"A muito tempo, quando rolava a primeira grande gerra(eu acho) a Holanda estava em uma posição de risco então a familia real veio se abrigar no Canadá, em Ottawa. Pois a rainha estava grávida e pelas leis reais de lá, para o filho ser um herdeiro real válido, ele deveria nascer no solo Holandes. Mas como voltar pra Holanda só para parir um filho em tempos de guerra? Pois bem, o Canadá se desfez de uma parte de um terreno perto do parlamento e cedeu pra Holanda. Aí o filho nasceu naquele solo que legalmente era solo Holandes! Por isso todos os anos, no dia da Rainha Valentina, a holanda manda milhares de Tulipas para Ottawa. "

Desde que soube disso, shipo um pouquinho de Holanda x Canadá, mas não sou familiarizada com a personalidade do Holanda (Abel), então aqui temos a aparencia dele mas eu acho que ficou ooc. Também acho que o Matthew tenha ficado ooc, talvez o Francis tbm mas tudo bem, eu estava mó entediada da vida lá no cursinho (aula de gramática, me faça estudar física mas gramática não) e comecei a escrever, li agora enquanto transcrevia e na vdd não gostei muito não, mas é um jeito de começar um Franadá maroto aí :D

OMELETTE DU FROMAGE


Bom, Alfred levou Arthur embora, eu tinha 3 opções: ficar aqui e pedir para o Abel me levar mais tarde – considerando que ficaria muito tarde e eu não estava afim –, pedir carona para o Francis – e não saber que horas ir e se chego ainda virgem em casa –, ou ir de ônibus a hora que eu "quiser". Mas é mais que claro que eu escolhi, certo? Fui com Francis. Mas não, não é por causa do que você está pensando, é porque poderia ser uma experiência interessante, uma forma de tentar aumentar a nossa pseudo-amizade.

Ainda estávamos na mesa esperando Alfred e Arthur – quer dizer, eu já sabia que só os veria de novo outro dia mesmo, mas em teoria... Abel nem ligava, mas Francis estava impaciente.

– Já deu tempo de fabricarem até o copo – adivinha quem foi que disse isso.

– Você deveria procurá-los. Sei lá, pode ter fila, eles podem estar perdidos... – se Abel não tivesse dito, eu teria. Você precisa entender que eu não sou tão bonzinho assim.

– Acho que vou mesmo, com licença.

Depois que Francis saiu pela porta da salinha, Abel me perguntou:

– Eles já foram embora, não é?

Meneei a cabeça em forma de afirmação e ficamos rindo sobre isso por alguns minutos, até que Abel – que estava do meu lado – chegou mais perto e colocou o braço por de trás de mim.

– E você, quer fugir também?

– Muito engraçado, Abel, mas você não pode, cê tá cheio de convidados lá fora e você sabe que tem que dar atenção a eles.

– Ai, quem liga pra eles, Mat? Sinceramente, só quero sair dessa sala se for para o meu quarto, ou para o seu – você pode imaginar o tom de vermelho que eu fiquei? Mas ainda bem que não precisei responder, pois Francis chegou.

– Mon Dieu, eu saio por 1 minuto e vocês começam a se agarrar.

– Não estamos nos agarrando, Matthew não cedeu... Ainda – fiz uma careta, Francis sorriu.

– Hey Francis, o Alfred me mandou uma mensagem aqui, ele já foi embora com o Arthur e agora estou sem carona, posso ir contigo?

– Quer ir agora?

– A hora que você quiser para mim está ótimo.

– Agora.

Claro que ele ficou visivelmente irritado com tudo. 1) Arthur foi embora. 2) Arthur nem sequer avisou/despediu-se do seu próprio acompanhante. 3) Arthur foi embora com ALFRED. Eu entendo que ele não queira ter continuado lá, até porque ele teria ido embora "cedo" com Arthur, também. Então ele nem se importava com Abel, embora sejam amigos.

– Ok então. Até mais, Abel. Foi bom te re-conhecer – e um abracinho de despedida. Que, claro, Abel fez durar mais que o necessário. Não que eu esteja reclamando, adoro abraços, adoro o Abel, e como você sabe, sou meio carente. :3

Saímos pela porta dos fundos e caminhamos para o estacionamento. Meio que para alfinetar – e também para gerar uma conversa – perguntei no caminho:

– Está tudo bem?

