MEUS AMORES NÃO É SONHO NÃO,ESTOU AQUI EM PLENO DOMINGO POSTANDO UM CAPITULO ADIANTADO.

LEMBRANDO QUE OS PERSONAGENS PERTECEM A STEPHANIE MEYER E O ENREDO É DE LUCY MONROE.

CAPÍTULO DEZ

Quando chegaram ao consultório do médico, ela ainda tentava entender o desejo de Edward pela concepção por inseminação. Talvez ele não acreditasse em outra maneira. Odiava pensar nele atormentado, mas sabia muito pouco sobre aqueles re ceios.

Talvez devesse falar com Diego.

— O procedimento mais invasivo, de fertilização intravenosa, não será necessário. Faremos a sua coleta de material, Sr. Cullen — o médico explicou a coleta de esperma. — Um procedimento indolor.

Edward concordou. Em seguida, o médico se virou para ela.

— Sra. Cullen, faremos um inseminação intra-uterina. Ela achou a conversa embaraçosa. Ele discutiu as opções e perguntou sobre o ciclo fértil dela. Ela nunca tinha sido daque las mulheres que marcam na folhinha.

— Prefere que eu saia enquanto conversa com o doutor?

— Sim — falou, se desculpando com os olhos.

O seu meio sorriso dizia que tinha desculpado. E saiu da sala.

O médico riu.

— Estou surpreso dele se oferecer para sair. O Sr. Cullen me parece um homem que gosta de controlar tudo e a prote ção para com a senhora é clara.

Mas o entendimento dos sentimentos dela era maior do que a necessidade dele de controle, pensou com gratidão. Pelo me nos naquilo, a relação deles tinha crescido.

— O que estava dizendo sobre a inseminação? — ela queria terminar a consulta e voltar para Edward.

— O procedimento é um dos menos complicados para infertilidade e o de menor preocupação.

O médico continuou a explicar o que ela precisava fazer para se preparar para o procedimento e outros indicadores psi cológicos, para descobrir a ocasião certa.

Finalmente, ele sorriu, benevolente.

— Embora seja um procedimento simples, pode ser doloro so.

Ela acenou, sem ter certeza do motivo ou como podia doer. Discutir tais assuntos não a atraía.

— Terá apenas um ligeiro desconforto doloroso. Na verda de, menos de três por cento das mulheres reclamam de mais do que um pequeno desconforto.

Era um alívio saber que a porcentagem era pequena...

— Não estou preocupada.

— Geralmente são necessárias seis tentativas antes de haver a concepção — avisou o médico.

Ela esperava que Edward estivesse recuperado então, mas ace nou, entendendo e aceitando.

Edward foi chamado de volta e o médico forneceu-lhe tudo que ela precisava para saber quando era a melhor ocasião.

— Devo tomar a temperatura todos os dias?

— Sim e...

— Tudo bem. Lerei as instruções.

Ela se apressou, antes dele começar a explicar diante de Edward. Já tinha sido ruim o bastante sem ele no consultório. Saíram da clínica particular depois de marcar a coleta de Edward para a próxima terça-feira.

Um dia depois da consulta dele, Bella foi à sala de fisiote rapia. Diego ainda não chegara, mas Edward tinha se arrumado no equipamento de remo, se exercitando com a mesma concentra ção de sempre.

Bella encheu uma garrafa de água e pôs ao lado dele.

— Diego falou que você deu vários passos ontem.

Ela tinha ido fazer compras com Esme e não tinha sabido dos progressos dele, até Diego e sua esposa chegarem para jan tar. Bella tinha ido recebê-los, a família ainda na sala, quan do Diego contou. Com tato ele tinha ignorado o choque dela.

Saber que Edward não tinha compartilhado o seu progresso com ela, doeu. Pensava que tinham ficado mais próximos.

— Posso esperar um grande anúncio no jantar? Ela piscou ao sarcasmo.

— Seus pais e irmão estão interessados em seu progresso.

— Está certa, querida. Conte a eles o que quiser.

Não sabia se ele estava com dor pelo procedimento do dia anterior. Mordeu o lábio.

— Tem certeza que deve ir tão duro depois de ontem? O rosto dele franziu.

— Não preciso de uma babá, Isabella.

Quase nunca a chamava pelo nome e ela sentiu que não era uma indicação de intimidade.

— Não estou tentando ser uma.

— Então, por que está aqui?

Boa pergunta. Ela tinha participado de suas sessões, primei ro para incentivá-lo em sua reabilitação, mais do que pela com panhia dele. Mas, desde a chegada à Itália, ele se preocupava mais em andar. Ela continuava a vir passar algum tempo com ele, pois o resto do dia os negócios o mantinham ocupado. Quase só o via no jantar.

