N/A: leiam ouvindo Learning to breath - Switchfoot (.com/watch?v=Rp6zIbTjhmg). Mesmo esqueminha de sempre, digita w w w . y o u t u b e . (cole o link acima) e emocione-se *-*
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DEZENOVE – I'M YOURS
(Sou sua)
Estávamos parados em frente ao prédio de Izzie. No lado oposto ao prédio havia uma farmácia. Tudo muito conveniente. Eu respirei fundo e olhei Jasper. Eu estava dividida. Eu não poderia ser uma pessoa tão má assim que não ajudaria minha amiga, que precisava desesperadamente de ajuda, só pra ficar com o namorado.
Mas eu queria tanto ficar com Jasper. Mas eu também queria falar dele. E eu não poderia falar dele pra ele, certo? É, eu acho que não.
— Então, acho que vejo você, amanhã. Certo? — ele perguntou cauteloso, e eu o olhei sobressaltada.
— Amanhã? — Não, não. Eu não queria vê-lo só amanhã.
— A menos que você queira... — eu não deixei que ele terminasse a frase. Sorri e me inclinei em sua direção, deixando um beijo estralado em sua bochecha.
— Ótimo, vejo você a noite. E dessa vez pode entrar pela porta da frente, Anna está na casa da avó e Cynthia está de plantão essa noite. — não dei tempo para palavras. Quanto mais tempo eu ficasse ali, mas demoraríamos para nos vermos novamente.
Sai do carro e corri até a farmácia. Ouvi o Corvette acelerar assim que entrei na drogaria, passei pela prateleira de tampões e achei os testes caseiros. Olhei em volta para ver se alguém me observava analisar as marcas e procurar aquela que garantia mais certeza.
Era errado desejar que a amiga não estivesse grávida apenas para que eu pudesse estar logo com Jasper?
Uhm, acho que não, certo? Quer dizer, eu estou desejando que ela não esteja grávida, e os motivos não importam realmente.
A garota do caixa me olhou com cara de "Bem feito" quando eu coloquei as cinco caixas sobre o caixa, esperando que ela passasse.
— Vinte e três libras. — ela avisou entediada e eu rolei os olhos, pagando e pegando a sacola o mais rápido possível.
Parei na portaria e cumprimentei Evey, e ele chamou o elevador para mim. Meu telefone começou a tocar. Era Izzie. Impaciente! Desliguei o telefone e apertei freneticamente o botão do ultimo andar. Dois minutos depois as grandes portas de metal se abriram exibindo a grande sala de estar dos Roberts. Dorothy estava por perto e veio me receber, junto de Lila, a poodle doçura de Izzie.
— Boa tarde menina Brandon. — Dorothy me cumprimento sorrindo. — Posso ajudá-la?
Escondi a sacola nas costas, sorrindo amigavelmente e tentando fazer com que Lila não rasgasse a mesma, revelando seu conteúdo.
— Uhm... Izzie me chamou. Parece que ela enlouquece se fica longe de mim. — sorri fraco.
— Ela está no quarto, mas o sr. Roberts disse que não deveria ter visitas, pode ser contagioso... — comecei a caminhar para o tão conhecido corredor, com a poodle atrás de mim. Sorri para Dorothy e respondi de longe.
— Sou vacinada Dorothy, não se preocupe. — na verdade, eu não era não. E se isso fosse mesmo uma virose contagiosa eu mataria Isobel.
Caminhei pelo corredor largo e longo até encontrar a porta branca com o aviso de "Afaste-se" pendurado. Izzie não se dava tão bem com os pais. Era praticamente uma zona de guerra a casa, ainda mais depois do divórcio. Aliás, eu me perguntava, quem ainda tinha os pais casados.
O divórcio era quase como uma gripe. Ninguém conseguia ficar mais de dez anos juntos. Um sempre "sufocava" o outro, ou algo do gênero. Eu nunca levei o amor romântico tão a serio, pelo menos não até conhecer Tom e Izzie. Eles não existiam um sem o outro, você não conseguia pensar em um sem, automaticamente, lembrar do outro. Eu admirava os dois, e no fundo eu queria que Jasper e eu pudéssemos ser como ele. Ou melhores. Bem, eu pretendo, com certeza, ficar mais de dez anos com Jasper.
— Encomenda para senhorita Isobel Ann Roberts. — falei abrindo a porta e a vi pular da cama.
