N/A: leiam ouvindo a razão dessa fic existir: Iris, Goo Goo Dolls (http : / / www . youtube . com /watch?v=FpO9MSEWpxc)

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CAPITULO VINTE E CINCO ANGEL

(Anjo)

Jasper's point of view

Entrei no quarto pela janela e passei em silencio, com medo de acordar Alice, direto para o banheiro. Aquele leão da montanha havia resistido demais, eu estava todo sujo de terra.

Deixei as roupas sujas dentro de um cesto e liguei o chuveiro. Fiquei só o tempo necessário para tirar a sujeira e logo sai. O cheiro de jasmim ali, me dava cada vez mais saudades de Alice. Uma compulsão errada.

Voltei para o quarto e abri o armário. Vesti uma calça de algodão cinza e uma camiseta preta. O conforto não era para e sim para Alice, que teria de ficar perto de mim.

Parei no pé da cama, observando-a dormir. Até que comecei a sentir o conflito interno dela. Medo. Muito medo. E eu não sabia se ela estava tendo um pesadelo ou uma visão, eu não tinha como saber.

Quando Alice sentou-se subtamente na cama, eu corri até ela, segurando seus ombros.

— Hei... — chamei, tentando acalmá-la. — Allie, calma. Eu to aqui. Pronto. — passei meus braços em vonta de seus ombros e a abracei.

Alice lançou os braços em vonta do meu corpo e me apertou com força. Podia sentir o medo dela, podia sentir seu abraço me apertando o máximo que sua força humana conseguia. Ela soluçou e eu comecei a alisar suas costas enquanto a influenciava, acalmava.

Aos poucos o choro foi cessando, e ela apenas ficou ali, imóvel. Sentia seu peito subir e descer frenético ali, encostado no meu. Seus braços se apertaram mais. Ou pelo menos tentaram.

— Você pode parar agora. Já estou calma. — ela fungou, com a voz abafada em meu peito.

— O que aconteceu? — perguntei, afastando seu corpo do meu apenas alguns centímetros.

— Pesadelo. — ela disse simplesmente.

— Foi uma visão? — perguntei com medo. Eu tinha medo de que esse poder a assustasse demais.

— Pesadelo. — voltou a repetir.

— Foi apenas um sonho ruim, pequena. — me inclinei, ligando a luz do abajur.

Ela tirou o rosto do meu peito e piscou algumas vezes até se acostumar com a claridade.

— Faz muito tempo que chegou? — ela perguntou, coçando o olho e procurando por algo.

— Não muito. E são duas da manhã. — sorri limpando os rastros de lágrimas de sua bochecha quente. — Se mal lhe pergunte, porque está com uma camiseta minha? — a olhei divertido e ela corou, ajeitando as pernas e puxando a barra da camiseta para tampar além de suas coxas.

—Ela tem o seu cheiro. — ela não me encarou, ficou olhando a televisão que exibia um padrão de listras coloridas, fora do ar. — Eu estava com saudades. — murmurou.

— Eu também, pequena. — segurei firme sua mão, beijando seu pulso. — Acho que você deveria voltar a dormir, certo?

— Não! Eu vou sonhar de novo. Eu não quero dormir novamente, Jazz. — ela me pediu, o medo aumentando.

— Shh... — voltei a acalmá-la. — Ok. Vem aqui. — me deitei na cama e a puxei para perto de mim, agradecendo a inteligência de meus irmãos por ligarem o aquecedor da casa. — Vamos continuar assistindo ao filme...

Abracei a cintura de Alice por trás e liguei o DVD. Pude ver os credito iniciais de Cidade dos Anjos. Ela colocou a mão sobre a minha e acariciou. Aproximei minha boca de seu ouvido e contei, calmo para não assusta-la.

— Fui obrigado a assistir quando vi que era o seu preferido. — comentei sorrindo.

— Sim. Seth e Magie são como nós. — ela comentou em um muxoxo.

