N/A: leiam ouvindo White Horse – Taylor Swift *-----* (.com/watch?v=ySqz4USHA4Y). Mesmo esqueminha de sempre, digita w w w . y o u t u b e . (cole o link acima) e emocione-se *-*

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DOZE – I'M HURT BUT I'll BE FINE

(Estou machucada, mas ficarei bem)

Eu passei mais alguns dias sem ir para a universidade. Na verdade foi uma semana inteira. Sabe quando algo de ruim acontece com você e você acha que se esperar um pouco, talvez apareça alguém que ira te resgatar? Então, era o que eu estava fazendo. Esperando um pouco, esperando para que eu pudesse voltar a ver Alice. Mas isso não iria acontecer. E eu duvido muito que ela queira me ver. Eu sei que ela não quer. E eu não posso fazer nada para mudar isso, eu não devo fazer nada. As coisas vão ficar melhores assim.

Durante os dias dessa ultima semana eu ficava em casa na companhia de Esme e Reneesme. A criança não entendia a minha tristeza, apesar de tentar a todo custo fazê-la. Era engraçado vê-la frustrada e irritada. Assim que Rosalie, Emmett, Edward e Bella chegavam eu saia. Eu não ficaria em casa para ver a pouca fé que eles levavam em mim e para ouvir as reclamações de Bella de como ela sentia que Alice estava mal. Como se eu pudesse fazer algo para mudar isso, que Bella concordasse.

As noites eu passava no cobertura do numero 31 de River Lane. Eu ficava do lado de fora da janela de Alice, enquanto ela se preparava para dormir, falava animada com as amigas ao telefone ou até mesmo assistia a alguns programas sobre moda que eu achava muito inúteis na televisão. Todas as noites ela dormi com a monstrinha aos seus pés, e tinha pesadelos. E aquilo me agoniava, porque eu sentia quando os pesadelos iriam começar, mas eu não podia fazer nada. Porque ela não deveria saber que eu estava ali, ela não deveria saber que eu tinha um poder e que eu era um vampiro. Eu não a colocaria em perigo.

Ela não deveria saber sobre a minha existência. Os humanos não deveriam saber sobre os vampiros. Se os Vulturi soubessem disso iriam matá-la, ou transformá-la em uma de nós, e eu não agüentaria não ouvir seu coração bater, não ver seu rosto corar, ou não vê-la dormir.

Depois de um tempo eu passei a adicionar isso a minha lista. A lista de "porque eu não posso ficar com Alice". Eram vários motivos. Primeiro porque hoje, tudo que deveria existi de mim, eram meus ossos. Segundo, porque eu era um vampiro e ela uma humana. Terceiro porque eu não deveria interferir no seu direito de ter uma vida normal. Quarto porque eu não podia pedir para ela abandonar a família. E quinto, porque eu deveria protegê-la.

Com o passar dos dias Alice parecia cada vez mais feliz, e que ela não se lembrava mais de mim. Eu havia sido apenas mais uma decepção do que poderia ser, e eu estava feliz com isso. Feliz por que ela estava feliz, mas quebrado porque ela jamais poderia ser feliz comigo.

Alice's point of view

O tempo foi passando e com ele eu fui me aperfeiçoando. Atuar na frente das pessoas estava sendo bem mais fácil do que eu pensava. Eu não tinha um acesso de choro desde segunda a noite. Desde a noite do pior dia da minha vida. Mas eu não me permitia pensar nesse dia. Nem pensar nele. Nem mesmo no seu nome eu pensava. Fazia com que eu me lembrasse do buraco. Do vazio. E no momento eu estava fingindo que eles não existiam. Quando eu estou atuando eu preciso realmente acreditar no que estou fazendo. Eu precisava acreditar que estava feliz.

Na terça-feira Bella veio preocupadíssima falar comigo. Disse que o irmão ficava meio abestalhado quando bebia, e que não queria que nossa amizade acabasse por causa daquilo. Eu dei o melhor sorriso que pude e respondi que ainda éramos amigas, se ela quisesse. E que ele não havia me afetado em nada. Quem nunca havia sido rejeitada na vida? E eu ri. Eu ri, mesmo querendo me socar por dentro.

