N/A: leiam ouvindo When the day meet the night – Panic! At the disco (.com/watch?v=iXnNo8tIhjE). Mesmo esqueminha de sempre, digita w w w . y o u t u b e . (cole o link acima) e emocione-se *-*

Obs: eu sei que não tem mais o "!" depois de Panic, mas pra mim vai sempre ter. Exclamação deixava lindo, me recuso a fazer sem D:

Obs²: eu tentei procurar a versão de estúdio, a mesma que eu baixei, mas eu só achei a ao vivo. Sorry;

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DEZOITO DON'T FORGOTTE HOW TO BREATH

(Não esqueça como respirar)

"Quando a lua se apaixonou pelo sol, tudo era dourado no céu.
Tudo era dourado quando o dia encontrou a noite"

Quando o despertador apitou, eu tive vontade de jogá-lo pela janela. De verdade. Eu não queria acordar. E se tudo tivesse sido um sonho? O que eu faria? Eu não toleraria se aquilo fosse sonho, não mesmo. Mas ai os sentido começaram a retornar para o meu corpo, e eu pude sentir tudo ao meu redor. E, oh, tive vontade de chorar quando não senti nada gelado próximo a mim. Eu estava tão aquecida e apoiada sobre o meu travesseiro. Sonhos malditos, eu os odeio tanto. Odeio sonhar. Odeio sonhar tanto!

Sentei na cama e passei as mãos pelo cabelo, cocei os olhos e os abri bem devagar. E ai eu tive a visão mais magnífica.

— Droga! — murmurei para mim mesma, colocando a mão sobre o coração, quando levei um susto ao vê-lo sentado na poltrona perto da minha escrivaninha, com meu livro nas mãos. — Você quer me matar e não sabe como? Eu posso lhe dar uma lista de no mínimo, 50 maneiras diferentes. — bufei me levantando.

— Não foi minha intenção lhe assustar. — ele se desculpou.

Pulei da cama entrando no banheiro e coloquei pasta de dente na escova, parando na porta em seguida.

— Por que não continuou na cama?

— Você estava com frio. — explicou se levantando.

— Sempre haverá o aquecedor. — falei monotonamente, entrando no banheiro e começando a escovar os dentes.

Estava sendo difícil reprimir a parte de mim que queria gritar de felicidade porque Jasper ainda estava aqui. Então eu simplesmente dei pulinhos felizes dentro do banheiro, enquanto escovava os dentes.

"Jasper está aqui! Jasper está aqui!", repeti varias vezes na minha cabeça, ainda pulando, até que o percebi parado na porta do banheiro, me olhando e rindo. Parei de pular subitamente, e lavei a boca.

— Não sabia que estava ai. — murmurei secando minha boca, evitando o olhar.

— Você estava tão feliz que não quis interromper. É algum tipo de ritual? — ele perguntou divertido.

Rolei os olhos e me aproximei dele.

— Não. É coisa de menina. — dei língua para ele, passando pelo seu lado. Mas ele impediu que eu me afastasse de mais, me segurando pela cintura.

Então ele disse: "Seria certo se só sentássemos e conversássemos um pouco, se em troca de seu tempo eu te der esse sorriso?"

— Acho que preciso ir embora. — ele disse dando seu sorriso tímido e envergonhado. Aquele que me tirava o fôlego. Eu tive de me lembrar como respirar.

Desviei meus olhos dele e baixei os olhos, respirando calma, contando até dez.

— Você não precisa ir. — falei voltando a olhá-lo, mentalmente me ensinando a como respirar.

— Seria meio estranho se a sua irmã me visse aqui, não acha? Além do mais, eu ainda preciso ir para Cambridge. — ele explicou.

Senti um aperto no peito. Eu não queria que ele fosse embora. Eu tinha medo de me sentir mal quando ele saísse. Eu tinha medo de que ele não voltasse.

— Mas posso estar aqui para levá-la até a escola. — ele completou, rapidamente.

—Não... Não precisa. Você tem que ir estudar. — falei tornando a abaixar a cabeça, e tentando me desvencilhar do seu braço. Totalmente inútil.

— Eu não me importo, posso chegar rápido lá.

— Eu vou ver você hoje de novo? — perguntei mordendo meu lábio, e segurando firmemente no antebraço dele.

