N/A: leiam ouvindo Everything – Alanis Morissette (.com/watch?v=tMGX7AtLllE). Mesmo esqueminha de sempre, digita w w w . y o u t u b e . (cole o link acima) e emocione-se *-*
OBS: Alanis dose dupla! Amo! Aliás, fotos do local pra onde eles vão no meu perfil. :*
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VINTE E UM — RODA-GIGANTE
Minha boca se moldava com perfeição sobre seus lábios de mármore. Gelados e tão convidativos. Minhas mãos envolviam seu pescoço com voracidade, enquanto suas mãos apertavam minha cintura, com certo receio, contra seu corpo. De repente minha cama pareceu pequena demais para nós dois. Para a nossa intensidade.
Estávamos deitados na cama, a televisão estava ligada e mostrava algum videoclipe com uma musica sensual. Zara estava escondida no banheiro. Embaraçada pelo que acontecia aqui. Admito que até mesmo eu estava. Então ouvimos um barulho na fechadura. Paramos o beijo, os amassos. Ficamos em silencio.
— Sua irmã e o noivo dela. — Jasper murmurou em meu ouvido.
Ouvi alguns cochichos. Algo como "Foi tão horrível..." e depois ouvi uma porta bater — provavelmente a do quarto de Cynthia.
Zara ganiu escondida no banheiro.
— Seu monstrinho deve estar com fome... — Jasper comentou casualmente, deitando-se ao meu lado.
Sentei-me sobre a cama e bati em seu peito. Só para constar, doeu mais em mim do que nele, literalmente.
— Ela não é nenhum monstrinho. — me levantei da cama e dei língua pra ele, o que o fez rir. — Zara, bebê? Vamos comer menina! — Zara abanou o rabinho para mim e veio atrás de mim.
Passei pelo corredor e pude ouvir o leve ronco de Cynthia. Passei pela cozinha até a área de serviço e abri o armário. Tirei de lá a ração de Zara e enchi o seu prato. Ela avançou sobre ele com voracidade.
Voltei até a cozinha e mexi no prato de macarronada. Eu estava com fome novamente. Coloquei no microondas e apertei o botão ligar, esperando pelo minuto passar. Olhei no relógio que denunciava as horas em verde florescente. Três e quinze da manhã. Quem sabe fosse hora de ir dormir. Bocejei com a idéia e o microondas apitou. Coloquei a macarronada dentro da caixinha que havia vindo, e peguei talheres, me dirigindo ao meu quarto.
Minha pantufa fazia um barulhinho engraçado quando a flanela da minha calça entrava debaixo dela e ficava em contato com o piso. Entrei no quarto rindo disso.
Meti a primeira colherada de macarronada na boca e fiquei parada no batente da porta. Jasper olhava a televisão com a testa enrugada. Uma careta adorável. O clipe da vez era um especial ao vivo da Alanis Morissette. Eu a adorava.
— I can be the moddiest baby... — cantarolei entrando no quarto e ele me olhou. Como se não soubesse que eu já estava ali.
— Você gosta?
— Uma das minhas preferidas. — falei com a mão em frente a boca, pois ainda não havia engolido tudo.
— Não entendo como pode caber tanta comida em uma pessoa tão pequena. — ele riu apontando pra mim e eu mostrei a língua pra ele, mais uma vez.
— Se você morasse com a minha irmã você entenderia. — falei terminando de comer. — E, bem... Você teria que ser humano e necessitar de comida para isso também.
Dei de ombros e pulei na cama, me aninhando ao seu lado. Jasper se mexeu desconfortável.
— Acho que seria melhor eu sair...
— Nem pense nisso. Dessa vez eu liguei o aquecedor especialmente para você dormir comigo.
Jasper me olhou. Novamente aquele olhar de dor. Me agarrei com mais força ao seu corpo, mesmo eu sabendo que minha força era inútil contra a dele.
— Allie...
