Oi amorees!

Olha eu de novo pra encher vocês! shahuashsauashushsauashsa

Estou postando bem rápido né? Mas tbm com tantas reviews vocês merecem! *-*

Todo mundo preocupado com a tal vizinha, rs... Tadinha gente, ela estava sendo gentil com ele, só isso. Ah, e ela não é a Tanya, nunca mias quero ver as fuças da Tanya por aqui! =D

Ele tá sofrendo né tadinho, mas isso vai acabar em brevee!!

O capítulo de hoje é o POV da Bella, e a Rosalie vai querer ter uma conversa com ela...

Vou deixar vocês lerem!

Nos vemos lá embaixo!


Capítulo XVII: I'm starting to move on

Trecho da música Too Little, Too Late - Jojo

Bella POV

Rosalie estava sentada no sofá da sala da casa de Charlie esperando que eu iniciasse a conversa. Sua cara não era das melhores, ou seja, Rosalie sabia que eu não queria começar com essa conversa.

Rose sempre fora minha melhor amiga, junto com Alice nós éramos quase como irmãs biológicas. Uma sempre sabia quando a outra estava mentindo. E confesso que não queria que Rosalie soubesse, eu já sabia a reação dela. Com certeza, sairia correndo para contar a algum dos Cullen.

Charlie e Sue já tinham nos dado licença assim que Rosalie sentou-se no sofá, olhando cada detalhe do cômodo como um pretexto para que eu começasse a falar, mas eu não fazia ideia de como começar ou se fosse arrumar alguma mentira de última hora.

- Então, você não me contará, não é mesmo? – Rosalie finalmente quebrou o silêncio entre nós.

- Rosalie... – suspirei, indo até a janela, ficando de costas para ela e observando o movimento lá fora.

- Bella, você não precisa contar, tudo bem? – Rosalie tentou fazer uma psicologia reversa.

- Rose, você sabe que eu já não caio nessa há algum tempo. – resmunguei.

- Você quer que eu fale o que então? – agora ela estava irritada – Você não confia na sua própria amiga, ou melhor, na sua melhor amiga, porque era isso que nós éramos, Bella. Não sei se você se lembra, mas eu te conheço desde a nossa infância. – as palavras eram afiadas como navalhas.

- Melhor amiga? – retruquei com ironia – Desde quando melhores amigas abandonam umas as outras? – as palavras saíam antes que eu pensasse – Você foi embora de Londres, largou Emmett, largou tudo sem sequer dar algum telefonema de que estava tudo bem, Rosalie. – suspirei – E agora você vem com essa falsa moral? Para mim não, Rose.

- Você não sabe de nada, Isabella. – sua voz agora era tão calma quanto ácida – Ninguém me entendeu naquela época, ninguém desconfiou que eu tivesse entrado em depressão, Bella. Ninguém. – agora nós estávamos cara a cara – Eu sofri demais, mas todos achavam que eu estava me comportando como uma criança mimada, mas eu estava muito pior que isso. – seus olhos estavam marejados.

- Rose... – eu tentei falar, mas ela não deixou.

- Eu perdi minha filha, Bella. – agora sua voz estava embargada – Meu bebê, você sabe o quanto isso doeu em mim? Provavelmente não, você não sabe o que uma mãe pode fazer por seu filho, Bella. O amor de uma mãe não conhece limites. – nós duas estávamos chorando agora.

- Eu sei o quão grande pode ser o amor de uma mãe, Rose. – murmurei enquanto levava minha mão até a barriga pouco perceptível – Agora eu entendo. – ela olhou para mim e um sorriso se iluminou em seu rosto.

- Aah, Bella eu não acredito. – ela quase gritou vindo me abraçar – Você está grávida, não podia ter tido uma noticia melhor que essa. Eu vou ser tia. – ela se afastou para acariciar minha barriga.

- Sim, Rose. – sibilei, entre as lágrimas.

- Mas isso é divino, Edward sabe? – perguntou, tocando no último assunto que eu queria conversar.

