N/A: HEEY! Gente, muito obrigada pelas reviews! Eu estou muito feliz, tive mais de duzentos hits nesses dois oneshosts que postei! UHUUUL. Espero que gostem do terceiro, e continuem MANDANDO REVIEWS :D!

3- O Fogo Weasley

-O que significa isso? – ela perguntou, visivelmente transtornada, a voz falsamente controlada.

Harry, que voltava da cozinha com duas canecas de cerveja amanteigada, parou alguns passos longe, e só conseguiu pensar "Merda!", quando a viu segurando uma cesta de presentes e um cartão, que haviam chegado para ele naquela manhã.

-Nada. – respondeu sinceramente, colocando as canecas na mesa de centro.

-Não parece com "nada". – ela disse com agressividade, jogando a cesta na mesa e abrindo o cartão- "Meu querido Harry, fiquei muito feliz em encontrá-lo na semana passada, mas já estou com saudades. Sinto muita falta dos tempos de Hogwarts... Devíamos nos ver um dia desses, o que acha? Desejo um feliz Natal, e espero que você goste do presente. Com amor, Cho".

Parou de ler e cruzou os braços na frente dos seios, era fácil perceber que estava irritada. Harry ficou em silêncio alguns minutos, sem saber o que falar. Reconhecia que Cho estava sendo calorosa demais, mas por que Ginny desconfiava dele?

-Ginny, eu não sei por que ela me mandou isso!

-Ah, não sabe? Não sabe? Talvez seja, como ela escreveu aqui – disse, abrindo o cartão- por causa do ENCONTRO QUE TIVERAM SEMANA PASSADA!

Ginny estava vermelha, e ofegava após o grito. Recuperou a respiração para recomeçar a falar:

-Como você acha que estou me sentindo, hein? Sozinha, em Hogwarts, terminando meu último ano e esperando ansiosamente para ver meu namorado, e quando as férias de Natal finalmente chegam, eu descubro que ele tem SE ENCONTRADO COM A EX E AINDA POR CIMA TROCADO PRESENTES!

Harry começava a se irritar, tentou ignorar os gritos do quadro. Como sua namorada poderia pensar que ele a havia traído com Cho? Não era óbvio que não queria mais nada com a antiga namorada? Afinal, se quisesse, teria tentado voltar para ela, ao contrário de voltar para os braços da ruiva que realmente amava.

Havia passado um ano após a Batalha em Hogwarts, e felizmente o castelo havia sido reconstruído em tempo para o próximo período letivo, e Ginny estava terminando seu sétimo ano. Enquanto isso, Harry começara a trabalhar como auror e estava se dedicando exclusivamente à sua carreira, já que estava impedido de ver a namorada. Só conseguia encontrá-la nos fins de semana, caso fosse a Hogsmeade durante as visitas dos alunos.

-Como você pode achar isso de mim, Ginny? Eu tenho ficado esse ano inteiro mal saíndo de casa, focado apenas no meu trabalho e em mais nada!

-É, EU POSSO VER EM QUE TIPO DE TRABALHO VOCÊ ESTÁ FOCADO!

-Ginny, eu encontrei a Cho por acaso no Ministério na semana passada. Nos falamos durante alguns minutos no elvador! Foi só isso!

Ginny olhava para ele, impassível. Não demonstrava que acreditava em sequer uma palavra, estava muito irritada e magoada, não achava que Harry fosse capaz de traí-la.

-Então ela simplesmente achou que podia enviar presentes pra você? – perguntou, o tom de voz muito baixo, contrastando com os gritos que havia dado segundos antes.

-Eu não sei! – Harry estava preocupado e irritado, não acreditava que aquilo estava acontecendo- Ela mandou porque quis, deve ter achado apropriado, já que estamos na época de festas, eu não sei!

-Ah, claro! – disse, dando uma risada forçada- Da mesma forma que achou apropriado dizer "meu querido" e "com amor"!