— Jasper, dorme comigo? — pedi o olhando fundo nos olhos, e projetando meus lábios em um biquinho irresistível.
Jasper rolou os olhos e beijou a minha testa.
—Se você começar a tremer eu saiu daqui. Agora durma! — ele ordenou, e eu obedeci sorridente.
Ele continuou a acariciar meus cabelos, sussurrando em meu ouvido um durma bem, pois no dia seguinte ele teria uma surpresa para mim. Resmunguei de volta para ele, mas nada inteligível. O sono me pegava quando ele ficava fazendo cafuné em mim, e quando o seu cheiro parecia morfina para os meus sentidos.
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— Dormir tanto assim não deve fazer bem. — a voz musical tocou meus ouvidos, me despertando de loucos sonhos.
— Mas provavelmente não mata. — murmurei, aconchegando-me melhor.
— Vamos, acorde Allie. — ele beijou meu maxilar.
— O que deu em você para me acordar de madrugada? — perguntei ainda sonolenta e meio irritada.
— Não é madrugada, são oito e vinte da manhã. Vamos, quero levá-la a um lugar.
— Não pode ser mais tarde? — pedi com voz manhosa.
— Anda logo, manhosa. Eu sei que você vai gostar. — ele sentou na cama e me puxou pelos braços, fazendo com que, meio que dormindo, eu me sentasse.
— Jazz, está cedo. Vamos a tarde. — cocei meus olhos.
— Acredite, quando você chegar você vai entender. — ele beijou a minha testa — Eu vou indo. Vou passar em casa para trocar de roupa e dar noticias. Volto em meia hora, ouviu? E eu sinceramente espero que você esteja acordada e pronta.
— Sim senhor, senhor. — bati continência para ele, mais acordada, e ele riu.
Beijou a minha testa mais uma vez e acenou, saindo pela janela. Bufei e me joguei na cama novamente. Ele poderia dizer o que quisesse, era madrugada sim! Pelo menos para alguém que foi dormir depois das três da manhã. Fechei os olhos e me encolhi em uma bola, esperando adormecer novamente. Mas Zara pulou sobre a cama e começou a latir.
— Hey, hey, hey! Que escândalo é esse, posso saber? – sentei na cama rapidamente, com seu focinho bem perto do meu rosto.
Zara latiu mais uma vez.
— Qual é, pensei que vocês nem se gostassem! — bufei ao entender que era para levantar.
Zara me seguiu quando fui até o banheiro lavar o rosto e depois para a cozinha, quando decidi preparar meu café da manhã. Coloquei duas fatias de pão na torradeira e liguei, deixando-as torrar enquanto limpava a louça da noite anterior. Na geladeira havia um bilhete de Cynthia.
"Nos ligaram durante a madrugada de novo — oi? Sete horas da manhã de sábado é madrugada! — em fim, tive de voltar ao hospital. Não se preocupe com Anna, Elizabeth ficou de cuidar dela até a hora que eu precisasse. Qualquer coisa me ligue. Amo você, big sis."
As torradas subiram. Tirei a jarra de suco de laranja da geladeira e um pote de geléia de amora, a minha preferida. Passei a geléia no pão e enchi um copo com suco. Comi tudo rápido, afinal, agora eu só tinha mais quinze minutos. Vampiros são rápidos, não me surpreenderia se ele estivesse aqui daqui a pouco.
Lavei a louça e voltei para o meu quarto. Quando entrei no cômodo um cheiro adocicado e delicioso, o mesmo que me embriagava e cortava meus sentidos, invadiu minhas narinas. Os pelos da minha nuca se arrepiaram, e eu olhei com angustia pela janela. Talvez o fato dele estar antes aqui, não seria tão ruim assim.
Me refiz e peguei uma toalha entrando no banho. De repente uma inquietação tomou conta do meu corpo. Poder idiota. Porque eu via coisas que não precisava e coisas realmente importantes — tipo, descobrir o que o Jasper planejava — eu não conseguia ver? Era algo contra a minha pessoa? Só poderia ser! Poder inútil!