— Meu Deus, eu estou enlouquecendo. Já até escolhi o nome da criança. — ela falou tudo muito rápido, me puxando para dentro do quarto e fechando a porta em seguida. Edward achava que eu pensava rápido? Queria o ver dentro da cabeça de Izzie! — mas, de uma maneira estranha, eu só consigo pensar em nomes de cachorros. — ela falou atordoada e eu ri. — Não ri! O nome Chap e Nanny não saem da minha cabeça! — ela falou assustada.
— Iz, você nem sabe se está grávida. — exclamei rindo.
— Shhh! — ele colocou a mão na minha boca e nós duas caímos na cama. — Dorothy pode ouvir você. Anda, cadê a encomenda?
— Se você sair de cima de mim eu posso ajudar. — resmunguei, mas é claro que ela não entendeu, sua mão ainda prendia a minha boca.
Suspirei vencida e ergui a mão que segurava a sacola, ela sorriu pegando a sacola e beijou a minha testa.
— Você é um anjo. — ela pegou a sacola e se levantou, caminhando em direção ao banheiro.
— O que o Tom tem a dizer sobre isso? — perguntei, sabendo muito bem que ela não teria nem considerado a idéia de falar com ele.
Ela entrou no banheiro e fechou a porta, me sentei no chão encostada na mesma, ouvindo-a.
— Nada, eu não falei com ele. Ele não vai saber sobre isso. Se eu realmente estiver... Er... Você sabe, a gente vai terminar de qualquer jeito então...
— Peraí, o que? Terminar? Izzie, você ficou louca? — a porta se abriu e eu caí de costas no chão. Pude ver todos os exames espalhados pela pia do banheiro e ela passou por mim, continuando a falar, como se não fosse nada de mais que o Casal 20 estivesse prestes a se separar!
— A briga de ontem foi o fim da linha, juro Allie. — ela se jogou na cama, e eu me levantei do chão, imitando-a.
— Uma briga e você decide que vocês não são perfeitos o suficiente juntos?
— Eu não disse isso. — ela retrucou e, ok, ela não havia dito mesmo.
— Então o que quis dizer? — insisti, virando meu rosto e encarando seu perfil de semblante triste.
Izzie fechou os olhos e pôs a mão sobre o ventre.
— Se isso.. Se eu... Se eu realmente estiver grávida. Você já parou para pensar? Não é como se eu fosse fazer um aborto, e Tom estaria para sempre na minha vida. Nós... Nós... — ela não terminou de falar.
— Você não quer ele pra sempre na sua vida? —pausei a fitando. Ela mordeu o lábio inferior e não respondeu, então eu continuei. — Ou você tem medo de que ele não queira você pra sempre na vida dele?
—Eu.. Acho que... Eu acho que a segunda opção. — ela confessou nervosa.
Eu sorri para ela e coloquei a minha mão sobre a sua, que ainda estava sobre o ventre. Apertei de leve, tentando lhe passar coragem, e falei.
— Viu? É apenas uma questão de conversa. É obvio que vocês estão com alguns problemas. Mas a vida não é um mar de rosas e até os casais mais perfeitos do mundo podem ter problemas.
— E se não formos perfeitos? — ela me fitou agora. — E se não é pra ser, hein? Ele é o meu primeiro namorado, o primeiro cara que eu amei. Se eu não deixar dele, eu nunca encontrarei o meu segundo, terceiro e nem quarto amor!
— Iz, deixa de ser boba. — falei rindo. — A única razão para as pessoas amarem mais de uma vez, é porque não acharam sua alma gêmea na primeira vez. E você achou, vocês só precisam conversar mais.
— E como você sabe disso? — ela questionou cética.
— Por que eu vejo o futuro! — falei com sinceridade, seria. O que era a mais pura verdade. Eu já havia tido visões com um lindo casamento e um bebê loiro como Izzie, e com os olhos de Tom. Eu sabia de tudo.
— Atá, sei. —ela começou a rir e eu a acompanhei. Ela não precisava saber das minhas visões. — Como alguém que não tem namorado pode saber de tantas cosias?
— Não sei. Acho que está na hora de por essas coisas a prova sabe? — encarei o teto branco e senti os olhos de Izzie sobre mim.
— Você..Namorado? — ela pontuou cada palavra, me fazendo rir mais ainda. Ela me acompanhou na risada e tossiu algumas vezes. Algo me indicava que não era gravidez o seu problema.
— Bem, sabe como é. O natal esta ai, eu fui uma menina boa, e pedi ao Bom Velhinho que me desse esse presente adiantado. — rimos mais uma vez, e era bom voltar a minha vida normal. Com amigos normais, rotinas normais. Tirando o fato de que eu não era normal, e nem o meu namorado vampiro.