Ela me olhou desconfiada, mas acentiu. A nossa amizade continua no mesmo passo. Conversamos quando temos aula juntas, e eu ainda percebo como ela entra estonteante em cada aula. Mas eu nunca mais fiquei observando ela e Edward no refeitório. Aliás, Edward me da arrepios. E eu não gosto do olhar que ele me lança. Pena. Ele não deveria sentir pena de mim. Eu estou sempre sorrindo, sempre alegre e conversando, como era antigamente, mesmo que minha mente vague pelas lembranças tristes e sombrias. E eu não quero pena. Pena é o pior sentimento que podem sentir por você. É como se fossem superiores a você, e você fosse uma pobre coitada. Não é um sentimento digno de ser sentido.

As semanas foram passando arrastadas. Todas as noites eu tinha pesadelos com a água, com a garota me empurrando, e todas as noites ele estava ali, estendendo a mão. Mas eu nunca o alcançava. Cynthia ficou preocupada comigo — ela era a única a quem a minha encenação não estava convencendo. Ela trocou o turno da noite no hospital, pelo turno geral. E embora ela tivesse dito que era por Anna — assim a monstrinha ia com ela para a creche do hospital as sete da manha e saia de lá as sete da noite, junto com Cynthia — eu sabia que eu era um dos motivos também. Ela tinha medo de me deixar muito tempo sozinha e eu fazer alguma besteira. Alguma idiotice como tomar um frasco inteiro de calmantes, como eu fiz quando ainda estava na casa de minha tia em Tulsa, logo após a morte de meus pais.

Mas eu não faria isso. Não por ele. Eu daria minha vida pelos meus pais. Mas não por ele. Ele não merecia. Não mais.

O tempo passou, e logo as semanas se transformaram em meses, e o Halloween já estava ali. Sarabeth, Izzie e eu saiamos da loja de fantasias carregando nossas roupas. Amanhã haveria uma festa de Halloween na irmandade a qual o irmão de Tom, Michael, pertencia. Por ironia era em Cambridge. Era sexta-feira a tarde, o vento soprava gelado e reconfortante. Nós íamos fazer um lanche no The Pie Hole.

— Eu ainda acho que você deveria ir de sereia, Izzie. — Sarabeth falava enquanto carregávamos os sacos com as roupas pela calçada.

— Ah claro, e eu iria andar como? — Izzie perguntou rindo, e nós três rimos. Mas apenas duas risadas eram divertidas. A minha era fingida. E eu confesso que não me lembro como soa a minha risada divertida.

— Já imaginou, a Izzie tentando dançar e caindo de cara no chão? Ia ser hilário. Ia bombar no youtube. — comentei ainda rindo, e elas riram mais ainda.

Paramos no sinal, esperando que ele ficasse verde para os pedestres.

— AH, mas a Mary ficou gatérrima naquela roupa de supergirl. — Sara continuou.

— Alice! — Izzie corrigiu, e eu ri.

O sinal abriu e nós começamos a andar pela faixa. Um corvette preto estava parado na faixa, e foi impossível não sentir o meu coração bater mais forte. Foi impossível não lembrar que o vazio existia e que eu não tinha mais meu coração — porque o meu coração estava com ele agora.

Atravessamos a faixa e eu olhei até o carro desaparecer. Só voltei a terra quando senti os braços de Sara me sacudirem.

— Alice! — ela gritou.

A olhei assustada e ela rolou os olhos nas órbitas.

— Já chegamos, vai passar da porta? — ela riu, e eu sorri amarelo.

Entramos na torteria e fizemos o nosso pedidos de sempre. Quer dizer, eu não. Troquei a torta de limão pela de cereja. Eu não queria nada que pudesse me lembrar dele. Tudo que pudesse me lembrar dele e fosse fácil de evitar, eu evitava.

— Então, eu estava pensando que eu e Tom poderíamos pegar primeiro a Alice, e depois você Sara, já que a sua casa fica no caminho de Cambridge. — Izzie explicava, enquanto dividia sua torta de maçã em varias fatias.

