N/A: leiam ouvindo Everything – Alanis Morissette (.com/watch?v=tMGX7AtLllE). Mesmo esqueminha de sempre, digita w w w . y o u t u b e . (cole o link acima) e emocione-se *-*

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VINTE VEGETARIANO

A noite, mais uma vez, Jasper insistiu em ficar na poltrona. Estava muito frio para que ele se deitasse na cama. Pelo menos foi o que ele disse quando eu fiz bico e insisti.

— Você é tão chato. — resmunguei pela qüinquagésima vez, enrolada no meu edredom, evitando olhar Jasper.

— E você parece mais velha do que eu, resmungando assim. — ele riu divertido.

Me apoiei nos cotovelos e o encarei com um olhar mortífero. Ele estava lindamente sentado na minha poltrona, com o meu DVD de Cidade dos Anjos nas mãos.

— Você realmente deveria dormir. Já passam das duas da manhã. — ele alertou, deixando o riso morrer restando apenas resquícios de um sorriso divertido em seus lábios.

Me joguei na cama e fechei os olhos.

— É, é. Eu sei disso. Mas estou sem sono.

— Fica quietinha que o sono já vem. — ele prometeu.

— Seria melhor se você estivesse aqui. — murmurei.

—Em uma outra ocasião, talvez. — ele disse e eu senti uma pontada de vergonha na sua voz. — Talvez eu devesse ir caçar amanhã antes de vir para cá.

— Se isso vai lhe deixar melhor. — murmurei entre um bocejo.

— Isso. Agora durma. Sonhe comigo. — ele pediu em um fio de voz que soou como musica pra mim.

— Eu sempre sonho. — falei, apagando alguns minutos depois.

E eu sonhei com Jasper, como sempre. Mas esse foi um sonho diferente. Mais um que eu tinha certeza de que era uma visão.

Eu corria sentindo o vento bater contra o meu rosto pelo píer, até avistar o parque de diversões logo a frente. Virava de costas para o parque e o via, lindo como sempre, caminhando na minha direção com um sorriso doce nos lábios. Nós conversávamos e ele me abraçava e me girava no ar, então corríamos até o parque. Lá dentro, antes de escolhermos qualquer brinquedo, ele me encarava, com aqueles olhos topázio, e eu podia ver o reflexo de meus olhos nos dele. Não mais verdes, mas topázio também. E ai a visão parava. Acho eu que era porque não havíamos decidido em que brinquedos iríamos.

Acordei com pequenos fios de sol sobre a minha pele. Me enrolei mais avidamente no meu edredom, resmungando qualquer coisa que realmente não faz sentindo. O despertador começou a grita e eu o joguei no chão. Eu não estava com vontade de acordar. Me sentei na cama, esfregando os olhos, ainda sentindo o sol em mim, quando eu percebi. Sol? Oh, não. Sol! Não, não.

Sai da cama em um pulo, correndo até a poltrona onde Jasper deveria estar. Tudo que havia lá era um bilhete dele.

"Desculpe pequena, quando vi o sol tive de sair. Queria poder ficar mais com você, mas o sol realmente atrapalha. Nos veremos a noite. Carinho, Jasper."

Li e reli o bilhete umas cinco vezes. Me sentei na poltrona e aspirei o cheiro adocicado e maravilhoso da pele de Jasper que havia se impregnado ali.

O sol esquentava a minha pele, contra a minha vontade. Tudo que eu queria era continuar fria, gelada. Como se a pele dele ainda estivesse em contato com a minha, que queimava. Que ficava mais vermelha que o normal com o contato. Tudo que eu queria seriam minutos eternos com ele.

Me levantei, derrotada por não conseguir fazê-lo se materializar na minha frente através do meu desejo, e me arrastei até o banheiro. Lavei o rosto e arrumei os cabelos, me maquiando rapidamente. Coloquei meu uniforme e puxei minhas coisas até a cozinha. A luz vermelha da secretaria eletrônica, a que avisa que possuímos recados piscava e, o numero 1 aparecia em vermelho logo no visor ao seu lado. Apertei o botão e me encaminhei para a cozinha, preparando meu prato de cereal matinal.

