Olá amores!
Nossa, quanto tempo que eu não apareço por aqui! Estava morrendo de saudades de escrever e ler os comentários de cada um! *o*
Bom, acho que todo mundo ficou com dó da Rose no capítulo passado, né? Mas também, aquele Royce foi um cretino, deveria ser atropelado por um caminhão bem grande. Porém, agora a Rose tá de volta com o ursão e tá super feliz! Eles se merecem, depois de tanto tempo separados...
E a Gabriella? Era ela mesma no telefone quando o Edward desconversou e disse que era um telefonema no hospital... Quando essa mulher aparece todo mundo já fica em alerta! Bom, talvez até seja melhor ficarmos de olho nessa praga, quem sabe? Mas é ela a tal professora que a Vanessa tanto gosta...
Então, temos agora a Alicia que vai surgir na história e eu posso dizer que ela será um personagem importante agora...
Obrigada por todos os comentários, leio e adoro cada um deles! *o*
Amores, é isso aí, não eu não abandonei a história, só que meu tempo está realmente escasso para escrever, estou terminando a escola e tenho TCC para fazer, além de ser ano de vestibular... mas sempre que houver tempo escreverei!
Agora vou deixar vocês lerem...
Nos vemos lá embaixo.
Capítulo XXVIII: I'm Sorry About All
Trecho da música Sorry - Buckcherry
Edward POV
Estava sentado num quarto vazio esperando que Alicia começasse a falar o que era tão importante que estava atormentando-a. Escutei-a respirando fundo algumas vezes e depois começou a falar rapidamente.
- Edward, eu nem sei como te dizer isso. – ela murmurou, triste – Eu fui tão estúpida e agora eu estraguei tudo... – sua voz sumiu.
- O que você fez, Alicia? – perguntei, a preocupação aumentando cada vez mais.
- Eu não queria te contar quando eu fiz isso, mas eu estava tão endividada e você já tinha feito tanto por nós, não queria que você ficasse gastando seu dinheiro conosco... – respirou fundo – Eu hipotequei a casa há alguns meses para conseguir um dinheiro e pagar algumas dívidas, mas saiu do meu controle acabei gastando muito dinheiro e agora o banco vai tomar a casa... – ela estava desesperada – Não temos para onde ir, eu não sei o que fazer, tudo foi culpa minha...
- Alicia, eu não acredito que você escondeu isso de mim. – falei, ainda digerindo aquelas informações – Eu sempre disse que você poderia contar comigo para qualquer coisa, Vanessa e Jessica são como filhas para mim, nunca recusaria nada a elas, nunca recusaria nada a você, Alicia. – disse, raivoso.
- Eu sei Edward, mas você não tem obrigação de fazer isso, eu queria ser independente, não quero que você pague minhas contas... – explicou, a voz estava baixa – Mas fugiu do meu controle.
- Você sabe que eu vou te ajudar de qualquer maneira, mas eu estou decepcionado com você, Alicia, eu pensei que você confiava em mim para qualquer coisa. – sibilei, aborrecido – Eu não entendo o seu lado, não entendo mesmo. Por mais que você quisesse, não era o certo a fazer, se eu não estivesse aqui por vocês o que você faria? Ia morar na rua com as meninas?
- Eu sinto tanto, Edward. – ela falou, respirando fundo – Eu sei que você está bravo e não tiro a sua razão, eu fiz tudo errado e estou arrependida. – murmurou.
- Eu quero que você e as meninas venham morar perto de mim. – falei sem pensar duas vezes – E esse é o momento, podíamos arrumar um apartamento aqui perto para você, assim eu não ficaria tão longe das meninas... – expliquei.
- Não. – ela respondeu firme – Isso não daria certo, Edward. As meninas estão acostumadas aqui na cidade e além do mais eu já vi como sua esposa é ciumenta e isso só daria mais motivos para vocês brigarem.
- Nós vamos conversar melhor sobre isso quando eu for pra Los Angeles. – comentei – Vou até aí para resolver os problemas da sua casa e eu quero conversar seriamente com você sobre isso, Alicia. – disse.
- Adiantará eu dizer que não? – perguntou, bufando.
- Não. – murmurei rindo e ela me acompanhou.
Naquele momento, com nós dois gargalhando, já sabia que a briga de ainda há pouco já havia sido esquecida. Alicia e eu nunca conseguíamos ficar brigados por mais de uma hora, sempre que discutíamos eu era o primeiro a voltar atrás e não demorava muito para estarmos nos falando normalmente.
- Tchau, Eddie, até mais. – ela disse, rindo.
- Tchau, Alicia. – respondi, encerrando a chamada.
Voltei para o meu trabalho, mas ainda assim continuei pensando em toda essa situação. Alicia nunca fora uma mulher de gastos excessivos, ela sabia que não tinha muito dinheiro e o pouco que tinha administrava com muita cautela, sempre pensando no bem das meninas.
Aquilo estava muito estranho.
Bella POV
Depois de um dia todo de trabalho o que eu mais queria era chegar em casa e me jogar na minha cama. Entretanto não seria nem de longe dessa maneira, Vanessa estava cheia de deveres de casa e, sem dúvida, precisaria de minha ajuda, Edward também chegaria no mesmo horário que eu e não me largaria tão cedo.
Fechando meu casaco e me protegendo do vento frio da noite, chamei um táxi e segui para a minha casa. Quando cheguei em casa, Vanessa veio correndo e para minha surpresa, Urso estava correndo junto com ela. O velho labrador ainda pique para correr e fazer bagunça com a menina, acariciei a cabeça dele que logo se jogou no chão com a barriga para cima e com uma gargalhada Vanessa pulou em meu colo, fazendo-me cambalear.
