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A fic está entrando em reta final, portanto a hora de comentarem é agora!

Beijos, e até sexta.

Capitulo onze

No meio do caminho, percebeu que tinha esquecido de tomar o remédio contra dor que o médico receitara para uma hora antes do procedimento. Rapidamente, engoliu dois contra eóli ca, que tinha na bolsa. Como não era tão forte, resolveu tomar dois.

Mandaram Edward ficar na sala de espera enquanto ela trocava a roupa por um camisolão azul do hospital, grande demais para ela, parecendo estranho ao evento de deixá-la grávida de seu marido, mas, nunca tinha pensado em engravidar num ambien te assim.

Queria os filhos de Edward de qualquer maneira.

Ele entrou na sala, assim que os sinais vitais dela foram medidos e a enfermeira confirmou os testes que Bella tinha feito de manhã. Ele sorria, enquanto se aproximava, levemente apoiado na bengala.

Sorriu, nervosa.

— Gostou da minha nova roupa? Ele inclinou, a beijando gentilmente.

— Gosto mais do que está dentro dela.

— Você tomou o remédio para dor? — a enfermeira pergun tou.

Ela corou, balançando a cabeça.

— Mas vindo para cá, tomei uma dose dupla do remédio que tomo para eólicas.

— Deve resolver.

Edward ficou tenso com a menção de dor.

— Que remédio para dor? O que está havendo?

— E só uma precaução. Nada para se preocupar. Eu e o médico discutimos isso.

Ele não parecia convencido.

— Tem certeza? Talvez devamos esperar.

— Não. Isto é o que eu quero.

O rosto franzido dizia que ele não estava satisfeito. Virou para a enfermeira.

— Talvez ela deva tomar um agora. Certamente vocês têm suprimento para esses casos.

— Temos, mas não acho adequado misturar dois remédios. Remédios para dor não seriam problema, mas...

Ela não terminou, mas Bella entendeu.

— Eu ficarei bem. Por favor, Edward, não se preocupe. Vinte minutos depois, apertava com força a mão de Edward, lamentando todas as suas afirmações. O desconforto de ter o cateter inserido em seu útero não tinha sido insuportável, mas agora estava com eólicas dolorosas que se espalhavam por toda a parte inferior do corpo.

Lágrimas lhe encheram os olhos e ela apertou mais a mão de Edward, que parecia torturado. Tinha tentado fazê-la desistir ao primeiro sinal de dor, mas ela recusara. Ficou ao lado dela, desejando passar força. Era um pequeno apoio e, mesmo com a dor física, a agradou.

— Está terminando? — perguntou Edward.

— Só mais alguns segundos e terminaremos — disse o mé dico.

Ao final o médico disse que ela teria que ficar ali, em repou so, por uma hora. Tudo estaria bem se as eólicas tivessem pas sado. Mas, ela não falou nada.

Edward parecia entender. Não disse nada, mas segurou sua mão e massageou o seu estômago com um movimento leve, gentil, circular. Depois de alguns minutos, ela entrou em um estado de torpor, apesar da dor.

Ficou assustada quando a enfermeira entrou na sala e disse que podia se trocar. Edward a tinha tocado suavemente todo o tempo. Normalmente tímida, ela não fez qualquer objeção dele ficar enquanto se vestia. A presença dele era confortante.

— Está melhor? — perguntou ele, ajudando-a com as roupas. Ela deixou que ele fechasse o zíper do vestido e soltasse sua trança.

— Sim. Da próxima vez, lembrarei de tomar o remédio para dor, garanto.

Sorriu para ele, que não devolveu o sorriso. Parecia que ela tinha dito algo repugnante.

— Não haverá próxima vez, minha pequena.

As palavras dele não deixavam dúvida. Ela queria o bebê e ia falar quando tudo rodou. Estendeu a mão para Edward, trom bando em seu peito, enquanto sentia os joelhos enfraquecerem.

