Este enredo não é meu e sim da Lucy Monroe e os personagens são da Stephanie meyer

CAPITULO SETE

Sentado na varanda acima da piscina, Edward observava Emmet e Bella brincando na água. Era uma cena que vira muitas vezes no passado. Quase da mesma idade, eles sempre brincaram juntos. Mas agora, ela era sua esposa, e Edward via seu irmão como um rival, em vez do amigo dela de infância.

O ciúme que sentiu não era bem-vindo. Não esperava que fizesse parte do casamento, mas também, não esperava dormir sozinho na cama de casal deles. Mas, não queria sentir ciúmes do seu próprio irmão e da mulher com quem casara. Simplesmente, não previra tal emoção com Bella. Nunca sentira aquilo por Tânia. Possessivo, sim. Mas, não ciumento.

Não fazia sentido. Não que estivesse apaixonado por sua esposa. Claro que se preocupava. Ela era parte de sua vida desde que nascera.

As mães deles tinham sido amigas na infância e como irmãs, quando adultas. Renné, a mãe de Bella tinha casado com um professor americano e voltado para os Estados Unidos com ele, enquanto sua mãe tinha ido para Milão, casando com seu pai. Mas, as famílias das duas tinham compartilhado férias e se visitado, até a morte da mãe de Bella. E ela passara a visitá-los depois do novo casamento do pai.

Ela não fazia chantagens emocionais, como Tânia, que usava o sexo para manipular e, mesmo antes do acidente, Edward estava começando a se sentir intolerante com as táticas dela para conseguir o que queria. Ele acreditava que casar com Bella teria todos os benefícios da posição de casado, sem ficar vulnerável novamente a uma mulher. Bella era inocente e boa demais para manipulá-lo. Ainda assim, estava enganado.

Sentiu-se muito vulnerável quando ela o rejeitou sexualmente na noite anterior. Tinha certeza que, nessa área, pelo menos podia dar a ela algo parecido com um casamento de verdade. Ela tinha se desmanchado em seus braços, permitindo que a amasse com uma doce confiança, que ele sentiu como um vício.

Antes daquilo, achava que sentia carinho por ele. Tinha chegado ao seu leito de hospital antes do irmão, depois do acidente. E, de acordo com a maldosa Tânia e o entusiasmado André, Bella não tinha se afastado até Edward sair do coma. A certeza de seu carinho o tinha emocionado quando estava sem esperança.

Depois de fazer amor com ela, teve certeza de que seus sentimentos eram mais fortes do que apenas amizade. Nenhuma mulher respondia com tanta rapidez e abandono sem sentir algo poderoso. Então, por que o rejeitara na noite passada?

No avião, não passaram muito tempo juntos. Tivera que trabalhar. Pelo menos, fazer dinheiro era algo que não lhe exigia pernas. Na hora do jantar, ela pareceu não se importar com a aeromoça flertando com ele e, sem entender, isso o irritou. Mesmo achando desagradável a atenção da mulher, a tinha aceitado, numa ridícula tentativa de ver a reação de Bella.

Mas não funcionou e ele acabara se sentindo furioso e estúpido. Não tinha dito a ela que não fazia aquele tipo de jogo? Tinha gostado mais de se sentir um idiota do que deste ciúme de agora. Não tinha conversado com ela na limusine e se sentia culpado. Mas ela retribuiu, ignorando-o.

Ainda assim, não esperava que ocupasse o quarto de visitas em vez do quarto dele. Fora ao quarto dela cuspindo fogo, mas ficara extasiado com aqueles cabelos maravilhosos. Pareciam seda viva e ele queria tocá-los, com uma fome que nem se atrevia a analisar.

A rejeição doía e, observar seu irmão brincando com ela como ele não podia, não ajudava em nada o seu humor.

Um pouco trêmula, Bella se aproximou do quarto arrumado para a fisioterapia de Edward. Ela o tinha evitado toda a manhã, conversando com ele e com Emmet durante o almoço e se aventurado a vir aqui, para conhecer o novo terapeuta. Queria ter certeza de que Edward estava mesmo em boas mãos. Além do mais, tinha participado das sessões dele desde o início.

Entrou no quarto, que parecia muito com o do hospital, e parou, admirando. A quente decoração de madeira tinha sido substituída por aparelhos de exercício, barras paralelas, uma maca e pesos. As largas janelas ainda permitiam a entrada do sol, o que era muito melhor, comparado com a luz fluorescente do hospital.

