Genteee, obrigada pelos reviews, fico muito feliz quando vocês dizem que estão gostando!
Nem demorei muito pra atualizar aqui, agora eu vou adotar um novo sistema, hehe... no fim do capítulo vocês saberão mais!
Espero que vocês gostem do capítulo!
Capítulo VIII: Merry Christmas
Bella POV
Acordei com o som do despertador que ecoava pelo quarto. Tentei me virar, mas percebi que um braço enlaçava minha cintura, Edward.
Ele chegara tarde ontem, em torno de 3:30 AM, entrou no quarto tomou um banho e depois veio deitar. Ele deveria estar em alguma festa, com alguma vagabunda, só para variar.
Levantei e fui tomar um banho, resolvi deixá-lo dormir um pouco mais, afinal ainda eram 7 da manhã.
Quando saí do banho, enquanto me trocava ele se remexeu na cama e olhou para mim.
- Estou sonhando? – ele disse rindo.
- Deixa de ser bobo! – eu ri junto com ele – Vamos às compras de natal hoje, trate de levantar.
- Ah, não. – ele disse cobrindo a cabeça com o cobertor
- Ah, sim, você me prometeu – eu disse manhosa.
- Não me olha desse jeito, Bella – ele revirou os olhos, enquanto eu fazia cara de pidona.
Ele voltou para debaixo das cobertas e o quarto ficou no silencio, terminei de me vestir e fui até a cama, me sentei na beira e aos poucos fui puxando o cobertor dele.
- Ed, acorda. – eu disse assoprando a orelha dele.
- Não. – o som saiu abafado porque ele estava com a cabeça voltada para o travesseiro.
- Você prometeu. – eu tentei ser mais manhosa o possível e isso só o fez rir ainda mais.
- Bella, você pode muito bem ir sozinha. – ele resmungou. - Chame Alice, ela vai adorar ir com você.
- Ah, - eu gemi de frustração – seu chato. – peguei minhas coisas, e sai.
Desci as escadas tão depressa que por um milagre não caí, deve ser o espírito natalino.
O dia em Londres estava frio, o inverno rigoroso, a neve caia, conferindo a paisagem um espírito natalino. Havia crianças brincando na neve, fazendo bonecos e brincando de atacar neve uns nos outros.
As casas da vizinhança estavam todas decoradas de acordo com as festas de fim de ano. Luzes, pinheiros decorados, renas, papai Noel e etc.
A minha não estava diferente, todo o exterior da casa estava rodeado por pisca-piscas. Coloquei a pedido de Alice, e quem ajudou foi Emmett, Edward nunca ajudava em nada, cretino.
Entrei na garagem e resolvi pegar o Volvo, já que o chato vai ficar dormindo mesmo. O carro estava impregnado por um perfume vagabundo, com certeza, alguma vadia que ele levou para algum lugar. Que nojo.
- Ninguém merece. – eu sibilei para mim mesma.
Quando dei a ré no carro, olhei no pára-brisa e vi alguém, freei bruscamente, e parei quase em cima da pessoa. Saí do carro, preocupada em ter matado alguém.
Tomei um susto quando vi Edward, sorrindo torto para mim. Encostado na traseira do carro.
- Tudo isso é raiva de mim? – ele debochou.
- Se soubesse que era você, teria passado por cima. – eu disse irônica.
- Que ótimo. Eu também te amo. - sorriu e passou por mim.
Ele foi entrando no carro, sentou no banco do motorista.
- Onde pensa que vai?
- Eu vou com você à cidade, vamos fazer compras. Certo? – ele disse já ligando o carro.
- Idiota. – eu disse entrando no carro.
- Você acha que eu vou deixar minha esposa, sozinha andando por essa cidade? – ele provocou.
- Devia deixar, quem sabe, eu não arrumava outro e saía da sua vida? – murmurei exasperada.
- Bella... – ele sibilou, seu maxilar cerrado, ele ficou nervoso.
Chegamos no centro da cidade, tomei um susto quando vi tantas pessoas, andando, cheias de sacolas. Aquilo parecia mais um formigueiro de tanta gente. Soltei um grunhido.
- Você quem insistiu, agora vamos. – Edward disse me puxando pela mão, levando-me para o meio da multidão.
- Engraçadinho. – eu resmunguei, e entramos em uma loja.
Passamos a manhã toda fazendo compras e minha mais nova descoberta: comprar compulsivamente é problema de família, mais especificamente da família Cullen.
Edward comprara tanta coisa que quase não coube no carro. Sorte que ele que carregou todas aquelas sacolas.
Fomos até o carro para colocar as compras lá, para irmos almoçar.
- Depois você fala da Alice, - eu disse rindo – olha quanta coisa, quase que eu fico pra fora do carro. – ele riu.
- Você é pequena dava pra colocar até no porta malas. – ele disse e eu bufei. – E eu não comprei quase nada.
- Sei. – revirei os olhos.
- Vamos almoçar, estou faminto. – ele resmungou e me puxou pelas ruas lotadas.
Encontramos um bom restaurante, estava bem cheio, mas com algum suborno de Edward eles conseguiram uma mesa depressa para nós.
- Que bom que eles encontraram uma mesa depressa para nós. – disse, desconfiada.
- O que? Eu não tenho nada a ver com isso! – ele levantou as mãos no ar em sinal de defesa.
- Sei, além de tudo é mentiroso. – murmurei rindo.
- Você queria esperar uma hora na fila? – devolveu.
- Não. – e ele sorriu torto como quem diz "Então...".
- O que você quer comer? – perguntou olhando o cardápio.
- Lasanha. – eu disse rapidamente e ele riu.
- Eu vou te acompanhar então.
O garçom chegou todo sorridente.
- Em que posso ajudá-los? – ele perguntou a mim nem sequer olhou para Edward virou para olhar.
- Queremos lasanhas e coca, Edward? – falei e olhei para Edward e o garçom, muito bonito, diga-se de passagem, olhou pela primeira vez para Edward.
- Pode ser. – deu de ombros.
- Então, duas cocas. – eu sorri para o garçom, que riu de volta.
- Sim senhora, qualquer coisa é só me chamar. – o garçom falou e eu podia jurar que ele piscou para mim.
- Sim nós chamaremos. – Edward disse nervoso e colocou mão sobre a minha, que repousava sobre a mesa.
Acho que ele percebeu a aliança de Edward e logo saiu. Edward me fitava com... raiva?
- O que foi isso? – disse atônita.
- Ele estava flertando com você na minha frente e você estava retribuindo os sorrisos. – acusou ele.
- Eu estava só sendo simpática, Edward. – retruquei – Desculpe.
