Cap4. Dying?

Notas: Heeey people! Eu demorei um pouco mais nesse né? Pois, é!

O capítulo ficou legal, eu acho, too começando a especificar mias o que eu escrevo e isso é bom!

Enfim, espero que gostem e não deixem de dizer o que estão achando! ^^

Bonnie pov

Eu não sabia nadar.

Mas, naquelas águas profundas e escuras, mais precisa, em um tom verde bem escuro, beirando o cinza escuro. Naquelas águas, eu sabia nadar.

Mas, eu não nadava. Eu estava nela era uma coisa difícil de imaginar.

Eu conseguia ver um ponto brilhante por cima da água. Seria o Sol? Mas, eu não sentia seu calor...

Fechei os olhos e tornei a abri-los. Sentia a água se mover, parecia um oceano sem ondas, calmo e fresco. Minhas roupas, eu as sentia encharcadas, mas isso não importava.

Com os olhos fechados comecei a pensar em como era possível eu respirar ali.

Lembranças começaram a vagar na minha cabeça, no pensionato, depois subindo as escadas, mas eu não era eu... Eu estava atrás da porta do quarto de Damon... Não foi preciso abrir a porta, eu passei por ela e me vi a mercê do irmão Salvatore. Eu era sugada, no sentido literal da palavra. Ele encarou a mim com seu sorriso sádico e assassino e caminhou pra mim, deixando meu real corpo, que pareia estranhamente morto, no chão.

Ele usou sua velocidade sobre-humana e chegou rápido em mim. Abriu a boca e mostrou as presas, ainda sujas com o meu sangue e quanto ele ia dar o bote...

- AHHHHHHHHHHH! – eu me sentei na cama na velocidade da luz.

Comecei a olhar em volta pra me localizar.

- Bonnie! – Elena e Meredith entraram no quarto feito balas.

- O que aconteceu? – foi a vez de só Meredith falar.

Ela foi até a janela, provavelmente ver se tinha alguém ali a vi trancá-la também.

- Você está bem? – Elena indagou.

Quando desviei o olhar ela já estava na minha frente na cama, colocou uma mecha teimosa do meu cabelo revolto, atrás da orelha e me encarou pesarosa.

- Estou Elena, estou sim... – disse eu ainda um pouco desnorteada.

- Você acordou gritando, pensamos que estava sendo atacada, de novo... – Meredith sentou-se ao meu lado na cama.

- Garotas, eu estou bem, mesmo, minha cabeça dói um pouco, e é como se meu pescoço repuxasse. – disse eu passando a mão pela nuca.

- Stefan lhe deu sangue vampiro, logo estará melhor. – Elena disse sorrindo.

No fundo ela estava orgulhosa pelo namorado ter me salvado. Ela amava Stefan e era inegável, mas ele sempre nos ajudar aumentava mais ainda esse sentimento, se é que era possível. Além do mais, ele era o melhor vampiro que eu já conheci. Não que eu tenha uma vasta lista de amigos sobrenaturais que bebem sangue, mas comparado ao irmão, com certeza ele é mais amigável!

- Onde ele está? – inquiri.

- Foi a procura de Damon! – Meredith disse cuspindo palavras.

Parecia deveras desconfortável em pronunciar o nome de Damon.

- Gente... Foi um momento de fraqueza e eu fui idiota em subir a procura do que quer que fosse. No caso era Damon! – disse eu, na intenção de defendê-lo.

Embora no meu íntimo eu não concordasse com o que eu dizia, não era necessária uma locomoção de todos em julgar Damon. Afinal de contas, ele é um vampiro. E querendo ou não o sangue é o que os faz "vivos".

- Bonnie! Para de defendê-lo! – Meredith voltou a falar. – ele não merece isso! Ele não merece nada! Ele é uma pessoa má! Sempre foi e nunca vai mudar! Não sei por que deposit5a tanta confiança nele!

Minha amiga morena estava mesmo revoltada!

Ela falava gesticulando nervosamente com as mãos, não duvidava que se Damon aparecesse por aquela porta ela incorporaria a caçadora e o mataria ali mesmo!

- Meer! – Elena a repreendeu. – também não precisa exagerar.

- Não precisa?! Elena, olhe para a Bonnie! – Meredith disse e Elena me encarou.

Eu comecei a me analisar: Roupas encharcadas com meu sangue, cabelos desgrenhados, eu estava mais branca que o normal, além de me sentir dolorida e fraca.

Meredith pegou um espelho e levou até mim.

- Olhe só isso! – ela me disse entregando-me o objeto.

