Olá amores!!
Hoje trouxe o que vocês tanto queriam, o reecontro de Edward e Bella!!
Estava olhando as reviews do outro capítulo, vocês são uns amores, quantas reviews!! *---------*
Fico muito feeeeliz!! E vcs não ficaram muito alegres com Jake e Bells, huh? Bom, isso mudará em breve! *cilios
Ah, gentem, só pra esclarecer, a Jessica, filha da Alicia não é a Jessica Stanley que é amiga da Bella no livro, pq a Jessica Stanley já foi citada nos primeiros capítulos de Serendipity. Eu só coloquei-a como Jessica pq no momento não me veio outro nome e dps eu não quis mudar.
Enfim, boas vindas aos novos leitores e agora vou deixá-los ler!
Nos vemos lá embaixoo...
Capítulo XXI: It's Been So Long
Muitos dizem que o tempo cura todas as feridas. Mentira.
~ ~ 7 anos depois ~ ~
Bella POV
Eu estava tão ocupada, tinha tantas coisas para fazer. Meu trabalho ultimamente vem aumentado porque eu subi de cargo na redação da revista. Ainda com tudo isso para fazer precisava, ou melhor, não podia me esquecer de pegar Vanessa na escola hoje já que Rosalie estaria muito ocupada adulando aquele namorado babaca dela. Não que eu estivesse com ciúmes, nem dela muito menos do cara, mas eu não ia com a cara dele. Sabe quando o santo não bate? Com ele foi exatamente assim. Claro que ele não tinha precedentes criminais ou qualquer coisa assim, ele até parecia ser uma pessoa bem legal, era um cara bonito e rico, mas eu simplesmente não gostava dele.
Os gostos de Rosalie eram bastante questionáveis.
Esta noite ainda teria que ir ao evento da empresa de Jake, não era exatamente da empresa, era mais um conferencia sobre assuntos médicos os quais a empresa de Jake estava patrocinando. Estaria lá cobrindo o evento, mas também estaria lá como acompanhante dele.
Já era quase cinco da tarde quando eu terminei metade das coisas que precisava fazer, com certeza teria que fazer algumas horas extras amanhã para acabar com todo esse trabalho. Ainda que eu tinha minha assistente super eficiente – e chata – que me ajudava bastante e faria qualquer coisa que eu pedisse. Nada demais, afinal ela era paga para isso.
- Carmem, estou fechando o expediente por hoje, por favor, mande esses papéis para o Peter. – falei, pegando meu casaco e minha bolsa.
- Sim, senhora Swan. – Carmem disse, seu sotaque espanhol era forte.
- Obrigada, até amanhã. – murmurei e fui embora.
Quando saí para as ruas de Nova York o vento fresco do fim do verão brincou com meus cabelos enquanto chamava um táxi em meio ao caos urbano daquela cidade agitada. Achar um táxi era quase impossível, depois de muito tempo eu consegui.
Era quase seis da tarde e Vanessa já deveria estar saindo do colégio. Ainda estávamos na Times Square, que era um pouco longe da escola e ainda pegamos um pouco de trânsito. O taxista mercenário cobrou uma fortuna ao me deixar em frente ao colégio e eu nem queria voltar com um cara tão grosseirão, mandei-o embora.
E lá estava meu anjinho brincando com seu novo iPhone sentada num dos banquinhos em frente a escola. Seus pés balançavam no ar enquanto ela me esperava. Ela estava tão concentrada que não me vira chegar.
- Olá estranha. – murmurei, apertando o nariz dela.
- Mãe! – ela gritou antes de se jogar em mim.
- Oi, bebê. – ela fez uma careta para o apelido que sempre usava quando falava com ela.
- Vou fingir que não escutei. – ela murmurou, irritada.
- Tudo bem, bebê. – provoquei abraçando-a bem forte – Vamos embora.