—Você está namorando Jasper? Nossa, vamos ver a cara de Violet amanhã! — ela exclamou divertida e rimos, mais uma vez.
O timer apitou, indicando que já tínhamos o resultado dos exames. Izzie me olhou aflita e eu segurei sua mão firme mais uma vez. Sorri encorajando-a e andamos juntas até o banheiro.
Estávamos ambas aflitas, e Izzie pegou o palitinho de olhos fechados, com receio de olhar o resultado. Ela deu uma olhadela e me disse a cor.
— O que diz na caixinha? O que diz, Allie! — ela insistia nervosa.
— Calma, não trabalho bem sobre pressão, se acalme! — gritei em resposta pra ela. Eu estava quase tão histeria quanto ela. — Uhm... Qual é a cor?
—Azul.
— Negativo. — falei sorrindo e ela suspirou aliviada.
Checamos os outros exames, todos azuis. Com exceção de um que havia dado inconclusivo. Rimos e decidimos que ela não estava grávida. Um acesso de tossi me convenceu bastante disso.
Izzie disse que eu não deveria ficar exposta aquilo assim, ela não queria que eu pegasse a virose. Segundo o seu pai, iria passar em um dia. Era uma virose estomacal que estava atacando adolescentes loucos por fast food.
No caminho de casa decidi que eu deveria preparar minha comida em casa, evitando fast food e evitando ficar doente. Se é que Izzie não me passou aquilo. Antes passei pelo The Pie Hole, adorei ouvir o sininho tocar quando eu entrei no lugar.
— Alice! — a voz de Tay ecoou nos meus ouvidos e eu sorri caminhando até o balcão.
— Tay. — cumprimentei-a.
— Nossa, você está radiante. — ela sorriu. — Senti falta do pessoal de St. Candence e St. Patrick por aqui essa semana.
— É, as provas deram uma trégua. — respondi sorrindo. Em época de provas o the pie hole virava point da galera que queria estudar em grupo.
Na verdade era mais uma galera que queria ouvir musica boa, comer e conversar e a noite colocar o livro debaixo do travesseiro esperando que aprendesse a matéria por meio de osmose. Era divertido.
— Então, o que vai ser hoje? — ela perguntou sorridente, analisando minha face e sorrindo orgulhosa.
Sorri de canto e abaixei minha cabeça para o balcão, procurando a minha torta.
— Duas fatias de torta de limão para a viagem. — sorri tirando a minha franja de cima dos olhos.
— Torta de limão? Pensei que você não gostasse mais. — ela disse enquanto pegava as fatias e as preparava para a viagem.
— Como não? É a melhor de todas!
— No ultimo mês você comeu de todas as tortas, até a de banana que você tanto odiava e gritava pra quem fosse que a de limão iria azedar a vida. — ela me olhou repreensiva.
— Er. Acho que estava pensando errado?! — meio que perguntei. Ela me olhou e sorriu, dando de ombros e estendendo o embrulho.
— Não importa a razão. Importava que você tenha vida de novo.
Peguei o embrulho e entreguei o dinheiro. Até mesmo Tay percebera que eu estava tão horrível assim no ultimo mês? Pelo amor de Deus!
— Obrigada. — sorri torto saindo da torteria.
Uma rajada de vento bateu contra o meu corpo e eu continuei a andar, abraçando a mim mesma. Aquele vento era tão confortável. Estranhamente familiar. Era como se Jasper estivesse me abraçando, me envolvendo em seus braços. Era tão bom sentir aquele ar gelado que confortava e preenchia o vazio que ele deixava.
Era impossível não sorrir ao pensar nele. Continuei a caminhar pelos quarteirões em direção a River Lane. No horizonte via o sol se por acima das nuvens. Elas estavam laranjadas, e a cor se misturava no branco, fazendo um amarelo que ia clareando até desaparecer em uma nevoa branca. Fiquei tanto tempo entretida com o pôr do sol, que só percebi estar perto de casa quando os tons de laranja desapareceram do céu, dando lugar ao breu crescente.
Entrei no prédio e subi com pressa as escadas. Entrei em casa e, após deixar o embrulho sobre a mesa, liguei rapidamente o aquecedor. Voltei a cozinha e guardei a torta na geladeira, e em seguida voltei para o quarto. Liguei o radio bem alto, enquanto vestia uma calça jeans com uma blusa qualquer. Calcei minhas pantufas Hello Kitty e me joguei na cama, cantando qualquer coisa que tocava na radio.
