N/A: Olá amores!

Finalmente trouxe o epílogo, espero que vocês gostem porque mesmo com atraso (imenso) eu escrevi com uma dor no coração de finalmente colocar um ponto final nessa história que demorou absurdamente muitos meses para ser concluída! rs Bom, não vou me demorar muito aqui pq ainda tem mais no fim do capítulo, mas boas vindas aos leitores novos que estão chegando no fim e muito obrigada por todas as lindas reviews do último capítulo, vocês me dão um ânimo extra pra escrever a cada review!

Apreciem sem moderação, nos vemos lá embaixo.


Epílogo: Without You My Life Just Ain't The Same

Trecho da música Hello - Beyoncé

Três anos depois.

Bella's POV

Realmente era difícil escolher entre as piores coisas para se fazer nessa casa: guardar segredo sobre uma pequena festa surpresa para Edward ou presenteá-lo com alguma coisa. Afinal tudo o que ele queria ele simplesmente podia ter e ultimamente não havia nada que ele tivesse comentado comigo que sentia falta. Tinha sido um sacrifício durante a semana ter conseguido manter a pequena festa em segredo até mesmo das crianças, somente quem estava sabendo eram Alicia, Jessica e Alice. Com uma família grande tínhamos que prestar atenção até nas sombras, hoje, no grande dia, era incrível ver como as Vanessas estavam empenhadas em acordar cedo para fazer panquecas para recebê-lo já que na noite passada ele estava fazendo plantão. Claro que ele chegaria cansado por passar a noite em claro, mas por essas meninas ele fazia qualquer coisa.

As crianças estavam completamente sujas de farinha após uma brincadeira de Alicia que estava ali supervisionando as meninas enquanto eu dava o café da manhã de Anthony que agora estava com quase três anos e já comia de tudo, além de comer muito. Provavelmente comeria algumas panquecas junto com o pai que adorava fazer palhaçadas com ele na hora da comida.

- Mamã, eu quelo. – ele apontou para o prato que Alicia havia colocado em cima da mesa, estava cheio de panquecas, ele me olhava com aqueles enormes olhos cor de chocolate e fazia bico.

- Esse só daqui a pouco, meu amor. – disse enquanto ele deixava seus bracinhos caírem, desapontado – Quando papai chegar ele te dá um pouco, tá? – sorri pra ele que deu um grito típico de bebês e bateu as mãozinhas de felicidade.

- Papa... – balbuciou fazendo bico.

- Isso mesmo, lindo. – encorajei-o – Papai logo estará aqui. Agora olha o aviãozinho. – falei e ele imediatamente abriu a boca para que eu lhe desse uma colherada da salada de frutas.

Ele continuou comendo contente com as palhaçadas que eu tentava imitar de Edward já que ele não comia mais sem uma brincadeira. Não demorou muito para Urso, que estava debaixo da mesa, começar a latir e sair correndo em direção a porta, então pude ouvir o barulho do carro de Edward entrando na garagem. Anthony começou a se mexer na cadeira para bebês, querendo sair dali. Coloquei-o no chão e o pequeno saiu correndo atrás do cachorro, não demorou muito para que Edward aparecesse na cozinha com o bebê no colo e Urso pulando atrás dele com o rabo abanando de felicidade.

Mesmo depois de todos esses anos, olhar para Edward ainda fazia meu corar parar por um segundo enquanto admirava a beleza dele. A cada ano que passava ele só parecia melhorar, em todos os aspectos.

- Senti um cheiro bom lá de fora. – ele disse largando a bolsa na porta e vindo até mim – Bom dia, amor. – ele me beijou delicadamente e sorriu com o meu descontentamento assim que ele parou – Eu te amo. – murmurou.

- Feliz aniversário. – acariciei seu rosto com a barba por fazer pinicando minha mão, mas era uma sensação boa e eu adorava quando ele deixava a barba assim.

- Bom o que temos para comer aqui? – ele foi até as meninas e elas gritaram feliz aniversário para ele em uníssono e Anthony gritou algo como "Liz Nivesálio" o que fez todo mundo rir – Isso mesmo, aniversário do papai. – ele disse, beijando Anthony no rosto.

As meninas terminaram o café da manhã e colocaram as coisas em cima da mesa, a pilha de panquecas cobertas com calda de chocolate tinham velinhas e todos cantaram parabéns. Edward estava encantado com a pequena surpresa das crianças, era evidente a felicidade em seu rosto. Ele comia com vontade, sempre elogiando as cozinheiras o que as deixava muito cheias de si. Enquanto comia Anthony se aninhou em seu colo, às vezes, pedindo um pouco de comida e Edward o fazia dar gargalhadas.