- Não, ele não sabe. – falei, tocar nesse assunto tinha estragado todo o nosso momento emoção – E ele não vai saber tão cedo, se depender de mim. – acrescentei.

- Mas como assim?! – gritou – Essa criança merece conhecer o pai, Edward merece saber sobre a menina, Bella. Isso é loucura, como você pode dizer uma coisa dessas e não se sentir mal?

- Rosalie, ele não quer um filho. – disse, passando a mão em meus cabelos, nervosa – Você sabe o quanto nossa vida já estava conturbada por conta de tantas obrigações. Você sabe como Edward sempre foi... – minha voz saiu esganiçada nas últimas palavras.

- Bella, eu não concordo com você. – Rosalie suspirou – Você sabe o quanto Edward mudou por você, ele fez tudo por você Bella, não é possível que ele seja tão frio a esse ponto. Eu não consigo crer que ele seria capaz de fazer algo assim, não consigo.

- Você não me entende, mas deveria me entender, Rose. – sibilei – Você fugiu do amor da sua vida por causa da sua depressão, você poderia muito bem ter pedido ajuda para alguém, mas preferiu sair de cena sem sequer lutar pelo amor de Emmett e agora? – suspirei – Agora ele está em outro lugar, uma vida totalmente diferente porque ele queria te esquecer.

- Não é a mesma coisa, Bella. – sibilou, irritada – Você está sendo covarde.

- Ah, agora eu sou a covarde? – retruquei com extrema ironia – Nossos casos são tão parecidos quanto você imagina. Você fugiu por covardia de admitir seu problema e agora sua vida nunca mais será como antes. – falei – E eu também estou sendo covarde porque eu prefiro me afastar sem me machucar mais do que eu já me machuquei, Rose. Se Edward rejeitasse o bebê eu não sei se conseguiria mais olhar na cara dele, por isso eu prefiro sair sem mais danos... – meus pulmões reclamaram por ar.

- E é por isso que eu te digo, Bella. – Rose estava chorando enquanto pegava algo em sua bolsa – Não faça o que eu fiz, seja forte e lute pelo o que você quer, antes que seja tarde demais. – ela jogou uma revista em cima da mesa de centro.

Me aproximei e peguei a revista, logo na capa um rosto conhecido. "Emmett Cullen o mais novo astro do Chicago Bears", informava a manchete.

- Agora é tarde demais para mim, Emmett seguiu com sua vida e eu fiquei para trás, por causa da minha covardia. – admitiu chorando, fui até ela e a abracei forte.

- Rose, já é tarde demais. – suspirei – Eu disse muitas coisas horrendas a ele, acho que está na hora de seguirmos em frente, não acha? – ela sorriu, mas não era um sorriso feliz.

- Se você acha que isso é o melhor para você, mas fique sabendo que essa criança vai querer conhecer o pai, Bella. Isso não é algo simples de lidar. – alertou, séria.

- Rose, você vai me ajudar, eu tenho certeza. – sorri para ela – Afinal a madrinha é a segunda mãe.

- Obrigada, Bella. – ela murmurou chorosa – Eu sei que falei muitas besteiras hoje, mas eu quero que saiba que apesar de não concordar com sua decisão, eu estarei com você para o que precisar.

- Você disse tudo que eu precisava ouvir para seguir em frente, Rose. – admiti – Eu sei que a partir de agora tudo será duas vezes mais difícil, mas eu realmente te quero ao meu lado.

- Eu vou estar. – prometeu.

~~*~~

Rose ficou comigo até o entardecer. O céu lá estava alaranjado com rajadas púrpuras desenhando graciosamente o fim de tarde em Forks. Nós duas conversamos, na maior parte do tempo, sobre ela e tudo o que aconteceu depois que partiu.

Ela quis saber sobre Emmett, eu não achei que fosse saudável ficar relembrando o passado, mas mesmo assim ela insistiu querendo saber mais sobre ele. Charlie e Sue não retornaram a sala mesmo com toda a nossa gritaria.