Edward estava na maca, recebendo exercícios de alongamento nas pernas, de um homem de cabelos prateados e corpo musculoso, de calças e camiseta brancas. Edward estava com o mesmo tipo de roupas que usava para a terapia no hospital o que abalou Bella. Teve que se concentrar, antes de saudar os dois.

— Boa tarde.

Edward virou a cabeça, com uma expressão estranha.

— Buon giorno. O terapeuta virou.

— Olá. Deve ser a Sra. Cullen. Eu sou Diego Stephens. Edward disse que acabaram de se casar. Parabéns.

— Obrigada, Sr. Stephens. Não sabia que era inglês.

— Na verdade, canadense e, por favor, me chame de Diego. Um colega de Nova York me recomendou ao seu marido.

— Espero que seu deslocamento temporário não seja um problema.

Diego riu. A risada, quente, rica, lembrava a de seu pai, quando a sua mãe ainda estava viva.

— Minha esposa me mataria se eu recusasse uma oportunidade de trabalhar em Milão, com todas as despesas pagas. Enquanto estou aqui, ela está comprando sapatos.

— Precisa trazê-la à vila para jantar, depois que os pais de Edward chegarem de viagem. Tenho certeza que vão querer conhecê-la — disse Bella.

— Obrigado. Trarei.

Enquanto falavam, Diego não tinha parado de trabalhar nas pernas de Edward. Agora ele tinha iniciado os testes de sensibili dade. Edward não apenas confirmou sentir os pés e os dedos, como moveu o pé esquerdo, iniciando um movimento giratório.

Bella correu para o seu lado, segurando o braço dele.

— Você não me disse que tinha recuperado algum movimento.

— É pouco mais do que uma torção, querida. Nada para ficar extasiada.

Ela o olhou fixamente, incapaz de acreditar em sua frieza.

— Deve estar brincando! Eu fiquei eufórica quando sentiu seus dedos... A torção que você tanto despreza é motivo de uma grande comemoração.

— Mesmo, tesoro

Subitamente, as lembranças da última comemoração encheram sua cabeça. Olhou para os lábios dele, que estavam com um sorriso irônico, mas só conseguia pensar em colar seus lábios nos dele.

— Acho que todas as comemorações que você quer terão que esperar, não?

O tom de desdém a trouxe de volta, como uma explosão. Ele não a queria. Achava que beijá-la era um dever, um aborrecimento, não o seu método preferido de festejar.

Virou a cabeça, fingindo interesse pelas barras paralelas, do outro lado do quarto. Estava embaraçada com o comentário dele, além de ferida por lembrar o quão pouco preenchia as necessidades dele como mulher.

— Quanto tempo vai demorar para Edward usar uma destas? — perguntou a Diego, olhando as barras.

— Difícil saber. Cada paciente tem o seu próprio tempo de recuperação, mas o seu marido tem uma vontade de ferro e uma nova esposa é um incentivo muito bom para se recuperar o mais depressa possível. Posso vê-lo usando as em uma semana.

Ela gostou das boas novas, até ser interrompida pela voz fria de Edward.

— Sou um homem, não? Não preciso que falem do meu futuro como se fosse uma criança que não sabe falar.

Definitivamente, o seu ego masculino estava ferido.

Bella não sabia como acalmar Edward, Diego apenas sorriu.

— É um mau hábito dos membros da família e médicos. Falar sobre um paciente como se ele não estivesse presente. Obrigado por nos mostrar. O que acha de uma semana para um trabalho preliminar nas barras?

— É possível — respondeu Edward, com uma confiança que agradou Bella.

Aquela confiança pareceu justa porque ele vinha recuperando a sensibilidade das pernas muito rapidamente. Edward se esforçava sem cessar, fazendo mais sessões de terapia do que no hospital. Bella participava das sessões, mas ele parecia cada vez menos precisar do encorajamento dela.

Dias depois, ele disse a Edward:

— Ainda não sinto dos joelhos para cima. Como posso usar as barras só com metade das pernas?

Diego sorriu, ajudando-o a ir para a cadeira.

— Você está ótimo. Logo estará nas barras.

— Amanhã é o sétimo dia.

— Está quase lá — falou Diego, guardando suas coisas, com uma segurança que Bella invejou.

Diego prometeu voltar na manhã seguinte para uma sessão.