- Meninas, esse foi o melhor presente que eu poderia ter recebido hoje, muito obrigada. – ele disse, colocando o prato de lado enquanto entregava Anthony para mim, se levantou e beijou o rosto das meninas e de Alicia – Agora se vocês não se importarem, eu realmente preciso de algumas horas de sono. – bocejou.

Ele se retirou e começamos a organizar a bagunça que havia sido deixada na cozinha. Na verdade que arrumou fomos Alicia e eu, já que nossas filhas mais jogavam água uma na outra do que ajudavam a lavar a louça. Nós conversávamos baixo sobre a festa de mais tarde e o que mais faltava para ser organizado para a festa, até então estava tudo correndo bem e Alice chamaria Edward para ir até lá onde a festa já estava preparada. Eu não sabia o que esperar da reação dele já que nunca tinha feito uma surpresa para ele antes. Já era de tarde quando Anthony finalmente dormira um pouco, agora ele estava dormindo cada vez menos durante o dia e depois de muito insistir ele dormiu no sofá assistindo Discovery Kids.

Aproveitei a deixa para subir até o quarto e ver como Edward estava, abri a porta e a luz do corredor iluminou o quarto que estava mergulhado na escuridão, as cortinas grossas estavam fechadas, eu mal conseguia andar até a cama. Tateei o ar, não enxergando nada até esbarrar na lateral da cama, tirei os sapatos e subi, encontrando o corpo quente de Edward, passei a mão por suas costas e percebi que ele estava sem camisa, abaixei minha mão mais um pouco e descobri que ele estava apenas de boxer e deitado de bruços, então comecei a depositar pequenos beijos em seu pescoço, descendo por sua costa e, aos poucos, ele começava a acordar. Seu corpo respondia involuntariamente as minhas caricias, sua mão estava em minha perna, apertando, cheio de mensagens subentendidas, então elas fizeram seu caminho para cima, até que chegou a minha blusa e sua mão subiu chegando até meu sutiã. Ele soltou um grunhido, se virando e no segundo seguinte meu corpo estava debaixo do seu.

- Você me provoca, Isabella. – ele murmurou em meu ouvido e mordeu o lóbulo de minha orelha, em seguida começou a beijar meu pescoço até que chegou aos meus lábios – Você sabe que quem mexe com fogo sai queimado. – quando ele disse isso a única coisa que consegui fazer foi soltar um gemido, agarrando-o pela nunca e trazendo-o até minha boca.

Nossas bocas se encontravam furiosamente e as mãos dele pareciam estar por todo meu corpo. Fazia tanto tempo que não tínhamos um tempo só para nós dois curtimos um ao outro como um casal que nosso afobamento era grande, na verdade era eu quem estava desesperada para senti-lo me preencher lentamente e queria apressar as coisas, mas ele parecia estar sem pressa nenhuma e fazia tudo muito devagar.

- Edward, que tal pular essa parte? – sugeri, tirando eu mesma a minha camisa, em seguida já desabotoando minha calça.

- Pra que tanta pressa? – perguntou rindo.

Bufei e o calei com a minha boca enquanto ele me ajudava a tirar o resto da minha roupa, agora estava apenas algumas roupas intimas nos separavam. Sentir a minha pele contra a dele era indescritível, nosso suor se misturando enquanto estávamos naquele momento tão intimo, enquanto nossos corpos sabiam exatamente o que o outro queria, a sincronia perfeita que nós tínhamos. Era mágico.

Até que um choro nos interrompeu.

- Puta que pariu! – Edward reclamou baixinho.

- Era por isso que eu estava querendo apressar as coisas. – lembrei, saindo debaixo do corpo de Edward e ligando o abajur para achar minhas roupas que estavam jogadas pelo chão do quarto – Estava bom demais pra ser verdade mesmo. – continuei resmungando baixo enquanto colocava a roupa.

Escutei o farfalhar dos lençóis e senti os braços de Edward em volta de mim.

- Fica calma amor. – sussurrou.

- Calma? – quase gritei, me livrando dele – Eu estou quase entrando em combustão cada vez que você me toca, faz quase um mês, Edward. – sibilei, nervosa – Puta que pariu, você não sente falta? Porque eu estou a ponto de matar alguém pra você me comer de uma vez, porque olha... – parei de falar quando vi aquele sorriso cínico em seus lábios.

