N/A:Olá amores!
Olha, nem demorei tanto dessa vez, rs...
É minha gente, a Bella tem um coração todo bom e nunca que ia deixar a megera da Renée morrer sendo que ela tem a possibilidade de ajudar! Edward foi muito burro em dizer aquilo pra Bella já que eles tinham concordado em deixar o passado bem enterrado, ele mereceu o gelo da dona Bells...
Impossivel não ficar com dó da Rose, né? Já sofreu tanto a agora mais essa... mas prometo uma surpresa pra ela! (:
Obrigada pelas reviews, fico mto feliz a cada review de vcs! *-*
Boas vindas aos leitores novos! Make yourself at home! =)
Aos corações fracos, o capítulo promete algumas emoções fortes...
Enjoy it.
Capitulo 32 – Something Always Brings Me Back To You
Trecho de Gravity – Sara Bareilles.
Bella POV
Um mês havia passado desde a briga com Edward, a situação não tinha melhorado muito. Ele continuava com a ideia de me fazer desistir de ajudar minha mãe por outro lado, me mantinha firme na decisão de fazer o que eu achava que era certo e ajudar Renée. E eu me recusava a escutá-lo.
A situação estava, definitivamente, indo de mal a pior.
Eu, mais do que qualquer outro, sabia muito bem até onde Renée era capaz de chegar para conseguir o que queria, aprendera do pior jeito, mas agora a situação era diferente e eu queria ajudá-la. Marquei um encontro com ela ainda essa semana, antes de fazer os exames para averiguar se éramos compatíveis e a cirurgia fosse realizada.
Tinha pedido algumas informações à Carlisle que esclareceu todas as dúvidas quanto ao procedimento e a recuperação de nós duas. Ele garantiu que ia me auxiliar caso a cirurgia fosse realmente ocorrer. Isso fora um alivio já que não havia ninguém me apoiando nisso, nem Charlie estava de acordo com isso.
Fui tirada de meus pensamentos quando alguém tocou a campainha de casa repetidas vezes. Corri até a porta e me surpreendi quando Jessica entrou em casa como um furacão. Seu rosto estava vermelho e seus olhos marejados, ela parecia estar prestes a desmoronar.
- Jessica, me diz o que aconteceu! – minha voz saiu esganiçada, vendo-a daquela maneira.
- Edward está em casa? – sua voz era fraca e falhou uma vez.
- Não, já foi para o hospital. – respondi, pegando-a pelos pulsos e guiando-a até o sofá – Jessica, me escuta. Alguém te machucou? – minha voz era quase uma súplica.
- N-não. – ela suspirou – Oh meu Deus, ele vai me matar, Bella! – disse e mais lágrimas escorreram por seus olhos.
- De quem você está falando? – a cada segundo ficava mais preocupada.
- Seth. – sibilou, caindo em outra crise de choro, dessa vez ela me abraçou – Quantas vezes minha mãe avisou, quantas vezes Edward me avisou, como pude ser tão estúpida? Ele nunca mais vai olhar na minha cara. – ela estava em completo desespero.
- Jessica, fica calma, meu bem. – falei, acariciando seus compridos cabelos loiros, ela ainda soluçou mais algumas vezes antes de me soltar e olhar em meu rosto – Agora me conta, o que aconteceu? Você sabe que pode confiar em mim. – garanti lhe dirigindo um sorriso amigável.
- Estou grávida. – saiu quase como um sussurro.
- Meu Deus. – foi a única coisa que consegui dizer tamanha era a minha surpresa.
- É do Seth. – acrescentou rapidamente.
- Mas você tem certeza? Fez algum teste?
- Fiz cinco deles pra ter certeza, todos deram positivo. – suspirou, sua aparência estava abatida – Minha mãe vai me matar! – murmurou, seu estado era desesperador – E o Seth? Se ele não quiser assumir a criança? E se me pedir para abortar?
- Jessica, fica calma. Ninguém vai colocar a mão em você sem que você queira, ok? – olhei em seus olhos e ela assentiu – Vou te ajudar com isso e nem pense em aborto novamente ou quem vai te matar sou eu. – falei e ela soltou uma risada histérica.
- Tudo bem. – suspirou.
- Jessica, eu conheço Seth há muito tempo, é como se ele fosse um irmão para mim, principalmente porque Sue está com meu pai e nós vivemos muito tempo juntos. – expliquei – Ele é um bom garoto, nunca pediria isso a você. – garanti.
