Oi pessoal tudo bem para vocês? Espero que todos curtam muito esse fim de ano.

Eu estou um pouco chateada por que eu olho o trafego das fic e tenho leitores além do Brasil, em Portugal e Slovaquia. O numero de comentários e está muito pouco, considerando a quantidade de acessos que tem as fic.

Eu agradeço do fundo do meu coração a todos vocês que tem comentado em cada capitulo, em cada poste. Vocês são maravilhosos.

Eu vou sair de férias hoje e é provável que eu não poste outro capitulo neste ano, mas se eu conseguir as 10 comentários que eu pedi, eu posto até segunda

Feliz natal e um feliz ano novo para todos vocês

CAPÍTULO QUATRO

Bella se separou dos lábios de Edward e rolou para o lado, enquanto as mãos dele a soltavam. Pulou da cama, e ajeitou a saia curta de lã, o rosto vermelho.

— Sua prostituta nojentinha — rugiu Tânia, enquanto Edward se ajeitava, sentando.

Ele murmurou algo em italiano, mas Bella, nervosa, não entendeu muito, a não ser que ele não esperava que Tânia voltasse a Nova York tão cedo. O resto do que falou levou Tânia a se desequilibrar, como um marinheiro bêbado, e depois olhar para Bella com raiva.

— Isso é óbvio. Não vou tolerar esse tipo de coisa, Edward! Está ouvindo?

Antes de chegar à cama, Tânia virou para Bella.

— Acha que não sei o que estava acontecendo? Não sou tão idiota e creio que Edward estava apenas se divertindo com uma coisinha como você. Claro que você estava se atirando nele numa tentativa desesperada de fazer com que a notasse como mulher, mas nunca será mulher o bastante para um homem como Edward... mesmo paralítico.

Cada palavra machucou o coração vulnerável de Bella. Sabia que não era o tipo de Edward, nunca fora. E se sentia culpa da, pois Tânia estava certa. Tinha se atirado para ele, beijando-o, cheia de carinho, quando ele só tinha compartilhado as boas-novas.

Lógico que nada daquilo explicava por que a beijara. Mas para um homem com o machismo dele, podia ser uma reação automática.

Abriu a boca para se desculpar quando Tânia disse: — Ou você manda esta garota desgraçada embora ou eu vou e não volto.

Bella gelou. Sabia qual seria a decisão dele. Seria de novo como no ano passado, quando Tânia conseguira que ele não se encontrasse com Bella, inclusive o impedindo, com ameaças indecentes, de ir ao funeral de seu pai.

— Então, Edward?

Tânia exigiu, os lábios brilhantes e os olhos cheios de lágri mas de crocodilo, que fizeram Bella cerrar os dentes.

— Acho que você sabe a minha resposta — respondeu Edward. Foram as últimas palavras que Bella registrou, enquanto suas pernas trôpegas a levaram correndo para fora do quarto, lágrimas verdadeiras correndo pelo rosto.

Pensou ter ouvido Edward chamar o seu nome, mas afastou a idéia fantasiosa.

Ele tinha escolhido. Ele a mandara embora. Mas, desde on tem, não tinha para onde ir. O que não rasgava seu coração tanto quanto Tânia ter conseguido tirá-la da vida de Edward.

Afundou na cama, contente por Emmet estar em Roma, numa reunião de banqueiros no lugar de Edward. Podia fazer sua mala e chorar em paz.

Sentia-se como quando o pai morrera: sozinha, perdida e com dor. Humilhada. Mas, não tinha sentido humilhação quan do o pai morreu. A lembrança de se jogar sobre Edward a mortificava. Como tinha sido tão atrevida? Provavelmente, ele pensa ria que ela era uma espécie de virgem ninfomaníaca.

Gemeu, enterrando o rosto no travesseiro. O que não oculta va seus pensamentos tormentosos. Tinha se portado como uma idiota completa e sua alma doía reconhecendo aquilo. O telefo ne tocou, mas ignorou. Devia ser a arrumadeira.

Talvez um dos médicos de Edward. Inferno. Esforçou-se para sentar e pegar o fone, quando ele parou de tocar. Melhor, não queria falar com ninguém.

Mas, pensar que podia ter sido um dos médicos dele, aumen tou mais sua tristeza. Sem ela, quem ia garantir que Edward iria insistir na reabilitação? O terapeuta, um gigante loiro, tinha medo de Edward. Até Emmet hesitava cruzar com o irmão de mau humor. Ele é quem tinha arranjado a linha telefônica para o quarto do hospital.