- Então é esse o motivo do mau humor? – perguntou, se divertindo com a situação.

- Meu Deus, Edward! – resmunguei – Estou totalmente frustrada sexualmente e você fica fazendo piadinhas, ótimo. – vesti minha camisa e me virei para encará-lo novamente – Vou ver o Anthony. – informei seguindo em direção ao choro do bebê.

Bati a porta do quarto quando sai e depois acabei me sentindo culpada por brigar com Edward justamente no dia de seu aniversário, mas aquela situação estava, literalmente, me fazendo subir pelas paredes. Anthony chorava no sofá esperando que alguém aparecesse com sua mamadeira, fui até a cozinha e enchi o recipiente de leite, quando apareci na sala ele bateu palma e pegou a mamadeira. Sentei ao seu lado, acariciando seu cabelo enquanto ele assistia televisão e não demorou muito para que Edward aparecesse lá com aquele bico que ele sempre fazia quando eu brigava com ele. Discretamente ele sentou ao meu lado e passou o braço por cima de meu ombro.

- Não fica brava comigo. – murmurou, beijando minha bochecha.

- Não estou brava com você, Edward. – olhei para ele e juntei nossos lábios por breves instantes – Estou brava com a situação, queria ter mais tempo com você, sabe? Não ter você por tanto tempo está me matando. – sorri e ele segurou meu queixo.

- Você me tem por quanto tempo quiser. – me beijou suavemente.

- Você sabe que não foi isso o que eu quis dizer. – respondi, sorrindo.

- Mas é sempre bom lembrar.

- Isso me lembra de que eu ainda não te dei seu presente de aniversário. – lembrei, beijando seu pescoço – Você não faz ideia de como é difícil te dar presente, querido. Então, mesmo que você não goste, minta e fique muito contente. – ele gargalhou – Fica um pouco com o Anthony que eu vou buscar.

Corri até o quarto e peguei a pequena caixa com o presente e voltei pra sala. Ele agora estava jogado no chão com Tony que gargalhava e tentava se desvencilhar das cocegas que Edward fazia nele. Assim que me viu correu e se escondeu atrás de mim, rindo sem parar e Edward ameaçava sair correndo atrás dele. Entreguei o pacote a criança e pedi que ele entregasse para o pai.

- Tó. – ele disse.

- Obrigado. – Edward se abaixou e beijou a bochecha do pequeno e olhou para mim, sorrindo daquela maneira que fazia meu coração parar.

Ele abriu o pacote com um sorriso no rosto, assim que o laço e o papel vermelho estavam jogados no chão olhou atentamente ao porta-retrato que estava em suas mãos. Era uma moldura simples, feita de madeira com alguns detalhes entalhados, mas a foto que estava atrás do vidro era, particularmente, uma das melhores que eu tinha com as crianças.

- Bella... – assim que ele me encarou pude ver seus olhos brilhando.

- Bom, eu percebi que em sua sala no hospital não tem nenhuma coisa que realmente seja sua, então achei que uma foto da sua família podia deixar a sala com a sua cara. – disse as últimas palavras sem olhar diretamente pra ele.

- Eu amei. – havia um enorme sorriso em seu rosto.

- Isso é bom. – mordi meus lábios enquanto sentia meu rosto esquentar.

Ele se levantou e me abraçou com força então nossos lábios se chocaram suavemente. E novamente algo nos atrapalhou e dessa vez foi meu celular que fazia um barulho irritante, peguei o aparelho e o nome de Alice piscava na tela.

- Oi Allie.

- Bella. – ela quase gritou – O Emmett sumiu! – ela gritou dessa vez – Ele estava encarregado de buscar o bolo em Port Angeles, o celular dele está desligado e eu já estou entrando em pânico.

- Allie, respira fundo. – sugeri – Ele deve estar com a Rose e as filhas, não se preocupe você sabe que ele não deixaria a gente na mão justo hoje, além do mais Rose daria um castigo daqueles. – escutei-a gargalhando do outro lado.

- Só a Rose consegue fazer greve de sexo nessa família. – disse, ainda rindo.

- Se você soubesse a minha situação você mudaria de ideia. –

- O quê? – ela gritou – Edward está negando fogo, como assim, Bella? – assim que ela terminou consegui escutar a risada de Jasper que provavelmente estava no mesmo cômodo que ela.

- Alice, fala baixo. – reclamei – Depois eu explico, agora eu preciso desligar. Até mais.

- Eu quero saber o que tá acontecendo com meu irmão. – ela bufou – Mas depois teremos muito tempo pra conversar. Até mais. – ela desligou.