- Agora já fez mesmo. – bufou e fez bico.
Quando eu ia retrucar o garçom chegou sorridente trazendo nossos pedidos, Edward lançou um olhar mortal a ele, que logo se retirou. Continuamos em silencio até o fim.
Depois de pagar a conta seguimos até o carro, Edward estava com um humor péssimo.
- Você está sendo infantil. – sibilei, entrando no carro.
- Eu? Você acha que é legal, ver você flertando com outro homem enquanto eu finjo ser seu marido? – ele disse, irritado.
- Edward, me desculpe, você tem razão. – eu disse olhando a estrada.
- Só não deixe acontecer novamente. – resmungou.
Ele não disse mais nada. Quando estávamos quase chegando em casa, seu celular tocou.
- Atende para mim? – perguntou.
- Tem certeza? – eu disse, indecisa.
- Claro, a essa hora só pode ser Alice. – ele riu.
Peguei o celular que estava em seu bolso esquerdo da jaqueta, o que me fez debruçar sobre ele, nossos rostos ficando muito próximos. Seus olhos verdes, quase cinzas, me prendiam de uma forma inexplicável.
Ele sorriu, o meu sorriso torto, eu corei e voltei para meu banco.
- Alô?
- Bella? – Alice disse do outro lado da linha.
- Sim. Tudo bem Alice?
- Sim, cadê meu irmão? – ela disse desconfiada.
- Esta dirigindo, quer que eu ponha no viva voz?
- Por favor.
- Olá Alice. – Edward disse.
- Oi maninho, acordado a essa hora? – ela disse rindo.
- Bella me fez cair da cama hoje. – ele disse com segundas intenções. – O que você quer?
- Quero avisar, que Rosalie e Emmett estão vindo para a festa e que Esme já está aos berros com os empregados. – ela disse rindo.
- Quer que eu vá ajudar em algo? – ele perguntou.
- Não, só traga Bella e o meu presente à noite. – ela disse e eu ri. – Bella, mandei entregarem seu vestido de hoje à noite em sua casa.
- Obrigada, Alice. – eu disse.
- Edward vai babar quando te ver no vestido, cunhadinha. – ela disse rindo – Edward, vê se coloca a roupa que eu mandei, nada das suas roupas feias.
- Fiquei ofendido agora, sua chata. – Edward murmurou rindo.
- Preciso desligar, Esme está tendo um ataque na cozinha, até de noite. – e desligou.
- Alice é doida. – Edward disse estacionando o carro em frente de casa.
- Eu sei. – soltei uma risadinha.
- Vamos que a noite será longa hoje. – ele começou a tirar as compras do carro.
Passei a tarde embalando os presentes que Edward comparara. Ele comprara tantos que eu nem acredito que ele não queria sair pela manhã. Uma coisa me deixou um pouco aflita, ele não comprara um presente para mim, ou ele escondeu muito bem.
Fiquei um bom tempo pensando naquilo, será possível que ele esqueceu mesmo? Passei o tempo todo ao seu lado, mas não o vira comprar nada além do que estava em minha frente.
Bufei e fui até a cozinha, encontrei-o lá, comendo alguma coisa, que eu não consegui identificar, abri a geladeira e peguei uma coca.
- Oi, para você também. – ele sorriu.
Batia porta da geladeira, e sai bufando para o quarto, fui me arrumar para a festa.
Edward POV
Bella estava bipolar hoje, ou era TPM, vai saber.
Desde cedo estava soltando faíscas, nem o espírito natalino deixava essa mulher de bom humor.
Ela veio até aqui, quando falei com ela saiu bufando e pisando duro. Trancou-se no banheiro, maluca.
Meu celular começou a tocar. Olhei no visor era Tânia.
- O que você quer Tânia? – atendi o celular.
- Ai, gatinho não fala assim comigo. – ela disse manhosa.
- Fala logo Tânia. – eu disse olhando para a porta do quarto, certificando que Bella não estava ouvindo a conversa.
- Podemos nos encontrar hoje, na casa dos seus pais, durante a festa?
- Você vai? – sibilei.
- Claro, seus pais adoram minha família. E então?
- Não posso, Bella estará comigo.
- Deixa que nela eu dou um jeito. – ela riu maliciosamente.
- Não faça nenhuma besteira, hoje não vou te encontrar. – e desliguei.
Escutei Bella sair do banheiro, e fui tomar banho, daqui a pouco Alice ligaria desesperada atrás de nós. Passei por Bella que não disse nada.
Bella POV
Sai do banheiro e Edward entrou, quando passou por mim não disse nada, eu ainda estava pensando.
Coloquei o vestido que Alice mandara, realmente ficara muito bom, era verde, acabava nos joelhos e ressaltava minhas curvas, Alice tinha um ótimo gosto.
Quando estava terminando de me arrumar, Edward saiu do banheiro enrolado na toalha, seu cabelo pingava, os pingos d'água escorriam por seu peito definido, aquilo quase me fez babar.
Ele viu que eu estava olhando pra ele, pelo espelho e sorriu daquele jeito que me deixava louca.
- Está me olhando, Bella? – ele riu e eu corei violentamente.
Não respondi apenas terminei de me arrumar, observando cada movimento de Edward. Ele vestiu um terno, mas ele nem colocou gravata, deixou a camisa com os primeiros botões abertos, o que o deixava sexy.
Eu disse sexy? Estava muito sexy.
Quando eu levantei e caminhei para a porta, percebi que ele me observava.
- Está me olhando, Edward? – usei o mesmo tom que ele usara há pouco.
- Claro, você está maravilhosa nesse vestido. – ele disse me olhando dos pés a cabeça enquanto eu corava violentamente.
- Vamos? – eu perguntei, querendo que ele parasse de me comer com os olhos.
- Sim. – ele pegou minha mão, antes de me dar uma ultima olhada.
Colocamos tudo no carro e seguimos para a mansão dos Cullen.
A mansão estava mais enfeitada que a cidade inteira. Alice como sempre exagerada nas decorações. Em cada janela da mansão havia uma fileira de pisca-piscas que era visto de longe, logo na porta havia em guirlanda super chamativa. Havia um presépio lindo no jardim. Também haviam algumas renas espalhadas pelo exterior. Tudo muito... Alice.
Quando entramos na casa estava pior, um pinheiro enorme preenchia um bom espaço da sala, que era bem grande. Luzes piscando para todos os lados.
- Oh... – disse quando terminei de avaliar o local.
- Tinha que ser Alice mesmo! – exclamou Edward.