Ninguém estaria por perto para garantir que ele não canali zaria muito de sua energia nos negócios, ao invés de em sua melhora.

As lágrimas queimaram seus olhos. Tinha sido uma idiota e Edward pagaria por isso. Ela não era tão arrogante de pensar que, realmente, ele precisava dela... Mas precisava de alguém para ajudá-lo a ficar na linha e Tânia certamente não ia fazer isso. A bela modelo era egocêntrica demais para se importar.

Não soube quanto tempo ficou curtindo seu desespero, mas afinal se levantou, começando a fazer a mala. O barulho da porta abrindo na sala, avisou que Emmet tinha voltado. Não esperava que ele voltasse até o dia seguinte. Teria que enfren tá-lo e contar sua estupidez e o ultimato de Tânia.

Indo para a sala de estar parou, esfregando os olhos, certa de estar enganada.

— Por que não atendeu ao telefone? — perguntou Edward, o rosto furioso.

— Não sabia que era você.

Ele estava ali. Exceto pela cadeira de rodas, parecia exata mente o poderoso empresário italiano. Os cabelos Ruivos sua vemente engomados e o terno Armani imaculado.

— Você fugiu.

— Pensei que queria que eu fosse. Onde está Tânia?

— Foi embora.

— Por minha causa? — perguntou, o coração doendo por ser culpada de Edward perder a mulher que amava pelo seu vergonho so comportamento.

— Porque não permito que os outros escolham minhas ami zades.

— Sinto muito ter pulado em você daquele jeito.

— Você estava excitada com as notícias. Eu também.

— Mas, eu... — engoliu, encontrando coragem. — Beijei você.

— Não é como me lembro, meu tesouro.

— Agi como uma... Louca. Ataquei você.

— Você agiu como uma mulher quente e vibrante quando diante de uma proximidade física inesperada com o homem que a atrai.

Moveu a cadeira de rodas para frente.

— Sente atração por mim, não?

Ela apertou os punhos, para evitar tocá-lo.

— Sinto.

Abaixou a cabeça. Não queria ver o desgosto que ele devia sentir por ela admitir estar atraída por um homem prestes a se casar. Dedos masculinos quentes a tocaram, erguendo a sua cabeça.

— Querida, não há nada para se envergonhar.

— Mas, Tânia...

— Foi embora.

— Quer dizer que não vai voltar? Não disse a ela que não significava nada? Ela já sabia que eu era culpada.

— Ela não quer se unir a um aleijado.

— Você não é um aleijado. É apenas temporário. Ela não percebe? Contou a ela que sentiu os seus dedos esta manhã?

— O que eu disse a ela não interessa. Ela não está mais em cena. Aceite, como eu aceitei.

— Eu...

Sentia-se culpada, mas o que podia dizer? Virando a cabeça, ele olhou para o quarto dela, pela porta aberta, a mala ao lado da cama explicando tudo.

— Você vai embora?

— Pensei que fosse o que você queria.

— Não. Eu não disse que queria que ficasse?

— Disse, mas...

— Sem "mas". Você fica comigo.

— Eu...

Céus, como ele parecia arrogante!

— Não voltará para a universidade. Você prometeu.

— Mesmo que quisesse, não poderia voltar, fui demitida. De repente, percebeu que suas mãos estavam nas dele e que podia se atirar novamente sobre ele. Soltando-as rápido, ficou de pé. Os dedos dele pegaram o seu pulso, antes de ela se afas tar, puxando-a, até que ficasse sobre ele, pela segunda vez na quele dia, só que agora, em seu colo, sentada de lado em suas pernas musculosas.

— Demitida?

— É. Agora, sou uma desgarrada, livre.

Ela tentou sorrir de sua falta de trabalho e perspectiva. Con seguir um lugar de assistente de professor logo após terminar a universidade, fora uma sorte que não podia esperar que se re petisse.

— Posso ficar com você enquanto precisar de mim.

— E quanto a Irinia?

O nome de sua madrasta não suavizou os sentimentos de Bella. Irinia tinha deixado muito claro, depois da morte de seu pai, que não considerava a ligação delas um laço de famí lia.

