Quanto tempo, rs

Finalmente estou atualizando a fic, mil desculpas por toda essa demora!

Obrigada por todas as reviews! *-*

Pelo visto ninguém gostou da Rose ter perdido o bebê, mas logo logo vocês saberão o porque disso tudo! *cílios

Muitas pessoas perguntaram se a Bella está gravida, bom, nesse capítulo muitas coisas vão se esclarecer... ou não. rs

Bom, vou parar de enrolar e deixar vocês lerem o capítulo!

Nos vemos lá em baixo!


Capítulo XIII: We are falling apart.

Trecho da música Never Say Never – The Fray

(N/A: Passagem de Tempo – 1 mês)

Bella POV

A noite de Londres nunca fora tão fria quanto hoje.

Estava deitada sozinha na cama, que hoje parecia tão grande, Edward estava no turno da noite hoje e eu não conseguia dormir de jeito nenhum. Era tão estranho dormir sem seu corpo quente ao meu lado.

Essa não era a primeira vez que ele tinha ficado no turno da noite desde que voltamos do Brasil. Carlisle arrumara um emprego ele no mesmo hospital em que ele trabalhara e Edward, geralmente, ficava no mesmo turno que Carlisle que era uma espécie de supervisor dele.

Edward estava sem tempo nem para respirar, estudando e trabalhando, não parava em casa e também quase não dormia. Ele dizia que estava feliz, porque essa era a carreira que ele quisera seguir e sabia muito bem como era.

Para falar a verdade, eu estava com ciúmes do trabalho dele. Eu sei que isso é idiotice, mas ele passa mais tempo trabalhando do que comigo, isso às vezes me deixava irritada, mas eu sabia que esse era o sonho dele e não seria eu que ficaria colocando ele para baixo.

Por outro lado, eu tinha tempo para fazer tudo, meus trabalhos estavam em dia e eu estava quase conseguindo um emprego numa revista famosa como colunista. Minha faculdade de jornalismo estava indo de vento em popa, em compensação minha vida amorosa estava indo para o lixo.

Será que não era possível ter uma vida profissional bem-sucedida e uma vida amorosa feliz sem que uma interferisse na outra? É acho que não é possível.

Já fazia algum tempo que estava me revirando na cama de um lado para o outro, eu não sabia o que estava acontecendo comigo, um sentimento estranho tomou conta de mim, e eu não fazia ideia o que podia ser.

Aquilo estava me deixando aflita. Levantei e fui para a cozinha procurar algo para comer, ah, esse era o meu mais novo vício, comer. Bastava que eu ficasse estressada ou aflita com alguma coisa que eu logo atacava a geladeira. Queria só ver onde toda essa comida iria, provavelmente eu ficaria com uma bunda do tamanho da Rússia.

Tomei um susto quando Urso apareceu pulando em minha frente com seu ursinho de pelúcia na boca e abanando o rabo para mim. Ele queria brincar. Bufei e abaixei para pegar o ursinho da boca dele, mas quem disse que ele soltou?

Puxei com força e ele continuou com a boca fechada e abanando o rabo para mim. Esse cachorro sabia me irritar, parecia tanto com Emmett. Por falar nele, fazia tempo que ele não me ligava para torrar minha paciência.

Emmett, logo depois que chegamos do Brasil, foi para Nova York passar um tempo por lá. Emmett ainda não superara o fim do namoro com Rose, e ela desde que perdeu o bebê e voltou para Forks nunca mais dera noticias.

Emmett estava sofrendo, isso era visível na primeira semana sem Rosalie. Foi pois isso que ele decidiu ir e abandonar tudo que lembrasse a ela. Ele, inclusive, largou a faculdade de advocacia. E para a surpresa de todos, ele estava tentando falar com seu antigo professor de futebol americano, que agora era técnico do Chicago Bears e ele queria tentar entrar para o time.

