N/A: Oi amores!

Ok, nem tenho como me desculpar e nem vou pedir, eu que não estou sabendo como organizar meu tempo para escrever, mas agora vou tentar fazer isso funcionar... Espero que compreendam!

Todo mundo querendo que a Renée morra, né? Pois bem, vcs irão ver um lado da Renée que não tinha sido mostrado até agora! =x

Gostaram de Seth e Jessica? Bom, eles aparecem um pouco hoje, rs... mas ainda tenho planos para eles! Edward e Bella são fofos juntinhos e cute cute, né? Amo escrever essas cenas toda carinhosa entre eles! Essa Gabriella não tem jeito mesmo, só morrendo para parar de atormentar Ed e Bells, hauahauahauhuhauha

Vou deixar vocês lerem, afinal faz muuuito tempo que não tem atualização.

Ah, e muito obrigada por todas as maravilhosas reviews! 33

Nos vemos lá embaixo...

Enjoy!


Made Our Choice

Trecho da música Alibi – 30 Seconds to Mars

Bella POV

Depois de explicar a situação para Edward, decidimos deixar a conversa para amanhã, pois disse que estava morrendo de dor de cabeça, o que não era uma total mentira porque se discutisse com Edward agora, provavelmente, eu ficaria com uma dor insuportável, então apaguei a luz e me deitei ao lado de seu corpo tenso. Podia sentir que ele tinha ficado nervoso pelo o que eu havia falado, Edward nunca mais quis saber sobre Renée depois da briga que tivemos antes de nosso casamento há muito tempo atrás, a qual ela tinha dito verdadeiras barbaridades para mim.

Porém dessa vez era diferente, Renée apesar de tudo ainda era minha mãe, a mulher que me carregou durante nove meses, mesmo que fosse a pior de todas não podia negar que ainda possuía sentimentos por ela.

E eu tinha que pensar muito bem nesse assunto.

Na manhã seguinte acordei sozinha na cama, mesmo sendo final de semana Edward tinha que trabalhar hoje e tinha acordado sozinho ou não tinha dormido nada. Escutei um barulho no chuveiro e levantei, indo até lá. O vapor tomava conta do ambiente, deixando o lugar quente e não dava para enxergar muito bem, mas Edward estava atrás do vidro do box, murmurando algo enquanto se ensaboava. Aquela imagem era tentadora demais para a minha sanidade.

- Bom dia, amor. – ele disse assim que me viu.

- Bom dia. – falei, abrindo a porta de vidro e ele franziu o cenho.

- O que aconteceu?

- Nada. – falei, admirando seu corpo nu e molhado enquanto mordia o lábio inferior – Eu quero você. – sorri – Aqui e agora. – adicionei e ele me puxou com roupa e tudo para debaixo do chuveiro com ele.

A água ensopou minha roupa rapidamente, assim como todo meu corpo enquanto nossos lábios se chocavam furiosamente,minhas mãos estavam em volta de seu pescoço, puxando-o para mais perto. As mãos dele agora trabalhavam na camisa do pijama, tirando o tecido molhava que tinha aderido ao meu corpo devido à água.

Ele me forçou contra seu corpo, fazendo com que eu sentisse cada polegada de seu corpo prensado ao meu, sentido sua ereção entre minhas coxas e me lembrando que ele estava totalmente nu. Minhas mãos desceram por um caminho sinuoso, as unhas passando de leve em seu corpo, até que cheguei em seu quadril, ele grunhiu mordendo meu pescoço e depois tirando a camisa ensopada.

- Você me provoca, Bella. – disse, quando segurei seu membro rijo em minha mão.

- Eu gosto de te ter rendido a mim. – murmurei em seu ouvido, minha mão percorreu toda sua extensão, da cabeça à base, ele apoiou uma mão contra o gelado azulejo do box, gemendo.

- Não precisa disso para me ter rendido aos seus pés. – ofegou, seu quadril estocando contra minha mão agora que fazia movimentos rápidos.

Ele me puxou para perto de si e começou a beijar meu pescoço enquanto sua mão brincava com meu mamilo intumescido, meu corpo se arrepiou com os movimentos fazendo-me grunhir baixinho. Sua boca desceu até meu seio direito e chupou, sua língua brincando sensualmente comigo, deixei minha cabeça pender para trás e ofeguei, continuando o movimento com as mãos em seu membro.