- Boa noite, mocinha. – apertei o nariz dela, colocando ela de volta no chão e recuperando meu equilíbrio – Tudo bem por aqui? – perguntei, deixando minha bolsa em qualquer canto as sala.
- Sim, papai está me ajudando com a lição de casa. – ela disse, animada.
- Que bom. – sorri e ela pegou minha mão, me levando para a sala junto com ela.
Entramos na sala e Edward estava esparramado no sofá, na mesa perto dele estavam os livros e cadernos de Vanessa, e todas as demais coisas jogadas pelo chão, uma bagunça que somente esses dois conseguiam fazer.
- Amor... – Edward disse sorrindo torto, levantando e vindo até mim.
- Olá. – murmurei, beijando-o suavemente.
Ele me abraçou, respirando fundo com o nariz em meus cabelos, logo depois suspirou relaxado e um sorriso bobo dançava em seus lábios.
- Er... eu preciso de ajuda aqui. – Vanessa disse, seu rosto tinha um leve tom avermelhado.
- Vamos lá, pentelha. – Edward disse gargalhando e sentando no sofá novamente enquanto Vanessa sentava no chão com Urso ao seu lado.
Eles continuaram na sala até a lição terminar e eu fui até a cozinha preparar algo para comermos. Depois jantamos com algumas palhaçadas de Edward que estava um pouco diferente esta noite. Eu o conhecia e sabia que algo estava errado.
Vanessa foi para o quarto e dormiu rapidamente. Quando entrei em nosso quarto, Edward estava mexendo em alguns papeis, cheguei mais perto e pude ver um passaporte em cima da cama.
- O que é isso? – perguntei, sentando ao lado dele.
- Eu vou viajar. – ele respondeu, olhando em meus olhos – Era sobre isso que eu queria falar com você, mas antes de qualquer coisa eu quero que você deixe seu ciúme de lado, porque eu sei que você não vai gostar... – avisou, sério.
- Se eu não vou gostar por que você está fazendo? – perguntei, nervosa.
- Eu vou para Los Angeles, Bella. – falou, respirando fundo – Eu preciso resolver algumas coisas com Alicia, ela está com problemas e eu não posso deixá-la nesse momento. – explicou.
- Que tipo de problemas são esses? – perguntei, me segurando.
- O banco vai tomar a casa dela por causa de uma hipoteca. – respondeu.
- E por que você não manda o dinheiro?
- Por que eu tenho certeza que ela está me escondendo algo, e não é nada bom. – respondeu, firme – Eu preciso me certificar que elas estão bem, Bella, preciso que você entenda isso. – ele disse, olhando em meus olhos.
- Não é o caso de entender ou não, Edward. – comecei, vendo sua expressão se tornar raivosa – Você estará em outra cidade, na casa de outra mulher que eu sequer conheço – ele abriu a boca para me cortar, fui mais rápida – e por mais que você diga que não há nada, é impossível eu ser compreensível e pensar 'oh, eles são apenas amigos', simplesmente não dá. – respirei fundo.
- Eu sei disso, Bella, mas você precisa confiar em mim. – sibilou – Mesmo que isso seja difícil, não é impossível, você sabe que eu te amo, depois de tudo... – ele parou de falar abruptamente, sabendo que tinha entrado em assuntos que magoavam ambos.
- Tudo bem, Edward. – disse, tentando sorrir – Você deve ir, se você sente que elas precisam disso, não me oporei. – falei, encerrando a conversa – Agora nós podemos dormir? Estou morrendo de sono. – sorri, me deitando no lado de sempre.
- Bella, eu não...
- Deixa isso pra lá, vem deitar. – murmurei, sentindo o corpo quente dele perto do meu. Ele veio e se aconchegou junto ao meu corpo, não demorou muito para que eu caísse num sono profundo.
Durante a semana nós conversamos pouco sobre a viagem que ele ia fazer. Sabia que ele iria no fim de semana quando arrumou uma folga do hospital. A cada dia Vanessa e Edward se aproximavam mais, sempre que podiam estavam juntos brincando e dando risadas, Emmett muitas vezes se juntava à baderna e Vanessa aproveitava da situação e o tio fazia qualquer coisa que a pequena pedisse.
Eu estava saindo mais vezes com Alice e Rosalie, muitas vezes saíamos para almoçar durante a semana, a barriga de Alice estava começando a salientar, era impossível perceber se ela não ficasse toda hora levantando sua camisa e querendo que víssemos a barriga dela. Isso me deixava extremamente feliz, vê-la curtindo a gravidez era tudo o que eu queria, aquela criança merecia ser amada e desejada.
Alice também estava progredindo com Claire, agora ao invés de ignorá-la completamente, ela trocava algumas palavras com a irmã. Uma coisa que eu havia percebido da ultima vez que Claire fora à casa do Cullen, é que ela se parece muito com Alice, realmente, e não só na aparência, podia observar o comportamento delas quando estava juntas, era muito parecido.
Claire era um pouco mais alta que Alice, mas a pele delas eram quase translúcidas, seus cabelos extremamente pretos, porém o de Claire caía em curvas sinuosas por sua costa. Mas a coisa mais chamativa, nas duas, era o olho verde, assim como os de Edward. Essa cor era linda e eu podia ficar admirando a íris de qualquer um dos Cullen durante horas, era algo mágico.
Em uma semana Claire conseguiu arrumar um emprego, ajudava uma costureira num ateliê não muito famoso, mas dava para ela pagar suas contas, apesar de ter de Carlisle ter oferecido ajuda a ela que recusou qualquer dinheiro que viesse deles. Isso aborrecia Carlisle que sempre queria ajudá-la com as despesas e até arrumar um emprego que a pagasse melhor, mas ela insistia dizendo que não.
