n/a: seria legal ler esse capitulo ouvindo Goodbye my love, do James Blunt.
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CAPÍTULO TRINTA – GOODBYE MY LOVE
(Adeus meus amor)
Meus olhos encheram-se de lágrimas em um segundo e os gritos não paravam de escapar por minha garganta. Eu sentia a água salgada tocar meus lábios e o pavor tomar conta do meu ser, meu subconsciente gritava em letras rosa neon FRACASSADA, era isso que eu era, uma fracassada. Eu não havia conseguido proteger a todos, o fato de Zara ter sido a única atingida não me acalmava em nada, era uma mensagem de Maria, eu podia brincar o quanto quisesse, mas no final ela acabaria ganhando. Quem poderia me garantir que ela não machucaria a todos que eu amava antes de me machucar? O que ela ganhava não fazendo isso? O que ela perderia?
— Alice! — o grito assustado de Jasper ecoou por meus ouvidos.
Ele parou a minha frente e segurou meus ombros, balançando-me. Meus olhos ainda estavam fixos no corpo dilacerado a minha frente. Ele deu uma olhadela sobre o ombro e praguejou qualquer coisa que eu não pude ouvir, então começou a me levantar. Eu podia ver a dor em seu olhar, por sentir meu pavor e desespero.
— Vamos, precisamos sair daqui. Eu não sei quem esteve aqui e ele pode voltar... — Jasper começou a empurrar-me pelo corredor.
Eu não conseguia andar, eu não podia sair dali. Ela havia vencido. Maria havia vencido. E não tinha nada que eu pudesse fazer a respeito, eu poderia estar a frente dela, mas ela tinha todo a eternidade para me pegar. Para pegar a todos.
Me debati debilmente contra os braços de Jasper, gritando para ele me soltar, me sentindo inútil, uma perdedora. Eu havia fracassado uma vez, e poderia facilmente fracassar a segunda vez. Eu não queria pensar com a vida de quem eu estaria acabando quando fracassasse pela segunda vez.
— Alice, isso é serio, precisamos sair daqui! Eu não faço ideia de quem...
— Você venceu! — gritei ridiculamente para as paredes, Jasper me olhou incrédulo, sem entender nada do que eu estava fazendo. — Você queria me provar que não estava brincando? OTIMO! — gritei com o ódio ardendo em meu corpo. — VOCÊ VENCEU!
— Alice, do que você está falando? — ele me olhou atordoando, confuso.
— Maria! — deixei meus ombros balançarem com o choro, me encostando na parede do corredor.
Jasper ficou em silêncio, eu não saberia dizer se por minutos ou por segundos, até processar completamente a informação avassaladora que aquele único nome estava lhe passando.
— Como? — eu podia ouvir a ira em sua voz, ele estava nervoso e bravo, mas eu não saberia dizer se era comigo ou com ela.
— Maria. — repeti o nome fracamente. — Ela prometeu... Ela já havia se decidido... Eu pensei que poderia vencê-la se previsse sempre seus passos... — senti meu corpo convulsionar com o choro, minhas palavras estavam confusas.
— Há quanto tempo sabe dela? O que ela quer?
Pressionei meus lábios. Eu sentia que se a raiva que ele estava sentindo não era de mim, agora seria. Ele veria como, no mínimo, falta de confiança o fato de ter-lhe escondido sobre Maria. Continuei em silêncio, apenas encarando meus sapatos dourados.
— Alice! — ele me pressionou como nunca havia feito antes.
Projetou-se em minha direção, uma mão de cada lado de minha cabeça, os caninos a mostra extremamente brancos e perigosos. Uma onda de choque e medo percorreu meu corpo. Eu fiquei paralisada pelo novo pavor que tomou conta de meu corpo, meus olhos encararam os olhos — agora negros — de Jasper sem pestanejar, as lágrimas ainda escorriam deles, rolando por minhas bochechas e caindo sobre meu vestido acetinado.
Eu sabia que ele estava sentindo todo o medo e pavor que eu estava sentindo, mas parecia que obter a resposta agora era mais importante do que me fazer sentir confortável. Eu tinha quase certeza de que ele agia assim porque já sabia a resposta, só queria a confirmação.
— Sei há algum tempo. Desde minha visão na sua casa. Era Maria. Agora ela tem Michael ao seu lado. Na noite passada ela tomou a decisão de matar Anna, Cynthia e Zara. — minha voz ficou tremula e um bolo se formou na minha garganta quando mencionei minha companheira assassinada. — Eu achei que poderia proteger a todos se antecipasse seus passos, mas hoje só provou que ela esta disposta a qualquer coisa e tem tempo de sobra. Ela já tomou a decisão, vai nos seguir aonde quer que estivermos. — minhas palavras estavam desconexas e sem sentido em meio ao choro.
— O que ela quer? — ele perguntou com a raiva um pouco mais controlada.