Leah e Seth passaram algumas vezes pela sala, animados e ansiosos pela festa de hoje à noite. Hoje era aniversário de Billy Black, o melhor amigo de Charlie e pai de Jake, ele faz parte da tribo Quileute. Hoje eles comemorariam a data do seu próprio jeito.

Uma fogueira na beira da praia, todos os descendentes Quileutes em volta dela enquanto Billy contava as mais antigas lendas sobre a tribo. Essa era a primeira vez que Seth participava do ritual depois que Harry, seu pai, morreu.

Seth era o que mais sofria com a perda do pai, mas ele de alguma maneira tinha aceitado Charlie tão bem quanto eu aceitara Sue dentro de casa. Seth sofreu por muito tempo, rejeitando tudo que lembrasse à seu pai, mas esse ano algo mudara e ele resolveu fazer parte da tradição.

Leah estava feliz por causa de Jake que provavelmente estaria lá para comemorar o aniversário de Charlie. Até aquela vez na mesa com todos, eu não sabia sobre a paixão de Leah por Jake, era até engraçado já que ela não era tão nova, mas Jacob não dera muita atenção a ela.

Depois de levar Rose até a porta, segui para cozinha onde todos estavam conversando animadamente. Puxei uma cadeira e me juntei à conversa.

- ... você acha que só aquilo de comida consegue manter aquele bando? – Sue dizia, pensativa.

- Sue, queria, tem comida suficiente para uma matilha. – Charlie disse rindo.

- Mas esses meninos estão em fase de crescimento e precisam comer bastante. – suspirou, olhando para Seth que devorava um sanduíche enquanto ela fala – Um pouco de modos Seth, por favor, eu te dei alguma educação, afinal de contas. – reclamou e Seth deu de ombros.

- Bella, você vai né? – Leah quase quicou na cadeira – Diz que sim. – fez uma cara de cachorro pidão.

- Eu não sei Leah... – resmunguei.

- Bella, vamos querida, não vai te matar sair um pouco e ver outras pessoas, alias eu acho que isso te fará muito bem. – Charlie disse.

- Por favor, Bella. – Leah estava quase implorando para que eu fosse.

- Ah, diabos. – praguejei – Eu vou.

- Isso é perfeito, vamos arrumar algo para você vestir. – Leah saltou da bancada e me puxou para o quarto.

Leah me lembrava muito Alice. Esse jeito hiperativo e irritante era idêntico ao jeito da baixinha que costumava ser minha melhor amiga. Afastei o pensamento antes que eu chorasse e estragasse a noite que não tinha nada para ser boa.

Leah me arrumou um vestido florido longo, um estilo bem praia mesmo e uma sandália rasteira. Ela mandou eu jogar o cabelo e deixá-lo solto para que o vento pudesse me dar um ar elegante. Eu juro que vi Alice na frente quando ela disse isso.

Depois disso ela colocou uma saia e uma blusa que caíram perfeitamente em seu corpo esguio. Leah era bonita da sua maneira, isso dava um toque especial nela. Depois de alguns minutos descemos e esperamos lá fora.

O céu estava estrelado e não chovia essa noite. Alguém lá em cima estava contribuindo para a grande fogueira na praia. Sue e Charlie traziam as comidas e colocavam dentro da viatura. Era tanta comida que não sabia como Sue ainda achava que os meninos ficariam com fome.

- Quem vai estar lá? – perguntei, entrando no carro após Leah.

- Bom, acho que todos. – disse – Sam, Emily, Paul, Jared, Jacob... – sua voz ficou mais animada no último nome e seu sorriso cresceu – Ah, tem bastante gente, sozinha você não ficará. – ela sorriu para mim.

- Se você está dizendo. – murmurei, dando de ombros.

O caminho até La Push foi silencioso, abri a janela de trás deixando o vento bater em meu rosto e brincar com meu cabelo. A noite de lua cheia estava linda e quanto mais perto da praia nós chegávamos mais ela ficava brilhante.