Do outro lado da sala, Edward brincava com Anthony, mas eu sabia que ele estava prestando atenção na minha conversa com Alice. Por sorte ele não fez nenhuma pergunta sobre o que estávamos conversando porque eu não fazia ideia do que inventar dessa vez. E ainda precisava entretê-lo por mais algum tempo antes que pudéssemos ir até a casa de seus pais onde seria a festa, pelo menos até Emmett aparecer com o bolo o que era bom ser em breve, pois Alice quando ficava brava era terrível. Alicia estava com as meninas terminando de ajeitar as últimas coisas, provavelmente Jessica também estava ajudando ou pelo menos tentando já que Evangeline dava tanto trabalho quando Anthony.

Durante aquele final de tarde deixei os dois brincando na sala enquanto tentava me concentrar em um artigo que estava escrevendo para a revista, mas meu celular não parava dez minutos sem tocar. Finalmente Emmett tinha aparecido com o bendito bolo e mesmo assim Alice quase o matou pela preocupação, a desculpa dele era que tinha levado as filhas com ele para Port Angeles e acabaram se distraindo pela cidade. Emmett não largava as filhas desde que haviam conseguido a guarda definitiva delas há algum tempo, era incrível a semelhança delas com os pais adotivos, realmente tinha sido o destino que os colocara juntos. As meninas, Amy e Natalie, agora estavam com quase seis anos e a semelhança mais gritante entre elas e o pai eram as covinhas que se formavam em seus rostos quando sorriam, mas definitivamente havia outras semelhanças que nos fazia duvidar que elas eram mesmo adotas, como os cabelos loiros assim como os de Rose. O que mais me deixava orgulhosa era o fato de que Rosalie aceitara sua condição e tratava as meninas como se ela mesma tivesse gerado, mas é como dizem: pais são aqueles que criam e, sem dúvida, eles estavam fazendo o melhor que podiam.

Fui até a sala e encontrei os dois jogados no tapete da sala, dormindo. Anthony estava deitado com a cabeça apoiada no braço de Edward que dormia tranquilamente, era tão lindo ver os dois assim, mas eu teria que acordá-los. Levei o pequeno para tomar um banho e sabia que em breve Alice iria ligar para Edward nos chamando para ir até lá. Depois de arrumar Anthony, tomei um rápido banho e me arrumei também, claro que a essa altura Edward deveria estar desconfiado de algo, pois o jeito como ele me olhou foi muito estranho.

- Você está linda. – comentou.

- Não é pra tanto. – senti meu rosto arder.

- Ruborizada você fica melhor ainda, minha Bella. – ele beijou meu pescoço, sua barba ainda por fazer fez com que eu me arrepiasse inteira – Podemos ir? – se afastou de mim e através do espelho pude ver que ele piscou e passou a língua pelos lábios, sorrindo maliciosamente antes de sair do quarto.

Edward sabia me deixar doida quando queria.

Chegamos na casa dos pais dele alguns minutos depois, o trânsito estava meio lento e por isso levamos alguns minutos a mais do que normalmente levaria. A luz da sala estava apagada quando Edward estacionou o carro em frente à casa, caminhamos até a porta da frente e assim que entramos, a luz se acendeu e todos começaram a cantar parabéns para ele que não parecia tão surpreso quanto deveria, mas não me importei com isso porque estava vendo o exagero de Alice espalhado por cada canto do cômodo com bolas coloridas e flores, muitas flores. Um bolo enorme ocupava uma mesa no centro da sala e todos vestiam aquele chapeuzinho de papelão, sabia que não tinha sido uma ideia muito boa pedir para Alice fazer algo discreto e sutil, essas palavras simplesmente não existiam em seu dicionário. Alice veio até nós e colocou chapéus iguais aos que eles estavam usando.

- Surpreso, irmãozinho? – ela pulou de felicidade.

- Sem dúvida. – ele respondeu, mas eu pude sentir uma pontinha de ironia naquelas palavras. Ele estava mentindo.

- Então vamos comer, Enzo está morrendo de fome. – ela puxou Edward pelo braço.

