Vai pegar fogo!

Capitulo doze

Edward abaixou a cabeça. Os lábios roçaram os dela uma, duas, três vezes, antes de ela protestar. Virou a cabeça, tentando en contrar os lábios dele, mas Edward já estava ocupado, beijando o seu pescoço.

— Edward, por favor...

— Shh, tesoro... — sussurrou, a língua entrando na dobra de sua orelha. — Isto será perfeito.

A voz e o toque sensual dele lhe provocaram arrepios de prazer antecipado. Finalmente, ele beijou seus lábios entreabertos, com posse, ocupando toda sua boca e a fazendo gemer e apertar os braços no pescoço dele. Então lembrou. Ela podia tocá-lo. Afastou os lábios dele.

— Tire as roupas, Edward — pediu.

Ele ficou imóvel, os olhos fechados. Ela ia dizer para igno rar o pedido quando ele a afastou e levantou.

— Você não precisa...

— Eu quero. Você merece isso. Quero que seja minha da maneira mais elementar que um homem possuir sua mulher.

Ela adorava quando ele a chamava de sua mulher. Implicava em intimidade, não um casamento de conveniência.

Enquanto ele tirava o paletó, todo o corpo dela ficou tenso, trêmulo. Observou os dedos longos tirando a gravata e deixan do cair no tapete. Depois, os botões do colete e da camisa, mos trando os contornos musculosos de seu peito. Com a respiração presa, ela esperou que ele tirasse a camisa, os sapatos, enquan to a calça caía para o lado, junto com a camisa, sempre com os olhos fixos nos seus. Depois tirou as meias e ficou de pé diante dela. Orgulhosamente masculino.

Nu, a não ser pela cueca de seda preta. Ele enfiou os polegares no elástico da cintura e ela soltou o ar, enquanto ele desli zava a cueca pelas pernas. Emitiu um som, olhando a parte mais íntima do corpo do seu homem. Abriu a boca, sem conseguir falar. Balançou a cabeça.

— Ele fica maior?

Rindo, ele viu o olhar dela passar de sua impressionante forma para seu rosto. Edward balançou a cabeça, incapaz de acre ditar na reação de sua esposa. Esperava preocupação, talvez um pouco de pena, mas nunca um ataque de receio feminino verdadeiro, com a visão dele semi-ereto.

Ela estar assustada com a perspectiva de uma ereção com pleta levantou a sua moral como nada mais conseguiria. Pela expressão dela, ele parecia viril demais e ele reagiu com um tremor ao olhar fascinado a palidez dela.

Ela era pequena, muito menor do que ele, possuía linhas tão delicadas que faziam uma mulher como sua ex-noiva parecer uma amazona. Ainda assim, ele tinha certeza que se ajustavam, como o bom Deus queria.

— O seu corpo foi criado para acomodar o meu. Ela passou a língua pela boca e depois perguntou.

— Tem certeza? Eu me sinto completa com o seu dedo. Não sei se vai caber.

Se ele risse dela, estaria morto, mas conseguiu se controlar.

— Você tem elasticidade, querida. Confie em mim.

Ela endireitou os ombros, preparada para enfrentar uma ar mada.

— Está bem...

Caminhou lentamente para a cama, sem querer se arriscar a cair. Ela pareceu afundar nos travesseiros, os belos olhos cor de chocolate arregalados. Ele parou quando suas pernas en costaram na cama.

— Quer me tocar?

Era uma pergunta difícil de fazer. Já estava reagindo a ela, mas ainda temia não conseguir usufruir de toda a resposta se xual. Se ela o acariciasse e ele continuasse apenas semi-ereto ou pior, se perdesse a dureza, isso acabaria com o seu orgulho.

Com os olhos entreabertos, ela sussurrou.

— Quero.

— Talvez ajudasse, tesoro, se você fizer outra coisa...

Chegando perto, ele a fez ficar de joelhos na cama, colocan do as pequenas palmas sobre seus mamilos masculinos, já ex citados. Os dois tremeram ao contato. Ela se adiantou e o bei jou, a doce língua explorando sua pele.

— De novo ele pediu, gemendo.

Sem parar, ela obedeceu, desta vez, mordiscando sua pele. Depois, as mãos começaram a se mover. Como na noite passa da, só que desta vez, ele não interrompeu. Suavemente, fez pequenos círculos em volta de seus mamilos com as unhas. Ele tirou sua camisola.