"Hey little sis, eu esqueci de avisar ontem. nossa, minha cabeça está a mil com esse jantar. Deixei a lista do mercado na primeira gaveta da bancada, será que você poderia comprar essas coisinhas que faltam para mim? Valeuuuu" — ela prolongou o "u" como gostava de fazer e eu ri daquilo. Ela era só uma grande menina. — "Ah, se precisar falar comigo me ligue depois das nove da manhã, vou assistir o Dr. Cullen, seu sogrinho..." — e aquele riso abafado que me fez fazer uma cara de indignação, mesmo que ninguém estivesse ali para ver. — "é uma cirurgia cardíaca, não adianta dizer o nome, só que demora. Entoa, me ligue depois da nove. Beijos."

Andei até a bancada e peguei a lista, coloquei dentro do meu fichário e vesti minha parca, embora o dia lá fora tivesse um pleno sol (que impedia meu namorado de sair de casa), estava frio. Peguei minhas coisas e sai de casa, emburrada. O dia não seria tão bom. Jasper só apareceria de noite, e como havia sol, Edward e Bella não estariam no colégio.

Caminhei sem humor pela rua até a escola, quando estava atravessando o portão, ouvi gritarem o meu nome, e vi Sarabeth acenar e mandar que eu esperasse.

— O que aconteceu? — perguntou mal respirando, parando ao meu lado.

O sino bateu, e começamos a nos dirigir para a sala de matemática, nossa primeira aula.

— Quando?

— Izzie. Recebi uma mensagem muito estranha dela ontem. Parece que o casal 20 brigou, e que ela não conseguia parar de pensar em nomes de cachorros, quando ela deveria estar pensando em nome de gente... E ela tava desesperada. Quando liguei pro celular dela ninguém atendeu, e já estava muito tarde pra ir até lá. Você sabe o que aconteceu?

Entramos na sala e nos sentamos lado a lado. A professora passava um exercício ao qual não prestávamos atenção. Expliquei tudo para Sara, não sem ela fazer suas caretas e soltar seus palavrões de surpresa. As outras quatro aulas passaram normais. Nenhuma delas eu tinha com Izzie ou Sara. No almoço, Izzie e Tom sentaram-se em uma mesa debaixo do carvalho, e eu e Sarabeth ficamos mais ao sol, aproveitando aquele raro momento do outono/inverno londrino.

Na mesa sob o carvalho, as expressões eram de uma discussão a toa. Até que eles ficaram em silencio, com um olhar vazio, direcionado para lugar nenhum. Izzie balançou a cabeça negativamente e passou a mão pelo rosto. Estaria chorando? Ela se levantou e saiu da mesa.

— Será? — Sara perguntou aflita, e eu me perguntei se eu não seria a única a achar que os dois eram exemplo.

Tom foi logo atrás de Izzie, tranqüilizando a nós duas. Segurou-a pelo pulso e a abraçou, e por aquele abraço pudemos notar que tudo havia dado certo. Graças a Deus.

— Você acha que está tudo bem? — Sara me perguntou, encarando meu perfil.

— Acho que sim. Eles não são o tipo de casal que se abalam por qualquer coisa. — sorri encorajando-a.

Sempre me senti muito superprotetora em se tratando de Sarabeth e Izzie. Elas parecem sempre tão frágeis, necessitando de uma injeção de encorajamento. E eu cuidava delas, sempre.

Depois do almoço segui para as minhas aulas tendo de aturar duas delas com Violet. Ela me lançava sorrisinho cínicos e idiotas, e até chegou a murmurar algo com uma outra garota dali. Me encarou por muito tempo, e quando ela viu que fui embora sozinha, sorriu de orelha a orelha. Wow, aquela lambisgóia ainda vai me pagar, e caro. Desci a rua em direção a pequena mercearia junto de Sarabeth, ali ela desviou para sua casa e eu entrei. Puxei a lista do meu fichário e comecei a procurar pelos temperos e frutas exóticas que minha irmã tinha posto ali. O que ela planejava fazer com figos, laranjas, tâmaras e damasco? Deus que me perdoe, mas graças que Jasper é vampiro, pois eu pressinto que eu e Richard vamos sofrer muito com esse jantar.