Eu não conseguia abandonar seus olhos, eu sentia como se ele fosse minha ameaça mais perigosa no momento, meu instinto humano dizia para chutar e correr, mas eu não acreditava que ele pudesse realmente me machucar. Ele me amava, embora muito em breve ele fosse realmente capaz de me matar. As noticias não eram animadoras para nós dois.
— Você. — tremi com a idéia de perder a todos que eu amava a custa de um amor.
Um calafrio percorreu meu corpo por completo quando percebi que eu não estou correndo o risco de ficar apenas sem minha família e amigos; eu estava correndo o risco de ficar sem Jasper também.
Ele fechou os olhos e baixou a cabeça, soltando os braços ao lado do corpo e jogando-se contra a parede de frente para mim. Ele parou por apenas duas batidas do meu coração, até me olhar com seus olhos decididos.
— Não podemos esperar mais, precisamos ir encontrar Carlisle.
Ele agarrou minha mão e voltou a me puxar para fora do apartamento, consegui me desvencilhar do aperto de aço de suas mãos quando chegamos a sala.
— O que? Pra que? — meu tom de voz era completamente perturbado.
— Maria está atrás de mim, e para conseguir isso ela está tentando atingir você. Ela tem um exercito de recém-criados no sul e poderes bem fortes, sem contar com a ajuda de um recém-criado bem treinado. Ela não exitaria em usar todas as cartas para nos atingir, Alice. Ela não exitaria em trazer recém-criados para pegar você. Não posso arriscar perdê-la. — ele voltou a puxar-me pela mão para fora do apartamento, mas eu voltei a impedi-lo.
— Não, não! Se você me transformar ela vai vir atrás de minha família! Atrás da sua família! Recém-criados causando caos em Londres chamaria a atenção dos seus vampiros italianos. Estaremos todos perdidos! — gritei a contra gosto.
Minhas visões estavam se tornando verdade, e a decisão que estava se formando dentro de mim deixava um buraco enorme dentro de meu peito. Eu não sabia dizer qual perda eu estava disposta a sofrer, mas eu precisava escolher aquela que afetaria menos vidas possíveis.
— Então o que você sugere? Sentar e espera ela atacar você novamente? — Jasper estava tão irritado que eu tinha medo de sua reação.
— Ela quer você. — respondi com a voz tão fria que não consegui acreditar ser minha. — Ela quer a oportunidade de tê-lo de volta, ela ainda... O ama. — tive dificuldade em admitir aquilo que não queria. — Ela só está atrás de mim, pois eu dificulto o seu... Reencontro. Ela sabe que eu sou o motivo que o prende ao mundo dos humanos. Se eu não existisse na sua vida, ela não teria motivos para me perseguir... Não teria motivos para chamar a atenção dos vulturis. — aquela palavra arrepiou todo o meu corpo. Eram a minha preocupação maior, depois de Maria.
— Mas não podemos apagar você de minha vida, Alice. — Jasper falou muito mais calmo, encarando meus olhos com doçura.
— Não podemos apagar o passado, apenas o futuro. — falei com amargura na voz.
A mistura dos sentimentos sofridos dentro de mim começaram a trazer luz para as ideias de Jasper. A única maneira de manter Maria e Michael longe de mim, meus amigos e familiares era apagarmos o futuro que tínhamos juntos. Doía-me a minha decisão, mas a alternativa de transformar-me em vampiro para destruir Maria e Michael e então abandonar a todos que eu amava não era atrativa.
Eu me agarrei fortemente ao que minha mãe sempre dizia dos namoros de adolescência de minha irmã "Eles nunca são os certos. É um amor avassalador e passageiro." Eu desejei envergonhada que nosso amor fosse esse tipo de amor, avassalador e passageiro. Senti meu corpo convulsionar com o choro e o bolo em minha garganta crescer no momento em que a face de Jasper começou a se iluminar com a compreensão.
Eu me senti suja e envergonhada, eu me senti a pior pessoa do mundo por fazer aquilo. Mamãe nunca considerou a hipótese de que para uma das partes não era apenas uma paixão avassaladora e passageira.
— Você está terminando comigo? — sua voz saiu acusadora e incrédula.
— Ela não nos deixará em paz enquanto estivermos juntos... — comecei a falar, andando em sua direção, mas ele me cortou.
— Você mentiu para mim. — sua voz saiu em um sussurro ainda acusador.
Jasper estendeu a mão para frente, me impedindo de avançar mais em sua direção. Senti meus olhos queimarem com mais lágrimas que chegavam a minha boca com gosto de veneno. Eu queria que elas fossem veneno, para que assim tudo pudesse acabar sem que ele desacreditasse em tudo que eu tinha lhe dito durante nosso tempo juntos.
— Eu nunca menti...
