Oi amoreeeees!
Demorei um pouco, mas trouxe mais um capítulo pra vcs!*--*
Obrigada por todas as reviews!! Eu adoro quando vocês comentaaaam!
Como vcs perceberam tive que dar uma passada no tempo pra Vanessa poder nascer e tudo mais! E o Jake é legal gente, pelo menos aqui nessa fic! E, bom, ele está ajudando muito a Bella e realmente ela não o ama como ama o Edward, pq o que eles têm (Bells e Ed) é uma coisa muito maior que um simples caso de amor, enfim, mas a Bella está sim gostando dele a ponto de querer começar um relacionamento.
E quanto a Leah, ela vai superar gente.
Bom, vou deixar vocês lerem. Hoje é POV do Edward!
Nos vemos lá embaixo!
Capítulo XIX: Unexpected Views
Edward POV
- Olá. – cumprimentei.
- Eu sou Gabriella Jones, moro naquela casa verde. – disse apontando pra casa do outro lado da rua – Vim trazer uma torta que eu fiz hoje mais cedo, tome isso como boas vindas da vizinhança. – a moça falava docemente.
- Oh, muito obrigada. – falei pegando o pacote.
- Isso é fumaça? – disse apontando pra uma nuvem acinzentada que cobria o corredor da cozinha.
- Ah, meu jantar. – murmurei antes de sair correndo em direção à cozinha.
Cheguei no forno tarde demais porque minha torta de frango já tinha virado um carvão de tão queimada que estava. Tirei a forma quente do forno e acabei queimando minha mão. Joguei a tigela na pia e coloquei a mão debaixo d'água.
- Você se queimou. – Gabriella disse entrando na cozinha balançando a mão no ar pra fumaça se dissipar – Deixei-me ver. – murmurou, pegando a mão queimada.
Suas mãos delicadas tocaram a área queimada fazendo meu braço recuar por instinto, mas depois eu voltei minha mão para onde estava. Observava calmamente a mão extremamente vermelha por causa da queimadura.
- Não foi nada de grave. – concluiu, porém eu já sabia disso, sou médico – Onde guarda o kit de primeiros-socorros?
- Naquela gaveta tem um. – apontei pra gaveta e ela foi pegar o kit.
Retornei minha mão pra debaixo d'água enquanto isso e aliviou imediatamente a dor. Queimaduras eram um saco, sempre ficavam doendo por tempo demais, ela retornou com uma pomada e um pacote de gaze em sua mão.
- Você parece ter experiências em fazer curativos. – comentei, vendo-a enrolar a gaze perfeitamente em minha mão.
- Sou professora. – explicou – Lido com crianças de sete a dez anos, ou seja, a pior fase. – sorriu – Tudo é novidade, todo lugar onde há perigo é onde eles querem estar, é uma fase meio suicida. – ela sibilou e eu gargalhei.
- Realmente, analisando por esse lado. – falei e ela terminava o curativo.
- Pronto, olha, você nem me disse seu nome ainda. – Gabriella disse, rindo.
- Oh, desculpe a minha falta de educação. – falei – Eu sou Edward Cullen, prazer em conhecê-la. – ofereci a mão esquerda enfaixada e ela olhou desconfiada.
- Não vai querer que eu aperte essa mão certo?
- É melhor não. – falei, abaixando a mão.
- Acho que seu jantar virou carvão. – comentou olhando a forma na pia com uma escura e torrada dentro – Ainda bem que tem uma pizzaria há duas quadras daqui, aceita?
Ponderei, olhando meu jantar na pia e meu estômago gritando de fome, mas eu não estava com ânimo pra sair, ainda mais com essa mulher que eu mal conhecia e que ainda por cima estava flertando comigo.
- Vou ficar de plantão hoje. – foi a primeira mentira que veio a minha cabeça – Mas da próxima vez eu prometo que vou.
- Oh, você é médico. – não foi uma pergunta, mas mesmo assim eu assenti – Tudo bem eu entendo, o dever em primeiro lugar. – ela tentou forçar um sorriso – Bom, então vou indo, até mais Edward.
- Ok, vou te levar até a porta. – falei, seguindo-a – Até mais Gabriella.