Comprei o necessário e voltei para casa, a passos lentos, aproveitando a brisa leve e tentando passar o tempo. Eram cinco horas da tarde, e Jasper só estaria ali as sete e meia. Tive um pouco de trabalho para abrir a porta do prédio, devido as sacolas de papel pardo que carregava, mas tive ajuda do senhor Hebert, um senhor de meia idade, gorducho e careca, que morava no primeiro andar do prédio. Subi as escadas, e já no corredor do nosso andar, pude ouvir barulho de panelas e resmungos ali.

Novamente encontrei dificuldade para abrir a porta, mas dessa vez não foi culpa das sacolas, e sim de Zara, que estava deitada atrás da porta e não queria sair dali.

— Sis, o que você fez com o meu bebê? — perguntei alarmada, olhando a cara pidona do animal. Zara era, na maior parte do tempo, dócil e brincalhona.

— Não fiz nada. — ela respondeu da cozinha, com voz meio culpada.

— Cynthia Olive Brandon! O que você fez com Zara??? — perguntei novamente, dessa vez largando as compras sobre a bancada e a encarando, com uma das mãos na cintura e cara de mãe pra cima dela.

Ela me olhou como uma criança que fez arte e deu de ombros. Sua bochecha esquerda estava suja de massa, e ela havia acabado de se levantar da frente do forno.

— Juro que não fiz nada de mais. Acho que encostei a forma quente nela... — quando ela viu minha cara de indignada se apressou em dizer — Foi de leve, bem de leve, e sem querer, foi um acidente, você sabe que eu sou um desastre na cozinha, e.. e.. — ela ia começar a chorar e eu ri, a abraçando.

— Desastrada, eu sei. Não quis ser chata, mas tome cuidado, você pode realmente machucar alguém.

— Eu sei, eu sei.. — ela falou como se estivesse cansada daquela historia, e se soltou do abraço. — Comprou o que pedi? — perguntou secando os olhos me olhando.

— Sim sim. Eu só me pergunto o que você ira fazer com isso. — falei como se tivesse medo daquilo, mas ela ignorou, e seus olhos brilharam quando viu as sacolas de papel.

— Uhm, vi um acompanhamento de frutas para o pernil que parece ser muito bom. — ela começou falando entusiasmada e eu não tive coragem de desestimulá-la. — Por que você não arruma a mesa e depois se arruma? Já são quase seis horas, e eu só preciso fazer isso pra depois ir me arrumar.

— É, eu faço isso. — falei tentando manter o máximo de entusiasmo possível na voz, imaginando o que eu e Richard enfrentaríamos pela noite.

Arrumei a mesa três vezes, e em nenhuma das vezes parecia que ela estava perfeita o suficiente. Tive de desistir, pois quando olhei no relógio, já eram quase sete horas. Chamei Zara, para afastá-la do perigo na cozinha que Cynthia representava.

— Então bebê, qual das duas? — perguntei puxando duas calças, uma escura e a outra clara. Ela latiu para a escura skiny, e eu optei por ela. — E agora? — prossegui, desfilando com a calça e um sapato diferente em cada pé. Um lilás com debru em preto, e outro marrom. Zara latiu pelo lilás, e eu também optei por ele.

Terminei de me vestir e passei uma maquiagem leve no rosto. Olhei o relógio. Sete e meia. Quando sai do meu quarto ouvi a campainha tocar.

— Allie, atende! Estou terminando de me arrumar. — Cynthia gritou do quarto e eu corri até a porta para abri-la.

— Boa noite. — saldou Richard, sorridente e com o seu sotaque britânico estridente. — Trouxe vinho. — ele elevou a garrafa e eu ri.

— Ainda bem, acho que o nosso jantar não será dos melhores. — continuei em voz baixa, dando espaço para ele entrar.