- Ah, vocês estão aí... – Alice disse vindo em nossa direção – Eu disse que você ia ficar um arraso nesse vestido. E seu marido o que achou? – ela disse e piscou para mim.
- O marido dela gostou muito do vestido. – Edward sibilou ironicamente – Quase que eu não a deixo sair quando vi minha esposa sexy desse jeito. - Edward disse e eu corei violentamente.
- Edward... – dei um tapa em seu ombro.
- Deixa de palhaçada Eddie. – Alice fizera questão de enfatizar a última palavra – Vá ver Esme, ela está surtando. – e saiu.
- Vamos lá. – puxei-o pela mão.
- Fazer o que... – lamentou e me seguiu.
Rodeamos em quase toda a casa até achar Esme, brigando com uma das empregadas.
- ... faça como eu mandei, agora vá. – ela murmurava para a empregada.
- Olá mãe. – Edward disse quando ela nos viu.
- Oi Esme. – eu sorri timidamente.
- Olá meus queridos. – ela nos abraçou – Que bom que vocês vieram. Você está linda, querida. – ela me olhou de cima a baixo e eu corei.
- Minha esposa está realmente linda não, Esme? – Edward disse me abraçando e me dando um selinho.
- Pode ter certeza. – Esme disse rindo.
- Obrigada. Mérito de Alice, ela quem desenhou. – murmurei envergonhada.
- Eu vou deixar vocês sozinhos. – Esme deu-me uma piscadela.
- Cunhadinha. – a voz de Emmett ecoou pela cozinha.
- Olá Emmett! – disse ruborizada, pelo modo como ele me chamara.
- Você está linda. – ele disse me dando uma olhada.
- Está mesmo, mas não é para seu bico. – Rosalie entrou na cozinha.
- Oi Rose. – eu acenei para ela.
- Como vai Bella? – ela disse se enroscando nos braços de Emmett.
- Bem...
- Não precisa se preocupar comigo. – Edward disse fazendo uma cara dramática – Nem meu irmão fala comigo.
- Que isso Eddie. – Emmett disse e eu ria – Já convivemos por 20 anos, foi o suficiente.
- Reunião de família? – Carlisle disse indo até a geladeira e pegando um refrigerante – Oi Bella.
- Oi para você também pai. – Edward disse irônico – Vocês estão fazendo de propósito. – ele fez um bico, eu ri.
- Edward para de drama. – eu disse enlaçando meus baços em sua cintura.
- Edward fazendo drama de novo? – Jasper disse entrando na cozinha com Alice.
- Alice pare de tomar café. – Edward disse enquanto Alice enchia mais uma xícara com café.
- Me deixa, como você acha que toda essa festa foi organizada? – ela disse indignada – Foram horas sem dormir. Café me deixa elétrica. – ela disse todos riram – Qual foi a piada? – ela indagou após um gole de café.
- Alice, você já é normalmente elétrica, - Emmett disse entre os risinhos – com café fica três vezes pior, parece uma pilha alcalina. – todos gargalharam novamente.
- O que vocês fazem na cozinha? – Esme disse vendo todos na cozinha, em pé, rindo – Os Denali já chegaram, vão lá cumprimentar os convidados. – ela disse fazendo um sinal com as mãos.
Olhei para Alice e ela sibilou um comporte-se, eu já sabia ao que ela se referira. Tanya, o pior tipo, ela sempre quis algo com Edward, de fato eles tinham um rolo na época de escola, mas Edward nunca quis nada além de diversão com ela.
Quando entramos no salão logo vi as madeixas loiras de Tanya, que desciam copiosamente por suas costas nuas com seu mini vestido, chegava à beira da vulgaridade.
Quando ela viu Edward, logo um sorriso escancarou-se e seu rosto perfeito. Minhas mãos se apertaram em volta da mão de Edward, mas ele nem pareceu ter percebido.
Quando olhei em seu rosto, o sorriso de Tanya, era retribuído pelo seu sorriso torto. Aquilo fez um ódio inexplicável crescer em mim. Eu estava com ciúmes de Edward?
Aquela vaca de luxo olhava para Edward como se ele fosse um pedaço de carne, ela parecia o urubu esperando a presa morrer. Aquilo me deixava com a mão coçando a vontade de voar no pescoço dela era imensa, mas eu apenas respirei fundo.
Ela se aproximou de nós e olhava somente para Edward.
- Olá Ed. – disse com um sorriso malicioso.
- Oi Tanya – eu disse apertando a mão de Edward.
- Olá. – Edward limitou-se a um sorriso.
- Isabella querida, que prazer vê-la. – mas era muito cara de pau mesmo.
- O prazer é todo meu. – disse sorridente. – Edward querido, Alice está nos procurando. – Edward me olhara com uma cara de quem não estava entendendo nada.
O levei para o mais longe possível da baranga loira. Ela se comportava como se não soubesse que ele era casado. Vadia.
- Posso saber o que foi isso? – perguntou Edward quando paramos próximo a cozinha.
- Só estou cuidando do que é meu por direito. – respondi. O casamento podia ser uma farsa, mais na frente dos outros era tudo real. Para Tanya tinha que ser real.
Ficamos por um tempo discutindo aos cochichos, Edward dizia que eu estava com ciúmes. Maldito. É claro que eu estava com ciúmes, ele até podia se agarrar com quem ele quisesse, mas não custava nada tentar se controlar na frente dos outros e principalmente quando estivesse comigo. Aquilo me machucava profundamente. Ele podia até ter outras, mas o que os olhos não vêem o coração não sente. O meu ia sentir muito quando visse.
Consegui me acalmar depois de fazer Edward me prometer que não ia ficar a menos de dez metros da vaca loira e o mandei pegar algumas bebidas para nós.
Quando ele se foi, Alice apareceu na minha frente do nada. Jasper estava bem atrás dela parecendo um pouco curioso. Alice se virou para ele e cochichou algo em seu ouvido, provavelmente pedindo para nos deixar a sós por um momento já que logo em seguida se afastou e foi para qualquer canto.
- Bella, meu amor. – ela começou a falar aos sussurros – Você viu quem Esme convidou para essa festa?
Eu apenas assenti. Ela apontou o dedo na minha cara de uma maneira que me deu medo. Aquela baixinha sabia aterrorizar, coitado de Jasper.
- Então, trate de prestar atenção no seu macho. – ela disse aumentando um pouco o tom de voz e o dedo ainda na minha cara. – Se tem alguém depois de você que não quer ver meu irmão com a vaca de luxo, esse alguém sou eu.
- Tudo bem Allie, vou ficar de olho nele. – eu disse a ela que abaixou o dedo e logo depois soltou um risinho sem graça.
