Olá amoreees!
Mil desculpas por toda a demora! Mas aqui está o capítulo da tão esperada conversa e antes que vocês pulem direto pra história, vou comentar algumas coisas! =D
Curtiram o POV da Vanessinha né?! Essa menina é uma peste! Ela ainda vai aprontar demais por aqui...
Emmett nunca decepciona, ele deu uma de candinha e contou tudo pro Ed! E sim, Emmett e Rose ainda ficarão juntos gente, mas temos que ter um pouquinho de paciência... E a Rose, bom, ela não é boa influência para a Vanessa, definitivamente!
A Claire ainda vai ter um papel muito importante por aqui e é relacionado com a Alice, aguardem!
Bom, obrigada por todas as lindas e magavilhosas reviews! Adoro saber a opinião de vocês sobre a história e fico feliz que estejam gostando! *--------------*
Boas vindas aos leitores novos, make yourself at home! ;)
Nos vemos lá embaixo...
Capítulo XXIII: Stay With Me
Trecho da música My Heart – Paramore
Bella POV
Agora não havia mais escapatória, seria o tudo ou nada. Edward não parecia nada bem quando me telefonou e eu tinha certeza de que ele estava se controlando para não gritar ou dizer alguma coisa antes do momento certo. Eu estava com medo, nunca vira Edward tão frio dessa maneira. Vanessa veio atrás de mim querendo saber aonde eu ia e quem estava no telefone.
- Mãe, quem era? – perguntou, ansiosa.
- Um amigo, querida. – falei enquanto ela me olhava desconfiada – Você fica bonitinha com a tia Rose que eu vou voltar e vou trazer um presente para você, está bom? – murmurei, meus olhos quase marejados.
- Desde que não seja do chato, eu aceito. – Vanessa era uma capetinha.
- Tudo bem , fique comportada. – peguei minhas coisas e ia saindo.
Olhei para Rosalie que estava na porta pegando alguma coisa que entregaram. Ela se virou para mim e eu vi dois buquês de rosas vermelhas em suas mãos. Ela bufou olhando para mim.
- De quem são? – perguntei, ajudando-a.
- Uma é do Royce. – falou, lendo o bilhete – E essa é do Emmett. – seus olhos brilharam.
Rosalie estava toda derretida desde que Emmett viera aqui mais cedo, alguma coisa me dizia que logo esses dois estariam juntos novamente. Entretanto flores do Royce era novidade para mim, nunca desde o começo do namoro deles, Royce havia dado um bombom sequer para Rose. Isso estava muito estranho.
- Rose, vou sair, assuntos urgentes. – disse e ela logo arregalou os olhos – Isso mesmo, Emmett contou e agora eu estou indo até lá conversar com ele.
- OMG, seja forte. – incentivou, ma abraçando.
- Eu tentarei. – murmurei – Cuide da Vanessa, acho que ele vai querer vê-la mais tarde. – sussurrei no ouvido de Rose.
- Se você quiser podemos no esconder no México. – brincou enquanto eu saia.
- Eu acho que não, não quero ficar longe dele mais. – disse e depois beijei a testa de Vanessa que estava assistindo aquele bendito seriado da Hannah Montana – Juízo, vocês duas.
Saí de casa e ainda era tarde. Quase no fim da tarde, mas o céu ainda estava claro, manchado de cores púrpuras e alaranjadas. A brisa brincava com meus cabelos soltos. Respirei fundo e chamei um táxi que imediatamente parou e eu subi.
Durante todo o caminho até o hotel minhas mãos tremiam, meu coração batia mais rápido e eu suava frio. O trânsito, fazendo tudo ia mais lentamente me deixava ainda mais ansiosa. Eu queria logo esclarecer toda essa história. Meu celular tocando me fez pular de susto.
- Alô? – murmurei, sem vontade.
- Oi amor. – era Jacob – Eu passei no seu apartamento agora, mas você não estava.
- É eu tive que resolver uns probleminhas na redação e não deu pra deixar pra amanhã. – menti, descaradamente.
- Isso é uma pena, eu queria me despedir de você antes de ir para Berlim. – murmurou, triste.