— Você disse que queria passar a eternidade comigo! — ele gritou irritado, jogando minhas palavras contra mim.
Meu peito apertou e me faltou ar. Eu me sentia a pior pessoa no mundo por magoá-lo, mas não conseguia ver uma saída para a situação sem ser essa, eu não conseguiria ter coragem suficiente para encarar tudo que Maria prometia me mandar caso eu continuasse com o nosso romance. Eu não tinha estomago para carregar a vida de todos aqueles que eu amava — inclusive os Cullen — em minhas mãos.
Eu não era corajosa, eu era fraca. Eu não aguentaria ter a vida de qualquer um deles em minhas mãos, não aguentaria arriscar sabendo a força que Maria tinha, especialmente agora que Jasper me lembrou; ela era dona de um exercito de centenas de recém-criados. Quem sabe o caos que eles trariam? As vidas que tirariam?
— Eu quero! — gritei para ele, me sentindo injustiçada.
Ele tinha de entender que nosso amor não poderia custar a vida de ninguém, que não fosse a minha.
— Então vem comigo... — Ele suplicou, estendendo a mão em minha direção.
Olhei sua mão com pesar. Meu coração martelava pesado, batendo violentamente contra minhas costelas. Recusar sua mão era acabar de vez com nós dois, e eu queria muito que pudéssemos existir em um futuro, mas eu sabia que seria impossível.
Rejeita-lo agora era rejeitá-lo para sempre.
Mordi meu lábio inferior com força, as lágrimas brotavam trazendo dor, e caiam espalhando desespero por minha alma. Eu sabia que ele podia sentir todos os meus sentimentos verdadeiros; toda a dor e desespero por abandoná-lo, mas Jasper preferiu ignora-los quando saiu do apartamento em um ataque de raiva abrasador.
Fiquei parada no mesmo lugar até não ouvir mais seus passos, depois meu corpo caiu como uma arvore velha na mata, em um baque surdo foi de encontro ao chão. Cai de joelhos no meio da sala. Eu não conseguia respirar e meu coração estava tão apertado que eu não sabia dizer se ele ainda batia. Meu corpo estava convulsionando mais do que eu jamais havia visto, as lágrimas ainda doíam ao brotar e ainda desciam espalhando desespero, cada vez mais rápido. Ele foi embora. Ele foi embora para nunca mais voltar. Não foi uma briga, não foi um até logo. Foi um adeus. Adeus ao amor, adeus a tudo que eu já havia sonhado. De repente todas as visões que eu tive de um futuro para nós dois quebraram-se diante dos meus olhos e eu era a única responsável por isso.
Medrosa. Fraca. Covarde.
Eu tinha medo de perder a todos, e acabei perdendo um amor.
Eu era fraca para lidar com o que o nosso romance exigia.
Eu era covarde para enfrentar as decisões dela. Eu era covarde para lutar por aquilo que eu queria profundamente.
— Eu... Te... Amo... — minha voz saiu embargada e aos pedaços.
Eu ainda sentia dificuldade para respirar quando peguei o sidekick nas mãos e mandei uma mensagem desesperada e curta para Izzie.
Me ajuda.
A.
Eu nunca pedia ajuda por nada. Ela saberia disso.
— E as suas ultimas palavras são? — aquela voz tão conhecida sussurrou para mim.
A ultima vez que ele estivera tão próximo, Jasper me ajudou. Mas agora eu não podia contar com nada disso.
Virei-me bruscamente encarando aquele rosto angelical, pálido como a neve com os cabelos castanhos caindo-lhe pelo rosto, lisos, os lábios os lábios arquejados sobre os caninos e as orbes cor de rubi encarando-me divertidamente.
— Até daqui a pouco, Allie.
E depois ele desferiu um golpe certeiro e dolorido em meu rosto, que me fez desmaiar em seguida.
[ . . . ]
Quando meus sentidos voltaram eu continuei com os olhos fechados. Eu tinha medo do que encontraria ao abri-los. Eu sentia cheiro de lama e ouvia a chuva do lado de fora, bater no telhado e fazer uma barulho metálico. Telhado de zinco, logo pensei. Tentei descobrir aonde estava, mas não conseguia lembrar de nenhuma lugar afastado com telhados de zinco em Londres. Eu não deveria estar em Londres, não mais.
Por debaixo do som da chuva eu podia ouvir duas vozes distintas travando uma conversa ríspida, uma briga em palavras quase silenciosas. Abri os olhos devagar, tentando não chamar atenção. Estava tudo escuro, apenas alguns pontos fracos de luz o iluminavam; um trovão cortou o céu e eu senti meu coração falhar uma batida. A luz que ele trouxe me mostrou o lugar, um galpão velho com armações metálicas enferrujadas, o teto alto demais era de zinco e varias das janelas, também altas, estavam quebradas ou sujas demais. Ao prestar atenção na chuva do lado de fora, parecia que eu estava nomeio da floresta, com o barulho da água batendo em folhas. Meu coração falhou mais uma batida, fora dos perímetros de Londres haviam varias fabricas abandonadas e muitas delas haviam sido tomadas pelos bosques. Nunca me encontrariam aqui, ninguém me encontraria aqui.