Durante todo o caminho pra casa Vanessa permaneceu quieta escutando música no celular e balançando a cabeça. Essa menina era uma figura. Era tão idêntica ao pai. Não tinha nada que não lembrasse Edward nela. Seus cabelos eram ruivos assim como os dele, seus olhos eram tão verdes que às vezes eu pensava que estava olhando para ele e não ela, suas bochechas eram toda sardentas. A única coisa que lembrava a mim em sua aparência era o nariz e a boca, isso com certeza havia puxado de mim.
Quando chegamos, saltou do táxi e subiu correndo para o nosso apartamento. Vanessa não aprendera a lição mesmo, há alguns meses atrás quando subiu a escada correndo acabou caindo e quebrando o braço esquerdo e ficou com a cara ralada por um tempo, mesmo depois disso ela cismava em subir pela escada, correndo.
Subi pelo elevador e ainda sim ela chegou primeiro que eu. Como sempre largou a mochila em qualquer canto da sala e foi correndo para o sofá, assistir Hannah Montana. Logo seu All Star estava estirado também no meio da sala. Vanessa era tão bagunceira.
- Filha, quantas vezes eu já disse pra não deixar tudo largado assim? – gritei, entrando em meu quarto – Pode arrumar ou vou desligar a TV. – escutei ela resmungando alguma coisa e depois uma gargalhada.
Ela não me escutava. Troquei de roupa e fui até a sala, ela continuava concentrada no TV e seus pertences continuavam jogados.
- Você me escutou? – perguntei, parando em frente a TV.
- Sim, mãe, dá licença. – ela falou esticando o pescoço pra ver a TV – Mãe, ela tá cantando, sai da frente. – resmungou, aumentando o volume – Best! Best! Yeah best of both, best! Best! You get the best of both, best! Best!
Com um suspiro derrotado, saí da frente da TV e fui pra cozinha preparar algo para ela comer. Estava tão concentrada que não vi o movimento na cozinha e tomei um susto quando senti duas mãos em minha cintura.
- Qualquer coisa pra saber o que está pensando. – Jacob disse em minha orelha.
- Nada demais. – dei de ombros virando-me para ficar de frente pra ele – Olá, estranho. – murmurei, rindo enquanto ele me dava um selinho – Tudo certo para hoje à noite?
- Por enquanto está tudo bem. – falou, sorrindo.
Não demorou muito para que eu escutasse Vanessa me chamando. Ela sempre fazia questão de atormentar a vida de Jacob e isso não é de agora. Desde bebê Vanessa tem essa coisa com Jake, sempre que ele chegava perto de mim não demorava muito para que ela começasse a chorar.
Claro que eu nunca quis que Jacob fosse o pai de Vanessa e nunca forcei a relação dos dois. Tanto que Vanessa adora fazer uma birra quando ele está por perto, mas Jacob tem uma paciência muito grande, nunca ficou estressado por causa dela nem nada assim. Até tenta ser amigo dela, mas a pequena não dá uma brecha.
- Trouxe algo para ela. – Jacob murmurou, encostado na parede me observando enquanto fazia o sanduíche de Vanessa – Eu vi numa loja em Chicago, talvez ela até goste se prestar atenção antes de jogar o brinquedo pela janela. – ele disse e eu gargalhei.
- Você sabe que ela é muito ciumenta, Jake. – murmurei, ainda rindo – E aquela vez foi culpa da Rosalie.
- Mas ela bem que gostou de jogar a Barbie pela janela. – Jacob sibilou, fazendo uma careta.
- Tudo bem, cadê o presente? Eu vou dar a ela primeiro e depois falo que você quem deu. – falei, abraçando ele.
- Não sei se é uma boa idéia. – ele olhava em meus olhos – Ela, com certeza, notará que fui eu quem comprou.
- Jake, pare de graça. – falei, fingindo seriedade – Vai logo porque eu ainda tenho que me arrumar. E você também, Sr. Black.
- Está bem. – suspirou – Vou até meu apartamento e volto depois pra te buscar. E trago o presente dela. – sorriu para mim.