- Jake, eu sinto muito. – sibilei, triste por estar mentindo para ele.
- Tudo bem querida, semana que vem estou de volta. – disse – E prometo ficar o suficiente para matarmos a saudade, te amo Bella. – ele era tão carinhoso comigo – Agora preciso desligar, beijo.
Eu não respondi a tempo, a ligação foi encerrada.
Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, desde que eu vi Edward naquela festa não consigo parar de pensar nele. Tudo que eu fazia sempre ele vinha em meus pensamentos, sempre ele. E agora eu estava indo direto para o fim de tudo.
Quando o táxi parou em frente ao prédio eu respirei fundo, soltando o ar lentamente. Tentando, em vão acalmar meus nervos. Paguei o taxista e desci. O hotel era luxuoso, tudo do mais caro, belas mobílias, belos acessórios. Todos os funcionários muito bem educados e prestativos.
Cheguei ao balcão e um homem logo veio me atender.
- Edward Cullen está me esperando. – murmurei.
- Claro, é o último andar, suíte máster. – informou – Só seguir até o elevador que chegará lá. – indicou o elevador atrás de mim.
Fui até lá e quando o elevador chegou no último andar eu senti uma enorme vontade de sair correndo, mas eu respirei fundo pela milionésima vez em menos de uma hora e fui para a suíte. Quando eu entrei logo vi Edward, parado, encostado no batente da porta. Ele estava lindo, mesmo olhando no quarto quase escuro agora com a noite caindo. Ele me olhava seriamente.
- Olá. – murmurei, mordendo meus lábios.
- Oi Bella. – ele respondeu, sua voz estava estranha .
- Acho que precisamos conversar. – sibilei e eu nem sabia o que dizer a ele.
- Você acha? – retrucou num tom irônico e descontrolado – Eu tenho certeza que nós precisamos conversar.
- Tudo bem, se acalme. – ele estava realmente nervoso.
- Falar é fácil, não é Bella? – perguntou, sua voz era rouca e baixa – Não foi você que descobriu que tem uma filha de sete anos, Bella, não é você quem está com os sentimentos todos embaralhados. – sibilou e eu percebi que havia um copo de bebida em sua mão – Eu não acredito que você fez isso, Bella. – ele gritou, dessa vez.
- Edward, calma. – murmurei – Eu vou te explicar tudo, só fique calmo.
- Então pode começar com a explicação, Isabella. – sua voz estava ácida e doía escutar isso.
- Tudo bem, eu nem sei como começar. – resmunguei.
- Que tal quando você descobriu tudo isso? – sugeriu.
- Eu descobri que estava grávida quando no dia seguinte que eu chamei você para dormir comigo, lembra?. – murmurei, olhando para o chão – Quando eu estava tão sensível e tudo me fazia chorar, era tudo culpa da gravidez e até aquele dia eu não tinha percebido nada, os enjôos vinham, mas eu não liguei uma coisa a outra, bom e quando eu descobri foi um choque.
- Por que você não me contou? – sua voz era uma súplica.
- Eu estava com medo, muito medo para falar verdade. – respondi, e olhei de relance para os seus olhos que pareciam estar negros – Você disse milhares de vezes para mim que não queria um filho tão cedo e eu simplesmente entrei em desespero, eu não sabia o que fazer, eu até pensei em... – minha voz morreu.
- Você pensou em aborto? – perguntou, indignado – Que tipo de pessoa fria e egoísta pensa numa coisa dessa, Bella? Me diz! – gritou – Você tirou minha filha de mim, você tirou porque pensou que eu não iria querer. – ele estava chorando.
- Edward, eu estava assustada, era tudo tão novo na minha vida e uma criança, uma criança atrapalharia tudo. – respondi, quase chorando também – Nossa vida já estava tão corrida, nós mal nos víamos, eu sentia tanto a sua falta e uma criança tornaria tudo tão mais difícil.
- Você não tem coração, Bella. – acusou, agora nós estávamos cara a cara – Eu ainda não consigo acreditar em tudo isso, eu ainda te disse, no dia em que você se foi, que não importava o que fosse eu não ligaria e ficaria com você, eu te amava tanto, Bella... – sua voz desapareceu no quarto escuro.