- Ah vai?! – falou, irônica - Então cadê ele que provavelmente não está no seu encalço? – perguntou ela olhando ao meu redor de modo irônico.
- Foi buscar uma bebida para nós. – respondi. Uma de suas sobrancelhas se ergueu em tom de duvida e novamente um risinho saiu de seus lábios.
- Tem certeza? – perguntou ela, me levando até a sala e apontando para um canto onde ficavam as taças.
Edward e Tanya estavam lá, conversando animadamente. Ela estava com seus lábios próximos ao ouvido dele sussurrando algo que fez ele tremer.
- Eu não estou vendo aquilo. – disse mais para mim mesma.
Meu sangue estava fervendo, queria socar a cara daquela vadia. Alice estava me encarando com raiva nos olhos.
- Faz alguma coisa! – ela quase gritou histérica. No mesmo segundo ela me empurrou com tanta força que eu fui parar quase no pé de Edward. Olhei dentro de seus olhos com fúria.
- Meu amor. – disse em seu ouvido de modo meigo. Provocativo para quem estivesse por perto – Estava te procurando.
Ao dizer isso passei os dedos em seus lábios e depositei um beijo leve porem sensual e o arranquei de perto dela.
Antes que eu pudesse começar a falar, Esme apareceu e anunciou que o jantar estava servido.
- Me aguarde. – eu o ameacei.
- Bella... – ele ia começar a dizer mais eu o cortei.
- Não fala nada, Edward. – disse sem olhar em seus olhos, ele veria que eu estava morrendo de ciúmes e que meus olhos estavam lacrimejando.
Todos nos sentamos a mesa de jantar. Estava recheada de todos os tipos de comida, realmente uma tentação e era ótimo para quem quisesse detonar uma dieta.
Edward se sentou ao meu lado e Tanya se sentou de frente para ele. Ela estava abusando, se eu a pegasse sozinha em algum lugar com certeza eu daria uma boa surra nela, na verdade tudo que eu mais queria era vê-la sozinha e minha mão voando em sua cara.
Durante todo o jantar, insinuações foram feitas da parte de Tanya. Ela sempre dizia alguma indireta e dava um jeito de exibir aquele decote vulgar para Edward e até mesmo ficava alisando suas pernas nas dele por baixo da mesa.
Não estranharia se minha cabeça estivesse saindo fumaça, minha raiva era tão grande que precisei me retirar da mesa.
- Bella? – Esme me chamou – Aonde vai, querida?
- Vou ao banheiro, estou com dor de cabeça. – dizendo isso me retirei rapidamente e me tranquei no banheiro.
Ver aquilo doía mais que tudo estava na cara que eles tinham alguma coisa, porem ver isso dói, dói na alma ver o homem que você ama com outra. Ter a sensação de traída, era horrível.
Fiquei um tempo que não consegui determinar, ali. Tive de retocar a maquiagem para voltar a mesa, já que meu rosto estava um pouco inchado por causa do choro.
Quando cheguei lá novamente, Edward estava sério e parecia preocupado. Assim que me viu sua expressão se suavizou e deu um sorriso fraco.
- Posso pergun... – fiz sinal para ele parar. Não estava com ânimo para conversinhas.
- Estava no banheiro. – respondi prontamente. Ele percebeu meu animo e não disse mais nada durante o resto do jantar.
Voltamos para a sala, não era nem onze horas quando Jasper pediu a atenção de todos. Aquilo não era normal, normalmente ele fugia do centro.
- Ainda não está no horário – ele olhou para o relógio – Mas acho que vou adiantar a entrega de um presente.
Ele pegou uma caixa enorme que estava perto da arvore de natal e levou até Alice que estava sentada no sofá. Ela pulou do sofá e lascou um beijo apaixonado em seus lábios. Pude ver Emmett fazendo uma cara bem feia para Jasper, mas ele nem lhe deu atenção.
- Obrigada! – Alice disse com os olhos brilhando e abriu a caixa que chegava a sua cintura.
Todos olhavam curiosos para a grande caixa, Alice ainda mais curiosa enquanto abria. Quando o fez, tinha outra caixa a ser aberta dentro da mesma. Jasper deu um risinho ao ouvir o muxoxo de Alice.
Depois de quase dez caixas abertas, Alice já estava impaciente enquanto Jasper se divertia.
Uma única caixinha restou e essa cabia na palma da mãe de Alice.
- Eu espero que essa seja a última – Alice disse encarando Jasper.
Ele se aproximou e retirou a caixa de sua mão. Ele mesmo a abriu, e retirou novamente uma caixinha, mas dessa vez de veludo. Ele se ajoelhou na frente dela, todos nessa sala já haviam adivinhado o que teria nessa caixinha.
- Alice Cullen – anunciou Jasper ajoelhado a sua frente – Quer casar comigo?
Dizendo isso, abriu a caixa de veludo revelando um anel de diamantes. Todos na sala estavam atentos a cena emocionante, Esme estava chorando ao lado de Carlisle que segurava sua mão. Rosalie, ao mesmo tempo que demonstrava emoção, também demonstrava certa tristeza. Eu sabia o motivo daquilo, mesmo estando grávida, Emmett não tocara no assunto de casamento.
Jasper se levantou esperando a resposta de Alice. No momento em que ele se pos de pé, Alice pulou em seu colo praticamente gritando de alegria. Ele colocou o anel em seu dedo e beijou logo em seguida.
Aquele com certeza foi o momento mais emocionante da festa, depois disso todos voltaram as suas conversas enquanto eu me sentava em uma das poltronas sozinha. Vi uma das irmãs de Tanya vindo em minha direção. Irina.
- Bella?! – chamou ela.
- Olá Irina – respondi meio desanimada.
- Bonita festa, não? – perguntou ela. O que ela estava querendo?
- Muito, Alice e Esme sabem como dar uma festa. – respondi no mesmo tom.
- Bem – ela hesitou por um momento – Edward pediu para dizer que está a sua espera na biblioteca.
Edward pediu para Irina me dar um recado? Estranho, por que não veio ele mesmo me chamar ou algo assim?
Irina se foi sem dizer mais nada, apenas passou o recado. Me levantei e fui em direção a biblioteca no andar de cima.
Entrei na sala e não avistei ninguém a primeiro momento mais ouvi a porta batendo atrás de mim e sendo trancada. Me virei e dei de cara com quem eu mais queria ver a sós.
Tanya.
- Olá, querida Bella. - Tanya disse, com uma falsa gentileza.
- Tanya, abra a porta, agora. - sibilei, nervosa.
