Cap5. Save Me

Notas: BEEEEEEM mais cedo do que o previsto!

Agora acho que o próximo só sairá no Domingo mesmo u.u

Enjoy!

P.S: Leiam o capítulo com uma música deprê de sua preferência!

P.S.S: Mas, eu recomendo: Within Templation - All I Need

Eric Clapton - Wonderful Tonight ou

Carry Brothers - Run Away

Won't you save me?

Saving is what I need

I just wanna be by your side

Won't you save me?

I don't wanna to be

Just drifting thought the sea of life

Você não vai me salvar?

Salvação é o que eu preciso

Eu apenas quero estar ao seu lado

Você não vai me salvar?

Eu não quero ficar

Apenas vagando sem rumo neste mar da vida

Bonnie pov

Agora eu podia nadar.

Naquelas águas rasas e cristalinas, mais precisa, em um tom azul tão límpido e transparente e eu podia me ver abaixo d'água.

Mas, eu não nadava. U só sentia a brisa fresca que relaxava meus músculos. Nem parecia que era eu ali.

O Sol iluminava tudo ao meu redor, e seu calor me envolvia de forma tão protetora. Por um momento pensei estar de volta no ventre de minha mãe, mas isso não era possível.

Fechei os olhos e tornei a abri-los. Sentia a água se mover, parecia um oceano sem ondas, calmo e fresco. Minhas roupas, eu as sentia encharcadas, mas isso não importava.

Lembranças começaram a vagar na minha cabeça... A dificuldade pra respirar, a falta de ajuda no momento que eu precisava urgentemente dela. Eu comecei a olhar em volta na busca de alguém por quê eu não estava mais tranquila ali. Sozinha.

As águas começaram a ficar turbulentas e me levarem até onde eu vi, tinha uma queda d'água, e das grandes, era aquele o meu fim?

Eu comecei a engasgar e de repente já não era mais água ao meu redor e sim sangue.

As águas, ainda mais nervosas, sopravam-me pra onde a correnteza era mais forte e traiçoeira e do sangue saiam vozes, risadas macabras, que mesmo que eu tampasse os ouvidos eu poderia escutar ecoarem na minha cabeça.

Desci minha cabeça pra baixo no sangue e, como esperado, comecei a engasgar.

Acordei com um nó enorme na garganta e tossindo muito. Cuspia sangue desesperadamente.

- Bonn! – ouvi Meredith gritar e vir até mim.

Logo depois várias pessoas estavam no quarto.

Meredith passava uma das mãos nas minhas costas e com a outra segurava meus cabelos enquanto eu sujava mais uma vez a cama de Damon.

- Sra. Flowers, você não tem mesmo ideia do que possa estar acontecendo? – ouvi Elena perguntar. Sua voz tão aflita quanto sua expressão.

- Menina... – ela suspirou. – eu não tenho ideia do que seja isso! A mama diz que é obra do Demônio.

- Será que o sangue de Stefan está fraco? – Matt colocou.

- Acho que não! Ele tem se alimentado de mim! – minha amiga loira explicou.

O que causou um clima desconfortável.

- Ruivinha! – ouvi Damon chamar-me assim que entrou no quarto por uma das sacadas.

- Ela só piora! – Alaric explicou a situação.

- Pensei que a hipnose tinha funcionado Damon! Até encontrarmos uma cura! – Stefan protestou.

- Damon! – Elena gritou.

E quando pisquei o Salvatore mais velho tinha levado um tabefe bem audível da minha amiga.

- Você é um Demônio! Olhe o que você fez com ela! Você deveria tentar salvá-la! – Elena gritava e chorava em plenos pulmões.

Stefan a abraçou protetoramente enquanto eu via o olhar de pena de Elena sobre mim. Aquilo me doeu, eu até imaginava minhas feições, deviam estar piores do que da última vez.

Stefan levou Elena pra fora do quarto e logo depois saiu dizendo eu iria preparar um chá pra Elena acalmar os nervos.