Emmett sempre jogara futebol americano, mas quando começou a faculdade parou de jogar. Ele sempre fora um jogador brilhante e agora ele estava correndo atrás de seu antigo sonho.

"Oh bella bella please bella you beautiful luna oh bella do what you do..."

Meu celular "gritando" na sala tirou-me de meus devaneios e saí correndo para atender. Esse toque era de Edward, ele que escolhera essa música que tocou no lual no Brasil, só escolheu porque tem meu nome na letra da música. Edward, definitivamente, não batia muito bem da cabeça.

O celular continuava tocando e eu não achava o maldito aparelho. Joguei as almofadas do sofá no chão e Urso achou que eu estava brincando, pegou uma almofada e saiu correndo pela casa. Finalmente achei o celular enquanto corria atrás do cachorro.

- Oi bebê. – atendi animada e ofegante pela corrida.

- Oi amor, tudo bem? – perguntou preocupado – Sua voz está estranha.

- Ah, sim... estava correndo atas do Urso. – murmurei, envergonhada.

- Esse cachorro é impossível. – falou – E você, senhora Cullen, por que está acordada a essa hora?

- Ah... eu estava... é... – gaguejei, com certeza meu rosto devia estar tão vermelho quanto um tomate.

- Admita, você sente minha falta, amor. – provocou, gargalhando alto.

Aquela gargalhada que me fazia arrepiar e logo eu estava sorrindo que nem uma boba do outro lado da linha.

- Eu sinto sua falta, seu babaca adorável. – murmurei, entrando na brincadeira – Mas de qualquer jeito você ia me acordar me telefonando às três da manhã. – acusei.

- É que eu não consigo viver sem você. – falou, normalmente – Acho que estou depende de você, amor. – completou e eu senti meus olhos cheios de lágrimas, meu peito se apertou e comecei a chorar, não sabia o que estava acontecendo comigo – Bella, você está chorando? – perguntou, cético.

- Parece que sim. – sibilei, não sabia se ria ou chorava da situação – Estou sensível, melhor não me dizer essas coisas fofinhas. – murmurei e ele gargalhou.

- Tudo bem, amor da minha vida. – provocou, eu podia jurar que ele estava com meu sorriso em seu rosto perfeito – Agora vai dormir, você precisa acordar cedo amanhã.

- Você também deveria dormir um pouco, os humanos precisam dormir de vez em quando, sabia? – brinquei - Vem dormir comigo, que tal? – sugeri, mas já sabia que a resposta seria não.

- Bella... – ele suspirou – Vou falar com Carlisle e vejo se posso sair mais cedo hoje, afinal o movimento está bem fraco aqui. – murmurou e eu fiquei surpresa.

- Está bem. – falei um pouco animada demais.

- Tchau, amor. – falou, com uma risadinha.

- Até daqui a pouco. – lembrei, desligando o celular.

Eu não estava acreditando, fazia tanto tempo que eu e Edward não tínhamos um tempo só para nós dois. Isso era praticamente um milagre. Saltei do sofá e fui para a cozinha pegar algo para comer.

Edward finalmente arrumara um tempo para ficar comigo, lá no fundo eu me sentia culpada por fazer todo esse drama para ele. O pior é que ele sempre acreditava, ou pelo menos, fingia que acreditava em mim.

Fui para a cozinha pegar algo para comer enquanto ele não chegasse. Peguei um pote de sorvete, estava frio, mas eu adorava um sorvete. Sentei no sofá da sala e liguei a televisão, logo Urso veio saltitante com a almofada que ele pegara ainda há pouco, ele subiu no sofá e deitou entre as minhas pernas.

- Seu folgado... – brinquei, fazendo carinho na cabeça dele que nem se incomodou.

Fiquei ali assistindo um filme e tomando meu sorvete, esperando Edward.

Edward POV

Depois que Bella fez aquele drama todo, eu percebi que ela realmente estava carente. Bella estava tão sensível, não sabia da onde vinham tantas alterações de seu humor. Fui até o escritório de Carlisle no segundo andar para avisá-lo que hoje eu sairia um pouco mais cedo que o normal.