— Bem, eu espero que você me queira aqui novamente, hoje. Não sei se conseguiria passar muito mais tempo sem você. — ele sorriu, e ergueu o meu rosto. Foi impossível não sorrir ao vê-lo.

— É claro que eu quero, não seja tolo. — rolei os olhos e ele riu.

— Então acho que eu vou mesmo. Preciso me trocar antes de voltar. Prometo não demorar. — ele aproximou rapidamente o rosto do meu e pressionou os lábios contra os meus.

Eu ainda não estava acostumada com aquilo. Ainda fazia meu coração parar e o ar faltar. Era estranho que alguém tão perfeito pudesse realmente gostar de mim. Mas era a melhor sensação de todas.

— Vejo você em breve. — ele afastou o rosto do meu e foi em direção a janela, pegando seu casaco e camiseta no caminho. E então ele desapareceu na manhã que nascia.

E eu fiquei para trás, sem fôlego.

Esperei cinco minutos, encostada na parede, para que meus batimentos voltassem ao normal e até que ele já estivesse longe. Ai então eu pensei, bem calma. "Jasper estava aqui. Passou a noite aqui. Eu sou a vida dele." E sim, eu não agüentei.

"Então eles partiram o dia em dois, em um jardim debaixo d guarda-chuvas verdes de árvores. Enquanto nós sonhamos os sonhos mais selvagens"

— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! — gritei pulando pelo quarto. Um grito histérico e feliz. Eu não sabia se queria continuar a gritar ou rir. Pensei que eu iria explodir.

— Alice? Tudo bem? — ouvi a voz de Cynthia vindo em minha direção e cai sentada na cama, puxando meu sidekick para ter uma desculpa.

Sim, eu estava pulando em cima da cama a essa hora.

— Allie, tudo bem? — ela perguntou, abrindo a porta assustada e me observando.

— Tu.. Tudo bem, eu... Eu só recebi uma mensagem. — falei sorrindo de canto.

Ela me olhou desconfiada.

— E você faz isso toda vez que recebe uma mensagem? — ela perguntou.

—Bem, é de uma pessoa, er..

— É do filho do Dr. Cullen? —ela perguntou interessada, arqueando uma sobrancelha.

— Cynthia. — a repreendi me levantando e começando a procurar pelo meu uniforme.

— Ah maninha, eu vi o carro do qual você saiu, e eu vi que era ele ontem. O que esta acontecendo entre vocês dois? Uhm? Vai, me conta! — ela pediu interessada.

Eu bufei, pegando a minha muda de roupa, e me sentei na poltrona.

— Promete não fazer alarde? — pedi, sabendo que mesmo que ela prometesse, haveria alarde.

— Fale.

— Ok, ok. Nós estamos... Uhm.. Meio que, saindo?! — mais perguntei do que respondi.

Minha irmã abriu um sorriso largo no rosto e juntou as mãos sobre o peito.

— Você não poderia ter escolhido melhor. — seus olhos brilhavam. — Dr. Cullen fala muito bem dos filhos. E... Ah, Richard vem jantar aqui na sexta, por que você também não o trás? Seria ótimo conhecê-lo.

— Você já o conhece.

— Não como seu namorado. — e ela saiu do quarto, me deixando para trás, ainda pensando em uma boa rebatida para aquela afirmação.

Ele não era meu namorado. A gente não havia definido o que era a nossa relação. Era tudo muito complicado. E com certeza não falamos de namoro. Embora ele tivesse me beijado, e falado que eu era a vida dele, e que ele se sentia humano perto de mim. Mas essa ultima foi uma colocação infeliz, afinal de contas, ele era humano, e qualquer resposta diferente dessa não entrava na minha cabeça, simples assim.

E, retornando ao comentário de Cynthia, falar em namorar era uma das nossas ultimas prioridades. Ou pelo menos eu acho que é.

Vesti meu uniforme, meus sapatos e carreguei meus materiais até a sala, eu queria ser rápida, eu queria estar rápido junto dele de novo. Deixei os meus materiais na sala e caminhei até a cozinha. Enchi uma tigela com cereais e comecei a comer, observando Cynthia com sua xícara de café parada perto da janela da sala, que dava para a avenida principal. Ela tinha um sorriso irônico no rosto.

