Aqui está o terceiro capitulo se eu tiver mais 10 comentários eu posto na terça-feira. Beijos e até logo.
CAPÍTULO TRÊS
Todas as cores giravam em torno dela enquanto seus lábios provavam os de Edward pela primeira vez. A sua boca era quente, firme e tinha gosto ligeiramente picante. Edward. Sentia vontade de passar os dedos pelos seus cabelos, pelo seu peito sob o pijama. Mas ele segurava firme o seu pulso.
Ele interrompeu o beijo e ela ficou lá, presa a um mundo de sensações que não queria deixar.
— Obrigado.
— Obrigado?
— Por ficar — ele parecia divertido.
Tinha sido um beijo de agradecimento. Ela, pronta para juntar seus lábios aos dele e ele sorrindo como um irmão mais velho, indulgente, contente por ter feito o que queria. Endireitou-se.
— Sem problema. Ligarei para a universidade, informando que não voltarei agora.
Sentia que o telefonema não resolveria muito, mas, mesmo perdendo o emprego, não podia deixar Edward. Não enquanto ele precisasse dela.
Emmet chegou com o jantar e Edward comeu fervorosamente.
— Isto é muito melhor do que a comida servida aqui.
— Pode pedir sua comida — sugeriu André.
— Não é a minha maior preocupação.
Não, Bella pensou. Era o trabalho e andar de novo. Talvez nesta ordem.
— O que me preocupa é Bella ficar em seu quarto. Não gosto disso.
— Por que não?
— Não é bom para a reputação dela. Bella não pôde deixar de rir.
— Edward, você parece antiquado. Ninguém se importa se eu fico na suíte de Emmet.
— Eu me importo.
— Bem, você não me mantém. Não tenho dinheiro para uma estada prolongada num hotel.
Principalmente se perdesse o emprego.
— Eu pagarei.
— Não, não pagará. Além do mais, não é preciso. A minha suíte tem dois quartos e como você não chamou papai e ma mãe, um ficará vazio se Bella não usá-lo.
Apesar do argumento de Emmet, Edward não concordou, olhan do para ela de um jeito que a fez tremer.
— Você permite que Emmet cuide de você, mas recusa a minha ajuda?
— Não é a mesma coisa. Não custa nada Emmet me ceder o quarto extra.
— Acha que vou dar de má vontade tal quantia? Por que ele era tão teimoso?
— Claro que não. É que já estou lá. Não sei por que está tão preocupado, Edward. Meu nome não aparece nas colunas sociais. Ninguém se importa onde durmo ou o que faço.
O rosto dele ficou furioso.
— Você já dormiu com alguém? O rosto dela ficou vermelho.
— Isso não é da sua conta.
— Não concordo.
Ele parecia pronto para levantar e exigir uma resposta dela. Ela olhou para Emmet, pedindo ajuda. Mas, ele parecia gos tar demais daquela conversa para ajudar.
— Realmente, não quero falar disso com você.
— Diga-me o nome dele.
Céus! Que direito ele tinha de cobrá-la assim? Se Tânia ainda fosse virgem, ela dançaria nua no alto do Empire State Building.
— Está dizendo que você e Tânia não dormem juntos?
— Não estamos discutindo isso.
— Não estamos discutindo nada.
— Você está muito vermelha. Está envergonhada? Por que negar? Ele saberia que ela estava mentindo.
— Estou.
— Uma mulher experiente não ficaria tão desconcertada. Era demais!
— Você tem certeza? Talvez eu tenha dormido com muitos homens. Talvez até esteja partilhando a cama de Emmet e os dois quartos da suíte sejam um disfarce.
Ela viu que sua raiva tinha remexido águas profundas. O senhor magnata e frio italiano jogou para longe a mesa com o seu jantar e fulminou Emmet com os olhos.
Mesmo falando italiano fluentemente, Bella não entendeu algumas palavras. Pareciam palavrões. Geralmente sorridente, o rosto de Emmet demonstrava choque. Tentou dizer a Edward que era uma brincadeira, mas ele não acreditou, batendo os braços.