Era o esconderijo perfeito, mas Maria já deveria estar acostumada a encontrar esconderijos perfeitos, afinal de contas, elas escondia um exercito de recém-criados nos EUA.
Mais um trovão cortou o céu, e a minha cabeça latejou com a luz, instintivamente levei minha mão até o local dolorido e pude sentir o sangue seco no meu rosto.
— Ora, ora. Vejam quem acordou... — aquela voz familiar se pronunciou.
Abri os olhos novamente e ela estava muito próxima. Seu rosto pálido e angelical, os cabelos castanhos lisos escorrendo por seu rosto, o vestido branco e rasgado, os pés descalços; mas o que mais chamava a atenção eram seus lábios vermelhos repuxados sobre as presas e os olhos cor de rubi, que me encaravam divertidos.
Minha respiração acelerou e eu em sentei rapidamente, me afastando dela o quanto pude. Ela riu divertida, sua risada soando como a de uma criança. Então me olhou nos olhos, como se estivesse me hipnotizando.
— Garota tola, realmente achou que poderia me vencer no meu jogo de gato e rato? — a risada infantil voltou a encher o cômodo, e mais um trovão cortou o céu, iluminando o ambiente me mostrando que Michael estava logo ali, parado atrás dela com cara de poucos amigos.
— Eu fiz o que você queria. — minha voz saiu em um fio, tomada pelo medo. — Eu não estou mais com ele...
— Você estava certo, Michael. — ela estava admirada, então bateu palmas e olhou para o vampiro atrás de si, que sorria vitorioso. — Ela pode mesmo ver cada passo que damos. Que interessante, imagine que vampira forte você será.
— O que? — o medo e desespero tomaram conta do meu corpo. — Você quer Jasper, não a mim. Eu vi.
— Ah, sim, eu sei disso querida. — ela deu de ombros, olhando pelas janelas quebrados a quase três metros acima de nós. — Mas eu descobri que você e Jasper são um pacote, eu não posso ter um sem ter o outro.
— Você pode ser útil no exercito. — Michael falou divertido, e eu vi Maria rolar os olhos.
Algo me dizia que ela não estava muito contente com ela.
Minha cabeça latejou, mas dessa vez eu sabia que não era do meu ferimento na cabeça; era uma visão que estava se aproximando. A dor ficou mais forte e eu apertei os olhos, tentando prestar atenção nas imagens que eu recebia.
Haviam varias pernas rápidas correndo por um bosque acidentado. Corações que não batiam, olhos que não podiam soltar lágrimas. Haviam uma inquietação latente naquelas pessoas, um sentimento de culpa e necessidade.
— Cullens... — murmurei baixinho, sentindo a pressão na minha cabeça seder, até sobrar apenas a incomoda dor da pancada.
— OH! — Maria riu novamente, batendo palmas como uma criança que descobre um truque novo e excitante. — Ela fez, como você disse. — ela respirou fundo e virou-se para Michael. — Esconda-se, é hora da reunião.
Os Cullens estavam vindo por mim, e Maria sabia disso. Seu plano era com ele, nunca comigo. Ela não precisava de mim, ela não me queria. Eu não faria diferença para ela, mas eu era a única que faria com que Jasper se submetesse as suas vontades.
Meus pés deslizaram pelo chão quando eu me afastei mais dela, com pressa para fugir dali. Me coloquei de pé, mas antes que eu pudesse correr eu senti ela agarrar meu antebraço com força.
Gritei. Pude sentir os ossos serem esmagados com o seu aperto. Maria me empurrou contra a parede de tijolos quebrados e se aproximou. Senti falta de ar e algo quebrado em minha costelas. Algo afiado me perfurando de dentro para fora do corpo.
— Nunca tente fugir de um vampiro. Primeiro por que você jamais será mais rápida, e segundo... — ela deixou suas presas bem visíveis. — Porque só vai irrita-lo.
Ela avançou em direção ao meu pescoço e eu me esquivei como pude, inutilmente. Seus dentes cravaram em minha clavícula, e dor inundou meu corpo.
— Maria! — pude ouvir uma voz familiar gritar.
Aos poucos perdi meus sentidos exteriores. Era como se eu estivesse entrando em outro mundo onde tudo soava baixo demais, fraco demais. O cheiro de terra molhada era quase imperseptivel, o som das vozes era baixo demais, a visão era turva e escura. Meu corpo começou a cair e eu não conseguia encontrar o chão com minhas mãos. Gritei, e continuei a gritar na esperança de que alguém em estendesse a mão e me segurasse.