Sai do banho e voltei para o quarto. Vesti uma blusa de manga longa verde, uma calça jeans e minhas sapatinhas channel. Voltei ao banheiro para secar o cabelo, quando ouvi um barulho na porta da frente.
— Desculpe a demora. — a voz melodiosa se fez presente.
Desliguei o secador para poder responder.
— Desculpe o atraso. — sorri culpada para ele, que apenas sorriu divertido.
Jasper's point of view
Beijei a testa de Alice e deixei a casa pela janela. Era manhã de sábado e eu não conseguia ouvir a movimentação nas casas vizinhas, mesmo assim usei a escada de incêndio, ao invés de me jogar do quarto andar direto.
Entrei no carro e dirigi velozmente para casa. Eu sabia que Alice demoraria mais do que meia hora para levantar e ficar pronto, afinal de contas, ela era mulher ao estilo Rosalie, e não Bella.
Ainda sim dirigi rápido. Eu sabia que havia pessoas naquela casa que fariam interrogatório. Rosalie não havia gostado do fato de que eu fui jantar com humanos, quando eles deveriam ser o meu jantar, e Esme não parava de perguntar sobre Alice e de como a queria ali em casa. Mas eu não sabia como Alice reagiria ao entrar em uma casa cheia de vampiros. Era natural que ela fosse ficar preocupada.
O Corvette parou perfeitamente em sua vaga na nossa garagem. Desliguei o motor. As nuvens estavam laranjadas no céu, devido ao sol que se escondia por detrás delas. Logo pude ver Esme para da porta da garagem. Ela se despediu de Carlisle, ele entrou na BMW preta e saiu. Ela acenou para mim com entusiasmo, me fazendo bufar e sair do carro.
— Falou com ela? — a empolgação na sua voz era contagiante. Tive de prestar muita atenção nas suas emoções para não deixar que elas me afetassem.
— Não tive uma... Er... Oportunidade. — respondi coçando a nuca, tentando disfarçar de seus olhos acusadores.
Passei por Esme enquanto ela cruzava os braços sobre o peito e me olhava feito uma mãe olha para o filho que não faz o que ela pede.. Bem, era exatamente o que eu havia feito.
— Oportunidade?
- Uhm... Desculpe. Eu não quis assustá-la, uma casa cheia de vampiros não deve ser tão divertido para ela. — me defendi.
— Foi pra mim. — Bella sorriu animada, sentada no sofá com Renesmee, que estava tomando a sua mistura de sangue e leite.
Revirei os olhos. É claro que foi. Mas Bella não contava, ela era estranha. Ela era muito estranha.
— Ela não é estranha. — Edward retrucou com impaciência.
Se não gosta do que vê, saia daqui.
— Você sabe que eu não posso.
— Então não reclame. — voei escadas acima.
— Jasper, espere! Nós podemos fazer algo que ela goste de comer, porque você não a chama para jantar aqui hoje? — Esme me fez parar no topo da escada.
Ela me olhava com as mão entrelaçadas — como se fosse rezar — e os olhos. Aqueles malditos olhos brilhantes que eu não conseguia dizer não. Era quase como o gato de botas do Shrek.
Revirei os olhos e bufei, tamborilando os dedos no corrimão da escada durante os segundos em que pensava.
— Ok, ok. Mas não exagerem, ok? Vou falar com ela. Não prometo nada. – sibilei as ultimas palavras.
— Ela vai vir. — Bella falou convencida, do primeiro andar.
— O que? Virou vidente agora? — não pude ver, mas tenho certeza de que ela me deu língua, ou pelo menos tentou.
Esme saiu saltitante e alegre, falando com Bella algo sobre o que elas iriam fazer para o jantar e coisas do gênero. Eu sabia que de nada adiantaria pedir para Esme não exagerar. Mas Bella era mais contida, mais simples. Tenho certeza de que ela ao menos tentaria controlar Esme.