Antes de sair me deu um beijo longo. Logo depois fui levar o sanduíche para Vanessa a obrigá-la a arrumar suas coisas. Depois eu fui tomar um banho e me arrumar para ir ao evento hoje à noite. Olhei no relógio e já eram quase sete da noite, Rosalie tinha prometido voltar às sete para cuidar de Vanessa para mim, espero que ela lembre disso.
Fiquei uns quinze minutos decidindo com qual roupa iria. Coloquei um vestido simples que ia até o joelho, apesar de estar bem frio naquela noite. Ainda estava me arrumando quando escutei Vanessa gritando o nome de Rose. Fui até a sala e Rosalie entrava junto com Royce, seu namorado.
- Estava com saudades de você, minha linda. – Rosalie disse agarrada em Vanessa – Oi Bella, vai aonde gostosa desse jeito? – Rosalie era um poço de sinceridade.
- Vou ao evento com Jake, lembra?
- É uma pena tanta produção só para o chato. – Rose resmungou, dando de ombros.
- Olá, Bella. – Royce me cumprimentou, depois sentou no sofá enquanto Vanessa ligava seu Playstation 3.
Fui até o quarto e Rosalie me seguiu.
- Rose, eu vou sair, mas, por favor, sem sexo dentro dessa casa com minha filha dormindo no quarto do lado. – avisei enquanto Rosalie quase morria de rir.
- Bella, não quero deixar a Vanessa traumatizada, não se preocupe. – Rosalie disse pegando um colar que estava em cima da cama – Afinal, o que você acha que eu fiquei fazendo a tarde toda?
- Ew, poupe-me dos detalhes, por favor. – resmunguei.
- Nossa, dá pra acabar com a fome na África com o preço que deve ter custado esse colar. – Rose adorava implicar com os presentes de Jacob – Esse cara gosta mesmo de gastar dinheiro com você.
- Rose, pare de reclamar, ontem você ganhou um Dolce & Gabbana do Royce. – peguei o colar de suas mãos – Deve ter custado tanto quanto este colar.
Fiquei ali conversando com Rosalie, ou melhor, escutando ela implicar comigo até que Jacob chegou para me buscar. Jake estava muito bem vestido num terno todo preto, tudo bem meu namorado era muito gostoso. Quando ele me viu logo abriu aquele sorriso que sempre me fazia sentir confortável. Fez questão de que eu desse uma volta para ver o vestido que ele havia me dado de presente há algum tempo atrás e que sempre reclamava que eu nunca havia usado e toda a história de sempre. Antes de irmos fiz Vanessa dar uma pausa no jogo e vir me dar um beijo de boa noite.
- Mãe, eu preciso voltar, o Royce tá roubando. – ela resmungou enquanto eu beijava sua bochecha e depois limpava o batom – Ei, não tira da pausa. – ela voltou correndo para o sofá – Tchau mãe, não volta tarde.
- Eu não vou, até mais bebê. – falei, pegando minha bolsa e saindo – Rose, juízo. – adverti e Rose como sempre nunca me levava a sério e caiu na gargalhada.
Bufando saí e Jake estava me esperando na porta do elevador. Ele me olhou pelo canto do olho e deu uma risada maliciosa.
- Posso saber o que você está pensando? – perguntei, curiosa.
Ele foi chegando mais perto e passou os braços em volta da minha cintura.
- Estava pensando em quando, numa escala de um a dez, você ficaria brava se eu te desse uns amassos no elevador. – ele murmurou ao pé do meu ouvido e eu gargalhei.
- Huum... – resmunguei, pensativa – Talvez se você fizer direito eu não fique tão brava. – mordi seus lábios.
- Você sabe que eu sempre faço. – sibilou, convencido.
~~**~~
"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."
Martha Medeiros.
Edward POV
Finalmente, depois de um mês eu consegui um tempo de folga. E usaria esse tempo da melhor maneira possível, tiraria o dia para ficar com a minha princesa. Estava com tanta saudades dela. Há muito tempo que não tirávamos um dia só para passear.