— Eu não sou um anjo, Alice. E não tenho como desistir da eternidade.

— Você é o meu anjo, isso não basta? — ela se virou em meus braços, colocando a mão no meu rosto. — Se você pudesse desistir dela...?

— Era tudo que eu mais queria. Lhe dar uma vida normal, com um namorado normal. Lhe dar a chance de ter alguém com quem você não corra risco de morte a todo o momento. — passei a ponta dos dedos pela maçã do rosto de Alice e ela sorriu para mim.

O que me fez sorrir também.

— Eu desisto. — ela falou categórica. — Você não pode desistir da eternidade por mim, mas eu desisto da minha mortalidade por você. Eu não posso existir em um plano em que você não esteja. — ela falou, aproximando o rosto do meu e roçando os lábios nos meus.

— Alice, não... — tentei protestar, mas era enlouquecedor o fato de te-la tão perto, de seu cheiro me invadir como uma rajada de ar calmante e instigante. Jasmim por todo o meu quarto.

— É disso que você tem medo, certo? — ela tornou a perguntar. — De que eu esteja fazendo uma burrada?

— Comentendo o maior de todos os seus erros, Allie. Eu não deveria estar aqui, eu não sou o cara destinado a você...

Alice se virou, ficando sobre o meu corpo.

— Como você sabe disso? Você existe na minha vida por um motivo. Talvez o motivo seja termos um historia linda. De amor, Jazz. Nós dois. — ela respondeu, grudando os lábios nos meus em um beijo urgente.

Minhas mãos deslizaram pelo seu corpo, enquanto sua boca continuava a travar uma batalha com a minha. Ela se afastou centímetros, arfando, mas tentando recompor a respiração. Depois se sentou sobre o meu tórax. Eu podia sentir a pressão de seu quadril sobre mim.

— Talvez você exista na minha vida pelo mesmo motivo que Seth existe na vida de Magie. — ela sorriu para mim

Acompanhei seu movimento anterior e me sentei também, fazendo-a sentar no meu colo.

— Ela morre no final.

— Eu também vou morrer no final. — ela falou, o que me fez ficar com raiva. Algo descontrolado, que me fez apertar seus pulsos com uma força maior do que a normal. Alice comprimiu os lábios, em uma expressão de dor e depois voltou a falar. Me forcei a controlar minha raiva e afrouxar o aperto. — A cada minuto que passa, fico cada vez mais próxima do meu fim. Eu vou morrer, Jazz. Eu sou humana. A menos que você me deixe desistir da minha mortalidade.

Ela encostou a testa na minha e passou as mãos em meus cabelos. Passei as mãos pelos seus braços, a acariciando. Eu precisava dela, o simples fato de imaginá-la imóvel, sem vida, não me fazia bem. Eu não teria coragem o suficiente para deixá-la tão vulnerável sempre, tão perto do inevitável.

— Eu desistiria da eternidade por você. — falei, chegando minhas mãos nas suas, brincando com os seus dedos.

— Mas você não tem como fazer isso. Então eu desisto da minha humanidade por você. — ela entrelaçou nossos dedos, e eu pude sentir uma sinceridade vindo dela.

— O meu paraíso. — sorri encarando-a de volta, antes de voltar a beijá-la com paixão.

Eu me perdi naquele beijo, em todas as sensações que ele causava no meu corpo. Em todo o calor que ele despertava em mim. Me perdi nas mãos macias e quentes de Alice, se perdendo pelo meu rosto e desaparecendo. Eu me perdi no sabor dela.

Eu me perdi na idéia de poder tê-la para sempre. Na idéia de que ela não repugnava uma vida como vampira, que mesmo que ela não gostasse ela estava disposta a encarar. Para ficar comigo, comigo.

Quando sua boca abandonou a minha eu me senti desnorteado. Por que ela havia parado? Por que não continuar? Eu precisava continuar.