— Por Deus! — ela pulou da cadeira, ficando entre Edward e Emmet. — Acalme-se. Eu disse "se" e não "que", Edward...
Os braços dele rodearam a sua cintura e ela se viu sentada na cama, a mão dele pegando seu queixo com carinho, mas firme za.
— Você dorme com meu irmão?
— Não. Nunca estive com qualquer homem.
— Mesmo assim me provocou.
Ela não conseguia entender por que ele se importava tanto. Talvez se sentisse um pouco responsável por ela desde que seu pai morrera e, mesmo tendo sumido por todo o ano passado, talvez o sentimento estivesse lá.
— Não estava provocando. Você me embaraçou e fiquei com raiva. A maioria das mulheres não... Bem, na minha idade, a maioria das mulheres tem alguma experiência.
— Mas você não.
— Eu não — concordou com um suspiro. E ele casado com Tânia não ia ajudar muito.
Depois de roçar o dedo no rosto dela, abaixou a mão:
— Você não devia ficar embaraçada falando disso comigo. Claro que ela ficava sem jeito com aquele assunto. Até com as colegas da universidade o assunto a incomodava. Ficou em silêncio.
Queria levantar, mas o braço em sua cintura impediu.
— Edward?
— Você é muito inocente.
— Se já terminou de dissecar a minha vida amorosa, posso levantar? Quero voltar para o hotel.
A mão dele acariciava sua cintura de tal maneira que não sabia se estava louca ou nervosa.
— Você irá para outro quarto.
— Não!
A negativa forte de Emmet fez com que olhasse para ele.
— Isso é Nova York, Edward. Seria desaconselhável Bella ficar sozinha num quarto, mesmo com toda a segurança do hotel.
— Então colocarei alguém da minha segurança guardando o quarto dela.
A conversa estava ficando cada vez mais bizarra.
— Como pode ser melhor para ela ficar num quarto de hotel com um estranho do que comigo?
— Talvez Tânia também pudesse ficar na suíte.
— Não! — falaram juntos André e Gianna.
— Por que se aborreceram?
Como dizer a um homem que sua noiva execrável é insupor tável? Bella limpou a garganta, pensando numa maneira agradável de se recusar a dividir o espaço com a bruxa egoísta.
— Bella me contou o que Tânia falou dela — falou Emmet com nítido desgosto. — O ciúme infundado de sua noiva foi o motivo de Bella querer voltar para Massachusetts.
— Agora você quer protegê-la da minha noiva? Tem certeza que os dois não querem me contar nada?
— Isso é ridículo. Não estou tentando agarrar Emmet. Emmet sorriu, bem ao estilo italiano.
— O que não quer dizer, querida, que eu não gostaria. Edward apertou a mão em sua cintura e olhou fixo para o irmão.
— O seu humor está fora de lugar.
— A sua mão também, considerando que vai se casar com outra — retrucou Emmet.
Edward não tirou a mão.
— Ela é praticamente da família.
— É?
— Já estou farta!
Pondo as mãos nos quadris, falou para Edward.
— Se quer que eu fique em Nova York, será na suíte de
Emmet, sem a companhia de Tânia. Até solteironas virgens têm seus padrões e o meu não se ajusta a homens arrogantes que falam sobre mim como se eu não estivesse presente.
Edward franziu o rosto à palavra "solteirona" e a expressão de Emmet ficou pensativa.
— É verdade, Edward, quase medieval... Mas eu sou um ho mem moderno. Não vejo nada de errado em uma mulher de vinte e três anos continuar solteira.
— Certo, homem moderno, me leve de volta para o hotel. Quero ficar sozinha.
Edward ainda resmungou sobre ela ficar na suíte, mas acabou concordando. Não tinha escolha. Bella o amava o suficiente para arriscar seu emprego, mas aquilo não a tornava um capacho.
Capacho era a última coisa que Edward podia pensar dela nas duas semanas seguintes. Ela o atormentou sobre trabalhar de mais e não se empenhar o bastante nas sessões de terapia. Re clamou quando ele instalou uma linha de banda larga no quarto do hospital. No mesmo dia, tinha desligado o telefone, pedindo para um enfermeiro levá-la dali.