Paramos na casa de Billy e andamos até a praia que não ficava muito longe dali. Leah falou o caminho todo, explicando tudo que alcançasse sua vista. Ela sabia muito da história daquele lugar.

Havia algumas pessoas já em torno da fogueira, junto com Billy. Eles mantinham uma conversa amigável e bebiam alguma coisa. O ar naquela noite estava tão leve, desde que partira nunca senti uma calmaria como essa.

Sentei um pouco longe das pessoas, mas ainda sim podia escutar a conversa animada entre eles. Sam e sua namorada, Emily estavam sentados perto de Billy que estava misterioso na noite de hoje. Olhei para Emily que estava me olhando percebi que em seu rosto haviam cicatrizes profundas. Parecia ter sido um ataque de um animal muito grande a julgar pelas fendas em seu rosto delicado, mas mesmo com as marcas ela continuava sendo linda. E pelo jeito que seu namorado a observava com devoção aquilo não fazia a menor importância para ele.

Ainda me lembrava de alguns nomes da rápida apresentação de Leah, espelhados em volta da fogueira estavam Paul, Embry, Jared, Quil... eu, definitivamente precisava que eles colocassem crachás para poder identificá-los.

Leah sentou-se ao meu lado e pude ver em seu rosto o desapontamento.

- O que foi? – perguntei, jogando uma pedrinha no mar.

- Acho que o Jacob não vem. – murmurou, desanimada.

- Quem sabe ele não apareça daqui a pouco. – incentivei – Ele pode estar preso numa reunião da empresa.

- É, tanto faz, ele nunca me dá bola mesmo. – resmungou, se levantando e sentando perto de Seth.

Um riso escapou de minha garganta com o repentino ataque de Leah, fazia tempo que eu não ria e foi bom. Billy percebendo a demora de Jake resolveu começar com as lendas da tribo sem ele. Nesse momento todos permaneceram em silêncio, parecia que todos estávamos sendo guiados a outra dimensão.

- No inicio, os quileutes eram um pequeno povo – disse Billy – E ainda somos um pequeno povo, mas nunca desaparecemos. Isto porque sempre houve magia em nosso sangue. Nem sempre a magia da mudança de forma... Esta veio depois. Primeiro, éramos guerreiros espíritos.¹

A autoridade de Billy era mostrada naquele momento, sendo um dos mais velhos descendentes quileutes todos o escutavam silenciosos e com muita atenção. A voz de Billy ecoava pelo ambiente transformando a atmosfera.

A história saia de seus lábios. era quase palpável a admiração dos menores e o respeito dos mais velhos era algo a se admirar. Eu prestei atenção em todas as palavras de Billy, a história da tribo era tão interessante de mítica que nos levava ao mundo onde nada era impossível.

Homens se transformando em lobos, os frios que sugavam o sangue dos inocentes. Era um universo paralelo totalmente mágico e fascinante que prendeu minha atenção inacreditavelmente.

- Taha Aki jamais se reuniu à tribo. Nunca voltou à forma humana. Ficou deitado por um dia ao lado do corpo da terceira esposa, rosnando sempre que alguém tentava tocá-la, depois foi para a floresta e jamais voltou.² – Billy estava quase no fim de sua história.

Quando meu olhos se desviaram da figura de Billy, meus olhos se encontraram com os de Jacob, que estava encostado em uma arvore a alguns metros de distância. Ele observava o fim da história e olhava com admiração seu pai que a contava nos mínimos detalhes.

Jacob olhou para mim e percebeu que eu era a única que havia percebido sua presença ali e abriu um largo sorriso para mim. Era impossível não retribuir a alegria de Jacob. Quando Billy terminou de contar a história a atmosfera ainda estava cercada pela magia quileute e todos falavam baixo e calmamente.

- Antes tarde do que nunca. – Sam falou, vendo Jacob se aproximar de nós.

- Estava numa reunião com meu sócio. – Jake murmurou.

Observei-o tirando o paletó e jogando em qualquer canto na areia depois ele afrouxou o nó da gravata, tirando-a.

