Amores da minha vida, nem tenho cara de pedir desculpas pra vocês pela demora, mas eu estava em fim de bimestre na escola e eu fiquei muito atolada em provas e trabalhos - que não acabaram ainda - nos dois períodos que eu estudos, finalmente, consegui arrumar um tempinho pra postar pra vocês aqui, sei que estou em falta, mas nessas férias eu vou recompensar a fic por tanto demora pra história seguir em frente.

OMG, vocês comentaram bastantão, rs, muuuuuuuuuito obrigada por todas as reviews! Eu sei que muita gente ficou p da vida por causa da atitude da Bella, porém temos que entender o lado dela, ela está tão assustada, é tudo tão novo na vida dela que ela não sabe o que fazer. Claaaro que o Edward ia adorar ter um bebê ainda mais com a mulher que ele amava, porém as coisas vão se ajeitar em alguns capítulo, vai ser rápido galerinha, só aguentem essa fase insossa de Edward sem Bella, rs...
Podem ter certeza que isso ainda vai dar muita discussão. Como uma leitora comentou, é uma espécie de New Moon o contrário, hsaushsauashsauhas.
E para um leitor que fez um comentário que eu gostei muito que dizia que todas as histórias a Bella descobre que está grávida e foge, ri muito com seu comentário, pq é exatamente isso que acontece em muitas histórias, mas aqui vai ser um pouco diferente, bom não posso contar, mas vocês não perdem por esperar, rs, agora vou deixar vocês lerem o capítulo pq hoje eu falei demais mesmo!
Ah, e boas vindas aos novos leitores!
Nos vemos lá embaixo...


Capitulo XV: Begin Again

Bella POV

O vôo me deixou mais cansada física e emocionalmente, minha cabeça parecia que estava sendo esmagada por algo muito pesado. Meus olhos estavam inchados e minha aparência deveria estar horrenda.

Para minha surpresa Charlie estava no aeroporto me esperando e quando eu cheguei perto dele, ele simplesmente estendeu os braços para que eu corresse para ele. Abracei Charlie com força enquanto minhas lágrimas molhavam sua camisa.

Ele não disse nada, apenas me esperou parar de chorar e me guiou pela mão para a saída do aeroporto. Eu nunca lembrei de ter tanto contato com Charlie em toda minha vida, claro que nossa relação era muito boa, mas nunca chegamos a esse ponto de sentimentalismo.

Entrei na viatura e Charlie fechou a porta para mim. Quando entrou no carro ele me olhou e eu pude ver a pena em seus olhos. Eu deveria mesmo estar em frangalhos, não apenas por dentro, mas meu corpo devia estar refletindo a minha loucura interior.

O caminho foi no mais perfeito silêncio, não foi algo insuportável como sempre ficava quando eu e Charlie não queríamos falar, mas era algo bom. Charlie sabia o que eu estava sentindo, ele sofreu demais quando minha mãe fora embora. Ele devia saber o quanto eu estava sofrendo e por isso não quis forçar uma conversa.

Chegamos em Forks, aquela cidade tão verde quanto uma cidade podia ser e a chuva fina que caía das nuvens nubladas que sempre cobriam o céu de Forks. Estava tudo perfeitamente no lugar como antes, nada mudara. Até as pessoas eu ainda lembrava dos nomes e rostos.

Os olhares curiosos das pessoas eram atraídos para o carro do chefe de policia. Com certeza alguém já estava sabendo da minha volta. Charlie seguiu até nossa antiga casa, que para minha surpresa estava toda reformada e tinha um jardim lindamente montado no gramado em frente à casa de Charlie.

Aquela, nem de longe, lembrara a minha casa de um ano atrás. Isso só contribuiu para que eu me sentisse mais intrusa ainda dentro da casa de meu pai. Agora que ele tinha construído seu próprio lar. Sua nova família.

Charlie percebeu minha hesitação em entrar e sorriu calidamente para mim, incentivando para que eu entrasse. Acenei timidamente e entrei na casa, o choque ao ver o interior da casa foi tão grande quanto ver a fachada.

As paredes agora estavam todas pintadas de branco, que davam um ar de elegância a casa. Os moveis estavam todos renovados eram os mesmos, mas estavam melhores. A cozinha não tinha mais os armários amarelos da tentativa frustrada de Renée em dar um ar de alegria àquele cômodo. Os porta-retratos não eram mais os do casamento de Charlie e Renée, agora eram fotos com o pessoal de La Push e alguma fotos da minha infância.

