Capítulo V
Especial Segunda Temporada
Parte II - A Coletiva
A oradora contratada para mediar à perguntas da imprensa, já estava aposta no púlpito no canto esquerdo do auditório. Ela consultou o relógio: "faltam dois minutos para as dez", confirmou em pensamento, fazendo um sinal para a assessora dos rapazes, que terminava de acomodá-los nas mesas central no palco.
- Bom dia senhores. – cumprimenta ela, após dar dois toques no microfone para ter certeza que este estava funcionando. O barulho chamou a atenção dos repórteres e convidados para si. - São dez horas. – continuou ela, após confirmar que todos os olhares estavam mesmo voltados para ela – Assim, vamos dar início a coletiva. Primeiramente, agradeço a presença de todos em nome dos organizadores do evento. Meu nome é Sagoro Mitsui. Sou a Mídia Training dessa coletiva, e irei mediar às perguntas dos senhores. Conforme adiantamos no Kit de Imprensa, essa reunião foi convocada com intuito de divulgação da segunda temporada da série Os Garotos, da autora Andréia Kennen, e que irá ao ar ainda nesse mês de maio. E também é a oportunidade da mídia interessada, em entrevistar os cinco atores principais, visto que pela agenda corrida dos mesmos, eles não terão tempo para o fazerem de forma individual aos órgãos de imprensa. Além do mais, o retorno do grupo ao Japão, já está agendado para amanhã, domingo, quando eles retomaram a gravação da série. Assim, a única entrevista no Brasil será essa.
A jovem bebe um pouco da água que estava no copo no canto do seu púlpito, em seguida, olha o roteiro que tinha nas mãos.
- Antes de tudo, vamos à apresentação dos entrevistados que compõe a mesa. Em seguida, irei proceder com as instruções de como serão às perguntas. O primeiro integrante da mesa é o senhor Setta, diretor da série, bom dia senhor Setta.
- Bom dia senhorita Mitsui. Bom dia órgãos de imprensa. Meu nome é Soujiro Segawa Setta, sou o diretor de Os Garotos. Infelizmente, não podemos trazer todo o elenco da série, pois os gastos do início da nova temporada, nos deixou combalidos financeiramente. – algumas risadas se espalham pelo auditório. – No entanto, estão aqui os cinco atores principais. E prometemos na próxima visita, trazermos alguns coadjuvantes também. Obrigado. Agora a entrevista será voltada apenas aos atores, estou aqui, caso haja alguma necessidade sobre a explicação das gravações da série.
O homem sorri, enquanto ouvia os murmúrios de aprovação dos presentes em meio aos disparos dos flashes das máquinas fotográficas. E após observar o auditório cheio, imaginou que deveria ter mais de duzentos trabalhadores da imprensa ali dentro, fora os seguranças e o pessoal da organização do Hotel.
Em seguida, após um breve maneio de cabeça da mediadora, Seiya entende que deveria ser o próximo a se apresentar. Seiya estava vestindo uma camisa de botão, manga curta e bolsos, na cor branca; calça jeans desbotada, e tênis branco.
- Bom dia, pessoal. Eu sou Seiya Mamory. Estou atualmente com 23 anos. Nasci no Japão em Tókio, no dia 20 de dezembro, sou do signo de sagitário; sou formado em artes cênicas pela Universidade de Artes de Londres; meus pais são japoneses, meu pai se chama Nagazawa Mamory, trabalha como produtor de cinemas; minha mãe se chamava Ariane Mamory, já é falecida. Eu tenho duas irmãs: a Saiaka Mamory, casada e com dois filhos, o Fujitaka-kun com dez anos e a Hanashowa de quatro. E tenho uma irmã caçula, filha do segundo casamento do meu pai, o nome dela é Ehime Mamory, que está atualmente com quatro anos. E o mais importante de tudo: estou solteiro.
Altas risadas se erguem no salão. Shiryu estava vestido com um blazer preto aberto, por cima de uma camisa preta básica; calça jeans comum, e sapatos pretos. Ele é o próximo que se apresenta.
- Bom dia à todos. Sou Shiryu Wang. Estou atualmente com 26 anos. Nasci no dia 12 de outubro, sou de libra. Sou formado em Artes pela Universidade de Hong Kong, cidade onde nasci e onde vivi maior parte da minha vida. Minha mãe se chama Mei Wang é bancária; meu pai se chama Liu Wang, comerciante; sou filho único. Sou casado há cinco anos. Minha esposa se chama Shunrei Liu. E antes que me perguntem, sim, ela é a mesma Shunrei que trabalhou na série Saint Seiya. Tenho dois filhos com ela: o nosso pequeno tesouro, a Isis, de dois anos; e o recém nascido Koan. Nenhum deles veio comigo desta vez, infelizmente. Mas pretendo trazê-los em breve para férias, porque estou impressionado com a beleza do Rio de Janeiro, realmente não mentiram quando me falaram que o país era lindo.
Novos murmúrios se formaram no salão, e mais disparos de flashes, após a conclusão de Shiryu. Ikki estava vestido com uma camisa de botões preta, sem nenhuma estampa ou detalhes, de mangas curtas, que estava com os primeiros botões aberto, deixando apareceu um colar de cordão preto, com um medalhão pendurado; usava uma calça jeans preta; calçava um par de sapa-tênis preto com detalhes em marrom. Ele é o próximo a falar.
- Bom dia. – desejou ele, sorrindo - Na verdade o Shiryu está querendo lançar sua candidatura para político, por isso os elogios rasgados à cidade... – brincou Ikki, levantando grandes risadas no salão. Ikki continua. – Estou brincando, Shiryu. Não me olhe assim. O Rio de Janeiro é mesmo lindo, estamos todos impressionados. Bem, meu nome é Ikki Amamya Carter. Tenho 19 anos... – novos risos se ergueram. – Não entendi o motivo dos risos. – fala ele, sério, arrancando novas risadas. - Está certo. Na verdade eu tenho 27 anos, sei que não aparenta, enfim! Nasci no dia 17 de Agosto em Tókio, Japão, sou leonino e muito vaidoso. E antes que me perguntem de onde herdei os olhos claros, já digo que foi da mamãe, o nome dela é Anne Joan Carter, americana, nascida em Los Angeles, Califórnia, atriz, loira, olhos verdes claros... – alguns assobios se erguem no auditório e ele continua – E meu pai, é campeão de luta livre no peso-pesado... – as risadas dobraram.
- Na verdade, meu pai é ator, japonês, e se chama Shogo Amamya. Sou filho único... – Ele dá uma olhada para o Shun ao seu lado. Que faz uma careta de desaprovação para o irmão.
- Ai, Shun! Não precisa me beliscar! – disse ele, levando a mão na coxa. Shun ergue os braços que continuavam em cima da mesa, para provar sua inocência, enquanto os risos aumentavam. – É brincadeira. Todos já devem saber que o Shun aqui do meu lado é meu pequeno otooto (1), quer dizer, não tão pequeno assim, ele cresceu bastante. Hoje estou namorando. Sou divorciado, tenho um filho, não do primeiro casamento, mas foi de uma relação... mais avançada na adolescência. – novamente, risos. - Meu filho se chama Tatsuya Fujiwara Amamya, e acho que todos o conhecem do filme Death Note. Agora meu irmão.
Shun estava vestindo um blazer cinza, por cima de uma camisa branca; estava de calça jeans convencional; tênis branco, pulseira na mão esquerda e um cordão de prata no pescoço. Ele sorri, e se apresenta:
- Bom dia. Sou Shun Amamya Carter. Nasci no dia 10 de setembro, sou do signo de virgem, tenho 22 anos. Sou formado em Artes e Letras pela Universidade do Estado da Califórnia. Meus pais são os mesmo do Ikki...
- Até que se prove ao contrário. – anuncia Ikki, em tom brincalhão, arrancando novas risadas dos convidados e dos colegas.
- Meu irmão é muito engraçadinho. – diz Shun, franzindo as sobrancelhas, para em seguida abrir um grande sorriso. – Mas é o único que tenho, e acho que tenho que me conformar. – mais risos. – Então, continuando... Eu nunca fui casado, mas estou namorando há alguns meses.