Aos poucos eu pude sentir as chamas vindas do buraco consumirem meu corpo, envolverem cada membro, mandando uma onda de dor que me percorreu por completada. Era como se eu estivesse me afogando e todo som que eu fizesse fosse inútil, pois ninguém poderia me ouvir. Minhas veias queimavam, minha carne ardia nas chamas, e eu gritava.
Mas ninguém me ouvia, ninguém me ajudava. Nada fazia a dor passar e eu não conseguia me entregar a inconsciência. Eu estava acordada e em chamas. Meu corpo parecia quebrar, cada osso, por menor que fosse, parecia ser esmagado por alguma força invisível, a dor latejava por todo meu corpo, pressionando todo o meu interior. Eu queria poder arranca-la do meu corpo, era a pior dor que eu já sentira na vida.
Pior do que a dor da pressão no meu crânio quando eu tinha uma visão, pior do que os choques durante meu tempo internada.
Era pior do que qualquer coisa que eu já tivesse vivenciado, e eu estava plenamente acordada, alerta para tudo, gritando o máximo para que qualquer pessoa me ajudasse.
Pensei em minha irmã, em Anna e em meus amigos. Pensei em Jasper e em todos os Cullens, em como eu havia feito as escolhas erradas, provavelmente. Em como eu havia sacrificado minha felicidade pela felicidade daqueles que eu amava e não havia adiantado de nada.
Se uma hora essas chamas e todas essa dor me deixarem desistir, eu iria morrer, e nenhum dos meus esforços; nenhum coração partido, terá valido a pena.
Eu havia partido o meu coração, havia partido o coração de Jasper; e agora iria magoar minha família. Todo esforço, toda dor, toda magoa e tristeza em vão. No fim todos ficarão sem mim, todos sofrerão e eu estarei morta. Sem chance de lutar. Sem chance de tentar voltar atrás.
— Alice! — ouvi meu nome ser chamado baixinho.
Senti mãos me tocarem levemente, o que me deu a impressão de estar levando alguém junto de mim. O local onde Maria me mordeu voltou a queimar, a perfurar meu corpo. E eu me debati, me debati debilmente enquanto tentava me livrar de toda aquela dor que me consumia. Era como se minha vida estivesse sendo tirada de mim aos poucos, com um canudinho e eu estivesse cada vez mais lúcida.
As chamas recuaram, minhas veias pararam de queimar e qualquer coisa que estivesse quebrando meus ossos pararam. A pressão diminuiu e tudo que restou foi a dor excumunal que ainda latejava no meu corpo. Eu pude voltar a sentir, a ver, a ouvir e a cheirar. O aroma de terra molhada e ervas estava mais forte agora, eu podia sentir um vento gelado todas o meu rosto, assim como a chuva fina caindo no meu corpo. Meu olhos ainda esbaçados enxergavam o escuro e um semblante pálido de cabelos louros. Eu sabia que havia mãos me segurando contra seu peito, e seu perfume não me enganava. Eu ouvia passadas rápidas demais deslizarem sobre a lama batendo em folhas e galhos de arvores. Eu me senti feliz, acima de toda aquela dor. Lutei contra o instinto que me dizia para dormir, para deixar a dor de lado e dormir. Eu não queria perder aquele reencontro. Eu queria me desculpar e apagar todas as coisas que eu havia lhe dito.
— Jazz... — minha voz saiu tão fraca que eu fiquei na duvida se eu realmente tinha falado ou apenas pensado.
Ela diminuiu o passo e através de meus olhos embaçados eu pude ver reflexos de luzes.
— Shh... — ele fez para mim, andando com cautela.
— Você voltou. — tentei falar novamente, sentindo meus olhos encherem de lágrimas. — Por mim...
— Alice, por favor... — ela me pediu, seus olhos encarando os meus. — Oh, não chore. Vai ficar tudo bem, a dor vai passar logo, Carlisle fez os primeiros curativos. — ele prometeu.
— Eu te amo... — sussurrei, tentando abraça-lo, mas meu braço quebrado não me permitiu. — Me desculpe por tudo que eu te disse, eu...
— Shh... — eu senti seu corpo estremecer com minha palavras. — Vai ficar tudo bem. Agora eu preciso que você faça um favor para mim, certo? — eu assenti com a cabeça e ele me indicou uma viatura de policia parada. — Eu preciso que você corra até lá, corra e fique com os policiais, certo?
— Não! — meu coração parou e minha respiração acelerou. Nunca tente fugir de um vampiro. Foram as palavras de Maria. — Maria, ela vai vir...
— Ela não pode te fazer mais nada, Allie. Por favor, faça o que eu estou te pedindo.
— E você, eu não posso deixar você. — falei com sinceridade, não querendo repetir nunca mais o que havia acontecindo há algumas horas atrás — ou seriam dias?