- Não agora, doce Isabella. - a voz de tanya agora estava áspera - Não antes de eu lhe mostrar quem é a preferida de Edward. - falou, com um riso debochado em seu rosto.
- Você não ouse se aproximar de Edward. – disse, minha voz subindo algumas oitavas.
- Não é necessário, querida. – ela disse com um sorriso no rosto. – Ele mesmo faz o serviço completo. Acho que está na hora de eu dizer algumas coisas pra você.
- Se alguém tem algo a dizer aqui Tanya, esse alguém sou eu. - murmurei, nervosa - Edward é meu marido, quero você bem longe dele e sim, isso é uma ameaça. - falei, olhando a cara de dúvida que ela fazia, me provocando.
- Ah, quer dizer que a bicho-do-mato se apaixonou pelo príncipe encantado? - gargalhou ironicamente - Fique sabendo, Isabella, finais felizes só acontecem nos livros infantis que você provavelmente ainda deve ler, estamos no mundo real. - sibilou - Edward, nunca, nunca se apaixonaria por alguém como você, ele é muito superior a esse nível em que você se encontra. - sua voz estava ácida.
Aquilo fez meu peito de apertar e se Tanya tivesse mesmo razão? E se Edward nunca me amou de verdade como ele dissera? E se ele quisesse apenas me levar pra cama? Como fizera com tantas outras? Eu seria apenas mais uma entre tantas mulheres e, com certeza, eu não fora a melhor.
Senti as lagrimas escorrendo em meu rosto. Tanya se divertia ao ver aquilo.
- É duro não ter o amor correspondido, não? – perguntou ela agora um pouco nervosa. – Quando a gente tem a sorte nas mãos e joga fora da maneira que você fez. E agora, você chora. Mas você deve saber que isso não vai adiantar agora né?!
Mas eu precisava mostrar a essa vaca de luxo que eu era superior a toda essa arrogancia dela. Respirei fundo e disse:
- Você não sabe de nada Tanya, nada. - quase gritei e as lagrimas escorriam pelo meu rosto - Edward me ama e já provou isso várias vezes. - uma ideia me ocorreu - Por que você acha que ele te largou para casar comigo? - perguntei, orgulhosa por ver o rosto de Tanya ganhar um tom avermelhado.
- Jura? - respondeu, cínica - Não é isso o que parece. - falou - Não quando ele me procura todas as noites em diversos lugares e muitas vezes dorme na minha casa, na minha cama, Isabella.
Aquilo fez meu sangue ferver, por trás da tristeza agora surgiu a raiva. Uma raiva que podia ser vista em meu rosto. Porem era verdade, Edward preferia Tanya a mim e isso doía demais. Meu peito se comprimia e eu estava com dificuldade de respirar, minhas mãos tremiam e eu estava com vontade de voar no pescoço de Tanya e fazê-la engolir cada palavra dita aqui.
- Você nunca o terá do mesmo jeito que eu Bella, nunca. - gritou - Ele é meu, sempre foi e sempre será, nada o que você faça mudará isso e se algum dia mudar, eu faço questão de acabar com sua raça, bicho do mato. - ameaçou com o dedo apontado para mim.
As lágrimas ainda teimavam em descer pelo meu rosto. Esperei ela dizer tudo, com certeza aumentaria a minha raiva e me faria bater com mais gosto naquela cara imunda.
- Você não serve para nada, Isabella. - falou - Não sei como você não percebe que não faz parte dessa família, olhe para você - apontou para mim - uma caipira sem classe, você nunca será uma Cullen, nunca. - debochou - Você serve nem para abrir essas suas pernas para satisfazer seu marido, você é tão fria quanto aquela vadia que te colocou no mundo. - falou.
Agora ela estava pedindo para apanhar, realmente tinha tocado na ferida. Avancei pra cima dela com as mãos prontas para arrancar cada fio de cabelo dela, mas ela agarrou meus pulsos. Por puro instinto meu joelho foi a sua barriga, o que fez nós duas rolarmos no chão.
Comecei a distribuir tapas na sua cara enquanto ela segurava em meus cabelos gritando.
- Sai de cima de mim! – gritou ela enquanto colocava toda sua força nas mãos e nós giramos novamente, dessa vez ela me batia sem dó nem piedade.
- Sua vagabunda – eu gritava enquanto arranhava ela com as unhas – Você é um lixo, me chama de 'bicho do mato' mas não tem um pingo de vergonha na cara.
Dei um murro no seu nariz que fez jorrar sangue. Ela caiu para trás e esfregou o nariz vendo o sangue que escorria. Me lançou um olhar mortal, mas nada que me desse medo. Sorri arqueando uma das sobrancelhas.
- Você não tem noção do quanto eu te odeio. – percebi que minha voz soava cheia de ódio. – Você é a pior espécie de mulher que existe. É o tipo que só serve para uma coisa, roubar o marido das outras, só serve para rodar aquela sua Prada falsa nojenta na esquina.
Edward POV
Fiquei preocupado com Bella durante o jantar, já que ela se retirou suspeitamente e sumiu por um bom tempo e quando, finalmente, voltou não quis falar comigo tampouco me deixou perguntar sobre onde que ela se metera. Logo após o jantar eu fiquei procurando-a, ela saíra da mesa muito rapidamente e sumiu como se nem estivesse na festa.
Procurei em todos os cantos, não fazia ideia de onde ela poderia estar. Será que ela havia voltado para casa? Será que ela estava passando mal? Eu realmente não sabia, tentei ligar para o celular dela, mas só dava na caixa postal.
Vi Emmett e Jasper conversando animadamente num canto da casa e resolvi ir até eles e saber se alguém tinha visto Bella.
- Vocês viram a Bella? - perguntei.
- Eu não a vi depois do jantar. - Jasper disse tranquilamente.
- Ela subiu há alguns minutos. - Emmett murmurou.
- Mas você tem certeza que ela não desceu? - estava ficando preocupado.
- Tenho sim, eu teria visto aquela chata descendo. - Emmett resmungou.
Aquilo estava muito estranho, olhei em volta de vi Irina conversando com Alice, mas elas não estavam realmente conversando. Elas discutiam sobre algo que eu não consegui escutar, elas estavam longe de mim e sussurrando. Resolvi chegar mais perto e Emmett e Jasper me seguiram.
- Me diz onde ela está. - Alice sibilava, nervosa.
- Eu não sei. - Irina retrucava, nervosa demais.
- Eu não estou ficando louca, Irina. - Alice acusou - Você disse algo a ela e logo depois ela sumiu. – a voz de Alice já tinha subido algumas oitavas.