- Mas nós somos tão novos, Bella. Um bebê agora vai atrapalhar tudo e provavelmente minha mãe vai obrigá-lo a se casar comigo. – sua voz estava embargada – Ela avisou tantas vezes! – repetiu, desolada.
- Ok, pare de chorar. – falei, séria – Vamos resolver esse assunto, você tem o número do celular do Seth com você? – ela assentiu, entregando-me seu celular.
Enquanto ela roia as unhas pintadas de escarlate, liguei para Seth. Demorou alguns minutos até que ele atendeu a ligação. Por sorte ele já estava saindo da aula e concordou em vir até minha casa, insistindo em saber qual era o assunto, mas a única coisa que lhe disse era que o assunto tinha muita urgência.
Seth estava estudando em uma universidade aqui em NY há alguns anos já, provavelmente já estava terminando a faculdade de economia. Nunca tinha o visto com muitas garotas, sempre muito estudioso talvez não sobrasse tempo para namorar e sair, foi uma grande surpresa vê-lo com Jessica no aniversário das meninas, até porque de antemão os dois já não se gostaram muito.
Jessica estava sentada em meu sofá com um copo de água nas mãos, seus olhos estavam sem foco, provavelmente estava se perdendo em seus pensamentos. Vendo-a dessa maneira, recordei de como tinha sido confuso quando descobri que estava grávida. E de como minha decisão precipitada tinha magoado Edward. Mesmo que Alicia e Edward quisessem proibir esse relacionamento, não podia deixar que isso se transformasse em uma guerra.
Alguns minutos mais tarde minha campainha tocou e Jessica olhou para mim, totalmente em pânico. Sorri para ela e falei para ter calma, fui até a porta e Seth estava sorridente.
- Oi, maninha. – disse, me abraçando.
- Olá Seth. – falei, deixando-o entrar.
- Desculpa pelo atraso, mas o trânsito estava terrível. – comentou – Então o que... – ele parou de falar ao ver Jessica – Aconteceu alguma coisa? – perguntou e quase correu até Jessica, passando os braços em volta do corpo dela.
- Te chamei aqui porque Jessica precisa conversar sobre uma coisa muito séria com você. – expliquei, seu rosto estava confuso e não soube o que fazer ou falar quando Jessica começou a chorar de novo.
- Jess, meu amor, calma. – ele sussurrou, acariciando o rosto dela – Shh, pode confiar em mim. – assegurou, sorrindo para ela.
- E-eu juro que não p-planejei isso. – gaguejou, tentando se explicar – Seth, eu não queria, mas aconteceu, não fique bravo comigo...
- Jessica, se acalma, por favor. – ele estava quase suplicando – Me conta o que aconteceu, juro que não ficar chateado com você, ok? – ela assentiu, respirando fundo.
- Estou grávida. – ela disse tão rápido que pareceu uma palavra só.
Seth abriu a boca para falar algo, mas logo a fechou. A confusão em seu rosto era nítida, ele franziu o cenho e olhou para Jessica que estava séria, esperando uma resposta dele. De relance olhou para mim e piscou algumas vezes.
- Vou ser pai! – pronunciou baixinho, antes de cair.
- Seth! – Jessica gritou, abaixando e tentando fazer com que ele acordasse.
Corri até eles e ajudei-a a colocá-lo no sofá. Esperamos que ele acordasse sozinho, o que aconteceu alguns minutos depois. Sua expressão ainda era confusa e ele olho para Jessica que estava ansiosa e preocupada com a resposta dele.
- Casa comigo? – perguntou, abraçando Jessica.
Jessica ficou sem reação até que as lágrimas verteram sobre seu rosto e o abraçou, escondendo seu rosto enquanto chorava descontroladamente.
- Estamos muito encrencados. – ela disse, sorrindo e chorando.
- Isso foi um sim?
- Sim. – ela suspirou, beijando-o rapidamente.
- Desde quando você sabe? – perguntou, passando a mão sobre a barriga ainda plana dela.
- Já estava suspeitando há uma semana, mas só hoje fiz o teste. – explicou – Minha mãe vai nos matar, Seth. – comentou e ele riu.
- Talvez ela não fique tão brava quando souber que vamos nos casar. – supôs, sorrindo e acariciando o rosto dela.
- Não adianta, ela te odeia. – falou sem conter uma gargalhada.
Seth fez bico e Jessica o beijou apaixonadamente. Senti-me uma intrusa vendo aquilo e os deixei sozinhos, indo para qualquer outro canto da casa. Estava me sentindo bem por Jessica, apesar de saber que Seth nunca faria isso, ele era um bom garoto e estava perdidamente apaixonado por Jessica.