— Por mim tudo bem. Mas promete que o Tom não vai implicar com a minha roupa né? É tudo que me falta. — Sara bufou, rolando os olhos.

— Você é um anjo. — eu falei.

— Um anjo bem provocativo. — Izzie acrescentou.

E eu não me lembro muito bem da conversa. Ela parecia tão fútil que eu me desliguei. Desliguei tudo, até mesmo minha mente. Era como se eu dormisse de olhos abertos, e só me concentrasse na dor. Aquela dor no peito. A dor de ter perdido algo.

A conversa se desenrolou por mais algum tempo, e quando eu me desliguei da dor, percebi que já havia terminado de comer. Sara deixou o dinheiro de seu lanche e correu para casa. Ela havia esquecido que seria babá para a tia hoje, só assim a mãe havia a deixado ir para a festa de Halloween. Izzie insistiu em ir comigo até a minha casa, a conversa que tivemos no caminho me pareceu mais fútil do que qualquer outra.

Estávamos em silencio havia alguns minutos, visto que a minha empolgação a respeito de quão legal era ela e Tom irem vestido de Bonnie e Clyde não foi muito grande, até que ela abriu aboca, novamente.

— Alice? — ela chamou, e eu desviei meus olhos dos pés para olhá-la. — Obrigada.

Izzie sorriu e eu fiquei sem entender. Eu havia feito algo bom? Eu nem sabia se havia feito algo no mínimo relevante.

— Por quê?

— Por ter voltado ao normal. — ela disse sorrindo e dando de ombros. — Você parece mais você mesma agora. Quer dizer, você ainda anda meio estranha, murmura coisas sem nexos ou fica dispersa às vezes, mas você voltou a ser a Alice de sempre.

Havíamos chegamos a minha casa, e Izzie me abraçou. Eu fiquei sem reagir por três segundos, mas depois voltei a abraçá-la.

— Desculpe se por algum momento fiz você pensar que eu não era a mesma. — pedi. Eu não era a mesma, e no fundo não entendia como ela podia achar que eu havia voltado ao normal. A não ser que esse estado de "zumbie" em que eu me enfie, fosse o estado em que eu vivia antes de conhecê-lo. Uma felicidade bem absurda a que eu tinha.

— Tudo bem. As coisa voltaram ao normal. É bom ter a minha melhor amiga de volta. Eu amo você. — e o abraço se afrouxou.

— Eu também amo você. — tentei sorrir de verdade. E eu não sei como ele saiu.

Izzie se despediu e eu fiquei a observando se afastar até não poder vê-la mais. A noite já tinha chegado e Cynthia provavelmente já estava em casa. Eu tentei melhorar meu rosto. Dar mais alegria, mas era difícil. Cynthia sabia me ler melhor do que ninguém, e ela não achava que eu havia "voltado ao normal".

Entrei no prédio e subi os lances de escadas até a cobertura, quando eu abri a porta um cheiro de bolo de chocolate meio queimado entrou pelas minhas narinas, e eu ri. Pela primeira vez em muito tempo, eu ri de verdade. Quando entrei em casa vi Anna brincando com Zara na sala, deixei minha bolsa e minha fantasia sobre o sofá e caminhei até a cozinha, ainda rindo.

— E então, mestre cuca? — perguntei olhando minha irmã abanar um pano por cima do bolo.

— Só deu uma tostadinha. — ela se defendeu, emburrando.

— Maninha, eu acho que você deveria ficar apenas com o bisturi e o estetoscópio, e me deixar cuidar da cozinha. — eu ri.

—Do jeito que você anda, acho que o bolo estaria bem pior. — ela comentou me olhando.

— Que jeito? Eu estou ótima. — disse fingindo indignação e rindo nervosa. Dei as costas pra ela e peguei minhas coisas na sala, caminhando para o meu quarto. Cynthia me seguiu.

— Ótima? Ali, você pode enganar as suas amigas, mas não engana a mim. Saiba que eu vou estar aqui quando você decidir que quer falar sobre isso. — ela parou na porta e se encostou no batente da porta, embrulhando o pano nas mãos.