- Ei Jake. – Seth gritou – Não quero ver um strip-tease cara, vá tirar sua roupa para lá. – gargalhou, fazendo Jake atirar sua gravata nele.

- Você continua sendo um babaca, Seth. – Jacob disse indo até Billy – Olá pai, desculpe a demora. – sorriu alegremente para Billy.

- Tudo bem meu filho, por sorte você está aqui. – Billy soltou Jake após sussurrar algo no ouvido de Jake que o fez gargalhar e ninguém entendeu.

- Jake, querido. – Sue disse abraçando Jake forte – Você está tão magro, coma alguma coisa.

- Acho melhor mesmo, antes que o Paul engula tudo de uma vez. – Seth provocou.

- Claro, seu bobo. – Paul jogou um pão em Seth.

- Por que todo mundo fica atirando coisas em mim? – Seth murmurou, indignado o que fez todos caírem na gargalhada.

Depois disso Jacob deu um beijo na testa de Leah que ficou radiante e depois ele pegou algo para comer. Parei de observá-lo e fiquei olhando as ondas do mar que estavam agitadas essa noite e batiam contra as pedras a beira da praia.

No céu a lua cheia brilhava com muitas estrelas em volta dela. Passei a mão na minha barriga que logo estaria grande e perceptível. Eu não fazia ideia do que faria da minha a partir de agora pelo menos eu tinha meu pai e Rose para poder me ajudar.

- Posso saber o que a senhorita faz sozinha aqui? – a voz de Jake me fez pular de susto.

Olhei para cima e lá estava ele, com seu sorriso genuíno no rosto me oferecendo comida e somente agora eu percebi que meu estômago estava reclamando de fome. Sorri para ele e aceitei o sanduíche que ele me oferecera.

- Eu sou um pouco anti-social, eu acho. – murmurei, vendo-o sentar ao meu lado.

- Que isso, Bells. – Jake murmurou, balançando a cabeça negativamente – Pode admitir que você veio para se divertir com seu velho amigo aqui. – sibilou, convencido.

- Ah, Jake, não me faça rir. – falei, esmurrando seu braço sem força.

- Pelo menos eu te fiz comer. – ele apontou o cachorro-quente quase todo devorado em minha mão – Não sei como Sue não te fez engolir uma vaca ainda. – Jacob resmungou e eu gargalhei.

- Pelo visto a parte de comer uma vaca ficou com o Seth. – apontei para Seth que ainda estava sentado perto da fogueira com um prato cheio de comida – Não sei como ele consegue comer tanto assim, é difícil acreditar que caiba tudo nesse corpo magricelo. – comentei, pegando o refrigerante das mãos de Jake.

- Ei, isso é meu sabia? – perguntou, sorrindo.

- Não sabe dividir? – reclamei, devolvendo a latinha de coca depois de tomar quase metade dela – Você é mais novo, tem que respeitar os mais velhos, ok? – brinquei enquanto ele me olhava com um sorriso maroto em seus lábios.

- Falou a anciã. – provocou – Você é apenas um ano mais velha que eu, Bells, além disso agora eu sou muito responsável, entrei numa sociedade com um colega da faculdade e montamos uma empresa promissora. – observou.

- OMG... – eu gargalhei – Não acredito em você falando todo certinho desse jeito, Jake. É muito hilário... – continuei rindo enquanto ele me olhava suas bochechas levemente coradas – Você está corando! – acusei enquanto ele olhava para o outro lado.

- Está bem, pare de rir, sua chata. – murmurou, irritado e fez um bico.

- Oh, tudo bem, lobinho. – provoquei novamente e ele me olhou sério – Tá, parei. – levantei as mãos no ar em sinal de defesa – Ah, vamos mudar de assunto então... – murmurei, ainda contendo o riso – O que você anda fazendo da sua vida?

- Não consigo ficar bravo com você quando você faz essa cara. – se rendeu e voltou para o meu lado – Você não está com frio? – perguntou, passando o braço sobre meu ombro e eu sorri para ele.

