Fiquei ali esperando, brincando com meu cabelo. Percebi que Edward estava parado na porta da sala com sua calça moletom velho de dormir. Aquilo era uma surpresa para mim, havia semanas que Edward saía pela noite e muitas vezes só voltava no outro dia pela manhã e nas outras vezes eu o via chegando de madrugada, mas ele sempre mantinha uma distância segura de mim.
Ele atravessou a sala e sentou no sofá, pegando o controle da TV, depois ele colocou uma almofada em meu colo e deitou a cabeça ali.
- Você é muito folgado, sabia? – murmurei.
- Por isso que você casou comigo. – informou.
- Com cert...
- Bella? – meu pai disse do outro lado da linha.
- Oi pai, tudo bem? – perguntei, enquanto olhava Edward passar os canais rapidamente até que parou no canal de esportes, revirei os olhos e continuei falando com Charlie.
- Tudo bem querida, queria que estivesse aqui conosco. – falou, tristonho – Estão todos aqui, Sue fez um almoço maravilhoso. – disse, admirado.
É meu pai estava realmente apaixonado.
- Eu prometo que irei visitá-lo um dia, pai. – murmurei – Mas eu estava muito atarefada com as coisas da faculdade, não pude mesmo ir. – me desculpei.
- Tudo bem, filha. – disse, acolhedor – Eu sei que está tudo muito corrido, mas eu quero que venha para o meu casamento. – falou, feliz.
- OMG, você finalmente pediu a Sue em casamento? – quase gritei e Edward levou um susto.
- Sim, acho que agora não tem mais volta. – riu.
- Estou tão feliz por vocês. – falei, animada – Quando vai ser? Eu faço questão de estar presente. – murmurei, contente.
Ficamos ali conversando por um bom tempo e só me dei conta que eu acariciava os fios cor de bronze de Edward quando desliguei o telefone. E Edward dormia pacificamente enquanto eu falava ao telefone.
- Edward... – chamei cutucando-o – Vamos para a cama. – eu disse e ele acordou meio tonto.
- Aham. – resmungou levantando.
- Vamos, dorminhoco. – murmurei, rindo e passando um braço em volta de sua cintura.
Ele praticamente despencou na cama quando chegamos no quarto, apenas o vi se aconchegando debaixo das cobertas. Fui colocar meu pijama, antes que eu dormisse em pé ali, estava morta de cansaço, o dia fora muito longo.
Deitei ao lado de Edward na cama, que estava já de olhos fechados e sua respiração lenta. Puxei a coberta e entrei debaixo, meus pés estavam gelados. Aconcheguei-me na cama e tomei um susto quando Edward passou o braço por minha cintura me puxando para perto dele.
- Seu pé está gelado. – ele riu no meu pescoço.
- Está mesmo. – murmurei, rindo junto com ele.
- Eu vou te esquentar. – sibilou, brincalhão.
Apenas me puxou para mais perto e passou uma de suas pernas por cima das minhas, estávamos enroscados, literalmente. Seu rosto estava apoiado na curva do meu pescoço e sua respiração balançava meu cabelo.
Estava de costas para ele, que brincava com a minha mão. Aquele contato todo que surgiu, de uma hora para outra, sem nenhum aviso prévio de todo esse lado carinhoso de Edward e esse humor instável dele.
Eu realmente não sabia se ele fazia isso por que gostava de mim ou se fazia quando isso lhe convinha. Aquilo me deixava ainda mais confusa, eu queria tanto esse tipo de contato físico com ele, seus dedos acariciando minha mão nesse momento era um gesto tão inocente, mas era exatamente o que eu precisa, carinho.
Fiquei ali, aproveitando o momento e entrelacei a outra mão que estava livre na mão dele.
Edward POV
Meu corpo estava colado com cada parte do corpo de Bella, estávamos aquecendo um ao outro e eu estava adorando aquela situação apesar de ser completamente errado. Meu corpo mandava mais em mim do que minha mente.
Eu queria o contato físico, mesmo que fosse algo tão simples e inocente como mãos entrelaçadas como se fossemos dois jovens no inicio do namoro. Ela parecia que também estava gostando daquilo já fez questão de entrelaçar nossas mãos.
Escutei um bocejo dela, sinal que estava com sono então comecei a cantar a canção de ninar dela. Olhei para ela que parara de brincar com minha mão, dormiu. Puxei-a para mais perto de mim e adormeci como já há algum tempo não fazia, dormi profundamente ao lado da minha Bella.
Owwn *suspiro*
Que lindo esses dois, hehe
Então, surpresa para o Ursão... um ursinho está para chegar!
Por favor, comentem!