Olhei o meu rosto e me assustei, eu estava cadavérica, tirando o enorme machucado no meu pescoço.

- Isso é estranho... Já que Stefan deu sangue à ela! – a Gilbert balbuciou encarando as marcas de mordida.

- Parece que não funciona em Bonnie!

- Mas, por quê?! – Elena quis saber e me encarou. Como se eu tivesse a resposta.

- Nunca fui mordida antes, como poderia saber! – disse eu, largando o espelho ao meu lado na cama.

Me olhar parecia um crime.

Eu nunca fui uma modelo Parisiense, mas eu estava pior do que nunca! Eu me sentia fraca, como se não bastasse!

- O que faremos? – Meer perguntou à Elena.

- Vou ligar para Stefan, talvez com a dieta dele, não tenha surtido efeito e você procure a Sra. Flowers, provavelmente ela saberá o que fazer!

Vi Meredith sair do quarto e Elena pegar o celular para contatar Stefan.

- Não trocaram de roupa? – indaguei quando reparei que ela usava o vestido de baile que Meer havia sugerido há alguns dias.

Ela desligou a chamada, provavelmente havia caído na caixa postal.

- Haaa! Isso me fez lembrar que você não estava no baile! – ela exclamou indo até a cama novamente. – eu e Meredith te procuramos como loucas! E você estava no pensionato, mas por quê?

- Eu não estava com muita vontade de dançar! – dei a desculpa, mas Elena Gilbert era mais que isso.

- Conta outra Bonnie!

- Eu não queria estragar a noite dos casais okay?! Eu estou me sentindo mal e sozinha Elena, dá pra entender?! – disse eu em alto e bom som.

- Bon...

- Não venha com esse tom de pena! – disse eu enxugando as lágrimas que ameaçavam cair.

Até chorar, uma coisa bem comum pra mim, machucava qualquer movimento, eu estava me sentindo fraca demais respirar doía tanto quando cortar os pulsos.

Ouvimos o telefone de Elena tocar e ela saiu do quarto pra atender.

Quando ouvi o barulho de porta sendo fechada eu relaxei na cama.

Lençóis brancos, uma cama tamanho king size, um quarto com uma quantidade considerável de livros...

Não conhecia esse quarto na mansão Salvatore...

- Bonnie! Como você se sente?! – e de repente a cavalaria estava no meu quarto, Matt, Alaric, Stefan e Elena.

- Fraca... – disse recostando-me na cabeceira na cama.

- Stefan, você... Tomou sangue humano pra curá-la? – Matt quis saber.

Ele se aproximou de mim com cautela, como se o fato dele respirar próximo a mim fosse me desmontar.

- Tomei... – o vampiro do recinto disse, deixando a frase morrer.

Ele não mencionou, mas eu sabia que ele havia tomado o sangue de Elena na noite anterior, só um idiota não notava que Stefan continuava na "dieta animal" dele, mas que tomava o sangue da namorada sempre que possível. O que era normal para um vampiro. Para um vampiro e não para Matt, que era o ex de Elena, vale lembrar.

- Então o que está acontecendo? – Elena indagou. Parecia desesperada.

- Penso, que além de procurarmos saber o que está acontecendo, temos que procurar uma possível razão! – Alaric se manifestou pela primeira vez. – Afinal, o que sabemos sobre mordidas de vampiro é que elas curam com sangue dos mesmos!

- O que não está acontecendo com Bonnie! – Stefan disse, também parecia um pouco aflito.

- Stefan, talvez tenha dado uma dose baixa! – Matt iniciou. – tente dar um pouco mais de sangue.

O vampiro se aproximou de mim num piscar de olhos.

E com outra piscadela ele já tinha cortado o pulso com as presas e oferecia o braço pra mim.

Aproximei-me com cautela das veias sangrentas dele.

Colei meus lábios na pele fria de Stefan e suguei um pouco de sangue.

Sentia o líquido frio, estranhamente lembrou-me Milk-Shake, mas não pelo gosto e sim a consistência. Enfim, aquilo tudo era estranho.

Ele puxou o braço e eu respirei fundo, o que acarretou uma dor estranha nos pulmões.

Todos me olhavam no quarto, como se esperassem que eu melhorasse magicamente, e realmente era o que deveria acontecer.

- Bonnie! Você é bruxa! Você não sabe algum tipo de feitiço que possa te salvar? – Alaric supôs.

- Acho, que se ela pudesse curar-se já teria acontecido! – Elena respondeu por mim.

- Ela não está melhorando! – Matt disse um pouco desesperado.

