Capítulo II

Especial de Aniversário

- Rafa, olha meu cabelo. – perguntou a menina, entortando a boina. - Está bom assim?

- Pra ser sincero, não. – confessou o menino, categoricamente, bocejando em seguida.

- Não? – quis confirmar a menina.

- É Karinin, não. Está estranho. Ficou lambido, seu rosto está maior, acho que você deveria jogar fora essa boina.

Karinin retirou a boina da cabeça um pouco contrariada.

- Bem que a Dréinha falou, você é sincero de mais.

Os dois riem.

- É melhor eu ser sincero, e você não passar vergonha na frente do Seiya, do que eu falar uma mentira e de repente você sair assustando todo mundo sem saber o "por que"! Vai que o Seiya se interessa por você...

- Ahhhhhh! Não fala isso, meu coração disparou! Eu já estou tão nervosa. Não vejo a hora de ver o Seiya de pertinho! Ai, ai... – suspirou ela, sonhadora.

- Eu também estou ansioso, mas eu quero ver todos!

O avião pousa no Aeroporto Internacional de Tóquio. O cameraman que filmava os dois desliga a câmera até pegarem a bagagem e passarem pelo desembarque. Rafa não conseguiu conter o sorriso em ver que Karinin não conseguia parar de esfregar as mãos uma na outra, enquanto andava para lá e para cá no saguão do Aeroporto.

- Karinin, se você não se acalmar vai acabar abrindo um buraco no chão.

- Ah, Rafa! Eu estou muito nervosa mesmo, pega na minha mão e veja! – ela estende a mão para o colega, que a segura, sentindo o quanto estava gelada.

- Cruzes! Você morreu e esqueceu se enterrar – brincou ele, com um sorriso debochado no rosto.

- Engraçadinho!

- A câmera está pronta pra começar a gravar de novo. Rafa, Karinin, estão prontos?

- Obrigado Sazuki, eu estou pronta. – confirmou a menina.

- Espera aí, deixa eu me preparar. - Rafa, olha seu reflexo no vidro fumê da porta de saída do saguão principal do aeroporto, passa as mãos nos cabelos tentando ajeitar os fios rebeldes que estavam espetados no alto da sua cabeça e se vira sorridente. - Agora sim, pronto!

- Então, começarei a gravar no trê. Um, dois, três, gravando!

- Olá fãs CDZ e olá fãs da Fic Os Garotos! Eu sou Karinin-chan a antiga revisora da fic e esse aqui ao meu lado, não menos importante, é o atual revisor: Rafael, conhecido por vocês como Rafa-Choquito ou simplesmente Rafa.

- Oi pessoal! – o menino cumprimenta, fazendo um aceno para câmera. - Agora além de ter o privilégio de ler os capítulos primeiro que todos, eu também ganhei o privilégio de poder entrevistá-los pessoalmente! É isso mesmo! Eu sou "foda"! Eu sou o "todo bom", todo bom, todo bom... – Karinin o empurra para o lado entrando na frente da câmera.

- Era o que faltava não é Rafa, fã da Ivete é fogo viu! Só falta você começar dançar aqui! Por favor, menos! – bronqueia a menina, voltando a olhar para câmera, com um sorrindo e continua. - Mas o que vocês caros leitores devem estar se perguntando agora, é o que esses dois malucos estão fazendo dentro de uma fic? Mas vou explicar, acabamos de desembarcar no Aeroporto Internacional de Tóquio e adivinhem para quê? Vamos fazer uma mega entrevista com um dos personagens principais da fic em comemoração a um ano d'Os Garotos!

Agora fora a vez de Rafa empurrar a Karinin para o lado e entrar na frente da câmera.

- Bem, como este é um Making Of dos bastidores, nós não precisamos ficar parados não é Karin, e não se empolgue também minha filha, vamos voltar para o Brasil à noite e temos muito o que fazer por aqui ainda. Só para os senhores, queridos leitores, terem uma idéia... – disse Rafa, consultando o relógio enquanto seguia em direção a saída do aeroporto. - Agora são oito e onze da manhã aqui no Japão, provavelmente aí no Brasil deve ser oito e onze da noite. A diferença de fuso horário é exatamente doze horas! Só que com um pequeno detalhe: no Japão estamos no futuro. Pois, vejam bem, se hoje é oito da manhã do dia sete de Julho aqui no Japão, aí no Brasil ainda é oito da noite do dia seis, então sentiram como estamos podendo?

Karinin sorri e balança a cabeça negativamente, frente ao comentário do amigo.

- É Rafa, estamos mesmo no futuro! No país do futuro. Pois o Japão é um dos países que mais investem em tecnologia mundial, e mesmo assim, ainda é um país rico e preservador da sua cultura milenar.

Os dois passam pela porta de saída.

- Filma nossa vã, Sazu! – grita Rafa, apontando a vã que estava estacionada na entrada do Aeroporto.

Sazuki aponta a câmera para vã que era preta e branca com um grande timbre da fic e o desenho dos cinco personagens principais estampado na porta.

- Rafa, estou impressionada, muito chique nossa vã, não é mesmo?

- É, mas está faltando nosso nome! – resmungou ele, colocando a mão no queixo e analisando a pintura. - Também acho que poderia está escrito: "Aniversário de um ano Os Garotos" e não só "Os Garotos"! – ele bate as duas mãos na cintura. - Ah! Como sempre! A loira poderia ter caprichado mais, no entanto...

Karinin suspira.

- Você leva a sério de mais, seu papel de crítico.

- Claro que levo, eu não brinco em trabalho!

- Estava sendo sarcástica.

- Que seja! Vamos!

Os dois entram na vã que começa a circular pelas ruas da movimentada Tóquio. O guia Sanao Aeda que fora contratado para guiar os dois. Estava sentada ao lado do motorista e já falava dos principais pontos turísticos de Tóquio, conforme iam passando por eles.

- Estamos passando próximo ao Mercado de peixes, se olharem daquele lado irão avistar a estação de Tsukiji, não vamos passar muito perto porque estamos de carro e o trânsito no local é muito intenso, porque o mercado oferece um espetáculo único para os apreciadores dos sushis e sashimis (1). E é desse mercado que partem todos os peixes que abastecem os restaurantes de Tóquio. O tamanho dos peixes surpreende, assim como a rápida movimentação dos compradores e dos carros de transporte enquanto ocorre o leilão.

- Então existe leilão de peixes? – perguntou Rafa, incrédulo.

- Sim, existe. E quanto maior e mais fresco o peixe, mais caro ele se torna. Isso é o que dá prestígio aos estabelecimentos que os oferece.

- Nossa! Que incrível.

- Vejam, agora estamos entrando no bairro de Ginza!

- Ah! Esse eu conheço da Fic. – interrompeu Rafa, novamente. – É aqui que o pai do Kazu-chan mora.

- É mesmo Rafa, você é bem observador. – notou Karinin, olhando o bairro pela janela. - Mas o que tem este bairro de tão especial, Aeda-san (2)?

- É que sem dúvida, Ginza é um dos bairros mais elegantes de Tóquio. Se olharem bem ele possui inúmeras lojas sofisticadas e os shoppings mais tradicionais estão aqui. O bairro atrai consumidores de todo o mundo, que transitam por essas ruas que são amplas e bem cuidadas. Os grandes shoppings possuem um setor de alimentação em seus subsolos onde se pode adquirir todo tipo de comida japonesa pronta para saboreá-la em casa, ou mesmo nos corredores dos shoppings, trens, praças.

- Aqui as pessoas são acostumadas a comer enquanto andam, não é Aeda-san? – perguntou Karinin.

- Isso mesmo, Karinin-san. Nós japoneses, somos muito ocupados. E não nos incomodamos de fazer uma boa refeição em público. Evitamos assim perder muito tempo, parando pra comer. Mas a preocupação com a limpeza também é extrema. Embalagens plásticas como garrafas devem ser separadas de lixo orgânico e de lixo inflamável, são amassadas antes de serem jogadas. Também não nos esquecemos de retirar o rótulo e a tampinha, além de depositá-los no coletor apropriado para cada material. E ainda alertamos que é bom pensar duas vezes antes de comprar alimentos e bebidas na rua, pois, terão que carregar o lixo depois, alguns quarteirões, até encontrar um coletor de lixo seletivo adequado para lançá-lo. Não se pode de forma alguma, jogar lixo na rua, aqui é crime e dá cadeia!