A água continuava caindo em nossos corpos, Edward como se lesse meus pensamentos, tirou a parte debaixo do meu pijama levando minha calcinha junto, interrompendo o contato entre nossos corpos por uns instantes, ele voltou beijando minha perna e subindo por minha coxa, gemi no momento que senti seus lábios em meu centro, brincando comigo.

- Edward, eu preciso de você. – falei, puxando-o pelo ombro e ele levantou com um gemido.

- Você está muito apressada hoje, Bella. – murmurou, mordendo minha orelha.

Ele me puxou para perto de seu corpo, encaixando nossos quadris, já podia sentir seu membro em minha entrada, fazendo movimentos que estavam me levando a loucura. Ele puxou minha perna para cima, enlaçando-a em seu quadril e seu membro preencheu meu sexo de uma vez só.

Subi a outra perna e passei em volta de sua cintura, meus tornozelos se cruzando enquanto ele me encostava contra o azulejo gelado e colocava a mão em minhas coxas, me sustentando ali. Seus movimentos começaram lentamente, Edward me provocava, beijando cada parte do meu corpo que estava ao alcance de sua boca.

Seus movimentos ficaram mais rápidos e sabia que estava quase lá, meu corpo inteiro parecia que ia entrar em combustão instantânea quando Edward beijava a pele vermelha e sensível. Minhas mãos estavam em suas costas, arranhando cada vez que ele investia mais forte contra meu sexo.

- Amor... – ele ofegou em minha orelha, tomando meus lábios em um beijo luxurioso.

- Edward não para. – gemi alto e ele sorriu jogando a cabeça para trás.

Meu sexo começou a sofrer leves tremores e meu gemido foi engolido por Edward que me beijou intensamente, todo meu corpo estava convulsionando depois de alguns instantes, minha cabeça ficou apoiada no ombro de Edward que continuava investindo contra meu corpo que ainda se deliciava com as diversas sensações que o orgasmo proporcionava.

Ele também estava perto de seu clímax já que gemia algumas coisas incoerentes em meu ouvido, beijando meu pescoço. O som da água caindo sobre nossos corpos unidos e nossos gemidos baixos eram os únicos sons que eu escutava, senti o corpo de Edward se convulsionar embaixo do meu e com um grunhido ele gozou fortemente, fazendo com que eu gemesse em sua orelha, mordiscando aquele lugar e relaxando meu corpo sem forças, deixando que ele me sustentasse.

- Você é incrível. – ele disse, fazendo com que eu soltasse um riso fraco.

- Podemos voltar para cama? – murmurei, sentindo-o tirar minhas pernas de sua cintura e apoiar meu corpo sobre elas, ainda assim ele que sustentava para que eu não desmoronasse – Eu te amo. – suspirei, descansando minha cabeça em seu ombro.

- Eu também te amo, Bells. – falou, me beijando suavemente.

Terminamos de tomar banho, claro que Edward aproveitou para me provocar bastante fazendo todo o trabalho e me enrolando em uma tolha felpuda e macia. Fomos para o quarto e deixei meu corpo desmoronar na cama, suspirando sorridente. Edward riu, estava quase dentro do grande guarda-roupa do quarto e alguns instantes depois apareceu com uma calça jeans surrada, sem camisa.

- O que foi? – perguntei, rindo.

- Você. – respondeu, sorrindo torto.

- O que tem eu? – fiquei sentada na cama enrolada na toalha.

- Está sorrindo à toa. – provocou, vindo até mim e depositando um beijo cálido em minha testa.

- Pode ter certeza que à toa não é. – ele gargalhou com a resposta.

Ele deitou sobre mim, me fazendo deitar junto com ele. Suas mãos acariciaram minha coxa, ele sorriu maliciosamente e me beijou. Sua boca era devastadora sobre a minha, nossas línguas brincando sensualmente, assim como nossos corpos já estavam se comprimindo um contra o outro, cheios de luxuria e desejo.

- Eu preciso ir. – sua voz já estava ofegante.

- Nah, fica mais um pouco. – sugeri, rindo e acariciando o volume que já formava em sua calça jeans.

- Não posso, Bella. – resmungou, tirando minha mão dali e se afastando de mim – Mais tarde você não me escapa. – disse, cheio de malícia.

- Eu vou cobrar. – levantei e beijei seus lábios rapidamente.

- E não se esqueça que eu ainda quero discutir aquele assunto com você. – disse, sério.

- Tenho outra escolha? – reclamei.

- Não.