Acordou na cama, ouvindo Edward gritar. Ele estava culpando o médico por tudo, das suas eólicas à crise mundial. Pelo me nos era o que parecia para a sua cabeça ainda girando.

— Edward? — foi um sussurro, mas ele chegou perto.

— Como se sente? Ainda está com dor?

— Só um pouco. Estou tonta.

— Disse ao seu marido que deve ser falta de comida. Vamos dar um copo de suco para aumentar o seu nível de açúcar no sangue antes de levá-la para casa.

O médico, geralmente calmo, parecia assustado. Ela concor dou, mas Edward reclamou.

— Se é isso, deveria ter sido dado a ela antes de mandar que se vestisse. E se ela estivesse sozinha? Poderia ter se ferido ao cair.

A voz dele cresceu a cada palavra até estar gritando de novo. Ela franziu o rosto e ele lhe tocou a testa. O queixo dele tremia.

— Sinto muito, tesoro. Você não precisa de um marido des controlado, gritando, não?

— Você me segurou?

— Sim. Fiquei em dúvida se conseguiria manter nós dois de pé, mas você é uma coisinha tão pequena, minha querida. Con segui colocá-la na cama.

Uma enfermeira chegou com um copo de suco de maçã, que Edward tirou de suas mãos com um olhar que a fez sair correndo do quarto. Passou o braço pelos ombros de Bella, a ergueu e encostou o copo em seus lábios.

Ela bebeu o suco, animada por Edward. Quando terminou, olhou para os olhos metálicos dele.

— Você vai ser um papai maravilhoso. As feições dele se contraíram.

— Não, se exigir o mesmo de hoje.

E se ela não pudesse ter o bebê, ele ainda iria querê-la? As ações dele indicavam uma resposta aterradora.

Edward insistiu que ela voltasse para a cama assim que chega ram em casa. Ela sabia que devia ficar deitada pelo resto do dia, para aumentar as chances de concepção, mas pensava em ficar no sofá da sala.

— Não quero ficar na cama. Posso ficar bem lá embaixo... — reclamou, enquanto ele a ajudava a vestir a camisola.

— Está com dor. Precisa descansar.

— Não quero.

— Você parece uma criança resmungona.

— Não pense que vai me tratar como uma. Quero descer.

— Não, tesoro.

— Você gostaria de ficar enfiado na cama o dia todo?

Ele ergueu as sobrancelhas e ela pensou em gritar. Nunca gritava, a noite passada tinha sido exceção.

— Você esteve no hospital, mas trabalhava. Tinha seu assis tente por perto. Eu o visitava. Emmet o visitava. Até aquela megera o visitava.

— Quer que eu ligue para Tânia para vir visitá-la? Ouvi dizer que ela está em Milão.

Ouviu de quem? Teria perguntado? Ficou com raiva ao pen sar nele ainda interessado na ex-noiva. Afundou na cama, afofando os travesseiros com força.

— A última pessoa com quem quero passar o dia é a sua ex-noiva.

— E quanto a mim?

Estava dizendo que pretendia ficar com ela?

— Você me fez companhia no hospital.

— Pensei que você ia voltar ao trabalho. Ultimamente, ele tinha passado tanto tempo no banco e no escritório das empresas Cullen, que ela mal o vira.

— De jeito nenhum vou deixá-la sozinha depois do que pas sou esta manhã.

— Obrigada.

— Não me agradeça.

Ele pegou o telefone, apertando o botão da linha interna.

— Vou pedir alguma comida.

Ela concordou. Depois, puxou uma cadeira para perto da cama, mas ela se afastou, abrindo espaço para ele ao lado dela.

— Você pode sentar aqui, se quiser.

— Não sei se é uma boa idéia.

— Por quê?

— Ter você perto de mim na cama faz a minha cabeça ir por um caminho que você não pode agüentar no momento, querida.

Pensando que ele a estava provocando, respondeu gentil mente.