– CLARO QUE NÃO! Quer dizer, olha a situação, eu sei que você é inteligente o suficiente para entender o que eu penso sobre.

– Sim, desculpe, mas eu não vejo como isso possa ser tão grave assim. Quero dizer, Arthur não é seu namorado nem nada, né?

– Não, somos casados!

– Oi?

– Nada, esquece.

– Como assim? Não, agora explica. É tipo aqueles casamentos arranjados de socialite? Porque o Arthur não parece uma socialite mas pare...

– Não, é besteira, es-que-ce.

– Ok, desculpa.

– Para de pedir desculpas, você não fez nada.

– Desculpa – foi automático, mas ainda assim recebi um olhar repreensivo.

Apesar de estar sendo relativamente rude comigo, abriu a porta do carro e fechou para mim. Ele é conhecido como nada além de um tipo de "cafetão", mas ele é bem cavalheiro. Pode usar a pessoa por uma noite, mas faz tudo dentro do possível para ser a noite mais romântica de todas. Não que fosse esse o nosso caso, mas é natural dele, como você pode notar. Mesmo com raiva, ainda um cavalheiro. Quando ele entrou no carro, invés de dar a partida, virou-se para mim e perguntou:

– Já que estamos aqui, quer comer alguma coisa?

– Claro.

Só que eu esperava que fôssemos a um restaurante. Mal sabia eu que a comida seria... eu. Brincadeira, mas fomos para a casa dele. Ou melhor, apenas uma coberturazinha em um dos prédios mais luxuosos da cidade, nada mais. Do estacionamento ao elevador, do elevador até o corredor, e por fim até seu apartamento, permaneci calado. Confesso que temia pela minha inocência, senti dirigindo-me para o abatedouro (de novinhas), mas eu sei que Francis não é nenhum estuprador, nem me drogaria.

– Fique a vontade. Quer um vinho? Alguma coisa enquanto espera?

– Você vai cozinhar a essa hora?

– Sim, eu tenho visita, caso contrário iria dormir ou ver pornô, mas acho que jantar é melhor, não? – eu entendo que isso não foi um flerte, só o Francis sendo o Francis, e você tem que admitir que olhando isso por um certo ângulo, ele é um doce de pessoa.

– Sim – abri um sorriso e o segui até a cozinha. De certa forma o ajudei a preparar mas o mérito vai todo para ele. Bom, se você contar buscar ingredientes como ser um bom cozinheiro... Mas ele me ensinou, foi realmente muito divertido :D. Enquanto ele terminava de fazer o "omelette au fromage", eu montava a mesa. Ficou bem bonitinha, parecendo aquelas de restaurante e tal, fiquei muito orgulhoso. Quando ele trouxe o omelette, desligou as luzes e acendeu as velas do castiçal do centro da mesa e devo ter estampado uma interrogação, porque ele me deu um meio sorriso e disse:

– Você não acha que o ambiente fica mais agradável, mon cher?

– Eu? N-não, quero dizer, sim, é que... Não sei... – uma coisa importante sobre mim: eu ajo como um idiota quando sou pego desprevenido/distraído e não consigo encaixar minhas ideias de forma que faça sentido, então eu gaguejo. Mas fora isso, sim, foi bem agradável. Melhor que ir pra casa dormir. Ou ver pornô.

Depois lavamos as louças e vimos alguns episódios de uma série qualquer, até que eu olhei a hora, já ia dar quase quatro da manha e nem noticia eu havia dado até então. Estava muito legal para interromper, até por que, se você não percebeu, não é muito comum eu passar tempo assim com meus amigos. Mas, né, eu não iria abusar.

– Já está muito tarde, tenho que ir...

– Quer que eu te leve lá? Dorme aqui, a gente termina de ver só mais esse episodio e vai dormir.

Ai meu Deus.


O que eu tentei passar é o Matthew gostando do Francis, mas não que ele tente negar, ele só não entende quando um sentimento passa de amizade, por causa das poucas e "rasas" amizades dele, então ele admira o Francis como um ótimo amigo e até suas qualidades "romanticas" mas sem associar essas coisas com o que ele sente de vdd (eu não sei explicar :c)