Era difícil não deixar que a empolgação do andar de baixo me contagia-se. Era mais forte, era vibrante. Troquei de roupa rapidamente, sentindo pontadas no ponto em que meu coração deveria bater. Eu sabia que aquilo era só pelo fato de eu estar longe de Alice. Ela era como ar para os meus pulmões. Vampiros não precisam respirar, mas ao ficar perto dela eu simplesmente sentia necessidade de respirar. Não era algo que eu pudesse compreender, e tão pouco desse muita importância.
Peguei as chaves que havia deixado sobre a cômoda do meu quarto, assim que estava pronto, e desci as escadas em saltinhos. Tolo, completamente levado pelas emoções alheias. Renesmee olhou para mim e riu, batendo palmas e jogando a cabeça contra o peito de Edward.
— Titio está muiiiito feliz. — ela fez questão de prolongar os 'i's do muito.
Edward e eu rimos.
— Titio tem uma amiga que é muito engraçada. — Edward respondeu, o que fez Renesmee ter os olhos brilhando.
— Vou poder conhecê-la? — ela também estava empolgada. Dessa vez a pergunta era para mim.
— Acho que sim Ness... — acenei enquanto entrava na garagem novamente, ignorando os protestos de Esme com Bella.
Acho que minha mais nova irmã havia recusado alguma idéia de Esme. É, seria um dia longo demais para as duas. Entrei no carro e dei a partida, correndo direto para o prédio da River Lane. Eu simplesmente precisava de ar.
Sem muito trabalho parei o carro no lugar de sempre e entrei no prédio. Eu não podia simplesmente voar escadas acima, pois um senhor subia as escadas, com muito trabalho, diga-se de passagem.
Quando cheguei ao andar de Alice eu podia ouvir dois batimentos cardíacos, diferentes entre si. O ritmado e cantante de Alice, e o mais irregular, daquele monstrinho. Quando parei em frente a porta ouvi o som do secador de cabelos sendo ligado, então não me dei ao trabalho de bater. Entrei, já que a porta estava aberta, insano, claro, em uma cidade grande e perigosa como Londres. Mas logo você perceberia que Alice não tinha medo, já que ela estava comigo. O que poderia ser mais perigoso do que eu?
— Desculpe a demora. — falei parando dentro de seu quarto. Meus pulmões inflaram-se com o cheiro dela. Minha garganta ardeu, mas o impulso do ataque não estava ali. Se eu a atacasse eu ficaria sem ar, e contrariando todas as regras de vampiros, se eu ficasse sem ar, eu morreria.
Ela desligou o secador de cabelos e colocou a cabeça para fora da porta do banheiro.
— Desculpe o atraso. — sorriu culpada, e eu sorri em resposta, divertido. — Já estou quase pronta, prometo. — o barulho do secador voltou a ensurdecer o quarto.
Sentei-me em sua cama, e Zara, contrariando sua lógica, deitou-se ao meu lado. Ela pareceu não se incomodar quando passei minha mão fria pelo seu pelo. Ela respirou fundo e ficou ali. Talvez ela realmente não merecesse ser chamada de monstro. Apesar do cheiro desagradável que ela tinha para mim.
— Sabia que isso estava estranho. O que aconteceu com vocês, viraram amigos do nada? — Alice perguntou, a voz inquisidora. E depois riu.
Eu nem havia percebido que ela já havia terminado de se arrumar. Era muito fácil distrair a minha mente com os meus pensamentos. Ainda mais quando eu tinha que dar prioridade a coisas diferentes que não fosse a sede queimando em minha garganta.
— Então, vamos aonde? — ela perguntou enquanto vestia um sobretudo e pegava sua bolsa.
— Vai saber quando chegarmos. — sorri convencido para ela, que bufou saindo do quarto.
