Este enredo é uma adaptação do livro o prazer de amar da Lucy Monroe com os personagens da Stephanie Meyer, eu não sou a autora estou apenas me divertindo.
Acordei cedo e postei um capitulo fresquinho para vocês, por que a noite eu não teria tempo,
Divirtam-se.
CAPITULO nove
Os pais de Edward voltaram naquela tarde, e souberam tanto do acidente quanto que, naquele dia, ele ficara pela primeira vez de pé nas barras paralelas.
Esme abraçou o filho, beijando suas faces com a típica exuberância italiana.
— Ah, meu filho, você sempre foi vitorioso, certo?
— Certamente não é o acontecimento do século — falou ele, olhando para Bella, que tinha contado.
Ela se recusava a deixá-lo menosprezar a importância do fato. A mãe dele teria se desmanchado em lágrimas, o que ele não gostaria. Os pais ficaram satisfeitos por ele ter salvo uma mulher em um assalto. Depois, Esme ficara emocionada ao ver o filho na cadeira de rodas. Tentando suavizar aquela emo ção, Bella mencionou as melhoras que ele estava conseguin do, não o resultado do acidente.
Olhou firmemente para ele.
— Há provas positivas de que logo você estará andando.
— Claro que Edward andará novamente — disse Bella.
— Olhe como ela cuida dele. Não perde nada, a nossa Bella. Os olhos verdes do pai de Edward piscaram para ela, aprovadores.
— Ai, ai, ai! Ainda não acredito que meu filho teve o bom senso de casar com você! — falou Esme, sentando no sofá ao Indo do marido, diante de Edward.
Carlisle, um homem autoritário, apenas alguns centímetros me nor do que Edward, abraçou a esposa.
— Ele tem bom gosto, como o pai.
Esme corou, a sua pele ainda linda ficando rosada.
— Ah, você! — brincou, tocando o braço dele.
— Eu diria que o gosto de Edward melhorou nos últimos seis meses — disse Emmet.
Carlisle concordou.
— Sim. Aquela... De coração tão vazio quanto a minha con ta bancária depois de sua mãe ir às compras.
Todos riram, mas Edward reclamou.
— Estão sugerindo que não escolhi bem a minha noiva? Emmet deu de ombros.
— Em minha opinião, você demonstrou gosto melhor na escolha de uma esposa.
— Podemos agradecer ao bom Deus por vir em seu socorro! — falou Carlisle como um pai, sem rodeios.
— Ou talvez ao motorista do carro? — perguntou Esme, pensativa.
O humor de Edward piorou, mas Esme balançou a cabeça, com sabedoria em seus olhos amorosos.
— As coisas acontecem por um motivo. Edward ficará curado, mas esse acidente evitou que cometesse um grande erro. Podia ter ficado com aquela esposa! — demonstrava desgosto. — Ai, ai, ai! Uma mulherzinha presunçosa que tira a roupa para vi ver!
A expressão de Edward era fria.
— Tânia é modelo não stripper, mamãe.
Bella mordeu o lábio. Para um homem que não amava a sua ex-noiva, ele a defendia demais. Os padrões dele eram muito altos e achava quase impossível admitir que estava erra do. Mesmo sabendo disso, a sua defesa doía.
Esme apertou os lábios.
— Para mim, garotas italianas decentes não se despem para estranhos ou desfilam num palco em roupas que cobrem menos que suas peças íntimas. Consegue ver Bella fazendo isso?
Edward olhou para Bella, como se tentasse imaginar. Ela afastou o olhar. Detestava pensar que ele podia compa rar os seus atributos físicos com os de Tânia.
— Eu sou muito menor e pesada demais para lutar por um contrato de modelo — falou para Esme.
— Não sei. Acho que você pode fazer coisas melhor do que Tânia e aquelas outras modelos magricelas — falou Emmet, firme. — Já vi o que você faz com um biquíni!
Foi Esme quem engoliu em seco.
— Emmet, não é adequado fazer tal comentário de sua cu nhada.
Ele moveu os ombros.
— Lamento se a ofendi — olhou divertido para Bella. — Eu a ofendi, minha pequena?
Ela balançou a cabeça. Tinha ficado encabulada, mas não com raiva. O comentário dele era bom para o seu ego. Além do mais, sabia que a via mais como irmã do que como mulher. Eram provocações de um irmão mais novo.
— Você ofendeu a mim! — declarou Edward, gelado.
— Não pode estar falando sério. Se tivesse casado com Tânia teria que se acostumar com tais comentários em jornais, não apenas do seu irmão.
O que Emmet estava fazendo? Não acreditava que queria fa zer Edward perder a paciência, o que estava quase acontecendo.
— Mas não casei com Tânia.