— Pediram comida em um restaurante ruim? — ele perguntou casualmente, entrando no apartamento e sentindo aquele cheiro de laranjas cítricas no ar da casa. Me olhou preocupado.

— Pior; Cynthia cozinhou. — murmurei em confidencia, fechando a porta e virando de costas para ela, ainda segurando a maçaneta.

— Não! Droga, acho que vou precisar inventar uma cirurgia. — ele comentou soltando a garrafa sobre a bancada da cozinha e eu ri.

— Nem pense nisso, eu preparei esse jantar com muito amor e carinho! — minha irmã interveio, aparecendo na sala vestindo uma linda saia de algodão branca com um casaquinho rosa antigo combinando e fazendo contraste com seu cabelo loiro.

Ela o abraçou, enlaçando seu pescoço e os dois se beijaram. Baixei os olhos, encarando meus sapatos. Uma garota não deveria precisar ver isso. Para a minha sorte a campainha tocou, e eu sabia quem era. Abri a porta com rapidez, e ao invés de deixá-lo entrar, eu sai.

— Hey pequena, tudo bem? — Jasper perguntou assustado quando eu irrompi para o lado de fora.

— Sim. Mas a coisa está.. Uhm.. Nojenta lá dentro. — falei fazendo careta, e parando encostada na porta da mesma maneira que havia feito do lado de dentro. — Você está lindo.

Observei suas calças jeans escuras, as botas que os garotos texanos tanto gostavam, e o casaco da Ralph Lauren que eu jurava que Zara havia estragado, daquela segunda vez que nós vimos.

— Obrigada, mas duvido que possa competir com você. — sorri de canto e foquei seus olhos.

E parecia que eu não o via há séculos. Era duro ficar longe dele, nem que fosse por algumas horas.

— Você me deixou esperando por muito tempo. — falei fazendo bico, e ele riu.

Jasper se aproximou de mim e pegou minha mão. Seu rosto se aproximou do meu, e eu perdi o fôlego. Ele ergueu a minha mão e beijou suas costas, sem desviar os olhos dos meus.

— Sinto muito, senhorita. — fechei os olhos e respirei fundo, podia sentir meus pulmões arderem.

— Você não deveria fazer isso. — senti seus lábios gélidos contra os meus, e quando se afastaram, abri os olhos e fiz um biquinho em protesto.

— Acho que deveríamos entrar.

— É, talvez... — murmurei e o olhei novamente. Sorri e abri a porta para que pudéssemos entrar.

Graças a Deus, minha irmã e meu, uhm, seria cunhado?, Já haviam se separado.

— Jasper! — Cynthia exclamou sorrindo e se aproximando de nós dois.

— Senhorita Brandon. Se me permite dizer, está linda. — ele sorriu prontamente.

— Oh, o que é isso. Não sou muito mais velha que você. Me chame de Cynthia. — ela falou sorridente, o abraçando.

Estremeci. O que ela acharia daquele abraço gelado? Do corpo duro? Jasper enrijeceu pelo contato tão intimo e repentino de minha irmã, mas logo retribuiu.

— Oh, vou aumentar o aquecedor, você deve estar com frio. — ela se afastou do abraço ainda sorrindo, e Jasper forçava um sorriso amarelo. — Este é.. Uhm.. Meu noivo, Richard. — ela apresentou o noivo com um sorriso enorme estampado no rosto.

Espera. Noivo? O que? Como? Perdi algum capitulo? Oi!

— Prazer, Jasper Cullen. — meu vampiro se apresentou, estendendo a mão para o Dr.

— Muito prazer Jasper.

Eles apertaram as mãos e eu balancei a cabeça de leve para reorganizar os meus pensamentos.

— Noivo? — foi tudo que eu botei pra fora.

— É, pretendíamos contar para você quando Anna chegasse, mas... — ela olhou tão apaixonada para Richard que eu não pensei n obvio.

Eu não pensei no fato de que eles se conheciam a, no máximo, seis meses. Que não namoravam a mais de quatro meses. Eu não pensei e muito menos falei. Sorri abertamente e abracei minha irmã.

— Você está feliz? — sussurrei em seu ouvido.