Fui até a cozinha e preparei algo para comer.
Hoje ainda precisava passar no hospital e conversar com Carlisle sobre os exames que tinham ficado prontos essa semana. Logo descobriria se poderia ou não ajudar Renée. Só queria que não recebesse más notícias quanto aos exames.
Há alguns dias Renée marcou um encontro comigo e nós conseguimos conversar sem brigar, ela não ficou nem um pouco surpresa com a minha decisão e disse que em troca da minha ajuda ela nunca mais voltaria a atazanar minha vida ou de qualquer pessoa da minha família. Não era isso que eu esperava, mas sabia que nunca conseguiria algo afetuoso dela.
Renée e eu sempre tivemos nossos problemas e ela nunca foi uma mãe afetuosa, o que me levou a acreditar que era uma filha não planejada, mas tinha Charlie que serviu de pai e mãe sempre que eu precisava.
Mas eu não a culpava. Lá no fundo sabia que ela sentia algo por mim.
Edward POV
O dia no hospital estava movimentado, mas minha falta de concentração estava me irritando. Há algum temo já não conseguia me concentrar direito, toda vez me pegava pensando em Bella e em toda essa merda que eu fiz conosco. Fazia cerca de um mês que apenas falávamos o necessário para a convivência e cada dia estava piorando, sempre que a pegava de guarda baixa começava a falar sobre Renée.
Definitivamente não estávamos dando certo desta maneira. Queria que ela me escutasse, mas ela não entendia meu lado. Ela não queria entender. Se fechava a qualquer opinião exterior, até mesmo Charlie ela se recusou a ouvir. E é claro que ele também é contra tudo isso.
Além disso tudo ainda me preocupava com Vanessa que já tinha percebido essa situação estranha e até chegou a fazer perguntas. Pelo menos consegui aquietá-la, por enquanto. Não sabia até onde a curiosidade dela em conhecer a avó podia chegar, se aquela mulher ganhasse a confiança de Vanessa só a faria sofrer quando ela cumprisse a promessa de sumir de nossas vidas quando tivesse o que queria.
- Dr. Cullen? – a enfermeira chamou, tirando-me de meus pensamentos.
- Sim?
- Temos ambulâncias chegando, houve um acidente entre um ônibus e um carro de passeio, os feridos estão sendo trazidos para cá, chegarão em menos de cinco minutos. – disse rapidamente enquanto a acompanhava até a entrada onde paravam as ambulâncias.
- Certo, chame todo o pessoal disponível, precisaremos do máximo de ajuda que conseguirmos. – falei, vendo a primeira ambulância dobrar a esquina.
Os minutos seguintes foram de intensa adrenalina, não só para mim como para todos os outros ali, cada vez mais pacientes desciam das ambulâncias, sem duvida, todos os leitos do hospital tinham sido preenchidos. Pelo visto o acidente tinha sido grave já que a maioria dos passageiros precisava de assistência médica. Os ferimentos iam de pequenos cortes até fraturas expostas.
Tudo já estava se normalizando quando a ultima ambulância parou e os para-médicos trouxeram uma mulher numa maca extremamente ferida, havia sangue por toda a parte e dava pra ver um corte extremamente fundo na testa da mulher de onde todo aquele sangue jorrava.
Cheguei mais perto e quando reconheci quem era aquela mulher foi como se tivessem socado meu estômago.
Bella POV
Jessica e Seth haviam saído de minha casa há alguns minutos, depois de passarem muito tempo conversando sobre o que iam fazer, decidiram conversar com Alicia e contar sobre a gravidez e o casamento e dispensaram minha intervenção caso as coisas ficassem difíceis com ela. Aqueles dois estavam firmes na decisão e Jessica estava radiante depois de Seth aceitar a criança e ainda propor casamento a ela.
Aquilo parecia um conto de fadas para ela, sem duvida, ainda me lembro de quando tinha a idade dela e achava que meu príncipe era meu namoradinho de adolescência, até Edward aparecer com aquela proposta maluca de casamento de mentira que de mentira não tinha nada. Pelo menos sabia que Seth era um ótimo menino e estava perdidamente apaixonado por ela.
Alguém tinha o direito de sair bem nessa história já que a minha estava indo de mal a pior. Sentia todo meu corpo dolorido e uma dor de cabeça terrível, tudo o que eu queria era me esconder debaixo das cobertas e ficar lá até que os problemas se resolvessem sozinhos. Queria Edward ao meu lado, me abraçando e me apoiando, dizendo que me ama. Entretanto já tinha feito minha escolha e agora levaria até o fim.