— Ela vendeu a casa e quase tudo que tinha dentro e, menos de dois meses depois, foi embora. Está fazendo um cruzeiro na Riviera francesa com um dos antigos alunos de meu pai.

Os olhos de Edward escureceram.

— Ela vendeu a sua casa? O bem de sua família?

Ele parecia enfurecido. Os Cullen viviam na mesma casa, em Milão, há mais de um século.

— Onde você está morando?

Estava ficando cada vez mais difícil para ela se concentrar, sentada tão perto dele.

— O quê? Ah, em um apartamento mobiliado da universida de.

— Um apartamento mobiliado... — os lábios dele se torce ram de desgosto. — Quanto tempo eles lhe deram para mudar?

— Fui lá ontem e coloquei tudo no carro.

— Está sem teto?

— Não. Por ora, estou aqui... Mas, encontrarei um lugar, quando você voltar a andar e não precisar mais dos meus servi ços como líder de torcida.

— Isso não é aceitável.

— Não se preocupe. Sou uma garota crescida e posso cuidar de mim mesma. Tenho feito isso desde os dezoito anos, quando terminei o segundo grau. Irinia nunca quis que eu morasse em casa, nem nas férias de verão.

— Por isso é que você passava as férias com papai e mamãe.

— Seus pais são maravilhosos, Edward.

Si, mas eu acho que você também é muito especial.

— Obrigada. Eu também acho você muito especial.

— Especial o bastante para casar? O coração bateu descompassado.

— Casar?

— Talvez como Tânia, você não queira ligar a sua vida a um aleijado.

Ficou com raiva de ouvir novamente aquela palavra e, com o punho fechado, bateu no peito dele.

— Não se atreva a usar essa palavra horrível para se descre ver! Mesmo que ficasse paralisado para sempre, e sabemos que não vai, você nunca seria um aleijado!

— Se acredita nisso, case comigo.

— Mas você não quer casar comigo!

— Quero filhos. Mamãe quer uma nora. Acho que gostará de você no papel, não?

O pensamento de ter filhos de Edward a deixou fraca mas...

— Isso é ridículo. Você está com raiva de Tânia, mas não quer passar o resto de sua vida comigo como sua esposa e sabe disso.

— Quero voltar para a Itália e quero que venha comigo.

— Claro, eu irei. Você não precisa se casar comigo para me convencer.

— E ter filhos comigo? Ficaria satisfeita com isso, sem ca samento?

— Não sei do que está falando.

— Estou dizendo que quero bambini, filhos. É difícil enten der?

Não era. Edward seria um pai maravilhoso e nunca escondera este desejo.

— Mas... Você terá que fazer inseminação. Eu não posso... Foi a vez dele de perder a voz e ela sabia que o seu orgulho estava ferido.

— Claro que não. Isso é momentâneo, mas não vai durar. Ela tentou animá-lo, mas a expressão dele garantiu que não acreditava.

Era irracional e louco, mas, por um momento, ela se viu como a esposa de Edward. Pertencendo a ele e carregando o filho dele. Era tão fácil se ver mãe do filho dele... E muito, muito feliz.

— Talvez você tenha medo do procedimento.

— Não! Edward...

Ele a interrompeu, pondo um dedo em seus lábios.

— Pense nisso.

Mesmo se ela não quisesse casar com Edward mais do que qualquer coisa na vida, não o recusaria depois da rejeição de Tânia, pois seria cruel.

— E enquanto está decidindo, pense nisto.

Os lábios dele substituíram o dedo, e o cérebro dela entrou em curto circuito, os mamilos endurecendo sob o sutiã, en quanto um vazio doloroso pulsava entre suas pernas. O beijo tomou seus sentidos quando a língua de Edward entrou em sua boca, que se abriu para ele.

Gemendo, se apertou contra ele, os dedos cravados na lapela do seu paletó. A mão dele passou por baixo de sua blusa e acariciou a pele sensível, fazendo-a tremer. Depois, sentiu o fecho do sutiã abrindo e a mão masculina pegar o seu seio. Um choque de prazer a atravessou. Nunca tinha permitido um na morado explorar seu corpo, nem sua pele nua.

Mas este era Edward e ela ansiava por seu toque. Gemeu e o som se perdeu nos lábios dele, enquanto seus dedos mexiam no mamilo, cada vez mais rígido. A pulsação entre suas pernas aumentou e ela se remexeu no colo dele, incapaz de se contro lar.