- Mas graças a uma lei tão rigorosa como essa, Aeda-san, que percebemos o quanto as ruas são limpas.

- Sim, isso mesmo. E Ginza é muito tranqüilo, mas não são somente as grandes avenidas que são irresistíveis, se você caminhar pelas ruas adjacentes vai perceber que estas escondem lojas tão ou mais interessantes que as grandes butiques. Às vezes, a fachada simples e pequena esconde uma grande loja com vários andares, muitas especializadas em roupas típicas como os quimonos e guetás (3). As coberturas costumam abrigar simpáticas casas de chá para uma pausa entre as compras.

- Aí Rafa... – suspirou a menina de forma sonhadora. - Você já imaginou, eu andando de mãos dadas com o Seiya por estas ruas, olhando as vitrines das lojas, parando para tomar um chá.

- Ô Karinin! Até sonho tem limites. Acho que o Seiya gosta mais de lugares agitados, como um estádio de futebol.

- Seu chato, pelo menos me deixa sonhar!

- Sou chato mesmo! Já disse, sou realista!

- Aeda-san, pode continuar explicando, fala mais de Tóquio. – pediu a menina, ignorando o amigo - E os templos, como são?

- O Templo de Asakusa, é um dos mais antigos e mais belos de Tóquio. A entrada suntuosa é formada por um enorme portal que sustenta uma gigantesca lanterna japonesa, conhecido como portal Kaminarimon. Deste portal até o templo você caminha por uma rua coberta e com ar-condicionado, chamada akamise-dori, onde tem inúmeras lojinhas de comida e souvenires. Nas ruas transversais você pode encontrar desde lojas especializadas em facas, pentes, chinelos, até bares com o mais autêntico som das "big bands" americanas. Mas voltando ao templo, se vocês puderem ir, não deixem de acender um incenso para seus ancestrais e pedir proteção para sua estada no Japão, puxando para si a fumaça que sai do imenso incensário que fica na porta do templo. Além disso, lave as mãos e, se quiser, beba um pouco da água que brota no chafariz. Essas práticas são rituais típicos e são realizados por todos os visitantes.

- Nossa fiquei com vontade de visitar esse templo... – disse Karinin com um ar sonhador novamente.

- Eu não gosto de incenso, não sei se gostaria desse lugar, mas achei interessante. – comentou Rafa.

- Lindo é no interior do templo. – continuou o guia, com sua explicação. - Existe uma gigantesca estátua da deusa Kannon, que de acordo com o nosso folclore é a deusa da misericórdia. Os arredores também merecem um passeio rápido, com seus jardins e templos menores. Nesse mesmo distrito encontra-se a Avenida Asakusa-dori, especializada em utensílios para cozinha, onde vocês podem adquirir desde travessas em laca (4), panelas para sukiyaki (5), facas para corte de peixe até imitações perfeitas de seus pratos prediletos, todos feitos em resina.

- Quanta coisa para um templo... – admirou Rafa, coçando a cabeça.

- E a Torre de Tóquio, Aeda-kun? Fale um pouco dela, aparece tão pouco na fic, mas já ouvi dizer que é um dos principais pontos turísticos do Japão.

- A Torre de Tóquio realmente é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Ela tem uma magnífica panorâmica da capital japonesa. Foi erguida em 1958 e têm 333 metros de altura, nove metros a mais que a Torre Eiffel, na qual foi inspirada. Pertence a Nippon City Corporation e abriga antenas de 9 emissoras de TV e 14 de rádio.

- 333 metros de altura, eu não consigo nem imaginar quão alto isso é, fiquei tonto só de pensar... – comentou Rafa, incrédulo.

- Larga de ser medroso Rafa, eu gostaria de visitá-la, deve dá uma adrenalina.

- Eu hein. Quer adrenalina mesmo, se joga lá de cima com uma corda amarrada no pé.

- Eu não sou louca, né Rafa? Eu tenho amor a esse corpinho aqui.

- Estamos chegando ao set principal. – anuncia o motorista.

- Ah! Finalmente! – gritou Rafa, eufórico. - Vamos vê-los, Karinin! Uhu!

- Sim, sim Rafa! Até que enfim chegamos! – empolgou-se ela também, acompanhando a euforia do amigo e voltando-se para câmera falou:

- Agora vou revelar à vocês o primeiro segredo da série Saint Seiya e da Fic Os Garotos. A casa em frente à praia que eles moram hoje, aonde foi o antigo orfanato um dia, não existe. Isso mesmo meus caros espectadores, é tudo montagem. Não existem praias tão próximas ao centro de Tóquio, estou certa, Aeda-san? – perguntou Karinin ao guia, após descerem da vã.

- Sim é verdade Karinin. – confirmou o homem, acompanhado-a. - No anime do Kurumada-san, não distingue exatamente em que ponto está localizado o orfanato. Todos sabem, por observações é claro, que é em frente a uma praia, visto algumas cenas do anime e dos OVA's, onde em visita ao orfanato, os meninos aparecem passando em uma rua movimentada, um calçadão; e a praia que fica logo em frente.

No entanto, as praias da região não são atrativas. As praias mais procuradas daqui, estão na Província de Chiba, que são muito boas para o Surf. Já a praia em Kujukurihama, a sessenta quilômetros de Tóquio, tem areias escuras, por causa do vulcão, mas dá pra colocar esteiras na areia e ficar ao sol. Também tem as praias das Ilhas Izu, que ficam um pouco mais distante de Tóquio, lá estão os melhores "points" e onde se encontra o vulcão Miyakejima. Para o lado da Província de Kanagawa, também tem a praia de Zushi, que é uma das mais freqüentadas pela facilidade de acesso. O trem sai da estação de Shinagawa e leva em média 40 minutos de viagem; lá tem uma boa infra-estrutura com banheiros públicos e chuveiros ao ar livre. Embora ainda com pouco conforto, também há uma série de bares e restaurantes ao longo da praia, que tem a areia escura e grossa, assim como a água do mar. O que não impede que os banhistas se divirtam. A noite, alguns bares colocam as mesas na areia e servem as refeições à luz de velas e a vista da baía é maravilhosa. São praias agradáveis, mas pode-se notar que não é nada parecido com o que se descreve na fic e no anime, acredito que essas sejam meramente fictícias.

- Talvez mais baseadas nas praias do Brasil... – confessou Karinin, pensativa.

- Sim, apesar de o Japão ser um arquipélago e ser cercado pelo oceano, ele não é um país totalmente tropical como o Brasil. Por isso, não podemos fazer comparações com as praias brasileiras. Mas é claro que temos outras belezas que compensam.

Rafa que já atravessava o portão de entrada do set olha indignado para os dois.

- Será que dá pra pararem de tanto falatório, temos uma entrevista a fazer!

Os dois sorriem.

- Desculpe pelo Rafa, Aeda-san? Mas acho que mesmo se existisse um templo banhando de ouro aqui no Japão, os cinco atores da série, ainda seria o foco principal do nosso Choquito aqui.

- Tudo bem, eu vou ficar aqui aguardando os senhores retornarem. – o homem os reverência.

- Arigato (6) Aeda-san! – agradecem os dois.

A equipe pega os crachás de identificação e adentram o grande set que era totalmente ladeado por enormes muros. Dentro do set, havia um grande espaço ao ar livre e eles já podiam ver vários cenários montados.

- Ohayoo Gozaimasu (7)! – deseja o jovem que os recepciona.

Rafa não pôde deixar de notar o estilo extravagante do menino, que tinha a franja caída no rosto de cor verde, estava vestindo uma calça jeans capri meia canela, tênis All Star de cano longo azul com estrelas amarelas estampadas e meias listradas de preto e vermelho.

- Bom dia. – cumprimenta Karinin, apertando a mão do rapaz. – Você deve ser o Sano-san não é? Conversamos por e-mail.

- Sou eu mesmo, Karinin-chan, oi Rafa-kun!

- Oi. Prazer.