- Eu sinto muito. – choraminguei.
- Você sente muito, Bella? – Edward gritou novamente e jogou o copo que estava em sua mão no espelho que havia no quarto, o espelho se partiu em muitos pedaços com um barulho estridente – Eu perdi toda a sua gravidez, eu não vi minha filha crescer. – sua voz era uma mistura de dor e raiva – Eu queria ter te apoiado, Bella, eu queria ter ido fazer a primeira ultrassom com você, eu queria ter sentido o primeiro chute de Vanessa em sua barriga. Eu queria ter acordado no meio da noite e ter que procurar algum lugar que vendesse manteiga de amendoim só porque você estava com desejo, eu queria ter feito tantas coisas, Bella... – ele se afastou de mim.
- Edward, eu realmente sinto muito – eu chorava descontroladamente – Eu achei que você não iria querer a criança, eu preferi não escutar um não vindo de você. – expliquei.
- Você ainda tem essa imagem minha não é, Bella? – perguntou, cínico – Que eu sempre serei aquele galinha que sempre corre atrás do primeiro rabo de saia que vê e que nunca tem responsabilidade alguma, não é? – ele murmurava com raiva – Eu mudei, Bella, eu mudei somente por você não haveria outra pessoa que me fizesse mudar tanto quanto você fez. Eu queria ver o nascimento do nosso bebê, Bella. Queria vê-la falando papai pela primeira vez, eu queria acordar no meio da noite para fazê-la dormir. Os primeiros passos, o primeiro dia de aula ... Tudo eu queria ter participado da vida do nosso bebê, Bella e você tirou tudo isso de mim.
- Eu já disse tudo o que eu podia dizer, Edward. – respondi, gritando em meio aos soluços – O que você quer que eu faça, eu já fiz toda a merda, eu arruinei nossas vidas, eu ate amo ainda mais do que amava antes e ver você depois de tanto me faz lembrar de como eu te amava e também me faz lembrar de quanto eu sofri sem você e eu sei que você também sofreu muito.
Edward estava de costas para mim, olhando lá fora através da larga janela. Ele bufou e então me surpreendeu quando um vaso de flores voou através do quarto e quebrou no mesmo lugar onde há pouco havia o espelho.
- É isso que você quer? – perguntei, indo até ele – Você me bater? Se isso o fizer sentir melhor então faça logo, mas, por favor, pare com isso.
- Sabe o que é pior nisso tudo? – ele se virou e suas mãos em seguraram pelo ombro, firme – Eu te amo tanto que não suporto a idéia de machucá-la, mesmo depois de você ter me feito sofrer durante sete anos, mesmo depois de você ter escondido nossa filha de mim, mesmo depois de tudo eu continuo te amando, tanto quanto antes, Bella. – sibilou, com raiva de si mesmo.
Eu não esperei que ele falasse mais alguma coisa e fique na ponta dos pés para beijá-lo. Quando nossos lábios se encontram foi uma explosão de todos os sentimentos reprimidos durante todos esses anos. Ele gemeu e imediatamente me puxou para mais perto dele. Quase me machucando, mas eu na ligava, ter aqueles lábios sobre os meus naquele momento era indescritível.
Nossas línguas brincavam uma com a outra enquanto minhas mãos brincavam com seu cabelo. Eu não fazia idéia de como Edward tinha poder sobre mim, com apenas um único toque eu me rendia a ele. Nós ficamos nesse beijo até que estávamos sem ar nenhum. Quando nos separamos ele me olhava com um sorriso torto nos lábios.
- Fica comigo esta noite? – perguntou e nossas testas coladas.
- Todas elas. – respondi, beijando-o novamente.
Pulei em seu colo, enlaçando minhas pernas em volta de sua cintura. Ele me segurou e depois me pressionou contra a parede me beijando mais loucamente. Suas mãos passeavam por todo o meu corpo sem nenhum pudor e nem eu queria isso. Eu queria que ele me fizesse sua mulher novamente, queria que ele ficasse comigo. Eu queria que ele parasse de sofrer, era o mínimo que eu podia fazer por ele depois de todas as merdas que eu fiz nas nossas vidas.