Na metade do tempo, ela estava dormindo quando ele vinha para a cama. Mesmo quando não estava, ele nunca queria falar. Tinha feito amor com ela, mas se recusava firmemente que ela o tocasse. Ela gostava de dormir em seus braços, mas estava insegura com a rejeição dele.

Ainda não tinha encontrado coragem de discutir a sua inti midade com Diego. Nem sabia se teria. Precisava se convencer de não trair a privacidade de Edward.

— Pensei que gostasse de minha presença. Eu o deixarei sossegado.

Virou para ir embora.

— Bella.

— Precisa de alguma coisa? — perguntou, sem se virar. —

- Gosto de sua companhia.

Edward era educado demais para dizer para ela sumir, como parecia querer. Talvez já por vários dias. Ela forçou uma leve za que não sentia.

— Acho que vou procurar Esme e ver se tem algo para eu fazer. — Pelo menos a mãe dele a fazia se sentir bem-vinda.

— Querida.

— Sim?

Talvez ele pedisse para ela ficar. Talvez estivesse errada.

— Tirou a sua temperatura hoje de manhã?

A pergunta foi uma ducha de água gelada. Ele só queria o seu ventre.

— Não.

— Por quê?

— Comecei... — ele que descobrisse o que significava. — Se meu corpo seguir o ciclo normal, irei para o procedimento em menos de três semanas.

Não queria ficar por perto para ver a reação dele. Sabia o que ele queria. Um bebê. O seu corpo era envoltório para o sonho dele. Só. Às vezes, de noite, ele a tocava com carinho que levava lágrimas aos seus olhos, a convencendo que ela significava algo. Mas, não era assim.

Edward viu Bella sair e quis chamá-la, mas o que ia dizer? Ele odiava ter que usar um procedimento médico para engravi dar sua esposa. Sentia-se menos do que um homem. Ela o tra tava como um inválido. Tinha deixado de encorajá-lo para re prová-lo por gastar energia demais.

Só se sentira como seu marido na noite em que fez amor com ela. Então, não fizera diferença se tinha menos controle sobre suas pernas do que uma criança de dois anos. Ela tinha respondido com tanta paixão que logo ele ficou viciado nos sons de prazer e achou tão gratificante as convulsões dela, que pareceram a sua própria satisfação.

De acordo com Diego, aquela podia muito bem ser a sua única gratificação. Perguntar ao terapeuta sobre a sua falta de recu peração naquela área o tinha mortificado, mas tinha que saber.

Os comentários de Diego tinham sido encorajadores só em parte. Em muitos casos, a capacidade total era recuperada, mas havia uma pequena porcentagem de homens que, mesmo recupera dos, eram incapazes de manter uma ereção.

Temia falhar com Bella. Ela era sua esposa, sua mulher. Ele a amava. Não sabia quando tinha percebido aquilo, mas, desde que acordara no hospital, sabia que precisava dela de uma maneira como nunca tinha precisado de qualquer pessoa.

E a queria toda para ele. O que significava dar tudo de si pela reabilitação. Exercitar as pernas. Percorrer as rotações muscu lares com Diego. Tentar andar, não importando quantas vezes ficasse humilhado pela repetição dos exercícios. Mas, não es tava vencido. Não, se não desistisse e, no ímpeto de ficar intei ro para Bella... Nunca desistiria.

Nas semanas seguintes, Bella quase não viu Edward. Não ia vê-lo durante as sessões de terapia e ele não a procurava. Três noites, de sete, tivera reuniões de negócios na hora do jantar. Nas noites em que estava em casa para jantar, ela só falava nos planos da mãe dele para o casamento deles.

Bella evitava qualquer tipo de conversa íntima, querendo se afastar da possibilidade de rejeição. Edward também parecia querer evitá-la, indo para a cama muito depois dela, todas as noites. Uma vez, quando se deitou, ele a acordou e, friamente, ela falou que estava muito cansada. Não queria lidar com a mistura de dor e prazer. Ele não tentou novamente.

Mas havia noites em que jurava ter dormido nos braços dele. Sempre se levantava antes dela e ela imaginava se tinha apenas sonhado com a sensação de calor e proteção.

No meio da terceira semana, ela saiu do banheiro, depois do banho e o viu na cama.

— O que está fazendo aqui?

— Eu durmo aqui, não?

— Quero dizer, agora. Normalmente não vem para a cama tão cedo.

— Então esta noite é diferente.

Havia algo diferente... alguma coisa nele. Triunfo brilhando em seus olhos. De quê? Então, entendeu.

— Onde está a sua cadeira de rodas?

— Foi embora.

— Você está andando? — ela quase gritou.

— Ainda preciso de uma bengala, mas é um progresso, não?

— Sim!