Senti meu estômago roncar e decidi que era hora de fazer a janta. Nada muito complicado. Macarrão com queijo talvez. É, fazia tempo que eu não comia comida de adolescente preguiçoso.
Coloquei a água e o macarrão que julguei ser suficiente para mim na panela e liguei o fogo, esperando que aquecesse logo. Apoiei o cotovelo na banca e a cabeça na mão, olhando fixamente a porta da frente. A impaciente começava a tomar conta, enquanto eu tamborilava com os dedos sobre a madeira maciça a espera de Jasper.
Uhm, ele sabia que já havia escurecido?
Desisti e caminhei pela casa, notando pela primeira vez Zara sentada no sofá. Coloquei as mãos atrás do meu corpo e andei de um lado para o outro em volta dela. Zara levantou a cabeça do sofá e me olhou, entediada. Rolou os olhos e voltou a deitar a cabeça.
— Ah, qual é bebê? É pedir muito para que ele apareça logo? — perguntei me jogando ao seu lado, inclinando a cabeça para trás e fazendo cafuné na labrador ao meu lado.
Fechei os olhos e me concentrei na musica que tocava, batendo o pé no chão de tempos em tempos, tentando acompanhar a bateria agitada. Distração, distração, distração. Eu não conseguia pensar em nada que pudesse, de fato, me distrair.
— Já está distraída? — perguntei a Zara e ela meio que ronronou. Não seriam apenas gatos que deveriam ronronar?
Virou de barriga para cima esperando que eu acariciasse sua barriguinha. Ri dela e fiz o que ela pediu, no mesmo instante em que a campainha tocou.
— É ele. — mexi meus lábios para a cadela que nem se deu ao trabalho de levantar. — Folgada. — murmurei enquanto caminhava em direção a porta tentando parecer indiferente, mas não sem antes tropeçar no tapete e lhe xingar durante todo o trajeto.
— Porcaria. — resmunguei abrindo a porta encarando o tapete, e logo depois encarando Jasper parado a minha frente, com o semblante curioso.
Sorri abertamente ao vê-lo, e ele logo me abraçou. Enterrei meu rosto no peito dele, deixando que todo aquele ar gelado de seu abraço me confortasse, como o vente fizera antes.
— Seria ridículo da minha parte dizer que senti saudades? — perguntei erguendo o rosto para o encarar.
— Uhm, creio que não. A menos que seja ridículo da minha parte quase ter ido buscar você meia hora após lhe deixar.
Sorri para ele e lhe dei um selinho rápido. Eu não sou boa com namorados. Eu não sou boa com esse tipo de relacionamento. Eu nunca tive um relacionamento!
Jasper me olhou intrigado. Abriu a boca duas vezes para falar, mas só o fez na terceira.
— Tem algo... Algo queimando? — perguntou me encarando curioso.
Parei por uns segundos tentando captar o aroma, e então eu lembrei do meu macarrão.
— Droga, meu macarrão! — gritei me desprendendo dele e correndo em direção a cozinha, tropeçando nas pantufas mais uma vez e quase me matando.
Ouvi a porta da frente ser fechada e os passos de Jasper atrás de mim.
— Você deveria tomar mais cuidado. Essas coisinhas podem matar. — ele apontou pro meu pé.
Destapei a panela do macarrão, constatando que o que havia queimado era a água e não o macarrão em si, e me virei para encará-lo.
— É, talvez. Mas assim eu vou ter alguma emoção antes da morte. — falei fungando, indiferente.
Jasper rolou os olhos e se sentou em uma das cadeiras do outro lado da bancada. O analisei por alguns segundos, sem realmente saber o que dizer, até decidir preparar o meu jantar. Talvez de barriga cheia as idéias se encaixassem melhor e eu parasse de pensar em como o meu corpo cabia perfeitamente encaixado no dele. Maldição! Tenho que me lembrar de não pensar sobre isso perto do Edward, e de me controlar. Quer dizer, nada de ficar "feliz de mais" perto de Jasper, Alice! Imagina a minha cara. Argh.
Desliguei o macarrão e escorri a água, joguei queijo dentro da panela e esperei derreter um pouco por cima do macarrão. Não estava com uma cara muito boa. Na verdade, parecia alguma obra da Cynthia, e ela deveria ter tacado aquilo na parede antes de servir. Mas eu estava com fome.