Bati na porta e entrei. Carlisle estava sentado à mesa lendo um livro bem grande e quando me vi logo parou e me deu total atenção.

- Olá filho. – Carlisle disse animado.

- Oi pai. – falei, me sentando na frente dele – Posso pedir um favor?

- Claro que pode, Edward.

- Eu queria sair mais cedo hoje, se possível. – sibilei, olhando nos olhos azuis de Carlisle.

- Bella? – perguntou, recostando na cadeira, eu acenei e ele gargalhou – Sua esposa tem um gênio e tanto. – observou – Você está realmente apaixonado por ela não está?

- Eu sempre estive, mas acho que eu não estava preparado para isso antes. – expliquei – Você sabe como eu era até algum tempo atrás, não sei se tivesse com ela antes disso talvez nós não estivéssemos juntos agora, mas sim eu a amo mais que a minha própria vida. – murmurei, sorrindo.

- Eu vejo como você cresceu, Edward. – Carlisle disse – E eu tenho muito orgulho de você, principalmente por estar correndo atrás do seu sonho, seu avô estaria muito orgulho, pode ter certeza. – um sorriso brotou em seu rosto.

- Apesar de tudo, eu ainda devo muito àquele velhote. – murmurei, brincalhão – Agora eu vou para minha casa, porque minha esposa está impaciente a minha espera. – Carlisle acenou e eu saí da sala.

Passei pelo corredor do hospital e Melissa estava lá.

- Saindo mais cedo, bonitão? – Melissa provocou-me – Olha que assim eu fico com ciúmes, viu? – gargalhou alto enquanto eu assinava uns papeis.

- Que isso querida, você sempre será a primeira em minha vida. – brinquei, beijando a mão dela e ela ergueu uma sobrancelha, cética – Estou indo para casa. – expliquei.

Melissa era uma senhora muito simpática que trabalhava de enfermeira no hospital, ela tinha por volta dos cinqüenta anos, mas sempre costumava brincar que eu era seu sonho de consumo.

Ela já me fizera passar por poucas e boas na frente das pessoas. Peguei meu casaco e deixei meu jaleco com ela que fez uma careta.

- Você está me achando com cara de empregada? – perguntou, cruzando os braços na frente do corpo e eu fiz uma cara de cachorro pidão, sorrindo torto para ela – Ah, tudo bem, Edward. Você é mesmo filho de Carlisle, esse sorriso encantador que não vale nada, mas faz qualquer mulher se derreter é igual ao dele. Deveria ser proibida tanta persuasão. – saiu reclamando sozinha.

- Te amo, Mel. – gritei, e fui para o meu carro.

Entrei no Volvo e segui para a zona norte da cidade onde nós morávamos. As ruas estavam desertas a essa hora, isso era óbvio, quem vagava pelas ruas geladas de Londres às 3 da manhã?

Cheguei em casa e deixei o carro na entrada da garagem, podia ver pelo lado de fora que a luz da sala estava acesa, com certeza, Bella estava me esperando com seu pote de sorvete de flocos quase todo devorado.

Abri a porta, joguei minhas coisas na estante no corredor da sala. Quando olhei para o sofá, Bella e Urso dormiam pacificamente, era tão lindo observá-la dormindo. Seu rosto estava sereno e não parecia ser a dona da voz que eu escutara ainda há pouco pelo telefone.

Cheguei mais perto e afastei o cabelo de seu rosto e peguei o pote de sorvete vazio que estava em seu colo. Urso quando me viu, fez uma festa e deu uma lambida em meu rosto, desliguei a TV e peguei Bella no colo para levá-la ao quarto.

Ela estava encolhida no sofá, provavelmente estava com frio. Quando eu a peguei no colo, seus braços se enlaçaram em volta do meu pescoço e ela colocou seu rosto na curva do meu pescoço, aspirando profundamente.