Senti sua testa encostar na minha e logo pude ouvri sua respiração acelerada.

— Você tira o meu fôlego. — eu sabia que ela estava sorrindo, eu podia ouvi-lo na sua voz.

Alice's point of view

Enquanto eu tentava recuperar o fôlego, pude sentir que Jasper havia percebido os botões que eu havia aberto de minha camiseta. Eu podia sentir seus polegares acariciando minha barriga.

— Você não deveria fazer isso comigo. — ele disse rindo, e embora ele não tivesse deixado explicito na frase, eu sabia que ele estava se referindo aos botões abertos.

— Não estou lhe obrigando a nada. — sorri, selando rapidamente nossos lábios.

— Não, mas está me deixando sem escolhas. — ele afastou o rosto do meu, e me encarou serio.

— Escolhas demais nunca fizeram bem mesmo... — falei terminando de tirar a camiseta, exibindo o meu sutião preto de bolinhas e lacinhos brancos.

— Você realmente acha que isso é certo? — ele perguntou sarcasticamente.

Rolei os olhos e segurei seu rosto entre as minhas mãos mais uma vez.

— Jasper, eu pretendo passar a eternidade com você... Porque, diabos, isso não seria certo?

Quando terminei, ele me olhava com um sorriso idiota nos lábios.

— Você realmente quer passar a eternidade comigo? — perguntou abestalhado.

Ri com a pergunta e me inclinei em sua direção.

— Não teria graça se fosse com outra pessoa. — e antes que eu pudesse beijá-lo, ele me beijou com possessividade.

Eu era já era dele de tantas maneiras, e aqui estávamos nós. E ele iria me fazer dele novamente, de uma maneira diferente.

Eu sentia que precisava de ar, mas deixar a boca dele era algo que eu não queria. Era bom. Éramos como fogo e gelo. Pétalas de rosas e rochas. E mesmo assim, combinávamos em perfeição.

Deslizei as mãos por suas costas e comecei a puxar a blusa que ele vestia. Jasper se afastou tempo suficiente para que eu pudesse respirar e terminar de tirar sua camiseta. Em um movimento rápido, senti a boca de Jasper traçando beijos pela minha clavícula. Sua boca foi deslizando lentamente até a alça do meu sutiã e com os dentes ele começou a puxá-la. A peça foi abandonando o meu corpo, sem que eu ao menos o sentisse abrindo o fecho.

— Vampiros são rápidos. — ofeguei rindo.

— Nem em tudo. — ouvi a voz dele no meu ouvido.

Sua boca voltou a deslizar pelo meu pescoço, sua língua passou suavemente pela minha clavícula, mas ainda sim deu a impressão de ter chamas me consumindo. E aquilo era bom. Sua boca desceu pelo meu seio e capiturou o meu mamilo esquerdo, o que me fez morder o lábio inferior com força. Ele repetiu o processo no mamilo direito, enquanto eu sentia a cama sob as minhas costas.

Sua boca subiu lentamente até a minha novamente, me tomando em um beijo avassalador. Eu podia sentir seu gosto adocicado apurando meus sentidos. Suas mãos desceram pela lateral do meu corpo, enquando sua língua enganava a minha, me deixando na expectativa. Senti que suas mãos também brincavam com o elástico da minha calcinha, e o fato dele estar tão perto me deixou nervosa.

A ultima coisa que eu queria sentir no momento. Medo, nervosismo, pânico... Eu não podia sentir nada disso. Ele iria sentir também. Ele podia parar. E eu não queria que ele parasse.

— Nervosa?

— Só pelo fato de ser a primeira a ficar nua. — menti, sentindo que já não restava mais nenhuma peça intima no meu corpo.

Jasper riu e voltou a me beijar. Era forte, possessivo, apaixonado, compulsivo. Era avassalador. Era tudo que eu mais gostava nos nossos beijos. Desci minhas mãos pelo seu corpo e empurrei sua calça, tendo a delicadeza de levar sua cueca junto.

