Cap2. Thank you

Notas: Galera! Voltei! Nem demorei vai?! U.u

Bonnie pov

- Cuidado ruivinha! – Damon disse enquanto me colocava de pé e sorria sedutoramente.

Eu logo me situei e sai dos braços dele. Fiquei o encarando. Um silêncio mortal, mas ele ainda sustentava o sorriso galanteador, porém debochado.

- Damon! Onde esteve? – ouvi Stefan indagar para o irmão.

- Caçando! Onde mais?! – ele respondeu com uma afeição óbvia encarando o irmão e sua princesa das Trevas Elena.

- Droga Damon! Você não se controla mesmo? – Elena disse.

Estranhamente o olhar que ela sustentava era de receio. Naquele momento, eu percebi que todos sustentavam aquele olhar. Damon estava estranho também.

- Eu não sou como seu príncipe Stefan que bebe coelhinhos e fica satisfeito! Eu preciso de sangue humano! Pra ser mais forte. – ele disse descendo as escadas do pensionato. – mas, seria ótimo poder provar mais uma vez, do seu sangue... Elena!

Quando ele proferiu isso a tensão se instalou mais ainda. Vi Stefan travar o maxilar. Ele estava bem nervoso, mas eu achava que não iria se descontrolar. Achava.

O que vi em seguida foi tão rápido que eu nem tive tempo de piscar!

Stefan foi pra cima de Damon, na sua velocidade vampírica quase não pude acompanhar, os dois se batiam como se fossem animais.

No momento seguinte eles se separaram como se tivessem sido jogados por uma força maior. Damon bateu numa árvore e Stefan na parede da garagem da .

- Bonnie! – ouvi Elena gritar. – então olhei para minhas mãos. Estavam estendidas na direção dos dois.

Vi Meredith ir na direção de Stefan junto com Elena, enquanto a ia na direção de Damon.

Eu não tinha percebido, mas fiz os dois se separarem com magia, só que não tive controle! Isso era ruim! Talvez por nunca apreciar as brigas dos dois, sempre saiam feridos e machucado, até mesmo Damon, o intocável Damon.

- Bonnie, você tá legal? – Matt veio até mim.

- Estou... Foi só um pouco de mag... – eu só ouvi ao longe Matt chamar-me mais uma vez.

...

Neve. Ali um lugar coberto de neve.

Eu não poderia ter morrido por tão pouca magia usada. Mas, se eu não tinha controle sobre ela significava que algo me controlava. E isso não era bom.

Continuei caminhando na neve... Olhava para os lados, mas só os pinheiros me cercavam. Uma leve brisa passou por mim e senti frio. De uma forma tão forte que bati o queixo. Passava as mãos pelos ombros e isso me fez perceber que eu estava com um longo vestido preto.

Tão negros como a meia-noite...

Por que Damon veio a minha mente agora? Eu tinha que sair dali! Outra vez a brisa soprou e olhei pra trás, quando me voltei à frente estava lá.

Imponente, ereto, com o rosto perfeitamente alinhado, olhando galante pra mim.

Damon Salvatore.

Num piscar de olhos ele estava tão perto, que se ele respirasse poderia sentir. Passou suas mãos, que pareceram estranhamente quentes, por meus ombros, e ainda mantinha o olhar intenso sobre o meu. Tirou seu paletó, que fazia parte do terno todo preto que usava, e pôs sobre meus ombros desnudos. Logo após, virou-me lentamente e se aproximou mais, podia sentir suas mãos em meu cabelo, afastando os fios, e depois beijando a base do pescoço, e por fim as finas presas fincadas na minha carne...

...

- Bonnie? Querida... – ouvi a voz familiar e serena da Sra. Flowers.

- O que aconteceu? – indaguei.

Me lembrava vagamente da briga dos garotos depois era tudo um borrão.

- Você usou magia e desmaiou... Querida, tenho que perguntar, tens sentido algo estranho ultimamente?

- Estranho como?

- Como se algo controlasse suas emoções...

- Como o Espectro? Não! É só que eu me sinto doente... Talvez minha melancolia e desânimo venham disso... Bruxas ficam doentes?

- Nunca vi nenhum caso querida... – a doce senhora sorriu. – mas, pra todos os efeitos, você fica no pensionato, vou conversar com a mama então, tentarei descobrir algo! Mas, fique tranqüila!

Esperei a doce senhora sair do quarto pra fechar os olhos. Assim que o fiz a imagem dos olhos azuis, maliciosos, porém ao mesmo tempo frios, de Damon vieram a minha mente e foi quase automática a sonolência que se apossou do meu corpo.

...

- E como ela está? – Stefan perguntou a .

Ele estava no pensionato, mais precisamente na biblioteca junto com a senhora. Ambos procuravam, dentre as prateleiras abarrotadas de exemplares raros da literatura sobrenatural e medicinal, algo que pudesse ajudar a pequena bruxa que jazia adormecida no andar superior.