Enquanto Edward passava pela família, cada um o parabenizava com um abraço. Esme abraçou e distribuiu beijos nas bochechas de Edward falando alguma coisa que eu não consegui entender, Carlisle abraçou o filho, assim como os outros irmãos fizeram e também Alicia, Jessica, Seth e as Vanessas que estavam animadas com a festa surpresa. Alice chamou todos para comer dizendo que mais tarde todos entregariam os presentes para Edward porque ela e seu filho estavam morrendo de fome e claro que todos concordaram porque mesmo se todos dissessem não, Alice faria do jeito dela. Todos se espalharam pela sala a procura de um lugar para sentar e comer, afinal a cozinha de Esme não era tão grande que comportasse todos os que estavam aqui. Uma música baixa e lenta preenchia o ambiente dando um toque especial, Seth já tinha chamado Jessica num canto da sala onde os dois, agora, dançavam juntos lentamente enquanto trocavam olhares e conversavam baixo. Era incrível lembrar que eram tão jovens e já tinham passado por tantas coisas na vida e ainda assim o amor continuava ali, forte.

- Bella, reunião de garotas no meu quarto, venha! – Alice disse enquanto subia as escadas, pude ver Rose e Alicia já subiam rindo e conversando.

Aproveitei que Esme e Carlisle se divertiam com Anthony, Enzo e Evangeline, e subi até o quarto de Alice, encontrando as três sentadas na grande cama esperando por mim. Entrei e fechei a porta atrás de mim.

- Senta aqui, Bella. – Alice bateu a mão no colchão – E pode me explicar muito bem o que está acontecendo entre você e Edward. – exigiu e vi que os olhos de Rose e Alicia se arregalaram, suas bocas formando um O.

- O que aconteceu? – Alicia perguntou preocupada.

- Vocês vão se separar? – Rose quase gritou de desespero.

- Calma meninas, não é nada disso. – Alice tranquilizou-as – Vamos deixar que ela explique. Vai Bella. – apressou.

- Alice você faz muito drama, o que eu disse não foi nada demais. – murmurei, sentindo meu rosto corar.

- Como assim é normal, minha filha? – sibilou cheia de ironia – Ficar sem sexo é quase como ficar com fome, meu Deus. Há quanto tempo isso vem acontecendo? – sua voz agora estava mais baixa.

- Sem sexo? – Rose disse, perplexa.

- Gente, não é nada. – falei, irritada – É só muito trabalho, muita coisa pra fazer, as crianças e não sobra tempo, é isso. – bufei, cruzando meus braços.

- Bella isso é um absurdo. – Alicia disse – Mesmo com tantas coisas pra fazer você e Edward têm que arrumar um tempo pra vocês.

- Eu não conseguiria. – Rose disse, balançando a cabeça – Mesmo com as minhas meninas em casa e dando um trabalho enorme pra cuidar, Emmett simplesmente não consegue ficar longe de mim, claro que em tempos de campeonato eu tenho que aguentar porém ele nunca fica tanto tempo assim longe de casa e sempre podemos recorrer internet e webcam. – ela gargalhou.

- Ew, vocês fazem sexo virtual? – Alice disse com uma cara de nojo.

- Qual o problema? – Rose deu de ombros – É melhor que ficar na seca, acredite.

- Certo. – Alicia murmurou com uma cara estranha.

- Meninas, eu realmente não quero saber esse tipo de detalhe da vida sexual de vocês, mas mesmo assim obrigada pela conversa. – falei tentando sair dali o mais rápido possível.

- Ei, nada disso. – Alice gritou – Eu sei que a situação tá tensa pelo visto. – comentou, rindo – Não vou torturar mais você, porém nós estamos dando um presente pra vocês dois hoje e eu garanto que vou cuidar muito bem do Anthony aqui em casa até amanhã de tarde. Que tal? – ela sorriu e bateu os cílios.

- Isso mesmo e a Vanessa pode ficar na minha casa, afinal eu sou a madrinha dela. – Rose adicionou.

- E isso faz com que a casa fique somente para vocês dois essa noite. – Alicia piscou para mim.

- Meninas, muito obrigada. – Alice me abraçou quase quicando junto comigo, depois Alicia e Rose me abraçaram também - - Bom, vamos descer que as meninas devem estar impacientes para entregar os presentes para Edward. – falei, abrindo a porta do quarto.

- O meu vai ser o que ele mais vai gostar, posso prever. – Alice comentou sorrindo.

Na sala todos conversavam enquanto as crianças brincavam no tapete do centro da sala.

- Ainda bem que vocês desceram já estava achando que alguém tinha morrido lá em cima. – minha filha, Vanessa, comentou rindo e consequentemente fazendo todos rirem.

- Eu quero entregar o primeiro presente, porque o meu é o mais legal. – Emmett disse se levantando com todo aquele tamanho quase fazendo a sala ficar apertada demais quando se estava perto dele – Aqui, brother. Espero que goste. – ele entregou um pacote quadrado para Edward.