Depois, a puxou contra ele, sua carne dura contra a pele suave dela e os dois ficaram imóveis, respirando fundo, absor vendo a sensação de seus corpos unidos. Ele sentia seu sexo contra a barriga de Bella se controlando para não jogá-la para trás e penetrá-la de uma vez. Mas a sensação de que poderia fazê-lo tomou conta dos seus sentidos, enquanto a excitação aumentava em sua carne endurecida.

Meu Deus, ele estava ficando maior! Podia senti-lo latejan do. Queria tocá-lo, mas estava temerosa. E se não fizesse cer to? E se a achasse desajeitada e inexperiente?

Então, ela passou essa decisão para as mãos dele. Literal mente. Pegou a mão dela em seu peito e a deslizou para baixo, até a base de sua ereção. Parecia suave e duro, ao mesmo tem po. Ela apertou os dedos nele e o grande corpo dele tremeu, aumentando a sua confiança. Gentilmente, ele guiou a sua mão para a dureza ereta de seu corpo.

— Me toque, amore. Aqui.

E ela enrolou os dedos em volta dele, admirada com a pele suave, esticada pela rigidez. Vacilante, acariciou da ponta até base, gostando enquanto ele emitia sons guturais de excitação. Não estava desapontado. Ele apertou sua mão com mais força, fazendo com que ela também o apertasse mais e descobrisse o ritmo e o nível de pressão que dava mais prazer.

Tirou a mão e deixou que ela continuasse a acariciá-lo. Bella ergueu a cabeça para vê-lo com uma expressão de êx tase, o rosto corado e os mamilos endurecidos, num nível de excitação que nunca pensara ser capaz de dar.

— Você quer o meu toque — sussurrou.

— Sim, muito.

— Pensei que não queria.

O corpo dele tremeu e ele a empurrou para a cama, se soltan do do toque dela e se ajeitando entre suas pernas.

— Eu doía por você.

— Não fale, amore. Sinta.

E como ela sentiu! Ele acariciou cada centímetro de seu corpo. Com as mãos e depois com a boca. Quando enterrou os lábios no centro de sua feminilidade, ela se alongou toda.

— Não! Edward... Eu... Você...

Mas logo as palavras se transformaram em gemidos de pra zer.

Ele fez amor com ela com a boca, de uma maneira que fez sentiu-se no espaço quase que imediatamente. Gritou o nome dele, se mexendo com um prazer tão grande que quase doía. Mas ele não parou, a língua a deixando louca.

O prazer aumentou, até que ela sentiu uma onda prolongada, sentindo o seu corpo ser jogado na cama. Só que desta vez ela sabia que tinha mais. Queria mais. Estava tremendo de desejo quando ele se deitou novamente sobre ela.

— Eu quero você — implorou ela.

— Sim, eu posso ver...

O tom de satisfação de sua voz até poderia tê-la irritado, mas ela estava além da irritação. Ele forçou sua entrada, empurran do um pouco.

— Agora, vamos fazer amor.

Ela olhou para ele, certa de que não seria possível continuar, mas também, que não iria se afastar.

— Você é minha, Bella. Para sempre.

Muda, ela concordou, sentindo seu corpo se distender para acomodá-lo, e sua pele inchada, tenra, envolveu a dureza dele, fazendo-a se sentir completamente possuída, preenchida e ro deada por ele.

Era mais íntimo e devastador do que podia imaginar.

Não percebeu que estava chorando até ele lamber as lágri mas no canto de seus olhos.

— Estou machucando? — perguntou, com voz trêmula.

— Não.

Não conseguiu dizer mais nada, pois ele tinha começado a se mover. Ele afastou-se quase todo, mas sem sair dela. De pois, penetrou novamente e começou a se mover em um ritmo cada vez mais rápido.

O êxtase a atravessou, e a fez gritar o nome dele e outros sons menos perceptíveis. Como podia ser ainda mais e melhor do que já tinha sido? Talvez por estarem compartilhando. Co meçou a se mover com ele, indo ao seu encontro.

Então o mundo explodiu à sua volta e quase perdeu a cons ciência, pela segunda vez naquele dia. Percebeu que tinha gri tado. Edward se juntou a ela, gritando de prazer, o corpo afundan do, a sua masculinidade crescendo quase de maneira impossí vel dentro dela.