O corpo de Bella reagia ao meu mesmo sem ela estar consciente de seus atos, isso me deixava admirado, porque eu me sentia do mesmo jeito. Nossa relação estava numa fase tão gostosa que eu queria poder parar o tempo e ficar com ela assim, para sempre.

Subi as escadas com Urso me seguindo e pulando na minha perna, querendo que eu brincasse com ele. Bella continuava dormindo enquanto eu a colocava na cama. Deitei-a suavemente a cama enquanto ela soltava, hesitante, os dedos da minha camisa.

Coloquei o edredom sobre ela e fui para o banheiro tomar uma ducha. A água quente caía sobre meus ombros e deixava cada parte do meu corpo relaxada, estava morrendo de sono. Alguns dias dormindo pouco estavam sendo refletidos num cansaço enorme.

Sai do banho, - com muito custo - aquela água estava tão boa, vesti minha calça de moletom velha e fui para a cama, deitar ao lado de Bella que dormia tão pacificamente. Deitei ao seu lado e logo ela se encaixou em meu corpo e ronronou que nem uma gatinha.

- Desculpa? – falou, sonolenta.

- Por quê? – perguntei, confuso e ela enfiou seu rosto na curva do meu pescoço.

- Eu dormi. – murmurou timidamente.

- Você estava cansada, merece um descanso. – sibilei, acariciando seu cabelo e abraçando-a apertado.

- Eu me sinto péssima, fiz você largar do seu trabalho para vir ficar comigo e eu acabei dormindo. – a voz de Bella estava abafada – Eu sou uma péssima esposa.

- Bella, sem drama, por favor. – resmunguei, levantando o rosto dela para que olhasse em meus olhos – Nós dois estamos cansados, acho que podíamos usar essas duas horas de sono que nos restam e dormir, não acha? – provoquei, beijando sua orelha.

- Se você continuar me provocando desse jeito a última coisa que vamos fazer é dormir. – murmurou, dando um selinho em meus lábios – Agora, vamos dormir, doutor.

- Tudo bem. – suspirei.

Bella se enroscou em mim novamente, então comecei a cantarolar sua canção de ninar e adormeci pouco depois que ela.

~~*~~

O despertador tocava incessante e ecoava pelo quarto. A luz do dia já entrava pela grande janela do quarto. A claridade me dava vontade de voltar para debaixo das cobertas.

Olhei para Bella que dormia sossegada em meus braços e nem parecia se incomodar com o relógio maldito. Tirei-a de meus braços e levantei, hoje eu tinha uma prova e precisava estar na faculdade no horário.

Tomei um banho rápido e quando eu voltei para o quarto Bella estava acordada olhando para mim com um sorriso malicioso no rosto. Ela se levantou da cama e veio andando sensualmente até mim.

Ela foi chegando mais perto e me prendeu entre ela o guardarroupas. Então percorreu sua mão cálida por todo meu peito, provocando arrepios em todo meu corpo.

- Sabe... – falou e depois ficou na ponta dos pés para morder o glóbulo de minha orelha – Você podia ter me acordado para tomar um banho com você.

- Bella... – pareceu mais um gemido – Eu preciso ir para a faculdade, não posso me atrasar.

- Então, senhor Cullen, você terá que ser rápido. – sibilou, sorridente.

Bella me puxou pelo braço e nos jogou na cama, caí sobre seu corpo. A excitação entre minhas pernas já era bastante evidente. Bella arrancou minha toalha e jogou em algum canto do quarto com uma risadinha.

- Você não estava atrasado? – perguntou, provocante.

Capturei seus lábios num beijo avassalador e comecei a tirar seu pijama, enquanto ela gemia entre os beijos. Bella arrancou um gemido de minha garganta quando arranhou minhas costas com vontade enquanto eu a penetrava.

Estar dentro de Bella era algo indescritível, seu corpo rendido a mim desta maneira enquanto nós dançávamos uma dança que nós dois sabíamos exatamente o que o outro queria. Era algo que beirava a perfeição.