Murmurei um palavrão e fui trocar de roupa, vendo-o sair do quarto já vestido. Pelo menos eu teria um tempo para pensar no assunto enquanto ele não estivesse ocupando meu tempo.

Não tive muito tempo para comemorar meu dia aparentemente livre, Rosalie havia me chamado para ir até sua casa pois precisava conversar comigo sobre algo importante que ela não quis dizer ao telefone. Ela estava morando em outra casa agora, Emmett não quis mais que ela voltasse para o lugar onde tinha sofrido nas mãos de Royce, então ele comprou uma casa perto da casa de seus pais para que eles morassem juntos.

Emmett estava fora porque estávamos em época de torneios e campeonatos, isso fazia com que ele ficasse viajando a maior parte do tempo, só quando havia jogos na cidade ele passava para ver Rose e ela estava se sentindo sozinha com isso.

Vanessa também queria ir e quis levar a Vanessa de Alicia. Agora estava igual unha e carne, sempre que uma ia a outra tinha que ir também, não me surpreenderia caso elas começassem a andar vestidas como irmãs gêmeas. Apesar da cor dos cabelos e dos olhos serem diferentes elas até que se pareciam.

Passamos na casa de Alicia que já estava bem melhor, o médico tinha suspendido a quimioterapia e o câncer havia regredido e não havia sinais de seqüela. Sua cor estava voltando aos poucos, assim que seu organismo estava se recuperando das fortes sessões de quimio. Seu cabelo talvez fosse o que mais demoraria a voltar, mas já era possível ver os fios loiros curtos crescendo quando ela não estava usando uma peruca.

Enquanto Vanessa se trocava para sairmos, Alicia me contou sobre a paixão que Jessica estava alimentando por Seth, segundo ela, Jessica não tinha saído do telefone desde que Seth havia ligado há alguns minutos atrás. Seth era como um irmão para mim, por isso eu falei o melhor que pude sobre ele, tirando todo e qualquer pensamento negativo que Alicia poderia ter sobre esse relacionamento. Era o mínimo que eu podia fazer por esses dois.

Alicia ainda tinha um pé atrás com esse começo de relação, mas disse que depois nós conversaríamos sobre isso e fui com as meninas para a casa de Rose. Eu ainda não tinha ido até a casa nova dela e me surpreendi com a mansão linda e totalmente não-Rosalie. Era muito elegante, mas nada do jeito exagerado que Rosalie gostava, era uma construção bonita e dava a impressão de ser antiga, mas as grandes janelas eram modernas e dava um charme à arquitetura da casa. Havia uma linda fonte ocupando o lado direito ao fundo do terreno, definitivamente essa casa era luxuosa.

Rosalie estava nos esperando na porta da casa, seu sorriso cresceu ao ver a afilhada correndo em sua direção. Vanessa pulou no colo de Rose que a encheu de beijos e manteve a pequena em seus braços durante longos minutos, como se não tivesse visto a pequena em menos de um dia.

A casa era tão linda e elegante por dentro quanto era seu exterior. Rose se sentou em um dos sofás e eu sentei na outra ponta do móvel.

- Vocês podem ir onde quiserem inclusive se quiserem dar uma olhada na geladeira, fiquem à vontade. – Rose disse as duas pequenas que saíram correndo pelos corredores da casa.

- Você sempre acostuma essa menina da pior maneira. – comentei, rindo.

- Ela merece. – comentou, sorridente.

- Então o que era tão importante? – perguntei, curiosa.

- Emmett e eu vamos nos casar. – informou, alegre – Mas ainda não sabemos quando, Emmett pediu para que esperasse até que a temporada de jogos acabasse pra começarmos a planejar qualquer coisa, além do que precisaremos da ajuda de Alice e como ela vai ter o bebê em breve é melhor esperar que ela tenha condições de dar uma festa. – explicou.

- Isso é ótimo, Rose. Você sempre quis casar com ele e finalmente ele propôs casamento sem fugir da raia. – brinquei, rindo.

- Emmett amadureceu com o tempo, nunca pensei que ele fosse me pedir em casamento. – Rose riu.

- Agora só falta um bebê na vida de vocês. – seu semblante feliz desapareceu assim que eu disse isso – Rose, o que aconteceu? Falei algo errado?- perguntei preocupada ao ver seus olhos lacrimejando.

- Não foi culpa sua, Bells. – murmurou, tentando engolir o choro – Você não tinha como saber, só Emmett sabe disso. – respirou fundo.

