N/A: sugiro que leiam essa capitulo ouvindo Like a Star – Corinne Bailey Rae. Eu ouvi muito essa musica enquanto escrevia, então... Boa leitura, jujubas! *-*
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TRÊS — ENTÃO TENHA UM MAU DIA
Alice's point of view
A minha noite foi bem difícil, toda aquela conversa com Jasper havia me deixado acesa a noite inteira. Eu tinha medo, eu acho. Medo de dormir e acreditar que tudo foi um sonho, ou medo de acordar e perceber que tudo realmente havia sido um sonho. Mas ai eu me perguntou, o que de especial havia acontecido? Eu encontrei um rapaz (muito lindo, por sinal) que conversou comigo. Nada de mais. Não ouvi o relinchar de seu cavalo branco, não consegui ver o metal brilhante sobre a sua pele, e não havia nenhuma placa de néon gritando "PRINCIPE ENCANTADO"! Ainda me perguntou por que diabos procuro por um príncipe encantando. Quer dizer, quem meteu isso na minha cabeça? A idéia de "para sempre" aos dezessete anos de idade deveria assustar, certo? Quer dizer, eu só beijei dois garotos em toda a minha vida, e um deles foi quando eu estava no jardim de infância! Porque o desespero por um príncipe encantado?
Acho que era o fato de Izzie ter o Tom. Mas eu deveria realmente era olhar as decepções amorosas. Três meses depois do nascimento de Anna, Nathaniel desapareceu da vida de Cynthia! Sarabeth era traída por todos os seus namorados (não que ela deixasse por menos). Por que eu deveria estar tão preocupada com o meu príncipe encantado, quando era obvio que o cupido estava ocupado demais tentando achar alguém especial o bastante para os padrões de Sarabeth e Cynthia. Quantas delas ainda restavam no mundo para que finalmente pudesse chegar a minha vez? Ou será que meu cupido fumava maconha? Por que se fosse, ele me devia um serio pedido de desculpas.
Ou será que o cupido não estava ocupado demais com as Cynthia's e Sarabeth's do mundo, não fumasse maconha e tivesse acertado a flecha do amor em mim, e Jasper fosse realmente meu príncipe encantado em sua armadura brilhante e seu cavalo branco? Mas bem, eu não teria tanta sorte. Se isso tivesse acontecido, provavelmente a flecha teria passado reto por Jasper e acertado um nerd desavisado e qualquer que passava pela rua com sua camiseta de flanela, suas calças caqui e seu óculos de grau. Com sorte a flecha teria estourado algumas espinhas da sua cara, mas visto que sorte no amor não é comigo... De um jeito ou de outro, senhor cupido, estou aqui aguardando seus pedidos de desculpas. Como você tira um cara que não se importa em sujar seu maravilhoso casaco Ralph Lauren, e me dar um nerd que usa flanela?
Era um desastre que a futura-fashinista-estilista Alice Brandon namorasse alguém que use flanela! Eu sinceramente espero que você tenha acertado alguém mais bonito. Em fim, como eu disse. A minha noite foi difícil, quando o meu despertador tocou as seis e meia da manhã, eu estava acesa. Nem havia pregado o olho. Precisava ver como minhas olheiras estavam!
Levantei da cama e caminhei sonolenta até meu banheiro. Parei em frente ao espelho e constatei que minhas olheiras não estavam tão horríveis como eu pensava. Lavei meu rosto e escovei os dentes, caminhando de volta para o quarto. Abri meu guarda-roupa e não escolhi roupas. Eu não podia usar qualquer coisa no colégio, tinha de ser a especifica saia vermelha xadrez, e a blusa branca. Vesti-as com pressa, e calcei meias brancas mais altas com minhas botas Jimmy Chooes, tão confortáveis e as minha favoritas. Voltei até o banheiro e penteei meus cabelos. Me maquiei sem vontade. Pra falar a verdade, eu estava sem vontade de fazer nada. Peguei minha bolsa com os livros, meu fichário e minha parca marrom, saindo do quarto logo em seguida.
— Bom dia, big sis. — Falei enquanto passava pela cozinha. Larguei minha bolsa e meu fichário sobre uma cadeira e coloquei minha parca no encosto.
— Bom dia. — Cynthia bocejou. Ela devia ter chegado em casa há umas duas horas. — Dormiu bem?
Pensei em dizer que não havia pregado o olho a noite inteira pensando em quando o cupido decidiria lhe trazer felicidade, mas achei que seria muito grosseiro, então eu só menti.
— Sim. — respondi enchendo uma tigela com cereais de chocolate e leite. — O seu plantão? — perguntei me sentando e mandando a primeira colherada garganta abaixo.
— É, cansativo. Não vejo a hora para a minha folga no sábado. Acho que não agüento fazer mais um plantão de 36 horas. — ele bufou, bebendo leite quente.