— O que tem de tão interessante ai fora? — perguntei, desviando o olhar de minha irmã e passando pelas duas almas acabadas no meio da sala; Zara e Anna. Elas deveriam ter brincado muito enquanto eu surtava. O que me lembrava que Zara não dormiu no meu quarto.

— O seu namorado. — Cynthia falou dando de ombros e voltando pra cozinha.

Engasguei com o meu cereal e corri até a janela. O Corvette preto que eu tanto gostava estava estacionado lá em baixo, e eu podia ver o loiro em um casaco claro, encostado na lataria. Quase deixei a tigela de cereal cair no chão. Eu estava hiperventilando.

— Ele não... Ele não é meu namorado. — falei terminando de engolir o cereal e deixando a tigela na pia, correndo para o banheiro em seguida.

— Então o que ele faz aqui tão cedo? — ela perguntou divertida, gritando da cozinha.

"Ele já estava aqui", pensei comigo mesma. Ri sozinha com o pensamento, acho que minha irmã não iria se agradar de um rapaz, mesmo que fosse filho do Dr. Cullen, o qual eu sabia que ela idolatrava, estivesse dormindo comigo.

Terminei de escovar os dentes e voltei para a sala. Contei mentalmente as coisas que eu tinha, para ver se não havia esquecido nada, e então peguei minha bolsa e meu fichário, e joguei meu sidekick no bolso da parca.

—Estou indo. — informei, passando por Anna e beijando-lhe a testa e fazendo cafuné em Zara.

— Mande lembranças ao Jasper. — Cynthia falou rindo, e tudo que dei em troca foi o dedo do meio.

Assim que fechei a porta ouvi meu sidekick começar a apitar. A frase "Izzie chamando" piscava, e eu rolei os olhos. Senso de oportunidade faltava a minha amiga, ela não poderia esperar eu chegar ao colégio? Atendi o telefone.

— Você não poderia me esperar chegar?

Eu não vou ao colégio hoje. — ela disse com uma voz de enferma que até me assustou.

—O que aconteceu com você? — perguntei preocupada.

Não sei, acordei vomitando e com dores no abdômen. O medico disse que deve ser uma virose. Só liguei para falar que eu não ia para o colégio hoje. E que você tem que me ligar mais tarde para me contar sobre o tal Jasper. — ela tentou fazer a voz de enferma soar alegre ao pedir a ultima, mas não foi muito convincente.

— Não quer que eu passe ai?

Acho melhor não, pode ser contagioso. A virose, digo. Papai achou melhor esperar isso passar. Ligo pra você mais tarde, parece que fui atropelada por um caminhão de tantos analgésicos.

— Tudo bem. Ligo pra você assim que chegar do colégio. Amo você.

Amo você também. — e ela desligou o telefone, bem quando eu atingia o ultimo lance de escadas.

Guardei o aparelho e sorri, ao lembrar de quem me esperava do lado de fora. Abri a porta e pude ver aqueles olhos caramelo me encararem com um brilho. Senti que meu rosto iria se rasgar em um sorriso maior que ele.

—Desculpe lhe deixar esperando. — sorri de canto para ele, e ele me estendeu a mão.

— Eu acho que cheguei muito cedo. — ele admitiu. Segurei firme sua mão e ele me puxou para um abraço. Era como se não nos víssemos há dias!

O frio que fazia na rua não me incomodou, assim como não me incomodou o gelado de suas mãos, ou as pessoas a nossa volta. Nós parecíamos tão normais, ninguém se quer se dava o trabalho de nos olhar. Era ótimo.

— Acho melhor levá-la para a escola, certo? — ele disse se afastando, somente o necessário, para me olhar.

Deitei a cabeça em seu peito e fechei os olhos, respirando algumas vezes antes de responder a pergunta que não havia sido feita.

— Eu queria poder ficar assim. — falei agarrando mais firmemente o sobretudo que ele usava, tirando a cabeça de seu peito e o olhando.

Jasper sorriu e retirou uma mecha de cabelo que havia caído sobre os meus olhos.

— Eu vou lhe pegar quando sair do colégio. E ai poderemos ficar assim o resto do dia — ele sorriu pra mim, me encorajando a passar um dia sem ele.

O encarei por alguns segundos, e o biquinho só aumentou nos meus lábios. Eu não sei do que ele achou mais graça, a minha cara de cachorro que caiu da mudança, ou o jeito engraçado que minha boca fica com o biquinho. Mas ele riu, e tocou o meu nariz com o indicador.