— Só vou deixar um bilhete para Cynthia. — ele falou, um pouco mais alto que o necessário, quando estava na cozinha.
Voltou dois minutos depois. Saímos da casa e ela não parava com as perguntas. Onde estávamos indo? Porque ela não poderia saber? Era de comer? Era de ver? Era de ouvir? Tinha que cheiro? Quais as cores? Ficava perto do que?
— Você sabe que há outras maneiras de me matar, que não sejam de ansiedade. — ela bufou, calando-se e se recostando no banco do carro.
Já estávamos no transito havia dez minutos.
— Isso não teve graça. — falei severo e ela fez um biquinho lindo e irresistível. — Só mais um pouco de paciência, ok? Estamos quase lá.
Alice deu de ombros e continuou com o bico nos lábios. Fio a minha vez de bufar. Tive que desistir, quem resistia a Alice?
— Você realmente não gosta de surpresas, não é? —perguntei desanimado, já conseguindo ver o meu destino.
— Não. Eu gosto de saber de tudo que vai acontecer. Surpresas são quase como... Sermos deixados no escuro.
Retorci os lábios. eu não gostava do escuro, mesmo que a minha visão fosse tão boa quando na luz. O escuro escondia coisas das pessoas normais. O escuro nos escondia. E era um perigo.
— Tudo bem? — ela perguntou, olhando minha fisionomia com cuidado.
— Tudo. Olha, chegamos. — mudei de assunto rapidamente.
Seu rosto virou aceleradamente para a frente, e ela encarou a grande roda gigante no final do píer. Seus olhos brilharam quase tanto quanto as luzes que piscavam no letreiro do London Eye durante a noite. Agora havia um parque de diversões ali, que ficaria por duas semanas mais.
— Você... Ah, eu amo parque de diversões! — ela exclamou pulando empolgada no acento.
— Então o que estamos fazendo aqui, parados? — perguntei rindo, e ela abriu a porta do carro quase tão rápido quando um vampiro o faria.
Peguei em sua mão e caminhamos pelo píer, com Alice empolgada falando de todos os brinquedos que mais gostava, e do por que. Debatemos sobre coisas idiotas, como o trem fantasma — depois que saímos dele, claro. Ele era bobo e falso, não deu medo em momento nenhum, apesar da escuridão danada.
— Oh, ursinhos carinhosos! — ela falou quando passávamos na frente de uma barraquinha de tiro ao alvo, após almoçarmos em uma carrocinha de cachorro quente.
— O que? — perguntei meio confuso. Coisas de humanos...
— Ursinhos carinhosos! — ela repetiu. — Era meu desenho preferido quando eu era criança! Olha. — ela apontou um urso amarelo com um arco-íris costurado na barriga.
— Uhm... Quer que eu o ganhe pra você? — sorri, puxando-a pela cintura para mais perto de mim.
Ela ainda olhava o bichinho de pelúcia. Voltou seu olhar para mim, os olhos verdes brilhando em expectativa.
— Você faria isso?
— Por você faria muito mais. — e beijei seus lábios rapidamente. Quando nos afastamos ela ofegou um pouco e corou nas bochechas, foi impossível não descer o indicador pela pele rosada de sua face. — Você quer o amarelinho, certo?
— Si.. Sim. — ela respondeu por fim, recuperada.
Caminhamos até a barraquinha, paguei por três fichas, mesmo sabendo que não precisaria de três chances. Como um humano normal eu errei a primeira, Alice ficou mio desapontada, mas eu não havia errado de verdade, era só para não chamar tanta atenção.
Acertei na segunda vez. eu precisava acertar o circulo vermelho — o que o dono da barraca disse que era quase impossível — ou o circulo amarelo a sua volta. A parte mais divertida foi ver a cara do dono da barraquinha quando acertei precisamente no meio do alvo vermelho.