Me sentei de frente para Jasper e ele permaneceu me encarando parecia pensativo de mais. Analisei sua expressão enquanto mastigava, e quando engoli decidi perguntar.
— Tem algo lhe perturbando?
— Não, não. — ele desviou o olhar por meio segundo e, vampiro ou não, homem é homem. E eu sabia que ele estava mentindo. Enviei mais uma garfada de macarrão goela abaixo. — Então, como foi com a sua amiga?
— Uhm... Interessante. — pronunciei olhando-o, esperando que ele demonstrasse o que realmente queria saber. — Acho que deveria fazer psicologia. Talvez eu devesse ser terapeuta de casais. Afinal, ela não estava grávida. Ela e Tom só precisam conversar e... — ele parecia pouco interessado na vida da minha amiga. Então eu parei, e voltei a comer.
— Porque parou? — ele perguntou confuso.
Terminei de mastigar e engoli novamente.
— Você esta me encarando... De uma maneira estranha. — confessei o encarando também. — O que aconteceu?
— Nada, não aconteceu nado. Eu já disse. — ele falou rispidamente, ainda com o olhar longe.
Emburrei e comecei a brincar com a comida no meu prato. Havia perdido completamente o meu apetite.
— Você não deveria brincar com a comida. — ele alertou, com a voz mais calma.
Fiz bico e dei de ombros, empurrando o prato para o lado.
— Perdi a fome. — conclui ainda emburrada.
— Não fique brava.
— Não estou brava. Mas me frustra você não me contar o que o perturba. Sabe que pode confiar em mim. — falei magoada. Ele já havia me contato o seu segredo maior — ou pelo menos eu esperava que fosse — e não queria me contar o que o aborrecia? — Você prometeu sem segredos.
— Eu sei. Mas é algo bobo e que não merece devida atenção. — ele sorriu, estendendo a mão para alcançar a minha.
Sentir o seu toque gelado fez um arrepio subir a minha coluna. Era uma sensação maravilhosa. Tornei a fazer um biquinho, curvando os labios, e o encarando.
— Você é perversa. — ele riu tímido. — Toda essa historia me deu o que pensar.
— Que historia? — perguntei confusa.
— Seus amigos humanos e os relacionamentos humanos deles. Me fez lembrar que você é humana.
Ri sonoramente.
— Oh, então você achava que eu era vampira até a pouco tempo? — perguntei sarcástica, rindo em seguida. Jasper pareceu não achar graça e rolou os olhos.
— Não foi isso que quis dizer. Eu quis dizer que, eu lembrei que você também teve sua vida antes de mim. Com humanos normais...
— Jasper, você vai me dar dor de cabeça, por favor! — insisti fingindo tontura e colocando a mão na cabeça. — O que quer dizer com isso?
Ele me encarou com vergonha e eu rolei os olhos. Me levantei levanto o prato até a pia, quando ele soltou a explicação.
— Pensar em você com outra... Pessoa. Não me fez bem. Imaginar que você não seria só minha.
O prato escapou da minha mão e caiu direto dentro da pia, por sorte não quebrou. Senti meu rosto queimar com o que ele havia dito.
— Que eu não seria só sua? — perguntei em um fio de voz.
— Só de imaginá-la com outro homem tenho vontade de matá-lo. Mas eu deveria saber disso, você tinha toda uma vida antes de mim e..
— Jasper, por favor, pare. — pedi me virando para ele.
Olhei em seus olhos, mas logo tive que desviar. Me senti tonta de tanto embaraço. Ele realmente queria dizer o que eu achava que queria dizer?
— Não... Não se preocupe em matar... Em matar ninguém. — falei aos poucos, respirando fundo tentando fazer o sangue descer do meu rosto. — Acredite, o departamento romântico nunca foi o meu forte. — sorri fraco e ele me olhou curioso.
Caminhei até ele, colocando meu corpo bem a frente do seu, e as mãos em seu ombro. Sorri envergonhada, sabendo que meu rosto estava mais vermelho que o normal. Jasper passou uma das mãos pela minha cintura, me puxando para mais perto ainda do seu corpo. Como se fosse fisicamente possível dois corpos ocuparem o mesmo espaço ao mesmo tempo. Ele encostou a ponta do nariz no meu braço e fechou os olhos, aspirando meu aroma. Sua respiração fazia cócegas na minha pele. Era uma sensação agradável.
— Eu serei só sua. — ri quando ele abriu os olhoa e me encarou. — Se você quiser, de corpo e alma.