Edward abriu a caixa que continha vários equipamentos para o carro dele, essas tecnologias que eu mal sabia usar e se colocasse a mão, provavelmente elas quebrariam. Ele continuou recebendo os presentes e cada pacote aberto se via o sorriso de uma criança no dia de natal em seu rosto. Ganhou roupas de sua mãe, alguns livros sobre medicina de Carlisle, mais roupas de Alicia e as meninas deram um sapato novo para ele. Por ultimo Alice lhe deu um pequeno embrulho com um laço espalhafatoso em cima e enquanto Edward o abria ela mantinha um sorriso estranho no rosto. Emmett gargalhou e Edward o acompanhou quando a lingerie rosa apareceu, era uma Victoria's Secret e tinha laços e rendas em todos os cantos.

- Vai ficar ótimo em você, Edward. – Emmett provocou, dando um tapa no ombro dele.

- Alice acertou meu número. – Edward entrou na brincadeira, gargalhando.

Claro que eu já estava totalmente vermelha como se tivessem me atirado nua no meio de uma multidão, eu queria matar Alice e queria estrangular Emmett por ficar fazendo piadinhas com isso.

- Bom, não é exatamente para você, como pode perceber. – ela riu histericamente e olhou para mim – Mas espero que alguém faça esse presente valer a pena. – assim que disse isso eu bufei.

- Uh, alguém vai se divertir hoje à noite. – Emmett estava me provocando agora – Que tal você vestir pra gente ver como fica? – Emmett sugeriu e acabou levando um tapa na nuca – Ai Rose, não seja tão violenta, você sabe que eu só tenho olhos para você. – ele deu um tapa na bunda de Rose.

- Acho bom mesmo. – Edward disse, empacotando os minúsculos pedaços de pano novamente – Porque apenas eu vou desfrutar desse presente. – ele piscou para mim.

- Ok, já chega. – quase gritei.

- Vocês não sabem brincar. – Emmett resmungou.

Depois daquilo ninguém mais tocou no assunto da lingerie ou da minha vida sexual com Edward e eu estava agradecida por isso, porque esse assunto me lembrava da situação em que eu me encontrava. Aos poucos todos estavam cansando, primeiro as crianças caíram no sono ali mesmo, nos sofás de Esme, depois os adultos já começavam a bocejar. Jessica e Seth foram os primeiros a irem embora já que Seth tinha que ir trabalhar cedo no outro dia e Jessica tinha a faculdade. Emmett e Rose levaram suas filhas em seguida, Rose cumpriu o que tinha dito e levou Vanessa junto e depois Edward sugeriu que fossemos, Alice garantiu que conseguiria dar com de Anthony até o dia seguinte. Alicia e a filha aproveitaram que estávamos indo para casa e pegaram uma carona.

O silêncio prevaleceu no carro já que Vanessa estava dormindo no colo da mãe e ninguém ali parecia querer conversar. Edward ajudou Alicia com a menina, carregando-a até seu quarto e depois voltou para o carro, minha ansiedade já começava a crescer, mas ainda assim ele não falou nada até que chegássemos em casa. Ele pegou os pacotes que tinha ganhado e levou para dentro da casa e os largou no sofá. Passei por ele e peguei o pacote de Alice e subi até o quarto. No banheiro coloquei a maldita coisa e eu parecia uma das Coelhinhas da Playboy, mas não de um jeito muito bom. As rendas eram chamativas e espalhafatosas, assim como os laços, de qualquer jeito eu não tiraria aquilo quem o faria seria Edward.

Escutei um barulho no quarto e coloquei meu robe por cima da roupa – ou a falta dela – e sai. Edward estava sentado na beira da cama já sem a camisa social que estava usando, ele estava com a cabeça apoiada em suas mãos e parecia cansado. Subi na cama ao seu lado e o abracei por trás, o contato com sua pele quente fez um arrepio subir por meu corpo, ele virou a cabeça e beijo meu rosto que estava perto do seu, sua barba ainda raspando em minha pele.

- Qual o problema? – perguntei, beijando seu pescoço.

- Só estou cansado. – respondeu, sorrindo.

- Cansado demais para mim? – perguntei, abrindo meu robe e jogando na cara dele que quando me viu parecia ter ganhado uma dose extra de ânimo.

- Nunca. – sorriu maliciosamente enquanto me jogava na cama e pressionava seu corpo contra o meu.