A semana passou rapidamente, nada de interessante aconteceu, tudo estava tranquilo. Hoje era o dia que Edward iria para Los Angeles, Vanessa estava um pouco irritadiça porque o pai não quis levá-la com ele, na verdade, Edward até quis levá-la, mas eu não tinha certeza como ela reagiria as outras meninas, as filhas da Alicia, então achamos melhor esperar e em outra ocasião colocá-las frente a frente.
Naquela manhã Edward saiu do banheiro fechando sua calça jeans e sorriu para mim que estava deitada na cama, ainda preguiçosa.
- Bom dia, amore mio. –ele disse, se aproximando da cama e beijando meus lábios longamente.
- Bom dia, Edward. – falei, sorrindo – Você já está indo?
- Sim, estou só terminando de me arrumar e preciso correr para o aeroporto, estou atrasado. – ele sorriu torto, daquele jeito que me deixava desconcertada.
Levantei, enrolando o lençol envolta de meu corpo, caminhei até ele e com um dos braços rodeei sua cintura, apoiando a cabeça em seu peito. Respirei fundo, o cheiro do perfume dele sempre me deixava mais calma. E eu repetia para mim mesma, diversas vezes que nada ia acontecer e que precisava confiar nele.
- Eu te amo. – ele disse, beijando o topo da minha cabeça e depois minha boca.
- Eu também te amo. – respondi, sorrindo.
Nós ficamos abraçados mais alguns minutos, até que Edward se separou com muita dificuldade, diga-se de passagem. Pegou sua mala e eu fui para o banheiro tomar um banho, demorei um pouco mais que o costume, deixando a água quente relaxar meu corpo inteiro, suspirando com a sensação, sentindo meu estomago revirar apoiei na parede, tentando me equilibrar já que a tontura me atingiu também.
Há alguns dias estava sentindo tonturas e enjôos, tinha certeza que tinha pego uma virose por causa do clima que estava ficando mais frio com a aproximação outono. Saí do banho e fui me trocar, prometi a Alice que ia levar Vanessa para passear com ela e Rosalie.
Vanessa estava um pouco mal humorada, pois Edward não a levou. Fiz ela trocar de roupa, já que a pequena decidira que não cooperaria comigo, logo depois seguimos para a mansão dos Cullen.
Alice já estava acordada e perambulava pela casa à procura de algo para fazer, quando nos viu veio saltitante, pegou Vanessa no colo e beijou-a repetidas vezes, gargalhando enquanto a menina tentava se livrar dos braços dela.
- Bom dia, Bella. – disse, sorridente.
- Bom dia, Alice. – falei, me aproximando dela, beijando seu rosto.
Passamos a manhã juntas em casa, esperávamos Rosalie para irmos ao shopping, distrair Vanessa. Esme nos fez companhia, Vanessa adorava a companhia da avó, assim como eu, sempre admirei o modo como Esme me tratava principalmente com os últimos acontecimentos, ela sempre me apoiou e aquilo me deixava confortável, sem duvida mais confortável do com a minha própria mãe.
Rosalie chegou com Emmett quase na hora do almoço, ela estava tão calma e feliz. Era possível ver isso em seus olhos quando ela estava perto de Emmett. Desde o dia em que Royce bateu nela, foram raros os momentos que não estava com Emmett, este que a apoiou e ajudou-a em todos os momentos.
- Olá meninas. – ela disse, sentando no sofá ao lado de Vanessa e apertando a menina com força.
- Tiiiiia, ta me machucando. – Vanessa riu, tentando se soltar.
- Estava com saudades de você, pirralha. – Emmett disse, tirando Vanessa dos braços de Rosalie e jogando-a sobre seus ombros.
- Emmett, você vai derrubá-la, pare com isso. – quase gritei, vendo-o girar Vanessa no ar e esta gargalhava, aprovando a brincadeira.
Saímos todos para almoçar em um restaurante perto dali já que Esme não estava preparada para que todos fossemos almoçar em sua casa. Emmett era o único homem ali e Alice o fazia de empregado, sempre o mandando fazer tudo o que ela quisesse.
Quando chegamos ao restaurante, Alice foi a primeira a pedir, sem nem olhar o cardápio, ela estava com umas vontades loucas e pediu queijo com chocolate, foi nojento ver aquilo chegando e sendo colocado na mesa, principalmente por causa do cheiro do queijo que estava insuportável, pelo menos para mim.
O almoço foi acompanhado de boas risadas e chiliques de Alice. Vanessa estava se distraindo e essa era a verdadeira intenção desse passeio.
Edward POV
Cheguei em Los Angeles e o sol estava alto, estava calor e não demorou muito para que eu tirasse o casaco que usava quando saí de Nova York. Chamei um táxi e segui para a casa de Alicia.
Quem atendeu a porta foi Jessica que estava muito diferente da ultima vez que a vi. Ela ficou bastante surpresa ao me ver ali, com certeza Alicia tinha omitido a minha vinda até a cidade.
- Edward? – ela disse, ainda surpresa – O que você faz aqui? – perguntou, fazendo sinal para que eu entrasse na casa.
- Pensei que sua mãe tinha dito que eu viria no final de semana, Jess. – falei, olhando a casa, não estava diferente da ultima vez que eu estive aqui, sempre tudo em ordem, cada coisa em seu devido lugar.
- Não, ela não avisou. – disse, sorrindo – De qualquer jeito, bom ver você. – ela me abraçou.
- Tudo bem com você, querida? – perguntei, soltando-a do abraço.
- Sim. – ela respondeu animada.