Minhas mãos foram direto para sua camisa na tentativa de tirá-la, foi meio desastroso mais eu consegui tirar e ele riu. Eu tinha quase me esquecido da perfeição de Edward, minha memória era tão falha. Edward me beijou novamente, agora quem tirava a minha roupa era ele. Meu casaco e minha blusa foram para o chão em questão de segundos, nós dois já estávamos ofegantes.
Os beijos furiosos continuavam, um querendo matar a saudade do outro do jeito que pudesse. Edward me levou para a cama e me deitou, com pouca delicadeza, e depois veio por cima de meu corpo. Cada vez que nossos corpos se tocavam eu sentia uma pequena corrente elétrica passar por todo o corpo. Senti as mãos dele no fecho da minha calça jeans e depois escutei o barulho dela sendo atirada em algum lugar.
Com um movimento bem ousado eu inverti nossas posições e fiquei por cima dele que me olhava com um sorriso cínico nos lábios. Abri o cinto de sua calça rapidamente e depois o fecho do jeans dele e os joguei bem longe. Sua boxer preta já estava com um volume considerável, Edward riu da minha cara que provavelmente estava corada.
- Você está vermelha. – debochou.
- Cala a boca. – murmurei, tirando a boxer dele com a coragem que não havia em mim.
Com um sorriso nos lábios olhei para Edward que olhava ansioso e assim que eu o coloquei em minha boca Edward gemeu alto e suas mãos puxaram meus cabelos, eu continuei na brincadeira enquanto ele se contorcia de prazer embaixo do meu corpo.
Edward mordia os lábios enquanto tentava segurar seus gemidos, suas mãos acariciavam meus cabelos, às vezes puxando. Quando eu percebi que ele estava quase chegando no ápice fiz movimentos mais ousados, porém Edward me puxou antes que eu pudesse perceber e estava me beijando furiosamente de novo.
Seu olhar era de puro desejo, suas mãos firam ligeiras em abrir o meu sutiã deixando meus seios expostos e com uma risadinha ele abocanhou um deles me fazendo quase gritar de prazer. Ele ficou por um temp me fazendo quase subir pelas paredes só brincando com meus seios. Suas mão também estavam brincando comigo, passeando pelas minhas costas.
Ele subiu com beijos até meu pescoço e chupou aquele lugar com vontade, aquilo deixaria marcas, com certeza. Depois disso nós voltamos a nos beijar enquanto ele descia com suas mãos indo para a minha calcinha e brincando com o elástico que batia na minha pele, me deixando mais louca.
Faltava pouco para entrar em combustão instantânea. Seus dedos entraram em contato com a minha carne totalmente molhada de tanto prazer. Edward sorriu, mordendo meus lábios.
- Totalmente molhada. – murmurou, com uma voz sexy em meu ouvido – Rendida a mim. – ele disse me penetrando com os dedos.
Arqueei minhas costas para ter mais contato com ele que fazia um movimento de vai e vem que estava me deixando totalmente sem fôlego, porém eu queria mais, meu corpo queria mais. Eu precisava de mais. Ele continuava com o movimento dos dedos em meu sexo e sua boca trabalhava em todo lugar onde pudesse alcançar.
Meus gemidos eram audíveis e não estava fazendo nenhum esforço para contê-lo, eu já sentia os reflexos do orgasmo chegando, meu corpo tremia involuntariamente, as paredes do meu sexo se contraindo nos dedos dele. Ele capturou meus lábios num beijo avassalador, contendo o gemido que emergiu da minha garganta quando cheguei ao orgasmo.
- Minha Bella... – Edward sussurrou, perdido em seus pensamentos.
Ele tirou minha calcinha que até então não havia feito e depois disso seu corpo sobre o meu me fez arrepiar das cabeças aos pés. Ele levantou uma das minhas pernas e deslizou de uma vez para dentro do meu corpo. A sensação de tê-lo novamente depois de tanto tempo era indescritível.