Suas mãos se embrenharam em meu cabelo e ele me puxou para mais perto de seu corpo, juntando nossos lábios com um beijo violento, sentia a sua barba por fazer arranhando meu rosto, causando uma sensação maravilhosa. E ele fazia de proposito, pois a cada gemido que eu tentava segurar em vão ele repetia o movimento, suas mãos percorriam meu corpo inteiro fazendo com que eu ficasse toda arrepiada. Sua língua fazia círculos em meus pescoço e descia lentamente por meu colo, sua pélvis ainda estava fortemente pressionada contra a minha e eu sentia todo seu comprimento e desejava que ele se enterrasse em meu corpo e esquece toda essa coisa de preliminares. Até mesmo porque com meu estado não precisaria muito esforço de sua parte para que eu chegasse lá com o menor atrito. Ele inverteu nossas posições, me colocando sentada em seu colo de modo que um braço me sustentava nas costas, me empurrando contra ele. Extremamente devagar ele abaixou a alça do meu sutiã cheio de rendas, beijando, chupando e mordendo meu ombro e fez os mesmo movimentos do outro lado. Eu, cheia de pressa, levei minhas mãos até o fecho frontal da peça e abri, querendo que ele me tocasse ali, com um sorriso ele entendeu a mensagem e sua boca foi diretamente para meus seios. Ele mordiscou e chupou, provocando mais gemidos meus, minha cabeça estava jogada para trás e eu sentia que estava muito perto, precisava que ele parasse com esse jogo que estava me deixando louca.

Empurrei seu ombro com um pouco de força e fiz com que ele encostasse as costas na cama, ele olhou para mim e com um sorriso malicioso nos lábios, coloquei uma perna de cada lado de seu corpo e puxei seu cabelo com força, trazendo sua boca para a minha. Aproveitei da situação para fazê-lo implorar por mim assim como eu estava ainda há pouco, beijei seu abdome passando a língua por cada lugar ali, ele jogou a cabeça pra trás e gemeu meu nome. Minhas mãos desceram por seu tórax, minhas unhas arranhando levemente até entrar o fecho de sua calça, abri o fecho e tirei sua calça rapidamente, deixando-o apenas com a boxer que logo foi para o mesmo lugar que a calça estava. No chão.

Tirei o resto da minha lingerie que mais parecia uma fantasia com todos as rendas e me aproximei dele. Coloquei minhas pernas de cada lado de seu corpo e ele me puxou para beijá-lo, sua mão descendo por minhas costas até que chegou em minha bunda, ele me puxou para cima de seu membro e eu o peguei para que pudesse encaixá-lo em minha entrada, então deslizei aos poucos, sentindo cada centímetro me preencher, meu corpo inteiro pedindo por mais. Quando estávamos totalmente encaixados ele segurou minha cintura e não permitiu que eu me movesse. Seus olhos estavam vidrados no meu, ele me olhava com admiração e amor.

- Edward... – eu gemi e rebolei contra ele.

Ele esqueceu qualquer coisa que fosse falar e me seguiu no movimento, fazendo com que o sentisse ainda mais em mim. Gemi enquanto me movia junto dele, escutando-o falar meu nome entre as estocadas, afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo o cheio de seu perfume misturado ao seu cheiro natural, minhas unhas estavam fincadas em suas costas e ele se movia cada vez mais rápido, sentia que estava cada vez mais perto do ápice. Suas mãos percorrendo meu corpo, apertando minha coxa enquanto sua boca trabalhava onde estivesse ao seu alcance, nossas lamurias baixas se misturavam ao barulho de nossas respirações pesadas, irregulares e o barulho de nossos corpos se chocando fortemente contra o outro. Não demorou muito para que eu desabasse sobre o corpo dele, com um gemido alto, arfando e completamente extasiada com o orgasmo que atingia meu corpo que estava ainda sob os efeitos de pequenos espasmos.

Ele me empurrou sobre minhas costas, invertendo nossas posições e meu corpo estava totalmente debaixo do seu, sua mão cálida puxou minha perna para cima de modo que ele entrasse mais fundo em mim, ele também estava perto, seus movimentos estavam mais rápido e gemia baixinho em minha orelha. Seus olhos verdes estavam escuros na pouca luz do quarto, mas estavam focados e concentrados assim como o seu corpo que procurava prazer. Ele continuava me beijando e me acariciando, já tinha me recuperado e minhas pernas estavam em volta de sua cintura novamente, ele levou uma mão até o ponto entre minhas pernas e acariciou ali, gritei alto assim que senti a segunda onda de prazer atravessando meu corpo.