- A culpa não foi minha, - Irina começou a falar desesperada - Tanya me obrigou, ela disse que era para eu avisar que Edward estava a chamando na biblioteca e eu apenas o fiz. - disse e uma lagrima desceu pelo seu rosto, falsa.
Mas algo que eu notei somente agora era que Tanya também havia sumido da sala. Olhei para Emmett que parecia ter lido meus pensamentos e logo se dirigiu ao andar de cima onde ficava a biblioteca, nós todos fomos atrás dele.
Já podia escutar os gritos da escada.
- Sai de cima de mim! - Tanya gritava e eu pude perceber que quem apanhava era Tanya.
- Sua vagabunda. - Bella gritava de volta.
Eu estava ficando preocupado com toda aquela gritaria, aquelas duas ainda iam se matar. Sai correndo na frente de Emmett e cheguei na porta da biblioteca primeiro, tentei abrir a porta, mas ela estava trancada por dentro eu forçava a porta, mas ela não abria de jeito nenhum.
- Dá licença. - Emmett resmungou, chutando a porta que abriu sendo partida em duas.
Entrei correndo no cômodo e logo vi Bella e Tanya rolando no chão como dois animais e eu podia ver sangue no carpete, mas não sabia qual das duas estava sangrando. Não esperei muito tempo para descobrir, fui até as duas e segurei Bella pelos braços enquanto Emmett segurava Tanya que esperneava em seus braços, socando o ar.
- Bella, calma, sou eu. - murmurei, abraçando-a enquanto ela se debatia.
- Me deixa acabar com a raça dessa vadia, Edward. - sibilou, ameaçadora - Me solta. - gritou.
- Não! – mandei – Não precisa se rebaixar ao nível dela Bella, você não é igual a ela. – murmurei e ela ainda se debatia em meus braços – Vocês já causaram muitos estragos hoje, chega dessa palhaçada. – disse alto para que Tanya escutasse também – Olha seu estado Isabella, - sibilei, irritado vendo sua pele branca quase translúcida cheia de sangue e hematomas – vou fazer alguns curativos em você. – informei – Emmett, leve Tanya até Carlisle, ela está com o nariz quebrado. – falei e sai da sala com Bella.
Ela não disse nenhuma palavra enquanto caminhávamos até a cozinha, passamos pela sala onde vários olhares curiosos nos seguiam e até Carlisle olhava curioso e eu pude vê-lo sorrindo para mim.
- Tanya está na biblioteca com o nariz quebrado. – informei – Se você puder ir até lá e ver o que pode fazer para estancar o sangue, porque eu vou até a cozinha fazer alguns curativos em Bella. – pedi.
- Claro. – sua voz parecia alegre.
Levantou rapidamente e subiu para a biblioteca.
Bella POV
Pude ver Carlisle sorrir e logo em seguida subir em direção a biblioteca. Eu queria quebrar ainda mais a cara daquela vadia, ainda não tinha extravasado toda a minha raiva.
Edward me levou até a cozinha e começou a tratar de meus poucos ferimentos. Eu estava com muito ódio. Nunca senti tanta raiva de alguém como sentia dela.
- Por que fez isso? – Edward perguntou. Cínico.
- Por que você acha que eu fiz isso? – disse irônica – A culpa de tudo isso é sua Edward, sua. – novamente eu estava aos prantos e minhas lágrimas caiam descontroladamente.
- Minha culpa? – perguntou surpreso, sua voz subindo algumas oitavas.
- É Edward, se você pelo menos me respeitasse – eu disse entre soluços – Mas nem em público você se preocupa em manter a farsa. Você nunca vai me respeitar.
Edward baixou a cabeça, como se estivesse pensando no que fez. Tive a impressão de ver uma lágrima caindo de seus olhos. Parei de olhá-lo e fiquei observando o nada. Estava sem foco.
Pude sentir braços fortes me envolvendo e não impedi. Aquele tipo de contato, mesmo sendo mínimo, era como uma droga para mim. Algo que eu amava mais do que qualquer coisa.
- Me perdoa – Edward sussurrou, pude ouvir a sinceridade em sua voz – Eu não deveria ter feito isso. Me perdoa.
Olhei em seus olhos que estavam marejados. Edward estava sendo sincero, eu podia ver isso naquelas esmeraldas. Antes que eu me desse conta, Edward selou nossos lábios em um beijo calmo e suave. Não tive forças para impedir.
- Vou trazer seu presente. – ele murmurou e isso me deixou surpresa.
- Presente? – perguntei. Eu tinha certeza que não vi ele comprar nada para mim. Ele riu e disse:
- Achou que eu tinha me esquecido? – falou, fingindo estar ofendido.
Fiz uma cara de duvida e fomos em direção a sala.
Todos os convidados já haviam ido embora, não tinha nem sinal de qualquer uma das Denali e Esme estava discutindo com Emmett dizendo que ele teria que pagar a porta quebrada.
Edward foi em direção a garagem e eu fiquei ali na sala. Todos me olhavam porem não com raiva ou repulsa, eram olhares divertidos. Alice estava absolutamente iluminada enquanto Emmett e Jasper cochichavam e riam.
- Idiotas. – murmurei para os dois.
- Que isso cunhadinha. – Emmett adorava provocar, mais eu gostava dele assim.
Edward chegou trazendo uma caixa de tamanho médio, com alguns furinhos nas laterais. Ele pôs a caixa no chão e disse para mim me aproximar.
Lentamente eu fui me aproximando, todos olhavam apreensivos a cena. Abri a caixa e para minha surpresa um cachorrinho lindo pulou de dentro latindo para todos ouvirem. Ele começou a me lamber e eu ria, praticamente como se o choro de antes não existisse.
Ele pulou no meu colo e abanava o rabo quase inexistente, depois ele saiu correndo pela sala pulando no sofá, ele parecia bem feliz. Até que ele pulou e Emmett que o segurou e começou a provocá-lo com uma almofada de Esme. O filhote ficara doido começou a morder a almofada, ele puxava de um lado e Emmett puxava de outro pareciam duas crianças brincando, até que a almofada se partiu em duas.
Nesse momento Esme entrou na sala e ao ver todas aquelas penas caindo no tapete da sala soltou um grito agudo e Emmett caiu na gargalhada.
- Emmett Cullen. – Esme gritou – Você vai limpar toda essa sujeira. Agora. – ordenou.
- Foi o Urso que fez isso. – Emmett se defendeu – Ele é da Bella, ela que limpe. – apontou para mim.
- Espere aí, o cachorro é da Bella, ela que escolhe o nome, Emmett. – Edward disse, sério.