Ela gritou e se atirou na cama para abraçá-lo. Os braços dele se apertaram em volta dela e se viu sentada no colo dele, as mãos em seu pescoço.

— Você está andando — sussurrou. — Eu sabia que podia!

— Com o incentivo certo, um homem pode fazer tudo.

— Oh, Edward... — disse, os olhos molhados

Não sabia o que tinha mudado tão completamente nele, mas o que fosse, tinha a sua eterna gratidão.

— Pensei que podíamos comemorar, não?

Sua voz rouca trouxe de volta a lembrança da primeira "co memoração" deles. Um beijo que tinha alterado o relaciona mento deles. Ele estaria pensando a mesma coisa? O brilho sensual de um predador em seus olhos mostrou que estava.

— Sim — ela respondeu com um suspiro, nos lábios dele.

Por vários segundos ele deixou que ela o beijasse, exploran do os lábios dele com a língua. Era o céu. Finalmente, ele ia deixar que ela participasse no amor deles. Ela mergulhou os dedos nos cabelos pretos e aprofundou o beijo.

Gemendo nos lábios dela, uma de suas mãos pegou posses sivamente um seio. Arqueando ao toque, a alegria passou pelas suas veias, com o gesto dele e esse novo jeito mais equilibrado de fazer amor. Ela deixou a mão descer para o pescoço, tocando-o com a ponta do dedo.

Ele tremeu e pela primeira vez, ela sentiu seu poder femini no. A sua confiança cresceu, como nunca pensara ser possível. Ela se virou, até ficar em cima das pernas dele, colocando as duas mãos na pele quente de seu peito. Então, ela tremeu. Ti nha querido isso por tanto tempo. A liberdade de tocá-lo. Podia sentir o coração dele batendo rápido e o mamilo enrijecido naquele peito masculino.

Queria tocar nele por inteiro.

As mãos deslizaram mais e mais para baixo, enquanto ela se dirigia para aquela parte misteriosa de seu corpo, achando fas cinante. Nunca tinha visto um homem completamente nu e queria muito ver Edward assim. Seu marido.

De repente, as mãos dele agarraram seus pulsos.

— Não!

— Quero tocá-lo — praticamente implorou.

— É melhor que eu toque você, tesoro. Não, não, não. Ela queria que fosse igual.

— Por favor...

Ele a ignorou, curvando a cabeça para capturar seus lábios em um beijo incendiário. O corpo dela reagiu com o habitual prazer, mas uma pequena parte de seu cérebro continuou fun cionando. Protestando por mais esta rejeição.

Ele não queria que o tocasse. "Ele Não Queria Que Ela O Tocasse."

O refrão rodou em sua cabeça. Separou os lábios dos dele.

— Não...

Os olhos dele se abriram, com uma expressão que quase lhe deu esperança.

— Por que não me deixa tocá-lo?

— Não é suficiente que eu lhe dê prazer, tesoro!

— Não.

— Pode dizer isso quando o seu corpo já está ardendo com o meu toque?

Ele ilustrou o argumento, tocando gentilmente o mamilo dela, e a fazendo gemer e arquear em desejo involuntário.

A expressão dele mudou. Ele a estava avaliando e Bella não suportava aquilo. Nenhum motivo para eles fazerem amor era bom, se ele claramente não queria que ela o tocasse.

Era controle. Dele sobre ela. Renovava o seu ego masculino ter uma mulher tão ansiosa por sua sensualidade. Depois, pena. Sentia pena dela. Devia ser óbvio para ele que estava apaixona da. Já tinha dito. Então, fazia amor com ela por pena. Ou como um pagamento pela sua disposição de ter o bebê.

Não queria pagamento. Queria ser amada. Um soluço a atra vessou e se livrou dos braços dele, ficando ao lado da cama.

— Eu quero o meu próprio quarto.

Ele se afastou como se tivesse sido atingido.

— O quê?

— Não quero mais dormir com você. Ele jogou longe as cobertas.

— Inferno! Você é minha esposa. Dorme na minha cama. Ela estava com muita raiva, tremendo.

— Sou sua incubadora! — gritou. — Não sua esposa!

A pele cor de oliva dele ficou pálida e os olhos registraram o choque.

— Não!

Ele tentou agarrá-la, mas ela se afastou, correndo para o ba nheiro. Bateu a porta e trancou.

Ouviu um barulho e palavrões em italiano. Logo depois, ele bateu na porta.

— Saia daí, Bella.

— Não!

As lágrimas corriam pelo seu rosto. Não agüentava mais sexo por pena.

— Saia daí, tesoro. Precisamos conversar... — falou ele cal mamente, mas ela não estava calma.

— Não quero.

— Por favor, Bella.