— O amarelo, por favor. — pedi, entregando o protótipo de rifle de pressão para ele.
Ele passou o ursinho para mim e eu o entreguei para Alice. Ela o agarrou com devoção.
— Own, você conseguiu! — e depois me abraçou forte, ou pelo menos o quanto seus braços permitiam.
O cheiro dela me invadiu, e foi difícil controlar a força com a qual eu a abracei.
— O que eu fiz pra te merecer? — ela perguntou em sussurrar, os lábios roçando nos meus, o hálito me invadindo.
— Matou alguém na sua vida passada? — sorri e ela fez um bico.
— Idiota. — e me beijou. Sem nem ao menos se importar com a platéia em volta de nós.
Seus lábios eram quentes sobre os meus, moldavam-se como se fossem feitos pra mim. Beijá-la era como entrar em um transe, um frenesi. Era difícil resistir e quase impossível parar. Todos os meus sentidos se desligavam e na minha mente só havia espaço para ela.
— Humanos... Ainda respiram. — a lembrei quando nos afastamos. A respiração de Alice não era a única acelerada.
Ela sorriu e quando olhei a nossa volta percebi que bem todos eram como os vampiros. Haviam coisas demais para se ver, notar. Havia felicidade demais no ar e tudo era novo. Menos nós dois. Entre vampiros era raro um caso como nosso, caça e caçador. Mas entre os humanos... Nós éramos apenas com um casal de namorados. Nada demais.
— Carrinho de choque? — ela perguntou, assim que a respiração voltou ao normal.
Andamos por todo o parque, em todos os brinquedos. Alice comeu algodão-doce, me forçando a provar. O gosto era bom, mas não era enérgico para mim, assim como aquele açúcar era para ela. O crepúsculo já começava a dar sinais quando paramos em frente ao ultimo brinquedo. A London Eye, a famosa roda gigante.
— Acredita que moro aqui a quatro anos e nunca vi a cidade do topo dessa roda gigante? — ela sorriu para mim.
— Não duvido de nada que venha de você. — beijei sua nuca, antes que fossemos liberados para entrar na roda gigante.
A roda começou a subir, já estava dando a hora de irmos embora. O sol poente era lindo, era apenas um jogo de cores escondido nas nuvens e com Alice tudo se tornava melhor e novo. Era como se eu nunca tivesse apreciado aquela vista. O que era uma mentira, visto que eu já o vira milhões de vezes. Mas é como eu disse. Tudo com Alice era novo e encantador.
— Amo você. — murmurei para ela, que tinha a cabeça em meu ombro.
Meus braços a envolviam como se pudéssemos cair daquele lugar e eu precisa-se protegê-la. Ou eu apenas precisasse dela.
Alice ergueu a cabeça e me olhou com os olhos surpresos, e depois um brilho de felicidade tomou conta deles. Ela abraçou meu pescoço, sem se importar que o movimento fizesse nossas "gaiola" balanças no topo da roda gigante.
— Eu também amo você. — ela falou, e selou nossos lábios.
— Vai perdeu sua vista. — falei sentindo a cidade toda a nossa volta.
— Londres eu posso ver pela primeira vez a qualquer dia. Ouvir você dizer que me ama, com todas as palavras, pela primeira vez, jamais vai acontecer de novo.
E caímos em mais um beijo empolgante e viciante. Eu nunca achei que matar um vampiro fosse tarefa fácil, ainda mais para uma reles humana. Mas Alice parecia ser capaz o suficiente. Nunca pensei ser possível morrer de felicidade. Jamais pensei que seria possível ser feliz.
A roda voltou ao chão e nós descemos. Abracei a cintura de Allie. Ela dividia seu abraço comigo e com seu ursinho. Sua respiração era calma, e o sorriso que ela tinha rosto era verdadeiramente verdadeiro.
— E agora, para onde? — ela perguntou, olhando meu rosto.