— É fácil para ele esquecer isso. Não fica sentado, inútil, em uma cadeira de rodas.

A frustração de Edward não a surpreendia, mas, sim, suas reclamações. Tinha se mostrado corajoso desde a volta à Itália. E distante.

— Só um tolo chamaria você de inútil, Edward.

— O que mais posso ser? Minha esposa dorme num quarto separado. Meus negócios estão correndo sozinhos, enquanto cuido para que meu corpo volte a funcionar normalmente. Não posso ficar feliz com isso.

Ela se sentiu corar. Nunca mais tinham falado da noite do casamento. Imaginava que ele estava contente por dormirem separados, reconsiderando a atitude de fazer amor com ela.

— Se os seus negócios correm sozinhos, por que perde tanto tempo no computador e no telefone, sem falar das reuniões no banco?

— Percebi que você ignora a realidade das camas separadas. O rubor aumentou e ela se virou, tentando ocultar a sua vulnerabilidade.

— Nós dois sabemos por que não durmo com você, Edward. É como se nosso casamento não fosse verdadeiro.

— E por que nosso casamento não é verdadeiro? Você concordou em ter o meu bebê, em ser minha esposa. Aceitei-a como esposa. O que não é real?

— Você não estava pensando corretamente. Agora, tenho certeza que pensou melhor — tentou sorrir, como se as palavras não a cortassem. — Podemos conseguir a anulação. Ninguém precisa saber de nosso casamento louco.

Ele a puxou mais para perto.

— Emmet sabe. Eu sei. Você aceitou ser minha esposa.

— Mas você não queria casar comigo. Sabe que não queria.

— De onde tirou essa idéia?

O que dizer? Você acha aborrecido me beijar. Pouco do orgulho dela tinha restado, no que se referia a ele, mas não queria que o resto se esfacelasse.

Quando ela não respondeu logo, os olhos dele apertaram.

— Talvez não tenha sido eu, mas você quem mudou de idéia?

— Não. Sinto o mesmo de quando aceitei me casar com você.

Ele a olhou fixamente. O que estava procurando? O cheiro dele a fazia lembrar de coisas que tentava esquecer, desde que deixaram Nova York.

— Sentiu piedade de mim? — perguntou ele, chocando-a.

— O quê?

— Você sentiu piedade de mim? Não queria se casar comigo, mas sentiu piedade demais para me rejeitar. Esperava que eu a deixasse ir, mas eu não deixei.

Ela parecia engasgada.

— Piedade?

Quem tinha piedade dele? Edward era vivo demais, homem demais.

— Você tem um parafuso solto.

Ele olhou para ela de um jeito que a fez se sentir culpada, mesmo sabendo que não era.

— Também tenho um parafuso solto pensando que meus pais sentirão piedade de mim quando perceberem que minha esposa não dorme comigo?

— Eu não me recusei a dormir com você.

— Então não ficará chateada por saber que mandei a empregada mudar as suas coisas para a minha suíte.

Tinha feito o quê?

— Mas, Edward...

— Se casou comigo por piedade, peço que demonstre tal emoção dormindo na minha cama. Na vou ser um risco para a sua virtude.

— Não sinto piedade de você!

— Mas também não quer ficar casada comigo.

— Eu não disse isso.

— Então, que conversa é essa de anulação?

— Pensei que você quisesse.

— Eu não disse isso. Nem quero isso. Casamento é para a vida toda.

— Eu sabia que você pensava assim.

— Não penso; sei.

— Mas não tem que ficar casado comigo.

— Chega! — ele afastou violentamente a mão dela. — Você quer desmanchar o casamento. Disse isso. Não se esconda atrás dos meus desejos. Ela sentiu uma suave emoção com o calor do olhar dele, que continuou: — Você quer anular o nosso casamento. Disse isso. Não quer ser a mãe dos meus bambini. Bom. Non è problema. Vá.

Pela segunda vez estava sendo mandada embora da vida de Edward. Só que desta vez, por ele. Se fosse, ele a deixaria voltar?

Ele parecia querer continuar casado. Sabendo disso, poderia deixá-lo? Queria deixá-lo? A resposta era apenas, não.

— Eu não quero terminar o nosso casamento — sussurrou.

— Então você dorme na minha cama.

Ela concordou com a cabeça e virou para sair, o coração doendo por uma escolha que não tinha sido uma escolha.