- Rose, me diga o que está acontecendo. – falei desesperada, abraçando-a.

- Estava tentando engravidar, Emmett disse que um filho era o que nós precisávamos para esquecer o passado e seguir nossas vidas. Eu que tinha começado com essa história de engravidar e ele apoiou. – suspirou – Nós tentamos, muitas vezes. – ela sorriu com um leve tom de vermelho nas bochechas – E não estava funcionando, então fui ao médico e ele me acompanhou. O meu médico disse que não poderia mais ter filhos por causa daquela vez, apesar de que o médico naquela época ter dito que poderia tentar de novo.

- Meu Deus, Rose. – abracei-a forte, sentindo minha garganta fechar.

- Emmett disse que não tinha importância e nós poderíamos adotar um bebê, mas eu queria tanto ver minha barriga crescendo, sentir o bebê chutando. Assim como foi com acompanhando sua gravidez, assim como está sendo com Alice. – agora suas lágrimas escorriam por sua bochecha.

- Mas você vai amar uma criança adotada do mesmo jeito, Rose. Mesmo não tendo crescido em sua barriga, você vai amá-la como se fosse sua. – murmurei, ainda segurando-a em meus braços – Do mesmo jeito que você ama a Vanessa e pode ter certeza que essa criança vai amar você e o Emmett do mesmo jeito.

- Ainda não estou preparada pra isso, Bella. É tão desolador querer um filho e não poder gerar um enquanto outros podem e não querem, é tudo tão injusto. – sibilou, chorosa.

- Eu sei, Rose. – murmurei, sem saber o que fazer, apenas abracei-a.

Rosalie não disse mais nada sobre o que acabara de acontecer, mas por sua expressão era óbvio que estava sofrendo mais do que aparentava. Seus olhos estavam sem brilho, assim como animação natural já não estava mais ali. Entretanto tentou manter uma conversa superficial comigo durante o tempo que estive lá, também aproveitou e brincou um pouco com as meninas. Ainda continuava preocupada com a saúde mental de Rosalie, ela passara por muitas coisas difíceis em pouco tempo, ela não merecia nada disso.

Quando já estava anoitecendo, nos despedimos de Rose e, apesar de insistir que estava bem, podia ver que estava prestes a desmoronar. Relutante, sai da casa e fui para casa de Alicia levar as meninas, já que Alicia sugeriu que as duas ficassem em sua casa para que Edward e eu possamos conversar sobre Renée. Era incrível como Alicia tinha o dom de sempre ajudar na hora que precisávamos, realmente era uma mulher muito boa e gostava dela como se fosse uma irmã.

Alicia garantiu-me que não teria trabalho nenhum com as duas pela noite e eu segui para casa. Edward ainda estava trabalhando, isso me daria um tempo para pensar melhor no assunto que atormentou minha cabeça o dia todo. Precisava tomar um decisão logo, não tinha muito tempo para agir se realmente tomasse coragem para ajudar Renée.

Apesar de ser uma mãe ausente e sempre querer tirar proveito de cada situação ela ainda continuava sendo a mulher que me carregara durante nove meses, sofrendo todas as dores do parto para me trazer ao mundo. E agora, eu sabia muito bem como era isso, agora que eu tinha passado por tudo com Vanessa, entendia que mesmo sendo uma má pessoa ela me gerou em seu vente, mesmo quando podia optar por não ter o filho ela se propôs a isso. Pelo menos isso eu tinha que levar em consideração.

Era uma situação complicada demais que precisava ser resolvida com urgência. E eu não tinha a mínima ideia de como agir nesse momento.

Edward POV

Estava quase acabando meu turno de hoje e finalmente poderia ir para e relaxar um pouco. Meu corpo estava quase pedindo socorro depois da festa de minha filha e afilhada que tinha durado até tarde no dia anterior. E também ansiava por chegar em casa ara poder conversar melhor com Bella sobre Renée. O hospital estava calmo hoje, poucos pacientes vieram ao pronto-socorro e não houve nada de grave que me impediria de ir para a casa hoje.

Já tinha atendido meu último paciente naquela noite e estava em minha sala, pegando minhas coisas quando alguém bateu na porta, me surpreendi ao me virar e encontrar o último rosto que esperava ver por aqui. Renée.

Fui até a porta, ainda tentando assimilar aquilo e pedi para que ela entrasse. Sabia que não deveria tratar aquela mulher com respeito, pois ela não merecia nada além do meu desprezo, não depois de tudo o que ela fez com Bella, mas algo nela não me deixou colocá-la para fora da minha sala.