- Não posso dizer que ela está totalmente bem, meu caro... – ela dizia abrindo um livro, revirando os olhos e fechando-o. – Bonnie é uma bruxa, uma criança da luz, e emoções negativas influem em seus poderes, na circulação de energia, mas isso acontece com qualquer ser! O caso dela é que as emoções a controlam e isso faz com que ela use os poderes sobrenaturais sem controle também...

- E tudo isso estava escrito no livro que você acabou de fechar? – Stefan inquiriu.

- Não meu jovem, eu vejo isso só em olhar nos orbes dela e o brilho que antes saia dali estar tão apagado ao ponto de serem opacos e sem vida! Mas, ela não percebe isso a dominando, como antes nós não notávamos também! Ela está fraca emocionalmente.

- Sem dúvida ela sempre foi o elo que unia as meninas, a pequena Bonnie... Deve estar confusa sobre o fim do ensino médio, a separação de Elena e Meredith dela... Talvez, depois do baile devêssemos passar férias todos juntos e fortalecer esses laços, fazendo com que ela perceba que estaremos juntos por muito mais tempo do que imaginamos...

- É uma boa ideia, realmente é! – a senhora exclamou feliz.

- Acho que não precisamos procurar mais então? Estou certo?

- Tens razão meu jovem, vamos, preciso de ajuda com o carro...

Stefan sorriu e seguiu a mulher.

...

Quando meus olhos enxergaram a luz novamente eu não lembrava de nenhum sonho que não fosse aquele me senti estranhamente sufocada e resolvi sair do quarto. Desci as escadas do pensionato e descalça mesmo sai da casa. Não havia ninguém lá fora, não a minha vista, porém também não procurei, continuei seguindo meu caminho, mas dessa vez eu estava totalmente no controle.

Parei numa clareira, depois de andar por poucos minutos, ainda podia ver uma parte lateral do pensionato, isso significava que eu não estava longe, portanto, não ficaria perdida.

De onde eu estava podia ver, sentir a luz do Sol, aquilo me alegrou um pouco, mas era como se algo estivesse faltando...

- A passarinho doente veio ser livre foi? – ouvi a familiar voz de Damon, no seu costumeiro tom de deboche.

- O que você quer? – inquiri já impaciente.

- Eu acho que sou livre pra andar por onde eu quiser, não é? – ele indagou se aproximando. Eu me senti menor ainda. Quantos metros ele tinha?!

- Onde estão a e Stefan?

- Pareço babá? – ele indagou e eu virei o rosto. Frio e rude, como sempre... Por que eu ainda me surpreendo? – foram até a cidade comprar algumas coisas... Pediram pra eu cuidar de você.

- E você acalentou? – inquiri perplexa, desde quando Damon aceitava pedidos?

- Você me salvou de ficar com a cara arranhada pelo Stefan ontem, então considere como pagamento, além do mais a foi legal comigo ontem, então... Foi por ela também.

- Sei... – disse eu ao me sentar escorada numa árvore.

- O que você tem ruivinha? – ele quis saber sentando-se ao meu lado.

- Nossa! A vossa realeza está a se sentar com a plebe e sujar suas calças Armani! – Bonnie debochou e ele revirou os olhos.

- Responda minha pergunta!

- Não sei respondê-la! Eu simplesmente não sei droga! Eu queria, mas não consigo! – respondi com olhando pro nada.

- O que você sente... Agora? No que você pensou nessas semanas? – ele quis saber, chegando um pouco mais perto.

- Eu me sinto mal, no fim do ano vamos nos separar e eu nunca mais verei nenhuma das garotas, eu Stefan, ou a Sra. Flowers, ou você... E isso me consome!

As lágrimas foram inevitáveis, não pude controlar, eu odiava mudanças e me desesperava ao pensar nelas! Ainda mais viver com elas... E viver bem?! Eu não conseguiria ser forte como Elena ou racional como Meredith.

- Ruivinha... Não é bem assim! Vocês três vão sempre se ver! Elena moveria céus e terras pra isso e a caçadora também, elas gostam muito de você! Como todos nós. Não fique assim... – ele disse e logo eu me senti ser envolvida por seus longos braços.

Ele pôs sua boca próxima a minha orelha e dizia palavras doces e calmas, a fim de me tranquilizar.

- Obrigada Damon... – disse eu depois de longos instantes aconchegada a ele.

- Disponha ruivinha...

Notas: Acho que o lance da Bonnie finalmente terminou, ela só precisava do amor da vida dela pra ajudá-la! Ownttttt *-*

Enfim, agora é esperar o tão grandioso baile! Vocês terão uma surpresa! HUEHUHUE

Até o próximo!