Seu corpo começou a se movimentar energeticamente contra o meu. Minhas pernas se enlaçaram em sua cintura enquanto nossas bocas travavam uma batalha não tão silenciosa entre elas. Os únicos barulhos que eram escutados era o de nossos corpos se chocando contra o outro e nossos gemidos que já não sabia mais distinguir um do outro.
A forma como nós dois estávamos, insaciáveis, estava nos fazendo quase enlouquecer. Edward estava quase sendo violento se não fosse tão prazeroso, eu entedia toda essa fúria dele. Mas também estava reclamando, Edward sempre era perfeito no que fazia.
Senti meu corpo tremendo involuntariamente pela segunda vez naquela noite enquanto Edward continuava investindo furiosamente contra mim, nossas bocas se encontraram quando meu gemido saiu da minha garganta. Porém Edward não parou e nem eu queria que ele parasse. Continuou investindo contra em busca de seu próprio prazer, me fazer cravar as unhas em suas costas.
Eu já sentia meu corpo tremer novamente, minha cabeça já rodando por antecipação pelo prazer que estava sentindo. Edward investiu uma única vez fazendo com que nós dois gemêssemos em uníssono e nossos corpos chegaram ao ápice juntos.
Edward me beijou com paixão e depois rolou de cima do meu corpo, se apoiando sobre suas costas. Olhou para mim com um sorriso. Retribui o sorriso e fiquei por cima dele.
- Onde você pensa que vai? – murmurei, beijando a linha do seu queixo.
- Você não quer um descanso? – sibilou, passando a mão em meu rosto.
- De jeito nenhum, Cullen. – murmurei em seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha.
Com uma gargalhada ele beijou meu pescoço onde havia deixado uma marca. Depois disso, seus abraços se fecharam em volta do meu corpo e meu beijou novamente. Nossas bocas ainda mais furiosas que antes.
~~*~~
Não havíamos dormido ainda, estávamos deitados na cama. Edward me abraçava e brincava com meus cabelos. Estávamos envoltos no lençol, apenas aproveitando a presença um do outro.
- Papai. – murmurei – Foi a primeira coisa que ela disse. – eu estava brincando com sua mão – Rose ficou tão decepcionada. – soltei uma risadinha.
- Ela é parecida comigo. – não foi uma pergunta – Emmett me disse. – explicou.
- Ela é a sua cara, tem o seu gênio misturado com o de Alice. – falei, olhando nos olhos verdes que estavam brilhando. – Ela gosta de fazer tudo que eu digo para não fazer e adora gastar dinheiro e receber presentes, talvez isso seja uma boa noticia já que você adora distribuir presentes. – disse e ele gargalhou.
- É uma legítima Cullen. – comentou – Quer saber de uma coisa curiosa? – perguntou, me puxando para mais perto dele - Eu tenho uma afilhada que se chama Vanessa e fui eu quem escolheu o nome dela.
- Isso é estranho. – murmurei – Eu coloquei o nome de Vanessa por causa de Rose, que me ajudou bastante durante a gravidez.
- E eu por causa do Emmett. – comentou, beijando meus lábios de leve – Talvez nós tenhamos uma ligação especial – ele disse e eu ri – O que? Estou falando sério.
- Tudo bem. – murmurei, rindo – Você não quer conhecê-la?
- Mas é claro que eu quero, porém você já viu que horas são? – comentou e eu olhei para o relógio marcando 4:00.
- Bom, nós podíamos ir, ela vai acordar daqui a pouco para ir para a aula. – murmurei apoiando o queixo em seu peito – Ela sempre quis saber sobre você, ainda me lembro de quanto ela ficou ansiosa quando Rosalie disse que Emmett era o tio dela. – eu gargalhei.
- Rosalie é maluca. – murmurou – E Emmett quer ela de volta sabia?
- Eu sei, ele mandou rosas para ela hoje. – comentei, ainda estávamos de mãos dadas – Mas ela tem um namorado agora, Emmett terá quê ser muito bom com ela. – ele riu.
- Ele é um Cullen, não precisa fazer muito esforço. – falou, convencido e eu fiz uma careta.
- Seu bobo. – mostrei a língua para ele – Podemos ir? – perguntei, sorrindo.
