Olá gente! Aqui está mais um capítulo.

Espero que vocês não estejam desanimando da fanfic... é a reta final! Oficialmente, vai terminar no capítulo 14, mas estou preparando pequenas surpresas. Então, por favor, não desanimem... ç_ç~

Todavia, aqui está mais um capítulo! Boa leitura!

Insanidade

Após o desastre das férias de verão, na qual não conseguiram aproveitar devidamente o tempo devido às pessoas que lhes rodeavam; quando chegou o inverno, decidiram viajar. Não sozinhos, pois os pais de Arthur insistiram para que fossem acompanhados. Pediram para Scott e Casey ir junto – não iam deixar Kiku tomar conta sozinho daquele filho louco. Assim, decidiram ir para um local calmo e afastado, mais exatamente uma cabana nas montanhas. O japonês só não contava que Arthur ficasse com raiva dele bem no dia anterior à viagem.

Mas, no fundo, não era raiva. O inglês só estava se mordendo de ciúmes, pois vira Meimei conversando animadamente com o nipônico, ambos cheios de sorrisos. E depois Heracles dando em cima do seu namorado – não que eles soubessem que Kiku era comprometido. Ao chegarem ao confortável lugar – que não era muito grande, nem muito pequeno, e tinha um ar aconchegante – o asiático foi o primeiro a subir para o quarto com a desculpa de arrumar o que tinha trago. Scott aproveitou para prender o pescoço do mais novo com um dos braços, utilizando uma força desnecessária.

- O que diabos está fazendo? Me larga, Scott!

- Ah, cale-se, pirralho. Queria saber o que diabos você está fazendo ignorando seu professor.

- Não estou fazendo isso! Me solte!

Debatia-se, o ruivo acabou cedendo e largando o irmão com violência no chão, encarando-o.

- Não sei o que aconteceu, mas não cause problemas.

Após falar isso, imitou o japonês, subindo com as malas para o segundo andar. Casey aproveitou e se aproximou do irmão emburrado, agachando-se ao lado dele.

- Arthur, o que Scott quer dizer é... Não estrague as férias de todos com isso. Até mesmo Kiku poderia estar fazendo outras coisas, mas está aqui por você. Não deveria deixá-lo chateado – sorriu ao ver a expressão emburrada que o outro fazia, se levantando. – Bem, vou ajudar Scott. Pense um pouco.

E foi isso que o mais novo fez. Esfriando a cabeça, Arthur realmente caiu em si de que estava agindo como um idiota. Já estava com o japonês há um bom tempo, ter ciúmes a essa altura? Se Kiku não o quisesse, já teria o deixado. E estava começando a dar motivos para isso. Subiu rapidamente ao quarto dos irmãos, batendo na porta repetidas vezes.

- O que quer, pirralho? – o ruivo abriu a porta, tendo os cabelos desarrumados.

- Vocês vão sair hoje à noite!

- Vamos? – arqueou uma das sobrancelhas.

- Sim!

- Por quê? – cruzou os braços.

- N-não interessa! – Arthur corou.

Casey, ouvindo a conversa, aproximou-se, cochichando algo no ouvido do namorado. Scott riu, balançando a cabeça negativamente.

- Duvido. Mas se o Artie quer apenas fazer as pazes com o professor, tudo bem – deu de ombros, estendendo a mão. – Mas vamos precisar de algo para fazer...

- Hey! Vocês podem fazer qualquer coisa juntos... sem que eu pague por isso!

- Mas não tem graça. Pode ir pagando.