— Você é terrível. — ele disse rindo, e eu continuei fazendo bico.

— Você dirigi muito rápido. — protestei fingindo que não o havia escutado. Eu, definitivamente, estava parecendo uma garotinha de 15 anos com seu primeiro namorado.

Mas bem, a única diferença entre eu e essas garotas é a idade. E bem, o amor absurdo e a falta mais absurda ainda que eu sinto por Jasper. Ele riu sonoramente mais uma vez e afagou minha bochecha.

— É, eu também acho. Por que não vamos andando? — ele pediu, ainda com aquele sorriso. Hipnótico.

Meus pulmões arderam, e eu percebi que não respirava mais uma vez. Acenti com a cabeça e ele passou o seu braço por cima dos meus ombros, me puxando para começar a caminhar. Eu precisava dar um jeito de não esquecer de respirar. Era bobo que seu namorado lhe tirasse o fôlego literalmente a cada dez minutos.

Passei meu braço pela sua cintura e me apertei contra o seu corpo duro como mármore. Seu cheiro invadiu meus sentidos, e eu fechei os olhos por meros segundos, apenas para apreciá-lo. Talvez essa fosse a única razão para me fazer lembrar de respirar quando estivesse perto dele. Sentir seu aroma.

— Você está tão quieta. — ele murmurou, e eu elevei a cabeça para olhá-lo. Dei um sorriso tordo e dei de ombros.

— Eu só estava pensando em.. Sabe... Em como Violet conhece você. — menti. Não que eu realmente não estivesse curiosa para saber sobre isso. Como a lambisgóia conhecia ele?

— Quem? — ele perguntou confuso, encarando meus olhos. Eu me perdi por um tempo e gaguejei. Idiota.

Balancei a cabeça levemente para sair do transe hipnótico que aqueles olhos cor de mel me colocavam e voltei meu olhar para a calçada

— Aquela loira que estava falando com você ontem na saída de St. Candence. — esclareci. Era serio mesmo que ele não sabia nem o nome dela?

Ri internamente. Era algo que deveria ser estudando e que se, ela continuasse a dar em cima dele, seria jogado, esfregado e colado na cara dela. É, eu também sei ser malvada quando quero.

— Ah sim. Não acreditei realmente que ela fosse lembrar de mim. Ela estava tão bêbada naquela festa que eu duvidei muito de suas capacidades mentais. — ele brincou.

Desviei meu rosto do chão para encarar o seu perfil. Tranquei um riso. Ele não estava tão errado assim a respeito das "capacidades mentais" de Violet. Convenhamos que ela não é nenhuma cdf e que passa de ano simplesmente porque tem o gabarito das provas finais.

— De qualquer maneira, não perderia o meu tempo pensando nela, e nem você deveria. — ele me flagrou encarando o seu rosto, e eu não sei por que desviei o olhar.

Paramos esperando que o sinal abrisse para que pudéssemos atravessar a rua. Ele segurou o meu rosto com sua mão livre e me fez o encarar.

— Além do mais, porque escolheria outra garota quando a única que quero é você? E, não que importe, mas até mesmo Rosalie gostou de você. Não há motivos para ciúmes como você os sentiu ontem. — ele sorriu divertido, provavelmente com a cara que eu fiz quando ele falou em ciúmes. Ele não deveria saber meu nível de ciúmes, mas adivinhem só?! Ele pode sentir tudo o que eu sinto! Humpf.

Ele aproximou o rosto do meu e grudou nossos lábios. Foi impossível conter o sorriso que se formou nos meus lábios, um sorriso com um tom de possessividade. Um tom possessivo que ele havia me entregado. Meus lábios, que não estavam menos gelados que os dele, se moldaram perfeitamente sobre os seus. Jasper separou o beijo sorrindo. Um sorriso tão bobo quando o que eu estampava no rosto. Indicou o sinal. Ele já estava verde para pedestres. Corei quando vi duas senhoras passarem por nós sorrindo e cochichando. Românticas, pensei comigo mesma. Bem, elas deveriam ser muito, uma delas tinha um exemplar de algo escrito por Nora Roberts.

— Rosalie, então, essa é a sua irmã loira? — perguntei mudando de assunto, me focando nele.