Era melhor aproveitar a tarde porque à noite eu estaria bem longe daqui. Em Nova York para ser mais especifico. Hoje era o evento da pesquisa que venho ajudando o Dr. Johnson desde que me mudei para cá. Só estava indo para Nova York por ser uma data muito importante para ele, pois se não fosse isso eu preferia ficar na minha casa dormindo, que virou artigo luxo em minha vida. Tampouco eu sentia falta de boas horas de sono, eu gostava da minha vida do jeito que estava. Realmente eu nasci para exercer essa profissão.
Saí do hospital e fui direto para a casa dela. Antes eu passei numa sorveteria e peguei algumas coisas para agradá-la, afinal fazia tempo que eu não a via e, com certeza, encontraria alguém de cara emburrada quando eu chegasse lá. Parei o carro em frente a casa pequena, mas muito bonita e toquei a campanhia. A porta se abriu e lá estava minha pequena com seu pijama de urso e com o urso de pelúcia debaixo dos braços.
- Não vai dar um abraço no seu padrinho? – perguntei, me abaixando e ficando na altura dela.
Ela hesitou, mas quando eu mostrei o presente logo ela me abraçou bem forte. Eu sabia que era errado fazer chantagem assim com uma criança, mas quem liga? Ela ficou com o sorvete e eu fiquei com o abraço. Ninguém saiu perdendo. Não demorou muito para que Alicia viesse ver quem estava na porta.
- Vanessa, vai colocar trocar esse pijama, já passa das dez e você nem trocou de roupa. – falou enquanto me chamava para entrar e pegava o sorvete – Edward, quantas mil vezes eu já disse que chantagem é ruim. – ela queria rir, eu sabia.
- Para com isso, ela ficou feliz. – resmunguei, me jogando no sofá dela – Deixa-a ser criança. Eu ficava de pijamas o dia inteiro. – comentei, vendo uma foto no porta retrato.
- Você devia ser um largado, igualzinho a você nesse exato momento, pentear cabelo não os fará cair, sabia? – ela reclamou indo para a cozinha.
Peguei o porta retrato na mão e observei. Alicia estava grávida de sete meses e parecia muito feliz na foto junto com seu marido, Alex. Eles iam se casar logo depois que o bebê nascesse, porém ele fora chamado para combater na guerra do Iraque. Um mês depois ela recebeu a noticia de que ele morrera no campo de batalha e desde então Alicia cuida das duas filhas sozinha.
- Então, pensei que você tinha se esquecido de nós. – Jessica falou, vindo me abraçar.
- Eu nunca esqueço, só estava atolado de trabalho. – comentei enquanto ela sentava ao meu lado.
Jessica agora tinha quase dezesseis anos e estava linda. Exatamente como a mãe, cabelos loiros e olhos tão azuis quanto o céu. Depois daquele dia em que fiz o parto de Vanessa, nunca mais consegui me desligar dessa família. Eu sentia tanto pela perda delas que eu tinha que servir pra alguma coisa e sempre que podia ajudava em qualquer coisa que elas precisassem. Jessica era a mais forte das três, sempre bancava a durona, mas tinha um coração muito bom e nunca deixava a mãe precisar de nada, às vezes, os papeis se invertiam e ela parecia ser a mãe.
- Mamãe está meio abalada. – murmurou – Fará sete anos daqui a algumas semanas.
- Eu sei, deve ser difícil para vocês. – nós estávamos quase aos sussurros – Pode contar comigo para o que precisar.
- Obrigada, tio. – ela riu.
- Por que você está rindo? – perguntei, desconfiado.
- É muito estranho te chamar de tio com a minha idade. – falou – Quando eu tinha oito anos ainda dava, mas agora eu pareço uma piranha te chamando de tio. – ela gargalhou.
- Só não me chamar de mano que está tudo bem. – ela gargalhou de novo.