Era agora. Esme não me perdoaria se eu não fizesse o convite, e nem eu conseguiria viver com aqueles olhos de abandono que ela provavelmente faria.
— Que tal jantar na minha casa? — perguntei sorrindo.
— Acabou o seu O negativo, agora querem AB? — ela riu, e eu revirei os olhos.
— Estou falando serio. Esme insiste em lhe fazer o jantar hoje.
— Quer.. Que eu... Conheça a sua família? — ela perguntou chocada.
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N/A: Ahhhhhhhhhh, voltei *-* É, eu demoro tanto né? Nem sei o que dizer. :~ Ai cara, espero que não tenham me abandonado gente. :~ Olha, um capitulo bem grandinho pra compensar, e ainda por cima com POV do Jazz que eu sei que vocês amam!
Valeu pelas 23 reviews galera, vocês são demais mesmo. Vou ver o que eu posso fazer para o proximo capitulo vir logo. Realmentem, minha vidinha ta bem agitada, mas agora quem sabe eu consiga driblar as saidas pra ficar em casa e escrever. :)
Vamos agradecer a galerinha nãologada?
Juh Nikki hale cullen, verdade, eu sou irritante mesmo. ù.ú AOKSOAKSOASKAOKSOASKAOSK, brigada querida, por sempre ler e estar aqui.
sprit .tic, jamais vou abandonar isso sem um final decente, prometo. Eu sei que eu demora, mas.. :~ Em fim, rpoblemas, correrias e muitas pessoas na minha vida me impede de viver para a net, como eu gostaria. Espero que você não tenha me abandonado.
Jully, ahh garota, o capitulo em que ela conhece os Cullens é o proximo e eu já comecei a escrever \o; eu sei que eu demorei seculos, mas hey, se voce me matar, quem vai terminar a fic? '-' OAKSOAKSOAKSOKASOASOKASOKAS' E, esse capitulo começou com beijos só porque você pediu! Espero te ver por aqui ainda. (:
mmmbenavides, calma. temos que ter calma, eu ainda não me decidi quanto a transformação da Allie. D: Ah, saudades daqui também, eu sei que eu demoro muito, mas... é como eu disse pra todo mudno ai em cima, é a vida. Vou tentar voltar mais rapido dessa vez, mas não prometo nada. Espero ve-la por aqui também!
Holliday', ahh, moonlight era mó legal *-* de verdade mesmo. Cara, eu nunca iria abandonar isso, seri mesmo. A Allie vai conhecer os Cullens no proximo cap espero que esteja aqui para ler. *-*
Becca Donnely, o freezer é mara. saiu de moonlight, serie mara, porem cancelada D: Não abandono iso daqui tão cedo, posso demorar, mas não abandonar. espero ve-la por aqui!
lane, ahh cara. eu derreti com as suas reviews, de verdade mesmo. Obrigada por tudo que você disse, quando a gente lê reviews assim que percebe a razão de escrever, de se dedicar verdadeiramente a algo, é por leitoras que apreciam, assim como você e muitas outras aqui, que eu escrevo essas insanindas e não abandono. Obrigada mesmo, por tudo, você é linda. E vocês todas aqui são a razão de não ter desistido disso tudo, porque vocês são a peça chave da inspiração e disposição. Obrigada e espero que não me abandone, pois eu não abandono vocês!
Babisy, Naty cullen e MMM, desculpeeeeeeeeeeeeeem a demora mesmo. Eu sei que não é junto, mas eu preciso dormir. G_G Teve umas semansa ai que ou eu dormia, ou eu escrevia fic. E como dormir é um instinto basico e de sobrevivencia... Bem, eu espero não demorar muito no proximo, mas não prometo nada, to tentando dar uma desacelerada em tudo, mas ta dificil MESMO. Espero ainda te-las como leitoras. :)
Então, galeres, valeu mesmo. Espero que gostem, vou tentar voltar logo.
AMO vocês. :D
xo . xo
Bia.
