Summary: Os bruxos de sangue puro admiram seus semelhantes. Os Black são conhecidos por odiar os sangue-ruins. Eles eram Black puros e se odiavam.
Aviso: Pode ou poderá haver spoilers
Brown Blood
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- Eu atendo! Eu atendo!
Um vulto desceu correndo as escadas escancarando a porta principal. Atrás dela se encontrava um Black de mala e cunha com um grande sorriso, mas um tanto desconcertado.
- Cruzes, Almofadinhas, 'tá frio demais. Entra, entra.
Tiago Potter abriu passagem e Sirius entrou puxando a mala marrom. Tirou os sapatos cobertos de lama em sinal de respeito aos donos da casa.
Casa em modo de dizer. A mansão dos Potter era extraordinariamente rica e cheia de detalhes. Sirius, porém, não demonstrou surpresa. Já estava mais que acostumado com mansões e taças de prata.
- Pensei que você não ia chegar hoje. O que aconteceu com seu rosto, cara?
- Isso? – perguntou apontando para o grande corte na própria bochecha. – Minha mãe. Ela também disse que vai me apagar da árvore genealógica dos Black. Como se eu me importasse.
- Filho, quantas vezes tenho que dizer para não usar magia? Seu pai vai receber uma bela bronca no Ministério da Magia. Oh, Sirius! Como cresceu menino, ficou mais bonito também.
- Eu sei. Eh... Obrigado.
- Bom, acho que posso dizer seja bem-vindo, não? Está tudo bem, querido? Acho que sua família não gostou nem um pouco. – Dorea Potter tirou a varinha do bolso e com um feitiço não-verbal curou o corte na bochecha do Sirius.
- Obrigado de novo. Acho que não gostar é muito leve. Foi um conjunto de copos inteiros quebrados hoje. Nunca gostei deles mesmo.
- Sua mãe nunca foi uma mulher paciente, nunca. – depois de um momento pensando, ela virou-se para o filho. – Tiago, querido, leve o Sirius para o quarto dele. Espero que goste, arrumei do jeito que o Tiago disse que arrumasse. Vou ter que sair, creio que seu pai já foi.
- Pra onde a senhora vai? Vai Aparatar?
- Assuntos burocráticos, Tiago. Não, não. Vou optar pela vassoura desta vez. Não é você que sempre fala para eu tentar? Pois bem.
Dorea sorriu para o novo hóspede. Aquele sorriso fez com que Sirius se sentisse feliz e querido. Sorriu também, havia descoberto uma mãe de verdade.
- Espero que goste de viver aqui, Sirius. Vou gostar muito de tê-lo em casa. Se tiver fome, pode comer o que quiser na cozinha. Tiago sabe onde ficam os doces. Agora, tchau. Se cuidem.
- Tchau mãe. Se cuida.
- Tchau.
A porta fechou. Ambos esperaram o som do ar sendo cortado e então perceberam que ela já tinha ido.
- Gosto muito da sua mãe, Pontas.
- Eu também. – Tiago sorriu vividamente. O seu sorriso ofuscante. – Já planejei muitas coisas, planos contra o Seboso principalmente. Podemos encher o saco do casal de velhos que são nossos novos vizinhos. Vem vou te mostrar seu quarto.
Tiago deu um salto e conseguiu pular os quatro primeiros degraus da escada, enquanto Sirius se arrastava e arrastava a mala.
- D'aqui. 'Tá leve, trouxe o que? Que aconteceu a sua perna?
- Um presente de despedida da Bella. Um pouco de água fervendo e Aquamenti.
O Potter soltou uma das suas gargalhadas escandalosas. Abriu a porta de um dos quartos e adentrou.
- Não sei qual a cor você queria. Então pedi para a mamãe pintar ele de azul. Qual era a cor do seu quarto?
- Não sei. Colei um monte de pôster... Eu já te contei isso Pontas. Tomou alguma coisa hoje? Você 'tá estranho, cara. Muito estranho.
- Tomei uma decisão importante hoje de manhã. Vou pedir a Lily em namoro. – Sirius imediatamente caiu na gargalhada, sentando-se em sua nova cama. – Que foi?!
- Você não vem tentando há anos fazer isso?
Tiago fechou a cara. Passou a mão pelos cabelos bagunçados. Apontou o dedo para o guarda-roupa e a mala de Sirius. E então saiu pisando duro. O Black sorriu mais uma vez e se pôs a arrumar seu novo quarto.
Puxou a mala que realmente estava muito leve e começou a abri-la. Tentou não olhar em volta e sem querer ver as paredes colorida de pôsteres, em vez de uma nova e limpa parede. Pensou na bondade dos pais de Tiago, ricos e sangue-puros, e na sua família besta e esnobe. Ricos e sangue-puros.
Foi com esses pensamentos que teve uma surpresa ao puxar o resto que sobrava do zíper. Abriu a mala e segundos depois estava coberto de bomba de bosta. Tiago correu escada acima após ouvir o grito do amigo.
- O quê que acont...? Ai que nojo, Almofadinhas!
- Maldita! Tenho certeza que foi ela!!!
- Bellatrix? Sabia que só queimar sua perna era uma despedida leve demais.
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Capítulo dispensável e sem graça, mas resolvi postar para não jogá-lo fora. Espero que gostem ^^
Set: Verão
Tema: 27. Leve