Continuei com o meu cereal, pensando em qualquer coisa que não envolvesse o menino do dia anterior e minha ansiedade por vê-lo novamente. Acho que estou ficando maluca. Isso, eu só posso estar. Não havia razão para alguém tão perfeito me escolher. Eu era tão... Normal. E ele era tão... Fora do normal. Ahh Alice, você já está pensando de novo. Pare agora!
Terminei meu café da manhã, levei a louça até a pia e lavei. Me virei para Cynthia e me despedi. Vesti minha parca e peguei minha bolsa e meu fichário, saindo de casa sem pressa. Eu iria andando até Saint Candence. Não havia necessidade de ir de metrô, e lá não havia estacionamento para o carro dos alunos. Então, mesmo que eu tivesse um carro, eu não poderia usá-lo. Coloquei os fones no ouvido e comecei a caminhar avenida acima. Não reparava muito no que acontecia ao meu redor, na verdade estava completamente imersa em meus pensamentos. Acho que não teria parado no colégio se não fossem os braços de Tom passarem por sobre os meus ombros.
— Bom dia, luz do dia! — ele falou todo sorridente. Tirei meus fones do ouvido e acenei para Izzie, que segurava a mão de Tom no lado oposto ao meu.
Eu ri, e vi Izzie revirar os olhos rindo em seguida.
— Bom dia gente. — tentei dar um sorriso bem convincente de que hoje seria um bom dia. — Como foi a tarde de vocês? — perguntei, tentando voltar ao normal. Eu estava me sentindo meio diferente.
— Entediante. Estudei para a prova de física que eu tenho hoje. — Izzie respondeu.
— Interessante. — Thomas falou, ele não me olhava, e nem olhava a Izzie. — Fiquei pensando sobre como você conhece Jasper Hale. — finalmente ele me encarou e eu corei violentamente. Era pedir de mais não falarmos nele?
— Oh. Você o conhece? — Izzie perguntou intrigada. É claro que todos o conheciam... Menos eu.
— Da onde você o conhece? — Tom me perguntou, interessado. Não entendo esse súbito interesse pelas pessoas que eu conheço.
— A gente se esbarrou na torteria, e depois no parque. Não é como se fossemos amigos. — murmurei.
— Era ele o cara da torteria? — Izzie perguntou boquiaberta.
— O que deu em vocês, hein? Por que tanto interesse em eu conhecer ele? — perguntei parando de andar no portão do colégio.
— Nada. É porque eu acho os Cullen estranhos. — Tom deu de ombros.
— Como você conhece eles? — perguntei curiosa. Por que todo mundo sabia quem ele era menos eu?
— A irmã dele, Isabella tem aula de Literatura conosco, Alice. E o irmão dele, Edward, tem biologia avançada com Thomas. — Izzie me explicou. Eles pareciam por dentro de todas as fofocas do colégio. Isso era no mínimo interessante.
— Eles moram em Kingdon Valley. — Tom concluiu, como se aquilo fosse me fazer descobrir até mesmo qual era a cor favorita de cada um. Eu sabia que Kingdon Valley era uma propriedade perto de Riverdale, um dos bairros mais nobres de Londres, no qual Thomas morava. Ela ficava lá por perto, mas bem perto da mata/floresta. Ainda não descobri o que era aquilo.
— Eu pensei que Kingdon Valley estivesse abandonada. — falei me lembrando das brincadeiras de minha pré–adolescência, aonde no Haloween íamos até lá ver quem agüentava mais tempo lá dentro. É lógico que eu e Izzie éramos as primeiras a correr de volta para nossas bicicletas e irmos até a casa de Thomas, a segunda mais próxima de Kingdon Valley.
— Ao que parece o Dr. Cullen é herdeiro do lugar. Ele, a esposa e os seis ? — ele acrescentou uma interrogação após o "seis" — filhos mudaram para Londres a dois, três meses. — Thomas continuou explicando.
— Nossa, seis filhos. — murmurei quase que só para mim. Essa era o tipo de coisa que eu estava acostumada a ver na TV ou ler em livros, mas não esperava que um médico tivesse tantos filhos.
— São todos adotados, ele e a mulher são tão jovens! – Exclamou Izzie. Ela realmente estava começando a me dar medo. Desde quando se interessava tanto por um escândalo? — Só dois, Jasper e Rosalie, são irmãos. São gêmeos na verdade. — ela continuou a explicar.
Acenei com a cabeça e comecei a andar novamente para dentro do colégio. Estava pensativa, e eu não queria pensar naquele assunto. Eu não queria pensar em Jasper. Eu estava sendo ridícula, toda encantada por um rapaz que eu mal conhecia. Isso era realmente ridículo, eu nunca mais o veria. Londres é uma cidade enorme! Não tinha chances, e eu não acreditava que estava permitindo a mim mesma ter esperanças. Não seja tola Alice!