- Não, eu gostei de Urso. – falei, rindo e fazendo carinho no cachorro que deitou perto de mim com o que sobrara da almofada na boca.
- Viu?! – Emmett falou me mostrando a língua.
- É, eu gostei. – Alice disse saltitante – Vem aqui Urso. – chamou batendo a mão no sofá e o cachorro saiu em disparada até o sofá.
Voltei para meu lugar no sofá, observando Emmett limpando o tapete da sala enquanto Alice o provocava. Edward sentara ao meu lado e passou o braço em minha cintura.
- Você gostou? – sussurrou em meu ouvido.
- Claro que sim, - falei olhando naqueles olhos que pareciam duas esmeraldas – eu sempre quis ter um cachorro, mas Charlie é alérgico. – expliquei – Obrigada, foi o melhor presente possível. – murmurei, corando.
- Que bom que você gostou do saco de pulgas. – falou, rindo – Gosto de te ver feliz. – murmurou e me beijou ternamente.
Quando eu ia falar fui interrompida por Tanya que descia as escadas ao lado da família dela e de Carlisle. Ela estava com um curativo no nariz e sua roupa manchada de um sangue vermelho vivo, parecia um filme de terror.
Ela olhou para mim com ódio e eu retribui o olhar, depois olhou para Edward que estava abraçado comigo e bufou.
- Desculpe a todos pela lástima que ocorreu ainda há pouco, - o pai de Tanya disse falando com Carlisle que os levara até a porta – a ceia estava ótima e sua esposa como sempre muito simpática, realmente sinto muito. – falou.
- Sem ressentimentos. – Carlisle disse e eles foram embora.
Carlisle fechou a porta e sentou-se num dos sofás da sala ao lado de Esme. E todos olhavam para mim, curiosos, com certeza, esperando alguma explicação de minha parte.
- Então, posso saber qual foi o motivo da briga? – Carlisle perguntou, educadamente – Não estou forçando você a nada, Bella, diga só se estiver a vontade.
- Não, tudo bem Carlisle. – falei, calmamente – Eu briguei com Tanya porque ela teve a audácia de me prender na biblioteca junto dela e me disse que Edward estava tendo um caso com ela. – murmurei, agora eu queria ver qual seria a explicação de Edward.
- OMG, se isso for verdade eu te mato, Edward Cullen. – Alice disse ameaçadora.
- Edward não faria isso, não é? – Carlisle entrou na conversa.
- Com certeza não, pai. – Edward disse, sério – Tanya queria te provocar, Bella, você sabe muito bem disso.
- Ela conseguiu. – sibilei, irritada – Podemos ir pra casa?
- Claro, já está tarde mesmo. – Edward disse, se levantando e depois me puxou com cuidado – Tchau pai, tchau mãe. – Edward falou me levando para a saída.
- Até mais queridos. – Esme murmurou – Não esqueçam do Urso. – lembrou enquanto eu quase esquecia da bolinha de pelos que correu até mim.
- Tchau gente. – falei saindo.
Abaixei e peguei Urso no colo, já que ele não tinha guia e adorava aprontar. Edward passou seu braço em volta da minha cintura e me aconchegou em seu peito, o vento frio da noite de inverno causou arrepios em todo o meu corpo.
Atravessamos a rua e Edward disse que ia pegar algo no carro, enquanto eu entrei e coloquei Urso no chão. Logo ele saiu correndo pela casa, farejando tudo que estivesse ao alcance de seu focinho, subiu no sofá e jogou algumas almofadas no chão.
Edward entrou em casa com uma sacola na mão. Observei curiosa ele tirando duas tigelas, uma para a ração e outra para a água. Depois ele tirou um saco de Pedigree, abriu e colocou na tigelinha até que caísse pra fora.
- Urso. – ele chamou.
Logo o cachorro entrou na sala como um foguete passando por debaixo da mesinha de centro e por pouco ele não derrubou um vaso de cristal que estava em cima da mesa. Quando encontrou o pote de ração cheio abanou o rabinho minúsculo e começou a comer, feliz da vida.
Olhei para Edward que me encarava e sorria do jeito que eu tanto gostava, aquele maldito. Ele viu que eu estava olhando para ele e continuou me encarando. Ele queria me deixar sem graça, mas eu o faria primeiro.
- Edward, precisamos conversar, sério. – murmurei, ainda olhando naqueles olhos verdes como esmeraldas.
- Claro. – ele disse encostando-se no batente da porta e me encarando – Pode falar.
- Eu quero que você seja sincero comigo, Edward. – sibilei – Só lhe peço isso – ele assentiu e eu continuei – Eu quero saber se você estava mesmo transando com a Tanya?
Deu para ver que ele não esperava essa pergunta, apenas abaixou a cabeça e assentiu. Seria melhor se ele tivesse me espancado, com certeza a dor seria menor do que eu a estava sentindo no momento.
- Bella, por favor, – ele pediu enquanto segurava em meu queixo ate conseguir olhar nos meus olhos – tente entender, com ela era só sexo, somente isso. Não passava de diversão e não havia sentimento algum.
As lágrimas novamente escorriam por meus olhos, nem eu entendia mais o motivo de tanto choro. Eu sabia que ia ser assim e eu achei que estivesse preparada. Talvez eu até estivesse, porém aconteceu o que eu não esperava que fosse me apaixonar por Edward. Um amor que não seria correspondido da mesma maneira, eis a prova.
- Por que você chora tanto? – perguntou Edward mais para si mesmo.
- Eu até sei o motivo de tanta tristeza. – falei - Mas agora já não importa mais não é? – perguntei e minha voz saiu muito mais irônica do que eu pretendia – Eu precisei perder par dar valor, foi simplesmente assim...
- Bella, eu não estou entendendo. – Edward murmurou, confuso – Do que você está falando?
- Seu idiota, - gritei – você é cego o suficiente para não ver o quanto eu estou apaixonada por você? – gritei novamente –Mas agora é tarde demais não é? Eu chutei você no momento que você disse que me amava. – continuei – E aqui estamos, nós dois machucados, não externamente, mas sim por dentro, Edward. Eu estou cada vez mais machucada e cada vez que eu te vejo eu fico me perguntando por que, por que eu fiz essa loucura? Por que eu me casei com você? – agora minhas lágrimas estavam rolando pelo meu rosto.
Percebi que não parei de gritar um minuto na última frase, Edward me encarou e começou a se aproximar novamente, seus olhos haviam um brilho diferente. Ele me prendia com o olhar enquanto seus braços me prendiam pela cintura.
- Acho que eu sei o porque. – ele disse, seus olhos transbordavam de alegria, talvez algo mais forte que isso. Amor.