Estava de saída para minha consulta com Carlisle senti uma tontura e tive vontade de colocar todo meu almoço para fora. Corri de volta para a casa e cheguei rapidamente ao banheiro. O enjôo tinha passado, mas a tontura continuava. Estava com uma sensação ruim, mas ainda estava decidia a sair. Antes deu uma breve olhada no espelho, me surpreendendo com a palidez de meu rosto. Tentei dar uma arrumada com a maquiagem, adiantou um pouco, mas essas coisas não fazem milagres.
Peguei meu carro e dirigi para o centro da cidade, onde ficava o hospital, estava um transito horrível, segundo o que escutei de uma conversa de duas mulheres na rua, um ônibus havia batido num carro e as coisas tinham ficado fora de controle. fiquei parada ali por longos minutos e sabia que não conseguiria chegar ao hospital pelo mesmo caminho que as ambulâncias estavam fazendo. Peguei um desvio e cheguei pela outra entrada do hospital, evitando confusões.
Carlisle não trabalhava na área do pronto-socorro, por isso não estava ocupado na correria, já havia bastante médicos ali cuidando das vitimas. Não encontrei Edward em parte alguma, isso significava que ele estava bastante ocupado salvando a vida de alguém.
Bati na porta da sala de Carlisle que me pediu para entrar. Para minha surpresa Claire, a filha recém-descoberta, estava ali. A semelhança entre ela e Alice era inegável, o cabelo dela era longo, porém era de um tom preto fascinante, os olhos verdes, característica que todos os filhos de Carlisle e Esme haviam herdado do pai, fora suas feições pequenas que davam um belo e delicado toque a aparência dela.
- Olá Bella. – disse, animada – Vou deixá-los a sós.
- Não precisa, eu posso esperar. – falei rapidamente, não querendo interromper a conversa que eles estavam tendo antes que eu chegasse.
- Já estava de saída, Bella. – sorriu calorosamente – Até mais cunhada. – ela piscou para mim e se aproximou de Carlisle – Tchau, pai. – beijou sua bochecha e lhe deu um abraço apertado.
- Até mais, filha. – ele sorriu enquanto via Claire passando por mim e saindo da sala.
- Ela estava meio sumida. – comentei, me sentando na cadeira que Carlisle havia sugerido.
- Estava na França, arrumando os últimos detalhes para se mudar para cá. – explicou sentando na outra cadeira, atrás da mesa e pegando um grande envelope, colocando-o sobre a mesa. – Ela vai morar em uma casa que ela mesma arrumou em Manhattam.
- Isso é bom. – sorri.
- Sim. – ele sorriu calidamente de volta e se ajeitou na cadeira – Vamos ao exames. – abriu o envelope e tirou de lá vários papéis.
Ele estava concentrado, lendo os papéis que finalmente acabariam com toda aquela briga inútil e sem sentido. Um lado meu gritava por um resultado positivo, onde eu pudesse ajudar minha mãe e havia um outro lado que por mais que eu quisesse negar, estava lá. Esse lado queria que os resultados dessem negativo, assim aqueles que amavam não ficariam decepcionados com ela.
Assim Renée não teria como culpá-la por mais aquilo.
- Bella, você tem se sentido bem nesses últimos dias?
- Nada anormal. – respondi, não entendo o por que daquela pergunta.
- Certo. – ele disse, pegando outra folha, lendo atentamente sua expressão estava diferente, poderia até dizer que ele estava surpreso.
- Tem algo errado? – perguntei, ansiosa.
- Na, sua saúde está perfeita. E você é totalmente compatível com sua mãe. – explicou e meu coração bateu rapidamente – Bella, você tem que entender que ninguém têm o direito de intervir em sua decisão...
- Eu sei disso, mas parece que seu filho, meu pai... ninguém entende. – sibilei – Falam simplesmente como se Renée fosse qualquer uma que estava na rua pedindo um favor a mim. Ela é minha mãe, querendo ou não me gerou... estou certa da minha decisão.
- Compreendo perfeitamente sua posição nessa história, Bella, não estou aqui para te julgar ou dar minha opinião, estou aqui como se médico e tem algo nesses exames a impede de realizar a cirurgia. – disse, sério.
- Mas você disse que estava tudo bem. – minha voz saiu esganiçada, senti meu corpo querer sucumbir e minha cabeça girar.