No instante seguinte quando olhei pra trás, quando consegui virar meu pescoço, quando a tosse do inferno cessou eu vi os olhos de Meredith, a sempre equilibrada Meredith, nos olhos dela, lágrimas grossas de sofrimento que se intensificavam à medida que ela me olhava nos olhos, lágrimas estas que escorriam por suas bochechas coradas também pelo choro, que ela tentou, inutilmente prender.

Ela se afastou dolorosamente da cama e foi chorar nos ombros de Alaric. Se não estivesse tão difícil pra respirar eu teria certeza que estava morta, todos estavam com caras e áureas fúnebres...

Quando os dois citados e meu melhor amigo Matt saíram do quarto, notei que Damon me observava, mas, ao contrário dos outros ele não tinha um olhar de pena. Ele me olhava como se tentasse decifrar o que me fazia mal. Como se seu olhar desafiador pudesse espantar quem, ou o quê, estivesse em mim.

- Ruivinha... – ele sentou-se ao meu lado como na noite anterior. – não precisa falar, okay? – ele me encarou.

Notei algo diferente em seu olhar agora. Eram lágrimas em seus olhos.

- Me perdoe... Eu fiz isso com você... – ele suspirou.

Eu não tinha forças pra falar. Somente recostei-me na cama e sorri como quem consente.

- Eu preciso tirar você daqui! Eu não sei se você tem volta, mas eu preciso mostrar um lugar...

Ele levantou-se da cama e me pegou no colo. Mesmo que seu corpo não fosse quente era como se o Sol do sonho estivesse me envolvendo novamente...

Fechei os olhos e quando tornei a abri-los eu estava numa montanha bem alta. Ele ainda me tinha em seus braços e eu pedia ao que quer que fosse que meus últimos momentos fossem ali, nos braços dele.

Quando foi que eu me apaixonei por Damon Salvatore?

Há umas horas atrás ele assinou minha sentença de morte. Mordeu-me e assim eu comecei a definhar.

Naquele momento olhando para as luzes de onde quer que fosse, pedindo às estrelas pra não morrer agora, só pra ficar mias nos braços dele, eu comecei a cogitar... E se eu tivesse ido ao baile? O máximo que teria me ocorrido seria um quebrar de saltos, uns arranhões por portas de metal, ou cercas, ou ambos, mas, nunca, nunca em minha vida, eu imaginaria morrer antes da faculdade, antes de encontrar o meu eterno amor...

Lágrimas começaram a rolar sem cessar. Por que comigo? Eu merecia aquilo? Só porquê era bruxa?! Isso era tão injusto!

Damon me viu chorar e enxugou as lágrimas com seus polegares. Ele me sorriu e o vi levantar seu braço. Ele mordeu o próprio pulso.

- Antes de você ir... – ele iniciou me olhando profundamente nos olhos. – que tal uma troca hein? – ele sorriu galante.

Vi seu sangue gélido escorrer no pequeno corte que fizera com suas presas afiadas. Ele levou o pequeno ferimento à minha boca, antes que cicatrizasse.

Senti o gosto estranho e frio do sangue dele, mas ainda assim, suguei até quando meu fôlego, que já não era dos maiores, me permitiu.

Quando soltei seu pulso, nenhum corte existia ali.

Ele sorriu. E eu também. Meus dentes deviam estar sujos de sangue por que ele deu uma risada audível.

- Vamos deixar você limpa okay? – ele falou sorrindo malicioso.

O vi se aproximar e o medo de ser atacada novamente me veio. Mas, eu não conseguia me mexer, então só o deixei se aproximar dos meus lábios entreabertos com seus lábios frios e seu hálito gélido.

Sua boca colou na minha e senti sua habilidosa língua passar pelos meus dentes, limpando seu próprio sangue. E então, sua língua se entrelaçou na minha, numa dança lenta e viciante, se eu pudesse nunca sairia daquele abraço e muito menos daquele beijo...

Aos poucos tudo ao redor foi ficando lento e embaçado. Abri os olhos para ter certeza que não era só um efeito entorpecente do beijo, mas pelo contrário, era um efeito da morte.

Ainda pude ver o sorriso mais lindo que Damon poderia ter me oferecido como última visão. E então meus olhos se fecharam para sempre.

Mas, sempre não é muito tempo?

Notas: Me matem! U.u

Mas, só depois do próximo!

Kisses!