Parei minhas mãos nos quadris dele e sorri de canto. Ele riu e eu terminei de tirar suas calças. Estávamos ambos nus, e o meu coração bateu mais fote.

Eu não compreendia o nervosismo por algo que eu queria. Acho que é pelo fato de você nunca acreditar realmente que iria acontecer. De você imaginar o momento, mas parecer tão surreal quando ele realmente chegava.

E aquele momento era surreal demais.

Jasper passou as mãos pela minha cintura e eu as acompanhei com as minhas. Pude sentir a ponta de seu nariz traças linhas pelo meu ombro, e o meu corpo todo arrepiar como efeito colateral do toque. Ele deixava beijos úmidos pelo meu ombro, enquanto minha sunhas, inutilmente, arranhavam sua pele.

Quando senti seu membro roçando na minha entrada eu pude delirar. Como eu o queria. Ali e agora.

— Allie, eu não vou conseguir parar... — ele sussurrou ao meu ouvido, depois de morder meu lobulo.

— Então não pare... — pedi em um fio de voz.

Seus lábios silenciaram os meus, tomando-os em um beijo lento e sedutor. Sua língua pediu passagem, o que não demorei para permitir, e foi ela que abafou o meu gemido quando o senti me penetrar, lentamente.

E ele era gealdo. O que tornava a situação inicial um pouco mais agradável, e não como se ele tivesse me partido ao meio.

Um gemido misto de dor e prazer escapou da minha boca. Jasper começou a se movimentar dentro de mim, e foi como se a minha mente ficasse completamente vazia, e tudo que eu conseguia me concentrar era nele, nos movimentos e no prazer que aquilo nos trazia.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo enquanto aumentava a velocidade de seus movimentos. Minha respiração estava descompassada, por todas as sensação que ele me proporcionava.

Eu sabia que estava falando seu nome. Eu poderia até mesmo estar gritando, mas eu não conseguia distinguir agora. Senti seus dentes passarem pela minha garganta, seus movimentos variando de intensidade e velocidade.

— Alice. — ele gemeu no meu ouvido, com a respiração pesada, estocando com mais força.

Eu podia sentir meu corpo o apertando dentro de mim e espasmos fortes no meu baixo ventre.

Percebendo que meu orgasmo estava próximo, Jasper aumentou a velocidade dos movimentos, e eu cravei forte as unhas na sua pele. Ou pelo menos tentei. Apertei os olhos com força quando senti seu membro pulsar dentro de mim, e o meu corpo o apertar mais ainda.

Jasper grunhiu, eu pude ouvir de longe. Muito de longe. Eu estava completamente desligada, da minha boca só saiam palavras desconexas. Eu não ouvia e não via, agora eu só sentia.

Senti os espasmos mais fortes e violentos, ouvi de longe um gemido alto. Depois senti nossos corpos tremerem por conta do orgasmo. E logo havíamos atingido o ápice. E foi então que eu voltei a ver e a ouvir. Nossas repirações estavam aceleradas. Frenética, eu poderia dizer da minha. O corpo de Jasper caiu sobre o meu.

Jasper escondeu o rosto na curva do meu pescoço. Sentir a sua respiração ali me fez cossegas, e consequentemente fez com que eu risse. Ele beijou demoradamente o meu pescoço, depois passou a mão pelo meu queixo e levantou um pouco o rosto, enquanto me olhava.

— Isso faz cossegas, sabia? — falei mordendo o meu lábio inferior.

Jasper sorriu para mim e se inclinou, juntando nossos lábios.

— Isso é ruim? — ele perguntou, com a boca a milímetros da minha.

— Nem um pouco. — respondi sorrindo e voltando a beijá-lo.

Jasper rolou para o meu lado e me puxou para ele. Me aconcheguei no seu peito e passei, levemente, a ponta do indicador sobre as cicatrizes no abdomem dele. Tão entretida. Senti sua mão afastar a franja de minha testa suada, e depois ele afagar os meus cabelos.