- Pode me chamar de Ella, é como todos me chamam, boa noite Edward. – disse e foi embora.
Fiquei ali olhando-a entrar em sua casa e logo depois eu entrei. Sentei no sofá da sala me perguntando por que o destino gostava tanto de brincar comigo desse jeito. Se não bastasse arrumar uma vizinha bonita ainda tinha que lhe dar um apelido quase igual ao dela. Era para eu não esquecer nunca, não é?
Meu estômago roncando lembrou que estava morrendo de fome antes da vizinha bater em minha porta. Ainda bem que ela tinha trazido a torta ou então teria que pedir uma pizza.
~~*~~
Estava no pronto socorro ajudando as enfermeiras a dar os primeiros socorros em algumas vitimas de um incêndio em uma loja há algumas quadras do hospital. Essa nem era minha função aqui, mas como hoje estávamos em falta com alguns médicos que tinha tirado o dia de folga resolvi ajudar, não custava nada.
Eu estava começando a gostar de trabalhar nesse hospital, apesar de ganhar vários apelidos por parte das enfermeiras que se encantavam por minha aparência – que já nem era das melhores – em cada canto sempre tinha alguma para infernizar minha vida. Apelidos eram como "Dr. Gostoso" ou "Dr. Delicia" que me deixava realmente sem jeito na frente dos médicos renomados deste hospital.
Quem se divertia com isso era meu antigo professor e, agora, colega de trabalho, o Dr. Johnson. Ele adorava me jogar no meio das enfermeiras e ainda me dizia que eu podia me divertir com elas se eu quisesse, mas divertir no pior sentido da palavras, às vezes, esse imagem que ele tinha de mim me irritava.
Há alguns dias ele me chamou para participar de uma pesquisa cientifica com ele, tudo seria para o bem da medicina e ainda estaríamos sendo patrocinados por um empresário emergente no mundo dos negócios. Ele achava que esse seria um grande passo para nós dois se eu o ajudasse.
Em respeito a nossa amizade aceitei a "sociedade" com ele e começaríamos em alguns dias, depois dele se encontrar com o empresário podre de rico que financiaria tudo isso.
- Dr. Del... Cullen - Anna, a enfermeira, ficou vermelha por deixar escapar o apelido em minha frente – telefone para o senhor.
- Obrigada. – sorri para ela e peguei o telefone – Edward Cullen falando.
- Olá Eddie, ainda vamos sair pra jantar hoje à noite? – era Ella, minha vizinha que fazia de tudo para sair comigo um noite sequer.
- Oi Gabriella. – falei, tentando parecer animado – Se estiver tudo bem para você vamos sim, que tal uma pizza?
- Por mim está ótimo, você passa aqui às oito?
- Claro, até mais.
- Até mais, beijo. – e desligou.
Só pra esclarecer: eu não tinha nada com ela. Desde quando me mudei, há dois meses atrás, Gabriella ou Ella como gosta de ser chamada e eu evito ao máximo usar o apelido, vivia atrás de mim, não sei o que ela viu em mim. Ela era bastante bonita e podia muito bem ter o homem que quisesse. Podia muito bem ter a mim se fosse há uns bons três anos atrás, antes do meu casamento...
Mas agora eu estava tão machucado com esse assunto de relacionamento que não conseguia me relacionar com alguém do jeito que ela queria. Claro que eu ainda gostava da presença dela, antes de começar com as cantadas bem diretas, mas não gostava dela o suficiente para querê-la como uma namorada ou algo do tipo.
E alguma coisa me dizia que ela não desistiria tão cedo de mim.
~~*~~
Acordei com a campainha tocando loucamente. Coloquei minha camisa e desci, andando meio devagar já que meu cérebro ainda não tinha acordado direito. Abri a porta e tomei um susto com Alice saltitante e sorridente junto com Jasper.
- Maninho. – ela pulou em mim e me abraçou – Estava morrendo de saudades de você, nossa como seu cabelo está grande. – murmurou, bagunçando meu cabelo com as mãos pequenas.
- Bom dia pra você também. – falei, irritado – Podem entrar, vou jogar uma água no rosto e já volto.