Enquanto isso, Tânia passava bem pouco tempo no hospital e se recusava a assistir à terapia. Tinha ido para Paris dois dias antes, para desfilar uma coleção de Outono. O que estava bom para ele. Nenhum homem queria ter sua mulher perto, se sen tindo inútil, sem poder usar as pernas.
Não se condenava por, em parte, estar aliviado de ver a noi va pelas costas, com seus desagradáveis comentários sobre Bella. Ele a tinha enfurecido ao defender a mulher mais jo vem e sabia que o faria novamente. Não permitiria que nin guém denegrisse aquela que ele tinha protegido por quase a vida toda... Até dele mesmo.
A atitude de Tânia para com a sua saúde também o aborre cia. Dizia acreditar que ele andaria novamente, mas seus olhos, não. Bella não era tão reticente. Insistia em sua crença de que, no devido tempo, sentiria suas pernas. Ela não apenas assistia às sessões de terapia, mas participava delas. Pelo que ele não agradecia. Precisava da crença dela nele, não de sua interferência.
— Dê meu telefone de volta — pediu.
Ela balançou a cabeça. Como os cabelos dela tinham uma cor tão rica? Eram longos, além da cintura. Ela nunca os solta va? Deviam ser lindos.
— Foi a terceira ligação em quinze minutos — Bella fran ziu o rosto. — Você não vai andar novamente se continuar falando ao telefone.
— Bella está certa, Sr. Cullen. É preciso se concentrar na terapia — disse o terapeuta.
— Você não atenderia a um telefonema no meio de uma negociação importante, não é? — perguntou Bella.
— Não estou negociando. Estou sentado aqui, aborrecido, enquanto ele — apontou para o terapeuta — move as minhas pernas.
— Não existe mágica. E não achava que tivesse medo de trabalho duro.
— Porca miséria! Eu, Edward Anthony Cullen com medo de traba lho? Está louca.
— Bom. Ainda bem que disse isto. Então entende por que o telefone não será permitido pelo resto da sessão.
— Pelo menos me deixe encaminhar para a secretária eletrô nica.
Quando ela devolvesse o telefone, poderia terminar a liga ção e depois desconectá-lo, se ela insistisse.
— Já fiz isso. Não vai ter o telefone de volta.
O olhar dele era o que fazia presidentes de banco se escon derem, mas ela ficou lá, de braços cruzados, sem se mexer.
— Quero algo para fazer — pediu ele ao terapeuta.
O homem assustou-se com o tom de sua voz e Edward sentiu um pequeno prazer por ele achá-lo ameaçador, diferente de Bella.
Bella bateu de leve na porta de Edward, mas não ouviu res posta.
Costumava chegar depois do café e permanecer durante a terapia da manhã. Talvez já tivesse ido para a sala de tratamen to. Estava um pouco atrasada, tendo dormido demais. O dia anterior tinha sido exaustivo e terminara bem tarde.
Tinha ido a Massachusetts e voltado no mesmo dia, para pegar suas coisas no apartamento mobiliado da universidade, que não era mais dela. A previsão de que o chefe do departa mento não aceitaria a sua permanência em Nova York estava certa. Mas finalmente, tinha encontrado algo para ser grata, na derrocada que se seguira à morte do pai.
Quando vendera a casa, sua madrasta Irinia tinha jogado fora tudo o que não queria. Os pertences de Bella tinham sido colocados no carro e ela não precisaria gastar dinheiro com depósitos.
Quando não houve resposta à segunda batida, ela empurrou a porta. Não se importava em perder a sessão, pois se sentia uma observadora. Era suficiente encorajá-lo, como uma líder de torcida, ocultando o que havia dentro dela.
Congelou com o que viu ao entrar no quarto. Edward sentado na beira da cama, só de cueca, minúscula, como ela nunca tinha visto. Não que seus olhos inexperientes tivessem visto muitas, mas este era Edward. Quase engasgou tentando falar.
— Eu... Você... A porta...
Ele virou a cabeça, parecendo entusiasmado.