Resmungando, Arthur passou algum dinheiro para os irmãos, que voltaram a se trancar no quarto rindo. O menor resolveu ignorar, indo até o quarto que seria o que Kiku escolhera, batendo na porta duas vezes. Sem obter resposta, girou a maçaneta, vendo que estava aberta. Murmurou um "com licença" e se deparou com o oriental deitado sobre a cama, aparentemente adormecido. Tratou de sair em seguida, não querendo incomodá-lo – também estava cansado da viagem e precisava resolver algumas coisas.

x

A noite caiu e, enquanto o nipônico se banhava, Arthur empurrou os irmãos para fora de casa. Ao sair do banheiro, Kiku estranhou a casa vazia, somente encontrando seu aluno a olhá-lo embasbacado. Coçou a nuca, sem graça, se perguntando se estava estranho com roupas tão pesadas para o frio. A verdade era que o britânico aproveitou para admirar o menor com roupas de inverno, já que na cidade Kiku não costumava usar muitos agasalhos e dessa vez trajava até uma blusa com gola e mangas compridas! Certo, não era nada muito pesado, mas... Era diferente, ainda sim. Apesar de, particularmente, Arthur preferir o verão naquele aspecto...

- Onde estão seus irmãos...?

- Ah! – acordou. – Eles deram uma saída, disseram que vão à cidade.

- Entendo... Quer comer algo?

- Pode deixar que eu peço algo! Eles falaram que vão trazer mantimentos, ainda não temos muitas coisas aqui...

O inglês falou, indo até o telefone, enquanto o japonês se sentava em frente à lareira, observando o fogo queimando. Para azar de Arthur, o telefone parecia não funcionar e o celular estava sem área. Ligando a TV baixinho - para não incomodar o menor - descobriu que uma nevasca estava a caminho, praguejando. O pior: o nipônico ouviu.

- Parece que não devemos sair.

- É. E Scott foi com o carro, seria perigoso.

Arthur abaixou a cabeça, sentando-se ao lado de Kiku, chateado. Tinha pensado em tantas coisas para fazer! Até mesmo cozinhar, mas não tinha os ingredientes necessários e ninguém gostava quando ele fazia algo além de chá, segundo Scott. Após um momento de silêncio, o japonês saiu, deixando Arthur sozinho com seus pensamentos frustrados. Bagunçou os fios verdes com irritação, se amaldiçoando por ter tratado mal o menor.

- Maldição! Idiota, idiota, idiota!

Batendo na própria cabeça, não viu o oriental chegando e fitando-o assustado.

- E-er... Arthur? Algum problema?

Na mesma hora o mais novo parou, corando e fitando o outro.

- N-não, nada!

Só então percebeu que o moreno saíra não por não gostar mais de sua companhia, mas para trazer duas canecas com chocolate quente, um saco de marshmallows e... dois gravetos? Aceitou a caneca com prazer e segurou o graveto que o menor lhe dava, fazendo uma expressão interrogativa.

- Err... Kiku?

- S-sim...? – fitou o mais novo, sem graça, ajoelhando-se novamente perto do fogo. – D-desculpe, é muito estranho...? É que eu achei na cozinha e... Eu sempre quis fazer isso...

Os orbes castanhos se desviaram, deixando a própria caneca no chão e colocando uma das guloseimas na ponta do graveto, levando ao fogo, fazendo com que Arthur entendesse o que ele queria dizer. Era sim estranho e bobo, mas o japonês estava tão fofo daquele jeito, assando o doce na lareira e com as bochechas coradas de vergonha... Suspirou, sorrindo e fazendo o mesmo.

- Não é não. Vamos fazer isso, então.

Após se sentir satisfeito e esvaziar a caneca com o líquido quente, o menor abraçou os próprios joelhos, não conseguindo evitar um sorriso.

- Heh... Fico feliz que não esteja mais com raiva de mim.

Os olhos verdes demonstraram surpresa e teve a certeza de que era o maior idiota do mundo.

- Eu nunca ficaria com raiva de você... Não de você.

Foi a vez de Kiku ficar surpreso, mas feliz ao ouvir aquelas palavras, juntando as mãos e se encolhendo.

- Me deixa feliz ouvir isso...

Arthur sorriu amplamente, mas logo soltou uma exclamação, levantando-se de uma vez e subindo rapidamente ao andar de cima. E tão rápido quanto foi, voltou para o lado do menor, ajoelhado de frente para ele, com a cabeça baixa e as mãos sobre os joelhos.