- Você podia ser meu irmão mais velho, Edward. – falou, pensativa – Posso te chamar de bro ou de big bro...
- Ou pode parar de graça e me chamar de Edward mesmo. – resmunguei.
Ela fez uma careta mais concordou. Não demorou muito para que Vanessa viesse correndo e se jogasse em cima do sofá, mais precisamente em cima de mim. Alicia nos obrigou a almoçar primeiro para depois comer o sorvete, porque segundo ela se comêssemos antes ficaríamos sem fome depois. Chata.
Fiquei a tarde toda com elas, rindo e conversando e com muita tristeza me despedi e segui para o aeroporto onde pegaria meu vôo para Nova York. O vôo foi tranqüilo, tive que fingir que estava dormindo toda hora que uma das aeromoças passava porque senão eu estaria em grandes problemas. Bem capaz que ela quisesse meu endereço, telefone e RG.
Quando pisei no aeroporto em Nova York, meu celular tocou. Era o Dr. Johnson querendo saber se estava tudo certo e avisando que eu estava atrasado. Peguei um táxi e segui para o hotel. E meu celular tocou mais duas vezes. Da primeira vez era Gabriella dizendo que havia um imprevisto e que não poderia me acompanhar no evento. Bom, acho que eu não perdi nada até ali. Da segunda vez era Alice, querendo saber quando eu ia visitá-la e podia escutar minha mãe, Esme, aos berros ao fundo, querendo saber se eu estava bem hospedado e que era para ir visitá-los. Ah, minha família estava morando em Nova York agora, Carlisle tinha conseguido um novo em emprego e a família toda veio junto.
Cheguei no hotel que para minha sorte já havia separado dias antes e subi. Tomei um banho correndo e coloquei meu terno novo que alguém fizera questão de que eu usasse. Eu não sabia qual era o problema dessas pessoas com jeans e tênis. Não tive nem tempo de comer alguma coisa e saí correndo para o local. Na Broadway com a Sétima estava um caos. O trânsito era grande. Claro que cheguei atrasado, o Dr. Johnson estava começando seu discurso que eu sabia que duraria no mínimo uma hora completa.
Sentei-me ao fundo junto com outros colaboradores da pesquisa enquanto ele discursava. Aqui de cima do palco dava para ver todos os convidados bastante concentrados no discurso e os jornalistas empoleirados na primeira fileira anotando e gravando tudo que ele dizia. Meu coração literalmente parou quando eu vi um par de olhos cor de chocolates inesquecíveis.
Eu não estava acreditando. Era ela. Era a minha Bella. Tão perto de mim, mas ao mesmo tempo tão longe. Não havia duvidas era ela. Seu cabelo ainda era da mesma cor, aquele castanho-avermelhado e ainda continuava jogado. Era quase tocável. Eu podia senti-la, mesmo de longe, era algo inexplicável. As fotos ou minha memória não faziam jus a beleza dela. Minha mente estava uma bagunça, meus sentimentos estavam todos misturados. Eu queria falar com ela, mas será que ela falaria comigo? Eu queria como estava sua vida, eu queria escutar sua voz. Chegar mais perto pra sentir seu perfume. Eu queria tocá-la, sentir sua pele macia como sedo sob meus dedos. Eu queria abraçá-la e nunca mais deixá-la fugir.
Com certeza, eu estava totalmente descontrolado. Eu tinha que me acalmar, para o meu bem. Entretanto quando eu vi o homem ao seu lado entrelaçar suas mãos e depois beijar a mão dela de leve, minha euforia fora toda substituída por raiva, ciúmes, desapontamento... eu estava sentindo tudo junto novamente. E o sorriso que ela deu a ele foi o cheque mate, agora só havia raiva.
Respirei fundo, tentando fazer meu coração bater mais devagar e minhas mãos pararem de suar. Por mais que eu quisesse falar com ela eu tinha que esperar até que todos falassem e começasse a festa. Durante uma hora e meia eu esperei, sem nenhuma paciência e querendo mais que toda essa pesquisa fosse pro espaço.