- Não se preocupe, Bella. Tudo está perfeitamente bem, só... – ele ia terminar de falar quando seu telefone tocou.
Ele pediu licença e atendeu o aparelho, escuta atenciosamente a voz feminina do outro lado da linha enquanto uma ruga de preocupação se formava em sua testa. Não costumava prestar atenção na conversa dos outros, mas o que ele disse a seguir foi inevitável não prestar atenção.
- Segure Edward e o mantenha calmo, estou levando-a para o pronto-socorro em instantes.
Meu corpo inteiro ficou tenso.
Edward POV
Era Renée e eu a tinha morrendo em minhas mãos. Os para-médicos desceram a maca da ambulância e um outro vinha acompanhado e inflava o balão esporadicamente, ajudando-a a respirar.
- Ela estava na direção do veículo, ficou presa entre as ferragens, mas demorou muito a ser resgatada. O fêmur foi esmagado e dificilmente conseguirá recuperá-lo, a clavícula foi quebrada assim como algumas costelas. – o homem corria atrás de mim enquanto corríamos pelos corredores do hospital.
- Como está a pressão? – perguntei, já colocando a roupa de cirurgia enquanto as enfermeiras arrumavam rapidamente a sala.
- Está caindo, doutor. Não conseguimos mantê-la estável. Talvez esteja com uma hemorragia interna, é preciso descobrir o porque dessa perda de pressão drástica. – disse com uma ponta de aflição na voz.
- Tudo bem, eu e minha equipe assumiremos a partir daqui. Obrigado. – eles saíram e eu segui para a mesa de operação.
Mesmo odiando aquela mulher, vendo-a ali, naquele estado tão lastimável e a beira da morte, meu único sentimento era algo que gritava para salvá-la, mesmo odiando era uma vida e não tinha o direito de intervir matando-a se eu tinha todo o necessário para salvá-la. Naquele exato momento eu pensei em Bella e pela primeira vez entendi o seu lado na história.
Depois de alguns minutos utilizando todas as possibilidades, a pressão já estava estável, porém havia uma hemorragia interna, exatamente no arco da aorta, um local de difícil acesso. Não estava conseguindo conter aquela hemorragia de maneira alguma, o sangue jorrava incessantemente.
A batida tinha sido realmente forte e já tinha sido um milagre conseguirem tirá-la das ferragens, o fêmur da perna esquerda tinha sigo completamente esmagado, seria difícil qualquer tipo de reconstrução ali, provavelmente teria que ser amputada se ela se recuperasse das outras coisas. A clavícula realmente estava quebrada e duas costelas haviam quebrado também.
O estado dela era realmente crítico.
Outro médico que me ajudava na cirurgia falava com as enfermeiras e dava os comandos enquanto estava ocupado ali. Estava tão concentrado que só percebi que ele tinha dado instrução a uma enfermeira que já estava com a seringa injetando um remédio na veia dela.
- Isso vai fazer a hemorragia parar. – disse – Pelo menos é o que se espera. – completou.
Alguns minutos mais tarde, de fato, a hemorragia parou. Então os monitores começaram a apitar enlouquecidamente e o pulso começou a cair, o monitor dos pulsos cardíacos também diminuíam. Ela estava morrendo.
- Desfibrilador. – falei quando a linha que mostrava os batimentos ficou reta.
As enfermeiras trouxeram o aparelho menor que ia direto no coração já que tínhamos aberto o tórax dela para conter a hemorragia. Peguei os objetos e posicionei sobre o músculo inerte.
- Afastar! – então o zunido foi ouvido e logo depois o coração foi bombardeado pela carga elétrica.
Repeti aquele movimento diversas vezes, até que perdi a conta. O coração continuava inerte nenhuma reação sequer. Estava morto. Senti meu peito se apertando e uma raiva invadiu meu corpo. Joguei o desfibrilador na mesa de instrumentos, olhando o corpo inerte.
- Hora da morte: 14h 08min. – as palavras saíram apertas de minha garganta.
- Edward, isso acontece. – o outro médico disse, tentando acalmá-lo.
- Não era pra acontecer agora. – sibilei, tirando as luvas de látex ensaguentadas – Não em minhas mãos. – falei, saindo da sala e me esgueirando na parede do lado de fora.
Minha cabeça doía intensamente e eu sentia uma súbita vontade de chorar. Mas não por mim e sim por Bella que ficaria arrasada por saber da morte da mãe. Mal sabia como contar a ela que a mãe tinha morrido, quanto mais que tinha falhado e morrido em minhas mãos.