Ele olha para o Hyoga ao seu lado. O loiro estava vestido com uma camisa social branca com algumas manchas verdes, de mangas cumpridas, que estavam dobradas até os cotovelos, mostrando o relógio de ouro branco que usava, os primeiros botões da camisa estavam abertos no peito; ele vestia uma calça social preta e sapatos pretos; o rosto estava bem barbeado e os cabelos lisos e loiros, estavam jogados de lado, e alguns fios caíam-lhe no rosto
- Bom dia. Meu nome completo é Alexei Hyoga Schneider. Nasci em 28 de janeiro, em São Petesburgo, Rússia. Sou do signo de aquário, atualmente estou com 27 anos. Sou formado em Artes Cênicas e Fotografia pela Universidade de Paris. Minha mãe se chama Natasha Âlla Schneider, atualmente ela está com 53 anos, não tem profissão; meu pai se chama Vladimir Dimitris Schineider, atualmente tem 60 anos, é ex-militar, engenheiro naval, dono de uma empresa de transporte marítimo. Eu tenho quatro irmãs: Vivian, a caçula, está com 20 anos, dança balé e está fazendo faculdade de dança em Moscou; a Katerine tem 25 anos, se formou em enfermagem, trabalha no Hospital da cidade; a Helena tem 32 anos, é engenheira naval e trabalha na empresa fluvial com o meu pai; A Olga tem 37 anos, também é formada engenharia naval, serve a marinha russa desde os 21 anos.
Após Hyoga encerrar. A oradora retoma a palavra.
- Obrigado rapazes. – agradece ela à mesa, em seguida se volta para o auditório. - Agora que nossos entrevistados já se apresentaram, vamos ao nosso roteiro. A coletiva está prevista para durar uma hora e meia. Todos os agentes da imprensa que confirmaram o convite previamente têm seus nomes aqui dentro dessa urna de acrílico ao meu lado. Sortearei um nome do órgão de imprensa por vez, que terá o direito de fazer três perguntas ao entrevistado na ordem de disposição da mesa. Ou seja, o primeiro nome da urna irá direcionar três perguntas ao primeiro da mesa, no caso, senhor Seiya Mamory. Em seguida, o segundo nome que retirarei da urna, irá dirigir três perguntas ao senhor Shiryu, assim consecutivamente até terminar a mesa. Depois retornaremos ao primeiro e começaremos a segunda rodada de perguntas. Teremos três rodadas, sendo a primeira com perguntas exclusivas sobre a série Os Garotos. Nas duas rodadas posteriores poderão ser feitas perguntas envolvendo outros trabalhos dos mesmos, inclusive sobre a série Saint Seiya original, vida pessoal, objetivos de vida e carreira, etc. – ela bebe novamente um gole da água, e prossegue com as orientações.
- Após o término da entrevista, os meninos se reuniram com as cinco fãs, ganhadoras de um sorteio para conhecê-los. São elas: Kamishiro, 19 anos, de Minas Gerais; Layza, 17 anos, do Rio de Janeiro; Naluza, 22 anos, do Rio de Janeiro; Anna, 15 anos, também do Rio de Janeiro e Zibel, 22 anos, de São Paulo. Todas estão presentes?
Timidamente as meninas que estavam em um canto reservado do salão, acompanhadas de Michelle, a assessora do grupo no Brasil, ergueram os braços, um tanto que envergonhadas, fazendo os meninos acenarem para elas e os fotógrafos do local, virarem para tirar fotos das mesmas.
A mediadora suspirou brevemente, olhando as cinco meninas nervosas com a presença de tantos repórteres e com a presença dos próprios meninos. Ela sorriu. Já havia sido fã de Boys Bands na sua adolescência, imaginava como deveria estar o coração das mesmas. Sorriu e pigarreou para chamar atenção de volta para si.
- Vamos, começar então? – chamou ela, fazendo com que os flashes voltassem para o palco. Ela retira o primeiro papel de dentro da caixa. – Revista juvenil All Teen.
A jovem repórter que estava mais ao fundo levanta à mão e o microfone que está suspenso por cabos no teto corre até ela.
- Se apresente primeiro, em seguida, faça três perguntas ao senhor Seiya.
- Certo. Bom dia, sou Catarina Arantes, jornalista da Revista All Teen, primeiramente agradecemos ao convite, é um prazer imenso conhecê-los pessoalmente. Seiya, muitos fãs da série original Saint Seiya, diziam não gostar do seu personagem, no entanto, passaram a gostar do Seiya da série Os Garotos. O que você atribui essa mudança de gosto?
- Bom dia, Catarina-san. Eu acredito que isso se deve ao amadurecimento do personagem. Não que o Seiya anterior fosse totalmente imaturo. Mas ele era um tanto intransigente. Tinha um espírito de luta e de justiça que falavam mais alto que seu senso de conduta. Tornando-o como posso dizer...
- Chato. – completa Ikki, fazendo o grupo de repórteres rirem.
Seiya após um olhar de desaprovação, responde:
- Apesar de ninguém ter perguntado ao Ikki, ele tem razão. – concordou o ator, sorrindo. - É exatamente isso. A persistência dele em algumas coisas, a sua falta de experiência, acabou tornando-o um personagem chato. Além do fato dele ser o principal. A imagem dele como o personagem principal foi exposta excessivamente. E claro que depois de algum tempo de fama, acabamos percebendo que a exposição em extremo é ruim. Porque o personagem acaba se tornando repetitivo e os fãs enjoam. O que não acontece em Os Garotos, porque o Seiya não é o principal sozinho. Ele está no mesmo nível que os demais, e em alguns momentos, não, em vários momentos, ele até perde a posição para os outros. Então a imagem dele não é tão gasta. E outro ponto que eu acho que ajuda o Seiya de agora ser mais carismático, é que além dele estar bem mais maduro, devido à tudo que ele viveu nas lutas, a autora soube explorar o lado mais brincalhão dele, de forma mais inocente, com um jeito mais criança, o que está fazendo dele uma pessoa muito agradável. – concluiu Seiya.
- Segunda pergunta. Na série original o Seiya vivia praticamente em um triângulo amoroso: Saori, Mino e Shaina. No começo de Os Garotos, o Seiya estava envolvido com a Mino. A Saori foi retirada de cena pelo fato da perda de memória. E a Shaina nem se quer apareceu. A minha pergunta é: você acha que existe possibilidade de algumas dessas três personagens retornarem a estória? E já emendando com a terceira pergunta, o que o ator Seiya pensa, da vida amorosa tão enrolada do seu personagem?
Seiya abre um grande sorriso.
- Realmente a vida amorosa dele é uma verdadeira bagunça. Mais respondendo a segunda pergunta primeiro. A autora é uma caixa de surpresa. Quando recebemos o convite para fazer a série Os Garotos, o diretor Soujiro-san nos disse que as antigas pretendentes dos cavaleiros não teriam uma grande participação na série e que a autora iria trabalhar novas personagens. Isso não significava também, que elas não poderiam reaparecer. Então isso se torna um mistério. Pessoalmente, eu acho que o romance do Seiya e da Saori ficou mal-resolvido, e fazê-los ficar juntos, seria realizar um desejo antigo dos fãs. No entanto, quem vai decidir é a autora. Agora quanto ao que eu acho da vida amorosa do Seiya, pra mim é uma confusão. Porque ao mesmo tempo em que ele tem muita sorte no amor, por ter tantas garotas interessadas nele, ele tem muito azar, por não conseguir ficar com nenhuma direito. Os romances dele nunca têm uma solução, fica meio inacabado, ou simplesmente nem começa.
Seiya termina, e a mediadora retoma a palavra.
- A segunda revista é a Jovens & Famosos. Se apresentem, e faça as três perguntas para o senhor Shiryu Wang.
- Obrigado. Bom dia, meu nome é Roberto Azevedo, jornalista da revista Jovens & Famosos. Shiryu, o Seiya acabou de nos dizer que a imagem desgasta quando se é utilizada de forma excessiva. No seu caso, o seu personagem no Saint Seiya original tinha uma maior aparição, do que o Shiryu atual. Na sua opinião, porque o Shiryu está sendo tão pouco aproveitado em Os Garotos?