- ... e muito obrigado a todos aqui presentes e o Sr. Black, por fazer tudo isso tornar-se realidade. – Johnson disse e apontou para o acompanhante de Bella que se levantou e acenou, os flashes consumindo o ambiente.
Quando todos se dirigiram ao outro salão onde aconteceria a festa, eu fui um dos últimos a ir já que o Black quis cumprimentar o Johnson e somente depois que ele e Bella foram para o outro salão. Eu não poderia perdê-los de vista.
Black parava a cada pessoa importante que estava em seu caminho e ficava ao menos uns cinco minutos conversando. Bella estava impaciente, eu a conhecia, estava mordendo os lábios excessivamente, exatamente quando estava em uma situação que não lhe agradava. Ela disse algo ao pé da orelha dele e depois foi se sentar em uma das mesas do canto, bastante afastada de onde Black estava conversando com alguns engomadinhos. Essa era a minha deixa.
Fui até lá e respirei fundo antes de dizer qualquer coisa, minhas mãos estavam tremendo.
- Olá Bella. – eu disse num tom muito formal.
Ela se assustou e por um segundo ficou paralisada antes de virar e encontrar meu olhar.
- E-edward? – havia pânico em seu rosto.
Bella POV
Só podia estar sonhando, não era possível. Aquela voz que eu não escutava há anos, mas ainda sim minha memória se lembrava perfeitamente e ainda tinha o mesmo efeito sobre meu corpo. Virei-me e meus olhos confirmavam que eu não estava imaginando nada. Ele estava ali. Tão lindo como há sete anos, ou melhor, mais lindo do que há sete anos. Seus olhos verdes me fitavam intensamente e de imediato os olhos me remeteram à Vanessa. Era como se tivesse visto aqueles olhos por todo esse tempo, mesmo longe. Entretanto seus olhos estavam um pouco diferentes do que eu me lembrava, pareciam frios.
Pisquei mais algumas vezes antes de concluir que aquele Edward não era uma alucinação. Minha memória falha não fazia jus a perfeição daquele homem. Meu coração tinha picos e depois parava por um tempo, minha respiração totalmente descompassada.
- Quanto tempo. – ele disse puxando uma cadeira e se sentando – Como você vai?
- E-eu v-vou b-bem. – eu queria me bater por estar gaguejando – E você?
- Vou indo. – ele murmurou, brincando com a fita que enrolava o guardanapo da mesa.
Nós ficamos num silêncio constrangedor.
- Me concede esta dança? – perguntou, oferecendo-me a mão e a música começava a tocar.
- Claro. – peguei sua mão e uma corrente elétrica passou por nós e ele sentiu isso também.
Ele me guiou à pista de dança que ficava do outro lado do salão e não largou minha mão em momento algum. O clima entre nós dois era quase palpável. Eu tinha que me lembrar como respirar antes que eu desmaiasse. Chegamos na pista e ele colocou uma de suas mãos firmes em minhas costas, meu corpo tremeu involuntariamente, ele percebeu e sorriu torto para mim com isso me fez ficar arrepiada dos pés a cabeça.
A música suave tocava e nesse momento eu me lembrei que não sabia dançar. Edward sentiu minha hesitação.
- Dois pra lá e dois pra cá, Bella. – ele murmurou – Lembra? Nós dançamos em nosso casamento. – ele estava me provocando.
Acenei e deixei-o guiar-me pela pista. Claro que Edward era um exímio dançarino e me conduzia perfeitamente, parecia um profissional.
- Você se casou novamente? – perguntou, de repente.
- Você sabe que não. – devolvi sem pensar e corei – Você sabe que nós nunca nos separamos no papel, Edward, então, não, eu não me casei. – murmurei – E nem me darei ao trabalho de lhe perguntar a mesma coisa. – sibilei e ele sorriu.
- Desculpe, falha minha. – disse, cínico – O que você faz em Nova York?
- Eu moro aqui. – disse firme.
