Harry terminou o beijou mordendo levemente meu lábio, eu gemi em protesto quando ele se afastou, arrancando um riso dele.
Harry segurou meu queixo, depois alisando seus dedos em minha face, eu queria gemer pelo contato, o toque deixando marcas de fogo em minha pele.
Harry soltou um gemido necessidade, me puxando pela cintura e me envolvendo com seu corpo grande ele tomou meus lábios com fome, e eu felizmente cedi, me deixei tomar pelo beijo. O calor começou a subir pela minha coluna, minhas pernas perderam as força e ele me segurou mais forte, mais apertado. Eu abracei seu pescoço, sentindo seu cabelo macio, o cheiro almiscarado de Harry me envolvendo em uma nevoa de desejo.
O beijo terminou lentamente, novamente eu protestei pela perda do boca de Harry, na qual agora eu estava oficialmente viciado.
- Você será minha ruina – ele sussurrou. Seus olhos focados no meu, mas eu pude perceber que sua mente estava distante.
- E isso é bom? – eu consegui perguntar, confuso.
Harry riu e me beijou
- Isso é ótimo.
Eu sorri aliviado e ele me beijou novamente.
o.o.o
O primeiro dia do ano foi contemplado com uma nevasca, caia tanta neve que cobriu completamente a porta de casa.
Eu ajudei meus pais a reforçarem as janelas com tabuas de madeira e as outras medidas necessárias. O noticiário disse que tudo estaria fechado, era para as pessoas não saírem de casa a menos que fosse extritamente necessário, principalmente porque muitos não tinham estoques já que ninguém esperava essa neve toda.
Eu bufei, na próxima semana Harry começaria a dar aula e eu poderia velo novamente. Me joguei na cama e ri, eu tinha beijado Harry Potter, mais de uma vez. E agora? O que será que aconteceria?
Um medo tomou conta do meu peito, será que Harry iria querer um relacionamento comigo? Ou foi o calor do momento? Afinal, eu ainda sou menor de idade.
Meu celular toda, meu coração acelera quando vejo o nome de Harry na tela brilhante.
- Oi – eu sussurro.
- Olá querido – soa a voz charmosa e rouca do outro lado.
- Está tudo bem, precisa de algo? – Deus, eu não tenho a menor ideia do que dizer.
- De você – ele sussurro. Meu corpo se aquece de desejo imediatamente, oh meu deus.
- Eu acho que posso providenciar isso para você – disse ofegante.
- Bom. Eu preciso conversar com você, antes das aulas começarem
Meu coração deu salto
- Não se alarme – ele riu – É uma conversa boa, alias ótima.
Poucas palavras depois, nos despedimos.
Cerrrrto. Então Harry Potter queria um relacionamento comigo. Eu queria dançar, pular, gritar, soltar fogos.
Meu pensamento foi algum tempo no futuro, e eu parei de dançar imediatamente.
Não é fácil pra ninguém, contar ao pai que você é gay. Tá, eu posso até ter essa imagem delicada e meu pai não ter vergonha de mim e etc, mas você ter que afirmar tudo, ali, na lata é complicado.
Meu pai estava na garagem, ele estava tentando recuperar o velho Mustangue do meu avô, e como demandava muito dinheiro, estava sendo feito aos poucos. Eu entrei na garagem um pouco apreensivo, encontrei meu pai de baixo do carro.
- É você Draco?
- Sim papai.
- Me passe a chave de fenda, querido.- ele pediu estendendo a mão por de baixo do carro. Sabe, na minha infância eu passei muito tempo com ele, o ajudando no concerto do carro então eu já sabia de cor o nome de todas as ferramentas.
Ele pegou a chave e continuou a trabalhar, nos ficamos em silencio, eu ainda sem jeito de como começar. Provavelmente meu pai percebeu meu nervosismo, pois deu um longo suspiro e saiu de baixo do carro. Ele tinha uma mancha de graxa na bochecha e os cabelos curtos estavam meio bagunçados.
- Então, o que tanto te incomoda Draco? – ele falou com um sorriso tranquilo no rosto.
- Eu...eu.. – a coragem me deu um chute e saiu correndo pela esquina.
Certo Draco, seu pai não vai te odiar, nem te renegar, lembre-se ele te ama.
- Pai – eu respirei fundo – eu me apaixonei.
- Isso é ótimo não é? – ele sorriu e se levantou – E quem é ele?
- É Ha... ele? – eu pisquei surpreso com o que ele disse.
- Draco – meu pai disse com uma voz baixa e gentil, segurou meus ombros com delicadeza e me fez encarar seus olhos azuis – Eu conheço você. Eu criei você. Certas coisas não precisam ser ditas e eu não me envergonho da sua aparência ou por você ser gay. Fui claro?
Eu não conseguia dizer nada.
- Filhos foram feitos para serem amados e ponto final. – ele fez uma longa pausa – É o Harry não é?
- Quando você nasceu, eu e sua Tia Bella ainda nos odiávamos. Logo depois que você veio para casa ela me disse uma coisa que eu carrego comigo até hoje.
- O que ela disse, pai?
- Filho são a prova de Deus de que você pode amar alguém mais do que você ama a si mesmo.
Meu pai é o homem mais doce que eu conheci. Ele me abraçou apertado, eu não me importei com a graxa em sua roupa e em suas mãos ou o cheiro forte, eu só queria abraça-lo tão apertado quanto eu pudesse.
Eu agradeço a Deus por Scorpius ter nascido, pois foi por ele, o amor que meu pai tinha pelo seu único filho vivo, que ele não se matou pouco depois do meu falecimento.
N/A
Perdão pela demora, mas éh a vida neh gente.
Estou de férias então vou aproveitar para colocar tudo em dia
Bjs