- Você não mudou nada, sempre mau humorado pela manhã. – Alice reclamou – Tem alguma coisa pra comer aqui? – perguntou abrindo a geladeira.
Nem liguei pra ela, fui tomar meu banho pra ver se acordava. Tinha estudado a noite toda para uma prova amanhã na faculdade. Não podia ir mal, estava quase no fim do último ano. Por enquanto estava tudo bem e, com certeza, receberia meu diploma ainda esse ano.
Coloquei uma roupa qualquer e fui ver o que Alice estava aprontando em minha cozinha e, por sinal, cheirava muito bem.
- Então, mal humorado, está melhor agora. – Alice adorava me provocar.
- Estou sim, baixinha. – retruquei, roubando uma mordida de seu sanduíche – Olá Jasper, como vai?
- Tudo bem e você cara? – perguntou – Nunca mais deu noticias, já não agüentava mais todo o drama de Alice, precisava trazê-la para ver que você está são e salvo. – Jasper falou e Alice fez uma careta.
- Eu estava preocupada com meu irmão, está bem? – resmungou me abraçando – Tudo bem com você seu mala? Nunca mais telefonou, Esme está quase tendo um colapso, nem você e nem Emmett ligam mais pra ela. – murmurou, rindo.
- Estou bem, só estava sem tempo. – comentei – Estou terminando a faculdade, ou seja, não tenho tempo nem para respirar. – ela assentiu – E Emmett por onde anda?
- Ele está jogando – e ganhando – muito bem no Chicago Bears. – Jasper disse – E intimou toda a família a assistir a final do Super Bowl. Acho que teremos que fazer esse sacrifício. – Jasper brincou.
- Sacrifício e tanto não? – Alice disse irônica – Assistir a final do campeonato de camarote e depois ganhar alguns autógrafos, muito difícil, senhor Withlock. – Alice agora estava nos braços de Jasper.
- Sem melação, por favor, têm pessoas bastante carentes no recinto. – falei e Alice gargalhou.
- Temos que arrumar uma namorada para você, Edward. – Alice falou animada.
- Alice, não começa com... – a campainha tocou pela milionésima vez na manhã – Eu vou atender.
Fui até a porta e Gabriella apareceu saltitante.
- Bom dia, Eddie.
- Bom dia, Gabriella. – respondi.
- Oh, quem é esta bela moça, Ed, seja educado e me apresente a ela. – Alice surgiu atrás de mim e ofereceu a mão para um aperto.
- Er, Gabriella essa é minha irmã, Alice. – falei – Alice essa é a minha vizinha, Gabriella.
- Muito prazer em conhecê-la. – Alice abraçou e a puxou para dentro – Vamos tomar um café, Gabriella.
- Pode me chamar de Ella, todos me chamam assim, exceto Edward. – Gabriella comentou enquanto Alice olhava para mim com umas sobrancelhas erguida.
- Não liga para ele, ele costuma ser irritante mesmo. – Alice comentou e depois sibilou um "mais tarde eu converso com você" – Então é você quem tem salvado meu irmão do veneno que ele chama de comida? – Alice já estava empenhada em fazer amizade com a desconhecida.
- Nem sempre, até que ele cozinha bastante para um homem. – Gabriella comentou e Alice gargalhou.
- Isso é um complô contra nós, Edward. – Jasper resmungou se levantando – Vamos dar uma volta e deixar as damas fofocando sobre nós, afinal é o que elas sabem fazer melhor. – provocou, jogando um beijo no ar para Alice que bufou de raiva.
- Com certeza. – concordei e o segui – Só não resolvam reformar minha casa, ok? – Alice deu de ombros – Isso foi para você, Alice. – resmunguei antes de sair.
- Juízo, vocês dois. – Alice gritou enquanto saíamos.
Jasper gargalhou enquanto íamos andando pelas ruas que começavam a serem cobertas pelas folhas das árvores, era outono, a paisagem vegetal manchada de uma cor alaranjada e as folhas caindo e brincando com a brisa leve.
Estávamos em setembro. Para ser mais especifico, estávamos no dia treze de setembro. Aniversário dela. Talvez fosse por isso que Alice resolvera me visitar hoje, ela sabia como seria difícil não lembrar dela justo hoje, porém não importava quanto mais tentava me distrair mais minha mente voltava para as lembranças com ela.