- Onde está sua mãe e a Vanessa? – olhei em volta, não encontrando qualquer sinal de que elas estavam em casa.
- Mamãe saiu com Vanessa, foram ao supermercado ou algo assim. – ela sorriu, sentando no sofá e eu me sentei ao lado dela – E então, como está sendo estar casado novamente? – perguntou e pude sentir um pouco de ciúmes em seu tom de voz.
- Está sendo um desafio. – gargalhei, vendo a cara dela.
- Minha mãe me contou sobre sua filha, muito estranho saber que você tem uma filha. – comentou, roendo sua unha que já estava bastante curta – Sei lá, você é como um pai pra mim e pra Vanessa e é muito difícil pensar em você com outra menina e ainda por cima casado...
- Mas vocês três ainda têm um lugar especial em meu coração, me sinto como um pai pra vocês e isso não vai mudar, sempre que vocês precisarem é só pedir que eu farei o que estiver ao meu alcance. – expliquei, segurando a mão dela.
- Eu sei, Edward. – ela sorriu.
- Acho bom que você se lembre de mim. – brinquei, tentando dissipar a tensão que estava no ar – Daqui a algum tempo você será maior e vai para a faculdade ou então vai arrumar um namorado e tenho certeza que você esquecerá o velho aqui. – ela gargalhou, socando meu braço de leve.
- Olha o drama. – ela disse, virando os olhos.
Fomos interrompidos por Vanessa que correu para mim assim que a porta se abriu, um grito agudo saiu de sua garganta, fazendo meus tímpanos gritarem por socorro. Ela pulou em meu colo e me abraçou com força.
- Padrinho. – ela disse, animada.
- Olá, meu bem. – disse, afagando sua costa.
- Estava com saudades. – ela resmungou, olhando em volta – Não trouxe presentes? – perguntou, cabisbaixa vendo que não havia nada ali que trouxera para ela.
- Vanessa, olha os modos. – Alicia disse, entrando na casa.
Nossos olhos se encontraram e eu observei-a e, definitivamente, aquela não parecia a Alicia que estava aqui quando eu fora para Nova York. O belo cabelo loiro e sedoso não estava mais tão radiante como costumava ser, era opaco e sob seus olhos havia grandes círculos roxos, sua pele estava mais pálida que o normal.
- Oi, Ed. – Alicia disse, entrando cheia de sacolas nas mãos, levantei para ajudá-la.
- Olá, Ali. – murmurei, pegando as coisas de suas mãos.
Nós seguimos em silêncio até a cozinha, as meninas ficaram na sala assistindo televisão, Alicia apontou o lugar onde poderia deixar as sacolas e encostou-se ao balcão da cozinha, os braços cruzados em frente ao corpo, sinal que nós iríamos discutir.
- O que está acontecendo, Alicia? – perguntei, olhando em seus olhos.
- Eu já te contei, eu hipotequei a casa por conta das dívidas que eu tinha e, no fim das contas, eu não consegui pagar o banco e agora eles vão tomar a casa, ao menos que eu quite a dívida com eles. – explicou, falando tudo muito rápido e de uma vez.
- Eu só não entendo como você chegou nesse ponto. – disse, também cruzando os braços na frente do meu corpo – Você nunca foi uma mulher gastadeira, sempre economizando, pois sabia que tinha que sustentar suas filhas e, de repente, tudo desmorona desse jeito. – falei, exasperado.
- Acredite se quiser, Edward. – ela disse, nervosa – Eu já expliquei o que você queria saber, foi assim que aconteceu, simplesmente os gastos fugiram do controle.
- É tudo... não é normal. – suspirei, passando as mãos em meu cabelo, frustrado.
- Se você quiser acreditar em mim. – ela resmungou, dando de ombros.
- Tudo bem, eu não quero brigar com você, Alicia, mas eu ainda vou descobrir o que está acontecendo com você. – falei, saindo da cozinha antes que iniciássemos uma nova briga. Alicia era uma mulher muito teimosa e se, realmente, há algo que ela esteja escondendo de mim, não será ela quem irá contar.
Voltei para a sala e as meninas abriram um espaço para que eu me sentasse com elas no sofá, Vanessa jogou as pernas sobre meu colo e continuou concentrada no programa. Ficamos mais um bom tempo ali, Jessica conversou bastante comigo, me contando como estava a escola e tudo mais. Vanessa conversou menos, mas eu sabia que ela queria o presente que eu sempre trazia quando vinha visitá-la, ela estava engraçada tentando se manter firme e não falar direito comigo até que eu cedesse.
Pela tarde levei-as para tomarem lanche no shopping que Vanessa adorava. Alicia conversou comigo normalmente, mas a ideia de que havia algo errado com ela não saia de minha cabeça.
Jessica e Vanessa entraram em todas as lojas que podiam e ficavam horas e horas vendo cada roupa. Alicia insistiu para que eu não fizesse todas as vontades delas, mas era impossível recusar qualquer coisa que elas pediam com aqueles olhos de cachorro pidão.
Nós combinamos de ir resolver a questão da hipoteca da casa no dia seguinte, pois hoje pretendia passar o tempo com as meninas e com ela.
Voltamos para casa de Alicia pela noite, ela não estava se sentindo muito bem e decidimos voltar. Vanessa ainda tinha pique para mais um dia inteiro de passeio e brincadeiras, eu também estava esgotado, não tinha dormido muito na viagem e depois não parei um minuto quando cheguei aqui.
- Que tal tomar um banho e ir para a cama, mocinha? – Alicia disse, beijando a testa da filha, acariciando o cabelo dela suavemente.
- Só mais um pouquinho mãe, quero brincar mais com o padrinho. – ela disse, sorrindo do jeito que sempre fazia meu coração amolecer.