— Inimaginável o que eu sinto. — e foi o suficiente.

Todos vamos morrer um dia. Quer dizer, a menos que você seja um vampiro, o que não é o caso de minha irmã. Então, o que importa, de verdade, é a felicidade, certo? É o que você vive. O resto é o resto. Você não leva nada que não sejam experiências e lembranças para o tumulo. O que importa é a felicidade.

— Acho melhor nos separarmos ou eu começo a chorar. — Cynthia falou rindo, e eu ri junto, nos separando. —Então Jasper, Alice me contou que você está cursando psicologia em Cambridge. — ela continuou enquanto andava até a cozinha.

Richard e Jasper a seguiram, e eu estanquei alguns segundos, até que os dedos frios de Jasper tocaram os meus, me fazendo acordar. Era, no mínimo, estranho ver minha irmã assim, noiva. Ela sempre foi mais uma imagem infantil pra mim, do que adulta. Era eu que cuidava de tudo na casa, ela era tão espaventada. Ela sempre precisara de mim, e agora ela simplesmente não precisava mais. Agora não éramos mais as garotas Brandon. Em breve somente eu e Anna seriamos Brandon, pois tenho certeza de que Cynthia adorará o sobrenome Connor.

Jasper puxou levemente minha mão, e eu o acompanhei, levemente consciente de que havia uma conversa sendo estabelecida ali. Apenas sorri, me aproximando dele na bancada.

Cynthia não precisava mais de mim, agora ela tinha Richard. O que seria de mim quando eu completasse dezoito anos? O que aconteceria?

— Espero que estejam com fome... — minha irmã puxou uma travessa grande com um pernil ali, e um cheiro de laranjas maravilhoso.

Jasper ficou quieto, provavelmente pensando em uma desculpa para dar a minha irmã; minha cabeça nunca funcionou tão rápido como nessa hora. Olhei de Jasper para minha irmã e dei um sorriso fraco, como quem pedia desculpas.

— Oh, sis, esqueci de avisar. Jasper é vegetariano. — sorri amarelo.

— Oh não. Mesmo? — ela olhou meu vampiro triste, e ele acentiu.

— Vegetarianos desde que nascemos. — ele sorriu.

Não era uma mentira total. Para a "dieta vampirica", Jasper e sua família eram vegetarianos. Graças a deus.

— Ainda bem que eu fiz uma salada deliciosa! — Cynthia sorriu, e meu sorriso morreu aos poucos, mas não completamente. Quer dizer, pelo menos ele não teria que engolir um pedaço de carne. Alias, o que aconteceria com ele se ele precisasse comer?

A conversa sobre o suposto vegetarianismo de meu namorado e as razoes que os levam a tal coisa se estendeu por mais meia hora, até que Cynthia sugeriu que todos deveriam estar com fome.

— Allie, pode levar isso para a mesa? — ela indicou uma vasilha com algumas verduras e frutas dentro.

— Isso seria a sua salada deliciosa? — murmurei para ela, e ela sorriu abertamente.

Em algum canto da casa, o telefone tocou.

— Richard, pode, por favor, atender ao telefone? — e meu cunhado correu em busca do aparelho.

Terminamos de por a mesa, e Richard apareceu com um sorriso triste no rosto, e um casaco para minha irmã na mão.

— O que aconteceu? — ela perguntou assustada.

— Sinto muito estragar o jantar, mas aconteceu um engavetamento enorme na 15th avenue e estão precisando de toda a equipe medica lá, e você foi a única pediatra que encontraram, havia crianças.

— Meu Deus, ah que droga. — Cynthia soltou as coisas sobre a mesa e correu para o namorado. — Ah crianças, vocês entendem certo? Podemos fazer isso outro dia.. — os dois corriam para a porta. — Me avisem como ficou a comida! — ela gritou já do outro lado da porta.

Eu e Jasper nos olhamos por algum tempo, e então caímos na gargalhada. Não que o engavetamento na 15th avenue fosse engraçado, longe de mim.

— Salvo pelo gongo! — ele exclamou.