Jasper sorriu e me puxou para um beijo. Um beijo diferente de todos que eu já dei. Ok, não foram muitos, mas mesmo assim tinha um gosto de conformidade. O beijo merecia o nome de Alice&Jasper. Calmo e ao mesmo tempo selvagem, forte e delicado. Eram os nossos contrastes ali, e eu não me importava de passar o resto da minha vida beijando ele. Sentindo seus lábios gelados e duros moverem-se contra os meus, sua língua cortante explorando a minha boca e vice-versa.
Eu poderia morrer feliz.
Fui obrigada a separar o beijo quando comecei a me sentir tonta. Droga, acho que eu não deveria prender a respiração. Ou eu teria esquecido de respirar?
—Tudo bem? — ele perguntou assustado, e eu apoiei minha cabeça em seu peito, de olhos fechados.
— Só fiquei um pouco tonta. — ri.
— Você deveria respirar com mais freqüência. — ele falou divertido, afagando meus cabelos.
— A gente deveria se beijar com mais freqüência. — falei timidamente, me apertando contra o seu corpo.
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N/A: Ah gente, desculpa a demora, mas a minha vida virou de pernas pro ar! Eu sei que eu deveria ter postado antes mas, dude, eu nunca consigo cumprir prazos. Sou como a Allie, não trabalho bem seobre pressão u.ú
AOSKAOSKAOSKAOSKASOAOKAOSK
E, gente, valeu por todos os comentários. Quando eu comecei a postar essa fic, eu nunca achei que eu teria mais comentários que uma fic beward tem. Eu nunca pensei que essa poderia ser a Alisper com mais comentários, ahhh eu amo tanto isso. E devo tudo isso vocês, que não me mandam tomar naquele lugar e que lêem as porcarias que eu escrevo, e que não me abandonam mesmo com meus contratempos para postar. :~
Anyway, vamos as reviews. *-*
Bellah, eu to pensando em um jantar bem hilário, mas comedia não é a minha área, vou ter que me esforçar muito :D então, obrigada pela review shubs *-*
Maria Carolina, é, mesmo não curtindo muito a Avril eu conheço essa musica. É realmente linda e, nunca tinha parado para pensar nela dessa maneira *-* obrigada por deixar a sua opinião e uma review *-*
Jully, não me processe, minha vdia era tão calma que eu não estou acostumada ainda com a correria. Eu sou muito pamonha u;u OASOAKSOAKSOAKSAOSOAKS. Cara, eu nunca li Os Sete, mas dizem ser muito bom mesmo, e eu to atrás de um lugar mais baratinho pra comprar. O saco é que tem continuação, o que significa que provavelmente eu vou viciar G_G OAKSOAKSOASKAOKASK. Ah, eu sei de True Bloond, mas eu não sei pq eu não assisto. Não sei se é por passar no mesmo horário que alguma outra serie que eu ame, ou se é pq eu não tenho o canal aqui emc asa. Eu não lembro. Passo no AXN? Meu pc não baixa series, cara u.u Um filho da Allie e do Jazz? Não sei, eu tenho tantas idéias pra essa fic que eu tenho que postar com cuidado, pra não decidir algo agora e mudar lá no final G_G Nunca ouvi essa musica, mas eu vou procurar ouvir cara *-* obrigada por deixar a sua opinião e a sua review. Você sabe que eu amo elas *-*
mmmbenavides, hei, também senti a sua falta por aqui moça. Espero que não nos abandone.
Bia cullen, ahhh obrigada *-* pois é, quem não quer um Jasper? O Edward que se dane, eu quero é o meu jasper Whitlock :~
Becca Donelly, acalme-se, acalme-se. Ta ai um post bem idiotinha, mas ainda sim um. Espero que goste! :D
Então, uma nota final, eu queria dedicar esse capitulo a Stephanie (não a Stephanie Meyer) aka Daddy's little cannibal (Pra quem não sabe, ela faleceu em um acidente de transito no dia 8 de maio). As fics dela foram as que me inspiraram a não abandonar as Fanfictions, e ela era e sempre será, uma das melhores autoras que eu já vi na vida. Ela tinha a capacidade de te prender em uma fic com apenas algumas frases, e eu simplesmente amava tudo que ela escrevia. O mundo perdeu alguém muito jovem e com muito potencial, e mesmo que a minha relação com ela seja meramente de uma autora para com a sua leitora, isso ainda me abalou. A morte não está longe de ninguém.
Sei que ela vai deixar muitas saudades.
xo . xo
Bih.