- Bem, boa pergunta. – disse ele coçando a cabeça, e ouvindo risadas do grupo. – Quando eu recebi o script da série, eu percebi que a aparição do Shiryu eram poucas se levada em conta a dos demais. Então questionei a autora algumas vezes, e ela mesma me revelou que não sabe muito bem trabalhar com o Shiryu, exatamente pela personalidade passiva dele. O Shiryu é um jovem neutro, tem um gênio pacífico, é certinho, maduro, o tipo que não faz nada de errado e que leva a vida muito regrada. Já os demais, possuem gênios explosivos, estão passando por mutações, por problemas, por dúvidas, anseios, rebeldia, que é o que ocorre na adolescência. E talvez seja por isso, que ele não tenha tanto destaque. Mas a Dréia-san está tentando mudar isso, e ela deu uma guinada na vida do Shiryu no final da série, justamente, para tentar colocá-lo em destaque junto com os demais. E como vocês perceberam, para isso, ela teve que radicalizar, fazendo com que a Iva engravidasse. E ainda acrescentar o Ryu, que está totalmente vislumbrado pelo Shiryu, na estória. Então, eu acho que o segundo ano da série, promete um Shiryu mais presente.
- Existe alguma possibilidade do Shiryu viver um relacionamento homossexual, com esse rapaz que surgiu no fim da primeira temporada? Ou com outro qualquer, já que a série tem como eixo norteador o Yaoi?
- Eu acredito que um relacionamento amoroso, não. Talvez exista alguma cena Yaoi entre os dois, isso a Dréia deixou claro desde o começo, que pode acrescentar para qualquer um em qualquer momento no enredo. Mas eu acredito que o Shiryu da série vai seguir firme, em sua heterossexualidade.
- O Shiryu vai atrás do filho?
- Obviamente, que sim.
- Obrigado. – diz a mediadora. - O terceiro sorteado é o site Estou na Web. As perguntas deverão ser dirigidas para o senhor Ikki Amamya.
- Boa tarde, sou Juliana Queiróz, representante do site Estou na Web. Senhor Ikki, aproveitando o assunto sobre evolução de personagens. O seu foi um dos personagens que ganhou um destaque bem maior se relacionado com o original Saint Seiya. O que achou dessa mudança?
- Prazer Juliana. Estamos na Web. – brincou ele com o nome do site, fazendo pose para as fotos. – Eu acho que ganhar um papel de destaque, não de principal, porque como sempre fazemos questões de destacar, nós cincos, somos os principais, por isso o nome da série é "Os Garotos". Então, para mim, ter um maior destaque, não de forma exacerbada como o Seiya mencionou tão bem anteriormente, é gratificante. O Ikki ganhou evidência, exatamente, por ser o pai do grupo, é uma evidência involuntária, acredito. Por que ele tem que aparecer, seja ao lado daquele irmão que não apresenta nenhum problema, como o Shiryu, seja com o mais problemático, como o Hyoga, ele é a figura fraternal que aparece para dar apoio ao grupo. E acredito que esse seja o motivo do destaque. Então, estou adorando fazer esse novo Ikki.
- Você acha que seu personagem sofreu uma grande mudança em relação ao Ikki do Saint Seiya?
- Sinceramente, eu não acho. O Ikki continua temperamental, continua anti-social, continua preocupado com o irmão como ele sempre foi, continua debochado. A grande diferença para mim, é que ele foi promovido do papel de "irmão mais velho do Shun" para "pai de quatro adolescentes". Com isso seu senso de responsabilidade quadriplicou. Ele se sente responsável pela educação do que podemos chamar de "filhos" dele. Se vocês perceberem na série, ele não dá um passo, sem pensar no coletivo, como um pai faria. Ele está sempre preocupado com a atitude dos mais novos, se eles estão fazendo o dever de casa, se estão se comportando de forma adequada na rua. E percebemos no empenho que ele tem em corrigir o comportamento infantil do Seiya. E mesmo parecendo insuportável, como todo pai aparenta ser para o filho adolescente, ele os ama. E isso ficou claro, em uma das cenas finais da primeira temporada. Quando ele se mostrou verdadeiramente preocupado em ter sido o responsável do rompimento do namoro do Seiya. Adorei a cena, foi uma das mais verdadeiras e comoventes que já fiz.
- Quanto ao relacionamento. O Ikki do Saint Seiya parecia ser extremamente apaixonado pela falecida Esmeralda. Em Os Garotos, parece que essa paixão se dissolveu, e ele está bem perdido entre três garotas. Na opinião do ator, qual delas é a ideal para o personagem?
- Primeiro, eu acho que o amor do Ikki pela Esmeralda não se dissolveu. Ele apenas se acalentou, para que o Ikki tenha oportunidade de continuar vivendo sua vida. E de alguma forma, eu concordo com ele, se alguém que você amou muito, morreu, nós não podemos parar de viver em função dessa morte. Ao contrário, eu acho que esse é o momento de se continuar lutando, pois, a pessoa amada, com certeza não gostaria de ver alguém que lhe fora especial, parar de viver em função da sua morte. Quanto a escolher uma garota ideal, eu acho complicado. Mas, seguindo pela lógica da série, eu acho que o Ikki personagem já está apaixonado pela Kanagawa. A Sheena também é muito interessante, é uma grande personagem. E tenho certeza que boa parte dos fãs concorda que ela cresceu e ganhou um espaço único na série. Ela é uma personagem muito carismática, linda... e eu sou suspeito para falar. – ele sorri, e continua. - Agora quanto a Seika, foi uma louca aventura, eu acho que os gênios dos dois são incompatíveis. Então a mulher ideal para o Ikki da série, na minha opinião, é a Kanagawa.
- O próximo escolhido... – retoma a mediadora, desdobrando o pedaço de papel que acabara de retirar da caixa de acrílico. - É o programa Vídeo Show.
- Bom dia. Sou Sara Oliveira, do Vídeo Show. Bem, Shun. Primeiramente é uma honra, principalmente porque tive a sorte de pegar o principal.
- Obrigado. – responde ele timidamente no microfone, frente a sorridente Sara.
- Eu conversei com muitas fãs de vocês, e é incrível como a maioria está encantada por esse romance homossexual, que vai rolar entre o seu personagem e o do Alexei. Um romance que já deu o ponta-pé inicial no fim da primeira temporada. Mas pelo que sabemos, só vai desenrolar de verdade, agora na segunda temporada. Então, as fãs querem saber, o Shun em Saint Seiya sempre foi o mais delicado, usava a armadura rosa, doou o cosmo para o amigo aquecendo-o em seus braços de forma muito carinhosa, em outras palavras, ele parecia o mais gay. No entanto, em Os Garotos, a coisa se inverteu, foi o Hyoga, o personagem que se mostrou assumido desde o início, enquanto o Shun se mostrava convicto de que gostava de meninas. Você consegue nos explicar essa inversão de papéis? Ou é charme do caçula para esconder o jogo?
Todos riem. E o ator Shun com um sorriso maior no rosto, responde:
- Bem, observado. Essa é mesmo uma dúvida que sobrevoa a cabeça das fãs. E por isso eu sempre digo em entrevistas e reforço aqui, a intenção do autor da série não foi fazer o Shun gay. Até porque no oriente, a androginia (2) é sinal de beleza, e não de homossexualidade como aqui no ocidente. Assim, um homem com feições femininas significa que ele é extremamente bonito, como o Misty que é o mais belo dos cavaleiros de prata; o Afrodite, o mais belo da elite dourada; e o Shun, o mais bonito dos cavaleiros de bronze. Não que ele e os outros dois que citei, são gays na série. Essa imagem de todo o homossexual ter traços afeminados, é coisa daqui do ocidente, no oriente, o homossexual pode ser de qualquer etnia, forma, cor, idade, classe social, ou seja, não segue um padrão estereotipado. Seguindo essa linha de raciocínio, fica fácil entender porque o Hyoga é o gay assumido em Os Garotos, mesmo que para vocês aqui no ocidente, ele não tenha "o jeito" de homossexual. E fica claro também porque o Shun não é o gay assumido, mesmo que para vocês do ocidente, esteja estampado na cara que ele é. Então, não há uma inversão de papéis de papéis na história, a ficwriter está seguindo exatamente, o que condiz com a personalidade deles.