- Pensei que estivesse morando em Forks com seu pai. – murmurou, pensativo.
Quando ele disse isso senti um frio na barriga, como ele sabia que eu estava morando em Forks com meu pai? Será que ele sabia qualquer coisa sobre minha gravidez? Se ele realmente soubesse da criança porque nunca me procurou? Não, eu tinha certeza que ele não sabia sobre Vanessa.
- Eu morei um tempo com meu pai. – minha voz saiu esganiçada e nós continuávamos rodando pela pista, agora outros casais também se juntaram a dança – Mas depois eu vim arrumar um emprego aqui e acabei arrumando um apartamento. – suspirei, não era uma mentira, apenas meia verdade – E você o que faz por aqui?
- Eu sou um dos pesquisadores que está sendo patrocinado por Black. – murmurou, sem vontade – Estou de passagem. Mas agora que eu te encontrei, Bella, eu já não sei mais se quero ir embora. – sua voz era provocante – Por que você foi embora, Bella?
- Edward, não. – eu sibilei, mas nem eu acreditava no que estava dizendo – Eu não posso.
- Bella, só me responde uma coisa... – ele olhava em meus olhos agora – Por que você me deixou? Foi por causa dele? O amor acabou? Ou você realmente nunca me amou? – ele falava, agoniado – Eu sempre quis te fazer essa pergunta, eu senti tanto a sua falta, Bella. Hoje quando eu te vi no meio daquele povo, você não faz idéia de como eu me senti... – eu sabia sim, porque eu me senti do mesmo jeito quando eu o vi – Só me responda e eu juro pra você que nunca mais me intrometo em sua vida. – ele disse e meus olhos estavam marejados.
- Não, eu não quero que saia da minha vida de novo. – as palavras saíram antes que eu pudesse raciocinar.
Nós ficamos em silêncio, em choque pela minha declaração. Eu sentia sua respiração em meu rosto e eu podia jurar que nós íamos nos beijar na frente de todo mundo se eu não escutasse meu celular tocando. Afastei-me de Edward e fui para a mesa onde estávamos antes. Ele me seguiu, claro.
- Oi Rose. – murmurei, tentando não deixar Edward ouvir.
- Bella, é a Vanessa ela está toda vermelha e cheia de bolinhas. – Rose estava desesperada – Royce deu leite a ela, ele não sabia.
- E ela bebeu? – resmunguei – Ela sabia que era alérgica a leite de vaca, porque ela bebeu? – perguntei, irritada – Tudo bem, fica calma, eu estou indo.
Quando eu desliguei Edward me olhava curioso.
- Rosalie? Rosalie Hale? – perguntou, atônito.
- É, ela mesma. – falei, me levantando – Edward, eu preciso ir, foi ótimo te ver novamente, mas preciso ir. – eu nem me dei ao trabalho de me despedir dele e fui atrás de Jacob.
Ele conversava com algumas pessoas e quando percebeu que era urgente pediu licença e me levou para casa. Antes de sair eu pude ver Edward, ainda sentado na mesa e me observando de longe. Ele estava diferente agora. Nem de longe lembrava o Edward frio que me cumprimentara no começa da festa, agora parecia que eu tinha voltado alguns anos no tempo e estava olhando para o Edward que eu me casei em algum lugar do passado.
E o tempo passou!
Ok, não me matem! Isso já estava planejado desde a ideia da fic, porém eu não avisei vocês sobre a quantidade de tempo que passaria pq os leitores do orkut se revoltaram quando eu disse tipo uns cinco capítulos antes sobre o tempo, enfim, não me matem!
Então, o que acharam da linda Vanessa?
E o que acharam da outra Vanessa? Isso ainda vai confudir minha cabeça, rs
E o Jacob até que tenta ser legal com a Vanessa, mas ela não deixa! Diabinha! =D
O que acharam do reencontro? Isso foi só o começo!!
Comentem tudo!!!
Quero muitas reviews!
Beijos, May