— Eu não quero você me tocando mais! — falou ela, aos soluços.

— Está bem. Não tocarei em você.

— Promete?

— Tem minha palavra.

Destrancou a porta. Ele a abriu e se encostou no umbral. A expressão era quase tão torturada quanto a dela e seus lábios estavam apertados.

— Não sou um estuprador.

— Sei disso.

— Então, venha para a cama, moglie mia. (significa minha mulher em italiano)

Mulher dele. Ela era mulher dele? Ou apenas uma fazedora de bebês? Agora não importava. Esgotada demais para lutar ela entrou silenciosamente sob os lençóis.

Ele a seguiu, dando passos lentos e cuidadosos, a expressão determinada. Distante, ela percebeu que o barulho que tinha ouvido devia ter sido uma queda. Sentiu culpa vendo seu mari do andar sozinho, pela primeira vez desde o acidente. A felici dade pela recuperação dele diminuía a dor de sua rejeição.

Afinal ele chegou à cama e deitou ao lado dela. Ela virou e apagou a luz.

Tesoro...

— Não quero conversar.

— Eu preciso dizer...

— Não! Não há nada a dizer. Por favor, me deixe dormir. Ela começou a chorar de novo e ele a puxou para seus bra ços. Ela lutou um pouco, mas ele apertou o abraço.

— Shh, tesoro... Acariciou os cabelos dela e sussurrou palavras de conforto em italiano e inglês.

As lágrimas finalmente pararam e ele tentou falar de novo, mas ela implorou para deixá-la. Não conseguiria aceitar qual quer explicação de não ser mulher o bastante para um relacio namento íntimo completo com ele. Mesmo se ele tivesse medo de não ser capaz de um desempenho satisfatório, se a queria, por que não tentar? Não queria a ajuda dela?

Um suspiro pesado foi a única resposta às suas súplicas, mas os braços dele, quentes e fortes, permaneceram em volta dela durante a noite toda.

Na manhã seguinte, Bella acordou antes de Edward, um pou co envergonhada pela noite passada. Idiota. Ele quis falar e ela não deixara. Mesmo assim ele a tinha confortado durante a noite. Ela o amava tanto, mas não tinha deixado o amor guiar seus atos. Bem, hoje seria diferente.

Saboreou o calor dele e se permitiu o luxo de se sentir acalentada, antes de sair de seus braços e da cama.

Quinze minutos depois, viu o resultado de seus testes diá rios, medindo a temperatura do corpo para a inseminação intra-uterina. Bem, pelo menos aquilo explicava em parte a sua irri tação.

Edward fez um som atrás dela. Virou-se para ele, com as mãos agarradas à lapela do seu roupão.

Ele ocupava a porta, com toda a sua altura. Os cabelos de sarrumados e o rosto sombreado pela barba, lhe dando um ar perigoso. Concentrado, falou:

— Querida, temos que conversar.

Ela concordou com a cabeça, engolindo em seco. Sim, mas agora, tinham coisas a fazer.

— Meu corpo está na temperatura adequada hoje.

— O que está dizendo?

— Preciso ligar para a clínica e marcar uma consulta para hoje.

— Hoje?

— É.

Ele fechou os olhos, como se lutando mentalmente com al guma coisa. Teria desistido?

— Você mudou de idéia?

— Eu não sei...

— O que eu quero, importa?

— Importa muito, tesoro.

— Quero tentar.

Ele cerrou os dentes, mas a cabeça se moveu, afirmativa mente.

Ela ligou para o médico do telefone ao lado da cama. De pois, virou para Edward, se sentindo à beira de um ataque.

— Ele quer que eu vá imediatamente. É melhor não comer nada.

— Estarei pronto em cinco minutos.

— Você vem comigo?

Nem tinha pensado naquilo. Ele tinha ido sozinho a sua con sulta e pensava que ela também iria sozinha.

— Vou.

— Não é preciso.

— É preciso, sim.

As palavras eram implacáveis, assim como sua expressão. Ela mordeu o lábio inferior e alisou nervosamente o roupão.

— Eles vão pôr algo dentro de mim.

— E isso a envergonha?

— Sim.

— Manterei meus olhos em seu lindo rosto, querida. Aquilo tirou o olhar fixo dela do tapete.

— Eu não sou linda.

— Você é a mulher mais linda que já conheci.

— Não sabe o que está dizendo.

Não podia, a menos que a amasse. Só o amor poria os seus atributos físicos acima das maravilhosas mulheres que ele ti nha tido.

— Sei, mas não espero que acredite em mim... — ele sorriu forçado.

Ela queria. Ah, como queria!

— Edward...

— Permite que eu a acompanhe?

— Posso impedi-lo?

— Honestamente? Acho que não.

— Você pode vir. Quero que venha.