- Muito bem explicado. – elogiou, Sara. - E eu queria ressaltar, aproveitando sua explicação. Que essa visão estereotipada que você mencionou, é algo bem do ocidente sim, mas essa é uma visão muitas vezes machista e preconceituosa, e que não condiz a opinião geral. Aqui no ocidente, homossexual também não tem cara e nem cor. Ele pode ser qualquer um. – argumentou a jornalista, ainda sorridente. Vendo que Shun concordara com um menear de cabeça. – Mas, voltando às perguntas. Vimos na série, que o Shun tentou namorar um garoto, mas por motivos ainda meio ocultos ele desistiu. E que apesar das tentativas das meninas de conquistá-lo, ele não deu chance para nenhuma garota até o momento. E pelo que assistimos no final da primeira temporada, ele também não se declarou claramente para o Hyoga, o que ficou entendido, é que ele aceitou fazer uma experiência como ele fez com o príncipe Yumihito. Após sua explicação, entendemos que o Shun pode ser tanto homossexual quanto heterossexual, então eu pergunto, em que momento você acha que ele irá despertar para a sexualidade, ou o que o levará a descobri-la? E se ainda, existe a possibilidade dele ser bissexual?
Shun sorri um pouco constrangido, e olha de soslaio para o diretor, que faz uma careta.
- Eu estou bem amarrado pra falar do futuro do Shun em Os Garotos. Mas existe sim, a possibilidade muito grande dele ser bissexual, exatamente por que o Shun é movido pelo que sente, indiferente o sexo da pessoa. Por isso, ele aceitou namorar o Yumihito. Então eu acredito que ele despertará pra sua sexualidade, no momento em que ele desejar alguém de verdade. Porque, enquanto ele não experimentar a coisa na pele, enquanto o amor estiver só no seu peito, ele não vai saber distinguir o que sente pelos irmãos e amigos, do que ele sente pelo Hyoga.
- Certo. – sorriu Sara. - Agora, minha última dúvida. Percebemos que o Shun tem um grande amor pelo irmão, e que o pai do grupo será um dos empecilhos do casal Shun e Hyoga. E em alguns momentos da série, fica meio que subentendido, a existência de um sentimento maior que o fraternal entre esses dois irmãos. Um exemplo foi quando o Shun aparece com uma dúvida sobre beijo, e o Ikki, com a intenção de ensiná-lo, o beija de forma insinuante na face, o que irrita Shun, que no momento disse que o irmão o confundia. Até mesmo o próprio Ikki mencionou, em um dos capítulos, que era uma tentação dividir o mesmo ambiente com o caçula. Existe a possibilidade de um incesto na estória?
- Eu creio que não. Essa é uma pergunta para autora da série mesmo, esse aspecto está meio obscuro para mim. Porque realmente algumas coisas ficam no ar em relação aos dois, mas não tenho certeza. Eu acredito, e até espero, que não haja incesto. E como disse anteriormente, o Shun, é representado como alguém imensamente belo, e sua beleza é extrema até para o irmão, por isso o Ikki pode se sentir atraído em alguns momentos, mas não ao ponto de que vire incesto, e sim, ao ponto de aumentar o clima de ciúmes entre os dois.
- Arigato Gozaimassu, Shun. Tenha uma boa estadia no nosso pai.
- Arigato, Sara-san.
- O próximo da mesa a responder é o senhor Alexei. E quem irá fazer as perguntas é o representante do programa Em Foco.
- Bom dia. Meu nome é Roberto Greco, repórter do programa Em Foco. Na estória, o Hyoga teve um envolvimento bem intenso com o jovem rebelde Ken. Alexei, você acredita que esse relacionamento pode ter deixado o Hyoga confuso com o que ele sente pelo Shun? E restou algum sentimento escondido do Hyoga pelo Ken que possa atrapalhar a futura relação do casal principal da série?
- Bom dia, Greco. Uma coisa em que eu acredito, e que o Hyoga já deixou claro ao longo da primeira temporada: é que não existe nenhuma dúvida do sentimento que ele tem pelo Shun. O que ele sentiu pelo Ken que é algo diferente, na verdade foi uma atração, direcionada pela semelhança com o Shun. Mas após o Hyoga avaliar seu coração, ele percebeu que não retribuiria o sentimento do Ken, tanto que ele fez de tudo para ser sincero com o menino. Então, não existe nenhum tipo de confusão na cabeça do Hyoga, referente ao que ele sente pelo Shun ou pelo Ken, os dois sentimentos são bem distintos, cada um tem o seu lugar específico dentro dele. Agora, quanto ao Ken atrapalhar a futura relação dos dois, isso é possível, mas... só veremos ao longo da segunda temporada.
- Greco, foram feitas duas perguntas, resta apenas uma. – adverte, a mediadora.
- Certo. – concordou o repórter. - Alexei, o Hyoga parece ser a pessoa que mais sofreu durante o primeiro ano na estória, você acha que essa nova temporada reserva momentos melhores ao loiro?
- Eu espero. – solta ele um grande suspiro, fazendo os presentes rirem. – A Dréia-chan é mesmo mal com ele. – fala o ator, coçando a cabeça. – Eu acho que não só ele, mas essa nova temporada reserva um duro caminho para os dois. O amor deles será posto a prova de fogo. E haverá várias dificuldades, dentre elas, preconceito, falta de apoio dos amigos, entre outras coisas. No entanto, eu acredito que se superado tudo isso, eles viverão o amor mais puro e verdadeiro que um casal poderia viver. Certo Shun? – diz ele, pegando na mão do ator ao seu lado, - que até o momento estava de cabeça baixa, fitando seu copo de água - beijando-a delicadamente no dorso, fazendo o jovem ator se espantar e seu rosto corar instantaneamente.
O espanto não foi só de Shun, mas ocorreu um alvoroço da imprensa e das fãs presentes, que além de aumentarem os disparos dos flashes, aplaudiram e assobiaram, gritando palavras de incentivo ao casal. Até mesmo os componentes da mesa, e a mediadora da entrevista, se voltaram para a dupla, sorrindo aprovadamente.
Shun, que não soube muito o bem que fazer, e ainda olhava Alexei espantado, apenas inclina a cabeça para o lado dele e diz:
- Certo, Hyoga.
O loiro entendera o que tinha que fazer. E então, ainda segurando a mão de Shun firmemente, ele inclina a cabeça na mesma direção do amigo, e segurando o queixo dele com a mão que estava livre, os dois unem os lábios em um selinho singelo, fazendo a agitação entre os presentes aumentar. Até os companheiros da série, os aplaudiram. Os dois se afastaram e a mediadora pediu ordem.
- Restabelecer a paz depois disso, vai se tornar uma missão impossível, obrigado senhor Alexei. – brincou ela.
- De nada, senhorita. – sorriu o ator, ainda brincalhão.
- Senhores, por favor, vamos retornar à entrevista. – o tumulto começou a se apaziguar. - Entraremos agora na segunda rodada de perguntas, que poderão ser sobre a vida pessoal de cada um, carreira e outros trabalhos, inclusive a série original Saint Seiya. – ela desdobra o papel que havia acabado de retirar da caixa de acrílico na sua frente. – O Site "O fuxico" fará as perguntas, e o Seiya Mamory quem responde.
- Sou Rogério Fernandes, do Site O Fuxico, agradecemos o convite. Seiya, você fez o papel do protagonista em Cavaleiros do Zodíaco. Como foi a experiência em ter uma responsabilidade como essa ainda tão jovem?
