CAPITULO VINTE E QUATRO SHUT UP, EMMETT!

(Cala a boca, Emmett)

Eu estava sentada sobre o tapete felpudo bege da sala de estar dos Cullens, debruçada sobre os meus livros de historia que estava na mesinha de centro, às nove e meia da manhã de um sábado. Serio, eu acho que Jasper come merda. Só pode. Eu odeio ele. Me fez acordar cedo, saiu cedo, Emmett e Rosalie ainda não estavam em casa, e me fez estudar a porcaria da historia medieval para as minhas provas finais.

Serio, eu sou americana. Os Estados Unidos não viveu a Idade Media. Não temos castelos, mas é claro que a Inglaterra viveu. E é claro que era aqui que eu morava e estudava agora. Como eu queria que Carlisle estivesse aqui. Pelo menos ele poderia me dar uma perspectiva mais emocionante daquela época. Pelo menos eu acho que ele vivia naquela época.

Droga.

Baixei a cabeça na mesa e bati com ela algumas vezes na pilha de livros ao meu lado. Eu ainda tinha de estudar para Biologia. Eu também não sou muito fã de biologia. Qual é o problema com Inglês e Francês? Porque eu não posso passar apenas nessas matérias e ser feliz?

Foi ai que eu ouvi a porta da frente ser aberta e algumas risadas ecoarem pela sala. Uma mais delicada e a outra mais estrondosa. Virei meu rosto para o hall de entrada e pude ver Rosalie e Emmett entrando com roupas de corrida.

— O que você ta fazendo? — Emmett quase guinchou feito uma menina e eu amaldiçoei Jasper mentalmente.

— Eu pensei que Jasper tinha falado com vocês, eu...

— Não, não. — Rosalie me cortou. — Jasper nos avisou. — ela sorriu para mim.

— Eu perguntei dos livros. Você vai passar o final de semana com o tio Emmett e trouxe livros? — ele parecia indignado.

— Bem, eu vou ficar com você, Rosalie e Nessie, então Jasper disse que eu poderia...

— Nãooo! — ele prolongou os "o" enquanto se jogava no sofá. — Seremos só eu e você. Rosalie me trocou pelo bebê e pelos livros.

Olhei a loira e ela reviou os olhos.

— Emmett, cala a boca. Você sabe que eu tenho provas, é a primeira vez que eu curso essa faculdade e você não me deixou estudar a semana inteira. Além do mais, alguém tem que cudiar da Nessie, e de preferência alguém que não beba a mamadeira dela. — ela o olhou com os olhos cerrados e a carinha de "eu sou um santo, nunca fiz nada" que Emmett fez, me fez rir demais.

— Então, desculpa por ter de ti deixar com o Emmett. Mas eu prometo que você sobrevive. Qualquer coisa eu estou na biblioteca de Carlisle com Nessie. Acho que ela já acordou mesmo.

Observei Rosalie subir as escadas e quando parei de ouvir o som de seus passos, tudo que restou na sala foi o som da respiração minha e de Emmett, embora a dele seja muito mais fraca e superficial do que a minha.

— Então... — ele começou, levantando e olhando os meus livros. — Está estudando o que?

— Tentava colocar historia mediaval dentro da cabeça, mas acho que vou pular para biologia. — dei de ombros.

— Uhm... Quem sabe eu posso ajudar você. — seus olhos brilhavam de empolgação.

Gargalhei e quando vi que ele estava me olhando serio eu parei e me endireitei, entregando o livro para ele.

— Anatomia e reprodução dos seres vivos, por favor. — dei meu olhar mais inocente, e em contra partida, Emmett me lançou o sorriso mais sacana que eu já tivera o azar de presenciar.

Engoli em seco.

— Reprodução eu só entendo de uma. Vampiros. — falou fechando o livro e se jogando no sofá.

Não era algo que eu estava querendo saber, para falar a verdade. Pelo menos não o que ele e Rosalie faziam fechados a quatro paredes — eu tinha medo de que isso, as vezes, acontecesse até mesmo na rua; com os dois nunca se sabe.

— Acho que o meu professor não vai querer saber como vampiros se reproduzem. — dei meu melhor sorriso "sinto muito".

— E voce, não quer saber? — ele levantou as sobrancelhas varias vezes.

Senti meu rosto enrubecer rapidamente. Ele sabia como me envergonhar. Droga.

— Não, Emmett, eu não quero saber. — falei me voltando a mesa e abrindo o livro de biologia em uma pagina qualquer.