Harry levou as mãos aos cabelos bagunçados, passando seus dedos entre eles. Recusava-se a acreditar que aquilo estava realmente acontecendo com eles. Nunca fora um mulherengo, passara sua adolescência mais preocupado com a ameaça constante do Lord das Trevas, e só pôde começar a ter uma vida normal quando finalmente o derrotara para sempre. E depois disso, preocupou-se em reatar o namoro com Ginny, porque sabia que não poderia viver sem ela. Agora ali estava ela, arrumando confusão baseada apenas em um cartão estúpido e uma cesta de presentes!

-Não fui eu que escrevi esse cartão Ginny! Eu não faço a menor idéia do que se passa na cabeça de Cho Chang!

Ginny virou de costas para ele, encarando a lareira da sala de estar de Grimauld Place, número 12. Harry estava morando na casa que herdara do padrinho, ficara algumas semanas n'A Toca, por insistência de Molly, mas mudou-se logo depois. A ruiva o ajudou a se mudar, assim como Rony e Hermione. Mas apenas ela tivera momentos agradáveis com o namorado ali, tardes chuvosas regadas à chocolate quente, enrolados em cobertores quentes na sala de estar, Monstro lhes servindo novas canecas assim que acabavam as que estavam segurando, enquanto jogavam xadrez de bruxo, ou simplesmente conversavam. Adorava divagar sobre o futuro com ele, enquanto ele acariciava seus cabelos.

Lembrou-se que fora ali, naquela mesma sala, que haviam discutido lugares para viajar, e ele havia perguntado onde ela gostaria de passar sua lua-de-mel, dali uns anos quando se casassem. Ela se viu refletida nos olhos verdes dele naquele momento, com seus olhos castanhos brilhando devido à revelação de que sim, um dia ele pretendia casar-se com ela; e respondeu com toda a convicção que desejava conhecer um lugar lindo e quente, como a Itália no verão. Ginny voltou ao presente e percebeu que estava chorando, e Harry caminhara até ela, colocando as mãos nos braços cruzados de Ginny.

-Eu não preciso, realmente, me preocupar com isso?- perguntou, virando de frente para ele.

Harry buscou os olhos castanhos de Ginny, e fixou seu olhar neles.

-Não, meu amor. Você é a única mulher no mundo que eu amo, e a única que eu desejo. Eu amo você, e mais ninguém.

Ginny sorriu, o rosto ainda molhado pelas últimas lágrimas que faziam seu caminho entre as sardas. Harry subiu suas mãos para o rosto dela, segurando-o, e beijou delicadamente suas bochechas, sorvendo suas lágrimas salgadas, Ginny fechou os olhos com o toque da boca dele em sua pele. Em seguida, ele roçou seus lábios gentilmente nos dela, toque que a fez entreabir seus lábios macios, num pedido silencioso para que ele a beijasse. Harry o fez, delicadamente, acariciando a nuca da ruiva, para em seguida descer as mãos para sua cintura e puxá-la para si, acabando com a distância entre os corpos, sentindo as curvas macias do corpo dela contra o seu.

Ambos intensificaram o beijo, cada vez mais sedentos, as línguas se tocando com urgência. Harry, que a segurava pela cintura, conduziu-a até o sofá, sem desgrudar os lábios dos dela, deitando-a e ficando por cima, o peso apoiado nos cotovelos que ficaram ao lado do corpo dela. Ginny subiu as mãos que estavam nas costas dele para seu rosto, diminuindo a intensidade do beijo, até separar suas bocas devagar, mirando os olhos verdes do amado. Harry sorriu e beijou delicadamente a ponta do nariz dela, fazendo-a rir.

-Eu te amo. – disse, sorrindo para ele.

-Eu te amo mais ainda. – ele respondeu, abaixando o rosto e encontrando o dela, dando um selinho demorado- Amo você e toda essa fúria, esse fogo Weasley que você tem.

E os dois riram, antes de voltarem a se beijar.

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