- Foi uma experiência de puro aprendizado. Eu era totalmente inexperiente como ator. Saint Seiya foi meu primeiro trabalho. Até então só havia feito alguns comerciais para televisão. Eu tinha recém começado meu curso de teatro, quando meu pai, que é cineasta me falou da audição para uma nova série Shonen para televisão, então resolvi participar do teste, mas quando eu vi os milhares de candidatos bons na fila, alguns até com experiência, eu pensei: "o que eu vim fazer aqui?! Eu nunca vou conseguir!". E depois do teste eu voltei pra casa conformado de que eu não passaria daquela etapa. E demorou muito sair o nome dos selecionados, eu até havia desistido, quando um belo dia, meu pai chegou em casa, dizendo: "Seiya, vamos comemorar, a lista de selecionados para a série de cavaleiros, saiu e você passou para a próxima etapa!". Eu dei pulos de alegria junto com o meu pai. Até então, a série não tinha nome definido e eu nem sabia que o nome da série, seria de acordo com o nome do protagonista, que levaria o mesmo nome do ator. Então fiz a entrevista, e a segunda bateria de testes e fiquei aguardando. Quando me chamaram no estúdio dizendo que já tinham um papel para mim, eu saí de casa radiante. Quando cheguei lá, tinha um auditório cheio dos atores selecionados. Então começaram a chamada, a primeira foi a Saori Missao seria a deusa Atena. Em seguida começaram chamando os dez atores que fariam os cavaleiros de bronze ao lado da deusa, e informaram que um desses, seria o principal. Eu já estava esperando que o meu nome seria um dos últimos, ou quando começassem a listar os antagonistas. Então eles anunciaram o nome da série, me lembro como se fosse hoje, foi algo assim: "esse serão os noves companheiros do Saint Seiya. Seiya Mamory, você será o principal cavaleiro de Atena". Aí eu fiquei paralisado. Foi uma emoção muito grande na hora até chorei. Mas como você mesmo disse, a palavra "responsabilidade" resume tudo. É um peso grande ser o principal, e o trabalho foi duro, foi realmente muita responsabilidade, mas foi bom, com certeza, um grande aprendizado.
- Seiya, seu pai trabalha no ramo da televisão como você acabou de nos confirmar, você acha que a profissão dele influenciou na escolha da sua carreira?
- Com certeza. Eu perdi minha mãe muito cedo, meu pai já trabalhava no ramo, e ele me levava para os estúdios. Então eu cresci no meio artístico, eu via os atores interpretando e me encantei logo cedo por esse mundo.
- Você gostaria de fazer um papel de antagonista?
- Em Saint Seiya?
- Em geral.
- Eu gostaria, sim. Eu acho que um bom ator, é àquele que consegue explorar toda sua capacidade. É conseguir interpretar bem o mocinho e o vilão. Por exemplo, eu admiro muito o Shun como ator, porque ele consegue fazer o papel do ingênuo Shun e do revoltado Ken, praticamente ao mesmo tempo. E consegue diferenciá-los de uma forma, que não existe ninguém que consiga dizer "é a mesma pessoa, está evidente!". Por mais que o Shun e o Ken sejam parecidos, ninguém consegue ver a semelhança dos dois. E ainda mais, o Shun nem se quer, mistura os traços da sua personalidade com o dos seus personagens. Por exemplo, sem querer muitas vezes, acabamos dando um pouco da nossa personalidade para o personagem. Então eu vejo que o Shun é um ator maduro, porque ele não comete esses deslizes, tanto o Shun, quanto o Ken, não tem nada haver com a personalidade do ator...
- Eu posso confirmar isso. – interrompe, Alexei. Que recebe um olhar de fúria do Shun ator, mesmo assim ele prossegue. – Ele com esse rostinho de anjo, engana muita gente, que acha que o Shun ator é delicado como o Shun da série, mas só nós sabemos o quanto ele tem um gênio difícil.
Alexei recebe um beliscão de Shun.
- Ai! Essa doeu! – todos no auditório riem.
- Deixa o Seiya ser entrevistado, é a vez dele. Quando chegar na sua vez você fala.
- Sim, senhor! – concorda Hyoga, batendo continência, e fazendo o grupo rir novamente.
- Então, voltando a questão. – continua, Seiya. - Eu acho que interpretar papéis opostos, nos ajuda e muito amadurecer na profissão. Por isso eu gostaria sim de fazer um antagonista. Se fosse para interpretar um vilão em Saint Seiya, eu gostaria de ter feito um dos juízes do mundo inferior, ou um dos espectros.
- O próximo é Shiryu. – informa a mediadora. – E quem fará a pergunta é a revista Model.
- Obrigado, meu nome é Vanessa Santos. Shiryu, seu personagem sempre foi muito sério e correto. O que acha dessa postura dele na série original? Gostaria de mudar em algum aspecto?
- Não, eu gosto dele do jeito que é. Ele representa o equilíbrio, e acho que esse lado dele pode ser bem aproveitado. Mas eu também o acho um personagem muito certinho, o que o torna um pouco chato. E os fãs se assemelham mais com àqueles com mais defeitos, o que é mais normal. Acho que ele poderia fazer alguma travessura de vez em quando.
Novas risadas se levantam entre os repórteres.
- Quando você decidiu seguir a carreira de ator?
- Foi totalmente por acaso. Eu tinha em torno de oito anos de idade, estava passeando pelo Shopping de Hong Kong, aonde meu pai tem lojas, e estava acontecendo um evento de moda, lançamento de uma coleção. Aí um cara, que era olheiro, me abordou, dizendo que eu tinha perfil para modelo ou ator, e entregou um cartão para o meu avô, que me acompanhava no momento, pedindo para que ele me levasse em um teste. Ele me levou no endereço do cartão e eu passei no teste, e na semana seguinte comecei a gravação. Então tomei gosto pela coisa, e nunca mais parei.
- Em uma entrevista recente, em novembro de 2008, você declarou que prefere ver os seus filhos crescendo a atuar, sobre isso, hoje, como você faz para passar tempo com a sua família, levando em consideração sua agenda?
- Por isso, não reclamo que o meu personagem tenha uma pouca participação da série. – novos risos. – Falando sério, a agenda de gravações realmente nos deixa atolados. E diferente do que muitos pensam a vida de ator não é nada fácil. Não temos horários, nem dias fixos para as gravações. Podemos gravar nos fins de semanas, nos feriados, a noite, de madrugada, no inverno, na chuva ou no sol escaldante. Mas, levando em consideração o trabalho que tínhamos para gravar o Saint Seiya original, Os Garotos é muito tranquilo. E sobra tempo para eu sair com a família. Eu também fiz um apartamento no Japão, para trazer minha família enquanto eu gravo lá. Quando entramos em recesso, voltamos para a China, para rever nossos pais, amigos e familiares em geral. Mas o que eu me preocupo é que logo a Isis vai começar a estudar e então ficará complicado tirá-la da escolinha para nos acompanhar. Então por isso eu disse que preferia vê-los crescer a atuar. Porque eu sei, se eu perder esse momento da vida deles, eu não vou recuperar nunca mais, e vou me lamentar mais tarde. Mas isso também não significa que vou largar a carreira. Vou continuar, mas procurar trabalhos que não exija tanta ausência.
- Próximo é o Ikki, revista Estilo.
- Bom dia, meu nome é Viviane Canesco. Ikki, o personagem da série é um irmão um tanto quanto protetor, ciumento e possessivo. Minha pergunta é: como é o Ikki da vida real com o irmão mais novo?
Os dois irmãos olham um para o outro sorrindo.
- Eu sou muito diferente do Ikki da série, isso eu posso te afirmar com certeza. Na verdade, nós somos. Eu não sou possessivo com o meu irmão, porque primeiro, ele não precisa, o Shun sempre foi muito independente. Desde muito pequeno ele soube apontar o que queria e começou a correr atrás dos seus objetivos. Na verdade, eu quem sou o fã dele, pois, admiro a determinação que ele tem para alcançar uma meta. Apesar de não precisarmos, já que tivemos o privilégio de nascermos em uma família financeiramente estável, ele trabalha muito, se dedica à carreia, e isso me faz admirá-lo cada vez mais. Já o Shun da série, é frágil, delicado, parece que irá se quebrar se alguém falar alto com ele. Mas, esse aqui... – ele aponta para o lado, deixando o irmão vermelho. – Se alguém disser algo duro para ele, com certeza vai ouvir uma resposta malcriada.
Shun sorri, balançando a cabeça negativamente e as pessoas no salão sorriem incrédulas. O mais velho continua:
- O Shun da série precisa de proteção, por isso o Ikki desenvolveu essa conduta possessiva em cima dele, para protegê-lo. E essa conduta é um pacote que vem recheado de outros apetrechos, tais como os ciúmes, a super proteção, etc. Mas com o meu irmão de verdade, eu não preciso me preocupar tanto, ele, quem muitas vezes me dá conselho, me chama atenção, senão dizer, me protege. E apesar dessa aparência de menininho frágil ele tem uma personalidade de cão...
O grupo explode na risada.
