N/A: MANDEM REVIEWS! Senão não sinto vontade de postar mais :/ Digam de qual oneshot gostaram mais, o que não gostaram e o que desejam ver em próximos! Beijos
2- Dia das Mães
Ginny espreguiçou-se, esticando os braços e as pontas dos pés, com os olhos fechados, rolando um pouco para o lado e encolhendo-se, na esperança de abraçar o marido. Mas encontrou apenas a cama, já fria, o que significava que ele já havia levantado há algum tempo. Sentou-se, olhando ao redor: Harry não estava lá. Levantou-se, indo até o banheiro e saindo de lá com os cabelos penteados e usando um penhoar por cima da camisola.
Desceu as escadas de madeira escura após checar o quarto de Lílian e ver que a filha estava dormindo tranquilamente, e após entrar no quarto de James e no de Alvo, e perceber que os filhos já estavam fora da cama. Era muito estranho, normalmente as crianças só levantavam depois que ela fazia o café e os chamava.
Entrou na cozinha e se deparou com Harry lendo o Profeta Diário, sentado na mesa da cozinha.
-Amor? – ela chamou.
Harry levantou a cabeça e sorriu ao encontrar a mulher no portal da cozinha.
-Bom dia, querida.
-Onde estão as crianças? – perguntou, andando até o marido e dando um selinho, para em seguida começar a separar os ingredientes para o café da manhã.
-No jardim. – respondeu ele, voltando a atenção para o jornal.
-Tão cedo? Que estranho, achei que hoje... – ela começou, a voz morrendo no meio da frase.
-Hoje o que? – perguntou, virando uma página.
-Nada, nada. – ela respondeu, com um sorriso fraco, o fogo aceso e os ovos se quebrando sozinhos na frigideira, na outra o bacon e as salsichas fritando, enquanto as fatias de pão estavam na torradeira.
Ela levou uma caneca de café para o marido, que fechou o jornal e tomou um gole da bebida, colocando-a na mesa em seguida.
-Está ótimo, você merece um beijo por isso. – disse, bem humorado.
Ginny riu e deixou o marido puxá-la pela mão, e ele o fez com força, a ruiva caindo em cima de seu colo. Harry então beijou-a, as mãos subindo e descendo por suas costas, parando nas laterais das coxas dela. Ginny bagunçava os cabelos do marido, e mordia de leve o lábio inferior dele quando escutaram:
-James, James, o que o papai e a mamãe estão fazendo? – perguntou com curiosidade uma vozinha fina e infantil.
-Não sei... Ou melhor, já sei! – respondeu outra com animação- Eu ouvi o Teddy dizer pra Victoire que é algo parecido assim que... NÓS VAMOS TER UM IRMÃO!
-EEE! – comemorou Alvo- Espero que seja outra irmãzinha!
Harry e Ginny se separaram com rapidez, os olhos arregalados, os rostos corados de vergonha pelo flagra. Também havia espaço para fazerem uma nota mental de ralhar com o Teddy por ficar dizendo esse tipo de coisa perto das crianças menores! James tinha apenas seis anos!
-James, Alvo! – disse Harry – Parem com isso, vocês não vão ter um irmão ou irmã. Eu e sua mãe estávamos... Namorando.
-Namorando? – repetiu James – Ok, mas se não é namorando que a mãe da gente fica grávida, como é que é?
Harry e Ginny se olharam, com um misto de vontade de rir pela situação e pela pergunta, e um medo de não saber o que responder.
-Não é coisa para meninos de seis e quatro anos ficarem sabendo. – respondeu Ginny, por fim- Agora, vão com o papai lavar as mãos que o café está pronto.
Harry sorriu para a esposa e pegou os meninos no colo, um em cada braço, e levou-os até a pia. Os meninos se divertiram jogando água, molhando a camisa do pai. Harry até que tentou ralhar com eles para pararem, mas era domingo, e os meninos estavam realmente se divertindo. Quando acabaram, ele os levou até a mesa e Ginny serviu a todos.
-Comam tudinho para podermos ir à casa do vovô e da vovó. – ela disse para os meninos, e depois virou para o marido- Eu vou trazer a Lílian, ela vai acordar daqui a pouco.
Harry acenou com a cabeça, conversando com os meninos e ajudando-os a comer. Ginny subiu as escadas, triste. Era dia das mães e nem os filhos, nem o marido haviam lembrado isso. Todos os anos eles chegavam cheios de desenhos e algum presente que o pai os havia levado para comprar junto. Mas esse ano, não houve nada.
Chegou quarto da pequena Lílian, onde a encontrou já de olhos abertos, sorrindo. Era um bebê totalmente diferente do que James e Alvo foram. James acordava muitas vezes à noite chorando e Alvo acordava de manhã chorando, mas Lílian acordava e sorria para quem viesse lhe pegar no colo. Ginny tirou-a cuidadosamente do berço.