Definitivamente eu não pertencia mais aquele lugar. Parecia mais uma estranha no ninho. Escutei um barulho e Sue apareceu sorridente da cozinha, com um avental rosa com vários patinhos desenhados, aquilo me fez sorrir. Sue sorria amigavelmente para mim e estendeu os braços para me abraçar.

Era tudo tão estranho e ao mesmo tempo tão perfeito. Era o tipo de amor maternal que eu estava precisando nesse momento. Era tudo o que eu precisava, nada mais.

- Bella, minha querida. – ela disse ainda me apertando no abraço de urso – Vamos até a cozinha, acabei de tirar alguns coockies do forno, vamos lá, aproveite para tomar um copo de leite, você deve estar faminta, minha querida. – falou suavemente.

- Querida, deixe-a respirar antes, aposto que ela quer tomar um banho quente e trocar essa roupa que usou na viagem inteira, não é pequena? – Charlie se intrometeu na empolgada Sue que eu estava descobrindo ser uma ótima pessoa.

- Oh, sim. – Sue murmurou – Vamos lá, eu te levo até o quarto, Leah e Seth o dividem, mas já falamos com Seth e ele vai dormir aqui na sala e você e Leah ficam no quarto. – explicou.

- Ah, não precisa tirar Seth do quar... – ela me interrompeu.

- Querida, essa casa antes de ser deles era sua, ele fica na sala e você fica no quarto. – insistiu – Leah pode lhe emprestar algumas roupas, percebi que você não trouxe nenhuma mala contigo.

Subimos as escadas e eu percebi as mudanças gritantes na casa, estava tudo tão diferente que era quase inacreditável. Minha antiga casa parecia ter passado por um episódio do Extreme Makeover, ou algo assim, é realmente Sue fez o mundo de Charlie virar de ponta cabeça. Isso era bom, pelo menos alguém conseguiu dar um jeito no velho ranzinza que habitava Charlie.

Ela me levou para onde seria meu antigo quarto, a porta agora era branca com detalhes marrons, quando abriu a porta para que eu passasse a surpresa não me atingiu como eu já estava me preparando. Estava tudo como antes, exceto por uma cama a mais no quarto.

Mas o resto estava do jeito que sempre fora, talvez Charlie não quisesse mudar meu quarto em respeito a mim. Sorri timidamente para Sue e sentei na minha antiga cama que agora era coberta por uma colcha roxa.

- O quarto é seu, fique à vontade. – Sue disse – Aquele é o guardarroupas da Leah pode pegar o que precisar, não fique envergonhada. – murmurou compassiva e depois saiu do quarto.

Observei o porta-retrato que estava na mesa de cabeceira. Neles estavam Sue, Seth, Leah e mais um homem que provavelmente deveria ser o pai deles. Harry morrera depois de um ataque cardíaco há três anos. Já estava mais do que na hora de Sue seguir em frente.

Meu pai também estava sozinho há tanto tempo que eu realmente não me importava com seu namoro, quer dizer, eu sempre vou ter ciúmes por ele ser meu pai, mas eu sei que Sue o faz feliz e para mim isso basta.

Suspirei, passando a mão na minha barriga. Agora eu tinha uma vida para tomar conta e não tinha a mínima ideia de como fazer isso. Era tudo tão novo e confuso nesse momento. Levantei e segui para o banheiro.

Olhei para minha barriga nua no espelho e havia uma diferença imperceptível quando olhava sem prestar atenção. Isso era bom, não fazia ideia de como contar ao meu pai que estava grávida e o pai na criança não sabia, e se dependesse de mim, não saberia tão cedo.

A água caía sobre meus ombros, me deixando relaxada e, por um instante, levando todos meus problemas com ela. Saí do banho e me enrolei no roupão felpudo e segui para o quarto. Fiquei um pouco temerosa em abrir o guardarroupas de Leah, já que nem a conhecia.

Com um surto de coragem abri a porta do guardarroupa e para minha surpresa a menina tinha tantas roupas quanto Alice. Só que as dela estavam espremidas no minúsculo guardarroupa que era meu desde criança.

Procurei por alguma roupa que não aparentasse ser cara já que estava pedindo emprestado era melhor não abusar da boa vontade dos outros. Escutei a porta do quarto se abrindo e me virei rapidamente, dando de cara com Leah.

Ela era realmente linda. Seus traços indígenas lhe davam um ar misterioso. Seus olhos pretos como a noite eram tão profundos que eu podia ver sua felicidade em me ver. Seus cabelos que caiam em cascatas por seus ombros completam a aparência perfeita.

Ela estava sorrindo para mim que, provavelmente, estava com cara de boba olhando assustada como se fosse uma criança pega com a mão no pote de biscoitos.

- Er, eu... – comecei a gaguejar.