Ele afastou os lábios e ela o caçou. Não podia parar de bei já-lo. Não agora. Ele não parou, passando para atrás da orelha esquerda. Tremeu, gemendo.

A mão continuava a atormentar seu seio e os lábios a enfra queciam.

— Você tem um gosto tão doce, meu tesouro.

Então, ele provou cada pedaço da pele que podia atingir. A gola alta estava no caminho e ele tentou lhe tirar a blusa.

— Tire isto.

Ele mesmo puxou a blusa macia, expondo a pele avermelha da onde ele tinha tocado. Só percebeu que estava nua da cintura para cima, ao ver o olhar fixo dele. O olhar quente se fixou em seus seios e as mãos dela subiram depressa para cobri-los.

— Você não deve me olhar assim.

Sem desviar os olhos, ele abaixou suas mãos, aproveitando para tocar nos seios.

— Deixe-me olhar. Você quer que eu veja.

— Não quero.

— Quer, querida. Meus olhos em você a excitam... Deixe-me ver o que esconde dos outros.

Ficou sentada, fervendo, enquanto ele olhava sua pele bran ca. Um longo dedo masculino tocou o mamilo endurecido.

Bella. Bella mia — falou, num tom de posse, enquanto as duas mãos a pegavam, uma passando pelas costas, fazendo com que se sentisse envolvida.

Ele tocou gentilmente os seus contornos, acariciando, aper tando, com experiência. Ela olhava fascinada, enquanto a ca beça dele abaixava, pondo os lábios no mamilo, um tremor percorrendo seu corpo.

— Por favor, Edward, por favor...

Não sabia de que, mas precisava de algo, o corpo em fogo, sem poder se concentrar, sentindo que ia explodir. E Edward to cou aquela explosão... Por quase dez anos ela tinha sonhado, mas suas fantasias nem chegavam perto da realidade.

De todo o mundo, ela só tinha amado este homem.

Uma rouca risada masculina saudou o apelo desesperado dela, enquanto uma das mãos corria por suas coxas. Ele tocou a dobra de seu joelho, fazendo-a gemer, e passou para o meio de suas pernas. Sem sentir, ela afastou-as, e o toque dele conti nuou a subir, até encontrar a sua feminilidade. Ela se contorceu e gritou. Ele acariciou através da seda da calcinha e ela gemeu, se apertando contra os dedos exploradores.

O polegar dele deslizou pelo elástico da perna e a tocou mais intimamente, fazendo-a pular, de prazer e receio feminino. Ela nunca tinha feito aquilo. Nunca, nem mesmo pensado em per mitir que um homem a tocasse como Edward estava fazendo. Tal vez fosse mais ingênua do que uma adolescente.

— O que você está fazendo? — perguntou.

— Amando você...

As palavras soaram tão gostosas que ela conseguiu, mesmo por um instante, pensar que ele realmente a amava, que o seu toque era motivado pelo amor por ela. Pelo menos agora, na sua cabeça. Edward a amava como ela o amava.

Ele a puxou para o seu lado. Abriu o zíper da saia dela e a fez cair no tapete. Depois, abaixou a calcinha.

— Tire... — comandou.

Obedecendo, ela tirou ao mesmo tempo as botas e as meias, querendo voltar para o céu no colo dele. Teve o seu desejo atendido quase que instantaneamente, quando ele a puxou de volta para seus braços e voltou a tocar a sua pele sensível. Com um dedo, provou a sua profundidade quente, enquanto o polegar brincava gentilmente em seu ponto sensível.

O tremor aumentou, seu corpo pegando fogo. Ela se sentiu à beira de um precipício, querendo pular, mas temendo o que aconteceria.

— Relaxe, minha querida. — Me dá o presente do seu pra zer.

Ela se soltou, o prazer continuando, enquanto gritava e cho rava, pedindo para ele parar, pedindo para continuar. Ele a to cou até que as convulsões quase a fizeram cair do colo dele. Mas Edward prendeu o corpo dela bem apertado.

Tentou falar, mas não encontrou palavras após sucessivos orgasmos, que a deixaram quase inconsciente nos braços dele. Apertando-a contra ele, virou a cadeira de rodas para o quarto, rolando o corpo dela por sob as cobertas que, gentilmente, ajei tou em volta dela.

— Durma, tesoro. Amanhã conversaremos.