- Eu sou o Sano, sou um dos assistentes de estúdios de Os Garotos e vou guiá-los pelo set de filmagem. Já estão com suas credenciais?

- Aqui! - dizem eles, mostrando os crachás que já estavam pendurados no peito.

- Perfeito! Então vamos começar! Primeiramente, gostaria de dar a boas vindas ao nosso país, sei que vocês só vieram para passar apenas um dia, mas espero que gostem.

- E estamos gostando mesmo, Sano-san. Já conhecemos quase toda a Tóquio, só de ouvir o Aeda-san, falando sobre os principais pontos turísticos, no caminho para cá. – resmungou Rafa.

- Fico feliz que estejam gostando! Eu também gostaria de conhecer o Brasil qualquer dia desses, dizem que é um país lindo! – comentou o menino, muito empolgado. – Mas vamos conhecer então o estúdio, eu acabei de receber o capítulo trinta e quatro e estamos gravando ainda o trinta e três.

- Sano... – interrompe Rafa. – Deixe-me fazer uma observação para os leitores?

- Fique a vontade, Rafa-kun.

- Pessoal! – chamou ele, dirigindo-se para câmera. - Para não ficar muito confuso aí na cabecinha de vocês, deixe-me explicar algo, aqui vamos fazer o Making of do Capítulo trinta e três, mas aí no Brasil, quando esse especial for "ao ar", no dia do aniversário da Fic que é dia sete de Julho, provavelmente vocês já terão lido faz hora o episódio trinta e três. Então não se confundam, certo?

- Muito bem explicado, Rafa! – ironizou, Karinin. - Vamos andando! – disse ela, empurrando o menino pelo corredor por onde passavam vários carrinhos com cenários; pessoas empurrando araras com figurinos, atores secundários vestidos com o uniforme da Kanagoe Fuji.

- Então, Rafa e Karinin. – chamou o menino, abraçando a prancheta que tinha nas mãos. - Lá ao fundo, está sendo montado o cenário das cenas que acontecerão nas duas escolas: a May Okane está a direita e a Kanagoe Fuji à esquerda. Essas duas escolas não existem na realidade, assim, como a casa dos meninos. É tudo cenário.

- Foi o que estávamos falando há pouco, Sano-san.

- E engraçado que na história as duas parecem TÃO longe, e aqui ficam uma do lado da outra... – observou, Rafa.

- Esse é o mundo da ficção, Rafa-kun! Tudo é possível. Podemos até reproduzir uma viagem ao Brasil, aqui dentro desse set.

Eles sorriem impressionados.

- Isso que é tecnologia! – brincou Rafa, enfiando a cara na câmera.

- Mas a estrutura dessas duas escolas, existe de verdade no Japão, Sano-san? Digo, é baseada em alguma original? – pergunta Karinin, andando ao lado do rapaz.

- Existe, sim. Tanto a Kanagoe Fuji, quanto a May Okane, são escolas baseadas na Corporação Gakushuin, que é uma instituição educacional estabelecida em Tóquio no ano de 1877, durante o período Meiji. Era onde os filhos dos aristocratas japoneses estudavam. Suas portas, entretanto, acabaram sendo abertas para descendentes de famílias extremamente ricas algum tempo mais tarde. Entre os alunos famosos dessa instituição, estão o ex-Imperador Showa Hirohito; o atual Imperador do Japão Akihito, o escritor e dramaturgo Yukio Mishima e Yoko Ono, viúva de John Lennon. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Gakushuin tornou-se uma instituição privada normal e subseqüentemente estabeleceu novas filiais, das quais a mais importante é a Universidade de Gakushuin, que não deve ser confundida com a escola original para os filhos de nobres.

Tanto Rafa e quanto a Karinin se olham impressionados.

- Agora vamos respeitar, não é, Rafa? A loira da Dréinha faz uma pesquisa e tanto para Fic, não é? Pelo que ele acabou de descrever é exatamente essa impressão que temos das duas escolas na estória.

- Sim, sim, Karinin. – concorda o menino. - Isso não podemos negar. Agora vamos andar mais rápido por que estou começando a roer minhas unhas.

- Onde os atores ficam normalmente, Sano-san?

- Vamos andando que eu mostro. Na maior parte do tempo eles ficam lá dentro. – o menino mostra uma grande estrutura de dois andares que ficava no lado esquerdo do grande complexo de cenários. Eles continuam caminhando em direção ao prédio. – Normalmente eles passam por àquela guarita que vocês entraram, estacionam seus carros daquele lado embaixo das árvores e vão para esse prédio que é o estúdio principal. Aqui cada um deles tem um camarim que fica no andar de cima juntamente com o escritório administrativo e coordenativo, onde estão os diretores, supervisores, redatores, etc. Embaixo ficam os estúdios, a sala de maquiagem, o camarim para troca de roupas, lanchonete e refeitório.

- Tem um mini-shopping aqui também? – perguntou Rafa, brincando.

- Não, Rafa-kun, gomenasai?

- Que pena! – disse ele, decepcionado. - É que com tudo isso só faltava ter um mini-shopping.

- É muito chique esse lugar, não é mesmo, Rafa?

- Sim, muito.

O grupo passa por uma porta móvel.

- Senhores, este é o estúdio de gravação. - anunciou o menino guia, mostrando o lugar.

- Gente é aqui mesmo, filma ali a Sazu. – pede Karinin ao cameraman. – Ali é a cozinha da casa, ali a sala...

- Os quartos... – completou Rafa, começando a ficar empolgado. – Nossa! Que legal!

- Podem vir olhar de perto. – deixou Sano, seguindo na frente.

- Pessoas morram de inveja eu vou sentar na cama do Seiya! – disse Rafa entrando no quarto montado de Seiya e Shun.

- Não vai não eu é quem vou! – os dois fazem uma disputa e acabam caindo ambos na cama.

- Se destruirmos o set nunca mais voltamos aqui para entrevistá-los...

- É verdade, vamos levantar!

- E onde estão eles, porque está tão vazio aqui, Sano-san? – perguntou Rafa.

- Por que eles estão gravando na escola. Vamos dar um pulo lá para vocês assistirem a gravação!

- Uhuuuu! – gritou Rafa, dando um pulo no ar, pegando a mão da Karinin. – Vamos Karinin, vamos assisti-los gravando!

Rafa a puxa pelas mãos e em questão de segundos já estavam do lado de fora. Sano mostra a eles o carrinho elétrico, como àqueles de golfe, que usavam para se locomoverem dentro do set.

- Estão vendo aquela aglomeração de alunos, lá. – apontou o guia.

- Estamos.

- Então, ali está sendo gravada, uma cena no pátio da escola, onde a Aliah e o Ken estão falando sobre a despedida da professora Akura. E daqui a pouco o Shun vai sair do grupo para encontrar-se com Spike.

- Sim, eu seiiiiii, eu já li o roteiro. – disse Rafa com os olhos brilhantes.

- É, eu também já li, Rafa... – comenta Karinin, menos empolgada.

O carro pára e o grupo desce. Ali eles podiam ver a grande movimentação de aparelhos e câmeras.

- Eu não estou acreditando no que meus olhos estão vendo, o diretor é o mesmo que apareceu no começo da FIC? – pergunta Rafa olhando para o homem com o megafone nas mãos.

- Sim, é ele mesmo... – confirma Sano. - E o nome dele é Soujiro Seta. Ele fez uma pontinha na série, e se eu não me engano mais à frente na história ele vai aparecer de novo. Ele é o diretor de verdade da série.

A dupla de brasileiros se olha incrédulos.

- Quanta novidade!

- Ai meu Deus! – exclamou a menina de repente, apertando o braço de Rafa. – Olha lá Rafa! Estou ficando arrepiada! Estou vendo o Shun e o Seiya, ai meu coração, acho que estou ficando sem ar...

- Calma mulher, Oh My God, como vocês mulheres são frescas! Esfria este fogo aí ou vai ter um treco antes da entrevista.

Karinin olha feio para o amigo.

- Agora você disfarça! Mas eu sei o quanto está ansioso também!

Sano sorri e se aproxima dos dois falando com uma voz baixa:

- Silêncio pessoal, senão iremos atrapalhar a gravação.