-Bom dia, minha linda.
-Dia, mamãe! – ela respondeu, com um sorriso no rosto branco, os cabelos ruivos encaracolados.
Fora a única que herdara o gene ruivo dos Weasley.
-Papai, James e Alvo já estão tomando o café da manhã. Você está com fome?
-Fome mamãe, fome! – respondeu acenando com a cabeça.
-Ah, que bom, porque a mamãe já fez o seu mingau.
Ginny conversou com ela pelo caminho até a cozinha, aonde chegou e colocou a filha na cadeirinha alta ao lado de sua cadeira. Lílian desejou 'Dia' para todos, que responderam a ela.
-Abre a boca, meu amor. – disse Ginny, com uma colher de mingau.
Lílian comeu e fez:
-Huuum.
-Huum, gostoso! – repetiu Harry, sorrindo para a filha.
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A banheira estava cheia de água, e os dois meninos brincavam com seus brinquedos de plástico enquanto Ginny e Harry passavam shampoo nos cabelos deles. Felizmente, Lílian já estava pronta e vestida, brincando em seu cercadinho.
-Yuuupi, eu sou o rei do maar! – disse James, levantando o braço e socando a água da banheira, que já se mexia e espirrava pra tudo quanto é lado.
-James, não faça isso! – pediu Ginny- Você está molhando tudo e nós já estamos atrasados.
-Mamãe, nossos primos vão está lá também? – perguntou Alvo, enquanto Harry tirava cuidadosamente o shampoo de seu cabelo.
-Sim, meu anjo, seus primos e tios estarão lá.
-Legal! A gente pode levar as vassouras que ganhou no Natal passado?
-Não. – foi a vez de Harry responder- Eu não quero vocês indo muito longe.
-Mas pai, da última vez não foi nossa culpa! – disse James, fazendo a maior cara de inocência possível- E as meninas não tinham que ter ido, porque elas que começaram a chorar!
-Sei, sei muito bem que você é inocente nisso tudo. – disse Harry, com uma das sobrancelhas levantada, olhando pro filho com um ar de riso- Mas nós, os pais, combinamos que vocês precisam crescer mais um pouquinho antes de saírem usando as vassouras num terreno tão grande quanto o dos seus avós.
James fez um bico, conformando-se, para em seguida ser tirado da banheira e enrolado em uma toalha pelo pai. Ginny fez o mesmo com Alvo, e cada um rumou para um quarto de forma a vestir os filhos.
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Quando finalmente chegaram n'A Toca, Harry e Ginny estavam apresentáveis, assim como seus filhos. O resto da família já estava lá, e foram muitos beijos e apertos de mão, antes que pudessem se sentar à grande mesa que foi posta no jardim.
Lílian ficou no cercadinho na sombra junto com Hugo, e Alvo e James se juntaram à mesa das crianças que foi montada à uma pequena distância da mesa dos adultos. Ginny recebeu feliz dia das mães das cunhadas e dos irmãos, e após o almoço até mesmo dos sobrinhos. Apenas seus filhos e marido não haviam desejado isso para ela.
Molly havia cozinhado uma ótima refeição, com comidas variadas para todos os gostos. Os adultos se serviram de Wishky de Fogo e vinho, enquanto as crianças tomaram alegremente seu suco de abóbora. Brindaram à todas as mães da família Weasley, e ao final da refeição estavam todos muito satisfeitos. Os homens ficaram do lado de fora, conversando e tomando conta das crianças, enquanto as mulheres foram ajudar Molly com toda a louça.
Todas comentavam as surpresas e os presentes que tinham ganho, Audrey mostrava a linda echarpe que Percy e as meninas haviam comprado para ela, Angelina contava como Fred e Roxanne, orientados pelo pai George, haviam levado seu café da manhã na cama, Fleur mostrava um lindo par de brincos que Victoire e Dominique haviam escolhido e Hermione contava do livro interessantíssimo que ganhara. Molly havia ganhado presentes de todos os filhos, e estava muito feliz e orgulhosa de ter toda a família reunida num só dia, ver todos os netos brincando em seu jardim.
Ginny, entretanto, estava sentada quieta no sofá com Lílian no colo, dando a ela a mamadeira que trouxera. Hermione sentou-se ao lado da cunhada e amiga, fazendo o mesmo com Hugo.
-O que aconteceu, Ginny? Você parece triste.
-Ah... – ela respondeu, sorrindo fracamente- Não é nada... Eu estou só... Cansada. É isso, estou só cansada.
-Eu imagino que esteja. Eu às vezes fico louca, e só tenho dois você, com três. Mas eu achava que Harry te ajudava com as crianças.
-Ele ajuda, ajuda sim. – apressou-se me dizer- Mas... Ah, deixa isso pra lá. Vai passar.
A conversa das mulheres foi interrompida por Harry, que chegou com os filhos no colo.