- Não, banho agora. – Alicia disse, firme.
Vanessa resmungou mais algumas coisas e se arrastou até o banheiro, bufando. Jessica já não estava mais na sala, sem duvida tinha ido para o seu quarto. Aproveitei o momento sozinho e peguei meu celular, precisava escutar a voz de Bella. Disquei o número e esperei até que atendesse.
- Alô. – a voz suave de Bella fez um sorriso involuntário surgir em meu rosto.
- Olá amore mio. – falei, carregando meu sotaque e pude escutá-la suspirando.
- Amor. – ela disse, parecendo animada – Estou morrendo de saudades. – falou e eu gargalhei.
- Eu também, queria que você estivesse aqui comigo, queria sentir o seu perfume. – murmurei e escutei um suspiro – Como está Vanessa? – perguntei quando pude escutar alguém chamando por Bella.
- Ela está bem, ficou um pouco triste depois que você saiu, mas Emmett a distraiu o dia todo. – comentou, rindo – A propósito, fui almoçar com sua família, todos juntos deixando o maître do restaurante louco. – completou e eu soltei uma gargalhada.
- Nem consigo imaginar o tamanho da bagunça que vocês fizeram. – falei, tentando imaginar a cena hilária.
Jessica apareceu na porta da sala, já de pijamas e se sentou ao meu lado no sofá, apoiando a perna em meu colo, sorriu para mim e depois voltou atenção para o telefone que estava em minhas mãos.
- Quem é? – perguntou, curiosa.
- É Bella. – falei, afastando o telefone.
- Edward? Quem está aí? – Bella perguntou do outro lado, tão curiosa quanto Jessica.
- É Jessica. – suspirei, rolando os olhos.
- Quem é Jessica? – seu tom de voz subiu algumas oitavas.
– É a filha de Alicia e ela tem idade para ser minha filha, Bella. – expliquei – Não fique imaginando coisas que não existem. – falei, exagerando um pouco.
- Não precisa ser estúpido. – resmungou, ressentida.
- Tudo bem, não vou brigar com você, Bella. – murmurei, suspirando mais uma vez, Jessica fingia que prestava atenção no programa que passava na televisão, mas ela estava atenta a nossa conversa – Eu só liguei para dizer que eu estou bem e que eu te amo. – estava tentando terminar a ligação antes que brigássemos feio.
- Boa noite. – ela disse, ríspida.
- Boa noite, amore mio. – disse, mas ela já havia desligado.
Jessica olhou para mim e sorriu cinicamente.
- Ciumenta, huh? – brincou, jogando uma almofada em mim.
Nós ficamos conversando ali na sala por um longo tempo, Vanessa se juntou a nós mais tarde e dormiu no meu colo enquanto Jessica me fazia um interrogatório completo sobre a minha vida em Nova York e sobre Bella.
Já eram quase duas da manhã quando Jessica foi dormir, coloquei Vanessa em sua cama e notei um pôster de uma menina colado em sua parede, não sabia quem era a menina, porém podia afirmar que não era a tal que minha filha tanto gostava já que essa era morena, dando de ombros me retirei do quarto, fechando a porta com cuidado para não acordá-la.
Alicia quase me obrigou a tomar um banho e insistiu que eu dormisse na casa, apesar de que teria que dormir no sofá da sala já que a casa era desprovida de quartos extras. Por sorte minha mala estava comigo, tomei um banho rápido e fui me trocar no quarto dela que estava em outro cômodo da casa, coloquei a primeira roupa que meu braço alcançou na mala.
Passei perto da cômoda e sem perceber arrastei comigo a toalha que cobria o móvel, trazendo com ela uma caixinha de jóias e alguns papéis. Praguejando, abaixei e peguei o que havia caído, mas algo naqueles papéis me chamaram a atenção. Eram laudos médicos e por mais que fosse errado ficar mexendo nas coisas de Alicia, comecei a ler os papéis.
Meu cérebro demorou em processar algumas palavras, principalmente quando câncer e positivo apareceram na mesma folha. Meu coração disparou e eu senti minha garganta fechar, eu não conseguia acreditar no que estava lendo.
Seções de quimioterapia marcadas por muitos meses e também uma cirurgia para a remoção do câncer marcada para daqui a alguns dias.
Escutei a porta se abrir e Alicia apareceu na porta e não parecia nem um pouco surpreendida em me ver ali, vendo seus papéis. Levantei e fui até ela que se jogou em meus braços e começou a chorar. Apenas a segurei firme, deixando que ela colocasse tudo para fora, às vezes, ela balbuciava algumas palavras ininteligíveis e eu só pedia para que ela ficasse calma.
Quando finalmente parou de chorar, levantou a cabeça que estava escondida em meu peito e olhou em meus olhos.
- Estou com câncer. – ela disse, sua voz tremeu na última palavra.
- Eu sei. – falei, o mais tranquilo possível.
- É maligno. – completou.
- Eu também sei disso. – olhei em seus olhos azuis que estava cheio de lágrimas – Eu li algumas coisas nos relatórios. – expliquei.
- Mas eu quero contar mesmo assim. – insistiu e eu assenti para que ela continuasse – Eu descobri isso um pouco antes de você ir embora, mas eu não queria fazer alarde, precisava fazer alguns exames antes de falar pra todos. – sua voz falhou em vários momentos – Então eu precisava pagar por alguns exames e hipotequei a casa e não contei a ninguém, esperava recuperar esse dinheiro depois.
- Você podia ter me contado...