— Claro que pode, você estava certa. Nós não podemos ficar juntos sem machucarmos outras pessoas...
— Mas Jazz... — minha voz estava baixa e embargada, meus olhos estavam mais turvos devidos às lágrimas. Eu não podia deixa-lo uma segunda vez. Essa dor sim iria me matar.
— Allie... Por favor... — ela disse, segurando meu rosto em suas mãos. — Se você me amou de verdade em algum ponto da nossa relação, faça o que eu estou te pedindo.
— Eu amo você. Eu sempre amei. — falei chorando mais ainda, finalmente conseguindo abraça-lo, ignorando a dor que se espalhava com mais intensidade pelo meu corpo.
— Então vai, se salva. — ele se afastou do abraço. — Por mim. Fica bem, por mim. — eu podia ouvir sua voz tremula.
Jasper afastou a franja molhada do meu rosto e beijou minha testa, encostando a sua testa na minha em seguida.
— Eu te amo, e quero que você fique bem.
Segurei seu rosto com minha mão boa e pressionei meus lábios contra os seus, apenas pela fração de segundos que ele permitiu. Então ele me afastou de seu corpo e me guiou, para que eu caminhasse em direção da viatura.
O cansaço estava dominando meu corpo, mas eu não podia me deixar vencer. Eu precisava ficar de olho nele, certificar-me de que ele estaria ali, de que ele não iria embora. De que eu não o perderia de novo.
Caminhei até a viatura com meus olhos cravados em Jasper, camuflado pelas folhas ele me observava. Parei de frente para os faróis da viatura e desviei o olhar para ver os dois policiais saírem de dentro do carro em minha direção.
— Senhorita, você está bem? — um deles perguntou, colocando a luz de sua lanterna no meu rosto.
Meus olhos cerraram por instinto, e o cansaço bateu novamente.
— Estamos na saída 5 de Londres, perímetro 17. precisamos de uma ambulância com urgência. — o outro policial falou pelo radio, enquanto seu parceiro ainda com a lanterna apontada para o meu rosto se aproximava.
Meus olhos se perderam pela mata a procura de Jasper, que não estava mais onde eu havia o deixado. Gritei, mas o grito não saiu de minha garganta. O cansaço tomou conta e eu, relutante, me entreguei a tão desejada inconsciência.
[ . . . ]
Minha consciência voltou aos poucos, eu podia sentir o gosto de sangue na minha boca e ouvir um bip ritmado. Eu sentia um cheiro de limpeza e remédios, minha cabeça latejava, assim como algumas partes do meu corpo. Abri meus olhos devagar, eles estavam embaçados e eu tive de piscar algumas vezes para que eles pudessem voltar ao normal. Inclinei a cabeça de lado e senti algo fofo sob minha cabeça, e então comecei a sentir tudo a minha volta; uma brisa suave, algo áspero envolto em meu antebraço, um tecido desconfortável me cobrindo.
Abri os olhos com cuidado, piscando muitas vezes devido a luminosidade. Descobri que estava no hospital.
— Alice! — a voz de minha irmã soou preocupada em meus ouvidos, fazendo minha cabeça latejar novamente.
— Cynthia... — minha voz saiu em um fio, seca e arrastada, como se eu tivesse areia em minhas cordas vocais. — O que... — limpei a garganta, para que minha voz saísse mais inteligível. — O que aconteceu?
Precisei de alguns minutos para lembrar dos ultimo acontecimentos, e quando as lembranças de minhas ultimas horas (ou seriam dos dias passados? Eu não sabia há quanto tempo estava ali) voltaram, eu senti calafrios por todo o meu corpo.
Maria e Michael, o galpão abandonado perto da saída de Londres para Brighton. A dor indescritível de sua mordida, as chamas lambendo meu corpo, inundando meus sentido, e... Jasper. Sim, Jasper! Eles estivera lá, ele me salvara! Jasper, Jasper, onde ele estaria? Se eu estava bem ele também deveria estar.
— A policia não sabe explicar, meu amor. Izzie os chamou quando chegou no apartamento e estava tudo bagunçado, você mandou uma mensagem pedindo socorro, ela disse. Eles acham que podem ter sido seqüestradores, você se lembra de algo? — ela falou tudo muito rápido, eu demorei para processar a informação.
A memória do apartamento de pernas pro ar veio devagar, assim como a de ter escrito uma mensagem pedindo socorro para Isobel, mas quando lembrei de Michael logo atrás de mim, um frio súbito subiu a minha espinha e lágrimas tomaram conta de meus olhos.
— Oh Alice, você não tem idéia de quanto eu fiquei preocupada quando Sarabeth me ligou. — minha irmã continuou a falar, sentando-se na beirada de minha cama. — Fiquei desesperada! E você mandando eu e Anna sairmos de casa, se estivéssemos lá nada disso teria acontecido. Acho que foi um milagre você permanecer consciente tempo suficiente para andar até o posto policial próximo. No estado em que você estava...