Enquanto estocava em Bella, seus gemidos iam ficando mais audíveis e eu soltei um gemido quando ela chupou meu pescoço com vontade, aquilo deixaria mais uma marca, além da minha costa.

Senti o sexo de Bella começar a apertar meu membro, aumentei o ritmo enquanto eu a olhava nos olhos, adorava ver o rosto de Bella quando eu a fazia ter um orgasmo. Quando ela chegou lá, aumentei o ritmo e a alcancei, explodindo dentro dela.

Nossas respirações estavam falhadas e um sorriso surgiu em seus lábios.

- Eu te amo, bebê. – ela murmurou, escondendo o rosto no vão do meu pescoço.

- Eu te amo mais, amor. – sibilei, beijando sua testa.

Ficamos mais alguns minutos ali, só aproveitando nosso momento juntos, o que na nossa atual situação era muito complicado de se arrumar. Sua mão acariciava meu cabelo enquanto eu percorria seu rosto com meu dedo, acariciando-a.

- Bells, agora eu tenho que ir, você me fez ficar muito atrasado. – disse, sorrindo.

- Desculpe. – Bella disse envergonhada.

- Para de graça, se eu não quisesse eu não teria consentido. – falei, dando um selinho nela e levantando rapidamente – Vamos, eu posso te dar uma carona, já estou atrasado mesmo. – disse, pegando minha toalha que ficou jogada no chão do quarto.

- Não precisa se preocupar comigo, posso ir dirigindo. – falou, se levantando enrolada no lençol da cama – Vá antes que você perca sua prova. – murmurou, chegando perto de mim e beijando meus lábios ternamente.

- Tem certeza? – perguntei e ela afirmou com a cabeça – Tudo bem então, até mais. – lhe dei outro selinho – Eu te amo. – disse já saindo do quarto.

Peguei minha bolsa e saí correndo para a garagem, tinha cinco minutos para chegar à faculdade. Hoje eu ganharia uma multa.

Bella POV

Edward saiu correndo para não perder a prova que tinha na faculdade e eu fiquei em casa, resolvi que hoje eu não iria para a faculdade, já estava super atrasada mesmo. Tomei um banho demorado.

Saí do banheiro e peguei uma calça jeans e uma camisa que Alice me dera, a qual tinha escrito nas costas "I love NY", bem do tipo turista sem noção. Eu adorava aquela camisa, apesar de Emmett sempre me zoar quando a usava.

Passei meu perfume e uma dor de cabeça terrível surgiu, coloquei o perfume de volta no guardarroupa antes que eu derrubasse o frasco. Talvez eu tenha passado mal porque não havia comido nada ainda esta manhã.

Desci para a cozinha e fui preparar algo para comer. Fiz ovo com bacon e sentei-me à bancada para comer, logo na primeira garfada da comida tive que sair correndo para o banheiro. Vomitei tudo que tinha acabado de comer.

Algo estava errado, porque eu estava assim? Será que tinha pego uma virose que me deixara assim? Nunca tinha tido enjôos nem dores de cabeças assim antes. Quase como um estalo em minha cabeça, eu me dei conta.

- Não pode ser... – minha voz saiu esganiçada e eu levei a mão diretamente a minha barriga.

Não! Eu queria gritar, não era possível. Justo agora? Não podia ser. Estava tudo tão bem, eu não podia estar grávida, depois de tudo que aconteceu, depois que Rose fora embora porque perdeu um bebê.

Era muita ironia. Saí correndo e peguei a chave do carro. Dirigi furiosamente pelas ruas da cidade até a farmácia mais próxima, eu precisava ter certeza do que estava acontecendo. Estacionei o carro de qualquer maneira e entrei na farmácia.

Minhas mãos tremiam. Peguei cinco testes, só para ter certeza absoluta. Eu tinha certeza que estava grávida, mas eu simplesmente me recusava a acreditar antes de ver o teste com o resultado positivo em minhas mãos.