- Eu sei, mas não estava me sentindo segura para falar sobre isso com alguém. – explicou – Então quando os resultados dos exames você já tinha ido para Nova York, depois você veio com a noticia de que ficaria por lá de vez, que tinha encontrado Bella e que você tinha uma filha. – ela murmurou tudo rapidamente – Eu não queria atrapalhar sua vida, não agora que você tinha voltado a ser feliz, para mim, um de nós estando feliz já estava de bom tamanho, não suportava ver você sofrendo por um amor que ainda tinha tudo para dar certo. – sibilou, as lágrimas escorrendo por sua bochecha.
Eu queria falar alguma coisa, mas naquele momento qualquer coisa que eu falasse não adiantaria de nada, ela estava obstinada a continuar contando a história e, de certa forma, ela precisava por tudo isso para fora, apenas segurei a sua mão firme e deixei que continuasse.
- Os exames deram positivos e mais tarde veio a confirmação de que era um câncer maligno. – enxugou as lágrimas com as costas da mão. – Minha médica aconselhou que eu começasse com a quimioterapia para diminuirmos um pouco o tamanho do câncer já que este estava grande e eu perderia uma mama inteira com a cirurgia. – a cada palavra dela eu sentia uma angustia crescendo em mim – A doutora já marcou uma cirurgia. – respirou fundo - E então, chegamos ao que você está vendo hoje, estou perdendo meus cabelos aos poucos e não faltará muito para que eu o perca por inteiro, também estou fraca. – acrescentou.
- Oh, Alicia, eu sinto tanto. – disse, acariciando seu rosto, enxugando as lágrimas que escorreram por seu rosto – Eu quero estar ao seu lado daqui para frente, mão quero que esconda mais nada de mim. E você vai precisar de ajuda quando estiver mais fraca do que está agora, quero que você venha morar perto de mim, Alicia, quero te ajudar nisso. – falei, minha voz saiu esganiçada.
- Eu não quero que você veja como estarei daqui a algum tempo, estarei muito pior do que isso. – falou – E eu não quero que as meninas vejam isso tampouco, quero que você as leve para morar com você, eu te dou a guarda delas e...
- De jeito nenhum, Alicia. – cortei-a, rispidamente – Todos iremos de te ajudar agora, nada de bancar a orgulhosa, você não precisa disso, todas nós te amamos e você não tem que se esconder. – abracei-a e ela voltou a chorar.
- Eu não quero morrer, Edward. – ela sussurrou, em meio às lagrimas, com o rosto escondido em meu peito.
- Você não vai. – respondi, embalando-a.
Eu fiquei ali, segurando-a em meus braços até que ela parou de chorar, depois de um tempo em silêncio percebi que ela havia dormido. Não queria que a vida dela acabasse daquela maneira, não era justo. Nem com ela, nem com as meninas. Eu precisava ajudar de qualquer maneira.
Bella POV
Desliguei antes que Edward falasse qualquer coisa a mais, estava detestando ele na casa de Alicia, era algo que eu não podia controlar, meu ciúme era grande. Sabia que aquilo era infundado, mas aposto que se fosse o contrário ele também não ficaria nada contente com a ideia.
Vanessa e eu tínhamos chegado do passeio já pela noite, ela tinha se divertido bastante com Emmett no shopping, ele tinha comprado tudo que ela pediu, mesmo com meus avisos dizendo que não era para fazer todas as vontades da menina, mas ele insistia em não me dar ouvidos.
Saí de perto do telefone e fui colocar Vanessa para dormir já que esta estava me chamando de seu quarto. Cheguei lá e ela assistindo televisão, estirada na cama. Sentei-me na beirada da cama e ela colocou a cabeça em meu colo, se aconchegando em sua coberta enquanto eu fazia carícias em seus longos cabelos ruivos.
Fiquei observando-a quando caiu no sono. Seu rosto cheio de sardas, seu cabelo ruivo e sua expressão igual a de Edward quando dormia, era hipnotizante, podia ficar ali por horas e não me cansar.
Desliguei a televisão e saí do quarto, quando estava indo em direção ao meu quarto a campanhia tocou, desci e fui curiosa atender a porta. Não esperava ninguém a essa hora da noite. Para minha surpresa, vi Jacob no olho mágico da porta, abri imediatamente.
Ele entrou e pude perceber pelo estado e pelo seu cheiro que estava completamente bêbado. Ele caiu em meu sofá e ali ficou, observando o lugar enquanto eu o fitava intensamente, esperando que ele falasse alguma coisa, alguns minutos depois, percebi que ele não falaria nada.
- O que você veio fazer aqui, Jacob? – perguntei, minha voz não demonstrava nenhum tipo de sentimento.
- Eu vim te ver, Bella. – ele disse, sua voz arrastada por conta de embriaguez.
- Isso não é hora de aparecer na casa dos outros sem avisar, muito menos aparecer nesse estado, completamente bêbado. – falei, brava.
- Eu precisava te ver, Bells. – disse, quase como uma súplica – Estava tão sozinho depois que você foi embora, fui até seu antigo apartamento, mas descobri que você não estava mais morando lá, veio viver nessa casa luxuosa. – comentou, olhando em volta.
- Jake, eu sinto muito, mas nós dois sabemos que nossa relação sempre foi mais amizade do que paixão. – respondi, olhando nos olhos castanhos escuros.
- Para mim foi tudo, Bella. – ele disse, meio choroso agora – Eu queria que você me amasse como ama esse babaca do Cullen, eu queria que você olhasse para mim da mesma maneira que olha para ele, mas nunca foi dessa maneira, mesmo eu sendo seu parceiro e estando do seu lado em todos os momentos, nunca foi a mesma coisa que é quando é ele. – falou tão rápido que eu mal consegui entender.