- Olá Bella. – falou animada – Ah, tudo bem, minha mãe avisou que você estaria aqui no quarto. Precisa de uma roupa? Deixa que eu pego algo para você. – disparou a falar – Ah, que falta de educação a minha, eu sou a Leah. – estendeu a mão para mim.

- Oi Leah. – murmurei, timidamente e apertei sua mão.

Ela rapidamente se afastou e seguiu para o guardarroupa, mexendo na pilha de roupas e tirando algumas peças de lá. Entregou para mim e sorriu.

- Acho que essas vão lhe servir direitinho, vou dar licença para você trocar de roupa. – falou, indo para a porta – Estamos lá embaixo te esperando para o café. – Leah disse antes de sair.

Definitivamente ela não era normal.

Peguei a calça jeans e a blusa azul que ela me dera e vesti. Olhei no espelho e realmente coube perfeitamente. Olhei a blusa azul e imediatamente minha mente associou a Edward, que adorava azul. Eu senti meu peito se apertando e lutei contra as lágrimas que queriam sair.

Respirei fundo e prendi meu cabelo num rabo-de-cavalo e saí do quarto antes que eu começasse a chorar feito uma criança. Logo nas escadas já escutava as gargalhadas de Charlie vindo da cozinha. Uma onda de felicidade me atingiu, senti meus lábios se curvarem num fraco sorriso.

Entrei na cozinha e todos estavam lá. Quando Charlie me viu logo se levantou e foi até mim, Sue colocou leite num copo enquanto Charlie me guiava até a mesa.

- Está melhor agora? – perguntou, visivelmente preocupado.

- Sim, estou bem. – menti e ele me olhou desconfiado.

- Então se sente para comer, deve estar faminta. – Charlie murmurou, puxando a cadeira para mim e, de novo, eu lembrei de Edward.

Merda.

- Oi Bella. – Leah disse, animada – Vejo que a roupa coube perfeitamente em você. – murmurou, comendo um coockie – Eu sempre acerto.

- Leah, deixa de ser chata. – Seth resmungou com a boca cheia.

- Seth, olha os modos, parece que foi criado por um monte de lobos. – Sue repeendeu.

- Se formos levar em conta todas as lendas de La Push... – Leah murmurou, pensativa – Realmente ele foi criado por um monte de lobos. – provocou, enquanto Seth mostrava a língua para ela.

- Crianças vamos parar com isso? – Sue sugeriu, me oferecendo mais comida – Bella não é obrigada a ficar escutando suas briguinhas.

- Ah não, tudo bem. – falei rapidamente.

- O Seth que come que nem um morto de fome, nunca vi tanta falta de educação numa pessoa só. – Leah acusou, indiferente.

- Leah, por que você não vai escrever no seu diário o quanto você ama o Jacob? – Seth quase gritou as palavras e depois gargalhou alto.

O rosto de Leah ganhou um leve tom avermelhado, ela estava com raiva.

- Seth, seu idiota, cala a porra dessa boca. – gritou, jogando um coockie em Seth, aquilo me deu vontade de gargalhar.

- Leah Clearwater. – Sue falou com autoridade – Não quero mais ouvir palavrões aqui nessa mesa, entendeu? – Leah assentiu e Sue se voltou para Seth – Se vocÊ voltar a ler o diário de sua irmã novamente, Seth, eu vou te deixar de castigo, vou lhe proibir de sair com sua gangue, entendeu? – perguntou, ameaçadora.

- Sim. – Seth disse fazendo bico.

- Muito bem. – Sue disse com um sorriso – Bella, querida, desculpe por essa cena. Você está tão abatida, criança, coma um pouco mais. – ela disse empurrando mais comida pra mim, a essa altura do campeonato eu já não agüentava mais nada.

- Não, Sue, obrigada, estou satisfeita, obrigada. – falei, gentilmente.

- Bella, você não acha que comeu pouco? – Charlie se pronunciara pela primeira vez.

- Estou bem, pai. – resmunguei, estava odiando toda essa atenção em cima de mim, será que não podiam deixar uma grávida em paz? Pelo menos um dia?

- Bella, sua mãe ligou aqui. – ele sibilou, sério – Ela, de alguma maneira, descobriu que você está aqui, e, bom, eu mandei ela ligar outra hora, acho que devemos conversar primeiro.

- Não faço ideia de quem disse a ela que estou aqui. – admiti, pensativa – E sim, nós podemos conversar, se o senhor quiser pode ser agora. – disse, meio sem vontade pra isso.

- Então vamos ali na sala, por favor, devemos conversar a sós. – sugeriu.