- Que tal, vocês trocarem essas roupas de baile que estão cheirando ponche e me deixarem descansar um pouco! Eu estou mal e sou um ser sobrenatural afinal de contas, talvez por isso demore um pouco mais o efeito do sangue! – disse eu tentando fazê-los me deixarem em paz. Mas, era verdade sobre o cheiro do ponche. Embora eu pensasse que sobre o efeito demorar era uma mentira e das grandes.

- Certo! – Stefan iniciou. – vamos! Depois voltamos, não se preocupe!

Ele saiu pela porta com Elena e Alaric.

- Vou deixar meu celular aqui, o 1 na discagem rápida é Elena e 2 Meredith, se precisar de algo é só ligar e aparecemos num segundo!

- Okay... – eu sorri amarelo. – obrigada Matt! – deitei-me novamente enquanto ele saia do quarto.

...

Acordei de rompante com falta de ar, buscava de todas as formas respirar e quando finalmente consegui, depois de alguns infindáveis instantes, algo quente e viscoso veio à minha garganta. Comecei a tossir desesperadamente. Meu corpo tentava repelir o que quer que fosse. Minha garganta arranhava como se espinhos estivessem passando por ela. Tossi mais algumas vezes e quando achei que a crise havia findado, ela voltou com toda a força e dessa vez saia sangue junto com a tosse.

Comecei a engasgar com o sangue coagulado e líquido que se juntava na minha boca e tossia mais e mais. Minha blusa estava toda respingada do líquido quente e vermelho, assim como os lençóis que cobriam a grande cama, onde eu me encontrava.

As lágrimas começaram a descer eu não conseguia controlar a tosse que parecia que nunca teria fim, eu não respirava direito, estava ficando vermelha e o sangue me dava ânsia de vômito. Tentava me mover, mas quando começava a cogitar uma forma de me mexer sem sentir dor a tosse voltava. Será que ninguém me ouvia naquele lugar?! Eu preciso de ajuda!

Olhava desesperadamente pra porta e para as janelas, como se delas viesse a resposta pro fim daquilo ou a ajuda, eu sentia uma dor enorme por dentro e por fora, meus músculos estavam enfraquecidos, que diabos estava acontecendo comigo?

Vi um vulto se aproximar de mim. Por um momento pensei que era a morte vindo me buscar. Ler aqueles livros de feitiços não era uma boa ideia, a final de contas, eu estava num mundo sobrenatural e nunca tinha morrido e voltado, e nem pretendia, pra contar a história, vai que existia mesmo uma "Sra. Morte"?!

- Bonnie! – o vulto falou. – Bonnie! Tente respirar fundo okay?!

Eu tentei fazer o que me falou. Eu ainda encarava os lençóis sujos de sangue, até que resolvi encarar o vulto. Quase engasguei com o líquido que eu cuspia quando percebi que não era nada mais, nada menos que Damon Salvatore ajudando sua "presa".

Respirar fundo não estava ajudando...

- Bon! Trouxe uma coisa que eu ach... – era a voz angelical e inconfundível de Elena Gilbert à porta. – Oh Meu Deus! Bonnie! – ela largou a bandeja que estava segurando e foi até mim e Damon. – o que fez com ela?!

- Eu?! Nada! Essa ruivinha estava aqui no meu quanto sujando meus lençóis com o sangue dela. Está tendo um ataque, não é óbvio?

No instante seguinte todo mundo estava no quarto, como naquela tarde, mas, agora com a adição de Meredith e Sra. Flowers e é claro o dono do quarto, Damon!

- Ruivinha! – ele me encarou olhando profundamente em meus olhos. – você vai ficar tranqüila e respirar fundo, como estou fazendo agora.

Embora eu soubesse que Damon não respirava há muito tempo e que eu não conseguiria fazer isso, de ficar tranquila, com todo aquele sangue saindo da minha boca, eu o fiz. Eu comecei a respirar compassadamente e a me tranquilizar nos infinitos azuis dos olhos de Damon.

- Agora... – ele fez uma pausa. – olhe nos meus olhos, bem fundo, até onde você conseguir chegar, você vai se concentrar nessa piscina azul clara e relaxar, com o calor do Sol e o balançar das ondas, ondas bem calmas ruivinha...

Eu fechei os olhos e imaginei as deliciosas ondas, eu estava bem. Eu respirava bem. Não existia mais aquele nó de sangue impedindo minha respiração. Eu não tossia mais... Eu estava bem.

Notas Finais: Não editado, como vocês puderam perceber! Nunca edito, só uma dica! ^~

Espero que tenham gostado! Até semana que vem! *3*