— Tenho certeza que você pode se controlar.

— Só tem esta certeza porque não entende como funciona a cabeça de um homem.

Parecia sério, mas se inclinou para a cama ao lado dela, en costando a bengala na mesinha-de-cabeceira.

— Como está se sentindo?

— Com fome.

— Eu também.

— Você podia ter tomado o café da manhã.

— Não sem você.

— Isso é algum tipo de coisa machista? Ele se esticou, tocando o lábio dela.

— É uma coisa de Edward Cullen.

— Você é um homem muito especial, não é?

Ela moveu os lábios no dedo dele, se esforçando para não passar a língua. Mas, não estava aberta a outra rejeição. Mes mo começando a entender o motivo, ainda doía. Afastou a ca beça e ele retirou a mão, uma dor passando pelos seus olhos.

— Sou tão especial que deixei minha esposa passar por um procedimento doloroso, ao invés de enfrentar os meus próprios medos.

— Não entendo, querido. Que medos?

— Você nunca me chama assim. Freqüentemente chama Emmet assim, mas comigo, geralmente é o meu nome.

— Isso o aborrece?

— Sim.

Dolorosamente honesto, vulnerável. Duplamente difícil para um homem como Edward admitir.

— Com Emmet é natural, porque não significa nada. Com você, significa tudo.

A mão dele enrolou na dela.

— E aí, você não fala.

— Para mim, o seu nome é um carinho.

Ele ergueu a mão dela e beijou a palma. Um barulho na porta anunciou a chegada do café e a conversa foi interrompida en quanto eles comiam.

Quando terminou, ela bocejou.

— Não imagino porque estou cansada. Não devia.

Ele nem a deixara andar até o carro, a empurrando em uma cadeira de rodas.

— Você passou por algo difícil.

— Estou melhor.

Ele olhou para ela por alguns segundos, como se tentando ler a sua mente, depois, sem falar, levantou e deixou a bandeja do lado de fora da porta. Voltou para ela, com o rosto sério. Não sentou, indo olhar pela janela, a mão agarrando a bengala com força.

— Quando me casei com você, não sabia se andaria nova mente.

Ela sabia, no fundo do coração. Se ele acreditasse em sua recuperação, nunca teria se casado com alguém tão comum como ela.

— Mas você acreditou em mim e eu precisava disso. — Não pensava no que era melhor para você e me envergonho disso.

— Você estava assustado.

— Estava.

— Entendo.

— Entende? Como, se eu mesmo não entendo? Eu fui egoís ta, tesoro. Não me importei com a sua felicidade, só com a minha.

— Eu não acredito.

Ela lembrou do carinho ao fazer amor.

— Talvez esteja certa. Na minha arrogância, pensei que ca sar comigo, dividir a minha cama, seria o bastante para você.

Ela também tinha pensado. E também na alternativa: a vida sem ele.

— Eu aceitei, sabendo que era tudo que oferecia.

— Porque você me ama e eu, sem vergonha, usei esse amor para conseguir o que queria e precisava.

— Você não pode usar o que é dado livremente.

Não queria que ele se sentisse culpado. Não podiam ir em frente se ele se arrependesse do passado.

— Foi dado livremente?

O tempo de ocultar as coisas tinha acabado.

— Sim.

— Pode dizer isso mesmo sabendo que eu a seduzi para aceitar a minha proposta de casamento, quando tirei a sua vir gindade para não falar mais de anulação?

Ele estava se sentindo culpado.

— Eu queria você. Adoro a sensação quando você me toca.

— Se isso é verdade, tesoro, o que aconteceu na noite passa da?

— Não me deixou tocar você.

— Eu estava com medo.

Certo, ele devia estar assustado, mas ela nunca tinha espera do que ele dissesse aquelas palavras.

— Por quê?

— Não sei se posso agir como um homem.

— Você tem medo que eu não seja suficiente para fazê-lo me amar?