- Você sabe que eu tentei, Jake, mas nunca consegui. – expliquei – Você sempre foi um grande amigo que estava ao meu lado quando eu mais precisei, mas mesmo quando nós nos envolvemos amorosa e sexualmente, era só uma carência, de ambos. – murmurei, vendo sua expressão confusa.
Ele não disse mais nada, parecia estar num grande conflito interno sobre o que falar comigo. Eu ainda estava em choque com a visita dele e com a conversa que estávamos tendo agora, nunca pensei que fossemos conversar algo assim um dia.
- Eu sou um canalha. – resmungou mais para ele do que para mim.
- Como assim? – perguntei, confusa.
- Eu me aproveitei de Leah. – confessou, suas mãos fechadas tão firmes que seus tendões estavam brancos – Fui a Forks visitar meu pai e ela estava lá, simplesmente aconteceu, eu estava tão confuso e tinha bebido, claro que isso não é uma desculpa, mas não sei o que deu em nós dois. – falou atropelando as palavras.
- Mas isso não foi culpa exclusivamente sua, Jake. – disse, agora já estava sentada em frente a ele, na mesinha que havia perto do sofá – Leah consentiu com isso, você não se aproveitou de ninguém. – expliquei e ele deu um sorriso sarcástico.
- Leah sempre foi apaixonada por mim, Bella, qualquer coisa que eu pedisse a ela, sem dúvida, ela o faria sem pensar duas vezes. – disse, com repulsa – Levava pra cama foi uma delas, ela não recusaria.
- Mas isso é uma coisa boa, quem sabe agora vocês não possam tentar um relacionamento, você a conhece desde a infância. – sugeri e ele fez uma careta.
- Ela é como uma irmã para mim, não me perdoaria se fizesse mal a ela. – retrucou.
- Jacob, pare com isso, você sempre foi muito atencioso com ela. – reclamei, também fazendo uma careta – E ela te ama tanto, Jake, você nem faz ideia. – comentei, sorrindo para ele.
- Não Bella, eu não posso fazer isso com ela, eu não a amo. – sibilou, olhando em meus olhos – Eu amo você, Bella e isso nunca mudará. – assim que ele disse isso o telefone tocou.
Não poderia ter sido em um momento melhor, saí de perto dele e corri para atender.
- Bella, preciso falar com você. – a voz de Edward calma e acolhedora do outro lado da linha fez meu coração bater mais rápido.
- Edward...
- É o Cullen? Manda um abraço pra ele. – Jacob disse, completamente fora de si.
- Essa é a voz de Jacob? – Edward perguntou, seu tom de voz era seco.
- É a dele sim. – respondi, mandando Jake ficar quieto.
- O que ele faz aí? – Edward sibilou.
- Ele, simplesmente apareceu aqui e está completamente bêbado e dizendo coisas sem sentido. – respondi rapidamente.
- Eu não acredito, Isabella. – Edward murmurou, sua voz estava ácida – Você está sendo extremamente infantil fazendo isso. – completou.
- Mas eu...
- Não Isabella, você não consegue acreditar que eu não tenha nada com Alicia não é? Você simplesmente por birra, chama seu amiguinho para a nossa casa no meio da noite e acha que eu vou acreditar mesmo nessa história de que ele apareceu aí? – ele estava totalmente fora de controle.
- Olha aqui, Edward, eu não o chamei e você acredite se quiser porque eu não ficarei discutindo isso com você por telefone, em nenhum momento em pensei nessa hipótese ridícula, eu já disse que estava confiando em você e não preciso disso para te fazer ciúmes. – respondi, firme.
- Eu não acredito que tenha sido tanta coincidência justo hoje ele aparecer aí...
- Quer saber? Agora quem não quer discutir sou eu, tenha uma péssima noite, Edward, porque já é a segunda vez que você está estragando a minha. – quase gritei e depois desliguei o telefone na cara dele.
Jacob observava atentamente quando eu joguei o aparelho em cima da mesa e voltei para perto dele na sala. Ainda nervosa, conversei um pouco com Jacob, tentando tirar da cabeça dele que tinha se aproveitado de Leah, sem sucesso.
Chamei um táxi para ele e prometi que levaria seu carro amanhã. Coloquei-o dentro do táxi e voltei para minha casa, fui para o meu quarto e me joguei na cama, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto sem minha permissão, mas não fiz nada para pará-las, apenas fiquei ali, chorando até que caí num sono profundo.
No dia seguinte, acordei com uma forte dor de cabeça, por sorte era domingo e não precisaria trabalhar. Fui até a cozinha tomar um café, aproveitei para tomar um comprimido para a dor, meu corpo inteiro doía, conclui que realmente tinha pegado uma virose. Tentei comer um pouco de bacon com ovos, mas no momento que aquele cheiro atingiu as minhas narinas tive vontade de colocar o nada que estava em minha barriga para fora.
Não demorou muito para Emmett e Rosalie passassem em casa para pegar Vanessa já que Emmett viajaria amanhã para começar a temporada de jogos e demoraria a ver a sobrinha novamente. Rosalie estava cada dia mais bela, assim como eu me lembrava dos tempos do colégio.
Dormi a tarde inteira, um mal estar tomou conta de meu corpo. Levantei suando em bicas e fui até o banheiro lavar meu rosto, estava com uma aparência horrível, volte para o quarto e comi algumas torradas que tinha levado mais cedo para o quarto. Não deu outra, vomitei tudo novamente.
Tomei um susto enorme quando senti alguma coisa puxar meu cabelo para não sujar. Depois, levantei e lavei meu rosto, Edward estava parado perto de mim, seu olhar cheio de preocupação.
- Tudo bem? – perguntou, sua voz cheia de preocupação.