- SILÊNCIO, POR FAVOR! – pede o diretor, falando através do mega-fone. – Shun, quando estiver preparado, a câmera vai aproximar-se do ângulo de cima. Ela filmará você deitado no chão, e conforme ela for ser erguendo, você se levanta, acompanhando-a. Não se esqueça de olhar para sua esquerda, como se estivesse visualizando o Spike, certo? Feição de preocupado, olhar distante, etc. Está pronto? Podemos gravar?

- Hai (8). – confirmou o ator.

- Iieeeeeeeeeeeeeeeeeeeee (9) Souji-san! Essa grama está pinicando o meu rab...

- Ô, Seiya! – Shun coloca a mão na boca do amigo, impedindo-o de pronunciar o palavrão. – Tenha modos!

Todos, em torno dos dois, riem. E Shun solta a mão da boca dele.

- Pô, Shun! O que eu iria falar demais? Eu só ia falar do meu rab... - novamente Shun tampa a boca dele.

- Ai, ai... – suspirou a atriz que interpretava a personagem Aliah. - Se depender do Seiya, Souji-san, amanhã saímos daqui. – reclamou ela, batendo os pés na grama.

- Vamos, Seiya! Se comporte! – pediu o diretor. - Vamos recomeçar, então! Aliah, está pronta?

A menina confirma fazendo um jóia com a mão.

- Shun, podemos?

- Pode!

- Lembrem-se que vocês não precisam falar alto de verdade. É só gesticularem, essa cena não tem falas. Então todos prontos? Câmeras apostas? Gravando!

Karinin cochicha para a câmera do Making Of.

- Vejam, pessoas! Estamos assistindo uma gravação da cena de Os Garotos ao vivo e em cores!

Rafa puxa a câmera para si e cochichando completa:

- Morram de inveja!

Sazu volta a filmar a cena que já transcorria.

- Muito bem, continuem assim.

O diretor acompanhava a cena, de um pequeno monitor, preso em um tripé. Enquanto os atores que interpretava Aliah e Ken gesticulavam, uma música alta rolava no fundo. A câmera focou-se em Shun, que falava algo para Seiya, e logo em seguida ele se levantou, caminhando para o lado esquerdo do cenário, conforme o diretor indicara.

- Muito bem, corta! – gritou o homem. – A cena ficou boa, podem se dispersar! Enquanto mudam o cenário para gravação da cena do Shiryu e do Hyoga na May Okane, vamos gravar a cena 196. Então, você fica Shuna, e chamem o Spike.

Sano se volta para Karinin e Rafa.

- Como nesse episódio não teremos mais a aparição do Seiya, ele está livre. Vamos nos aproximar. E não se preocupem, o Seiya é muito simpático, e já sabem da vinda de vocês.

- Ai meu Deus! É agora Karinin... – exclamou Rafa, nervoso, segurando as mãos da amiga, mostrando o quanto elas estavam suadas.

- Nossa, Rafa! E ainda estava falando de mim...

- Então, vamos? – chamou o assistente, caminhando na direção em que Seiya estava.

- Sano... – chamou Karinin. - Como é o relacionamento entre os atores? Pelo que percebemos ali, o Seiya e o Shun parecem bons amigos de verdade, assim como na estória.

- Então, Karinin-chan, Na série original, as duplas eram invertidas dessa nova roupagem. Não sei se vocês se lembram, mas as duplas de "melhores amigos" eram Seiya e Shiryu; Hyoga e Shun. E como todos já estão cansados de saber, o Ikki era, e ainda é, o anti-social do grupo, não mantendo nenhum laço forte com ninguém. Na vida real, a amizade entre os atores são um pouco diferente. Na verdade, o Seiya e o Shun, talvez por serem os mais novos do grupo, desde o começo da série original são grandes amigos. O Shiryu, assim como na série original, ele é mais político, por isso é amigo de todos. O Ikki é o "tirador de sarro". Por incrível que pareça, ele não tem nada haver com o Ikki carrancudo e intransigente da série. Na verdade, o Ikki é o mais brincalhão de todos, e ele se diverte, e diverte a todos, com suas imitações. Ele imita desde o contra-regra ao diretor. E quando ele se junta ao Seiya, a bagunça é em dobro.

- Estou perplexa... – comentou Karinin, olhando Sano de boca aberta. – Sempre achei que o Ikki fosse super chato.

- Eu também estou bobo, Karinin.

- E quem é o mais introspectivo do grupo, Sano-san?

- É o Hyoga. Na verdade, ele é mais reservado, talvez por ser o único que não tem nenhuma descendência japonesa, por ser totalmente estrangeiro.

- Então ele é totalmente estrangeiro? – comentou Rafa, pensativo. – É meio óbvio... Afinal, loiro daquele jeito e com aqueles "olhões" azuis.

- É Rafa, mas na série ele tem descendência. – observou Karinin.

- Só na série mesmo, porque na realidade não teria cabimento, um loiro daquele jeito ser japonês...

- A genética asiática é mais forte... – interrompe, Sano. - E mesmo com a miscigenação de raças, às vezes os traços orientais predominam. Mas não é impossível. Se vocês observarem o Ikki e o Shun, eles são orientais, nasceram no Japão. No entanto, ambos são mestiços, filhos de uma americana com um japonês, e por isso eles possuem os olhos claros de verdade.

- Entendi, Sano

- Mas continua, Sano... – pede Rafa. - O fato do Hyoga ser totalmente estrangeiro implicou em algo?

- No começo da série original sim, Rafa-kun. Não só pelo fato dele ser estrangeiro, e sim pelo fato dele ser bonito; loiro e de olhos azuis. Ainda por cima, ele era modelo. Então, no começo falavam coisas do tipo "o Hyoga não passa de mais um rosto bonito", "o Hyoga não tem talento, está aqui só porque é bonito", etc..

- Que horror! – assustou-se Karinin. - Mas quem dizia essas coisas?

- Mídia sensacionalista. – explicou o menino, enfastiado. - Mas ele provou ao contrário, provou que além de bonito, ele também é um ótimo ator. Tanto, que ele se destacou no papel e hoje é um dos principais da série Os Garotos. No entanto, ele continua muito reservado. Mas quem o conhece bem, sabe o quanto ele amável.

- E ele tem um melhor amigo no grupo?

- Que eu saiba, ele trata todos da mesma forma.

- Ele é casado? – perguntou Karinin, tentando evitar que seu rosto ficasse vermelho. Ela não queria que o questionamento conotasse algum tipo de interesse pessoal.

- Não. – respondeu o menino, categoricamente. - Os únicos que são casados hoje do grupo são o Shiryu e o Ikki.

- Então o Seiya é solteiro? – perguntou a menina, agora não se importando de demonstrar interesse.

- Solteiro, solteiro, eu não sei Karinin-chan. Vamos ter que perguntar para ele. – disse o menino, sorrindo. – Mas casado não é.

Rafa bateu a mão na testa.

- Você não deveria ter dito isso Sano. Agora ela vai ficar nas nuvens e nem vai me ajudar na entrevista.

- Que bobo! Claro que eu não vou perder a chance de entrevistar o meu Seiya. – fez ela, questão de destacar bem a palavra "meu".

Rafa vira a cara para ele.

- Sonhe minha filha, sonhe. Não custa, não é?

Os três riem.

E não conseguindo mais conter uma questão que lhe coçava a língua, Rafa se aproxima de Sano e pergunta em um tom mais baixo de voz:

- Mas me diz uma coisa Sano, eu já estou me corroendo de curiosidade, o Shun e o Hyoga são gays de verdade?

O menino abre um grande sorriso frente à curiosidade do brasileiro.

- Rafa?! – Karinin, quis repreendê-lo.

Mas Sano sorri não demonstrando nenhum constrangimento com a pergunta.

- Tudo bem Karinin, todos os repórteres fazem essa pergunta. Olha Rafa-kun, o Shun ele sempre teve namoradas, nunca soube de nenhum romance homossexual dele. Agora o Hyoga é gay assumido, desde quando o conhecemos.