Seu semblante era cansado e frágil, estava pálida e tinha profundas olheiras. Ainda assim podia ver naqueles olhos a frieza e a arrogância com que ela estava acostumada a se dirigir a todos.

- Boa noite, Renée. A que devo sua visita? – perguntei sem mais delongas.

- Creio que você deve saber o porquê de eu estar aqui. – respondeu friamente – Bella já deve ter lhe contado sobre nossa pequena conversa no aniversário de minha neta. – supôs, sorrindo cinicamente.

- Sim, ela me contou que você está usando chantagem emocional para conseguir o que quer dela. – retruquei, com raiva demais para ser educado – E se depender de mim, Renée, você não terá nada de Bella ou de qualquer um de minha família, nada. – fiz questão de enfatizar bem as últimas palavras.

- É aí que você se engana, meu caro. – disse, sorrindo – Você sabe muito bem como a Bella tem um bom coração e uma consciência que a atormenta como ninguém, a essa altura ela já deve ter tomado uma decisão.

- Isso é ridículo, você nunca ligou para sua própria filha e agora vem pedir algo desse tipo? O que você pensa que é para menosprezá-la e depois querer reatar seus laços maternos só para abandoná-la novamente? – sibilei rispidamente.

- Eu sou a mãe dela, aquela que agüentou durante nove meses um bebê indesejado crescer em seu ventre e o mínimo que ela pode fazer é retribuir o favor, eu estou morrendo! – murmurou, nervosa.

- Talvez seja melhor que morra mesmo, uma mãe não faz isso para uma filha. Você está utilizando a maior debilidade dela para manipulá-la, isso é imoral, Renée, será que você não enxerga?

- Imoral? Você nem sabe o que significa essa palavra, pirralho. Você fez o que quis da sua vida antes e até mesmo depois do casamento com minha filha, saía com inúmeras mulheres pelas costas dela e vem falar de imoralidade para mim?

- Eu amo Bella e você não tem nada a ver com nossa história. – minha voz subiu algumas oitavas.

- Vejo que toquei em seu ponto fraco, moleque. – ela riu, cheia de escárnio – Mas deixe-me contar uma história para você, ninguém entende o meu lado nessa história.

- Você poderia ficar falando até o ano que vem e ainda assim não me convenceria que há o seu lado na história. – praticamente cuspi aquelas palavras.

- Acredito que, como médico, saiba exatamente do que se trata uma depressão pós-parto, certo? Então, eu tive isso logo depois de Bella nascer, ficava tão irritadiça e deprimida sempre que olhava meu bebê naquele berço ao lado de minha cama no hospital. – murmurou, perdida em seus próprios pensamentos – Era tão nova, tão bonita. Conheci Charlie e me apaixonei perdidamente, era como se ele fosse um Deus aos meus olhos, sempre estava preparada para segui-lo onde quer que fosse. Até que percebi que nós não estávamos mais dando certo, eu o queria para sempre e engravidei propositalmente.

Ela se levantou da cadeira e começou andar por minha sala, observando os retratos que estava na estante com livros. Seus dedos traçaram a borda do retrato que mostrava Bella e Vanessa abraçadas e felizes.

- Isso só piorou nossa situação, a cada mês que se passava Charlie se distanciava de mim, queria apenas saber como estava nosso bebê, via meu corpo se deformando cada vez mais e aquilo me entristecia, principalmente por Charlie não me desejar mais. – suspirou forte – Quando Isabella nasceu ele ficou do meu lado a cada instante e aquilo só me fez gostar dele ainda mais. Até que no momento que Bella abriu seus olhos cor de avelã iguais aos do pai e sua pequena mão agarrou o dedo dele que acariciava seu rosto, Charlie me pediu em casamento. Obviamente aceitei, mas no fundo sabia que ele havia feito aquilo por ela e não por mim, durante nosso casamento ele sempre me procurava, como se não houvesse acontecido nada, como se nós fossemos um casal apaixonado e feliz, mas eu não conseguia lidar com nosso bebê nos primeiros meses de vida e ninguém entendia o que estava acontecendo comigo, sempre que chegava em casa e encontrava Isabella chorando em seu berço, nós discutíamos.

Ela se virou e olhou em meus olhos.