Não sabia quantos minutos haviam se passado, nem quantos minutos estava ali no corredor, mas escutei a voz de Bella perto de mim, ergui a cabeça vendo-a caminhando até mim com Carlisle ao lado.
- Edward. – ela murmurou, me vendo naquele estado deplorável, ainda usava a camisa que tinha algumas manchas de sangue.
- Bella, sinto muito. – murmurei – Eu não consegui salvá-la, o acidente foi grave demais e seu corpo estava tão debilitado.
- Do que você está falando?
- Renée. – respirei fundo – Ela está morta. – o rosto de Bella ficou branco e por um segundo achei que ela fosse desmaiar.
- Onde ela está? – sua voz falhou e as lágrimas começaram a escorrer por seu rosto.
- Em breve você poderá vê-la, estão limpando o corpo após a cirurgia. – expliquei.
- Você conseguiu o que queria não é Edward? – disse, chorando – Você queria que ela sumisse de nossas vidas então matou minha mãe. – ela começou a chorar descontroladamente.
- Não tive culpa, Bella. – retruquei, querendo que ela me entendesse quando nem eu mesmo estava acreditando que tinha perdido a mulher na mesa de cirurgia.
- Você é médico! – disse, exasperada – Podia ter feito qualquer coisa para salvá-la, seu cretino. – ela avançou para cima de mim e Carlisle tentou segurá-la, mas fiz um sinal para que deixasse-a vir até mim, ela socou meu peito com as mãos fechadas em punhos, ela estava quase sem forças.
- Sinto muito, meu amor. – murmurei, quando ela finalmente parou e se jogou contra mim, abraçando-me forte e chorando – Eu juro que fiz tudo o que estava ao meu alcance, realmente sinto muito. – falei, com a boca em seu ouvido.
Ela não disse nada, apenas se agarrou em mim e continuou a chorar silenciosamente por sua perda. E eu me sentia extremamente culpado com aquilo, mesmo sabendo que não deveria já que a morte de Renée tinha sido inevitável. Cortava-me o coração vê-la daquela maneira, tão desprotegida, tão vulnerável.
O enterro tinha sido no dia seguinte, a manhã estava nublada e o dia estava silencioso. No enterro estavam apenas Charlie, Bella e minha família. Bella estava realmente abalada, lágrimas desciam por seu rosto cansado demais para expressão qualquer outra emoção, ela segurava a mão de Charlie enquanto ele a mantinha debaixo de seu braço, apoiando-a.
Ela não queria conversar, desde que recebera a notícia, trocara poucas palavras com qualquer pessoa. Vanessa sabia da morte da avó, mas achamos melhor que ela não fosse até o cemitério, não havia motivos já que ver Bella naquele estado seria difícil para a pequena e também porque mal conhecia Renée.
No fim da manhã o corpo finalmente fora sepultado, Bella jogou uma rosa em cima do túmulo e depois saiu junto com Charlie. Ela ia para casa. Depois de me despedir de minha família, segui em meu carro para a casa. Bella já tinha subido para o quarto e Charlie só estava esperando que eu chegasse para ir, precisava estar de volta a Forks pela noite.
Bella estava deitada e pelo movimento de eu corpo, tinha certeza que estava chorando novamente. Não a culpava, se Esme morresse não faria nada além de chorar por ela. E era melhor que Bella extravasasse tudo o que estava sentindo.
Sentei-me ao lado dela na cama e ela se virou para me olhar. Seus olhos cor de chocolate estavam tristes, vermelhos de tanto chorar, haviam profundos círculos roxos sob seus olhos, efeito da noite sem dormir. Ela me puxou pela mão e eu deitei ao seu lado, coloquei meus braços em volta dela e ela se aconchegou, suspirando.
- Desculpa. - sibilei sem saber exatamente pelo que.
- Não diga isso. – a voz dela saiu falhada, ela estava a ponto de desabar novamente.
- O que?
- Não foi sua culpa, pare de se desculpar. – murmurou, me deixando sem resposta.
Fiquei ali a observando até que ela caiu no sono. Sua respiração estava tranquila e seu rosto estava calmo. Não sei por quanto tempo velei seu sono até que também cai num sono profundo, esquecendo por algum tempo todos os problemas.
Alguns dias depois da morte de Renée as coisas estavam começando a se acertar. Bella ainda estava triste, mas o tempo sem dúvida curaria essa dor. Ela já estava saindo novamente com Alice e Rosalie, levava as meninas para passear e seu mais novo entretenimento com Alicia era sair com Jessica para comprar o enxoval do bebê que estava a caminho. Ainda não sabíamos qual era o sexo do bebê, mas elas já tinham planos para um quarto todo rosa.