- Onii-san! – Shun repreende seu mais velho, com um olhar duro, fazendo as pessoas confirmarem o que Ikki havia dito.
- Calma otooto. – Ele passa a mão nos cabelos de Shun. - Mas apesar disso tudo, de vez em quando ele vem pedir colo, esses momentos são raros, mas quando ele faz, é a coisa mais graciosa do mundo. E uma coisa pode ser assemelhada com a série: o amor entre a gente é algo gigante, não consigo imaginar minha vida sem ele.
Shun sorri constrangido para o irmão, mas sente o peito inflar de um ar bom, com certeza era verdade, os dois se amavam e muito. E fora visível o sorriso de aprovação da platéia.
- Ikki, - o repórter o chama, para prosseguir com as perguntas. – Minha segunda pergunta, ainda tendo como gancho sua resposta, esse amor entre os dois, faz com que os fãs criem uma ilusão de que esse amor entre eles ultrapasse o campo do sentimento fraterno, como já foi observado pela Sara nas perguntas ao Shun. A minha dúvida é, se houvesse na série um envolvimento Yaoi entre vocês, aceitariam fazer uma cena mais intensa de incesto, como um beijo, por exemplo?
- Sinceramente, essa foi uma pergunta e tanto. – ele coça a nuca. - A autora, como ex-fã da série original, também tem essa ilusão que você citou, de que os dois têm um sentimento um pouco mais intenso um pelo outro, do que o limite permitido pelo fraterno, ela mesma já nos comentou isso. Mas na realidade, acredito que a intenção dela em Os Garotos, é de usar esse sentimento, como eixo norteador, para desencadear os momentos de crises e possessão do Ikki pelo caçula, não para desenvolver um relacionamento incestual entre eles. As cenas existiram e acredito que existirão outras, mas sempre com intuito de dificultar o futuro relacionamento do irmão caçula com o Hyoga, e não, porque eles realmente se desejam. Agora quanto a possibilidade de acontecer uma cena de beijo, se houvesse, acho que faríamos sem problemas. Eu e o Shun sempre trocamos selinhos como irmãos. E essa coisa do fã de nos ver juntos, já acontece desde quando fizemos o original, então somos convidados para fazer fotos juntos, e nessas fotos pedem beijo, pedem que nos abracemos mais intensamente, já pediram até outras coisas... – sorri ele, levantando as sobrancelhas, ao se lembrar. – Não que tenhamos feito, óbvio, nós também sabemos nos limitar. No entanto, nós somos bem seguro dos nossos sentimentos. E essa coisa profissional, não difere em nada no nosso relacionamento como irmãos. E isso eu aprendi com ele também, não é Shun?
- É sim. Nós já nos beijamos em entrevistas, em ensaios fotográficos, e até na vida real, mas nunca deixamos de nos ver como irmãos. Profissionalmente não é diferente. E o Ikki, é até muito brincalhão nessa parte. Ele já me agarrou em eventos público no meio de todo mundo, e em se tratando desse fetiche dos fãs, ele é muito sem noção na hora de atender. E se empolga nas brincadeiras. – fala Shun, bravo.
- Eu te amo. – declara Ikki, puxando o rosto do irmão, segurando-o pela nuca e beijando-o de forma escandalosa, mas que fora visível a superficialidade. Sendo bem mais técnico do que o selinho trocado anteriormente com Shun e Hyoga. E que realmente não causara tanto alvoroço, quanto o anterior, apenas um aumento nos flashes.
- Eu também, te amo. – fala, Shun. Após se separarem.
- Agora o Shun prossegue nas respostas. – fala a mediadora. - Site Celebridades Ponto Com é quem perguntará.
- Bom dia, sou Samanta Silva. Shun, já sabemos que você é bem namorador, e que você tem uma lista extensa de ex-namoradas, composta de beldades do mundo artístico, até de fãs. No entanto, existem rumores na mídia, de que poderia está havendo algum envolvimento seu com o ator Alexei, aí do seu lado. E esse selinho trocado pelos dois agora pouco, nos faz crer nessa premissa. Os rumores são verdadeiros, afinal?
Shun sorri muito sem graça e antes de prosseguir ele toma um gole da sua água.
- O selinho trocado entre a gente agora pouco, foi uma brincadeira, como o beijo técnico agora entre eu e o meu irmão. – explica ele. - Atualmente eu estou namorando, com uma garota comum. E esses boatos, de que eu e Alexei temos algo, existem desde o Saint Seiya original. Para ser mais específico, desde a cena das doze casas onde o Shun agarra o Hyoga descaradamente. – Shun sorri e o grupo todo dá uma grande risada.
- E foram tantos boatos, que geraram Os Garotos, para confirmarem todas as suspeitas. Mas na vida real são apenas boatos, eu e o Hyoga somos amigos.
- O Shun ator, parece ser totalmente heterossexual, no entanto, depois de tantas cenas Yaoi românticas, não nascera nenhuma curiosidade, nenhuma vontade de se relacionar com o sexo oposto?
Shun se manteve sério, enquanto sentira a platéia prender a respiração, tentando conter a ansiedade da sua resposta. Ele respira brevemente e responde calmo:
- Acho que a nossa vida é movida por paixões. Como você citou antes, eu tive uma lista grande de relacionamentos. E não me vanglorio por isso. Na verdade, eu gostaria de ter um único relacionamento verdadeiro e duradouro, como o Shiryu conseguiu com a Shunrey. Mas infelizmente acho que não tenho muita sorte no amor, então eu sigo tentando. No momento estou com uma garota e estou feliz com ela, e fazendo de tudo para que dê certo. Mas, se um dia eu me apaixonar por um homem, indiferente, que seja o Alexei, ou outro, eu viveria esse amor, sim. Mas só por curiosidade, eu não faria, teria que ter algo bem maior motivando.
O espanto parecera ter sido geral. Até mesmo Ikki do lado de Shun, estava perplexo. E o próprio Alexei estava de boca aberta. Shun sempre fora convicto da sua heterossexualidade, eles nunca haviam ouvido da boca dele, tal possibilidade.
- O próximo é você Alexei. – irrompeu a moderadora da entrevista, chamando a atenção de todos para si. - E quem pergunta, é o site: Saint Seiya For Ever.
- Bom dia. Meu nome é Jussara Vicente. Aproveitando o assunto. Sabemos que o Alexei ator é homossexual assumido. E outros boatos dizem que o ator já foi, ou ainda é, verdadeiramente apaixonado pelo ator Shun, até que ponto existe verdade nessa afirmação?
- Nossa... – Hyoga olha pra Shun, como se buscasse seus olhos pedindo-lhe permissão para falar. Mas estes estavam fixos em suas mãos em cima da mesa. Então ele solta um suspiro e olha para a platéia de repórteres e fãs, curiosos. – Estão nos colocando na parede mesmo. – ouvem-se alguns sorrisinhos e ele volta para o microfone. – Mas a verdade é que eu amo o Shun, o ator, desde que nos conhecemos pela primeira vez, nos bastidores da Série Saint Seiya. – confessou, fazendo a balbúrdia ser geral, fazendo a mediadora gritar pedidos de "silêncio" para continuarem entrevista.
Hyoga olhara para Shun que pareceu ter sentido seus ombros pesarem. A bochecha do menino também ficara rosada. E de repente ele mesmo não soube se àquela confissão fora em uma boa hora.
- Silêncio, pessoal! Por favor, Jussara, continue. Sua segunda pergunta.
A repórter que também estava perplexa, até se perdera em meio aos seus papéis de perguntas, parecia que ela não esperava uma afirmativa da questão.
- Jussara? – interrompeu Alexei, que viu a jovem loira e de cabelos curtos, menear um sim com a cabeça, permitindo-o prosseguir. – Antes de continuar, só quero afirmar, que eu não estou confessando isso para o Shun agora, em frente das câmeras para promoção da série, ou algo do tipo. Eu declarei isso para ele quando encerramos as gravações de Saint Seiya no passado. Ele foi compreensivo com o meu sentimento, como vem sendo até hoje, mas nunca, esse sentimento fora recíproco. O Shun tem sua preferência por garotas, como já perceberam. E o que eu sinto também não é algo motivado pela série, e sim, pelo que eu conheço dele.