Depois de quase oito meses eu já tinha me acostumado sem a sua presença. Eu tinha me convencido a deixá-la viver sua vida longe de mim, afinal eu não era seu dono ou algo assim. Ela decidiu ir embora porque estava apaixonada por outro.
Doía muito admitir isso, mas eu tinha que colocar na minha cabeça que ela se foi e não ia voltar. O melhor que eu podia fazer era dar tempo ao tempo, quem sabe, um dia, isso não doeria mais. Quem sabe um dia eu apenas lembraria dela como uma fase feliz da minha vida. Essa talvez fosse a resposta. Não dizem que o tempo cura qualquer ferida? Bem, eu estava contando com ele para curar a minha.
Jasper andava silencioso ao meu lado. Eu sabia que ele queria conversar e perguntar se estava tudo bem. Se tinha alguém que sabia de tudo tanto quanto Alice era ele, afinal era meu melhor amigo desde os tempos da faculdade.
- Vá em frente. – quebrei o silêncio – Pode perguntar, não vou fazer uma cena.
- Como você está levando tudo isso, Edward? – Jasper falou com calma, ele sabia que estava entrando em território perigoso.
- Eu não estou levando, Jazz. – suspirei – Eu já não sei como consegui chegar até aqui, eu só estou deixando os dados rolarem sem minha interferência. Quanto mais eu tento fazer alguma coisa em relação a isso fica pior, então eu já não me importo mais. – minha voz era apenas um sussurro.
- Eu queria poder dizer que te entendo, Edward, mas não. – Jasper murmurou – Eu espero nunca passar por isso só para te dizer que eu entendo sua dor. Eu também não vou falar que isso vai passar, porque nós sabemos que não vai. – Jasper dizia sabiamente.
- É por isso que eu já não penso mais sobre esse assunto, Jazz. – falei, passando a mão por meu cabelo, deixando-o mais bagunçado do que já era naturalmente – Eu não tento mais ver pelo lado que vai passar, agora eu só quero que isso de alguma maneira se torne menos doloroso, não costumo ficar chorando pelos cantos, mas quando eu sinto saudade ou quando eu vejo alguma mulher de cabelos iguais aos dela eu simplesmente deixo fluir, estou tentando fazer com que minha mente se acostume com sua falta e, até agora, vem funcionando. – parei para respirar.
Jasper ficou um tempo em silêncio, provavelmente analisando sua resposta. Nós continuávamos caminhando pelas ruas já não tão desertas. Estávamos agora caminhando perto de uma praça com crianças brincando, então resolvi parar e sentar em um dos bancos.
- Eu acho que você está indo pelo caminho certo, cara. – Jasper sorriu – Talvez isso seja a coisa certa, tentar apenas lembrar dela como uma coisa boa. Talvez você devesse se deixar abrir para o amor novamente... – ele viu minha carranca, mas não deixou que eu expusesse minha opinião e continuou – Não estou dizendo que é para você substituí-la por outra mulher, Edward. Estou dizendo que você deveria tentar amar outra pessoa, às vezes nós temos que amar o que é bom para nós. – suspirou.
Não respondi, fiquei pensando no que ele havia acabado de dizer.
- Aquela sua vizinha, ela gosta de você, Edward. – comentou, olhando para a mesma direção que eu, o parque com crianças brincando – Se você desse uma abertura para ela quem sabe você não descobrisse uma pessoa maravilhosa?
- Não quero dar esperanças a ela, Jazz. – disse – Eu já sei sobre as intenções dela desde a primeira vez que me viu, eu sei que ela quer algo mais comigo e não desistirá tão cedo. Não posso usá-la como uma cobaia para ver se eu consigo entrar em um relacionamento novamente. – suspirei.
- Edward, estabeleça alguns parâmetros e ela entenderá, se ela estiver mesmo gostando de você ela esperará o quanto for necessário, nem que isso leve mais alguns meses. – Jasper sabia como deixar as coisas mais tranqüilas – Talvez se fossemos jantar hoje à noite, Alice adoraria uma companhia feminina conosco, além do mais ela tem se sentido tão sozinha. Emmett anda sumido por causa dos treinos para o próximo campeonato, Alice sente muito a falta de vocês dois.