- Estou bem agora, acho que peguei uma virose. – falei e ele colocou a mão em minha testa, verificando a temperatura.
- Você não está com febre. – concluiu, me examinando seriamente – Há quanto tempo você está assim?
- Faz alguns dias. – falei, já me irritando com todo o tratamento médico – Estou bem, Edward.
- Sua menstruação está atrasada? – perguntou, de repente.
Meu coração parou com a aquela pergunta. Estava tão ocupada esses dias, pensando em outras coisas que nem reparei nesse detalhe, e percebi que ele tinha razão, poderia estar grávida. Todas as vezes que nós transamos sem camisinha.
Rapidamente meu cérebro começou a fazer contas e repeti-las várias vezes, mas tinha uma grande possibilidade de eu estar grávida, minha menstruação não era muito regular, mas também nunca atrasara tanto.
- É p-possivel. – gaguejei, ainda tentando assimilar a informação.
- Bella? Você está bem? – falou, me sentando na cama em nosso quarto – Você está tão pálida.
- Eu estou grávida. – quase gritei, histérica e minhas mãos tremiam.
- Calma, Bella. – disse, calmo – Nós podemos estar exagerando, você pode fazer um teste pra ter certeza, antes de ficar histérica. – sibilou, acariciando meu rosto com calma – Você quer que eu vá comprar um para você? – eu assenti e ele saiu rapidamente – Já volto, fique calma. – ele disse, do corredor.
Deitei na cama, ainda assustada com a possibilidade de estar grávida. Não sabia porque estava desse jeito, talvez fosse pelo fato de experiência de estar grávida pela primeira vez ter sido um pouco conturbada, por mais que Edward estivesse do meu lado agora, algo me dizia que aquele não era o momento certo.
Edward POV
Depois da briga de ontem com Bella pelo telefone, mal consegui dormir. Pela manhã Alicia e eu fomos resolver as coisas da hipoteca e também da mudança, finalmente conseguira convencer Alicia de mudar com as meninas para perto de mim.
Almocei com as meninas e depois de uma longa conversa, elas concordaram em mudar. Vanessa até estava contente com a mudança, Jessica não estava muito feliz, mas ela sabia o que Alicia tinha e entendia que aquilo era o melhor naquele momento.
No fim da tarde me despedi delas, tinha que pegar um avião de volta pra Nova York, já que no dia seguinte precisava ir cedo para o hospital. Entretanto, antes de ir para o aeroporto, fui até minha antiga casa dar uma olhada em como estavam as coisas. Tudo estava na mais perfeita ordem, assim como tinha deixado, fui até o quarto e peguei uma caixa que estava escondida no fundo do guarda-roupa e fui para o aeroporto.
O vôo foi tranquilo, tudo em que pensei durante o voo foi em como pedir desculpas para Bella, tinha sido um completo idiota não acreditando nela, ela não seria capaz de cometer tal infantilidade. E se eu pedi que ela confiasse em mim com Alicia, porém nem ao menos dei a chance dela se explicar.
Quando cheguei em casa, o silêncio pairava sobre todo o lugar, coloquei minhas coisas num canto da sala. Fui verificar se tinha alguém em casa, pelo silêncio era provável que ninguém estivesse aqui. Entrei no quarto e a luz do banheiro estava acesa, alguém fazia barulho lá dentro, corri até lá e encontrei Bella ajoelhada em frente ao vaso sanitário, vomitando.
Ajudei-a, segurando seu cabelo para trás. Ela terminou e foi lavar seu rosto, sua aparência estava cansada e ela me olhou indiferente. Sabia que ela estava brava comigo pela briga de ontem, mesmo assim fui até ela e comecei a fazer perguntas, ela respondia a contragosto. Até o momento em que minha ficha caiu, perguntei se ela estava grávida, pude ver que ela mesma entrou em choque com a possibilidade de uma gravidez.
Vendo o nervosismo dela fui até a farmácia comprar um teste.
Enquanto me dirigia à farmácia, não pude deixar de sorrir e deixar minha mente voar com a ideia de um bebê, e ainda mais acompanhar a gravidez de Bella. Dessa vez eu estaria ao lado dela em todos os momentos.
Entrei na farmácia e comprei logo três exames, a mulher da farmácia me olhara sorridente, retribui o sorriso e paguei. Voltei para a casa correndo, Bella continuava deitada na cama e entreguei o pacote a ela que pegou com os dedos trêmulos e foi para o banheiro.
Ela voltou alguns minutos mais tarde, com os olhos vermelhos, respirando com dificuldade. Ela sentou ao meu lado e colocou os exames na minha mão, olhei a linha que significava negativo e os outros também estavam do mesmo jeito.
Ela me abraçou e começou a chorar, eu não sabia se era porque ela estava aliviada ou triste, apenas a abracei firme contra meu corpo e deixei que ela chorasse até que ela dormiu em meu colo, seu rosto nem enquanto dormia parecia tranquilo, o semblante triste continuava ali.
E, sinceramente, não fazia ideia do que eu poderia fazer pata ajudá-la naquele momento, só continuei cantarolando para ela, observando-a dormir em meus braços.
Então, o que acharam?
Alicia se meteu em muitas encrencas e ainda a revelação bombástica...
Acho que consegui mostrar como está a vida de todos, pelo menos um pouco!
Edward e Bella em brigas bobas, mas no fim eles se entenderam mesmo que por um motivo triste.
E o Jacob, o que acharam dele nesse capítulo?
Acho que todo mundo queria Bella grávida de novo, não? Mas calmaaa, eu ainda tenho planos para esses dois...
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Façam uma autora feliz e alimentem meu vício! Sou movida a comentários!
Beeeijos, May.