- Ai porra... – ele grunhiu um pouco antes de seu corpo cair sobre o meu, também esgotado e com os sofrendo espasmos.

Ficamos naquela posição que não era desconfortável, adorava sentir seu corpo contra o meu. Ele acariciou meu rosto, tirando o cabelo que estava grudado ali com um toque gentil e cálido, então uniu nossos lábios num beijo terno, calmo. Então saiu de cima de mim, rolando pro lado e me puxou para junto dele, passando os braços em volta de mim.

- Senti falta de você. – murmurou.

- Eu nem preciso comentar como senti falta de tudo isso. – senti seu corpo vibrar com uma risada silenciosa.

- Alice podia ficar de babá pelo menos uma vez por semana. – comentou.

- É uma boa ideia, mas vamos precisar de uma moeda de troca, você muito bem como sua irmã é. – lembrei, me aconchegando em seu corpo quente agora que meu corpo estava começando a sentir o frio da noite.

- Não é tão difícil assim. – ele riu.

- Talvez nós possamos fazer uma terceira viagem de lua-de-mel. – sugeri sorrindo maliciosamente e ele pensou passando a língua nos lábios.

- Eu gostei mais dessa ideia. – riu, me dando um beijo cheio de segundas intenções – Posso conseguir férias no hospital e também da pós-graduação, aí podíamos marcar uma viagem para o Brasil... – ele beijou meu pescoço – Aquele lugar me traz boas lembranças.

- Da última vez eu fiquei grávida. – dei de ombros e ele riu.

- Definitivamente boas lembranças. Então podemos providenciar nossa viagem. – ele sorriu daquele jeito que fazia meu coração disparar.

- Sim, claro que teremos que levar nossas crianças... – ele riu.

- Quem disse que iriamos deixá-los de fora? Eles precisam conhecer a casa deles no Brasil, além do mais podemos levar Alicia para nos ajudar. – comentou.

- Como você é interesseiro, senhor Cullen. – falei, beijando-o.

- Aposto que ela não vai achar o mesmo quando eu a deixar levar aquele cara chato. – resmungou.

- Ele não é chato. – retruquei, mostrando a língua para ele – Tudo isso é ciúmes dela? – ele não me respondeu, apenas fez um bico quando eu gargalhei – Ok, esse será o nosso segredo. – acariciei seu rosto e ele sorriu, beijando minha mão.

- Eu te amo, Bella. – ele respondeu, seus olhos brilhavam com a intensidade de suas palavras.

- Eu te amo, Edward. – respondi, abraçando-o fortemente.

Queria congelar aquele momento, ficar com ele para sempre daquela maneira, do lado do homem da minha vida, daquele que deixou minha vida de cabeça pra baixo assim que fez um pedido de casamento maluco, mas que mesmo assim conquistou meu coração. Edward tinha mudado sim, mas ainda via aquele adolescente irresponsável que casou comigo quando brincava com nossos filhos ou quando me lançava aqueles sorrisos que faziam meu coração derreter. Destino, sorte, acaso... realmente não fazia ideia sobre qual deles tinha feito nossas vidas se cruzarem e tampouco me importa saber. O que realmente importava era que eu o amava e isso não mudaria. E, sem dúvida, era recíproco.


N/A: Agora sim acabou e já sinto meu coração quebrando em mil pedacinhos por finalmente colocar esse ponto final nessa história que foi a minha primeira e a mais longa sem dúvida. Então, o que dizer? Gente, essa história simplesmente fugiu do meu controle, pois eram apenas para ser poucos vinte capítulos, mas no fim olha o tanto que deu... rs E a repercussão que teve em todos os lugares que postei foi o que mais me deixou chocada e muito feliz, é tão bom ver que pessoas acompanham seu trabalho e gostam, cada comentário que te faz ter disposição e seguir em frente com a escrita. A cada um que deixou um comentário, por menor que ele fosse, eu agradeço do fundo do coração por terem chegado até aqui e passado por todos o momentos dramáticos da história - que não foram poucos, até mesmo aqueles que não comentaram (rãm...!) obrigada por acompanhar. Enfim, obrigada por tudo amores, sem vocês nada disso seria possível.

Quero agradecer especialmente à pessoa que me fez começar a postar fics e que me ajudou muito com essa fic, a Marcela que também me aturou por muito tempo com minhas ideias malucas.

Mais fics virão, por isso fiquem de olho no meu perfil e tem one-shot nova lá também. Bom, é isso galera, não se esqueçam de comentar! Até mais.

Beijos, Maya.