- Certo. Obrigado pela explicação. – respondeu a moça, muito vermelha, engolindo em seco, tentando retomar a entrevista, antes que a mediadora lhe desse uma bronca. - Agora, retomando a série, se você estivesse realmente na pele do seu personagem o que você faria pra tentar conquistar o Shun? Aonde você acha que ele está errando?
- Eu estou na pele do meu personagem. – confessou ele, arrancando risos de todos novamente, e olhando para Shun que continuava sério e neutro. – E como perceberam, eu não consegui muita coisa. Então se eu fosse ele... – novamente algumas pessoas riem. – Estou brincando. A situação minha e do Hyoga são diferentes, porque o Shun da série ele é apaixonado pelo Hyoga, só não descobriu, ou, não consegue aceitar isso ainda. E eu acho que não é um jogo de conquista. Pois, só tentamos conquistar alguém, quando acreditamos que essa pessoa pode retribuir os nossos sentimentos. No caso do Hyoga, ele não via essa possibilidade, por isso nunca tentou conquistá-lo de verdade. Então não existem erros em algo que ele nem se quer tentou fazer. Mas pelo que notamos no fim da primeira temporada, o Shun sente algo, e isso foi o suficiente para que o Hyoga se sintisse motivado. Então se preparem, vocês verão um Hyoga bem mais determinado nessa nova temporada.
- Obrigado Alexei. – diz a mediadora, tomando a palavra. – Essa será a última rodada de perguntas. – anunciou a mediadora. – E como as perguntas e resposta das duas outras rodadas foram extensas. Pedimos aos senhores repórteres, por favor, que tentem fazer perguntas mais curtas e os senhores atores, tentem elaborar respostas mais curtas. Temos 15 minutos para encerrar a coletiva. As perguntas dessa rodada também são de temas livres. A revista Charme é a última a fazer perguntas para o Seiya.
- Meu nome é Jonas, prazer e bom dia. Seiya, você já se envolveu ou se envolveria amorosamente com alguma fã e qual é a grande diferença?
- Já me envolvi. – responde, Seiya categoricamente. - E me envolveria novamente se me apaixonasse por uma. Mas primeiramente, antes de me relacionar, eu sempre me re-apresento para essa pretendente, que é fã, como o ator Seiya. Porque a fã é apaixonada pelo personagem, e às vezes ela assemelha o ator ao personagem, e esquecendo-se de levar em consideração que somos pessoas distintas, essa é a grande diferença. Então é isso que tento deixar claro quando me proponho a me relacionar com uma fã.
- Nos diga quais são suas perspectivas futuras, quanto a vida amorosa, carreira, casamento, etc?
- Nossa, casar agora não! – exclama ele, bem humorado. - Nada contra o casamento, eu acredito que formar uma família ainda é a base mais sólida que podemos criar. Mas casar exige grandes responsabilidades, abrir mãos de outras coisas, como o próprio Shiryu mencionou, precisamos ter tempo para ver os filhos crescerem. E ainda eu me acho jovem, para encarar algo tão sério. Eu tenho muitos planos, acabei de amadurecer profissionalmente, então eu pretendo me dedicar muito ao cinema, trabalhar em filmes de outros gêneros como comédia, policial, terror; fazer vilões, etc., quero experimentar outros lados da dramaturgia. Amorosamente pretendo encontrar alguém que consiga acompanhar o meu ritmo.
- Na série, o Seiya também parece um pouco atraído pelo Shun, em determinados momentos. O Seiya personagem, e/ou o ator, tem essa inclinação para o sexo oposto?
- O Seiya personagem é brincalhão, ele gosta de incomodar o Shun, não é que ele sinta algo especial pelo amigo. Então em os Garotos, acredito que ele não terá essa inclinação. Na vida real, faço minha as palavras do Shun ator, nossa vida é movida por paixões, então, se aparecer... quem sabe? – sorri ele, do seu jeito brincalhão.
- As últimas perguntas para o Shiryu Wang, quem fará é o site: Cavaleiros do Zodíaco Brasil. – anuncia a mediadora.
- Bom dia. Meu nome é Jeferson Medeiros. Shiryu é verdade que você canta? E se canta, é profissional ou apenas hobby?
- Canto e toco violão e guitarra, apenas como hobby. Já fiz algumas apresentações, mas coisas pequenas mesmo. Nunca pensei em seguir carreira nessa área não. Eu e a Flér da série, que é atriz e cantora de verdade, fizemos um especial juntos, chamado "Luau Os Garotos" em breve deverá ir ao ar. Mas a minha área é de atuação mesmo.
- Shiryu, percebemos que desde a série original, o seu personagem é uma dos mais assediados. Como a sua esposa, a Shunrey, age perante isso? Ela já teve ciúmes por causa das fãs ou por causa de alguma cena em seu trabalho?
- Nosso relacionamento é bem maduro. A Shunrey é atriz também, e ela assim como eu também sofre seus assédios. Mas nós somos adultos suficientes para compreender que isso é fruto do nosso trabalho. Também não posso afirmar que não haja ciúmes. Às vezes é incômodo para ela, ver uma fã tentando arrancar minha camisa, como já aconteceu... – novos risos se rompem na platéia. - E também deve ser incomodo ver alguma fã tentando me beijar a força. Assim, como eu me sentiria incomodado se um fã dela tentasse fazer a mesma coisa. Mas sempre que passamos por isso, nós tentamos nos voltar para tudo que construímos juntos, no nosso amor, no nosso relacionamento sólido, nos nossos filhos, aí os ciúmes se evaporam no ar.
- Que atitude das fãs que mais te constrangeu ou que te constrange até hoje?
- Agora eu tenho que pensar... – ele coça a cabeça, sorrindo. – normalmente todas as atitudes das fãs são constrangedoras. Porque elas te idolatram como um deus, querem te beijar, te agarrar, te levar para casa e colocar em um pedestal. Mas ao mesmo tempo que é constrangedor, é gratificante, porque é o reconhecimento do seu trabalho. Mas algo que me deixa mais acanhado que o normal é quando eu recebo de presente peças íntimas femininas. – o rosto do chinês ficou levemente vermelho.
- E muitas vezes usada. – interrompe Ikki, arrancando risos de todos.
- É, ainda tem isso. – confirma Shiryu, ainda mais envergonhado.
- Quem pergunta para o Ikki agora, é a revista Sou Teen.
- Ikki, como é para você ter um filho seguindo a carreira de ator como você, e vê-lo despontar como revelação em grandes produções como Death Note e Battle Royale, ainda tão jovem?
- É uma emoção sem tamanho, é extremamente gratificante. Eu estou muito feliz. Eu vejo no meu filho o mesmo brilho que vejo em volta do Shun, e algo que não vejo em mim. Ele nasceu com o dom para esse mundo artístico, por isso despontou tão cedo para área. Eu estou atuando na frente das telas, por teimosia, eu prefiro os bastidores, ou a atuação nos palcos, gosto de escrever, penso em dirigir peças, fazer algo do tipo. Já o Fuji-kun e o Shun, nasceram para brilharem na frente das telas. E eu fico extremamente contente em vê-los ascendentes. Eu prefiro estar lá na platéia como pai babão, irmão babão, do que em frente aos brilhos dos holofotes. Então logo vou me aposentar e viver na custa dos dois. – uma nova explosão de risos ganha o salão.
- Ikki, os cinco personagens da série são extremamente unidos, como é o relacionamento dos cinco fora do estúdio?
- Nós nos tornamos uma grande família. Estamos sempre em contato um com os outros. Eu acho que sou o mais afastado porque não gosto de andar em bandos. – brincou ele, repetindo as palavras dita muitas vezes por seu personagem, fazendo todos os presentes rirem novamente. – Estou brincando. Todos tentamos manter uma amizade fora dos bastidores, e sempre nos reunimos em festas, falamos por telefones, desenvolvemos uma amizade forte e duradoura com certeza.
- Minha última pergunta. Em Os Garotos, você fez algumas cenas bem picantes, como é gravar essas cenas?
- Muito boa! – brincou ele, sorrindo, e fazendo novamente os presentes rirem. – Brincadeira. Todas as cenas que gravamos são muito sérias. E eu acho que a diferença de se fazer uma cena de sexo, é que a seriedade aumenta ainda mais. Por ser algo delicado, no entanto, é bem profissional, é como beijar tecnicamente. O maior problema é ficar peladão no primeiro momento, vai que os câmeras ficam comparando o meu "Pi" com o "Pi" deles...