Toda a tensão acumulada se esvaiu de seu corpo e ele se deitou sobre Bella, que o enlaçou com os braços e as pernas, o envolvendo com prazer.

— Você é um amante maravilhoso, querido.

O corpo dele tremeu. Com um gemido, deu uma chuva de beijos no rosto dela, entremeados de palavras de gratidão e grande aprovação. Era tudo tão irreal. Edward agradecendo por ela fazer amor, dizendo que era a mulher mais linda do mundo, beijando-a com ardor.

Virou de costas, levando-a com ele. Ela pousou a cabeça em seu coração e o ouviu batendo rápido.

Grazie, meu lindo amor. Ela sorriu.

— Obrigada a você, meu amor.

— Você me recuperou inteiramente.

— Eu te amo — ela não conseguiu se conter.

— Sim. Com eu a você. Uma coisa é certa: um homem pode ser vulnerável com a mulher que o ama.

Olhando para o rosto satisfeito dele, falou:

— Estou contente. Mas seu coração doía.

— Não tanto quanto eu.

— Edward?

— Sim?

— O que...

Mas, enquanto formulava a pergunta, o corpo dele já dava a resposta, enquanto ele arqueava sobre ela, levando o seu corpo para uma nova viagem.

Realmente, ele pretendia deixá-la compartilhar mais do seu amor. Este foi seu último pensamento, antes de dar a ambos um pouco mais de prazer sexual.

Bella acordou com o carinho suave de lábios em sua testa. Sorriu, com os olhos ainda fechados e uma rouca voz masculi na a cobriu com seu calor.

Buona mattina, tesoro. Abra os olhos. Obedeceu e sentiu a alegria brotar.

— Bom dia!

Ergueu-se, para abraçar o pescoço dele e levantou o rosto para um beijo, certa da intimidade física deles, depois da noite de amor.

Ele a beijou, os lábios se movendo sobre os dela com prazer possessivo, as línguas se tocando. Gemendo, ele a afastou.

— Eu preciso ir, tesoro. Tenho uma reunião esta manhã. Se pudesse, cancelaria.

Então ela percebeu o terno imaculado, a gravata clássica, o cabelo penteado e a pele recém-barbeada. Os olhos dele a de voravam, famintos, e ela acreditou que estava indo apenas por obrigação.

Enquanto se movia, seu corpo a lembrou de quantas vezes tinham feito amor nas últimas vinte e quatro horas.

— Talvez seja melhor para você que eu vá, não?

— Não quero que você vá.

— Voltarei assim que possível. Ela fez um biquinho.

Ele gemeu, apreciando, e tocou o seu lábio.

— Prometo.

Dando-lhe um beijo, ela deitou de novo.

— Certo. Se você promete.

O belo rosto dele se iluminou num sorriso.

— Pela minha vida.

Beijou-a de novo, como se não pudesse partir.

— Se puder, encurtarei a reunião. Tome um longo banho quente, mi moglie.

— Ajudará?

— Sim. Conversaremos quando eu voltar. Levantou-se, com a expressão séria.

Não tinham conversado muito na noite passada. Ela concor dou e sorriu.

Andou para ela, como se fosse beijá-la de novo, mas um toque de determinação o interrompeu e partiu. O que queria fa lar? Pensou, vendo-o sair.

Apesar de uma misteriosa apreensão, se recusava a achar que seria algo ruim. Nas últimas vinte e quatro horas, Edward tinha feito tudo para lhe dar prazer e engravidá-la.

Seguiu os conselhos de Edward e tomou um longo banho de banheira. A água quente afastou as dores de seus músculos e de suas partes mais íntimas.

Mais tarde naquela manhã, depois de um café da manhã so litário, pois toda a família tinha saído, ela foi informada que tinha uma visita na sala. Caminhou para lá e, como sempre fazia, admirou os afrescos do teto e das paredes. A casa perten cia à família Cullen há muitas gerações e acolhia trabalhos de arte de alguns dos principais mestres italianos.

Um som perto da janela chamou a atenção de Bella para a sua visita.

Tânia estava emoldurada pela luz do sol do outono, o rosto na sombra, e Bella não conseguiu ver sua expressão.

— Acho que se julga muito esperta — foi a saudação dela.

— Não sei o que quer dizer.

— É uma pequena idiota. Agora que é um homem novamen te, não ficará com você.

Como Tânia sabia o que Edward só descobrira ontem? Não podia ter ligado para ela.

— Do que está falando?