Fechei os olhos com aquele toque tão maravilhoso, que esqueci de os abrir novamente. Não sonhei com nada, foi como se eu tivesse fechado os olhos por um momento, por estar exausta, e aberto no próximo, me sentindo descançada.

A experiência sem sonhos foi ótima. Sem garota estranha me transformando em vampira, sem medo de perder Jasper, sem loucuras. Sem bobagens. Apenas um sono profundo. O sono de alguém que estava feliz e exausta.

Quando eu acordei senti uma brisa bem leve. Abri os olhos com calma, minha visão estava embaçada. Fechei-os novamente e bocejei, depois esfreguei os olhos e tornei a abri-los. O dia estava claro — mas não o suficiente para ter sol — e a janela estava entre aberta, da onde vinha aquela brisa gostosa. Sorri e me espreguicei, passando a mão pela cama e sentindo-a vazia. Me sentei no mesmo instante, olhando tudo em volta. Jasper não estava por ali.

Corri os olhos pelo chão, quando avistei o que procurava, me levantei da cama — olhando para porta para que ele não entrasse e me visse nua — e peguei minha calcinha, vestindo-a logo em seguida. Peguei a blusa que havia usado para dormir na noite passada e voltei a me jogar na cama.

Na mesinha de cabeceira estava o meu sidekick. Eu tinha quatro mensagens. Uma da minha irmã, duas da Izzie e uma do Jasper.

Abri primero a dele.

"Não saia da cama,
Amor, J."

Sorri para a possibilidade de um "repeteco" da noite passada e me acomodei na cama, puxando o edredom sobre as minhas pernas, já que a brisa gostosa começava a ficar fria demais.

Depois eu li a mensagem da Cynthia.

"O trem atrasou, vamos chegar perto da hora do almoço.
Beijos, big sis."

Otimo, havia esquecido da minha irmã. Que horas eram mesmo? Meu deus, e se ela já tivesse chegado e eu não? O que eu ia fazer? O que eu ia falar? ELA IA ME MATAR!

Olhei as horas e respirei fundo quando constatei que eram apenas dez horas da manhã. Eu havia acordado bastante cedo, considerando a noite tumultuada — Saudades, pesadelos, Jasper — que eu tive.

Pensei em ir procurar por Jasper, e dizer que eu precisava ir para casa. Mas resolvi dar mais um tempo. Fui ler as mensagens da Izzie antes.

"Deus, perdi a matéria de física. Você tem? Posso passar na sua casa e pegar? É caso de vida ou morte, Allie. A prova é na segunda.
Beijos, I."

Aham, bem legal. Tinha uma prova também, para a qual eu não estudei (amanhã não era a de Ingles e Biologia? Odeio provas finais!) porque estava ocupada demais tentando fugir do Emmett, minha irmã ia chegar em casa e eu não estava lá, e minha melhor amiga deveria estar uma FERA comigo, porque eu não respondi uma mensagem dela, de ontem a tarde!

Olhei a próxima, rezando para ela estar dizendo que se enganou sobre o dia da prova, assim era um peso a menos para mim hoje.

"Ah garota, assim você me mata. Eu ainda não estudei. Tive de pegar a matéria emprestada do Benjamin. Ele teve a cara de pau de dizer que era pra mim NÃO SUJAR DE GORDURA! Como se gordura passasse perto de mim! Tudo isso graças a você. Bela amiga.
Izzie."

Ótimo! Agora ela tinha dois motivos para estar irritada comigo. Bufei e joguei a cabeça para trás, fechando o sidekick. Porque depois de algo tão bom a gente precisa voltar pra realidade, hein?

Humpf. Eu odeio a realidade.

Ouvi a porta se abrindo e me virei para encará-la. Vi Jasper entra no quarto vestido apenas com uma calça de flanela azul marinho e com uma bandeja na mão. Ele fechou a porta e sorriu para mim.