- Que babado fortíssimo, hein nega? – admirou-se Rafa, olhando assustado para Karinin, que havia arregalado os olhos de surpresa. Mas logo em seguida, se voltou para Sano novamente, perguntando:

- E ele tem namorado?

- Rafa! Como você é indiscreto!

- Tudo bem. – sorriu novamente o guia. – Eu não sei muito da vida pessoal deles. Mas sempre corre boatos sobre isso. Por exemplo, saiu na imprensa uma vez que ele estava tendo um caso com o ator que fez o papel do mestre dele, o Camus. Mas depois desmentiram dizendo que na verdade, o Camus namorava o ator que fazia o papel do Milo de Escorpião. Boatos, sabem?

- Sabemos! – respondem os dois impressionados.

- Podem esperar aqui. – anunciou o menino, ao chegarem em uma varanda com bancos e mesas. – Eu vou chamar o Seiya.

- Certo. – respondeu Rafa. Olhando que amiga ficara pensativa.

- No que está pensando, Karinin?

A menina olha o menino nos olhos, em seguida o puxa para um canto.

- Será que você pensou o mesmo que eu?

- Se for o fato de estar rolando algo entre o Shun e o Hyoga atores, então estamos.

- Exatamente isso, Rafa! – exclamou a menina. - Eu não quero especular não, nem fazer fofoca não fundamentada. Mas quando fiz a entrevista com o Shun aqui da outra vez, eu senti algo no ar. O Shun deixou umas brechas, tipo eu pressionei sabe? Para tentar arrancar dele algo, mas ele foi se esquivando. Só que ele não chegou a negar.

- Eu vi sua entrevista, me lembro muito bem. E acredito no que está me dizendo. – mas algo faz Seiya se deter. – Vamos falar nisso depois. Agora segura seu coração porque ele está vindo!

- O quê? – espantou-se ela, olhando na mesma direção que o Rafael. – Ai, Rafa! Minhas pernas começaram a tremer.

- Ô mulher mole, se meche logo, vamos! – Rafa pega na mão de Karinin, puxando-a para irem de encontro ao Seiya e Sano.

- Hai. – dizem os dois nervosamente.

- Hai, eu sou Seiya, Hajimashite (10)! – cumprimenta o moreno, simpaticamente.

- Eu sou Rafael, mas me chame de Rafa. – Rafa estende a mão para Seiya que aperta a dele firmemente. Sem deixar de esboçar um grande sorriso.

- O prazer é meu, Rafa-kun.

E logo o moreno olha Karinin que já não conseguia conter o tremor das suas pernas.

- E- e- -eu –eu –eu so- so- sou a Ka- Ka- Ka... - Rafa dá um tapa nas costas dela. – Eu-sou-a-Karinin-chan-sua-fã-apaixonada-e-admiradora... Pronto, falei... – diz ela mais aliviada, tomando fôlego e ficando muito vermelha.

- Yokatta (11)! – gritou Seiya, batendo palmas, instigando Sano e Rafa à baterem também.

Os dois acompanham as palmas. E Karinin que havia estendido a mão para Seiya para cumprimentá-lo, se assusta ao senti-lo segurando seu rosto e beijando-lhe em ambas as faces.

- Prazer em conhecê-la, também, Karinin-chan! O Sano me falou de vocês, os brasileiros beta-readers da escritora da fic não é?

- Nós mesmos. – confirmou Karinin, sentindo o coração batendo rapidamente com aquela aproximação do Seiya.

Seiya dá o braço esquerdo para Karinin segurar e o direito para Rafa.

- Venham comigo, então! Vocês vão me entrevistar não é?

- Isso mesmo. – confirmam os dois, constrangidos, um de cada lado do ator.

- Vamos sentar ali embaixo das árvores, é mais tranqüilo.

- Bem, eu vou indo. – sorriu, Sano. - Vou deixá-los a sós com o Seiya. Se precisarem de algo me chamem, estarei do outro lado do estúdio. Ja ne (12)! – avisa Sano, já se afastando.

Karinin e Seiya sorriem e se despedem do assistente acenando.

- Então vamos! E já vou dizendo, a cor da minha cueca hoje é vermelha. Não sei por que, mas sempre perguntam isso.

Eles caem na risada.

Ao longe começava a rodar a cena do Spike e do Shun. Eles chegam embaixo de uma árvore e se sentam em forma de triângulo na grama,

- Não tem problema perder a gravação da cena do Shun? – perguntou Rafa. - O Sano-kun nos disse que você gosta de assisti-lo.

O moreno coça a cabeça sorrindo, um tanto constrangido.

- É ele tem razão, eu gosto de ver o Shun interpretando ele é um ótimo ator. Mas gosto mais ainda de incomodá-lo quando ele erra. Esta tudo bem, não se preocupem.

- Então podemos começar a entrevista? – confirmou Rafa, olhando de esguio para a Karinin que de tão nervosa não conseguia nem olhar direito para o Seiya.

- Hai!

- Ah, então vamos começar, não é Karinin? – pergunta Rafa, cutucando-a.

- Si- sim... vamos. – ela engole em seco, abrindo a mochila e pegando o palme-top onde estavam todas as perguntas. – Desculpe, mas preciso de uma cola, porque estou tão nervosa que nem sei se consigo fazer todas as perguntas... – justifica-se ela, após pegar o aparelho. – Agora estou pronta!

- Eu já estou pronto faz hora.

Olhando para câmera ela começa.

- Bem, estamos de volta com o "Making of dos bastidores", trazendo aos queridos leitores um pouco mais sobre a vida dos cincos atores principais da série Os Garotos. E em comemoração a um ano de aniversário d'Os Garotos, eu e o Rafa, fomos designados pela Dréinha para entrevistar nada mais nada menos que o ator principal da série do Kurumada-sensei, e agora um dos principais d'Os Garotos também: Seiya Ogowara! – ela sorri, e a câmera foca o rosto de Seiya que acena. - Pronto pra voltar ao tempo Seiya e responder todas as nossas perguntas?

- Hai, hai! Estou pronto!

- Então vamos começar relembrando um pouco do Seiya da série do Kurumada, como foi para você ser escolhido como o personagem principal? Qual foi o critério da época? E como você se sentiu?

- Bem, eu já era um fã da série dos Cavaleiros do Zodíaco em mangá e lembro-me que na época eu estava começando a carreira artística, quando um colega do meu pai, avisou pra ele, sobre a audição para recrutarem atores, para começar a gravar a série. Na hora eu me empolguei e decidi tentar a sorte, fiz o teste, mas eu não fiquei muito esperançoso. Mas o resultado demorou sair, e eu já estava perdendo as esperanças, quando dois meses depois eu recebi a confirmação do papel. Eu fiquei eufórico, seria meu primeiro trabalho para televisão, e achei que a responsabilidade era grande, por isso tentei colocar tudo de mim no Seiya personagem e acabou dando certo.

- Rafa sua vez.

- Ok! Seiya qual é a grande diferença para você, de interpretar o Seiya na série original e interpretar o Seiya da série Os Garotos?

- Pôxa. – ele coçou a cabeça. – Deixe-me ver. Interpretar o Seiya da série original foi muito trabalhoso! No entanto, foi recompensador. Mas exigiu muito esforço físico dos atores por causa das cenas de lutas. Existi também uma diferença gigantesca no figurino, em Os Garotos não precisamos usar mais as armaduras. E também não tem tanto efeitos especiais. O clima nos bastidores d'Os Garotos é mais descontraído também, nós nos divertimos bem mais. Já o clima da série original, por ser baseado em batalhas sangrentas, era muito tenso. Eram raras às vezes que brincávamos ou ríamos, éramos crianças fazendo um trabalho muito adulto, muito sério.

- Eu de novo. – fala Karinin, sentindo-se menos constrangida, mas ainda com o coração acelerado. - O Seiya era e ainda é considerado pela grande maioria dos fãs o principal da série Os Cavaleiros do Zodíaco, eu lhe pergunto: como foi para você ator esse reconhecimento tão grande? E o que você acha do Seiya cavaleiro? Existe algo nele que você desaprova? O que você acha que fez dele esse sucesso imemorável?