Foi complicado naquela noite, quando entrou na suíte de Edward e o viu se aprontando para deitar. Mal notou a decoração do quarto.

Ele estava sentado na beira da enorme cama, meio vestido. Tinha tirado o terno que usara no jantar, estava sem gravata e a camisa aberta, exibindo fios de cabelos pretos até a cintura. Usava um short de seda azul-marinho. Nenhum homem devia ter permissão para ser tão atraente.

Como ela ia dormir com toda aquela perfeição masculina por perto? Bem, a cama era enorme, mas ela achava que nem o tamanho do quarto seria o bastante. E se ele dormisse nu? Engoliu em seco e os olhos deles se encontraram.

Olhava estranhamente para ela.

— Eu... Onde está a minha camisola?

— Precisa dela?

— Se preciso dela?

Achava impossível ir nua para a cama.

— Muitos maridos e esposas vão nus para a cama, não?

— Você vai dormir assim?

— Assim como?

Ele a estava atormentando, e adorando.

— Sem o short.

Ela ficou orgulhosa de conseguir falar quando sua mente parecia ter saído de férias.

— Não gosto de me sentir apertado quando durmo.

— Ah... Eu prefiro usar uma camisola. Ele deu de ombros. Bella perguntou:

— Hummm... Onde está?

— Lá — ele indicou um closet, no outro lado do quarto.

Encontrou suas camisolas penduradas. Escolheu uma branca, com pala bordada e sem mangas. Era quente demais para o final de setembro em Milão.

Demorou no banheiro, esperando que Edward já estivesse sob as cobertas quando voltasse.

Seu desejo tinha sido realizado. Ele estava sentado, encostado nos travesseiros, o torso nu e pouco coberto, quase indecente. Ela parou, olhando por alguns instantes.

— Você vem para a cama, querida?

Engolindo em seco, ela fez que sim, precisando de todas as forças para atravessar o quarto e subir na cama, no lado oposto a ele. O que faria se o tocasse durante a noite? E se tivesse um daqueles sonhos sensuais que tivera em Nova York?

Deitou sob as cobertas, os nervos tensos.

— Você parece uma noiva do século treze, esperando ser violentada pelo marido déspota.

Ela virou a cabeça, vendo o olhar brilhante e um sorriso irônico no rosto de seu marido.

— Não estou acostumada a dormir acompanhada.

— Acertamos isso em Nova York. Ela concordou.

— Pensei que também tínhamos acertado que você gostou do meu toque.

O seu orgulho implorou para ela negar, mas preferiu ser honesta.

— Sim.

— Mesmo assim, você se negou a compartilhar da minha cama desde a noite do nosso casamento.

— Você disse que era um dever. Não queria. Lágrimas surgiram em seus olhos com a lembrança.

— Um homem pode dizer muitas coisas quando uma mulher o rejeita, não?

— Não rejeitei você!

— Rejeitou.

— Talvez um pouco — lembrou como o afastara. — Mas não como você fez parecer.

— Como eu devia fazer?

— Não como uma grande rejeição. Eu estava com ciúme e com raiva.

— Ciúmes de quê?

— Você pareceu me ignorar no vôo e deixou a aeromoça flertar com você e, quando chegamos aqui, me mandou embora quando esperava fora da limusine.

Ele suspirou.

— Pensei que você não tinha percebido ou que não se importava. Então, fiz o jogo desagradável dela, tentando fazer você se importar. Depois, me senti um idiota, o que me afastou de você.

Seria verdade? Ele não tinha tentado enciumar Tânia, mas admitia tentar causar ciúmes em Bella. Era uma admissão importante para um homem como Edward. Ela repetiu:

— Não era uma grande rejeição.

— Para um homem, qualquer rejeição sexual é grande, minha querida. Não sabia?

— Não. Sinto muito.

— Mesmo, tesoro?

O coração dela desmanchava, sempre que ele a chamava assim. Era tão mais íntimo do que "querida". Um carinho só para ela... Pelo menos pensava que sim. Nunca o ouvira cha mar Chiara, ou qualquer pessoa, assim.

— É.

— Então, mostre.

Os: O próximo capitulo será na sexta-feira mas se eu consegui pelo menos oito (o que é pouco, por que muito mais lêem) eu posto na quarta.

Agradecimentos especias a todos que comentaram.

Após terminar a Bella e o Barão pretendo postar sortilégios de amor da Clair delacroix

O livro é fantástico e eu recomendo.