— É, minha "gêmea". — ele disse rindo. Alguma piada interna que eu provavelmente nunca entenderia. — Ela está ansiosa por conhecê-la. Na verdade, a família toda está. — completou.

— A minha também. — murmurei revirando os olhos, esperando que ele não ouvisse. Mas havia outra coisa sobre namorar vampiros que você deveria saber. Eles ouvem tudo!

— Sua irmã gêmea? — ele perguntou muito mais confuso do que quando falei sobre Violet.

Comecei a rir e ele ficou mais confuso ainda.

— Não, estou falando de Cynthia. — controlei meu riso para explicar, e a expressão de confusão sumiu do rosto dele, mas não por completo. — Sabe, as mulheres tem um certo poder também. E o da minha irmã, infelizmente, é bem aguçado. E ela insistiu que nós estávamos, bem, de alguma maneira ela acha que nós estamos namorando. — omiti a parte em que eu quase confessei essa mentira. — E ela quer conhecer você. Ela queria que você fosse jantar lá na sexta, mas eu disse que não. Quer dizer, você não precisa fazer nada disso, quer dizer... — fui interrompida pelo som de sua risada mais uma vez. E dessa vez eu não entendi. Eu disse algo engraçado? — Do que está rindo?

— De você sua bobona. — ele disse me olhando e apertando minha bochecha de leve. — Eu adoraria jantar na sua casa, e conhecer a sua irmã.

Cruzei os braços aborrecidamente.

— Ela já conheci você. — falei entre dentes, aborrecida pelo fato de ter sido chamada de bobona e ter minhas bochechas apertadas. Eu não era nenhuma criança.

— Não como seu namorado. — ele soltou naturalmente.

Descruzei os braços e o olhei pasma. Pisquei rápido algumas vezes até processas as informações completamente.

— Você quer ira jantar na minha casa? — ele acentiu com a cabeça. — Com a minha irmã, o namorado dela e a minha sobrinha? — ele acentiu novamente. Eu fraquejei, mas continuei com as perguntas. — E você é o meu namorado? — falei sentindo o sangue subir para as minhas bochechas.

— Bem, é assim que vocês humanos chamam as pessoas que amam e desejam passar o resto da vida juntos, não é mesmo? — acenti devagar com a cabeça. — Então sim. — ele sorriu, e eu o segui no meu sorriso mais besta possível.

Deus, o que estava acontecendo comigo? Perder o fôlego, sorrisos bestas, alegria ao vê-lo, ansiedade ao deixá-lo. Eu não deveria ter rido tanto de Izzie. Isso é carma. O que vai, volta.

Continuamos a caminhar e logo eu pude ver a fachada de St. Candence. Senti as borboletas baterem as asas no meu estomago e a ansiedade tomar conta de mim.

— Eu vou estar aqui assim que você sair. — ele prometeu, segurando firme a minha mão.

Balancei a cabeça positivamente, evitando olhá-lo. Deus, era difícil dizer tchau. E era apenas um "até logo", já que eu o veria às três da tarde novamente.

— Amo você. — eu murmurei o abraçando, tentando buscar todo o seu aroma, me convencendo de que eu ficaria bem. Eu sabia que ficaria bem, mesmo com ele me acalmando com seu poder.

— Minha vida. — o ouvi murmurar contra meus cabelos.

Mary! — ouvi a voz de Sarabeth me chamar.

Soltei o abraço de Jasper e a olhei, lembrando que a minha vida não se resumia a ele. Ela abriu um sorriso largo e acenou. Acenei em resposta e voltei a olhá-lo.

— Acho que é a minha deixa. — sorri de canto, me afastando, mas ele segurou a minha mão.

— Allie. — ele chamou e eu tornei a olhá-lo. — Você não vai me dizer qual o poder que toda mulher tem? — perguntou confuso, e eu ri sonoramente.

— Tchau, Jazz. — beijei sua bochecha e comecei a caminha em direção a Sarabeth.

— Qual é Alice. — ele reclamou, provavelmente por não obter sua resposta.

Virei-me e sorri acenando para ele, me encontrando com Sarabeth logo em seguida.

— M-E-U D-E-U-S! — ela sibilou sorridente para mim. — E ai? O que foi isso?