Minha irmã continuou falando, e eu recebi as memórias todas juntas. As fraturas no meu corpo; a mordida de Maria em minha clavícula, o braço quebrado, as costelas fraturads e a cabeça machucada...
Mas na verdade eu não queria saber como as pessoas achavam que eu tinha sido salva. Eu queria saber porque Jasper havia voltado por mim, depois da maneira que eu o magoei. Porque ele não estava ali? Será que ele havia partido com Maria? Ou será que havia lhe destruído? Eu estava desesperada.
— ... quando liguei para Jasper ele ficou tão preocupado. — sua voz tinha tomado um tom de profunda tristeza quando falara o nome de meu namorado... ex-namorado.
A simples menção de seu nome me agitou, fazendo-me pensar se eu havia tomado a decisão certa, a escolha certa. Minha família, ao invés dele. Meus amigos, ao invés dos Cullens. Meu egoísmo, ao invés do dele.
— Jasper, Jasper! — falei agitada. — Onde ele está? — eu podia sentir meu coração apertar e pedidos de desculpas formarem-se em minha boca, desesperados para saírem.
Cynthia me olhou com pesar e comprimiu os lábios. Seus olhos estavam marejados, e eu não sabia dizer por quê.
— Oh querida... — ela começou, da mesma maneira que havia me dado aquela horrível noticia há nove anos atrás, quando tive de deixar Tulsa para viver com ela aqui.
— Ele não quis me ver? Eu preciso falar com ele, é urgente! — falei já com a voz embargada, eu proibi meu cérebro de formular respostas supositórias, de relembrar.
— Alice, eu sinto tanto, muito mesmo. — uma lágrima correu por seus olhos.
As lágrimas quentes já brotavam e escorriam rapidamente de meus olhos, meu corpo já sabia o que ela iria dizer, mas eu me recusava a acreditar.
— Foi horrível, a casa toda pegou fogo. Eles não tiveram nem chances... Não conseguiram salvar ninguém, meu amor. Eu sinto muito.
Cynthia se aproximou, afagando as costas de minha mão furada pelo soro. Meu corpo se debateu como reação automática a noticia. Meus gritos ricochetearam nas paredes e eu me senti inútil. Só havia uma maneira dele não estar vivo, Maria tê-lo matado. Eu havia o matado! Fogo na casa? Só se a própria Maria tivesse a incendiado.
— Não, não, não, não! — gritei as palavras, me debatendo com mais força contra a cama, tentando sair dali.
Correr até ele, de encontro a ele. Eu precisava... Ele não podia estar morto, Jasper era um vampiro, imortal. Ele havia me salvo e me entregue aos policiais, ele estava bem!
Mas a realidade era que eu havia sido a franqueza, o calcanhar de Aquiles, a responsável por sua morte. Eu era desprazível.
— Alice, acalme-se. — minha irmã estava colocada sobre o meu corpo, segurando firmemente meu braço.
— Não, não. Ele não pode, ele não pode me deixar... Não! — e eu gritei mais forte ainda quando vi uma mulher baixinha e com um uniforme cor-de-rosa entrar no quarto.
— Tudo bem querida, vai ficar tudo bem. — ela mentiu.
— Não, não, eu preciso ir. ME SOLTA! — gritei a plenos pulmões.
Elas não entendiam; nada nunca mais ficaria bem. Jasper se fora. Para sempre. Nós não tínhamos apenas terminado, ele havia morrido, dessa vez definitivamente.
Cynthia segurou meu braço firmemente enquanto a mulher pressionava uma agulha em minha veia e esvaziava o conteúdo da seringa.
Eu continuei a falar, mas minhas palavras não faziam sentido nem mesmo para mim. Eu não conseguia mais mover meus membros, nem gritar. Meus olhos ficaram pesados e logo eu mergulhei na escuridão sem sentido do sedativo.
[ . . . ]
Quando acordei, senti meu corpo relaxado. Minha cabeça não latejava e nem meu braço, eu ainda tinha um pouco de dificuldade para respirar, devido a qualquer que seja o tipo de fratura que houvesse sofrido em minhas costelas.
Respirei fundo, sentindo mais lágrimas escorrerem pelos meus olhos. Eu queria ser forte por jasper, mas eu não conseguia. Eu queria ser aquela descontrolada uma vez na vida. Eu fui forte quando comecei a ter visões e não contei a ninguém, eu fui forte quando contei aos meus pais, eu fui forte quando me colocaram em terapia de eletro-choque, eu fui forte quando eles morreram.
Mas eu não conseguia ser forte agora. Eu não conseguia pensar que a única razão para todos o Cullens terem desaparecido do mapa era eu. Eu não conseguia ser a responsável pela mutilação de toda aquela família que havia me acolhido tão bem.
