Antes eu queria dizer umas coisas, não lembro em que capítulo é, mas mais a frente tem coisas meio contraditórias, então vou explicar logo aonde a história se passa. Estados Unidos, em teoria (mas como eu não sou expert em como eles vivem lá, é só a localização e as coisas são como aqui no Brasil mesmo), fora que com 16 anos eles podem dirigir. Mathias, Alfred, Antonio, Matthew, Francis, Sadiq, Lukas e mais algumas pessoas que não lembro já têm 16, enquanto que Arthur, Kiku, Feliciano, Lovino e etc ainda têm 15, eles estão no 1º ano do Ensino Médio e de forma alguma aqui nesta fanfic ser gay será tratado como "anormal" (até porque 90% da escola é gay). Otho é tanto o diretor da escola como o professor de História sim, porque eu quis. No Nyah me pediram pra colocar quem é quem, então lá vamos nós:

(Alfred - EUA) (Arthur - Inglaterra)(Mathias - Dinamarca)(Lukas - Noruega)(Gilbert - Prussia)(Kiku - Japão)(Sadiq - Turquia)(Matthew - Canadá)(Antonio - Espanha)(Francis - França)(Heracles - Grécia)(Katyusha - Ucrânia)(Elizaveta [sim, eu prefiro VETA que BETA] - Hungria)(Feliciano - Italia Veneziano)(Lovino - Italia Romano)(Abel - Holanda)(Roderich - Austria)(Eduard - Estonia)(Berwald - Suécia)(Tino - Finlandia)(Feliks - Polonia)(Toris - Lituania)(Erik - Germania) Qualquer outro que eu não tiver colocado mas mencionar, me avisem!


POV Mathias

Então, meu nome é Mathias Kohler. Na época em que o conheci, eu tinha 16 anos. Fiquei encantado quando soube que ele tinha completado 14 naquele e só estávamos na mesma sala porque ele é (ainda) inteligente pra caralho e pulou uma série. E só mudou de escola porque a matrícula dele na outra não computou e até descobrirem isso ele perdeu a vaga. Foi o destino!
Enfim, na verdade eu nem tinha o notado até a fila da cantina. Mesmo que eu tivesse corrido loucamente pra ser o primeiro, ele simplesmente surgiu na minha frente. Acabou que eu esbarrei nele sem querer, porque eu tava correndo... Não foi legal, quase caímos, mas como eu sou muito foda, o segurei.
– Qual é o problema das pessoas daqui? Me solta! – Foi tipo amor a primeira vista. Ok, não foi amor... Talvez tesão... Mas depois também virou amor, juro. Levei um tempo encarando sem reação mas enfim soltei-o.
– Calma, cara, cê ia cair.
– Não se não tivesse uma criança correndo desenfreada por aí.
– Desculpa, ok? Você é novo, né? Prazer, Mathias Kohler! – E estendi minha mão.
Ele me ignorou e se virou pra ir falar com a tia da cantina. Tudo bem, eu nem sofri por isso. Mas depois que ele pegou o lanche e ia saindo ele olhou pra mim e disse:
– Lukas Bondevik.
E saiu. Isso já me deixou muito feliz, acredite ou não. Depois só fui vê-lo na sala de aula, pouco antes do sinal tocar anunciando o fim do intervalo ele já estava lá, sentado, fazendo nada além de encarar um ponto fixo na parede. O que devia ser bem difícil, porque a parede era branca e sem manchas nenhuma, eu não conseguiria, só dizendo.
Já que a sala tava vazia mesmo (com exceções aqui e ali), resolvi me sentar na cadeira ao lado dele, no lugar da Lizzy, só pra conversar um pouquinho.
– Eae, Lukas. Gostando da escola? – Eu não sabia exatamente como começar um assunto e como ele é novato, sempre tem alguém pra perguntar essas idiotices, então nesse caso esse alguém será eu.
– Não. – Porra, Lukas, nem pra fingir ser simpático? :/
– Ah... Então, de que escola você veio?
– Mackenzie High School.
– E como você veio parar aqui?
– Deus não gosta de mim. – Com esse tapa na cara, senhoras e senhores, eu desisti daquela conversa e fui pro meu canto. Não que isso tenha me desmotivado, pelo contrário, deu ainda mais vontade de tacar aquele coraçãozinho de gelo numa bacia em banho-maria. Amanhã seria outro dia, porque eu sou (descendente de) dinamarquês e não desisto nunca. Essa piadinha funcionaria se eu fosse brasileiro, desculpa.
O resto do dia passou normal, eu sento no extremo canto esquerdo da sala enquanto que o Gilbert senta no extremo canto direito (aquele cantinho super competido onde duas paredes se encontram e formam o lugar mais aconchegante de se sentar da sala), daí passamos as aulas jogando uma bola de futebol americano de lá pra cá sem ligar pro resto. Era o primeiro dia de aula mesmo, nada era levado muito a sério. Não que no resto do ano também fossemos alunos exemplares, mas também não éramos tão horríveis assim. Só as vezes. E as vezes pior. Mas... Quase sempre.
Ok, raramente ficávamos quietos. Mas adolescente é assim mesmo, poxa, cheios de energia e não podíamos gastar porque estávamos aprisionados dentro de uma sala de aula aprendendo milhares de coisas que nunca usaremos na vida. Mas até que isso serviu pra alguma coisa, não que eu vá ser um físico ou matemático, pelo contrário, ainda pretendo fazer parte dos Chicago Bears até hoje, mas foi numa sala de aula que eu o conheci e não imagino mais minha vida sem aquele moleque frio e sem expressão.