— Como? — me fiz de desentendida e ela revirou os olhos.

— Ele! — ela apontou para trás, onde ele esteve previamente. — Vocês estão tipo... Juntos?

— Talvez. — respondi me divertindo com as expressões dela.

— Mary Alice Brandon, de respostas concretas! — ela esbravejou e eu ri.

— Sim, Sarah, nós estamos. — dei um sorriso e ela bateu palmas.

— Excelente! Izzie ira adorar saber disso! — ela falou piscando para mim.

— Ela não vem hoje.

— Eu sei. Ela me ligou ontem a noite. Disse que ela e o Tom tinham brigado, e que ela não estava se sentindo muito bem. Hoje me mandou uma mensagem...

— Espera, porque ela ligou pra você e pra mim não? — perguntei confusa. Por notas gerais, Izzie recorria a mim quando tinha problemas e vice versa. Digamos que Sarabeth não tenha os melhores conselhos.

— Ela tentou algumas vezes, mas disse que o seu celular estava desligado.

— Ah... — sorri culpada. Sim, meu celular estava desligado para que ninguém atrapalhasse a mim e a Jasper.

Sarabeth continuou seu relato até que a sineta bateu e eu corri para a minha aula de Física. Depois química orgânica, matemática e por fim, Literatura. Bella veio se sentar ao meu lado.

— Bom dia, cunhadinha. — ela brincou ao puxar a cadeira ao meu lado, e eu senti minhas bochechas esquentarem novamente.

— Bom dia. — falei sem encará-la.

— Envergonhada? — ela perguntou divertida.

— Nem um pouco. — falei sarcástica e nós duas rimos juntas.

— É, eu também ficava assim. — ela disse dando de ombros e se virando para a frente. A professora havia acabado de chegar na sala.

— Como? — perguntei confusa, ainda a olhando.

— Você e o Jasper não são os únicos. — ela piscou a e a professora chamou a atenção da turma.

Esperei pacientemente para que a aula acabasse e nós duas pudéssemos nos dirigirmos a cafeteria. O que ela queria dizer com "Você e o Jasper não são os únicos?". Quer dizer, havia outros iguais a nós, mas iguais como? Iguais a que?

— Então? — perguntei impaciente, enquanto escolhíamos nossos lanches. E eu sabia que Bella não comeria o que ela colocava naquela bandeja.

Edward já a esperava, rindo divertido. Meus pensamentos iam a mil e ele tinha os olhos cravaos em mim. Saia da minha cabeça!, ordenei, e ele deu de ombros rindo, como quem dissesse "não tem como", e eu cerrei os olhos para ele.

— Então o que? — ela me olhou por um segundo, antes de voltar a bandeja.

— O que você quis dizer antes? Quando falou que eu e Jasper não éramos únicos?

Ela e Edward trocaram um sorriso cúmplice e ela me arrastou para as mesas que ficavam no gramado, longe de todos. O céu estava totalmente nublado, e ninguém se arriscava a comer no gramado nesses dias.

— Você pensa rápido de mais. — Edward comentou quando nós nos aproximamos.

— Precisa ver como falo. — sorri sarcástica e ele riu, mais uma vez. eu deveria estar com cara de palhaça hoje, só pode. — Não vai me falar? — me virei para Bella.

Ela largou a bandeja sobre a mesa e eu fiz o mesmo, me sentando na seqüência. Ela e Edward imitaram os meus passos.

— Reneesme é nossa filha. — ela explicou. E eu imagino que aquilo deveria esclarecer tudo, visto que os dois ficaram em silencio esperando a minha resposta.

— E isso significa que..?

— Veja, vampiras não podem ter filhos. — Edward continuou.

— Por...?

— Nossos corpos estão congelados. Nosso organismo não é vivo. Não somos capazes de ter uma gestação, pois não teríamos como manter uma criança no ventre. — Bella completou meio constrangida.

—Por que vocês não dizem logo o que querem? Estão me deixando ansiosa. — falei. as frases pela metade estavam me matando.

— Bella era humana até pouco tempo atrás. — Edward completou a explicação. — O que ela quis dizer é que... Ter a façanha de se apaixonar por humanos é uma coisa exclusiva dos Cullens. — os dois riram.