- Jasper, não é justo. – murmurei, indignado – Você me convence muito fácil. – gargalhou – Tudo bem, seu manipulador, vamos jantar juntos e levar a minha vizinha.
Levantamos e voltamos para a minha casa. Depois disso, deixei os três conversando em minha casa e fui para faculdade, aliás eu estava atrasado, precisava fazer uma prova ainda hoje. No caminho liguei para o Johnson e pedi uma folga está noite, ele ficou feliz com isso e ainda fez uma piada perguntando que seria a santa que fez o milagre de me fazer perder um dia de trabalho.
Ele não conhecia Alice Cullen, pois se conhecesse nunca chamaria de santa aquela peste.
Quando voltei para casa, Alice estava esparramada em meu sofá com Jasper sentado ao seu lado. Logo me viu e seu sorriu cresceu. Levantou saltitante e veio até mim.
- Edzinho... – sua voz era melosa, do jeito que ela usava quando queria que eu fizesse algo para ela – Vá tomar um banho e se trocar, já deixei sua roupa separada em cima da sua cama e, por favor, penteie essa coisa que você chama de cabelo. – seu tom de voz era ameaçador.
- Tudo bem, peste. – ela voltou para o sofá sorridente e Jasper fez uma careta pra ela.
Alice tinha combinado o jantar às oito. De tão irritante que era, às sete e cinqüenta e nove já estava batendo na porta da casa vizinha esperando por Ella que logo saiu vestida com um vestido preto que caia muito bem em seu corpo. Com certeza foi uma sugestão de Alice.
- Podemos? – Alice perguntou, enganchando seu braço no de Jasper.
Abri a porta do carro para Gabriella e logo depois fui para o outro lado do carro. Jasper abria a porta para Alice que quase pulava de felicidade. Seguimos para um restaurante que eu nem conhecia, porém Alice dissera que era o melhor daqui. Quem podia discutir com a baixinha?
Quando parei em frente ao restaurante, realmente dava para perceber que o lugar era requintado. A fachada do prédio era muito bonita e iluminada. Dentro era tudo do bom e do melhor. Ainda não sei porque deixo Alice torrar meu dinheiro dessa maneira.
Alice fez questão de que eu puxasse a cadeira para Gabriella sentar, assim como fez Jasper puxar a dela. Realmente ela queria que nós tivéssemos um encontro de verdade. O ambiente do restaurante era bom, a música tocava baixinha deixando o ambiente relaxado. Não demorou muito para que a hostess viesse nos oferecer alguma coisa e trazer o menu. Claro que a moça se ofereceu para mim e Jasper. Há tanto tempo que eu não saia que era até estranho levar uma cantada de uma mulher que não trabalhasse no hospital, porque aquelas, só bastava que eu passasse por ela para receber alguma cantada ou elogio, claro que eu sempre levava na esportiva.
Alice lançou um olhar furioso para a hostess que saiu rapidamente após anotar os pedidos. Alice esta noite resolveu pedir tudo do mais caro. Mais tarde ela ia se ver comigo.
- Então, fiquei sabendo que você é professora. – Jasper sabia como quebrar o clima chato.
- Sim, eu dou aulas desde que me formei, mas eu prefiro as crianças. – Gabriella disse, el realmente gostava de crianças.
- Isso é perfeito, eu adoro crianças. – Alice disse entusiasmada – Eu já disse para o Jazz que quero ter no mínimo uns dez filhos, claro que não serei eu que vou parir esse tanto de crianças, mas eu vou adotar, acho tão lindo. – Alice falava sem parar.
- Claro Alice e onde você vai colocar tanta criança? – Jasper bufou.
- Jazz, deixa de ser chato. Você sabe que Esme adora crianças e quer muito ter netos, então acho melhor você ir tratando logo de resolver isso. – Alice sabia ser engraçada.
- Agora não dá Alice, estamos no meio do restaurante, a não ser que seu irmão não se importe e você não ligue de ser presa por atentado ao pudor. – Jasper retrucou e Alice ficou vermelha.