- Kiku, eu... Quero te dar algo...

- O que é?

Fez uma expressão preocupada, também ficando de frente para o mais novo para fitá-lo melhor. Arthur levantou o olhar – e apenas o olhar – levando uma das mãos ao bolso da calça e colocando uma pequena caixa de veludo azul escuro no chão. O nipônico corou, apontando para si mesmo.

- P-para mim...?

O mais novo assentiu, dividido entre desviar o olhar e ficar atento ao outro, ficando com a segunda opção. Kiku trouxe a caixinha para perto, abrindo-a e se surpreendendo ao ver no acolchoado vermelho uma discreta aliança prateada, um simples anel com uma rosa talhada com traços que lembravam galhos e, ao retirá-lo, viu que por dentro havia o nome de Arthur. Os olhos castanhos piscaram várias vezes, assimilando o presente. O inglês remexia as mãos, impaciente. Ergueu a direita, mostrando que tinha um anel igual no anelar, encarando o menor.

- Vê? Argh, deixe-me fazer isto.

Murmurou, sem graça, pegando cuidadosamente a aliança do outro juntamente com sua mão direita, onde encaixou o objeto no mesmo dedo que o tinha.

- Pode não querer usar, mas... eu precisava fazer isto... – se explicou, sem conseguir deixar de ficar constrangido.

Finalmente tendo uma reação, Kiku sorriu, embora sentisse os olhos marejados. Tomou ambas as mãos do mais novo, enlaçando os dedos.

- Obrigado... Eu vou usar, sim.

- Mas... Não vai causar problemas?

Fitou-o, seriamente, recebendo um aceno negativo como resposta. Mesmo que causasse, Kiku não poderia ignorar aquele gesto. Arthur abraçou o menor com força, aproveitando-se do gesto dele, murmurando:

- Eu quero que... vejam que é só meu...

Sabia que estava sendo egoísta, mas não podia deixar de sê-lo quando as coisas se relacionavam ao nipônico. Afundou o rosto entre os fios dele, sentindo o aroma dos mesmos, elevando as mãos por entre eles. Afastou-se apenas o suficiente para fitá-lo, puxando lentamente os óculos que o oriental usava.

- A-ah...! Meus óculos...

- Calma... Não vai precisar deles agora...

Então se calou, deixando que o britânico retirasse-lhe os óculos, deixando-os apoiados no chão. E realmente não precisava, pois a pequena distância que havia Arthur fez questão de quebrar, fechando os olhos – gesto imitado por Kiku – e selando os lábios apaixonadamente.

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- Nossa, ainda bem que chegamos antes da nevasca.

- Sim, e conseguimos comprar as coisas... Imagino como o pirralho se saiu. Aposto que não fez nada.

- Ahh... Será? Apesar de tudo, o Arthur é um pervertido. Puxou a você nisso, Scott. Bem capaz de ter deixado de ser virgem...

Casey bateu de leve no ombro do ruivo que acabou rindo. Nem tinha um laço sanguíneo de fato com os Kirklands para ouvir aquilo!

- Hey, não compare aquele idiota a mim! Só não se esqueça da aposta – sorriu maliciosamente. – Quem perder vai ter que fazer algo que o outro pedir.

- Certo, certo.

Abriram a porta e não acreditaram no que viram. Arthur e Kiku estavam sim juntos, mas o oriental estava somente com a cabeça apoiada no ombro do outro que, por sua vez, tinha a face apoiada na cabeça dele, estando ambos com os ombros cobertos por uma manta. Scott riu abafado da expressão incrédula de Casey que pensava "como ele conseguiu não fazer nada?".

- Acho que ganhei a aposta, Casey.

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Espero que tenham gostado. Mais uma aparição de Casey e Scott! xD

Pra não perder o costume (?)... Reviews? :3