- O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando? – resmungou, dramático – Vamos lá ver o nosso diabinho.
- Ei, quem te deu permissão pra falar assim do meu anjinho? – resmunguei, levantando, mas ele me pegou e me jogou na cama de novo.
- Você sabe que eu estou brincando. – ele me beijou com paixão.
Conseguimos trocar de roupa depois de muito esforço, porque toda hora nós nos enroscávamos e ficamos nos beijando. Edward estava bastante assanhado. Saímos do hotel e Edward fez questão de manter um braço envolta da minha cintura. Pegamos um táxi que milagrosamente estava passando pela rua a essa hora da madrugada e seguimos para o meu apartamento.
Edward continuou perto de mim dentro do táxi, toda aquela carência me fazia sorrir à toa. Ele ainda me amava tanto quanto eu amava e isso para mim bastava. Encostei a cabeça em seu peito e suspirei. Ele passou os dois braços em volta do meu corpo e me abraçou.
- Me promete uma coisa? - murmurou com sua boca colada em minha testa.
- Qualquer coisa. – respondi, respirando seu perfume inebriante.
- Nunca mais fuja de mim. – sua voz era suplicante – Não importa o que aconteça, nunca mais deduza minhas ações, eu quero você fale comigo sobre qualquer coisa, Bella. – sibilou, seus olhos fixados aos meus.
- Eu prometo. – respondi, séria – Edward, eu quero que você saiba que eu sinto muito pelo o que eu fiz, provavelmente você nunca me perdoará por isso, mas eu realmente sinto tanto, não queria que as coisas tivessem sido desse jeito, mas eu agi por impulso e eu era jovem demais, eu fiquei tão perdida. – minha voz saiu esganiçada nas últimas palavras.
- Bella,escuta. – ele segurou meu queixo e fez com que eu levantasse o olhar para ele – Se eu ao tivesse te perdoado você acha que nós teríamos transado daquela maneira no hotel? – perguntou, com um sorriso cínico.
- Mas você estava agindo por impulso e com raiva. – murmurei – Eu podia ver em seus olhos, Edward.
- Eu sei que eu não fui um cavalheiro com você hoje, eu sinto muito por isso, eu estava fora de mim. – essa perfeição de Edward estava me deixando irritada.
- Edward, vinha tinha todo o direito e eu não sei como você não me bateu ou fez pior, mas eu não te julgaria por isso, eu teria batido em você se a história se invertesse. – disse, indignada.
- Bella será que você não entende que eu te amo, eu nunca machucaria você. – disse, beijando meus lábios levemente – Você fez errado, mas isso não justifica que eu lhe dê uma surra, seria covardia de minha parte, claro que eu estou muito chateado com tudo. – falou – Eu perdi toda a infância da minha filha, mas fazer isso virar uma guerra não adiantará em nada. Será ruim para Vanessa, para você e para mim.
- Edward, eu...
- Bella, eu não quero mais ficar longe de você. – sussurrou em meu ouvido.
- Nem eu, Edward. – sussurrei de volta.
Depois disso ele sorriu me abraçando forte. E nossas bocas se encontraram com paixão e carinho. Edward era sempre muito carinhoso quando queria e agora ele estava me mostrando o quanto me amava apenas com um beijo. Ele sabia me convencer muito facilmente.
- Então nós não precisamos de mais nada. – disse, quando paramos o beijos, ofegantes – Eu, você e a nossa pequena que eu já amo muito, mesmo sem conhecer. Nós três morando juntos, seria perfeito.
Apenas concordei com um aceno e um sorriso. Quando chegamos em frente ao meu apartamento, Edward pagou o táxi e descemos. Por alguns instantes ele olhou em volta, analisando a rua deserta. Entramos rapidamente e quando passamos pela escada eu apontei para ela.
- Vanessa quebrou o braço aqui nessa escada quando subiu correndo e tropeçou. – ele gargalhou quando escutou isso – O rosto dela também ficou ralado por algum tempo, sua filha é uma peste. – comentei e ele me abraçou.
- Só é minha filha quando é uma peste, não? – murmurou em meu ouvido.