— Então você não sabe? — ele se jogou ao meu lado, a voz em um tom de total descrença. — Jura?

Fechei a cara e o olhei com o biquinho de "você está me irritando demais".

— Nossa, eu esperava isso do Edward. Com certaza isso é de se esperar de um virgem centenário. Mas do senhor-a-sangue-frio-como-criancinhas-no-café-da-manhã? — ele parecia falar consigo mesmo e aquilo só me fazia ficar mais embaraçada ainda. — Cara, será que ele é gay? — perguntou, agora me olhando. A pergunta definitivamente era para mim.

— Jasper não é gay! — quase gritei.

Emburrei e virei para frente. Estava seriamente pensando em pegar meus livros e correr escadas acima para estudar com Rosalie.

— Sei, sei. — ele ainda parecia pensar. — Deve mesmo ser difícil seduzir um vampiro.

E foi ai que eu senti minhas bochechas atingirem o limete do vermelho. Baixei os olhos para o meu livro e fingi que estudava.

— Ahá! Sabia que você já tinha tentado! — ele me acusou.

— Ah, qual é?! Você nasceu para me deixar constrangida? — perguntei irritada.

Emmett, deixa a Alice em paz! — ouvi o grito de Rosalie, e eu sabia que não ia adiantar muita coisa mesmo.

— Blábláblá — Emmett fez sinal com as mãos. — Vai dizer, os vampiros dessa família são muito difíceis. — ele se deitou no sofá. — Por exemplo, Edward vive na minha cabeça e nunca me deixa ensinar as coisas legais pra Nessie, Carlisle tem essa mania vegetariana... Não que eu seja a favor de matar humanos, claro. Mas concordo com a Nessie, se temos tanto dinheiro porque não comprar sangue do bom? E ai tem o Jasper que pegou a mania do Edward... — ele parecia filosofar mais para ele mesmo do que me informar de algo.

Emmett tinha razão. Os vampiros daquela família eram estranhos mesmo. Me joguei no tapete e coloquei as mãos atrás da cabeça. Fechei os olhos por um instante, e de repente eu comeceia sentir cansaço. Respirei fundo, mas logo cai no sono.

E eu tive um sonho. Mais um que eu sabia que não era apenas um sonho.

Eu estava no jardim da frente da casa dos Cullens. Estava sentada na grama, apreciando o sol que aparecia claramente. Passei a mão pelas folhinhas verdes e as sentir pinicar minha mão.

Olhei para dentro da casa com desgosto. Pela janela panorâmica que a sala de estar possuía, eu podia ver os vampiros, sorrindo para mim, como se eu fosse uma criança descobrindo o mundo. Eles não sairiam por causa do sol.

Mas quando me voltei para frente a garata da visão anterior estava na minha frente. Brilhando como milhões de diamentes, com aqueles olhos cor de rubi pregados em mim, despejando odeio e rancor.

Seus lábios se ergueram e eu pude ver seus dentes, brancos e perfeitos. Ela avançou na minha direção. Eu lhei rápido para a janela. Todos os Cullens, em especial meu namorado, pareciam apavorados, e ao mesmo tempo, pareciam impedidos por algo mais forte do que o sol, de sair e me salvar.

Eu senti a boca da garota contra a minha garganta, gritei, me debati e logo ela estava longe de mim. Sorriu, limpando o sangue de sua boca, enquanto eu sentia meu corpo ser engolido por chamar invisíveis.

"Vejamos o que ele acha encantador em você, agora que é como eu...", sua voz de sinos cantou, e ela desapareceu.

Gritei por Jasper, gritei por socorro. Me debati. Me sentia caindo de um precipcio sem fim, sem ninguém para me salvar, com as chamas me consumindo e cada parte do meu corpo sendo arrancada lentamente.

Então eu acordei de subto, me sentando no carpete e respirando com dificuldade.

— Voce ta bem? — Emmett perguntuo, pousando a mão em meu ombro.

Notei que eu estava deitada no sofá, meus livros empilhados em um canto, e sobre a mesinha de centro uma pizza de calabresa com mussarela. Lá fora já era noite e eu me assustei.

— O que aconteceu? —perguntei.

— Voce pegou num sono pesado. Cansei de esperar você acordar, ai eu te coloquei no sofá e fui ver o jogo. Você pode me dizer quem vai ganhar? — ele perguntou entusiasmado.

Fiz sinal negativo com a cabeça e ele fez careta. Me sentei no chão, pegando uma fatia de pizza e mordendo ela, enquanto abria a garrafinha de 600 ml de soda limão que tinha para mim.