Paguei por eles e segui de volta para casa. Entrei e fui direto para o banheiro, abri os testes e fiz todos eles. Estava ansiosa, roia minhas unhas sem me importar com o esmalte que as cobria. Fui até o espelho e levantei a camisa.

Passei a mão na superfície de minha barriga, ainda lisa, imaginando como eu ficaria quando estivesse com o barrigão. Imaginei como seria a criança que estava sendo gerada ali dentro, será que ela seria parecida com Edward? Imaginei a criança linda de olhos verdes como os olhos dele e um tão ruivo quanto o dele.

Parei com o pensamento, não podia ser. Edward já dissera que não queria filhos nesse momento e quando eu desse a noticia ele não aceitaria. Eu já imaginava mil possibilidades em minha cabeça e a pior delas – e a que não parava de atormentar – era o aborto.

Olhei no relógio e os minutos precisos para o teste ficar pronto já tinham se passado. Corri de volta para o banheiro e peguei o primeiro. Respirei fundo, meus dedos estavam trêmulos. Olhei o sinal de positivo e meu coração pulou.

Olhei todos até que no último mal conseguia enxergar devido às lagrimas que rolavam pelo meu rosto, eu não sabia o que fazer estava apavorada. Eu não podia chegar e dizer que estava grávida, não podia.

- O que eu faço? – minha voz saiu em meio aos soluços.

Com uma força de não sei aonde, levantei e peguei as chaves do carro e minha bolsa. Limpando as lágrimas, entrei no carro. Segui para a clinica de aborto, eu não tinha condições de ficar com a criança e se eu contasse à Edward ele me aconselharia a procurar uma clinica também.

Quando entrei no local logo uma mulher simpática veio me atender, antes de eu assinar os papéis e fazer o que eu viera fazer, a mulher me levou até uma sala onde tinha uma televisão e me disse que antes eu tinha que estar ciente do que eu estava fazendo.

O vídeo começou a passar, era uma criança que "falava" com a mãe de dentro o útero e aos poucos ele ia contando o dia a dia dele. Cada mudança no feto e tudo o que a mãe falava com ele. Então a história começou a mudar, o feto estava triste porque a mãe também estava e ele perguntava porque a mãe e o pai brigavam. Eu comecei a chorar quando o bebê pediu ajuda a mãe porque estava "arrancando" partes dele. E na verdade o que estava acontecendo ali era o aborto.

Aquilo cortou meu coração, onde eu estava com a cabeça em pensar nisso. Eu não podia fazer isso com uma vida que não pediu para vir ao mundo. Eu simplesmente não conseguia mais. Eu não tinha tanto sangue frio a ponto de fazer uma coisa dessas.

Levantei e saí da sala sem nem responder à moça que perguntara se estava tudo bem comigo. Saí da clinica e fui para o meu carro. Eu não podia contar a Edward sobre a criança, não depois de todas as vezes que ele disse para que eu tomasse pílula. Eu podia falar com Alice, mas todos ficariam sabendo em questão de horas.

Eu tinha uma saída: fugir. Não eu não teria tanta coragem e além do mais Edward não mediria esforços para vir atrás de mim. Eu tinha que lhe dar um motivo para que não viesse atrás mim. Liguei o carro e segui de volta para casa.

Eu não sabia como eu faria isso, mas eu teria que fazê-lo se quisesse ficar com a criança.


Antes de me matarem por isso, precisava fazer um comentário: aquilo é que foi uma rapidinha, rs

Então, agora o assunto é tenso! Bella está grávida e decidiu não contar ao Edward! O que será que vai acontecer? Qual a opinião de vocês?

O que vocês acharam do capítulo?

Bom, comentem tudo!! Ah, sempre esqueço de dizer, mas hoje eu lembrei! \o/

Quem não tem conta no FF ou tem preguiça mesmo de comentar pode comentar sem logar...

Agora, comenteeeem! o/

Kisses, May