- Claro, porque se tivesse puxado a mim seria um anjinho. – Edward riu novamente.
Depois de pegarmos o elevador e Edward reclamar que um dia aquele elevador velho ainda cairia, chegamos porta do meu apartamento e eu abri silenciosamente para não acordar ninguém. Edward também entrou na ponta dos pés. Acendi a luz para que Edward não caísse em nada. Ele ficou parado observando o lugar com uma careta engraçada.
- Eu poderia ter comprado algo melhor para você. – comentou – Aliás, você poderia ter feito isso com nosso cartão conjunto, mas aposto que você o quebrou.
- Com certeza. – concordei – Rosalie me tentou muitas vezes a usar aquele cartão, ela não presta.
Edward veio andando atrás de mim até o quarto de Vanessa. Abri a porta e apontei para a pequena espalhada na cama dela. Ele abriu um sorriso de orelha a orelha e entrou no quarto, observando os milhares de pôsters colados nas paredes, a maioria das meninas da Disney. Vanessa era louca pela Hannah Montana há muito tempo já, mas também gostava de outras cantoras, ainda tinha sorte dela não sair pela casa cantando as músicas da Britney Spears.
Edward POV
Eu mal podia acreditar no que estava vendo, minha pequena Vanessa, dormindo tranqüilamente em sua cama sem saber que eu estava aqui olhando-a, velando por seu sono. Bella continuava parada na porta do quarto só me observando. O quarto dela era todo roxo e cheio de coisas penduradas nas paredes, típico de crianças na idade dela.
Sentei na beirada da cama, e afastei os cabelos ruivos do rosto dela. Sua pele era tão branca quanto a minha e, realmente Emmett tinha razão, a menina era a minha cara. Tudo nela lembrava a mim, exceto pela boca e o nariz, isso ela tinha puxado de Bella não havia dúvida. Acariciei seu rosto levemente para não acordá-la, ela se mexeu, mas não acordou.
- Deixa a TV ligada... – ela resmungou e eu gargalhei, quase a acordando.
Dei um beijo na testa dela e fui para a porta encontrar Bella que estava quase chorando. Nós saímos e eu a abracei.
- Ela também fala dormindo. – murmurei, rindo – Isso ela puxou de você. – brinquei.
- Maldito. – provocou, se livrando do meu abraço e indo para o outro cômodo.
Bella entrou na cozinha e pegou uma latinha de refrigerante na geladeira. Era pior que criança.
- Fique a vontade. – resmungou – Se quiser alguma coisa pode pegar.
- Estou bem, criancinha. – provoquei.
Bella e eu ficamos na sala conversando, até que o dia começou a raiar. Bella estava quase dormindo encostada em mim, mas continuou forte e contava sobre a Vanessa. Tudo o que ela já havia aprontado em quase sete anos e não era pouca coisa. Pontos e membros engessados eram poucos para a pequena. Essa era minha filha, estava louco para ver a reação dela sobre mim, Bella disse que ia acordá-la daqui a pouco.
Bella estava sentada em meu colo no sofá e eu a abraçava forte, nós dois morrendo de sono, claro. Depois da noite agitada o que mais queríamos era deitar e dormir, mas eu estava tão ansioso que não conseguia relaxar, por isso continuamos ali, conversando até que um OMG nos interrompeu. Rosalie estava parada na porta da sala com um pijama rosa de ursinho e pantufas, eu queria rir, mas me segurei.
- Eu. Não. Acredito. – sibilou, de queixo caído – Isabella, sua safada. – quase gritou e Bella corou profundamente – Você trouxe ele aqui, sua maluca e ainda por cima você estava beijando ele, eu não acredito, isso significa que nós estamos livres do lobinho? OMG, Vanessa vai acordar daqui a pouco e vai vê-lo aqui, o que ela vai pensar? – Rosalie disparou a falar e fazer perguntas.
- Rose, calma. – Bella disse, se levantando – Edward já sabe de tudo e ele quer conhecer Vanessa, não faça tanto drama.