— Então... Vocês já passaram por tudo? A garganta queimando, o medo de serem pegos pelos Vulturis, controlar a força... Tudo? — perguntei entusiasmada. Era bom saber que eu teria a quem recorrer caso não soubesse o que fazer. Bella já passou pelo mesmo e eu não poderia perguntar para Izzie como eu deveria agir perto do meu namorado quando ele está com fomo, porque ela nunca foi a comida preferida de Tom.

— Er... Sim. — Bella respondeu ainda constrangida, desviando os olhos para a bandeja.

— Maravilhoso! — falei feliz, dando uma mordida em minha maçã. — Pelo menos alguém que já foi o lanchinho preferido para poder me ajudar.

Os dois riram com a minha colocação e eu continuei a comer aminha maçã. Era bom, muito bom saber que eu poderia contar com Bella. Mas então, o tempo passou rápido de mais. Meus pensamentos eram muitos e eram diversos os seus gêneros, e eu sempre lembrava que Edward podia ouvi-los, então começava a cantar o hino nacional, mas sempre me lembrava de algo e ai... O resultado foi que ele riu de mais e disse que os meus pensamentos eram tão ingênuos que ele chegou a me comparar com sua filhinha de, aparentemente, três anos de idade.

Quando a aula estava chegando ao fim, eu comecei a sentir uma ansiedade enorme. Só ai eu lembre que não havia sentido um buraco em mim hoje. E eu fiquei feliz com isso. Talvez fosse o saber que Jasper estaria aqui quando eu saísse que me impedisse de morrer a cada hora um pouco mais. Quando o relógio marcou quinze para as três, as borboletas voltaram ao meu estomago; sensação de amor idiota e inútil!, ralhei comigo mesma, mas foi inevitável não sentir o chão quando eu comecei a caminhar para fora da sala de aula.

Vi, mais a minha frente, Tom e Sarabeth conversando, e pela maneira que Sara gesticulava, ela estava lhe passando um sermão que deveria ter algo a ver com Izzie e a sua doença, e ainda por cima sobre a briga dos dois ontem a noite. Tom esteve tão distante o dia inteiro que eu cheguei a temer que os dois fossem terminar. Eu sei, eu sei. Ridículo da minha parte. Afinal de contas, eu não tinha nada a ver com o namoro dos dois. Na verdade eu até tenho, os dois são meus melhores amigos, logo, ficaria um clima estranho. Mas acima de tudo os dois não podem terminar porque são os dois que me fazem acreditar em amor romântico. Eles foram feitos um para o outro e não seriam felizes sozinhos. O amor deles era como o amor que eu e Jasper sentíamos.

Não pude deixar de esboçar um sorriso feliz quando pensei nisso. Ele me amava, lá lá lá, ele me amava. Amava a mim, e não a você. Amava a mim, e não a Violet, amava a mim, e não a qualquer outra vampira, humana ou hibrida. Amava a mim. Só faltou pulinhos para deixar a cena tão ridícula quanto a de hoje de manhã.

O sorriso só se alargou quando eu vi o meu vampiro encantado encostado em seu corvetter reluzente, me esperando na saída do colégio. Acelerei o passo para alcançá-lo o quanto antes. Passado o portão eu corri até ele e me atirei nos seus braços. Parecia que eu não o via a anos! Talvez com o tempo eu aprendesse a controlar essa necessidade ensandecida que eu tinha dele.

— Você está aqui! — soltei rindo, enterrando meu rosto no peito de Jasper.

— Eu disse que eu estaria. — ele riu contra o meu cabelo e me abraçou forte, o máximo que ele se permitia para não me machucar. — sabia que deveria ter começado no colegial. — ele murmurou.

Eu não prestei muita atenção. Não ao que ele falava e nem aos murmúrios ao redor de mim. Eu só prestei atenção no peito dele que subia e descia pela respiração, no aroma doce e delicioso que ele emanava, nas suas mãos em volta de mim, e na felicidade que ele sentia emanando para mim. Era ótimo, era sentir felicidade ao dobro. Era maravilhoso.

— Vai congelar assim. — ele falou, afrouxando um pouco o abraço, a contra gosto. Eu sabia que ele não queria se afastar, muito menos eu queria.

— Ah, o que é um friozinho? — perguntei sorrindo e ele beijou a minha testa.

— Senti sua falta, pequena.

