EAE GALERO DE NOVO (pq é o mesmo dia, então vale a mesma nota do outro)
eu acho que isso tá se desenvolvendo rápido demais (?) ou não?
tipo, sério, me dêem vossas opiniões pq eu meio que fico perdida (oq eu escrevo vai MUITO do meu humor e hoje tô pas sacangi 8D)
É isso, me digam qualquer coisa errada, desconexa ou rápida demais, bjsssssssssssssssss


Claro que eu sabia o que Alfred estava fazendo. Ah, isso me entretia e me interessava. Levei isso como um xadrez, ele fazia sua jogada e eu, a minha. Admito que já planejava deixar o pijama meio caído no ombro ou qualquer coisa do gênero, só para provocar, mas foi muito conveniente Alfred ter o dobro do meu tamanho, saiu melhor que o esperado e o resultado foi muito agradável. Não que ele tivesse pulado em mim nem nada, mas vira e mexe eu o pegava me encarando com aquele tipo de olhar, você sabe o que eu quero dizer. No mínimo era desconfortável – para ele, pois eu estava me divertindo.

Agora um fato interessante: lembra quando eu disse que não fazia ideia sobre o que a empresa do meu pai se tratava? Pois é, muito obrigado, Alfred, meu pai trabalha com videogames. E de fato, eu adorei. Muito obrigado, Alfred. Antigamente eu achava a coisa mais inútil e mentecapta do mundo, mas é divertido, alivia estressa, o que é muito bom para alguém como eu. Outra informação sobre isso: agora Al queria porque queria conhecer meu pai. E que eu entregasse seu currículo a ele.

Quando acordei, Alfred ainda estava dormindo, ele parecia o tipo de pessoa que dormia até tarde. Eu sou acostumado a acordar cedo, então o que faria? Liguei o videogame. Passou-se cerca de 20 minutos quando ouço um suspiro.

– Sabia que você ia adorar – eu não sou de admitir esse tipo de coisa, mas a "voz matinal" dele é muito sexy.

– Não adorei, esse jogo é apenas OK.

– Aham, to vendo. Quer tomar café agora ou o vício aí já está critico?

– Que vício? Anda, levanta, vamos agora! – como que para provar meu ponto levantei e comecei a puxar a coberta dele. O estranho foi ele ter puxado de volta, mas eu achei que era uma brincadeira sadia e inocente. Mas eu consegui puxar, por alguma força maior do universo, já que Alfred é maior e mais forte que eu. Má ideia, ele estava de PD. Bom, eu acho que fiquei com mais vergonha que ele. Não é como se ele estivesse pelado nem nada, é justamente porque ele estava de calça e ainda dava para ver de longe. Mal notei, joguei a coberta na cara dele e me pus ao caminho da cozinha. Precisa normalizar o meu tom de pele antes que ele visse, se é que você me entende.

A cozinha da casa dele é aquela cozinha típica de casas em que as festas geralmente acontecem, simples, porém com um balcão meio que de bar invés da parede e sem nada muito quebrável fora de armários. Bem legal na verdade, sentei-me num banquinho deste tal balcão e esperei. Ele demorou alguns minutinhos, mas chegou, com uma toalha nos ombros e o rosto molhado.

– No cardápio temos pão com nutella, ovos e bacon, misto-quente, e biscoito. Recheado. Pra beber tem leite e café e suco e... só, haha – não tenho certeza se ele estava agindo como se eu não tivesse notado ou se ele realmente não tinha notado que eu tinha notado.

– Hum, deixa eu ver... Leite com... Biscoito só recheado?

– Sim, milady, de chocolate e de morango. Tinha um de limão mas acho que tá vencido, deixa eu procurar aqui pra você...

– NÃO, pode deixar, pão com nutella. Você come coisa vencida, Alfred?

– Depende, até duas semanas ainda tá de boa, haha.

– Além de só comer porcaria você ainda come porcaria vencida? Tsc, aonde você vai parar, seu gordo? – enquanto eu passava nutella nos nossos pães ele passava o café.

– Bom, por enquanto eu tô aqui, acho que isso é o que importa, não?

– Por agora sim, mas e quando o futuro for o "agora"? – ele colocou o café dentro de uma xícara e foi se aproximando até o balcão entre nós não deixar mais, quase tocando os narizes, e abaixando o tom de voz para um sussurro. Lembra da "voz matinal"? Então.

– Aí a gente vê o que acontece, mas deixa isso pro futuro mesmo – e voltou para o tom normal, distancia normal, atmosfera normal... – Mas cê tem certeza que não vai querer café?

– Eca, claro que tenho.

– Eca digo eu, como assim alguém não gosta de café?

– Tem chá?

– HAHAHAHAHA Cê tá brincando né? Detesto chá.

– Que Flying Mint Bunny te perdoe por essa blasfêmia.

– Quem?

– Nada. Deixa, você não entenderia.

– Ah, tá me chamando de burro, Artie?

– É Arthur, não, estou te chamando de ignorante, eu sei como é, eu já caí na besteira de achar que as pessoas poderiam pelo menos fingir que... ugh, que não acharam uma completa loucura.

– Cê sabe que eu não faria isso, né? Mas tudo bem, quando você quiser falar das suas macumbas aí eu estou aqui. – eu entendi que ele estava brincando sobre "macumba", mas é meio que isso mesmo que todo mundo diz, só que sério. Mas ele falando não foi ofensivo, o tom dele é tão cômico que eu mesmo achei engraçado. Mas só para implicar e fingir que estava com raiva, lê-se cu doce mesmo, eu enfiei dois dedos no pote de nutella e passei na cara dele, desenhando a bandeira do Reino Unido. De primeira ele arregalou os olhos, provavelmente achando que minha reação seria mais negativa, mas durante começou a rir. – Agora corre, Artie, porque eu vou me vingar, haha.

E assim eu o fiz. Parecíamos ter 12 anos de novo, correndo pela casa, brincando de pique pega, gargalhadas histéricas... Na verdade eu nunca tive isso antes, só tinha visto em filmes. É bom. Até a parte em que ele me alcançou e me derrubou no sofá. Aparentemente, os pais dele não estavam em casa, o que foi bom, porque seria meio desconfortável. Tá, sabe a parte de encostar as costas no sofá? Eu estava atrás do sofá, ele me jogou no sofá deslizando por essa parte, nós dois caindo como que "de cabeça". Eu estava com medo de cair de verdade, mas ele – que estava em cima de mim – me segurou, e me olhou com a cara mais idiota (no bom sentido) do mundo. Cheia de nutella. Eu comecei a me contorcer, parte de riso e parte de desconforto... Muito perto. Para completar, ele segurou bem meu rosto para que eu parasse, começou a me encarar bem sério e me...


LOKI'D

até o próximo episódio, daqui outros 500 anos, minhas amadas (se tiver menino lendo, desculpa, mas se vc n se manifestar eu vou admitir naturalmente que só menina tá lendo isso)