- Bella, deixa eu ficar histérica um pouco, tudo bem? – resmungou e Bella foi atrás, claro que eu fui também – Ainda não caiu a ficha, você saiu daqui como quem estava indo para a forca e agora vocês dois aí no maior love, minha mente não agüenta, tudo bem? – Rosalie era dramática.
- Rosalie, nem eu esperava por isso, ok? – Bella resmungou – Edward não reagiu tão mal, quer dizer, ele reagiu mal, mas depois nós nos acertamos. – ela corou profundamente, de novo.
- Vocês gostam de resolver tudo na cama, ninguém merece. – Rosalie bufou – Bom, pelo menos você se acertaram e a Vanessa vai conhecer você.
Não percebemos a pequena figura parada na porta da cozinha olhando curiosa toda essa conversa – que ela não deveria ter escutado – até que ela chamou por Bella que quase pulou com o susto e Vanessa continuava olhando para mim. Eu nem sabia como falar com ela.
Bella e Rosalie também tiveram seu momento de surpresa, ficamos um olhando para a cara do outro.
- Oi. – Vanessa sorriu torto, igual ao meu sorriso – Eu sei quem você é... – ela disse, vindo até mim – Você é meu pai. – ela soltou uma risadinha me oferecendo a mão dela.
- Mas como você sabe disso? – Bella perguntou, sua voz saiu esganiçada.
- Você tinha uma foto dele guardada. – Vanessa respondeu e Bella ficou corada.
- Bom, acho que você sabe mais de mim do que eu sobre você. – comentei rindo – Meu nome é Edward Cullen, seu pai. – abaixei, ficando na altura dela enquanto ela olhava com uma careta.
- Mããe, por que eu não tenho o Cullen? – reclamou para Bella – Eu quero, porque Vanessa Swan nem tem graça. – disse, emburrada – Ei, sabe que você bem mais bonito ao vivo do que por foto? – essa menina era uma figura.
- Obrigado? – murmurei, sem saber o que dizer a minha mini-Alice.
- Estou falando sério. – ela me abraçou, de repente – Você é mais bonito que o cachorro. – Bella olhou com uma cara feia para ela que deu de ombros – Só falo a verdade e por falar em verdade vocês estão juntos de novo? – seus olhinhos brilharam.
Ela olhou para mim e eu olhei para Bella, não sabia o que responder, porque até onde eu sabia Bella tinha um namorado, mas depois do que aconteceu noite passada não sei se ela ainda estava namorando, pelo menos da parte dela. Eu faria tudo para tê-la de volta mesmo assim ainda acho que o relacionamento deles já não existe mais.
- É complicado. – respondi – Mas não se preocupe, quando isso mudar você será a primeira a saber.
- Ok, vocês não me enganam. – murmurou, convencida – Pai, - ela fez uma pausa sorrindo – é tão legal ter alguém pra chamar de pai, - comentou – quer conhecer o meu quarto?
- Claro. – concordei, levantando com ela no colo.
Ela gargalhou e nós fomos andando pela casa até chegar no quarto dela. E ela explicou cada detalhe e sua paixão pela Hannah Montana que eu não entendia, era tão sem graça, mas fazer o que não? Ficamos conversando por muito tempo nesse dia. Vanessa era um amor e eu já amava ela mais do que a minha própria vida, ela era tão linda, muito falante, mas era perfeita.
Se alguém me dissesse há uma semana atrás que hoje eu estaria aqui, em Nova York, com minha filha de quase sete anos em meus braços na casa da mulher que eu sempre amei e que minha vida estaria entrando nos eixos novamente eu, com certeza, chamaria uma ambulância.
Agora estava tudo no caminho certo para voltarmos a sermos felizes.
Bom, o que acharam do capítulo?
Foi bastante tenso a conversa deles, mas no fim Edward é o Edward! Ele nunca faria nada para machucar a Bella.
Como diz a Rosalie, eles gostam de resolver tudo na cama mesmo!
A reação da Vanessa acho que foi muito surpreendente... o que vcs acharam?
Bem, comentem tudo - e desabafem - lá nas reviews!
Beijos, May
P.S.: Se alguém quiser dar uma passada na minha nova fic é só dar uma olhada no meu perfil!
Não esqueçam das reviews!