— Vocês vão se ver de novo? — Izzie perguntou empolgada. Eu revirei os olhos. Ela definitivamente estava me dando medo. Por que o interesse repentino pela minha vida?
— Iz, por favor. — pedi parando no meio do caminho e me virando para ela. Eu tinha os braços cruzados na frente do peito. — A gente mal se falou. Eu nem sabia de nada que vocês me contaram. Por que eu iria vê-lo novamente?
Ela deu de ombros e apertou os lábios, colocando a cabeça no ombro do namorado, me fazendo entender que eu havia magoado seus sentimentos. Suspirei e larguei as mãos ao lado do corpo.
— Desculpa Iz, eu estou meio rabugenta hoje. Prometo melhorar. — ouvi o sinal bater e a menina a minha frente fazer bico ao dar de ombros. Eu não tinha tempo para ela agora, não para curar seu ego ferido. Era por isso que às vezes eu preferia Sarabeth, eu não me importava de falar de mim, ou do que acontecia comigo com Izzie, mas às vezes eu queria ficar só em pensamentos, ela não deixava, estava sempre preocupada. Sarabeth não, ela era o centro das atenções, não ligava se eu quisesse me fechar em meu mundo. Às vezes ela era uma boa companhia.
Me virei e comecei a caminhar para dentro da instituição. O ar gelado que as grandes paredes de pedra traziam era cortante. Me encolhi dentro de minha parca e pressionei o fichário sobre o peito, acelerando o passo. Parei em frente a sala da sra. Gordon, minha primeira aula era biologia. Como sempre me sentei ao lado de uma garota esquisita, que infelizmente era meu par pelo resto do ano. É por isso que não se deve chegar atrasada no seu primeiro dia de aula. Eu a ignorei, como sempre. Não que eu seja rude, mas ela cuspia em você quando falava, isso era desconfortável e sem mencionar nojento, então eu simplesmente respondi seu "bom dia" com um aceno de cabeça e me virei para encarar a porta. A professora ainda não havia chegado, e eu fiquei observando as alunas entrarem na sala.
Quando ela entrou, definitivamente chamou a minha atenção. Ela sempre chamava atenção de todos quando passava. Seus cabelos castanhos luminosos, a pele muito branca, os olhos cor de mel. De repente eu vi algo semelhante entre ela e seus irmãos adotivos. Quer dizer, pelo menos os dois que eu conhecia. Ela deslizou graciosa até o seu lugar, na ultima carteira da fileira, sozinha. Ela parecia entediada com aquilo. E eu confesso que não era a maior fã de biologia. Ela percebeu que eu a olhava e me lançou um sorriso simpático. Corei de leve e retribui o sorriso, me virando para frente no exato momento em que a professora chegava.
As aulas passaram mais tediosas que o de costume. A menina Cullen me encarou durante um determinado período de tempo na aula de Literatura, enquanto eu pedia milhões de vezes desculpas para Izzie.
— Isobel, quando você vai deixar de ficar emburra? — perdi a paciência e a chamei pelo nome, sabendo que ela odiava tanto quanto eu odiava ser chamada de Mary. Izzie me lançou um olhar fulminando e murmurou algo como "estou tendo um dia ruim hoje". Então me virei para frente e me calei. Não queria mais falar com ela enquanto ela fosse me tratar daquele jeito.
Eu já não agüentava mais estudar, e depois de levar um belo gelo da garota que deveria ser a minha melhor amiga na hora do almoço, eu simplesmente desisti. Aquele não seria um bom dia. Era impossível que ele ficasse bom hoje. Voltei pra casa sem a menor vontade de fazer o que eu tinha de fazer. A babá estava doente e teve de trazer Anna mais cedo para casa, ou seja, não havia quem ficasse com ele na sexta-feira a noite para irmos a festa beneficente que o hospital estava oferecendo, e nem quem ficasse com ela enquanto eu estivesse no supermercado. Ótimo, ótimo, ótimo. Estava tudo ótimo.
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N/A: esse capítulo está pequeno, eu sei. E me desculpem pela demora .-. , mas eu não pensei que eu ficaria sem pc por tanto tempo u.u
Ahh cara, eu amo tanto todas as reviews de vocês *-* eu realmente espero que estejam gostando. E eu quero agradecer a todas vocês Jully, Deisok-chan, Loveblack Cullen, Milla Mansen Cullen, Christye-Lupin, Vondy, Natália, CreapyEyes, Thay Cris, Grazielle, Dessa Swan Cullen e dida.
Realmente, eu agradeço por TODOS esses comentários, vocês não fazem idéia de como eles me dão motivação pra continuar a escrever. Prometo que demoro menos para postar o próximo capitulo!
xo . xo
Bih.