— Pois é. — concordou, o olhando. Sentei sobre a bancada e o analisei, refletindo. — Posso fazer uma pergunta?

— Quantas quiser. — ele respondeu caminhando na minha direção, ficando de frente para mim, e colocando uma mão de cada lado do meu corpo. Eu estava da sua altura.

— O que acontece se você tiver que comer. Tipo, você morre?

Jasper riu e eu me senti uma idiota por ter feito aquela pergunta.

— Eu estou morto. Não acontece nada comigo. Só vou ter problemas quando tiver que colocá-lo para fora. É como se você comesse terra. Não lhe faria mal, mas também não lhe faria bem.

— Uhm... Nem se fosse alho? — oi? Vampiros não gostam de alho, certo?

Ele riu mais uma vez. Idiota.

— Mito.

— Quer dizer que vocês podem chegar perto de alho? E água benta? Cruz?

— Mito, mito. — ele ainda sorria para a minha cara de espanto.

— E dormir? Vocês dormem em caixões ou em freezers?

— Freezer? — ele perguntou estranhando.

— É, o vampiro de Moonlight dorme em um freezer. E quanto a estacas? Elas matam vocês ou só paralisam, como em Moonlight?

Ele continuou a rir.

— Não dormimos nem em caixões nem em freezers. Nós simplesmente não dormimos. E estacas não nos matam. Nem paralisam.

— Vocês não dormem? — perguntei incrédula. — E.. E.. Estacas não matam? E como eu faço para matar um vampiro? — ele me olhou interrogativo. — Você sabe, para caso apareça um vampiro malvadão. — informei.

— Para matar um vampiro você precisa desmembrá-lo e atear fogo nele. — ele respondeu prontamente, e acrescentou. — Mas não se preocupe. Nenhum "vampiro malvadão" vai chegar perto de você. Eu não pretendo ir a lugar algum.

Sorri para aquelas palavras. Passei meus braços pelo seu pescoço. Nossos rostos estavam próximos, e eu podia sentir sua respiração no meu rosto. Fechei os olhos em reflexo.

— Você promete? — perguntei em um fio de voz.

— Prometo. Quero estar com você pra sempre... — e ele me beijou. Ternamente, com delicadeza. Um beijo que merecia levar o nosso nome.

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N/A: wow, vida de pernas pro ar é pouco. Pensei que ia perder a minha avó nessa ultima semana. Ainda bem que já esta tudo bem *-* Ah, eu sei que eu demorei uma puta eternidade pra postar isso, e que vocês devem estar querendo me matar, e eu não vou falar que eu tava TTALMENTE sem tempo, apesar de eu ter um tempo limitado. Não vou dar desculpas, vou falar a verdde mesmo: durante a semana meu tempo é limitado, e a fic que tava saindo não tava boa, então eu deletei o capitulo 20 umas quatro vezes u.u e no final de semana, que eu tinha tempo e iria me obrigar a escrever algo que prestasse, eu saia com os meus amigos :D

Anyway, eu só quero falar mesmo que, quando eu to me sentindo uma merda, meus capitulos sempre parecem estar horriveis, por isso eu só escrevo quanto eu to bem. '-'

Alguém me mata e me faz parar de ter ideias para novas fics? por favor? Ah, meu perfil ta atualizado, quem quiser saber como eu imagino a Izzie, o Tom, a Sarabeth, o dr. Richard, a Anna, a Cynthia, a Zara, o Michael, a Maria e o mais, visite meu perfil e de uma olhadinha na area de Muro das Maravilhas.

Então, eu queria agradecer a TODAS as reviews que vocês deixaram para mim. Tipo, gente, é lindo saber que a minha fic, aquela que eu pensei que não teria mais de 5 reviews, tenha tanta review quanto uma fic maravilhosa Beward *-* Valeu mesmo.

Já disse que vocês alegram meus dias? *-* Valeu por todas as reviews. de verdade *-*

Já to correndo para escrever mais um pouco de muro das maravilhas, e ver se eu escrevo mais alguma coisa em uma emmelie nova que eu comecei hoje *-*

xo . xo

Bea.