— Não e estamos felizes! — respondeu Carlisle no lugar do filho, não ajudando em nada a raiva de Edward.
Ainda que o assunto tivesse mudado logo depois, a hora se guinte foi tensa para Bella. Não conseguia esquecer a defesa que Edward fez de Tânia.
Quando a conversa mudou para negócios, as mulheres se ausentaram, para Esme mostrar a Bella o que tinha trazido da viagem.
Passando os dedos sobre uma colcha bordada à mão, Bella falou:
— É linda. Deve ter demorado um ano para ser feita. Esme sorriu.
— A mulher falou que demorou meses.
Pegou uma mantilha branca de renda que tinha comprado na costa da Espanha.
— Isto ficaria lindo como um véu de casamento. Bella corou.
— É adorável.
— Um cartório. Os Cullen não se casam assim. Sem amigos, padre para abençoar a união, sem presentes.
— Edward não queria se expor na cadeira de rodas a olhares curiosos.
— Então aquele meu filho devia ter esperado. Casar sem os pais presentes...
A desaprovação dela era clara. Bella nada falou.
— Teremos que planejar uma bênção adequada do casamen to, depois que Edward voltar a andar.
Bella emitiu um som que podia ser considerado aceitação e logo Esme já estava fazendo planos para um enorme casa mento italiano, que incluía tudo, exceto a cerimônia. Ela pediu para Bella sair do quarto, dizendo que precisava fazer listas e pensar nas coisas. Bella não argumentou que, como noiva, devia participar dos preparativos. Se sua mãe fosse viva, faria exatamente como ela, só que chamaria Esme para ajudar.
Foi para a biblioteca, tentando se distrair com um livro, sem sucesso. Estava aliviada pelos pais de Edward terem aprovado o casamento, mas preocupada com o que tinham falado de Tânia.
A preocupação dela foi justificada quando, mais tarde, ela e Edward se preparavam para o jantar. Ela colocara um recatado vestido de seda, cor de chocolate e um pingente de ouro em forma de rosa com brincos combinando, herdados de sua mãe. Deixou os cabelos soltos, presos apenas por uma presilha dou rada na nuca.
Os olhos de Edward brilharam quando a viu e depois, ficaram frios.
— Tentando mostrar aos meus pais a imagem da noiva cas ta, querida? — A voz era sarcástica.
Ela olhou para o vestido. Não era tão diferente do que usara para jantar na última semana.
— Não estou entendendo...
— Não?
— Não...
— Tânia reclamou que você e Emmet a fizeram se sentir uma intrusa no hospital e eu ignorei aquilo, na época. Mas, depois da conversa com meus pais e Emmet, imagino se ela viu mais do que eu.
Parecia que Edward não acreditaria em sua versão, mas preci sava tentar.
— Seu irmão pode não ser fã dela, mas não significa que não a tratou com cortesia, enquanto era sua noiva. Ele o respeita demais.
— Você acha? — Edward se aproximou.
— Eu sei. Estava lá, lembra?
— Sim. Estava lá, mas se ajudou meu irmão a tirar minha noiva do lugar dela ao meu lado, não iria contar, não?
A fúria tomou conta dela. Como se atrevia a questionar a integridade dela? Tânia era realmente desagradável e Bella se recusava a se render ao ter seu caráter julgado a partir das manipulações da outra mulher.
— Eu não tirei o lugar de ninguém porque, para começar, ela não estava lá. Quando cheguei ao hospital, a sua noiva não podia ser encontrada. Tinha passado rapidamente, enquanto você estava em coma, apesar dos médicos terem dito que ter um ente querido ao seu lado podia fazer toda a diferença em sua recuperação.
Ela puxou os cabelos que ele tinha segurado, quase choran do com a dor que sentiu no couro cabeludo.
— Se não acredita em mim, pergunte ao Emmet.
— Meu irmão deixou claro de quem ele gosta.
— Está dizendo que ele mentiria para você?
— Por você? Talvez.
— Isso é ridículo.
— É? Meu irmão não faz segredo da admiração por você. Ela olhou nos olhos dele e leu raiva e algo mais.
— Você está com ciúmes!
Com um gesto da mão, indicando a cadeira, ele olhou para ela.
— È uma surpresa? Era.
— Não me casei com Emmet.
Nunca quisera se casar com Emmet. Sempre quisera Edward.
— Mesmo assim achou agradável o elogio dele sobre sua aparência de biquíni.
— Acha que eu devia ficar ofendida?
— Não devia querer a admiração de outros homens.
— Não quero a admiração dele, mas isso não significa que quando ele disser algo agradável vou reclamar. Agora ele é meu irmão.
— E eu sou seu marido.