— Eu dormi por quanto tempo? — voltei a perguntar, mastigando um pedaço de pizza.

— Um... Desde as onze da manhã, já são seis da tarde. Faça as contas. — ele disse, prestando atenção na televizão.

— Eu dormi tanto assim!? — gitei, quase engasgando com a comida.

— Sim. — ele se virou para mim. — Pode me dizer com o que sonhava? Porque você ficou gritando "Jasper, Jaasper, Jaaaaasper!" — ele imitou algo que parecia mais com alguém tendo um orgasmo do que chamando por socorro. — Foi algo quente, não foi? — ele perguntou com um sorriso malicioso no rosto, muito interessado.

— Não! — emburrei, enfiando um pedaço inteiro de pizza na boca.

— Ah, qual é Allie, converse com o tio Emmett aqui! — ele falou calmo, como se quisesse convenser a alguma criança.

Fiquei o observando desconfiada por segundos, enquanto mastigava minha comida.

— Qual é, vai me dizer que Jazz nunca tentou nada com você? Alice, ele não é o Edward! — Emmett revirou os olhos para mim.

Me encolhi um pouco, voltando a mastigar a minha pizza. Ele precisava me constranger sempre?

— Serio? Uou. Eu não achei que ele era tão pamonha assim. — Emmett parecia estar tentando ser "solidário" comigo.

— Ele não é pamonha. — murmurei, terminando a minha pizza.

— Então a pamonha é você? — ele me olhou curioso, enquanto eu devolvi o olhar indignada.

— Emmett!

— Qual é, Allie.. — ele reclamou, enquanto eu subia as escadas para o quarto de Jasper. — Se você quer, ele quer... Qual é o problema.

— Ele é uma droga de um vampiro! — gritei de volta, pisando forte e passando por Rosalie no corredor.

— Sabia que eu não deveria deixá-lo sozinho com você. — ela comentou.

— Tudo bem, eu sobrevivo. — bufei de volta para ela.

— Venha Nessie, vamos ter uma conversinha com o seu tio. — Rosalie falou, e a menina que aparentava quase dois anos e meio, saiu correndo atrás dela.

Entrei no quarto de Jasper e bati a porta atrás de mim. Emmett sabia mesmo me tirar do sério com assuntos que não diziam respeito a ele. Mesmo que aquele cuidado excessivo de Jasper estivesse quase me matando.

Olhei para a enorme prateleira de Jasper e comecei a correr os olhos pelos vários títulos de filmes que havia ali. Me afastei da porta e me aproximei da estante. Corri os dedos pelos títulos de alguns clássicos do cinema O vento levou, Casablanca, Dançando na Chuva, A noviça Rebelde. Havia muitos filmes de guerra como O patriota, Circulo de Fogo, todos os Rambos. Mas um titulo em especial chamou muito a minha atenção. Ele tinha o meu filme preferido ali!

Puxei o titulo da prateleira e andei até a televisão gigantesca que ele tinha no quarto. Liguei o DVD e puxei o CD de dentro da capinha. Cidade dos Anjos. Sorri quando o aparelho começou a lê-lo.

Olhei o quarto em volta. A rua estava escura e no relógio marcavam quinze para as sete. Decidi que ainda poderia tomar banho antes de ver o filme e me entregar para aquele sono que havia me pego a tarde. Sempre que eu dormia a tarde me dava uma preguiça tão grande.

Puxei minha mochila para cima da cama e procurei pela minha necesier e uma toalha limpa que havia colocado ali. Puxei um par de peças intimas limpas e fui para o banheiro. Eu tinha até pena de tomar banho ali. Na verdade, eu tinha pena de fazer qualquer coisa na casa dos Cullens, era tudo tão perfeito que eu poderia apenas sentar no chão e ficar olhando tudo sempre.

A casa era perfeita igual aos donos.

Me despi e entrei debaixo do chiveiro, com cuidado para não escorregar na banheira e acabar me machucando. Não seria legal o cheiro de sangue fresco dentro de uma casa com dois vampiros e uma meio vampiro.

Tomei um banho quente e calmo. Lavei os cabelos e passei pastante tempo com o sabonete no corpo, na intensão de deixar aquele cheiro de jasmim que eu tanto gostava, na minha pele.

Depois do banho prendi os fios curto na toalha e vesti o sutiã e a calcinha. Quando abria porta para voltar ao quarto, o cheiro de Jasper me invadiu repentinamente, e eu tive muitas saudades. Foi então que eu decidi que não iria dormir com o meu pijama.