Eu gargalhei, seguido de Gabriella que observava os dois atentamente.
- Eu não vou pagar a fiança de ninguém. – provoquei enquanto Alice mostrava a língua para mim.
- Então teremos que deixar para mais tarde, amor. – Jasper adorava provocar Alice.
- Jasper meu amor, - Alice disse sorrindo – fica quietinho, por favor? – ela apertou a bochecha dele enquanto este piscava para ela.
- Imagina só quando você dois casarem. – comentei, bebendo um pouco de vinho.
- Ela não quer casar. – Jasper resmungou.
- Como não, Alice? – Gabriella falou – Casamento é uma coisa tão linda, muitas mulheres queriam estar em seu lugar e você não quer casar? – perguntou, indignada.
- Não é isso gente. – Alice resmungou – Eu quero viver tudo o que eu tenho para viver primeiro, depois eu vou casar. Não quero que tudo se arruíne antes do primeiro ano do casamento, eu quero ir com calma. – Alice disse olhando para mim e eu tive certeza de que fora uma indireta – Eu quero curtir enquanto sou jovem, deixa o casamento para depois, além do mais o que vai mudar numa relação apenas assinar um papel? Para mim não faz nenhuma diferença, eu amo o Jasper e ele sabe muito bem disso. – agora ela sorria enquanto olhava para Jasper e seus olhos brilhavam.
- Olhando por esse lado... – Gabriella murmurou – Mas ainda assim eu já estaria casada. – ela gargalhou seguida por Alice.
Ficamos conversando um bom tempo até a comida chegar na mesa. Alice fez um interrogatório com Ella fazendo ela contar toda sua vida enquanto dava algumas indiretas para mim. Alice, excepcionalmente, esta noite estava fazendo questão de me atormentar mais que o normal. Jasper de vez em quando soltava algum comentário que fazia todos rirem.
Meu celular tocou e Alice imediatamente olhou para mim com uma cara nada amigável.
- Você não vai atender, Edward. – falou firme.
- Alice é do hospital, eu preciso atender. – retruquei no mesmo tom de voz – Alô.
- Edward, desculpa estar atrapalhando sua folga, mas precisamos de você aqui o quanto antes possível. – era o dr. Johnson.
- O que aconteceu?
- Um ônibus cheio de crianças sofreu um acidente. – falou, nervoso – O caso de algumas é grava, estamos chamando todos os médicos disponíveis, precisamos de mais ajuda.
- Tudo bem, estou indo. – Alice fez uma careta e bufou – Chego em dez minutos.
Desliguei o celular enquanto Alice começava a reclamar.
- Edward Cullen, volte aqui. – ela disse, irritada – Não acredito que você vai fazer esta desfeita comigo, vim de Nova York somente para te ver, não vou admitir...
- Olha aqui Alice. – baixei meu tom de voz, mas ainda sim continuava firme – Eu estou indo para o hospital porque salvar vidas é mais importante do que ficar jogando conversa fora e gastando dinheiro com toda essa palhaçada.
- Tudo isso para você é uma palhaçada então? – Alice perguntou, indignada – Eu estou tentando te ajudar, seu ingrato. – ela estava com o dedo apontado na minha cara – Se você se levantar...
- Não vou ficar aqui escutando essa palhaçada, Alice. – resmunguei, levantando – Você não vai me fazer escolher entre minha família e salvar vidas, mas não vai mesmo. – terminei e sai do restaurante.
Dessa vez eu não sabia o que fazer com ela. Desde que eu me conheço por gente nunca discuti com Alice dessa maneira tampouco Alice tivera essa gênio em algum momento de nossas vidas. Algo estava errado, muito errado.
Alice tinha passado de todos os limites.
Eu gosto tanto do Jasper nesse capítulo! Ele foi tão compreensivo e ainda acalmou os ânimos do Ed!
E o que me dizem da Gabriella? A nova pretendente segundo Alice?!
E o "ataque" da Alice?! Isso terá uma explicação no próximo capítulo, antes que me perguntem o motivo!
Bom, comentem bastante pro próximo capítulo vir logo. Detalhe que no próximo capítulo é o nascimento da Vanessa! *-*
Beijos, May