- Vendo como ele a tratava tão carinhosamente, comecei a ficar enciumada e passei a me afastar o máximo que podia daquela criança. E assim continuou até que quando Isabella completou 5 anos, descobri que Charlie estava me traindo, meu coração ficou em frangalhos, então peguei o que ele mais amava e fugi de Forks. Passamos muito tempo brigando por ela no tribunal, no fim ganhei a guarda e mais uma gorda pensão de Charlie. Eu tinha conseguido minha vingança.

- Ótima história... conte-a para quem possa acreditar em você.

- Não me importa se você acredita ou não, eu sei o risco que estou correndo e não vou deixar minha única chance escapar por meus dedos, não vou. – disse, seu dedo apontado para o meu rosto.

- Você consegue se mostrar cada vez mais fria e sem coração, Renée, espero que um dia você receba o que realmente merece. – falei, levantando e indo até a porta – Quero que você saia enquanto estou pedindo educadamente. - abri a porta e ela passou, bufando.

Logo depois que ela saiu, peguei minhas coisas que voltei para casa, precisava colocar na cabeça dela que não deveria se sacrificar tanto por uma mulher assim. Quando cheguei em casa, vi Bella no sofá, ela tinha adormecido. Joguei minhas coisas no outro sofá e fui até ela, abaixei na altura do sofá e beijei seu rosto, acariciando seus cabelos. Ela murmurou algo e se mexeu, sorrindo.

- Você demorou. – disse, sonolenta.

- Tive um imprevisto. – respondi, não contaria a ela que tinha discutido com Renée.

- Não importa. – seus olhos se abriram e ela sorriu.

- Definitivamente. – beijei seus lábios suavemente.

- Edward, precisamos conversar. – falou, levantando.

- Eu sei. – suspirei, me levantando do chão.

Um silêncio desconfortável se instalou no ambiente enquanto nenhum de nós se pronunciou.

- Edward, eu sei que você odeia Renée...

- Não sou o único, todos a odeiam. – comentei.

- Não importa, sei como minha mãe pode ser cruel quando quer e sempre que pode passa por cima dos sentimentos de quem quer que seja. – suspirou – Pensei muito sobre isso e estou disposta a ajudar minha mãe.

- Isso, dê a ela o que ela tanto quer. – falei, cheio de ironia.

- Se fosse Esme você não pensaria duas vezes! – acusou.

- Mas é diferente, Esme nunca tentou me prejudicar muito menos nosso relacionamento pelo contrário, ela sempre foi a favor disso e sempre te tratou como uma filha. – sibilei, alterado.

- Ela me gerou, será que você não entende isso? – Bella também estava ficando nervosa.

- Isso não anula o resto. Você está querendo fazer uma ação tão nobre por alguém que sequer merece a sua palavra. – minhas mãos estavam em meu cabelo, desgrenhando-os ainda mais.

- Não, não anula, mas não quer dizer que eu deva negar isso a ela. – respondeu, brava – Você não faz ideia de como é carregar um filho Edward.

- Pode ter certeza que isso não é culpa minha. – as palavras escaparam de minha boca e eu desejei imediatamente, poder retirá-las.

O rosto de Bella ficou pálido e pude ver seus olhos cheios d'água, ela mordeu os lábios para não chorar. A conhecia muito bem para que ela fingisse isso agora, porém ela se afastou quando eu fiz um movimento para me aproximar.

- Bella, eu...

- Não. – ela interrompeu – Não diga nada, por favor. Já tomei minha decisão e vou fazer o que estiver ao meu alcance para poder ajudar minha mãe. – ela passou por mim, indo para a saída.

- Aonde você vai?

- Eu só preciso de um tempo. – murmurou antes de bater a porta com força.

Fazia muito tempo que não tinha passado uma noite em claro por causa de uma insônia, mas era assim que minha preocupação estava se manifestando por Bella ter dormido fora de casa. Sabia que ela estava com Alicia, pois está me mandou uma mensagem dizendo que Bella estava bem em sua casa.

A situação tinha ficado complicada tão repentinamente que agora eu não sabia mais como lidar com isso, havia ultrapassado limites que nós dois havíamos combinados e estragado tudo. Não queria acabar com tudo o que tínhamos construído desde que nos reencontramos, mas Bella estava fazendo muito por alguém que sempre a tratou como uma qualquer.

E isso eu não podia deixar acontecer.


N/A:Então, o que acharam da história da Renée?

E o que acharam da conversa com a Rose?

Ainda tem a briga deles por causa da decisão da Bella!

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As reviews são muito importantes pra mim!

Beeeijos, May.