Abri o guarda roupa de Jasper e o cheiro ficou mais forte. Aquele perfume doce que me embreagava tão fácil. Passei a mão pelas camisetas dele e optei por uma branca que parecia ideal. Ela ficou enorme em mim, mas o cheiro dele me confortava, ao mesmo tempo que me fazia lembrar que ele estava longe.

Me embrenhei por entrei os lençóis. O relógio marcava 20:06 hrs. Puxei o contrele e coloquei o filme para rodar. Eu simplesmente amava a Meg Ryan nesse filme. E a história meio que me lembrava eu e Jasper. Ele era o meu anjo, desistindo da eternidade e de uma vida sem essa dor por ficar perto de mim, para deixar o nosso amor viver.

E podia não ser agora, em um acidente, que eu morreria. Mas Jasper tinha ciência de que, se eu não me tornasse um deles — o que eu achava meio difícil de não acontecer depois das minhas visões e mesmo que eu não tivesse pensado muito sobre o assunto — um dia eu morreria, e ele iria viver a eternidade sem mim...

Eu não gostava mesmo dessa sensação de viver em algum lugar onde Jasper não estivesse. Eu dormir embalada pela trilha sonoro do filme. Eu tive alguns sonhos, sonhos mesmo, coisas bobas. Sonhei com Zara e com cores vibrantes. Sonhei com flores e com uma praia linda. Mas quando estava me sentindo bem tranqüila, eu tive um pesadelo.

Eu a via. A via em todos os lugares para o qual eu tentava fugir. Ela estava sempre ali. O rosto próximo, os dentes brancos, perfeitos e afiados esperando por mim. Os olhos vermelhos injetados de ódio. Eu sentia medo. Eu sentia muito medo.

Mas eu não sentia medo por morrer. Eu só não podia abandonar Jasper. Eu sentia medo por estar em um lugar onde ele não estivesse.

Eu podia sentir o toque gelado dela na minha pele, seu hálito em meu rosto. Sua respiração eu podia sentir pulsar contra a minha garganta.

Eu acordei em um pulo, e logo senti mão geladas segurando meus ombros naquele mar de breu.

— Hei... — aquela voz de sinos ecoou no quarto.

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N/A: Só pra constar, recadinho padrão em todas as fics!

Galerinha, obrigada pela compreensão de vocês. A formatura passou, foi maravilhosa (zuei tanto que meu pé ta doendo até agora '-' e olha que Fo no sábado) eu realmente vou sentir falta de toda aquela galera, mas espero não perder o contato com eles tão cedo! Foi muito bom, fiquei super feliz por ter dado tudo certo e por ter conseguido fazer uma festa tão boa em que a gente se divertiu tanto. Muiiito babados naquela festa. OAKSOAKSOAKSOSOASK'

Então gente, eu to com recado padrão em todas as fics e infelizmente sem responder as reviews porque eu tenho pressa. Tenho que arrumar minha mala porque amanhã eu vou viajar cedo. Ou seja, as Fics da Daddy's estão entrando em recesso até o dia 04/01/2010.

Eu vou salvar as fics no pen-drive e se eu encontrar um PC pra até o natal eu tento postar. Depois do natal acho que não vai ter post mesmo, porque ai eu vou aproveitar a praia, pra quando voltar pro inferno que Blumenau é, eu não me arrependa! OAKSAKSAKSOAKSOAKS'

Ah, eu contei que passei para cursar Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda? Pois é, jurei que não ia passar para a FURB na primeira chamada, mas acabou que passei. Uhul, ano que vem serei universitária. Me sinto feliz.

Anyway, vocês não estão aqui para ouvir sobre o meu dia.

Galeraaaa, eu desejo a todas você um feliz natal e uma maravilhoso 2010. Porque eu sei que 2010 vai ser sobre recomeços, novas chances e oportunidades. Abracem tudo que vier, seja bom ou ruim. Porque a gente fica feliz com as coisas boas, e aprende e cresce muito com as coisas ruins.

Espero que tenham gostado do capítulo, e até 2010.

PS: não me importo com reviews gigantes, eu sei que teve uma meninas em uma das fics que disse que ficava com vergonha (?) de mandar as reviews gigantes, ou tantas reviews. Mas não fique, eu as adoro.

PS²: desculpem qualquer erro, estou com pressa. ;D

Beijinhos e andem sempre na sombra
Bianca.

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