Porca miséria! De onde tirou esta idéia?

— Você disse...

— Eu disse que não sabia se podia agir, não sobre a beleza ou sensualidade do seu corpo.

— Se eu fosse o tipo de mulher que geralmente você tinha, não seria mais fácil?

Na sua mente fazia sentido, mas ele olhava para ela como se tivesse ficado louca.

— Você é o meu tipo de mulher.

Ela fechou os olhos diante da piedade que ele certamente sentiria

— Não precisa dizer coisas assim.

Sentiu um peso perto dela na cama e um dedo passando por seu rosto.

— Já me ouviu mentir, minha pequena?

Ela balançou a cabeça, os olhos ainda fechados.

— Então, se disser que você é a mulher mais sensual que já conheci, acreditará em mim, não?

Abriu os olhos para o sorriso dele.

— Você... Eu...

— Eu nunca fiz amor com uma mulher que me tenha feito me sentir mais homem.

— Mas, você disse...

— Eu disse que não sabia se podia manter uma ereção. Mas, quando a amo, a sua resposta me dá alegria, mesmo sem o envolvimento do meu corpo.

Parte dela queria que ele parasse de falar e outra, maior ain da, o seu coração, desejava que ele quisesse dizer o que ela achava que queria dizer.

— Você teve... Quero dizer, houve...

— Se está perguntando se eu reagi fisicamente a você, a resposta é sim. Não aconteceu na primeira vez que a toquei e isso me preocupou, mas pensei que quando recuperasse a sen sação, isso também seria recuperado.

— Conseguiu?

— Não sei.

As mãos dele emolduraram o rosto dela.

— Deixei você passar por aquela dor hoje porque eu, Edward Cullen, tinha medo de descobrir.

Edward não sabia que seria doloroso. Tinha escondido dele porque, instintivamente, sabia que não a deixaria continuar.

— Não é sua culpa. Ele balançou a cabeça.

— Você disse que teve uma... resposta.

Ela não conseguia pronunciar a palavra "ereção".

— Tive. Muitas vezes quando a toquei. Senti um tremor. E muito mais na noite passada.

— Mas me interrompeu.

— Sim.

— Por quê? Não entendo.

— Se não durasse, se eu não conseguisse o clímax... Ela sabia. Ele ficaria humilhado.

— Eu faria qualquer coisa por você.

— Sim, hoje você provou isso — abaixou as mãos e se vi rou. — Nunca esquecerei você caindo, ou das lágrimas em seus olhos quando eles fizeram os procedimentos.

— Não foi sua culpa — repetiu ela. — O médico me disse que algumas mulheres sentem um pouco de dor, mas não lhe contei. Honestamente, não pensei que eu seria uma delas e também queria muito um bebê.

— Se eu tivesse enfrentado a minha covardia, talvez você não tivesse precisado passar por aquele sacrifício.

Esticando o corpo, ela virou o rosto dele. Era típico de Edward assumir a responsabilidade pelo mundo todo e sua população.

— Você não é um covarde, Edward. Enfrentou a paralisia. Lu tou contra ela.

— Mas não enfrentei o meu medo e foi você quem pagou. Inacreditavelmente, os olhos dele umedeceram. Ela não agüentava mais. Que se danasse a posição horizontal para a concepção. Sentou e passou os braços pelo pescoço dele.

— Não, Edward, não. Eu queria tentar ter um bebê com você. Não importava como. Quero muito ter os seus filhos.

— Como está se sentindo?

— Melhor.

— Sem eólicas?

Ela balançou a cabeça.

— Então, talvez possamos ver se eu posso lhe dar a minha criança com mais prazer do que sentiu esta manhã, não?

— Tem certeza que quer tentar?

— Sim, mi amore bella.

Meu amor lindo! Se estivesse sendo sincero... Ela sorriu. O olhar carinhoso dele, a sua disposição de enfrentar o risco por ela. Era o suficiente.