— Você realmente acredita que afastei Tânia para ficar com você?
— Não. Falei por raiva.
— Você estava com ciúmes.
— Sim.
Ela sorriu e fez algo que nunca tinha feito. Pulou no colo dele, passou as mãos por trás de sua nuca e beijou o queixo dele, antes de deitar a cabeça em seu peito.
— Não fique. Não há motivo.
Ele a abraçou, tão forte que quase doeu, depois afrouxou os braços, sem soltá-la, roçando o queixo na cabeça dela.
— Querida.
Ficaram assim por vários minutos, em silêncio, antes de des cer para jantar.
Edward entrou no quarto depois de duas longas ligações inter nacionais, encontrando sua esposa dormindo, a mão sob o ros to, como uma criancinha. Ele ainda pensava quanto significara para ele o fato de ela sentar voluntariamente em seu colo. Ti nha sentido o mundo todo em seus braços. Um sentimento to talmente agradável. Implicava em um comprometimento emo cional que nunca sentira antes. Definitivamente, não com Tânia.
A sua mobilidade tinha aumentado muito na última semana, mas ainda não conseguia andar. Tudo o que antes fazia facil mente parecia uma tarefa impossível de conseguir. Como ago ra. Queria puxar Bella para os seus braços. Finalmente, con seguiu, mas só depois de muitas manobras na cama.
Mas valeu a pena sentir o pequeno corpo dela enrolado, con fiante, contra o dele.
Lembrando de suas irracionais acusações, ele riu forçado. O ciúme, estava descobrindo, podia ser o inferno. Nunca tinha sentido ciúmes de Tânia, mesmo com as roupas ínfimas que desfilava. Emmet estava certo, mas o simples pensamento de Bella em um biquíni a menos de cem metros de outro homem fazia Edward ver tudo vermelho. Teria que pedir à sua mãe para encontrar um modelo mais simples.
Fazer a sua independente esposa usá-lo seria algo totalmen te diferente, admitiu. Apesar de ser a tradicional italiana em algumas coisas, Bella era muito americana em seus pensa mentos e ações.
A pequena mão estava em seu peito, enquanto uma perna se insinuara sobre a perna dele. Podia sentir o peso dela, mas precisava tocar a suavidade de sua pele. Era de enlouquecer.
Quando ele ficaria inteiro novamente?
Deixou a mão pousar possessivamente nas nádegas dela, apertando-a contra ele de uma maneira que devia ter causado alguma reação em sua masculinidade, mas não o fez. Voltaria com a sua mobilidade?
O gosto metálico do medo acompanhou a possibilidade de não acontecer. Nenhum homem queria ser meio homem. Ele não deixaria Bella tocá-lo se descobrisse a sua falta de virilidade. Ainda assim, doía não deixar aquelas pequenas mãos passarem por seu corpo de uma maneira que nunca quisera com Tânia, ou qualquer outra mulher.
Uma coisa era certa. Meio homem ou inteiro, nunca a deixa ria ir embora.
De manhã, Bella acordou abraçada a um travesseiro com o cheiro de Edward. Ela estava quente e tinha a vaga impressão de ter sido abraçada durante a noite. Ou fora apenas sua vontade?
Edward estava sozinho à mesa do café da manhã quando des ceu, menos de uma hora depois. Sentou-se diante dele.
— Onde está todo mundo?
— Papai e mamãe ainda estão dormindo e Emmet tem uma reunião no banco agora cedo.
— É bom ter seus pais em casa.
— Eles estão emocionados em ter uma nova filha.
— Esme não gostou de como foi o nosso casamento. Ela quer uma cerimônia religiosa. Acho que Emmet estava certo sobre ela usar isso como desculpa para ter uma festa completa.
O sorriso de Edward a fez derreter.
— Ela gostará disso. Você se importa, querida?
— Não. Ontem, quando ela estava fazendo planos pensei que ela agira como minha mãe, se estivesse viva. Foi bom.
— Então, vamos deixar que faça como quiser. Ela concordou, começando a comer uma fruta.
— Ande depressa. Temos um compromisso em uma hora.
— Um compromisso?
— Sim. Com um especialista em fertilidade.
— Por quê?
Seriam semanas, se não dias, para ele andar. Por que fazer inseminação se não precisariam?
— Para iniciarmos o processo de você engravidar do meu bebê — ele falou como se para uma criança retardada.
— Mas...
— Esperava que eu esquecesse esse lado do nosso acordo?
— Não. Quero ter o seu bebê.
— Então, termine seu café.
— Mas, você está quase andando.
Alguma coisa brilhou nos olhos dele, depois desapareceu.
— Não há garantia de tempo para essa eventualidade. Quero começar uma família logo.
— Certo.