Um silêncio se instalou entre nós, porem não era algo desconfortável. Nossos olhares se comunicavam de uma forma que eu não teria coragem de dizer em palavras.
Uma de suas mãos acariciava o meu rosto enquanto eu desfrutava a sensação. Nossas bocas estavam próximas o suficiente para eu poder sentir seu hálito.
- Bella, eu te... – antes que ele pudesse terminar a frase, eu capturei seus lábios em um beijo apaixonado de uma maneira que eu nunca havia o beijado antes. Passei as mãos por seu cabelo e o puxei para mim querendo algum tipo de contato maior.
- Amo. – completei a sua frase quando tivemos que parar para respirar.
Senti suas mãos passeando por minhas costas, explorando o local. Olhei em seus olhos e vi um sorriso maroto brotar em sua face. Aquilo me fez sentir um arrepio por todo o corpo e em pouco tempo meu corpo pedia por mais contato.
Eu basicamente pulei no colo dele, que me segurou enquanto eu enlaçava as pernas em torno de sua cintura, ele soltou uma risadinha entre o beijo e me apertou contra ele, não havia espaço entre nós. Logo percebi que ele caminhava em direção ao quarto.
Antes de chegarmos ao quarto pude sentir sua excitação contra meu corpo. Já não agüentava mais esperar e pela velocidade que ele caminhava, eu não era a única.
Abriu a porta com um estrondo e eu gargalhei alto. Nós caímos na cama, ele sobre mim, então começou a me beijar enquanto eu tentava desesperadamente tirar a camisa dele.
Ele ria de minha tentativa fracassada e me ajudou desabotoando os botões. Joguei a camisa em qualquer canto e voltei a beijá-lo. Sua mão passeava por toda a extensão de minha coxa e às vezes acariciava meu sexo por cima da calcinha.
Continuamos nesse joguinho até que eu implorei para que ele tirasse o maldito vestido de meu corpo, que parecia estar pegando fogo, mesmo numa noite fria como essa.
Eu sentia cada parte de seu corpo pressionado contra o meu, minha respiração já ofegante e eu pude ver um sorriso em seu rosto quando eu fiquei só de calcinha e sutiã em frente dele e eu, provavelmente, estava corando. Eu o puxei para um beijo enquanto minhas mãos trabalhavam no cinto da calça.
Eu devia estar tremendo, pois novamente eu não tinha sucesso algum em seu cinto. Edward se divertia em ver o meu fracasso. Maldito. Depois de me livrar de suas calças pude ver seu membro por cima da boxer azul escuro.
Eu olhei para seu rosto que estava com um sorriso um tanto safado naquele rosto lindo. Enquanto isso eu senti uma de suas mãos descendo pelo meu colo e brincou um pouco com meus seios sobre o sutiã e de repente com destreza o tirou e jogou longe.
Ele mordiscou meus mamilos que já estavam intumescidos e começou a brincar me deixando cada vez mais louca. Eu já estava quase tendo um orgasmo só com ele brincando ali quando ele resolveu parar e quando me olhou estava com aquele sorriso vitorioso no rosto.
Suas mãos desceram até minha cintura e ficou brincando com o elástico da minha calcinha por um tempo. Estava ficando louca com aquela demora, aos poucos ele retirou minha calcinha me deixando completamente exposta ao seu olhar.
Ele sorriu e eu não deixei a brecha para que ele continuasse, beijei-o furiosamente puxando seus cabelos e trazendo-o para mais perto de mim. Senti uma de suas mãos acariciarem meu sexo e antes que eu me desse conta o senti me penetrar com o dedo. Quase gritei de alivio e senti minha costa arquearem de prazer.
Eu o escutei gemer também, pelo visto alguém estava se deliciando com a imagem. Ele continuou com movimentos de vai e vem em meu sexo, totalmente umedecido e pedindo por mais. Meus gemidos começaram a ficar um pouco mais altos e ele sorria torto para mim e o movimento ficou mais rápido.
Pude sentir minhas paredes latejarem e meu corpo começou a tremer. Ele me olhava deliciado com os gemidos e de uma hora para outra explodi em sua mão, meu corpo todo começou a relaxar e senti um liquido quente escorrendo por mim. Edward olhou a cena maravilhado e pude ouvir um gemido rouco escapar de sua garganta
- Edward, - falei, ofegante – eu preciso de você agora... – mal consegui terminar de dizer e já senti o membro de Edward em minha entrada.
- Quando quiser. – ele disse e me penetrou profundamente.
Eu arqueei minhas costas procurando não deixar nada entre nós o barulho de nossos corpos se chocando me fez gemer alto. Edward investia contra mim energeticamente e eu escutava seus gemidos que estavam se misturando aos meus, nós dois numa sincronia perfeita.
Os gemidos saiam sem cesura alguma de minha garganta e logo o puxei para um beijo avassalador tentando conte-los. Sua língua explorava todos os cantos de minha boca e por hora iam para meu pescoço fazendo pequenas sucções que deixariam marcas mais tarde.
Com uma das mãos ele ergueu minha perna direita, fazendo-o deslizar com mais facilidade para dentro de meu sexo e investindo mais fundo. Os gemidos que saiam de nós dois eram um prelúdio que nós estávamos quase no ápice.
Edward investiu uma ultima vez fazendo o mundo ao meu redor girar e eu gemi seu nome alto e o escutei quase gritando meu nome. Seu corpo desabou sobre o meu e eu estava gostando daquela sensação, de repente rolou sobre suas costas e me puxou para cima dele, e ele ainda estava dentro de mim.
Ficamos por um bom tempo somente observando um ao outro e ele sorria, um sorriso tão lindo que eu não podia deixar de sorrir de volta.
- Então, senhora Cullen, - começou – já está cansada? – perguntou, roçando seu corpo em mim novamente.
- Nunca. – eu disse e capturei seus lábios num beijo avassalador.
Ficamos quase a noite toda nos amando, se o mundo acabasse agora, eu estaria realizada.
- Feliz Natal, amore mio. – murmurou ele em meu ouvido.
Foi a última coisa que escutei antes de cair num sono profundo nos braços do meu marido.
Que lindo esses dois juntos! *suspira*
Quem ficou mal na história foi Tanya e ainda saiu com um nariz quebrado!
E aí, gostaram da surra? Foi boa o suficiente pra manter Tanya um tempo afastada? rs
E o Urso? Gostaram? Ele é tão fofo, sempre quis ter um labrador, rs
Por favor, comentem!
Então, começando a adotar o novo sistema de postagem...
10 reviews do capítulo e eu posto em breve o próximo...
Comentem!