-Ginny, querida, eles estão com sono. Vou levá-los pra casa na frente, ok?
Ela estranhou, normalmente os meninos ficavam correndo no jardim com os primos até tarde da noite, quando os adultos queriam ir embora, eles juravam, com os olhos cansados e as bocas em bocejo, que não estavam com sono.
-Tudo bem. Eu só vou ver se minha mãe precisa de ajuda e depois vou também.
Harry colocou os meninos no chão e pegou Lílian, levando os três para a lareira, onde voltaram para casa pela rede de Flú. Ginny os observou desaparecer, e em seguida foi até a cozinha, onde Audrey e Fleur ajudavam Molly.
-Precisam de alguma ajuda?
-Ah, sim, Ginny querida. – disse Molly- Termina de confeitar esses biscoitos para mim? Eu não consegui terminar tudo ontem...
-Claro, mãe. – ela respondeu, sentando à mesa da cozinha, onde estavam os biscoitos de chocolate que Molly apontara.
Ginny passou uma boa hora confeitando a mão os deliciosos biscoitos, pois havia aprendido dessa forma: Molly sempre a ensinara que a única magia que se poderia usar na arte da confeitaria era a alquimia: misturar os ingredientes da maneira correta, em quantidades corretas. De resto, tudo devia ser manual.
-Está ficando muito bom. – disse Fleur, sentando-se ao lado dela à mesa – Você aprendeu com a mestra, realmente.
O sotaque francês de Fleur havia atenuado com os anos, ela só falava com sotaque quando ficava extremamente irritada.
-Obrigada. – disse Ginny sinceramente.
-É verdade. Mas deixe que eu termine isso, e vá pra casa. Vá ficar com seus filhos no dia das mães, aproveite para ser mimada. – Fleur disse piscando um olho e sorrindo.
Ginny não teve coragem de lhe dizer que os filhos sequer lhe haviam desejado um feliz dia das mães, então deixou o saco de confeiteiro cheio do creme de manteiga na mesa e despediu-se de todos, desaparatando para sua casa.
Sentiu a habitual tonteira que durou apenas uns segundos, para em seguida encarar sua sala de visitas escura. A casa inteira estava escura e quieta. Ginny levantou uma das sobrancelhas desconfiada, mas sacudiu os ombros logo em seguida. Harry deveria ter posto as crianças na cama e estava ele mesmo dormindo.
A mulher andou até a cozinha distraidamente, precisava de uma xícara de chá. Acendeu as luzes e pulou para trás ao ver e ouvir seu marido e seus filhos gritando:
-FELIZ DIA DAS MÃES!
A ruiva colocou uma das mãos sobre o peito e respirou fundo, sacudindo a cabeça, com um grande sorriso no rosto. A cozinha estava coberta de desenhos que as crianças haviam feito para ela, a mesa estava posta para o chá da tarde, coberta de guloseimas como os cupcakes favoritos de Ginny. Havia uma grande faixa com dizeres em tinta rosa: Você é a melhor mãe do mundo!, com várias mãos de tinta que Ginny sabia pertencerem aos filhos.
-Você achou que havíamos esquecido, não é? – perguntou James.
-Achei!
-Nunca que a gente esqueceria, mamãe! – foi a vez de Alvo dizer, correndo para abraçar a mãe.
James fez o mesmo e a mãe os abraçou com todo o amor do mundo.
-Vocês não vão dar o presente à mãe de vocês? – perguntou Harry, que segurava Lílian.
James e Alvo rapidamente pegaram um embrulho prateado que estava em cima da mesa e o levaram para a mãe, agradeceu e abriu. Dentro, havia uma caixa de veludo que continha um grande pingente de ouro em formato de coração, achatado e mais fino que uma moeda, extremamente delicado. Em uma fina caligrafia, estava escrito "Ginny Potter". "Vire, vire!", disseram os meninos. Atrás, na mesma bela caligrafia, lia-se "A Melhor Mãe do Mundo".
Os olhos dela se encheram de lágrimas, enquanto colocava o colar em si. Abraçou e beijou os filhos e a filha, para em seguida beijar os lábios de Harry.
-Obrigada. – ela disse sincera, ainda emocionada.
-Obrigada por ser a mãe dos meus filhos. – ele disse simplesmente, passando a mão livre pela cintura da mulher.
Ginny olhou em volta: os meninos corriam para catar os desenhos que haviam feito e espalhado pelo chão, levando Lílian consigo, que dava seus passinhos corridos confiante; a mesa estava belamente arrumada, seu chá favorito no bule e seus doces preferidos. Afinal, nem as crianças nem o marido haviam esquecido que hoje era um dia especial, e haviam feito uma surpresa para ela. Ao final de tudo, voltaria à mesma rotina de se dobrar em mil para manter a casa, os filhos e a si mesma em ordem. Mas, no momento, resolveu aproveitar. Tudo estava maravilhoso.