- HÁHÁHÁHAÁHÁHAAHAUAHAUAHAHAUAHAHAUAHA! – explodiu uma salva de gargalhadas no salão.
- Silêncio... – pediu a moderadora, tentando conter sua vontade de rir também. – Já vencemos o tempo da coletiva, vamos ultrapassar mais quinze minutos para encerramos com as últimas perguntas paro Shun e Alexei. Por favor, tentem ser sucintos. Quem pergunta é a revista Novo Tempo.
- Shun, qual a maior loucura de amor, que alguém já fez por você? E se você também já fez alguma, e se não fez se faria e o quê?
- Bem, a maior loucura de amor que fizeram por mim... – ele para pra pensar e responde fazendo um bico de emburrado. – Confessar que me ama em uma coletiva de imprensa.
- HAUHAUAHAUHAAHAUAHAUHAUAHA!
Além das risadas altas dos presentes, o rosto do Alexei fica verdadeiramente corado. Mesmo assim, ele não se pronuncia e Shun prossegue.
- Eu não sei se teria coragem de fazer loucuras pra provar o quanto amo alguém. – responde ele secamente. O que mais pareceu uma alfinetada no loiro. Que continuou segurando sua vontade de dar uma resposta.
- Certo. Segunda pergunta: alguma fã já fez algum pedido inusitado, que você jamais atenderia? E se fez, qual foi?
- Já tiveram inúmeros pedidos, entre eles, alguns bem pervertidos. E os que eu não atenderia de forma alguma, são àqueles que envolvem sexo, como por exemplo, fãs meninas que já me pediram para que eu tirasse a virgindade delas, ou que passasse apenas uma noite com elas. E HOMENS, que já me pediram para tirarem a minha virgindade... Pode?! – confessou irritado, e com o rosto muito vermelho, fazendo novamente os presentes rirem – Então essas coisas para mim não tem cabimento, eu não atenderia, nunca!
- Última pergunta: O Shun personagem, é um menino muito delicado e dócil, entre outras qualidades. Você se acha parecido com o seu personagem?
- Em partes. Mas digamos, em poucas partes. O Shun personagem, como você mesmo disse, é cheio de qualidades, além de ingênuo. Eu sou cheio de defeitos, e como meu irmão já ressaltou, e eu não posso desmenti-lo, até porque é verdade, eu tenho um gênio um pouco difícil mesmo, sou pouco tolerante, e nada delicado! No que me assemelho com ele, é que não gosto de violência, e quando amo, amo de verdade, intensamente.
- As últimas perguntas para o senhor Alexei, e quem pergunta, é o site G, dedicado a comunidade homossexual.
- Bom dia, obrigado pelo convite, sou Cristian Carvalho. Alexei, sua opção sexual já afetou sua carreira ou sua vida pessoal de alguma forma?
- Sim, às vezes afeta. – responde ele, simpaticamente. – Meu pai não aceita muito bem, apesar de que hoje ele é mais conformado do que no início. Quanto a carreira, eu acho que o fato de eu ser modelo, afeta mais a minha carreira do que o fato de eu ser homossexual.
- Você já sofreu ou sofre algum tipo de preconceito? E se sofreu, o que o deixou mais chateado?
- Eu seria mentiroso, se dissesse que um homossexual não sofre preconceito. Mas eu tento evitar situações que possam gerar uma agressão. Por exemplo, nós gays, infelizmente, temos que evitar demonstrações de afeto aos nossos parceiros em lugares públicos, como os namorados heteros fazem. Porque sempre vai ter alguém que vai passar ao seu lado e dizer: "Que pouca de vergonha!". E isso irrita, machuca, causa confusão. Então eu evito, para não gerar agressão. Mas não por ser hipócrita em não assumir o que eu sou em público, quem me conhece sabe que eu grito aos quatro ventos que sou gay, eu não me importo em assumir, mas sim, para evitar desgaste desnecessário, até porque pessoas com essas mentalidades você não consegue mudá-la. Quanto, ao que mais me chateia, é quando os fãs do Cavaleiro Cisne, meninos ou meninas, descobrem a minha homossexualidade e não aprovam ou não aceitam. Então eles me atacam de várias formas, dizendo que me defendiam que eu não posso ser "fresco", que cavaleiro de verdade deve ser "homem". Como se ser hetero ou gay, fosse o fator que definisse a força de um cavaleiro. Então, são coisas bem sem cabimento, que às vezes machucam de verdade. Mas eu tento também, não me prender a isso.
- Quais seus projetos futuro, tanto no campo pessoal, emocional, quanto profissional?
- Profissionalmente falando, eu quero continuar trabalhando como ator, há muito tempo eu quero deixar a carreira de modelo, também já não estou tão jovem e tão bonito assim. E quero constituir uma família, encontrar um grande amor, essas coisas.
- Obrigado.
- Por nada.
- Bem, senhoras e senhores. Agradecemos a presença de todos. Encerraremos agora a coletiva. As cinco meninas que foram selecionadas por sorteio para conhecê-los pessoalmente, por favor, se dirijam aos bastidores. Eles irão fazer pose para os fotógrafos nesse instante. E em seguida irão se retirar. Os painéis estão daqueles lados, os fotógrafos já podem se posicionar lá. – ela se volta para à mesa. – Meninos, vocês tem uma última palavra de despedida, e já agradecemos a presença e a paciência.
- Eu que agradeço. – diz Seiya, sendo o primeiro a falar. – Fomos muito bem recepcionados, o Brasil é um país muito receptivo. Agradeço de verdade o carinho e acompanhem a segunda temporada de Os Garotos.
Shiryu pega o microfone.
- Eu me senti como se estivesse em Hollywood ao chegar no Brasil, com o alvoroço de fãs e da imprensa. Agradecemos de verdade o carinho. E não deixem de nos prestigiar na segunda temporada de Os Garotos, obrigado!
- Foi um prazer imenso conhecê-los, e está aqui hoje. – agradeceu, Ikki. – E não percam Os Garotos, segunda temporada, não irão se arrepender. E esperamos estar de volta aqui, o ano que vem, na terceira temporada.
- Boa tarde à todos. Obrigado pelo carinho. – respondeu Shun, categoricamente.
- Agradeço o carinho e o apoio que os fãs estão dando ao casal Shun e Hyoga. E o carinho imenso que recebemos desde que chegamos aqui. Faço minha as palavras do Ikki, espero estarmos de volta o ano que vem! Obrigado.
Os cinco se levantaram, enquanto eram aplaudidos. A coletiva estava encerrada. O grupo de repórteres começava a se dispersar. Somente os fotógrafos se posicionavam em frente do painel que havia sido montado com o logotipo da segunda temporada da série. Zibel, que estava como fotógrafa naquele dia também, se juntou ao grupo de profissionais para tirar fotos.
- Meninas, nos vemos daqui a pouco!
- Certo, Zi! Capriche nas fotos! – pediu, Naluza.
- Pode deixar, amiga!
- Ai, meninas está quase chegando a hora... – comentou Naluza, nervosa.
-...
Continua...
XXX
Owwwwwwwwwwww God!
Coletiva terminada, enfim! Espero que tenham gostado. Ainda falta a última parte do especial, vou tentar postar ainda hoje. Então, como serão o encontro das Garotas x os Garotos? Façam suas apostas! o/
Lembrando, que todos os nomes de programas, revistas, sites, repórteres, utilizados nesse capítulo, exceto o programa Vídeo Show e a repórter Sara Oliveira, são todos factícios, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Espero que tenham gostado, comentem! \o/
See you next!
XXX
1 Otooto – irmão caçula.
2 Androginia - O andrógino é aquele(a) que tem características físicas e, em aditivo, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência. Andróginos que prezam por sua androginia utilizam de adereços femininos, no caso de homens, ou masculinos, no caso de mulheres, para ressaltar a dualidade. Dado isso, tende-se a pressupor que os andróginos sejam invariavelmente homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual de uma pessoa ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual), ou seja, a atração erótica por determinado parceiro. Desse modo, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais.