Veio na minha direção e se sentou na cama, bem a minha frente, colocando a bandeja no nosso meio. Sorri e bati palmas para ele, me sentando sobre a barriga das pernas e me inclinando sobre a bandeja.

— Espero que esteja com fome. — ele sorriu.

Olhei a bandeija com desejo. Ela estava cheia. Um prato com panquecas com calda de chocolate, um copo de suco de laranja, torradas com manteiga, biscoitos, uvas, mamão e maçã.

— Estou faminta. — sorri para ele.

Peguei um garfo e fui logo nas panquecas. Eu sei. Gorda. Mas quem dispensa panquecas com chocolate? Mandei uma garfada garganta a baixo quase sem mastigar.

Jasper sentou-se ao meu lado e beijou a minha bochecha.

— Ta uma delicia. — sorri para ele, pegando outra garfada e colocando na boca.

— É, imaginei. Eu pensei em preparar alguma coisa pra você comer, mas quando chuei lá Esme já tinha começado a preparar. Ela foi bem atenciosa.

Mal escutei Jasper, a comida estava realmente deliciosa. Ou eu estava com muita fome. Sexo abre o apetite, certo? Engoli a massa e tomei um gole de suco, falando em seguida.

— Esme é sempre muito atenciosa e... — quando eu realmente ouvi o que estava dizendo parei no meio da frase.

Meu corpo foi tomado pelo pânico, eu congelei. Olhei para Jasper apavorada. Mas ele já sabia como eu me sentia.

— Allie, aconteceu algo? Tudo bem? — ele segurou meus ombros, me olhando preocupado.

— A Esme te ajudou?

— Sim. — ele respondeu sem entender.

— AHHHH! — gritei, batendo com as mão na cabeça, com força, diversas vezes. — Idiota, burra. Burra, burra, burra! — repetia enquanto me batia.

— Alice, para com isso. — Jasper segurou minhas mãos. — O que foi?

Foi então que eu ouvi, abafado mais ainda sim ouvi. E sei que Jasper ouviu mais alto. Um riso escancarado, um xingão, um estalo e alguém reclamando de dor. Eu não precisava nem pensar. Eu sabia que eram Emmett e Rosalie. Todos estavam em casa ontem. Ou seja, todos nos ouviram.

— Ah... — ele entendeu, soltando os meus pulsos.

— Oh... — muxoxei um choro, escondendo o rosto nas mãos.

Eu queria morrer. Um buraco, qualquer coisa que me salvasse de Emmett e suas gozações.

Eu realmente odeio a realidade.

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N/A: Ohh, a única parte que eu REALMENTE amei nesse capitulo foi o final. O Emmett não perderia a chance de rir da cara da Alice. NEM EM UM MILHÃO DE ANOS. E é por isso que eu amo ele. Mesmo, mesmo.

Eu esperei passar toooodos esses capítulos e me forcei a não combinar essa musica com nenhum outro capitulo, porque eu queria ela aqui. E só aqui. Acabou que nem ficou tão perfeita. /chora.

Anyway, espero que tenha agradado a vossas senhorias * - *. Eu estava / estou / sempre vou estar meio apreensiva com essa NC / Lemons, maaas. Eu nunca gosto muito do que eu escrevo mesmo, então vou deixar vocês julgarem. EU peço desculpas por quase dois meses sem post, mas vocês não tem noção do quanto eu me estressei com esse capitulo, serio. Ai quando eu me estressei serio eu desisti dele por um tempo, comecei outra fic, fiquei muito empolgada com ela, e acabei esquecendo daqui. Sorry.

Mas acreditem, eu posso postar só duas vezes por ano (?) mas vocês vão ter o final dessa fic (já até esquematizei um mapa de capítulos no caderno, pra eu não me perder).

Não esqueçam, andem sempre pela sombra;

xo . xo

Bianca.