- Claro que me sinto feliz com o reconhecimento do meu trabalho. E ser o principal, me trouxe uma grande responsabilidade também. Eu adorei interpretar o Seiya, ele é um personagem destemido, bem marcante e me sinto extremamente lisonjeado de até hoje receber cartas de fãs, dizendo que o ama.

- Sério?! – interrompeu a menina, ficando vermelha.

Seiya passa o braço pelos ombros dela e confirma sorrindo.

- Sério. – confirmou. – E é por isso que amei fazer o Seiya. – ele a solta. – Ele me abriu muitas portas, fiz muitos trabalhos e ainda estou fazendo em Fic's no mundo inteiro. Acho que ele se tornou um personagem imortal. Agora, quanto minha opinião sobre o porquê do Seiya como cavaleiro ter se tornado tão querido, eu acredito que por ele ser o mais fiel servidor de Atena. E eu o admiro por ser assim, não existe simplesmente nada nele que eu desaprove. E o que eu mais gosto nele é a determinação, ele luta fielmente por um objetivo e eu também sou assim, quando acredito em algo eu luto com todas minhas forças. Agora é o Rafa. – diz ele, olhando Rafa com um sorriso que é igualmente retribuído pelo brasileiro.

- Seiya, agora no aspecto geral, existe algo na série do Kurumada que você mudaria? Por exemplo, o destino de algum personagem ou até mesmo do próprio Seiya? E se você ainda tem perspectivas futuras sobre essa série original?

Seiya suspira.

- Olha Rafa, falar em mudar é algo muito complicado, como ressaltei anteriormente, e mantenho a mesma opinião, eu não mudaria nada em relação ao Seiya. Agora quanto à cronologia da série, o autor fez uma vasta pesquisa e se empenhou para narrar uma história que ele moldou com carinho em sua cabeça. Então eu respeito suas idéias e não mudaria nada na série original não.

- Nenhuma cena em específico? – insiste Rafa. - Ou acrescentaria algo, como um romance mais a finco, por exemplo? Porque fica subentendido que o Seiya é o terror da mulherada na série, entretanto ele não pega nenhuma.

Todos eles riem novamente, mas é Karinin quem fica mais envergonhada.

- Ai Rafa, você me mata de vergonha.

Mas sorrindo Seiya responde.

- Não se preocupe Karinin. Eu gostei da pergunta e o jeito desinibido do Rafa. Vejam bem, fica mesmo subentendido na série, que o Seiya poderia ter tido três romances, com a Shina - amazona de prata; com a Mino - sua amiga de infância; e com a Saore - a deusa Atena. E ele realmente não pega nenhuma. Mas, faço da minha visão, a mesma que a Dréinha tenta passar em "Os Garotos". O Seiya descartou as possibilidades de envolvimento com a Shina, porque ele sempre a viu como uma guerreira poderosa, aliada, e nada mais. Quanto a Mino, para mim, ela seria a escolha óbvia de Seiya, porque ele tinha desejos de viver no Japão, reencontrar a irmã e se firmar ali. E a pessoa mais próxima dele seria a Mino. E eu acredito que a Saore, é a grande paixão da vida do Seiya, no entanto era como se fosse um amor inalcançável. A série por ser Shonen (13) seu foco principal é as batalhas por isso o autor não desenvolveu esses romances, o que mata de raiva as fãs da série...

- Eu concordo! – interrompeu Karinin, balançando a cabeça afirmativamente. – Eu fico indignada por não ter tido nenhuma cena de beijo ao longo da série.

Os dois rapazes sorriem sem graça e Seiya continua.

- Eu particularmente, não mudaria o estilo da série original. Seria legal se tivesse uma cena de beijo e "pegação" como a Karinin-chan e as outras meninas que curtem a série, gostariam. – ele olha para o Rafa. – Mas isso seria alterar o estilo do autor, então a resposta continua sendo "não, eu não complementaria nada." Para isso, existem as Fanfic's e em especialmente a fic "Os Garotos".

- A melhor! – complementa Rafa, balançando a cabeça.

- Hai. – concorda o moreno, com um sorriso, já olhando para Karinin que seria a próxima a perguntar.

- Eu novamente. Então Seiya, aproveitando o ensejo, vamos falar da série "Os Garotos" agora. Quais são as suas perspectivas quanto ao futuro do Seiya da Fic? E o que você acha que vai acontecer de bom para ele na história, se ele vai encontrar um par romântico, se a Mino vai voltar ou se a Saore vai entrar na vida dele novamente? E ainda, se você gosta dos temas abordados? E o que você acha do seu personagem agora? Acha que ele fugiu muito ao original ou não?

Seiya sorri, com o bombardeio de pergunta, e responde:

- E eu penso o seguinte, o fato do Seiya ter sido muito destacado na série original fez com que muitos fãs tomassem aversão a ele. E eu sei que muitos escritores de fic's não gostam do Seiya e acabam distorcendo sua imagem. Mas eu sinceramente, não vejo isso nesse enredo, para mim, a autora tenta ser imparcial com todos os personagens, inclusive com àqueles que ela não tem afinidade, se é que existe algum. E a imparcialidade é algo legal, porque ela destaca os demais, não alterando a personalidade de ninguém. Eu acho que o Seiya da fic, seria o mesmo do Kurumada, se ele seguisse o caminho que ela trilhou, fazendo-o no fim das batalhar retornar para o Japão e seguir uma vida comum. Por isso, eu não acho que o Seiya da fic não esteja fugindo ao original, e tem fortes indícios durante a fic que comprovam isso, como por exemplo, o fato dele ser brincalhão, ser louco por futebol, ser muito amigo, ser determinado, não ser muito fã de estudos, comprovado na cena que ele aparece dormindo enquanto a Marin lhe dava aulas. Então acho que ele segue o padrão, e quando esse padrão é quebrado eu tenho orgulho de ter dois fãs que fundaram o QSO (Queremos o Seiya Original) e que me defendem não é verdade?

Os dois não se contem em sorrisos.

- Exatamente! O QSO é um movimento em apoio ao Seiya original!

- E EU Rafa-Choquito que sou o fundador do movimento!

- Sim, sim eu fiquei sabendo, Rafa. E agradeço mesmo sua iniciativa. – disse Seiya estendendo a mão para cumprimentá-lo.

- E obrigado você também Karinin, por aderir ao movimento. – disse ele, apertando a mão dela também, deixando-a vermelha. - Eu vejo através dos comentários dos dois, o esforço que fazem para a autora da fic continuar me mantendo no padrão, obrigado de verdade.

Os dois sorriem orgulhosos.

- E quanto ao futuro do Seiya da série e de toda a trama, o que você espera Seiya? – pergunta Karinin.

- Você também tinha me perguntando dos temas abordados na série Os Garotos, não é? Então, eu acho muito importante este destaque que a autora dá para conscientização das drogas, da bebida, a conservação da amizade, da família, entre outros assuntos. Gosto também desta misturas de estilos que ela aborda, falando de tudo um pouco, destacando a cultura do nosso país, tornando o enredo bem rico. Quanto as minhas perspectivas em relação ao Seiya, eu digo, não faço a mínima idéia do que vai ocorrer, acho que desta mente pode sair coisas surpreendentes. Mas espero que ele encontre uma garota legal, ou que reate com a Mino ou a Saore e espero mesmo que ele seja um grande jogador de futebol como é o sonho dele, e que se torne motivo de orgulho para o Ikki e para irmã.

- Muito boa sua resposta Seiya.

- Obrigado.

- Agora eu! – pronuncia-se Rafa. – Percebemos dentro da série que o Seiya se tornou muito amigo do Shun, e o Sano nos disse que essa amizade procede na vida real, certo?

Seiya confirma com a cabeça.

- Sim, certíssimo!

- Então Seiya, minha pergunta é, a história está se desenrolando para um romance Yaoi, que vai se tornar daqui a pouco o centro da trama. Minha pergunta é: O Seiya ator, concorda com esse romance? Você acha que dará certo? E se ele foge totalmente aos ideais do Kurumada?