Ele se levantou e eu fiz o mesmo, não sabia como contar a ele, mas eu teria que fazê-lo. Charlie sentou no sofá da sala e eu sentei no outro sofá que ficava de frente para Charlie. Ele esperou que eu começasse a falar, abri a boca para falar, mas logo fechei-a novamente.

- Pode falar, Bella. – ele disse, calmo – Não precisa ter medo. – incentivou.

- Isso é um pouco complicado, - murmurei, olhando para minhas mãos que apertavam uma a outra – Pai, eu estou grávida. – minha voz sumiu na última palavra.

- Foi por isso que você veio embora? – perguntou surpreso, eu assenti sem olhar em seus olhos – Mas por quê? Edward não quis a criança? Vocês brigaram? O que aconteceu? – despejou e depois respirou fundo.

- Não pai, eu não contei a ele e nem vou contar. – expliquei, Charlie ficou boquiaberto e antes que ele começasse com o discurso eu continuei – Pai, tente me entender, Edward não quer um filho, ele pode não ter falado, mas ele sempre me perguntava se estava tomando pílula e nossa vida já estava tão complicada, um filho só atrapalharia mais ainda, eu não quero que essa criança seja recebida desta maneira. Decidi ficar com ela e não quero que Edward saiba porque isso só faria que ele sentisse pena e ficasse comigo por obrigação. – falei tudo de uma vez e meu pulmão reclamou, querendo ar.

- Bella, eu não acredito que você fugiu. – ele disse, desapontado – Edward, apesar de um adolescente, sempre lhe tratou com respeito, eu realmente não acho que ele rejeitaria essa criança, Bella. – sibilou, ele estava irritado.

- Pai, Edward já me dissera milhares de vezes que não queria um filho, pelo menos não agora. – murmurei, olhando nos olhos de Charlie que eu tinha puxado – Ele está na metade da faculdade e está trabalhando nas horas vagas, ele mal conseguia ficar em casa. – a essa altura as lágrimas já escorriam pelo meu rosto.

- Bella, ninguém disse que um casamento era algo fácil, ninguém disse que a vida seria fácil, minha filha. – Charlie já estava mais calmo, sua voz era branda – Você tem que entender que um dia essa criança sentirá falta do pai e que esse dia pode ser tarde demais. – eu já estava em seus braços chorando que nem um bebê.

- Pai, eu quero ficar com a criança, já abandonei ele e agora só me resta o bebê. – choraminguei – Eu prefiro continuar do jeito que está, eu vou cuidar da criança sozinha. Eu posso criá-la sozinha, só, por favor, não fale nada para ninguém.

- Bella, isso trará conseqüências mais tarde, mas isso é uma escolha sua. – admitiu – Você sabe o que faz e se eu contasse, provavelmente, você estaria bem longe daqui em questão de horas, eu sei o quanto você pode ser teimosa quando quer. – Charlie disse e eu sorri fracamente.

- Obrigada por me entender, pai. – sussurrei – Eu te amo.

- Espero que você saiba o que está fazendo, Bells, você está decidindo por outra pessoa. – sibilou, pensativo – Eu também te amo, pequena.

Eu não até que horas ficamos ali, ele acariciando minha cabeça e eu chorando tudo que tinha direito, mas em algum momento eu cai num sono profundo. Só senti quando o colchão macio tocou minhas costas e logo depois fui coberta.

~~*~~

Acordei com berros vindos do andar de baixo.

Será que eu não podia descansar? Nem um pouco? Hei, eu estou grávida.

Levantei num pulo. A claridade do dia já entrava pela janela do quarto e Leah dormia tranqüilamente na sua cama como se não houvesse ninguém aos berros no andar de baixo. Fui até o banheiro e lavei meu rosto, escovei meu dente e prendi meu cabelo. Agora eu estava decente para ir até lá.

Saí do quarto, tomando cuidado para não acordar Leah. Os gritos acabaram, mas ainda havia duas pessoas discutindo e uma delas era Charlie. Cheguei na sala e meu coração parou por algum instante ao ver Renée parada na sala como se tivesse o rei na barriga enquanto Charlie estava em sua frente, provavelmente os dois estavam discutindo.

Charlie me viu e parou de falar instantaneamente. Renée se virou e olhou para com um ar de indiferença. Fui até eles e parei do lado de Charlie, encarando minha mãe.

- Olá Isabella. – ela disse.

- Oi mãe. – sibilei, sem nenhum pingo de simpatia na voz – A que devemos a visita? – perguntei, o mais cínica possível.

- Olha o tom de voz que você fala comigo, ainda sou sua mãe. – Renée disse – Eu vim aqui para ter certeza do que me informaram já que minha filha não atende aos telefonemas da mãe. – acusou e um riso de escárnio saiu de meus lábios.