Eu soltei as minhas coisas sobre a cama e me virei para ela.

— Sis, eu estou bem. Não vê? Amanhã eu não vou a uma festa? Eu não tenho saído? Notas boas como sempre? Eu estou como sempre Cynthia. — disse enquanto tirava meus sapatos.

— Sim. E eu sei como é fingir que se esta bem, tentar acreditar que se está bem e no fundo no fundo estar partida. Eu sei como é desejar que vá chegar uma hora que você vai parar de fingir e descobrir que realmente esta bem. — ela falou adentrando o quarto e se sentando na cama, fazendo com que eu me sentasse também. — Eu sei como é esperar que as coisas se ajeitem sozinhas. Mas isso não acontece Ali.

— Eu estou bem. — murmurei com a mandíbula trincada.

— Não little sis, você não está bem. Você acha que eu não a ouço gritar de madrugada? Que eu não a ouço andar pela casa? Soluçar? Você não precisa fingir que é forte pra mim. Deixe-me te ajudar. — ela segurou firme a minha mão, e foi como se aquilo fosse a chave que abriua porta. A dor, o buraco, o vazio, tudo me invadiu como um relâmpago. As lágrimas brotaram, eu perdi o chão. E eu lembrei que ele havia levado meu lugar no mundo com ele.

Cynthia me abraçou forte, e eu chorei feito um bebê. Eu não sabia o que dizer, eu não poderia dizer pra ela que eu estava apaixonada por alguém que não via há semanas, por alguém que me desprezara. Eu não queria dizer isso a ela. Eu simplesmente não agüentaria, então eu só falei o que não era comprometedor.

— Você já sentiu que arrancaram você do seu lugar? Que não tem mais lugar especifico pra você no mundo? Que você é só uma casca, que arrancaram seu coração e te deixaram vazia e sem chão? — eu perguntei entre soluços, quando ela se afastou de mim.

— Eu já senti tudo isso. Eu sei que é horrível. Mas tudo vai voltar meu amor, tudo vai dar certo. Isso vai passar. — ela beijou a minha testa. — Não tenha medo de ficar triste. E não tenha medo de ser feliz. Só não tenha medo de nada, Ali. Eu estou aqui.

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N/A: eu descobri que o meu n/a fica menor se eu responder os comentários de quem tem conta no fiction pela mensagem privada '-' Oi eu sou burro e só percebi isso agora. Eu sei que esse capitulo ficou meio pequeno e chato, mas ele é necessário. Eu acho (?) Então, eu estava pensando em começar a postar duas vezes por semana, na terça e na sexta. O que vocês acham?

mmmbenavides, ahh nem elogia de mais se não eu vou começar a me achar aqui *-* Obrigada shubs.

Becca Donnely, ahh cara. Você chorou? Eu não queria fazer ninguém chorar nessa capitulo, mas eu sou pegada num drama cara. ADORO escrever fics onde todo mundo chora um monte. Minhas primeira fic foi um dramalhão mexicano, shubs. Mas eu também fiquei com peninha do Jazz quando escrevi. E da Alice também.

Babisy, é. Eu nem ia colocar pov dele, mas quando eu mostrei para uma amiga ela disse que TINHA que ter pov dele, ou ela ia me morder. :B em fim... Eu acho que ele não viu não... Pelo menos eu nem lembrei dos desenhos quando eu escrevi. Digamos que ele estava muito ligado na Alice ;D

Jully, é, a Esme vai ter um papel importante nisso tudo, assim como o Edward. *O* espero que você não morra até o final da fic, visto que eu adoro as suas reviews G_G HAHAHAHAHA. Mas sim,a fic ainda está longe de terminar (?). cara, como eu queria o Jasper no meu quarto também. pelamordeDeus, vai ser assim lá no quinto dos... Em fim, a noticia ruim já foi embora (?) e eu já to melhorando. Mas obrigada!

Senti falta da Gabriella Regina Cullen, Allyson M. Black, LPM3 e da Andy Hastings no capitulo passado. Espero que seja a falta de tempo e não coisas piores. :D

xo . xo

Bih.