- Eu concordo com o sentimento. Se ele existe e se este é recíproco entre os dois, não tem porque não aceitá-lo. Quanto a dar certo, eu acho que o Shun e o Hyoga ainda vão sofrer muito antes de se encontrarem, mas ele tem tudo para dar certo sim! E acho realmente que não foge aos ideais do Kurumada, porque na própria série original, existiram cenas relacionando o Shun e o Hyoga que deixa uma lacuna bem grande, podendo sim ser preenchida por um romance.

- Cite-nos uma cena dessas então Seiya. – Pede Karinin.

- Vou citar a mais famosa, porque esta cena, além de ter chocado alguns fãs mais conservadores, deixou bem a mostra que existia um sentimento "diferente" entre ambos e que este era recíproco entre eles. Que é a cena das doze casas em que o Shun queima seu cosmo para descongelar o Hyoga quase morto e trazê-lo de volta a vida, quase perdendo a sua. E em seguida, mostra o Hyoga carregando-o nos braços, chorando e dizendo que o Shun conseguira aquecer seu coração. E como diz o velho ditado "para um bom entendedor, meia palavra basta".

Karinin ia se pronunciar, mas Rafa entra na frente.

- Karinin me deixa fazer só mais uma pergunta, aproveitando o gancho do assunto.

- Ta Rafa, à vontade.

- Seiya, na Fic existem algumas cenas, em que o Seiya personagem "brinca" com esse lado Yaoi, provocando o Shun com brincadeiras onde ele queria que o Shun treinasse o primeiro beijo com ele, e em outra ele diz que não aceitará dividir o Shun com outro menino, etc... Você acha que existe uma possibilidade do Seiya ter algum sentimento voltado para o lado Yaoi pelo o Shun? É mera brincadeira? E se acontecesse de existir o que você acharia disso?

Seiya sorri um pouco constrangido e coça a cabeça.

- Agora você me pegou, quando estamos gravando, as cenas chegam a ser engraçadas, porque aqui no set às vezes rola o mesmo tipo de brincadeira, onde um agarra o outro, fala que está apaixonado, etc. Eu não acho que exista sentimento de amor do Seiya para com o Shun, pode até haver uma brincadeira com um fundo de atração. Por exemplo, se rolasse um beijo seria porque o Shun é muito bonito e a atração no momento motivou aquilo. Mas acredito também que o Seiya é bem heterossexual, jogador de futebol, já namorou meninas, mas ele é o tipo de hetero que brinca que é gay e se em uma dessas brincadeiras a coisa ficasse séria ele se posicionaria como hetero e reafirmaria tudo como sendo brincadeira. Agora se acontecer do Seiya se tornar Yaoi na história eu como ator aceitaria calado, mas acho que não combinaria com ele.

- O Seiya ator é totalmente hetero? E mesmo assim aceitaria fazer um papel gay?

Agora fora a vez de Rafa olhar para Karinin espantado.

- Acho que ninguém hoje em dia pode se afirmar totalmente hetero, eu digo que, sou até agora, mas não posso falar nada do futuro. – Todos eles riem. – E aceitaria numa boa fazer um papel homossexual sim, como disse agora pouco, se o Seiya da série se tornasse Yaoi eu como ator faria o papel sim, um pouco constrangido mais faria, são experiências que como ator devemos nos prestar.

- Agora vamos passar para etapa de perguntas pessoais... – Diz Karinin sorrindo.

- Já sei a primeira pergunta é: Se eu estou namorando?

Ela sorri confirmando com a cabeça.

- Essa mesmo, como sabia?

- Todos fazem essa pergunta. E a resposta é não estou namorando e sim, estou à procura.

- Jura?! Será que tenho chances? – Brinca ela.

- Brasileira tem todas as chances...

- Assanhada! – Se manifesta Rafa.

A menina apenas olha feio para Rafa, mas logo continua seu questionamento:

- É verdade que você teve um romance com a atriz que fez o papel da Ilda de Asgard?

- Nossa! As notícias correm o mundo mesmo... – Ele sorri. – Saímos algumas vezes, mas não foi nada muito sério.

- Quanto a atriz que interpreta a Saore?

- Ela namorava sério desde o início da série dos cavaleiros e noivou recentemente, com o mesmo cara. Então, tudo que disseram que existiu entre a gente foi boatos.

- E quanto à personagem que fez a Shina e a Mino?

- A Shina já era casada, ainda é. E a Mino é só amizade mesmo.

- Agora a série tem muitas personagens novas e belíssimas, ouvimos as más línguas dizendo, que o viram saindo com a atriz que faz a personagem da Aliah, procede?

Ele ri mais uma vez.

- É saímos sim, mas só na amizade por enquanto.

- Por enquanto heim... – Diz Rafa sorrindo.

- É... Mas agora vou ver se saio com uma brasileira...

- Ai meu Deus...

- Pronto, ela vai ter um ataque do coração... – Brinca Rafa e novos risos se fazem. – Vamos encerrar Karinin?

- Vamos sim... – Diz ela olhando Seiya, não acreditando que o tempo passara tão rápido. - Mas antes de irmos para as rapidinhas, tenho mais algumas perguntas, Seiya me fale um pouco sobre sua família, você é filho único? Tem mais artistas na família, como é seu relacionamento com eles?

- Eu não sou filho único, tenho duas irmãs, a mais velha é professora na Universidade de Tóquio, minha mãe morreu quando eu tinha sete anos e foi minha irmã Saiaka quem cuidou de mim. Meu pai trabalha como produtor de cinemas, ele só trabalha com filmes, e quando eu era criança ele me levava muito para os bastidores, por isso que eu quis fazer o curso de teatro. Ele casou-se de novo faz algum tempo, e agora tenho minha madrasta e minha irmãzinha Ehime-chan de quatro anos, minha irmã também já é casada e eu tenho um sobrinho de nove anos, o Fuji-kun e uma sobrinha de dois anos que é muito fofa a Hana-chan.

- Só você mesmo que decidiu ser ator?

- Por enquanto sim, vamos ver quando os outros ficarem mais grandinhos.

- Projetos futuros?

- Por enquanto estamos terminando a Saga de Hades, se cogita uma futura saga de Zeus, nada confirmado ainda. E ainda tenho projetos paralelos que estou desenvolvendo.

- Qual o tipo de personagem e séries que você gostaria de trabalhar agora?

- Estou estudando algumas propostas para filmes e também já tenho algumas para série, eu quero explorar lados que ainda não trabalhei, por exemplo, fazer um vilão, fazer uma comédia, filmes policiais, entre outros.

- Muito bom, agora o Rafa vai fazer as famosas rapidinhas para encerrar.

- Pronto Seiya?

- Claro!

- Então vamos lá, cor?

- Vermelho.

- Paixão?

- Minha família e meu trabalho.

- Aquilo que o dinheiro não compra?

- Dignidade, caráter;

- Uma frase perfeita?

- "Viva a vida adoidado" – Risos.

- Um dia que marcou sua vida?

- Ah, o nascimento da minha irmãzinha e dos meus sobrinhos. O nascimento é sempre um espetáculo marcante.

- Se não fosse ator o que seria?

- Nossa! Essa agora é difícil... Acho que algo relacionado ao esporte, se não fosse jogador de futebol, já que não sou tão bom quanto o Seiya da série, seria professor de Educação Física.

- Casa ou Apartamento?

- Casa.

- Carro ou moto?

- Metrô! Tenho pavor de dirigir! – Eles riem.

- DVD ou cinema?

- Cinema é claro!

- CD ou música ao vivo?

- Música ao vivo.

- Complete a frase com uma palavra: "Eu não vivo sem..."

- Comer? - Novos risos.

- Prato favorito?

- Ah, todos! – Risos novamente.

- Doce ou salgado?

- Os dois.

- Um presente que marcou?

Ele fica pensativo.

- Quando recebi de brincadeira de amigo oculto, um único pé de chinelo, o tenho até hoje... – Risos.

- Gato ou cachorro?

- Rato! Não, é brincadeira, cachorro.

- Um defeito?

- Falar bobeiras demais...

- Uma qualidade?

- Alegria.

- Esporte?

- Futebol.

- Um ídolo?

- Meu pai.

- Deus?

- É crença, é fé.

- Morte?

- É a perda eterna.

- Amor?

- É a sua outra metade, a parte que te completa.