- Obrigada. – falei e encostei a cabeça em seu ombro, meus olhos já fechando sozinhos.

- De nada. – murmurou enquanto brincava passando os dedos por toda a extensão do meu braço – Por que você está aqui, Bella? – sussurrou e eu imediatamente me senti inconfortável.

- Podemos, por favor, não falar disso agora, Jake? – era quase uma súplica – Eu estou tão bem nesse momento, não quero lembrar de tudo, não agora. – murmurei.

- Tudo bem, Bells. – Jake sussurrou acariciando meu cabelo – Quando você estiver pronta para conversar eu estarei aqui para você.

- Obrigada, Jake. – eu estava ficando sonolenta – Eu te amo. – murmurei.

- Eu também te amo, Bells. – foi a última coisa que eu escutei antes de ser arrasta para um sono profundo.

Depois de um tempo sentido a brisa do mar em meu rosto enquanto estava dormindo, senti meu corpo ser levantado e alguém me carregar para outro lugar. Não abri meus olhos tamanho era o meu cansaço.

Senti o banco do carro de Charlie sob meu corpo e depois a porta sendo fechada.

- Obrigada garoto. – Charlie falou – Você faz bem para ela, muito obrigado.

- De nada chefe. – Jacob murmurou – Tem certeza que consegue voltar para Forks a essa hora?

- Claro, claro. – Charlie disse entrando no carro, depois senti o banco ao meu lado afundar e provavelmente os outros estavam entrando no carro – Até mais garoto.

~~*~~

Na manhã seguinte acordei com meu despertador irritante ecoando por todo o quarto. Abri os olhos e a claridade do dia, para minha total surpresa, ensolarado em Forks. Leah estava na cama dela, seu semblante estava sério e ela rabiscava um caderno.

- Bom dia. – murmurei, sentando na cama.

- Bom dia. – ela respondeu com um sorriso, mas seu sorriso não chegava aos olhos.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei, curiosa.

Ela parou de rabiscar e pela primeira vez durante nossa breve conversa olhou em meus olhos, pude ver seus olhos vermelhos e inchados. Ela estava chorando. Então, com o lápis que estava em sua mão esquerda apontou para a cômoda ao lado da minha cama.

Foi quando eu reparei no buquê de tulipas vermelhas que estavam sobre a mesa. Peguei o embrulho que estava com um bilhete e abri. Era de Jacob. Isso que a deixara tão deprimida.

- Desculpe. – murmurei, olhando em seus olhos.

-Você não tem culpa de nada nessa história, Bella. – falou, fitando o chão – Eu que me apaixonei pela pessoa errada, eu sempre soube que Jake nutria algo por você, mas eu simplesmente ignorei isso achando que não seria um empecilho, mas ontem eu vi o quanto ele te ama, Bella.

- Leah, eu não quero nada com ele. – expliquei – Se eu der uma brecha para ele entrar em minha vida só vou acabar machucando nós dois e eu não quero isso.

- Bella, você não tem que escolher, Jake já faz parte da sua vida e agora que você voltou será difícil, senão impossível tirá-lo de perto de você, ele está disposto a ter você, não importa quanto tempo leve.

- Eu não estou pronta pra isso, Leah. – sibilei – Acabei de sair de um relacionamento machucada e não estou disposta a fazer alguém sofrer por amor.

- Então fique com ele, não o deixe sofrer. – as lágrimas escorriam pelo rosto de Leah – Faça-o feliz por mim.

- Eu não posso prometer isso, Leah. – disse – Eu não posso.

Depois disso eu levantei e saí do quarto. O que Leah pedira estava além de todas as minhas possibilidades, eu não queria machucá-lo eu não queria me machucar.

Eu tinha que pensar na criança que eu estava carregando...


¹ e ² Partes de Eclipse.


E então? O que acharam da Rose? Momento tenso entre elas...

E o Jacob?

E coitada da Leah... ela está tão apaixonada por ele... =~~

Comentem tudo!!

Quero muitas reviews...

Beijos, May