— Edward? O que...
— Você está com dificuldade de falar, querida.
Os lábios dele se curvaram em um grande sorriso, os olhos cinza brilhando.
— Posso sentir meus dedos dos pés.
Ela demorou um segundo para registrar as palavras, mas quando entendeu, voou pelo quarto para abraçá-lo, trombando no peito dele em sua corrida. Edward caiu para trás, a levando consigo, os braços dela em volta do seu pescoço, balbuciando, excitada.
— Eu sabia! Eu sabia que você conseguiria!
O corpo masculino balançou com uma risada feliz, sob ela.
— Fui eu, minha pequena, que fiz isso ou o bom Deus?
— Um pouco de cada. Quando aconteceu?
— Acordei de madrugada com os pés formigando. O formigamento aumentou enquanto amanhecia.
O prazer misturado ao alívio na voz dele a emocionou, e seu coração desmanchou.
— Oh, Edward...
— Não se desmanche em lágrimas, mulher.
— Nem penso nisso. Estou tão feliz!
Depois, fez algo que nunca faria, se tivesse pensado: o bei jou.
Foi só um ligeiro toque no queixo dele, mas seus lábios não queriam mais sair quando encostaram na pele quente e macia de Edward. Queria continuar a beijar, tocar e sentir a pele, mas não podia. Disse a si mesma que ia ficar só mais um segundo e se afastaria, deixando-o se vestir.
Edward estava quase nu e ela colada nele como um cobertor. Tentou se erguer, o que a levou a pressionar as pernas em V sobre ele e erguer a sua saia, indecentemente. Tentou ficar de joelhos do lado dele, o que a fez pôr o seu corpo em contato mais íntimo com a masculinidade de um homem, pela primeira vez em sua vida. Ficou paralisada.
A fina seda de sua calcinha não era barreira para o calor da carne de Edward e o estímulo erótico da perna dele entre as suas. Devia ter vestido meia-calça. Assim pelo menos, a sua coxa não estaria nua. Sentiu um fluxo correr pelo corpo, dos pés à cabeça. O calor era causado tanto pela vergonha quanto pelo prazer.
— Edward, eu...
— Ficou sem palavras de novo, minha pequena. A voz dele parecia divertida.
Sentiu-se tudo, menos uma garotinha. Na verdade, nunca tinha se sentido tão mulher.
— Sinto muito — murmurou, tentando novamente se afastar dele, mas duas mãos muito fortes a imobilizaram pela cintura.
— Não tem que se repreender por nada. A sua excitação é igual à minha.
Ela duvidava. Enquanto que a excitação dele se devia à ale gria normal com a perspectiva de andar novamente, a dela era uma mistura de grande conteúdo sexual. As mãos em sua cin tura se moveram e seus rostos ficaram de frente.
— Estou feliz, querida.
— Eu também.
Tentou controlar a respiração, mas parecia ter participado de um evento olímpico.
— Posso ver.
— Pode? — ela perguntou, tolamente.
— Muitos homens beijaram esta boca úmida?
— O quê?
Edward não tinha motivo para se interessar pelos seus beijos.
Os seus pensamentos foram cortados quando Edward estava para descobrir por ele mesmo o seu nível de experiência. Em bora estivesse por cima, sentiu como se os lábios dele engolis sem os dela, a mantendo cativa, sob domínio masculino mais básico.
Ela sentiu a mão dele em sua cabeça, a mantendo no lugar.
Os lábios dele se ajustaram aos seus e, sem perceber, ela os separou. A língua dele correu pelos seus lábios, antes de mer gulhar em sua boca, compartilhando um tipo de beijo que no passado a tinha desagradado. Com Edward, o achou totalmente excitante e se apertou contra ele.
As mãos dela exploraram o peito nu com doce abandono, enquanto, timidamente, a sua língua era subjugada pela agres sividade masculina. Logo, o mundo se reduziu ao corpo dele sob o seu, suas bocas juntas, as respirações misturadas.
— Edward!
O berro feminino da porta tirou Bella de seu enlevo sen sual, com rapidez assustadora.