E eu como havia prometido a Seth, lhes dei a casa para morarem. Ele e Jessica haviam achado uma casinha bonita e aconchegante não muito longe daqui e já tinham mudado para lá, aos poucos estavam mobiliando e em alguns dias sairia o casamento. No começo tinha sido difícil aceitar que Jessica estava grávida e eu quis matar Seth, mas Bella me impediu já que Alicia estava disposta a me ajudar, entretanto nós dois estávamos parecendo dois avós coruja.
As pequenas estavam adorando a ideia de um bebê para brincar com elas. Jessica estava contente com a ideia de ser mãe, por mais incrível que pareça, Seth também estava. A todo momento estavam se falando por telefone e sempre que estavam perto era impossível encontrá-los separados. Seth estava terminando a faculdade e já tinha arrumado um bom emprego; Jessica conseguiria terminar os estudos antes que a barriga a impossibilitasse de se mover normalmente.
Parecia que tudo estava correndo bem.
Bella POV
Tinha acabado de chegar do trabalho e Vanessa veio correndo até mim e me abraçou forte. Já estava acostumada com as demonstrações de afeto de Vanessa e adorava cada vez que ela fazia isso, sem dúvida, ela seria sempre meu bebê, mas o exagero de hoje dizia que ela estava interessada em algo mais.
- Te amo, mãe. – ela disse, desgrudando de mim.
- Também te amo, bebê. – ela torceu o nariz para a última palavra e mostrou a língua para mim.
- Mãããe... – ela disse com os olhos pedintes.
- Sim?
- Posso dormir na casa da tia Alicia? – ela sorriu, batendo os cílios.
- Você já dormiu três vezes lá essa semana, meu bem. Deixa de incomodar a Alicia um pouco.
- Mas eu não incomodo! – cruzou os braços, mostrando o sorriso banguela – A tia está se sentindo tão sozinha naquela casa tão grande agora que a Jessica foi morar com o tio Seth. – falou, dramatizando cada palavra – Por favor?
- Tudo bem, mas vou ligar para ela primeiro. – ela deu um grito de felicidade e pulou batendo palmas.
Depois de alguns minutos já tinha levado Vanessa até lá e voltei para casa. Quando entrei no quarto havia um envelope em cima da cama e um bilhete com a caligrafia de Edward. Curiosa, peguei o bilhete e estava escrito que Carlisle havia mandado e não tinha deixado que ele visse, era para mim.
Mais curiosa ainda, peguei o envelope e tirei um papel de lá, parecia ser um exame daqueles que estava no consultório de Carlisle quando Renée morreu. Meu corpo tremeu involuntariamente só de pensar naquele dia terrível. Voltei minha atenção para o papel, ou melhor, aquele exame que para minha surpresa era um teste de gravidez. E estava dizendo positivo.
Meu Deus, por essa, definitivamente, eu não estava esperando. Estava em choque com a notícia, mal me lembrava que Carlisle tinha algo a dizer naquele dia, porém nunca me passou pela cabeça que fosse isso. Pelas minhas contas deveria estar grávida de quase quatro meses, nem tinha me dado conta disso.
Como se não bastasse Jessica grávida e também tinha que estar. Não que eu não quisesse a criança, mas aquele momento não nem de longe o mais apropriado para isso. Tantas coisas estavam acontecendo, o eu menos precisava naquele momento era uma gravidez. E Edward sem dúvida ficaria no mínimo feliz em saber dessa notícia. Olhei no relógio e ainda faltavam algumas horas para ele sair do hospital. Enquanto isso eu pensava em um modo de contar a ele sem que o matasse do coração.
Mais tarde quando Urso acordou de repente e seu rabo começou a balançar sabia que Edward tinha chegado em casa, em seguida, escutei a porta batendo, meu coração já tinha começado a bater descompassadamente, quando ele entrou na sala com um suave sorriso torto em seus lábios meu coração deu uma breve parada.
- Oi, meu amor. – ele disse, beijando meus lábios.
- Oi. – murmurei, afetada pelo beijo.
- Vou subir e tomar um banho... – ele deixou a frase subentendida, piscando para mim e foi para o quarto.
Respirando fundo, decidi ir atrás dele e contar de uma vez, antes que a coragem desaparecesse de novo. Escutei a água da ducha e fui até o banheiro, tomado pelo vapor. Ele sorriu quando me viu ali.