Respirei fundo. Saber que não falaria mais com Bella, que não teria mais os pensamentos invadidos por Edward ou que não seria mais surpreendida pelos poderes de Renesmee fazia meu coração bater mais fraco. Ficar sem os abraços de urso de Emmett, sem as dicas de moda de Rosalie, sem o carinho e gentileza de Carlisle e Esme faziam meus pulmões se fecharem. Mas saber que eu nunca mais teria Jasper, nem se quer longe de mim, fazia com que eu não tivesse mais forças. Fazia com que eu desejasse as chamas novamente, com que eu quisesse a morte real.
Virei o rosto para encarar a janela, e percebi sobre a bandeja do meu almoço, uma única rosa amarela dentro de um copo d'agua. Me estiquei ao maximo e peguei a rosa, lembrando-me das palavras de Jasper quando me entregara uma flor igual "Quando olhar para essa rosa, saiba que estarei cuidando de você."
Fiquei sem ar. Mesmo sem saberem do significado, era uma brincadeira de mal gosto me dar uma rosa amarela.
— Ah, que bom que acordou. Vou buscar algo para você comer. Está com fome? — minha irmã perguntou.
Cynthia olhou meus olhos cheios de lágrimas e se aproximou. Em suas mãos havia um vaso de flores do campo coloridas, com um cartão mais colorido ainda no meio e alguns balões "Fique boa logo" em suas mãos.
— Querida, por favor, não fique assim. — ela pediu.
— Ele se foi e você quer que eu fique como? — tirei os olhos da rosa e a encarei.
— Eu sinto muito Al, de verdade...
Balancei a cabeça levementemente para afastar as lágrimas de meus olhos.
— Gostei dos balões. — falei, aleatoriamente.
Cynthia sorriu e colocou os balões no canto do quarto e o vazo sobre a cômoda perto da porta.
— Richard mandou os balões, ele vem te ver assim que tiver uma folguinha. Foi a Anna que escolheu. E as flores são da Izzie, do Tom e da Sara. — ela estava feliz. Acho que fazia sentido, afinal de contas eu estava viva. — Linda rosa, quem te deu ela?
— Não foi você? — perguntei confusa. Se não fora meus amigos e nem Cynthia, quem seria?
— Não. Estive fora enquanto você dormia, tive de levar Anna para a creche. Algum colega do colégio veio te visitar?
— Acho que não. — balancei a cabeça negativamente, encarando a flor.
— Uhm... Que estranho. — ela murmurou, arrumando as flores dentro do vaso.
"Quando olhar para essa rosa, saiba que estarei cuidando de você."
Foi como se houvessem apertado um botão na minha cabeça e entao tudo fez sentido. Ele estava vivo. Todos esles estavam vivos. O plano era fingir apenas a morte de Bella e Edward, mas os planos mudaram quando eu terminei com Jasper, e mais ainda depois de Maria.
Ele estava vivo, e ele estava cuidando de mim. E ele estivera no quarto, enquanto eu estivera dormindo. Meus pulmões se encheram de ar e meu coração bateu acelerado. Eu pude ouvir o bip da maquina aumentar, enquanto eu apertei mais ainda o caule da rosa em minhas mãos, sorrindo e deixando que as lágrimas escapassem de meus olhos fechados.
Ele estava bem. Eu iria ficar bem. Ele estava vivo. Eu não podia pedir mais nada além disso. Senti meus ombros chacoalharem com o choro de felicidade contido a tanto tempo.
— Al, tudo bem com você? — Cynthia perguntou preocupada, se aproximando.
— Vai ficar. — solucei em resposta.
-x-
n/a: Esse foi o nosso fim! D':
Não acredito que acabou, agora que eu estava me empolgando em escrevê-la. HAHAHAH, mas é, tudo que é bom (?) tem um fim, um dia. Eu sei que eu prometi entre natal e ano novo esse capitulo, mas meus imprevistos de final de ano foram maiores do que eu esperava. D: Fiquei mais tempo sem pc do que eu planejei. Anyway, ainda tem o Epilogo antes do fim definitivo, então assim que eu tiver mais ou menos umas 3 reviews eu venho postar ele aqui.
Tenho que dizer que foi o que eu mais gostei de escrever, o epilogo. Me deu esperança. HAHAHAHA.
Por favor, não me matem e nem matem a Allie. De alguma forma eu achei esse capitulo meio ruim, mas eu nao queria fazer ele gigantesco então cortei as coisas sem sentido e sem noção que eu geralmente coloco. Desculpa qualquer coisa.
Obrigada a todas que leram e comentaram e até quem leu e não comentou. Adorei ter chegado ao fim com todas vocês, sinto muito pelo buracos nas postagens e pela demora. Só espero que você possam dizer que valeu a pena.
Obrigada por tudo e até o epilogo.
xo . xo