— Não se faça de ignorante. Sei que Edward está andando. Um tremor de alívio passou por Bella. Então ela não sabia.

Mas, como sabia que ele estava andando? Bella só tinha des coberto anteontem.

— Eu sempre soube que Edward andaria de novo.

— Se ele acreditasse nisso, nunca teria me deixado — falou Tânia, sarcástica.

Depois da revelação de que ele tinha tido dúvidas, Bella não podia deixar de dar a Tânia o que ela merecia.

— Não sei que diferença você acha que faz.

— Você é mesmo uma vaquinha estúpida, não é? Bella se enrijeceu com o insulto.

— Se tem alguma coisa a dizer, sugiro que diga e saia da minha casa.

— Sua casa? Quanto tempo acha que isso vai durar? Até você dar um filho ao Edward. Ele sabia que eu não podia estragar a minha silhueta com uma gravidez. Quando você tiver cum prido seu papel de reprodutora, ele voltará para mim, a mulher que ele ama.

— Edward não é assim.

— Quando um homem quer muito alguma coisa, ele sacrifi ca tudo para conseguir.

— O que a faz pensar que ele a quer? Ele a deixou.

— Pensou que não podia ser o homem que eu precisava. Pelo meu bem me deixou. Agora, nós dois estamos diferentes.

As mãos de Bella se apertaram. Tânia estava mais certa do que pensava. O maior medo de Edward era ser incapaz de fazer amor, mais do que não andar novamente.

— Você não o ama.

A risada de Tânia era feia.

— Quando você tem sexo tão bom quanto Edward e eu tínha mos, não precisa de emoções como o amor.

— Você é muito rude e acho que está na hora de partir.

— Não tão depressa. Ainda há uma coisa que quero dizer e depois, acho que vou esperar Edward chegar. Preciso dar os para béns por ele voltar a andar.

Bella não acreditava na audácia daquela mulher.

— Se quiser ver meu marido, terá que marcar uma hora com a secretária dele. Você não é bem-vinda na minha casa.

Enfatizou as palavras, para lembrar a si mesma e a Tânia que ele tinha casado com ela. Os olhos de Tânia apertaram.

— Não vou a lugar nenhum.

— Creio que o pessoal da segurança pensará diferente.

— Não pode me expulsar. Não tem coragem.

Tânia pareceu chocada e um pouco insegura, como se a ameaça de Bella fosse totalmente inesperada. Abriu a boca para responder quando foi interrompida pela voz de Edward.

— Não pensei que pretendia ter companhia, querida. Bella olhou para ele, achando a sua expressão enigmática.

— Não pretendia. Ela veio sem convite.

— E sua esposa ameaçou de me expulsar.

A voz de Tânia tinha se tornado rouca, ferida e, para des gosto de Bella, lágrimas apareceram em seus olhos felinos.

— Mesmo? — disse Edward, irônico.

Tânia atravessou a sala, passando as unhas vermelhas no paletó de Edward.

— Sim. Não foi o bastante casar com você. Ela me quer completamente fora de sua vida.

Edward afastou o aperto das mãos de Tânia e olhou para Bella.

— É verdade?

— É. Disse a ela que se quisesse vê-lo, devia marcar com a sua secretária. Que não a queria na minha casa.

Bella não pretendia se fazer de educada. Em Nova York, Tânia tinha mentido sobre ela, agora tinha ameaçado seu ca samento e, com certeza, faria de tudo para atrair Edward de volta para sua cama.

— Mas não acho que um encontro seja necessário.

Olhou para Tânia, não vendo o espasmo de dor que passou pelo rosto de Bella.

— Podemos falar agora, não?

— Sim, por favor, Edward. Eu só queria vê-lo e dizer como estou feliz por você estar andando novamente.

— Como descobriu?

— Por acaso, encontrei a esposa do seu terapeuta, fazendo compras. Ficamos amigas. Não pode me culpar por querer sa ber do seu progresso, não depois do que fomos um para o outro.

As palavras, o tom adocicado e o jeito pegajoso de Tânia faziam Bella sentir enjôo. Edward podia não tê-la apoiado man dando a ex-noiva sair da casa, mas não significava que Bella iria ficar e ver a outra mulher se atirar sobre seu marido. Virou-se e saiu da sala.

Edward chamou o seu nome, mas ela o ignorou, como tentou ignorar a voz de Tânia dizendo para ele deixá-la ir