- Edward, preciso te falar uma coisa. – falei, respirando fundo.
- Tudo bem, já estou saindo. – disse com o cenho franzido.
Ficou claro que o que quer que fosse ele não queria conversar no banheiro. Voltei para o quarto e sentei na cama, não demorou muito para que ele aparecesse com a toalha envolta na cintura e com o cabelo molhado. Trocou de roupa rapidamente e veio até a cama, se sentando ao meu lado e segurou minha mão.
- Pode falar. - falou, estava calmo.
- Edward, eu... – o celular dele tocou.
Droga! Praguejei mentalmente enquanto ele se esticava sobre a cama e pegava o aparelho na mesa de cabeceira. Algo em seu rosto mudou.
- Mas já? Ainda não está na hora. – disse, sua voz tinha ficado no tom de quando conversava com seus pacientes – Tudo bem, fica calma, mãe. Estamos indo.
Desligou e me olhou sério.
- Alice entrou em trabalho de parto. – informou.
Fomos para o hospital imediatamente. Aquilo não estava certa, Alice ainda estava apenas com sete meses de gestação. O bebê nasceria prematuro.
Quando chegamos ao hospital Esme e Carlisle estavam na sala de espera. Jasper estava com Alice dentro da sala de parto. Algum tempo depois, Rosalie chegou com Emmett que estava na cidade, pois tinha alguns dias de folga. Estávamos todos em silêncio, mas isso não significava que não estavam todos com os nervos a flor da pele, querendo saber o que estava acontecendo lá dentro.
A tensão na sala era perceptível, Edward e Carlisle conversavam alguma coisa depois dos longos minutos em silêncio. Todos se levantaram ao mesmo tempo quando uma enfermeira entrou na sala trazendo notícias de Alice e do bebê.
A criança estava bem, apesar de precisar ficar em observação por algum tempo, tinha nascido com os pulmões ainda imaturos e também era muito pequena. Alice estava bem, mas cansada. Não podíamos entrar para vê-la agora, somente nos horários de visita que seria apenas no outro dia já que estava no meio da madrugada.
Jasper apareceu mais tarde, Alice tinha finalmente dormido, depois de insistir em ver o bebê que estava em outra sala.
Com o sono me vencendo, Edward decidiu que seria melhor que fossemos par casa e dormir um pouco, amanhã cedo quando fosse a primeira visita de Alice, eu estaria lá. Despedimo-nos dos outros que também aceitaram a ideia e estavam indo para casa. Cochilei no carro enquanto voltávamos e só acordei com Edward me carregando para a cama.
Sonolenta, coloquei meu pijama e escorreguei para debaixo das cobertas, a noite estava fria. Alguns minutos mais tarde Edward se deitou ao meu lado e me puxou para junto de seu corpo, respirou fundo e beijou meus lábios suavemente, acariciando meu rosto.
- O que você queria me falar antes da ligação de Esme? – perguntou, sério.
Meu corpo inteiro se retesou e fiquei tensa, só agora lembrando o que ia falar para ele antes da ligação de Esme. Seus olhos verdes brilhavam com a pouca luz do quarto, esperando por uma resposta. Fechei meus olhos e respirei fundo. Peguei sua mão que estava acariciando meu rosto e a guiei até minha barriga pouco saliente.
Ele parecia não ter compreendido muito bem, então seus se arregalaram e ele abriu a boca para falar algo, mas a fechou novamente. O sorriso que ele esboçou a seguir foi o sorriso mais lindo que eu já vi em toda minha vida.
- Eu te amo. – disse, cheio de devoção.
Mal tive tempo de responder e ele me beijou apaixonadamente, mostrando o quão feliz estava com aquilo. Não sei quanto tempo ficamos ali, apenas aproveitando aquele momento feliz, Edward acariciava minha barriga e sussurrava coisas lindas para mim, me beijando. Adormeci em seus braços em algum momento.
Fazia tempo que não me sentia tão completa na vida.
N/A: Primeiro vou dar uma notícia meio triste... o próximo capítulo, provavelmente, será o último e depois terá um epílogo!
Vamos falar de coisas boas agora...
E então? =D
Acho que muitas devem estar pulando de felicidade com a morte da megera. Ou não. rs
Jessica grávida... surpreendente, não?
O filho da Alice é um apressado mesmo, igual a mãe!
E essa última 'revelaçação'? Gostaram?
Comentem tudo nas reviews!
Beeijos, May.