—E eu a sua. — afaguei sua bochecha esquerda e lhe beijei a direita, sob os olhares curiosos.

Vi Violet me fuzilar com o olhar. HAHA, vamos lá queridinha, ele me quer, e não a você. Acho que a água oxigenada é um repelente a vampiros. Ou talvez Jasper prefira as morenas. Ri sozinha.

— O que foi? — ele perguntou curioso.

— Nada não. — voltei a olhá-lo. — Vamos embora? — pedi e ele concordou com a cabeça.

Dei a volta para entrar no lado do carona, e quando entrei no carro fui obrigada a atender ao meu celular, que apitava a todo instante, brilhando as palavras Chamada de Izzie como mais cedo. Revirei os olhos, mas atendi. Ela merecia, afinal, eu havia a deixado de lado ontem a noite.

— Iz?

Droga, droga! — a ouvi murmurar desesperadamente do outro lado da linha.

Logo imaginei a cena. Isobel andando de um lado para o outro dentro do seu quarto, passando as mãos pelos fios loiros e pensando alto no telefone. Cena hilária, acreditem.

— Izzie, fale comigo. — pedi.

Tom, dorga. Um idiota, e ai, eu vomitando. Doente? Ah, porcaria!

— Iz, fale comigo coerentemente. — Jasper me olhou divertido, provavelmente conseguia ouvir a toda a conversa. Ele deu partida e eu vi a paisagem começar a passar.

Droga, eu acho que estou grávida! — Izzie gritou do outra lado da linha e meu sidekick quando escorregou da minha mão.

O que?

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N/A: Eu juro que eu não faço por mal. De verdade gente, quando eu digo que eu vou postar determinado dia, eu realmente espero poder postar naquele dia, mas os meus pais não colaboram. Vocês acreditam que vai fazer DOIS MESES que eu não passo quase nenhum final de semana/feriado em casa? Vou começar a chamar a casa da minha avó de lar, porque eu to quase toda semana lá ¬¬' Além do que, lá não tem internet, nem mesmo pc pra mim escrever, ai a fic fica desfalcada né. Esse capitulo por exemplo, eu acabei de escrever agorinha mesmo e corri para postar, então, qualquer erro de português, é porque eu não betei. '-'

Ah, desculpa mesmo, mas a vita ta tão corrida, escola, trabalho, estudar pra vestibular, amigos e tals. Não sei se vou conseguir manter dois posts por semana. Eu não sou acostumada a postar aqui, eu sou acostumada com o orkut, onde um capitulo daria para mim postar durante umas duas semanas, postando todo dia. Eu estou dando meu máximo, acreditem. Mas prometo que, no mínimo, um post por semana vocês terão. Espero que quando o próximo bimestre começar tudo de uma desacelerada.

Agora a respeito da fic, eu sei que pode parecer meio nada vê a conversa da Allie com a Bella e o Edward, e o negocio da Izzie e tals, mas são portas abertas para conversas e futuras cenas entre Alice e Jasper. Anyway, não vou explicar muito se não perde a graça. Flufy? Eu só achei o começo do capitulo fofurinha, mas eu ainda quero escrever um capitulo que escorra mel dele G_G o único problema é que eu sempre puxo para um drama melancólico, mas eu vou fazer \o/

A, gente, valeu por TODAS as reviews, de verdade mesmo amores *-*, quantas foram mesmo? VINTE E UMA reviews *-* eu quase cai pra trás quando fui ler. De verdade mesmo. Hoje eu não vou poder responder, porque eu to correndo. Quero dormir cedo hoje pra ver se eu descanso um pouco, estou feito um zumbie, mas vou tentar responder quem tem contar no FF amanhã, e quem não tiver eu respondo no próximo post (que deve vir, até terça que vem, sorry, vida puxada sucks. :~)

E. não foi capitulo duplo, mas foi bem grandinho né? Umas 12 páginas, maior do que o de costume. :D

E obrigada a todo mundo que disse que achou lindo, a todo mundo que derreteu e virou pocinha, a todo mundo que ficou bege e que desejou um Jasper para si (falando nisso, eu quero uma camiseta I coração Jasper hale, comofas? =´[ ) e.. e.. Agradecer a Jully, pela inspiração da musica.

Me digam meninas, qual a musica que mais lembra vocês o Jazz e a Allie? *-*

xo . xo

Bih.