- Você nem merecia que eu falasse com você, Renée. – falei, olhando naqueles olhos azuis que não demonstravam nenhum tipo de amor – Você se recusou a ir a meu casamento, você amaldiçoou minha felicidade, você nunca quis me ver feliz. – explodi – Você sempre quis que eu fosse como você, uma mulher amargurada. – cuspi as palavras.

- Isabella Swan, eu não lhe dei permissão para falar comigo desta maneira, eu sou sua mãe. – sibilou, nervosa – Eu só falo as coisas para o seu próprio bem. No fim você está aqui, sem marido e voltando a morar com seu pai. – riu com escárnio.

- Cala a boca, você não sabe de nada. – eu gritei.

- Nem para arrumar um dinheiro dele, Isabella. Você voltou de mãos vazias, você nunca escuta, nem para um arrumar um filho, pelo menos receberia uma pensão bem gorda ou você pensa que eu não sei que aquela família tem dinheiro?

- Renée, quantas vezes terei que lhe dizer que não como você. – falei com um sorriso nos lábios – Você é uma vadia, sempre foi. Me admira muito Charlie ter te agüentado por tanto tempo, você é ridícula, Renée. Você não tem amor próprio.

Eu vi o rosto de Renée ficar vermelho e ela levantou sua mão para me bater. Meu choque foi tão grande que eu fiquei paralisada esperando pelo choque, mas ele não veio. Charlie segurou a mão de Renée e a empurrou para longe de mim.

- Não toque nela, Renée. – Charlie sibilou, autoritário – Eu não vou permitir isso dentro da minha casa, faça o favor de sumir daqui, eu nunca mais quero ver você atormentando nossa vida. – murmurou, abrindo a porta.

- Eu vou, mas fique sabendo, vocês dois, que um dia ainda precisarão de mim. – seus lábios tingidos de vermelho se curvaram num sorriso – Bom, eu não poderei fazer nada, au revoir. – sibilou e saiu da casa enquanto Charlie batia a porta com força.

- Eu não consigo acreditar no ponto que Renée chegou, só sendo muito fria para fazer uma coisa dessas. – Charlie murmurou indignado – Você está bem, filha?

- Yep. – resmunguei – Na verdade, eu não fiquei surpresa com isso, Renée sempre agourou esse casamento com muita esperança que eu me ferrasse para que ela pudesse ter a razão e, no fim das contas, ela realmente tinha razão. – sibilei, olhando a chuva fina que caía do lado de fora.

- Isabella, pare de dar razão a Renée. Ela só quer nos ver como ela está, sozinha e amargurada, mas não se esqueça que seu velho pai sempre estará aqui quando você precisar, minha criança. – Charlie disse e eu já senti as lágrimas invadindo meus olhos.

- Tudo bem, pai, pare com isso. – resmunguei – Estou sensível, uma grávida fica com os hormônios a flor da pele. – murmurei e Charlie gargalhou.

- Que noticia maravilhosa querida. – Sue entrou na sala com os olhos marejados e me abraçou forte – Uma criança é uma benção na vida de qualquer mulher. – ela disse olhando em meus olhos.

- Obrigada, Sue. – murmurei, tímida.

- Querida, só precisamos manter esse segredo por um tempo. – Charlie disse a Sue que estava radiante com a notícia – Bella não quer essa atenção toda em cima dela neste momento. – explicou.

- Tudo bem, querida. – Sue sempre muito compassiva – Seu segredo está seguro comigo.

- Obrig... – fui interrompida por batidas na porta – Será que é a Renée de novo? – bufei, indo até a porta e abrindo-a com fúria – Olha aqui, Renée, eu nunca... – quando eu vi a cabeleira loira de Rosalie em minha frente meu coração pulou – Rose? – minha voz saiu esganiçada.

- Olá Bella. – a voz doce de Rose soou alegremente pelo ambiente, me deixando confusa – Não vai me convidar para entrar? – perguntou e eu a deixei entrar.

Pelo visto hoje o dia seria de grandes surpresas.


E então? O que acharam do Charlie? Ele sempre apoiando a Bella...

E a nova família? Sue carinhosa como sempre, Seth tão fofo e encherido e uma Leah bem mais legal com a Bella...

E o novo ataque da Renée? Essa mulher merecia tomar uma surra... Ainda bem que o Charlie estava lá pra proteger a Bells!

Agora a Rose apareceu, o que será que vai acontecer? *suspense*

Bom, comentem tuuuudo sobre o capítulo!

Quero muitas reviews, até mais amores!

Beijos, May