- Muito linda essa sua resposta! Seiya foi muito bom falar com você! – Rafa estende a mão para ele e o cumprimenta. Saiba que eu e a Karinin continuaremos lutando para que o movimento QSO continue firme durante a Fic, desejo a você toda sorte e paz do mundo.

- Eu que agradeço por suas palavras Rafa.

Karinin se levanta com o rosto vermelho e o abraça carinhosamente.

- Não quero ir embora... – Pronuncia-se ela abraçada a ele.

- Não vá oras...

- Ê mulher atirada... Não dê corda não Seiya, ela vai ficar heim.

- Adoraria que ficasse. - diz ele sorrindo. - Vocês poderiam vir comigo e com o Shun dá uma rodada pela cidade depois das gravações... O que acham?

- Perfeitoooooooo! Aceitamos! – grita Karinin empolgada.

- É aceitamos, mas larga ele Karinin, porque o Seiya tem que se despedir dos fãs.

- Eu sei, eu sei... – Ela o solta. – Deixe seu recado para os fãs da fic Seiya.

- Bem, - Diz ele olhando para a câmera. - primeiro quero parabenizar a Fic por esse um ano de vida, e que ela continue e ganhando mais alguns anos e mais fãs sempre – Seiya sorri -. E agradecer em nome da autora a Dréinha e dos demais personagens a "audiência". Ela me mandou uma lista de nomes aqui para mandar beijo, espera... – Ele retira o papel de dentro do bolso e começa a ler.

- Deixe-me ver, bem, um beijo especial para o Virgo, que foi o primeiro fã da fic a deixar Review, ele escreveu no dia 8 de Julho de 2007 um dia depois de a fic ser lançada, mas infelizmente hoje está desaparecido. Beijo para a Cardosinha que foi a segunda a postar comentário, mas também anda sumida. Beijos para a Miaka e o Kimi (amigos da Karinin que também estão sumidos). Beijos para a própria Karinin que começou a revisar a fic... – Ele olha a menina ao lado dele. - Vem cá, você está aqui eu dou o beijo em você pessoalmente.

- Ebaaaa! – Ela se aproxima de Seiya e ele lhe beija na face.

- Obrigada...

- Imagina Seiya. Eu que agradeço... – Diz ela com o rosto vermelho.

- Beijos para o Dhoko que é um dos únicos que acompanha desde os primeiros capítulos e permanece até hoje. Ikki e Dani, que postou no começo dizendo que leu onze capítulos de uma vez só, mas depois sumiu. Ao Rafa-Choquito que começou desde o princípio a acompanhar a fic, mas só passou a postar Reviews depois que passou a betar, depois que a Kairnin saiu... O beijo vai ser pessoalmente também Rafa.

- A corta essa! Aperto de mão já está bom...

- NÃO! – Diz Seiya fechando a cara, aqui diz beijo e vai ser beijo, se ficar com frescura vou dar na boca... – Diz Seiya o abraçando e derrubando-o na grama.

- Karinin socorro! Ele está me atacando!

- Socorro nada, você é um tremendo sortudo... Ô inveja... – Diz ela vermelha, enquanto presenciava a cena de Seiya tentando beijar a boca do Beta-Rafa. Mas este colocara a mão para tampar os lábios, e Seiya beijou em cima das mãos dele.

- Pronto... pronto... Agora posso continuar, mas esse não valeu heim... Antes de ir embora ainda vou roubar um beijo.

Rafa apenas sorriu balançando a cabeça negativamente enquanto voltava a se sentar, mostrando língua para Karinin que o olhava com um ar assassino.

- Então continuando. Agradecimentos beijos para a Lua, a Fêchan que escreve fic's lindas também. A Marycute que só postou comentário uma única vez, a Dragonesa e a Nathdragonesa, as irmãs Power que são fãs assíduas da fic. Beijo especial para o Cello Kennen, em quem o Shun da fic é baseado, e já está se recuperando do acidente. Ao Tsukiyami, que também só postou uma única vez, ao Matheus, que emprestou o Spike e dá algumas dicas para a fic. A Annamya, que faz comentários carinhosos. Beijos para a Akane Kyo que postou uma única vez também. Beijos para o Luc, que é o docinho da autora e só postou uma única vez também. Beijos para a FafiRaposinha que se tornou uma fã incondicional e sempre faz comentários animados. Beijos para Layla-angel, que também foi muito gentil na Reviews. Beijos para o Leo-Shaka, que é tímido mas está postando os comentários e também gosta dos Contos extras cronológicos. Beijos para o Vitor que postou uma única vez. Para o Tino a Dréinha pediu para mandar lambidas, lambidas então, lambidas para você Tino. Beijos para a Mina June, a Kiara Sallkys e a nova leitora Princess Adromêda, a qual a Dréinha pede para mandar uma raja de fogos (?). E ela pediu também para mandar um beijo coletivo a todos que não postam por que são tímidos! Bem beijo coletivo do Seiya e de todos os personagens da fic "Os Garotos", e obrigado por continuarem nos prestigiando!

Ele acena.

- Isso acabou a sessão de agradecimentos! Agora vamos Seiya! – Diz Karinin segurando o braço dele.

Os três acenam para câmera.

- Feliz aniversário de um ano "Os Garotos"! Beijo a todos que nos acompanharam e fiquem de olho, porque logo terá a terceira parte do "Making of dos Bastidores"! Sou Karinin-chan e me despeço muito feliz por esse um ano de fic!

- Eu também agradeço a todos por acompanharem, fiquem de olho que logo voltaremos e da próxima poderemos entrevistar o loiro, o Ikki ou o Shiryu! Afinal quem vocês querem ver por aqui na próxima? Deixem Reviews dando sua resposta. Agora vocês nos dão licença por que antes de voltar para o Brasil, iremos fazer turismo pela cidade acompanhado nada mais nada menos que Seiya! Beijos a todos!

- Beijos e até a próxima! - Grita Karinin que já estava longe, abraçada com Seiya.

- Eles já estão indo Rafa... – Diz o cameraman...

- Ahhhhhhhhhhhh! Essa Karinin! Me esperemmmmmmm

-...

Continua...

XXX

Obrigado novamente por me acompanharem neste um ano da minha Fic!

Meu beijo coletivo a todo!

See you next!

Dréinha.

XXX

Vocabulário

1 Sushi- bolinhos de arroz com algas e peixe cru; Sashimi - peixe cru;

2 San – sufixo acrescentado geralmente ao nome de uma pessoa mais velha, dando assim, conotação de respeito; em português poderia ser traduzido, como Senhor Aeda;

3 Guetás – chinelos de madeira.

4 Laca - Goma-laca é obtida dos ramos e galhos de várias espécies de árvores da Índia. O material bruto é refinado em diversos graus para diferentes propósitos. As duas variedades disponíveis no mercado são a goma-laca laranja e goma-laca branca ou alvejada. Ambas são solúveis no á verniz, a goma laca seca rapidamente, formando uma película dura, forte e flexível, sendo útil para envernizar pisos e móveis. Se aplicada com pincel, a superfície apresenta um acabamento ligeiramente áspero.

5 Sukiyaki - cozido japonês;

6 Arigato – obrigado;

7 Ohayoo Gozaimasu: Bom dia;

8 Hai – sim;

9 Iie: Não

10 Hajimashite – prazer em conhecê-lo (a);

11 Yokatta - expressão de alívio; traduzida como "que bom" , "Estou contente", ou ainda "Graças a Deus!";

12 Ja ne – tchau, até mais, até logo, etc;

13 Shonen - Shōnen (do japonês, que significa garoto) é um estilo de mangá ou anime direcionado aos jovens do sexo masculino, apesar de poder também interessar a qualquer gênero ou faixa etária. As características mais comuns desse estilo são os enredos humorísticos e as cenas de ação. Muitas histórias dão ênfase à camaradagem entre homens em times, equipes, etc. Também é comum, em algumas histórias, a existência de belas personagens femininas (geralmente com cenas de semi-nudez, mas não em todas) e a perseverança, onde a vitória deve ser alcançada a qualquer custo. O estilo de desenho não tem muitas características próprias, mas geralmente é menos detalhado e luxuoso que o shoujo;